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Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

As proclamações idiotas, em 1907, do suíço Choffat, foram assimiladas de imediato, mas na primeira geografia científica de Portugal foram declaradas como falsidades e corrigidas!

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DSCF6358 (1).JPGEfeitos, a seguir, das aldrabices de P. CHOFFAT que foram as causas mais consequentes para batoteiros desgraçarem a designação, SERRA DE SOAJO:

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A serra de SOAJO, a sul do rio Lima, foi uma excentricidade  de que se aproveitaram copiadores e, uns maldosos colonizadores sem escrúpulos que desde há cerca de vinte anos manifestam comportamentos municipais desviantes, com origem na "CASAMATASOAJO" para tentarem abater o património imaterial do SOAJO milenar...

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Uma "vigésima maravilha" num município de "maravilhadores"...

Contudo, no manual seguinte, não estando as serras relacionadas com rios, até pode parecer que não está amarelada a Serrra de Soajo, mas o facto de aparecer o «Galaico-Duriense» denuncia que Choffat é quem decide no posicionamento da Serra de Soajo, a sul do rio Lima. 

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O norte do rio Douro numa parte do Galaico-Duriense, no Lima  ao rio Homem situou, em 1907, o suíço P. Choffat, criador dos sistemas orográficos, as imbecilidades de SOAJO ser nome da Amarela e, de "Peneda" dar nome à SERRA DE SOAJO!

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Mas o médico e professor de Geografia, Silva Teles, nascido em Goa, que mais tarde enganou o seu aluno e futuro colega, Orlando Ribeiro, ambos bons conhecedores do mar da Palha, redigiu in «NOTAS DE PORTUGAL» que, a serra do "Tibete valdevezense», não é a SERRA DE SOAJO, por esta designação emigrar para o munícipio de Ponte da Barca e Terras do Bouro, denominando, em alternativa, as montanhas da SERRA AMARELA...

Os MATADORES, na "CASAMATASOAJO", são uns apreciadores do prato de "CACHENA DO TIBETE" e, a  carne da "CACHENA DA SERRA DE SOAJO" misturada com lampreia, tornou-se um menu muito apetecível pelo bom povo de Ponte da Barca...

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Os sumarentos "saberes" de Choffat penetraram bem nos cérebros dos notáveis, Silva Teles, Orlando Ribeiro, Amorim Girão e de Suzanne Daveau.

Porém, as empedernidas cachimónias de alguns viventes na «CASAMATASOAJO», em matérias de Geografia, só aprenderam o rio Vez, ao que parece, a alguns exógenos, por nascer esta corrente de água na SERRA DE SOAJO e suas águas não terem muito deutério ...

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Neste quadro beberam esta alta "sabedoria", os eminentes professores Silva Teles e Amorim Girão, deixando um rigoroso e  precioso legado, plasmando nas suas publicações, de que a Serra de Soajo, depois de tomar banho no rio Lima, se enegreceu "eternamente" como denominação da SERRA AMARELA e, o nome do PARQUE NACIONAL "TIBETE-SOAJO-GERÊS", nos novos tempos, dança muito bem a modinha das "Três Serras"...

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In Bibliografia Geogáfica de Portugal bem foi notado que quanto ao nome das serras de Portugal, Choffat, sabia muitíssimo mais que os residentes na "CASAMATASOAJO». Embora, de facto, Choffat, não estudasse pelos manuais escolares do ensino primário usados em PORTUGAL, por ter feito os seus estudos no país que tem montanhas nos Alpes, mesmo assim, ainda soube que existia o nome, SERRA DE SOAJO, conhecimento que não lobrigavam alguns valdevezenses da «CASAMATASOAJO» por gostarem das versões erradas...

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Um extracto de mapa que revela correcto nome da Geografia de Portugal quanto à localização da SERRA DE SOAJO.

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Nestas últimas fotos pode ver-se que o cientista e professor universitário, autor da primeira obra científica de Geografia de Portugal, no II Volume, publicado em 1937, também não usou o nome da serra saído do frígido "marco do Pedrinho apenedado"; em nota de pé da última foto, alerta para as iditiotices que P. Choffat cometeu sobre a falsidade do nome da serra de Soajo, e por tal não a admitiu no texto de 1937, mandando-a para a lixeira, e, o mesmo fez, juntamente, com o catedrático Mariano Feio, em 1948, ao continuar a asseverar os disparates de Choffat sobre nomes de serras...

                                                                                                                                                                                       

O HISTORIADOR DAMIÃO DE GÓIS DEIXOU NUMA SUA OBRA QUE A MONTARIA DE SOAJO, ERA PROTECÇÃO DA NATUREZA APENAS NA SERRA DE SOAJO!

 

Por causa de se ter feito esta ALDRABICE à Serra de Soajo, é motivo para  aceitarmos que o nome da Serra de Soajo deixe de ser o que foi, ao longo dos séculos de Portugal?

Nem esta habilidade neste mapa, nem a "invencionite", não infantilmente, adoptada  por Paula Pinto Costa!

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A historiadora Paula Costa seguiu a nova falsidade inventada pelo porta-voz da «CASAMATASOAJO», Nuno Soares, que não tem vergonha de deformar a designação da SERRA DE SOAJO, até no século de 1500!

Não apresenta uma só referência a documentar a designação excêntrica "peneda/soajo", antes do século XXI!  Mas, Soares, criou-a para segurar o nome Peneda, e para fragilizar a identidade, Soajo, que sempre vigorou ao longo de afastados séculos, porque a palavra "montaria" deriva do termo "monte", e na época medieval como na antiguidade, as serras eram designadas simplesmente por «montes».

Uma certeza temos é que o historiador, Damião de Góis, ao viver  desde muito novo na Casa Real no tempo de D. Manuel I, foi-lhe pedido pelo cardeal-rei D. Henrique, para elaborar uma obra sobre o Venturoso, e nela escreveu que a «MONTARIA DE SOAJO», nas Cortes de Lisboa, de 1498, subsistiu como área de protecção da biodiversidade, mas apenas numa parte fulcral da SERRA DE SOAJO, onde se incluíam as montanhas desde o território da Portela do Lagarto, situada para além do sítio da ermidinha onde se iniciou o culto a nossa Senhora da Peneda, cuja origem continua nebulosa em tempos anteriores a 1500...

Já é seguramente conhecido que o nome "Peneda", como serra, é um produto de aldrabices que timidamente se iniciou em 1875, no marco geodésico do Pedrinho, e que estaria condenado ao insucesso se não houvesse a habilidade aldrabona de desterrarem a designação, Serra de Soajo, para sul do rio Lima, dando também nome às montanhas da Serra Amarela!

Aproveitar estas DEFORMAÇÕES PARA MUDAR O NOME À SERRA DE SOAJO, usando a absurda designação "Peneda/Soajo", não é procedimento com a mínima seriedade...

Mas se a historiadora Paula Costa tiver uma só PROVA que a apresente, porque até hoje, tal como as de Bernardo Pintor nada conhecemos, a não ser no âmbito da ficção...   

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Outro nome do concelho, ou do rio principal, ou da serra, e mudança do verdadeiro conteúdo da montaria?

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Vários disparates são visíveis neste naco de prosa, como a referência de Soajo (concelho e montaria) se relacionar consigo próprio, em Ermelo, e com o imaginado ridículo "peneda/soajo"...

A historiadora medievalista Paula Pinto Costa não respeitou os conhecimentos disponíveis relativos à Serra, Vila e Montaria de Soajo...

DSCF4702.JPGAinda existem pessoas, devidamente, informadas a divulgar que num mero marco geodésico, mencionado neste mapa, e tido, erradamente, como "Peneda" dá o nome à serra  e, é o local de altitude máxima em que a SERRA DE SOAJO culmina, apesar de ser noutra montanha - o Outeiro Maior - , onde de facto, a cota máxima atinge, 1416 m!

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A expressão «V.ª e Montaria» muito usada desde o século de 1500,  no concernente ao termo «VILA» nunca foi referido no livro sobre os 500 anos do foral manuelino, e o termo «MONTARIA» não foi  minimamente explicado na sua significação, sendo até referido como «COUTO» quando também esta palavra tem vários significados...

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Como foi possível referir que, por causa do mosteiro de Ermelo houve relações com Soajo, se o cenóbio estava dentro do «CONCELHO E MONTARIA DE SOAJO»!

 Paula Costa, nunca escreveria que Sintra, sua terra natal, teve ligações com Portugal?!

O território do «concelho e montaria» de Soajo, indo, da Portela do Lagarto, na fronteira de Lamas do Mouro (Valadares) até à Laje das Cruzes, fronteira de S. Jorge (Valdevez), sendo incomparavelmente muito maior que Castro Laboreiro e Lindoso, poderia não ter foral, apesar de ser também um UM PARQUE RÉGIO DE PROTECÇÃO DA NATUREZA, E O SOLAR PRINCIPAL DO CÃO SABUJO! 

Que desconformidades!...

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O CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO, REFERIDO NO FORAL DO CONCELHO, FOI MAL INTERPRETADO PELO PADRE B. PINTOR, MAS O CASTREJO DA "TESE" DAS TRETAS E MENTIRAS ACEITOU, INFANTILMENTE, OS SEUS ERROS!

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Irei neste artigo demonstrar que alguns dos argumentos mesquinhos de um tal Rodrigues, natural de um lugar de Castro Laboreiro, expostos nas "cinquenta páginas de ridículas tretas e mentiras", resultaram em parte da influência do que escreveu o padre Bernardo Pintor, em 1981, na publicação «Por terras de Soajo», em que se abordou, também, o tema «São Bento do Cando».

Pintor, no que concerne aos cães sabujos de Soajo, começou por referir um documento do rei D. João I, emitido em 5 de Março de 1401, em que além do mais foi abordada a protecção aos cães sabujos de SOAJO.

 Pintor escreveu o que cito a seguir : «Pelo teor   do documento sabe-se que os fidalgos lhes tiravam os cães de guarda, chamados sabujos, e lhes causavam outros agravos.»

Mais disse Pintor : «Em 1514, a 7 de Outubro, D. Manuel I concedeu foral a Soajo (...). 

Nessa altura os moradores não pagavam ao Rei mais qualquer foro nem tributo além de «cinco sabujos feitos de monte, no tempo em que o Rei o reclamasse ou eles os quisessem pagar.»

Além destas considerações direi que o padre Pintor, continuou a sua escrita em jeito de interpretação e conclusão, sobre o envio dos cães, nestes termos: «Assim poderia suceder que anos houvesse em que nada pagassem por não lhes ser reclamado, pois de certo eles não se adiantariam a satisfazer.»

Mas o que foi escrito no FORAL DE SOAJO, de 1514?

Não foi o que escreveu  B. Pintor!

Transcrevo do foral o que nele se contem para que os moradores de SOAJO não pagassem impostos sobre os rendimentos gerados em cada ano, ao rei e à coroa real: «são obrigados de nos darem em cada um ano aos tempos que lhes mandarmos requerer ou eles os quiserem mandar cinco  sabujos feitos de monte sem outra nenhuma cousa.»

Comparando o que vem no foral e o que B. Pintor escreveu, verificamos que existem DIVERGÊNCIAS SUBSTANCIAIS!

Pintor não refere «em cada um ano» e, ainda, a expressão «são obrigados», constituindo estas omissões duas falhas graves, verdadeiramente deturpadoras do sentido da lei foralenga, no assunto que respeita aos «CÃES SABUJOS DE SOAJO», solar desta raça.

Na verdade, ao B. Pintor escrever, «no tempo em que o rei o reclamasse» não tratou com rigor, objectividade e clareza o que tinha de ser feito,  ANUALMENTE, ou seja, o que tinha de ser praticado «em cada um ano», num contexto de um ano económico e fiscal, período em que realmente se tomavam em conta, as rendas ou rendimentos gerados, para servirem de base para a liquidação dos impostos a pagar.

Ainda é preciso dizer que a substituição de palavra «REQUERER» por «RECLAMAR» não deixa de contribuir  para mais equivocar e gerar ambiguidade dado que, o termo mais apropriado é o está escrito no foral. De facto, o MOMTEIRO-MOR DO REINO, podia exigir ao CONCELHO E MONTARIA DE SOAJO, numa certa DATA, DIA E MÊS, DENTRO DE CADA ANO, mediante um requerimento, para  enviarem  os «CINCO SABUJOS» conforme conveniências CIRCUNSTANCIAIS.

As EXISTÊNCIAS, isto é, os "STOKS" de «TRINTA E CINCO SABUJOS», determinados pelo Regimento do Monteiro-mor do Reino, mesmo antes de 1605, podiam estar desfalcados, devido a doenças nos cães.

Os conhecimentos científicos e os outros meios para tratar animais tiveram progressos significativos no século XIX.

As indevidas interpretações dos conteúdos do Foral de Soajo em aspectos fundamentais podem configurar uma tentativa de B. Pintor ter desejado desvirtuar o que era mais relevante, ao usar uma linguagem e ideias AMBÍGUAS E EQUÍVOCAS, que suscitam INCERTEZAS, dúvidas e confusões.

Do foral de Soajo extrai-se facilmente que os moradores de Soajo, para beneficiarem da isenção de impostos directos sobre os rendimentos gerados num ano, tinham de SATISFAZER, OBRIGATORIAMENTE, TODOS OS ANOS, a entrega de «CINCO SABUJOS» aos REIS DE POORTUGAL.

Se Pintor, referiu, simplesmente, «tempo», pôde querer dizer, em qualquer altura, que não necessariamente o anual, sendo isto uma habilidade para fazer pairar na mente de quem lê o seu texto, incertezas, dúvidas e confusões...

A interpretação do texto do foral claramente nos diz que o envio dos «CINCO SABUJOS» era um acto obrigatório num tempo que foi devidamente determinado, e que, por tal, tinha de ser satisfeito rigorosa e verdadeiramente, EM CADA ANO!

O padre Bernardo Pintor para favorecer a sua terra natal, Castro Laboreiro, não deveria ter escrito na década de 1950, em periódico regional que, os «cinco cães sabujos» não eram enviados, exclusivamente, do município de Soajo para os reis, mas que seriam fundamentalmente destinados aos senhores donatários de municípios!

Presumiu que eram cães a MAIS para os reis, porque desconheceu a existência de 35 (TRINTA E CINCO) cães sabujos de SOAJO, afectos à supervisão do MONTEIRO-MOR DO REINO, que dispôs de INSTALAÇÕES, durante séculos,  sediadas no próprio PAÇO REAL...

 É verdade que Pintor, em 1981, não negou o envio dos «cinco sabujos» ao REI, mas habilidosamente, serviu-se da ESTRATÉGIA de não referir que eram enviados em cada ANO, como atrás foi dito. 

 

Em geral os escritos do Padre Bernardo Pintor são dignos de ser louvados, mas nalguns deles e em alguns aspectos, muito específicos e relevantes, não devem colocar-se  à altura de merecimentos.

Quando Pintor quis ser generoso com as localidades onde viveu e com as povoações dos seus familiares foi bastante parcial o que o levou a distorcer verdades essenciais, prejudicando muito injustamente outras terras, nomeadamente, o património imaterial da actual autarquia soajeira.

Não fossem algumas das suas afirmações plagiadas por outros autores e, então, os efeitos não teriam sido tão gravosos e destruidores de verdades fundamentais para a antiga «TERRA DE SOAJO».

O Reverendo Pe. Bernardo Pintor conheceu e publicou o foral de Soajo em linguagem do português do século XX. 

Em todos estes documentos aqui expostos leu que os «cinco cães sabujos» eram enviados, anualmente, do concelho de Soajo só para os REIS de Portugal.

Não obstante,  conhecer este comando foralengo, ousou escrever que os cães sabujos não eram entregues só aos REIS, mas também e sobretudo a SENHORES donatários dos concelhos, ideias lavradas no mesmo periódico onde publicou os conteúdos do foral.

Presumo que esta deturpação dos destinatários foi feita com intenção de justificar o que está publicado no tema Castro Laboreiro, inserto na «Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira» como já tive oportunidade de o referir, noutros artigos que publiquei.

Os desvios por indevidas considerações seriam, ao que  parece, feitas por Pintor  para ajudar a segurar as aldrabices do Prof. Manuel Fernandes Marques que alterou o habitat, o solar, e atribuiu documentos de Soajo multisseculares relativos ao cão sabujo do concelho de Soajo para a terra natal de Pintor, Castro Laboreiro!

Pintor também não corrigiu, nem abordou os erros da confusão da serra de Soajo com a Amarela. Antes quis engendrar em Portugal uns imaginados «montes de Laboreiro» como nome geral das montanhas e montes da serra de Soajo, sem indicar, supostamente, durante quanto tempo se referiram, e em que século esta  errada designação deixaria de ser usada, para ser falsamente substituída por Serra de Soajo, e não por "Peneda" como escreveu!    

Enfim, afirmações que não foram minimamente provadas para poderem ser aceites, no entanto vários autores admitiram-nas como certas, pelo que continuam a enganar muitos leitores... 

 O foral de SOAJO, de 1514, o único conhecido, aborda os «cinco sabujos» enviados «em cada UM ANO», o que significa, ANUALMENTE!

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Neste documento com elementos recolhidos para ser elaborado o foral de Soajo, muito objectiva e claramente se diz que os «CINCO SABUJOS» tinham de ser, OBRIGATORIAMENTE, enviados, pois está escrito, «são obrigados»,  ao REI, e em «CADA ANO»

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Na minuta para o foral de 1514 pode ler-se na escrita da época a referência aos «CINCO SABUJOS»...

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Em 1706 declarou-se na obra do Padre Carvalho da Costa o envio de «CINCO SABUJOS AO REI EM CADA ANO»...tal como consta na confirmação dos PRIVILÉGIOS DOS GUARDAS-MONTEIROS E NA DOS MORADORES DO CONCELHO DE SOAJO, de que só eram satisfeitos sob a condição do seu envio dos «CINCO SABUJOS EM TODOS OS ANOS»!

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A vigilância do território da MONTARIA REAL DE SOAJO,  nesta época de 1706, era feita pelo Monteiro-mor e mais doze MONTEIROS-MENORES, ditos, também «MONTEIROS-PEQUENOS», nos termos do REGIMENTO desta área da protecção e conservação da natureza.

O REGIMENTO DO MONTEIRO-MOR DO REINO DE PORTUGAL, publicado em 1605, continuava em vigência e nele se consagrava que os GUARDAS, MONTEIROS- PEQUENOS, eram obrigados a ter para fazerem o serviço de VIGIÂNCIA um CÃO SABUJO, pelo que em SOAJO os cães dos oficiais monteiros pelo menos teriam de  continuar a existir...e, ainda, mais CÃES SABUJOS para serem enviados «TODOS OS ANOS» ao REI...

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Estes diversos documentos foram conhecidos e usados pelo Padre Bernardo Pintor, pelo que nos causam muita estranheza, as deficientes interpretações e afirmações  sobre elementos ligados ao CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO, que VIRARAM, INDEVIDAMENTE, para o mesmo CÃO, COM NOME DE CASTRO LABOREIRO,  o que fez com que passasse Castro Laboreiro, a terra famosa, mas também  à custa de confusões de patrimónios intangíveis de SOAJO, o que é muito lamentável...

                                 Serra de Soajo, 27 de Outubro de 2020

                                      Jorge Ferraz G. Lage

                                             

 

 

 

 

 

 

 

QUEM REJEITOU "MEDALHAS" PELO EXERCÍCIO DE FUNÇÕES COMO MEMBRO EM VÁRIOS MANDATOS NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL, MUITO MENOS PRETENDE ACUSAÇÕES LEVIANAS DE SER O GERADOR DE «POLÉMICAS ESTÉREIS»

A chamada «CARTA ADMINISTRATIVA OFICIAL DE PORTUGAL» corrigiu em 2005, fazendo com que uma parte do espaço físico total da SERRA DE SOAJO, fosse IDENTIFICADO com este nome, que pelo menos, provém dos tempos medievais, mas mesmo assim, há quem entenda que nos termos do "BI" se possa usar o nome que se quiser, porque quem escolhe tem a sua própria OPINIÃO! 

Com este critério "DIABÓLICO" propomos, por agora, apenas três OPINIÕES:

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Polémicas, das «ESTÉREIS», sobre a defesa intransigente do nome da SERRA DE SOAO?!

Houve quem na última sessão da ASSEMBLEIA MUNICIPAL realizada em Setembro de 2020 (apesar de poder aquilatar de todo o enorme esforço para esclarecer as vicissitudes da BARALHADA com a SERRA DE SOAJO) ainda apresentasse com inocência, argumentos de lana-caprina, revelando ainda que está muitíssimo mal preparada sobre o que fizeram à identidade, SERRA DE SOAJO.

Muito nos admirou prestar-se a oradora a pedir ao "mandante" - primeiro responsável pela encomenda ao gosto dele - no sentido de rogar aos "mandatários" que foram os universitários orientados na elaboração do  trabalho sobre os fojos da SERRA DE SOAJO - para não referirem o nome correcto da serra...

É deveras caricato pedir, de facto, ao "mandante" para interceder junto dos "mandatários", antes orientados no sentido de não usarem o nome da SERRA DE SOAJO nos trabalhos a elaborar, ou seja, omitirem a identidade histórica da serra em que se ergueram as construções dos fojos lobais!

Quem paga tem obrigação de EXIGIR que cumpram a lei...

A «serra de SOAJO» é um topónimo legal e, portanto, a Câmara Municipal DEVE  dar ORDENS a quem paga para respeitarem a lei que está em conformidade com o nome que já estava cartografado no primeiro MAPA DE PORTUGAL, privilégio de que goza o nome serra do Gerês...

O cumprimento das leis não passa pela liberdade de poderem escolher o nome da serra em função das OPINIÕES arbitrárias dos senhores universitários...

Se assim fosse nos trabalhos académicos cada um respeitaria ou não a lei e a VERDADE dos conhecimentos científicos, seguindo o critério da "real gana"...

Quem está na Junta de Freguesia da autarquia soajeira parece desconhecer que já há muito deveria ter intercedido, usando papel e o selo branco, para defender Soajo, quer mediante o envio de ofícios à Câmara Municipal, quer perante as instituições universitárias, se os trabalhos foram com estas contratados... 

A oradora quis penalizar quem colocou à disposição do público os resultados das aturadas pesquisas de documentos, suas reflexões,  análise dos mesmos, e depois as elaborações de sínteses, para se defenderem os superiores interesses de SOAJO, sobretudo perante quem tem feito nas últimas décadas OPOSIÇÃO SISTEMÁTICA A SOAJO, sem provas minimamente consistentes.

Foi uma tontaria da oradora ter considerado como causador de POLÉMICAS e ESTÉREIS quem veio a terreno defender, justamente, VALORES MUITO SECULARES pertencentes ao património histórico e actual, para se preservarem e entregarem ao futuro! 

Muito lamentável esta ESTERILIDADE e leviandade de quem quase NADA fez sobre estes assuntos da serra e dos limites TERRITORIAIS da freguesia que, continuam atacados, mas mesmo assim teve a ousadia, a desfaçatez, de ajuizar desta forma... 

Se fizesse o que devia como autarca na Junta de Freguesia, talvez não humilhassem tanto a freguesia que lhe paga mensalmente os serviços pelo exercício no órgão executivo de Soajo...

Termino, referindo que o principal autarca municipal respondeu ao pedido ingénuo de respeitarem o nome correcto da SERRA DE SOAJO, dizendo que, se a oradora tem a sua OPINIÃO sobre o nome da serra, também os universitários têm as suas OPINIÕES...

Por estas e outras é que pode ser validada a OPINIÃO, "B´ARCOS DE TALVEZ É UMA TERRA QUE DEUS NÃO DESFEZ NO LINDO CENÁRIO DO GERÊS"... 

Doravante, irão alguns SOAJEIROS escolher com as suas OPINIÕES o nome do rio e da sede do concelho que, pela calada, alguns valdevezenses pressionaram para acabar com o concelho de Soajo, de modo a que o deles se alargasse até à fronteira com a Galiza...

 

                                    Serra de Soajo, 21 de Outubro de 2020

                                                       Jorge Ferraz G. Lage

Da Universidade de Coimbra, um seu notável geógrafo, corrigiu o nome, "serra de Soajo", na Amarela, mas não o devolvendo ao seu próprio espaço de sempre, enganou muitos alunos, professores e autores!

 

As imagens a seguir demonstram as gravíssimas considerações sobre a SERRA DE SOAJO escritas e/ou reproduzidas por Amorim Girão, em 1915 e 1941!  De quem fez, em 1922, o primeiro doutoramento do país no campo das Ciências Geográficas, esperava-se outro rigor sobre a relevante identidade da SERRA DE SOAJO. 

O resultado dos seus escritos foi equivalente a lançar pelo rio "TALVEZ" abaixo, em 1941,  o nome da SERRA DE SOAJO, afogando-o...

O académico Amorim Girão lamentou, em 1941, a mediocridade de CHOFFAT, mas, ele próprio, foi ainda mais excessivo para o abate do nome da serra de SOAJO...

Iremos demonstrar os seus DISPARATES recorrendo aos elementos a seguir que, quase por si,  documentam que GIRÃO foi um enganador que muito PREJUDICOU a identidade que ao longo dos séculos sempre esteve ligada ao antigo CONCELHO E MONTARIA DE SOAJO...

Com Girão  o nome SOAJO, de facto, desapareceria por COMPLETO e, seria diminuída, com a sua duvidosa falta de conhecimento, a altitude máxima de 1416 m  para 1373 m! 

Foram  ABERRAÇÕES inacreditáveis as incompetências do primeiro catedrático em Geografia na Universidade de Coimbra, sob os aspectos aqui considerados, pois nada disse de jeito sobre a serra de  SOAJO...

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Um monumento à SERRA DE SOAJO, identidade que foi objecto de ataques após a conquista do município da vila de Soajo, em 1852, no governo civil de Viana do Castelo, presidido pelo valdevezense Gaspar A. Gama.DSCF5055.JPG

No ano lectivo de 1915/16, Aristides de Amorim Girão adquiria o grau de bacharel, no primeiro curso de Ciências Históricas e Geográficas ministrado na Universidade de Coimbra. A publicação da sua Geografia Física foi feita na altura em que frequentava o último ano do seu curso...

Nessa época já faziam escola os escritos publicados por Choffat, daí ser muito influenciado Girão, pelos disparates que reproduziu na sua obra de 1915. 

 

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O inventado sistema "Galaico-Duriense" por Choffat está acolhido neste texto extraído da Geografia Física, da autoria de Amorim Girão, onde a SERRA DE SOAJO, foi identidade preferida como sinónima de SERRA AMARELA!

Qualquer leitor, mais ou menos culto nas matérias de relevo do solo de Portugal, perante os nomes das serras, apontados neste texto,  a norte do rio Douro, convence-se que este «SUAJO» não dá nome ao espaço da AMARELA. 

Pura ilusão, pois, de facto, persuade, em aparência, que não é senão um nome de uma suposta serra a norte do rio Lima e a sul da falseada denominação da Peneda, nome este originado, em 1875, por G. Pery, inicialmente, no MARCO GEODÉSICO DA MONTANHA DO PEDRINHO.

Por estas ilusões a SERRA DE SOAJO foi divida por alguns dos iludidos, ou enganados, em DUAS SERRAS...

Contudo, Choffat, em 1907, começou a divulgar a suposta "Serra da Peneda" como nome único e geral da serra a norte do Lima, e tendo como altitude máxima no sítio da Pedrada, na montanha do Outeiro Maior 1415 m, retirando do "Castelo do Pedrinho", ou "Torre do Pedrinho" por se situar verdadeiramente na montanha do Pedrinho (embora designado em mapas geográficos falsamente por "Peneda")  a culminação  geral da serra a 1373 m.

O nome SERRA DE SOAJO que nos séculos anteriores era usado para caracterizar as serras de Portugal mais importantes, foi  concorrer como alternativo, NÃO COM O FALSO, mas com o da SERRA AMARELA!

 

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Amorim Girão, em 1915, copia a matança no seu espaço físico do nome SERRA DE SOAJO, feita por Choffat, mas em 194I caustica os DISPATATES deste geólogo!

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De facto, o fatauncense, Girão, que fez tese de doutoramento na Universidade de Coimbra sobre a «BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO VOUGA» corrigiu as asneiras de P. Choffat apenas, parcialmente, excluindo Soajo como designação da Amarela, pois como identidade multissecular no seu espaço nada corrigiu, e DISPARATOU, ao retomar  no MARCO GEODÉSICO a falsa "Peneda", como sinónimo de PEDRINHO, no sítio culminante de toda a serra com 1373 metros de altitude máxima!

O Professor AMORIM GIRÃO, com estas graves asneiras de não a denominar, como devia, por SERRA DE SOAJO, e de atribuir apenas os 1373 m, secundarizou, em termos relativos, a notável serra que foi sustentáculo, durante séculos e séculos, do parque da natureza designado oficialmente por «REAL MONTARIA DE SOAJO»!

Voltou, Amorim Girão, a considerar erradamente o topo ou fastígio da serra, no local do MARCO DO PEDRINHO, com 1373 m de altitude, que Gerardo Pery, em 1875, havia cifrado em 1446 m, e designado por PENEDA, seguindo falsamente os homens dos trabalhos geodésicos.

Parece-nos que o regresso ao Pedrinho ("Peneda") se deveu a poder dar continuidade, não à SERRA DE SOAJO, maximizada em altitude, no sítio da Pedrada, na montanha do Outeiro Maior, com o valor rigoroso de 1416 metros, mas à serra de nome errado.

DSCF4931.JPG Imagem do construído, por volta de 1865, no popular "castelo do Pedrinho" a que os homens dos trabalhos geodésicos gravaram de "Peneda", culminado pelo marco geodésico à altitude de 1373 m, que serviu de pretexto para abaterem a identidade de séculos, «SERRA DE SOAJO», que já era usada na caracterização do Portugal medieval.

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Amorim Girão, sem conhecimentos suficientes da História e Geografia Física e Humana, da região de Soajo, avulta um nome que em primitividade nada tem de relevante, e abate a «SERRA DE SOAJO», nome que na fundação e restauração de Portugal subiu, tal como os das suas montanhas, à escala NACIONAL, pela visibilidade de imponentes e abruptas montanhas que enchiam o "olho" aos observadores...

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Girão, considerou tão erradamente, ser apenas de 1373 m, a altitude máxima da serra intercalada do Lima ao Minho, e a nascente do rio Vez!

Figurando este perfil na Geografia de Portugal, da autoria de Amorim Girão, ensinaram-se  ERROS GRAVES na UNIVERSIDADE DE COIMBRA, e que foram muito divulgados pelo país e estrangeiro...

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Os discíplos de Amorim Girão, em livro de Geografia, do ensino secundário, prosseguiram com os ensinamentos errados aprendidos na U. de Coimbra.

Só que este livro ao atingir o estatuto de «LIVRO ÚNICO» foi produzido aos milhares, de tal modo que do Minho ao Algarve ensinavam-se e aprendiam-se os DISPARATES sobre a SERRA DE SOAJO. 

Eu fui uma das vítimas embora este conhecimento desnorteado não me convencesse na sua plenitude, porque o meu professor do ensino primário perante os nomes "Peneda, Soajo, Gerês" mencionados nos manuais escolares, não interpretásse Soajo, como nome da Amarela, pois entendia esta "Peneda" como designação das montanhas para nascente do ribeiro da Gavieira!

Na verdade, assim no-lo justificou, e também informou em Soajo, a licencianda Raquel Soeiro de Brito desta sua convicção, embora errada, mas que foi acolhida na tese de licenciatura defendida na Universidade de Lisboa, em 1948... 

A seguir, mostram-se mais imagens do livro, feito pelos professores liceais que haviam sido alunos de Amorim Girão, no qual as ASNEIRAS de Girão são reproduzidas, sobretudo, a da não denominação da SERRA DE SOAJO e, também, a de 1373 m, ser muito, disparatamente, a altitude máxima da que deveria ter designado por SERRA DE SOAJO!

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Este livro, que possuo, tem a chancela que deu aos autores o privilégio de obrigatoriedade de ter que ser usado como base no ensino/aprendizagem em todo o país, ao nivel deste ano de escolaridade. 

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Estes dizeres travaram-me ENÉRGICAS reacções de grande indignação que deveriam ter explodido na sessão da APRESENTAÇÃO FEITA EM DEZEMBRO DE 1970, na Casa do Povo de Soajo, perante a COMISSÃO PARA A CRIAÇÃO DO PARQUE NACIONAL ao nos informar o nome deste, em que Soajo não estava incluído!

O professor que me ensinou rudimentos de Geografia ministrados na escola de Soajo esteve presente e foi até o anfitrião nesta jornada de promoção da criação do PN, não só pelo prestígio de que gozava na comunidade soajeira, mas também, por décadas antes já ter deixado de ser OPOSITOR À DITADURA, e ter passado a FERVOROSO SITUCIONISTA, por conveniências pessoais e para satisfazer pedidos de valdevezenses afectos na sede concelhia à causa salazarista. A sua convicção de que haveria uma "serra da Peneda" para denominar os montes a nascente da ribeira da Gavieira, a qual juntava as suas águas em Tibo, às do ribeiro da Peneda, deveriam também ter refreado alguma incomodidade pelo nome anunciado para o PN e, daí, a sua aceitação sem a mínima repulsa... Mas um grupo de Soajeiros reagiram repudiando o nome escolhido, pois a nossa ignorância de que a imaginada serra ensinada pelo professor soajeiro não era senão o resultado das ASNEIRAS de Soajo ter sido tomado como nome pela falsa Peneda localizada na montanha onde instalaram "o castelo do Pedrinho" para o encimarem com um MARCO GEODÉSICO considerado como o local de altitude máxima da penalizada SERRA DE SOAJO...

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.Na lista das altitudes, as asneiras de Amorim Gião, sobre o nome da serra e da máxima altura em relação ao nível do mar tiveram de contribuir para DESPREZAR a SERRA DE SOAJO, e altitude máxima de 1416 m!

As heranças do pretenso exterminador da SERRA DE SOAJO - o suíço P Choffat - não foram totalmente colhidas na década de 1940 por Amorim Girão e seus alunos...

 

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Lautensach não foi o único a repudiar as asneiras de P. Choffat sobre os nomes das serras que bordejam o rio Lima, também Amorim Girão o fez, mas de uma forma não suficientemente completa e correcta.

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Em cima e a seguir podem ver-se as justezas de Lautensach sobre estas serras.   DSCF4707.JPG

No mapa seguinte o autor soube distinguir, os nomes dos locais dos mais importantes MARCOS DA SERRA DE SOAJO, do nome desta...

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Como se podem referir, na actualidade de 2020, depois de nos últimos vinte e três anos se terem publicado tantas e tantas provas de asneiras publicadas que conduziram às confusões para abater o nome da SERRA DE SOAJO?!...

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Este suporte de informações disparatadas pretende, estrategicamente, dar continuidade às "MANHAS MALDOSAS E MENTIROSOS" de alguns valdevezenses para que a confusão do nome da SERRA DE SOAJO continue a impedir as correcções do nome da serra.

Quem em plenos territórios da autarquia soajeira, na Portela do Mezio e no Campo da Feira da Vila de Soajo, vê escrito o nome de duas serras distintas, em contradição com o que nos séculos não se usou, e sobretudo, com a afirmação de que entre estes dois sítios - Mezio e Campo da Feira - se percorrem 6,8 km em DUAS SERRAS, só é possível com as SACANICES dementes dos "MANHOSOS MALDOSOS E MENTIROSOS" que mem no tempo da ditadura salazarista se atreviam a DESRESPEITAR tão OFENSIVAMENTE... Mas os poderes autárquicos de SOAJO não têm vergonha em consentir que HUMILHEM desta forma tão, descaradamente, SOAJO E OS SOAJEIROS...

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA TEVE UM PROFESSOR QUE ENGANOU OS SEUS ALUNOS AO ENSINAR QUE A SERRA AMARELA TAMBÉM SE CHAMAVA SERRA DE SOAJO! SERÁ QUE O PROF. MARCELO FOGE DA VILA DE SOAJO PARA DISFARÇAR A ILUSÃO DO NOME FALSO DO PARQUE NACIONAL?

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As montanhas que se observam a sul da vila de Soajo situam-se para além do vale do rio Lima, as da serra de Soajo são as que na imagem aparecem  cobertas pelo  pinhal visível, a partir dos cantos inferiores, para o lado norte.

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Uma imagem que perpetuará uma designação que tem muito séculos de existência.

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A SERRA DE SOAJO fica localizada ao norte do rio Lima, mas o castelo de Lindoso construído a sul deste curso de água, foi considerado, devido a muitas MENTIRAS E ERROS, como se situando na de SOAJO, em vez de o ser na SERRA AMARELA!

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Nesta foto já se vê uma parcela da serra de Soajo por onde trepam pela encosta algumas das casas da vila de Soajo.

 

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Um postal mandado fazer por quem adorava o Vez e que lhe sobrava coração para uma das mais notáveis serras de Portugal, mas que um estrangeiro, depois de se apoderar do poder municipal valdevezense, passou a atirar  com uma arma de papel pretensamente mortífera...

 

 

                   A “PESTE AMARELA” IMPEDIU UM PARQUE NACIONAL SOAJO-GERÊS!

PROFESSOR DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, MARCELO R. DE SOUSA, CONTAMINADO PELA “PESTE AMARELA”!  

Como poderia arrancar o Parque Nacional com o nome «Soajo-Gerês», se o país estava encharcadíssimo com tantas aldrabices de “peste Amarela” na generalidade dos livros escolares de Geografia dos vários graus de ensino, editados desde 1907 até à criação do P.N., em 1971, e ainda se, concomitantemente, as diversas instituições e organismos públicos de gestão e planeamento territorial do país estavam também empestados de “saberes” com os mesmos erros e mentiras?!

Neste ambiente  virulento quem sabotou o nome correcto do Parque Nacional teve muito mais facilidades para impor as suas maquievélicas intenções, colocando o nome  SOAJO, segundo o interesse de alguns valdevezenses...

 Da antiquíssima «Serra de Soajo», cujo espaço geográfico se estende do rio Lima ao Minho  e, do vale do Vez à Galiza, incrivelmente, saiu para o espaço da «serra Amarela», situado a sul do Lima, como que uma “peste carregada de vírus” alastrando-se, desnorteadamente, a partir de 1907, com colossais erros e disparates do geólogo suíço Paul Choffat!

Devido a esta «ignorância pestilenta» é que o nome “serra da Peneda” conseguiu desalojar e substituir o de «Serra de Soajo»! Embora tivessem aparecido asneiras, pela primeira vez, em 1875, numa obra de Geografia de Portugal, da autoria de G. Pery, nunca o falso nome “serra da Peneda” vingaria!

O atrevimento de Pery não tinha recolhido suficientes adesões para causar uma viragem nominal da «Serra de Soajo»! Foi portanto necessário escorraçar o multissecular nome - «Serra de Soajo» -, para as montanhas de outra serra situada a sul do Lima até ao rio Homem, para que se generalizasse no século XX a serra com um nome “Peneda”[Pedrinho]. Porém, o que os portugueses instruídos aprenderam nos liceus e escolas, e os eruditos usavam desde os primórdios de Portugal era «Serra de Soajo»!

 Tão descabida “peste” infectou cerebralmente, depois de 1907, os cidadãos portugueses, muitos tidos como académicos, escritores, políticos e intelectuais!

 O actual Presidente da República, Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, frequentou nos primeiros anos de 60, o Liceu Pedro Nunes, em Lisboa, e foi seu professor de Geografia o metodólogo Dr. Evaristo Vieira, co-autor de um «Compêndio de Geografia», que teve várias edições. Este livro, em 1954, conheceu a 6ª edição, destinada ao 2º ciclo dos liceus, e no programa do antigo 5º ano (actual 9º ano) de escolaridade, estudava-se Portugal. Neste, o Dr. Amorim Girão, professor catedrático na Universidade de Coimbra, foi citado por ter escrito, não ser o rio Vouga o limite sul do sistema Galaico-Duriense, como havia considerado Choffat, mas sim o rio Mondego!

Lamentamos que Amorim Girão não tivesse corrigido outras aldrabices de Choffat e até copiasse dele outros disparates para a sua «Geografia Física de Portugal», editada em 1915! De facto ousou seguir Choffat escrevendo nesta que a «serra Amarela também se chama serra de Suajo»!

Se tivesse Girão atacado as asneiras de Choffat, talvez que Evaristo Vieira não ensinasse aos seus alunos os disparates que vem nos seus manuais escolares de Geografia, nomeadamente, o que reproduzo: «a serra Amarela ou Suajo e o monte Oural erguem-se entre o Lima e o Homem»!

Mas outros disparates ensinaram, Amorim Girão na sua «Geografia de Portugal» (1ª edição em 1941, 2ª, em 1949-1951, e a 3ª,  em 1960-1961), e Evaristo Vieira nas obras em que colaborou.

Na verdade, cometeram dois graves erros ao escreverem nos livros atrás citados o falso nome “serra da Peneda”, em vez de «Serra de Soajo»; mas, também, que nesta serra do Minho ao Lima se atinge a altitude máxima da serra aos 1373 m no falso sítio “Peneda”, que é cota obtida no marco geodésico de 1ª ordem na “Peneda” [“Castelo” do Pedrinho]!

Por isto, ambos os autores, nos respectivos livros, consideraram a serra como sendo mais baixa do que o é na realidade!

 Ocultaram portanto o nome «Serra de Soajo» a norte do rio Lima, e considerando e bem a altitude máxima da serra do Marão nos 1415 m, superiorizaram-na relativamente à da «SERRA DE SOAJO» [falsa Peneda], passando-a à categoria de serra subalpina!

Assim, a «SERRA DE SOAJO» foi perdendo a sua identidade e a sua importância relativa, a ponto de ficar ignorada no nome do Parque Nacional!

Foi, e tem sido, a «Serra de Soajo» desprovida dos seus relevantes atributos históricos e menorizada perante as outras serras mais sonantes do país!

De facto, nomeadamente, o notável e multissecular Parque Natural, oficializado como «Montaria Real de Soajo», e a nativa e destacada raça «Cão Sabujo» ligados durante, pelo menos sete séculos, a esta «Real Coutada», devido aos erros de Pery e Choffat pouco têm contribuído para salientar estas notáveis cargas históricas por não enquadradas no âmbito da «Serra de Soajo»!

Existiu também com sede na vila de Soajo uma outra instituição local designada por «Montaria dos Lobos e mais Bichos» dirigida igualmente pelo mesmo monteiro-mor, ambas supervisionadas a nível do poder central pelo Monteiro-Mor do Reino. Este último tipo de montaria existia na generalidade dos concelhos do país, mas não era regimentada nos mesmos termos da «Real Montaria de Soajo».

 A palavra «Montaria» não deriva de caça, mas sim de «monte». Podem vários montes sequencialmente articulados estruturar uma serra, mais ou menos longa e alta. É um exemplo disto a «Serra de Soajo» assim denominada desde que em Portugal se começaram a referir as suas principais serras!

E a «serra de Soajo» localizada do Minho ao Lima apresenta catorze montanhas com altitudes superiores a 1200 m, superando a serra da Estrela, e a do Gerês que em conjunto com o Larouco, têm onze e quinze, respectivamente! A serra do Marão tem apenas seis! Eis uma grande causa para a «Serra de Soajo» sobressair entre as serras de Portugal, ao longo dos séculos!

Razões especiais fizeram com que na de Soajo houvesse protecção e conservação da natureza desde os primeiros séculos de Portugal até ao século XIX, mas as serras da Estrela e na do Gerês só na segunda metade do século XX, viram criados parques da natureza! Porém, os seus nomes continuam firmes, mas o da serra de Soajo caiu em ambiguidades, ainda mais pela tentativa de afogamento de um tal Franciso de Araújo, nascido na capital do país.

 Os factos mostram que os enganados pela toxicidade da “peste Amarela” começada em 1907, foram sucessivamente enganando outros professores e alunos, e passados que são 113 anos, ainda esperamos por eficaz vacina  que desempestem, completamente, as muito graves aldrabices iniciada por Gerardo  Pery, em 1875, e muitó mais  pelo potente virús criado, em 1907, pelo geólogo suiço Paul Choffat, a pedido de valdevezenses, residentes em Lisboa!

Vejam bem, prestem, por favor, a máxima atenção, o aldrabão Sr. CHOFFAT, escreveu esta lapidar BURLA, para MATAR o nome da única serra de Portugal que atacou:  «A Serra Amarela não se deve chamar SERRA DE SOAJO, mas, INCRIVELMENTE, deixou-o escrito na sua publicação, como outro nome a dar ao espaço montanhoso da SERRA AMARELA!

Quer dizer, SOAJO, não deve ser nome sinónimo de AMARELA, mas deixei-o, de tal modo que, muitos e muito homens da Geografia de Portugal, espalharam por milhares de livros que, a «SERRA DE SOAJO OU AMARELA SE SITUAVA DO RIO LIMA AO CÁVADO»! 

A ENORME ALDRABICE SUSCITOU GRANDES CONFUSÕES, O QUE TEM CONTRIBUÍDO PARA DESTRONAR E DESTRUIR UMA IDENTIDADE NASCIDA, PELO MENOS, DESDE O INÍCIO DE PORTUGAL, E, QUE O PODER MUNICIPAL VALDEVEZENSE, PELA VONTADE DO LISBOANO FRANCISTO, TÃO DESONESTAMENTE, QUER VER SEPULTADA, PARA TODO O SEMPRE, AO SEU LADO!...