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Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

A VILA DE SOAJO HUMILHADA!

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A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez não respeitou a vila de Soajo, nem cumpriu a lei que consagrou de forma inequívoca o seu estatuto hierárquico na graduação das povoações portuguesas! A sede da freguesia de Soajo é uma vila de Portugal desde o século de quinhentos, mas sobretudo a partir dos anos trinta do século XX o poder arcuense sempre menosprezou, salvo honrosas excepções, a condição de Soajo ser vila.

Submeteram a humilhação, a desfeita, a vexame público a nossa vila de Soajo mais uma vez! A vila que já o era antes de 12 de Junho de 2009, mas que foi tantas e tantas vezes escarnecida e objecto de troça considerando-a como “uma vila faz de conta” continua a ser desconsiderada! A vila que não conta numa óptica de equidade e proporcionalidade com os apoios materiais compatíveis com o seu estatuto hierárquico, até no plano imaterial é atacada na sua dignidade! Para o poder executivo municipal de Arcos de Valdevez, que não só da vila de Arcos de Valdevez, em exercício, SOAJO, não é uma das VILAS DE PORTUGAL, antes a inseriram no grupo das «Aldeias de Portugal» ao a candidatarem a um concurso de aldeias maravilhosas! Tinha de ficar desclassificada por não apresentar uma fisionomia em termos de edificado e de estruturas urbanísticas, que estejam em suficiente coerência com o conceito de aldeias com tipicidades predominantemente arcaicas! A modernidade nos seus múltiplos aspectos foi essencialmente consequência da fortíssima emigração dos Soajeiros nos últimos cinquenta anos ao assimilarem outras culturas e participarem das vantagens educacionais, económicas e financeiras de países mais evoluídos que Portugal.

 Alguns autarcas em exercício em 2009, no município de Arcos de Valdevez e na freguesia de Soajo, não conseguiram impedir que a vila de Soajo ficasse conformada com o estatuto de vila adquirido e usado durante quase cinco séculos! Foi reconhecida pelo facto de a maioria na Assembleia da República não ser em 2009 do PSD, mas sim do PS! Embora o mérito da apresentação e desenvolvimento do processo de reafirmação da Vila de Soajo fosse do Partido Socialista, a votação foi por unanimidade na Assembleia da República! Mas como nessa altura o alfacinha Rodrigues de Araújo que presidia neste município foi derrotado, ainda não desistiu de influenciar os seus companheiros do PSD, e como tal a vila legalmente reconhecida continua a ser achincalhada ao ter sido submetida a um concurso a que legalmente não podia aceder!

Se, de facto, por lei em vigor, Soajo é vila, e se no seu longo passado histórico já era vila, por que foi concorrente a um concurso de aldeias? Ao terem outras povoações características como verdadeiras aldeias, e sendo muitas delas detentoras de  bens e equipamentos mais consentâneos com o seu estatudo de aldeias e sendo desprovidas de uma carga histórica e cultural diferentes das de uma vila, tinham à partida condições para um melhor sucesso.  Em face disto, foi uma atitude sensata expor a Vila de Soajo a uma eliminação que teria de suceder não só por incumprimento da lei que a continuou a consagrar como vila, mas também por transparecer um cariz de apreciável modernidade nalgumas das suas facetas físicas e humanas?! Sabemos que os mapas geográficos disponíveis no século de 1500 contem a vila de Soajo e a «Serra de Soajo»! Mas o rio Vez e a vila de Arcos de Valdevez neles não aparecem! Será por a sede do concelho de Valdevez ainda não ter assento na povoação de «Arcos» quando recolheram os dados para a feitura do primeiro mapa conhecido de Portugal? Mas a velhinha vila de Soajo é que tinha de ser desconsiderada e desfeiteada ao concorrer a uma das «7 maravilhas de Aldeias» de Portugal”! Colocar a vila de Soajo a concorrer a algo que não é, foi uma perversidade, uma malvadez!

Respeitar a lei e a ética perante uma vila mais modesta, mais “pobrinha” é algo que não ficava mal a quem teve a responsabilidade e a insensatez de tão polémico acto! Os que detêm sadios sentimentos pela sua terra de nascimento, e que muito se orgulham de serem Soajeiros, amam-na, da mesma forma que os arcuenses da vila que é marginada pelo encantador rio Vez gostam da sua terra-berço!

Afinal o chavão, «Arcos de Val de Vez onde Portugal se fez» recentemente lançado na comunicação social e noutros meios, carregado de tanta carga histórica, não se coaduna com o passado conhecido. De facto decompondo o topónimo em causa, vemos que em pleno século XVI, nem como concelho, nem como vila, nem como rio, nem como vale, suscitou interesse algum aos colectores do primeiro Mapa Geográfico de Portugal editado em 1561! As vilas, Ponte da Barca e Soajo, apesar de não se conhecerem as emissões régias dos respectivos diplomas de ascensão a sedes de concelho, tiveram a honra de se verem consagradas em 1561! A «Serra de Soajo» e o «Rio Limia» também foram notados!

Mas a uma desfeita feita à Vila de Soajo, seguiu-se outra da mesma essência, mas ainda mais descabelada, numa atitude reactiva inacreditável! Não tendo nos termos da lei capacidade para requalificarem a sede de Soajo na hierarquia das povoações de Portugal, atreveram-se, publicamente, a “despromovê-la” para o grupo de «Aldeias de Portugal»! Porém desta vez foi fora de um concurso nacional! Para lograrem o objectivo pretendido, ousaram colocar duas placas sinaléticas, nas margens de duas vias de acesso à vila serrana, com o intuito de não a identificarem com a categoria de vila, mas para afirmarem que Soajo é também uma das «aldeias de Portugal»!    Mas a classificação ou desclassificação de qualquer povoação é da exclusiva competência e responsabilidade da Assembleia da República! Os poderes camarários municipais devem acatar a lei e prezar as dignidades das diversas povoações… Mas o que se verificou foi, pela segunda vez, cometerem outra ilegalidade para continuarem a humilhar a vila de Soajo!

Pedimos ao Sr. Presidente da Câmara de Arcos de Valdevez, Dr. João Manuel Esteves, mais atenções para fazer com que alguns dos Senhores Vereadores e/ou alguns dos funcionários ao serviço do município tenham procedimentos que se acomodem ao bem servir em toda a área geográfica e administrativa concelhia.

Parte da vila de Soajo está no Parque Nacional mas uma parte dela, juntamente com dois aglomerados urbanos de Soajo, Vilar de Suente e Vilarinho das Quartas, e alguns territórios não são sítios do Parque Nacional, mas deviam igualmente merecer amparos como se fizessem parte do Parque Nacional, porque também os seus moradores se sujeitam nas suas propriedades rurais e noutras, a constrangimentos por causa do Parque Nacional.

 

 Vila de Soajo, no município de Arcos de Valdevez e na Serra de Soajo, em Maio de 2017

EM PLENA SERRA DE SOAJO O SANTUÁRIO DA PENEDA , MAS CONSIDERADO O NUNCA EXISTENTE “ABADE DO GERÊS” A EXERCER NO CONCELHO DE SOAJO!

 

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MAIS OUTRA FALSIDADE! – Aldrabam o nome da «Serra de Soajo» usando em sua vez uma “Peneda”, substituindo por aldrabice o nome Pedrinho, que é nome de montanha situada na freguesia de Sistelo, concelho de A. de Valdevez!

Parece que, diferentemente, do nome da serra, até tiveram algum pudor em não tentar falsear a dignidade eclesiástica de um ilustre «ABADE DE SOAJO» mudando-a para “ABADE DA PENEDA”, esta povoação tida como nome de um lugar da freguesia da Gavieira!

 Deturparam então a dignidade ABADE DE SOAJO para outro tratamento ainda mais escandaloso e paradoxal, ao apelidarem-no como “ABADE DO GERÊS”! É que a Peneda, da Gavieira, foi geográfica, eclesiástica e administrativamente uma pequena parte de Soajo, durante séculos, enquanto o Gerês nunca foi parte de Soajo! Como de facto, durante quarenta e dois anos, o Dr. Manuel Silvério Cerqueira Gomes [de Abreu] e Lima foi «ABADE DE SOAJO», teve jurisdição na povoação da Peneda, então a deformação como “Abade da Peneda” não seria tão descabida!

Contudo, o Reverendo Abade do Soajo, Dr. Cerqueira Gomes [de Abreu] e Lima, desempenhou funções como presidente da Mesa da Confraria da Peneda, juntamente, com o soajeiro António Pereira de Amorim. Este, foi um activo cidadão que exerceu vários cargos políticos e oficiais no concelho e no julgado judicial de Soajo, a que pertenceu a povoação da Peneda. Este soajeiro era filho de um tabelião a exercer em Soajo, chamado Lourenço Pereira de Amorim. Foi este, por solicitação do «Abade da Igreja de São Martinho da Vila de Soajo e sua anexa da Gavieira» à rainha D. Maria I, quem escriturou o tombo de Soajo e sua anexa da Gavieira, em 1795.

A INICIATIVA E A CONSTRUÇÃO DA IGREJA DA PENEDA - Lourenço Amorim vivia na vila de Soajo e era tetraneto de um dos heróis, com o mesmo nome, que chefiou a resistência em Monção durante as guerras da segunda restauração da independência de Portugal, mas sem o concurso da lendária Deu-la-Deu Martins do século XIV! Ora foram justamente estes dois mesários com o pároco do Couto, Reverendo João Cerqueira Barros, que tiveram em 1835 a iniciativa de, como administradores da Irmandade, lançarem a construção da actual Igreja da Peneda e de acompanharem a sua edificação, durante onze anos, como membros da Mesa da Irmandade!

HABITOU NA «CASA DO ADRO» - O Reverendo Dr. Manuel Cerqueira Gomes e Lima (1797- 1873), e os seus dois irmãos, um juiz de direito e outro também Abade, formaram-se na Universidade de Coimbra e residiram em Paçô, na «Casa da Prova», sobranceira ao rio Lima, junto da ponte Barca/Arcos, presentemente, na posse de seus descendentes pertencentes à distinta e nobre família Machado Cruz.

O reverendo ABADE CERQUEIRA E LIMA, formado em direito canónico, paroquiou Soajo de 1824 até 1866 e residiu na «CASA DO ADRO», reconstruída por mudança, dez anos antes de 1824. Recebeu mercê em Abril do rei D. João VI por Soajo ser freguesia do Real Padroado, e o titular da arquidiocese de Braga emitiu em Maio carta de colocação na ABADIA DE SOAJO.

 ABADE ROCHA PEIXOTO, UM BARQUENSE DE MÉRITO! - Foi O Abade Cerqueira Lima contemporâneo do célebre juiz Manuel Sarramalho, porém, foi o barquense Abade Francisco Rocha Peixoto, duas décadas depois da saída do Abade Cerqueira e Lima, quem narrou, na mesma «Casa do Adro», ao autor da notável obra «O MINHO PITORESCO», as proezas do genial e corajoso aplicador da justiça, contribuindo para imortalizar a célebre sentença do «JUIZ DE SOAJO»!

O abade Domingues Lopes Martins foi o primeiro abade residente em Soajo, na Casa do Adro, mandada edificar no seu tempo de pároco por mudança em 1814. Era natural da freguesia de Santa Maria de Gralhas, do concelho de «Monte Alegre». 

Foi este abade, contemporâneo de Manuel Sarramalho, quem travou com os administradores da Irmandade de Nossa Senhora da Peneda, renhida luta por causa da continuidade do Santuário sob a jurisdição eclesiástica da «Abadia de São Martinho de Soajo do Real Padroado e sua anexa da Gavieira». 

No civil, situava-se, ainda no período da renhida controvérsia, o Santuário da Peneda no «concelho da MONTARIA DE SOAJO» pelo que determinados procedimentos processuais passaram pelas autoridades de Soajo.

Voltando à sentença do Juiz Sarramalho foi esta decidida num ambiente de grande tensão, por parte dos seus opositores políticos que aglomeraram parte do povo de Soajo, alguns prestando-se às corruptas atitudes de testemunharem falsamente!

Estas  falsas declarações contribuiam para uma decisão por morte na forca, em vigor ainda nos anos de 1822, e se não houvesse coragem, sensatez, equilíbrio, seriedade por parte do juiz Manuel Domingues Sarramalho iria morrer um soajeiro inocente, injustiçado, pela malvadez de outros soajeiros “escorreitos”! 

Mobilizados, politicamente, pelas influências do também notável e temível João Gonçalves do Outeiro, que assumiu em Outubro de 1822, a alternância do cargo de juiz no julgado de Soajo, os actos de Sarramalho haviam sido muito escrutinados por uma oposição política muito activa.

 Ao ser D. João VI aclamado rei absoluto, e abolida a Constituição de 1822, os sinos da Igreja de Soajo tocaram a rebate, em Junho de 1823, e com o Largo do Pelourinho engalanado e iluminado com lamparinas, Manuel Sarramalho, ascendeu de novo ao cargo de juiz!

De facto estas circunstâncias políticas deram azo a que Sarramalho voltasse a ser o principal magistrado no concelho e julgado de Soajo, até Março de 1824! Voltaria, João do Outeiro ao poder, na revolução popular de 1846, ao ser aclamado provedor do concelho de Soajo.

Nesta função deslocou-se ao Santuário da Peneda acompanhado de povo da vila, para fazerem nova eleição, ficando o Abade Dr. Cerqueira Lima integrado na nova direcção da Irmandade na qualidade de tesoureiro.

O esforço do Abade de Soajo e da anexa Gavieira, continuou para que a nova igreja nova da Peneda prosseguisse.

Na memória do povo não ficou registada a grande edificação resultante da eficaz perseverança do Abade Cerqueira Lima, todavia, a célebre sentença de Sarramalho, ficou impressivamente gravada.

Dela também deu conhecimento à posterioridade o notável memorialista José Cândido Gomes, autor dos vários volumes de «Terras de Valdevez», que a recolheu de pessoas que ainda conheceram o juiz que prezou e honrou os valores da VERDADE e da JUSTIÇA!

ABADIA DO GERÊS?! - Mas como foi possível a asneira de escreverem que foi o Abade do Gerês que, em 1854, benzeu o escadório de acesso à igreja da Peneda, se a inauguração desta só foi efectuada em 1857 e, o escadório, em 1861?!

 O grande obreiro do templo do Santuário da Peneda foi o ABADE DE SOAJO, Cerqueira Gomes [de Abreu] e Lima, afastado, em Julho de 1852. Deixou quase concluída a PRIMEIRA GRANDE IGREJA que pela sua grandiosidade se harmonizou com o antes edificado. O decisor do afastamento do Abade de Soajo, Dr. Cerqueira [de Abreu] e Lima, foi o seu conterrâneo arcuense e Governador Civil, Gaspar A. Araújo e Gama! Havia sido o “conquistador” do concelho de Soajo, meses antes! Mas pasme-se, o autor do livro «Lugares Santos de Portugal», editado em 2016, além de outros disparates, tomou o «ABADE DE SOAJO», Dr. Cerqueira [de Abreu] e Lima, como «ABADE DO GERÊS»!

 Deixo também aqui revelado que foi este ABADE DE SOAJO, quem teve a iniciativa da construção da igreja, em honra do «Senhor da Paz», em Adrão! Ficou posicionada num local da multissecular – “ROTA DA ROMARIA” – da Vila de Soajo para a Peneda, SEMPRE E SÓ, NA TRAVESSIA DA «SERRA DE SOAJO»!

O grande etnógrafo Leite de Vasconcelos não aldrabou o nome da serra como o fazem, no presente, alguns “incultos” e/ou mentirosos! Nas actas da junta da paróquia de Soajo alude-se à iniciativa do templo do «Senhor da Paz do Mundo», à vista e na proximidade do local chamado «Pial das Pombinhas», onde o juiz Sarramalho viu o crime que originou a problemática sentença.

 Seria construída a igreja do «Senhor da Paz» para evocar, simbolizar e memorar a indulgência do Abade de Soajo ao “usurpador” Gaspar GAMA que, oportunistamente, atacou instituições e identidades do milenar Soajo?

 GERÊS E SOAJO, SÃO REGIÕES DIFERENTES! - Nunca o Gerês, ao longo de séculos, foi paróquia, freguesia civil, município, julgado judicial, montaria real [parque natural], sede de montaria de lobos, vila, solar de autóctone raça bovina [cachena], e ainda solar de nativa e famosa raça canina [mentirosamente mudado o nome, em 1935, para cão “castro-laboreiro”]! Soajo foi, nos séculos de 1500 e 1600, a serra mais citada numa listagem dos nomes das serras principais em edições descritivas do reino de Portugal!

Tem a serra de Soajo o maior número de montanhas, em Portugal, acima de 1200 metros, superiorizando a do Gerês, e até a da Estrela! Mas instalou-se a convicção, por causa do actual Parque Nacional, que tudo é Gerês. Muito contribuiu para isto as manipulações do poder municipal valdevezense sobre alguns agentes ao serviço de TVs, e de outros meios de comunicação e, até, de algumas publicações pagas com dinheiro do município!

Soajo, detentor de um longo e relevante passado, não menos importante que o do Gerês, é nome, na actualidade, relativamente ignorado.

 

                                  Serra de Soajo, “do lado norte do rio Lima”, Abril de 2017

                                                                   Jorge Ferraz Lage

OUTRAS GRAVES ASNEIRAS, SOBRE SOAJO, ESCRITAS PELO ARQUEÓLOGO, MARTINHO BAPTISTA, QUANDO ESTEVE AO SERVIÇO DO PARQUE NACIONAL , O QUAL DEVERIA SER DESIGNADO POR SOAJO-GERÊS!

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 Infelizmente, para Soajo, várias publicações feitas no século XX, por falta de pesquisas suficientes, reproduziram erros graves cometidos anteriormente. Já tive ensejo, recentemente, de chamar à atenção de dois, por Martinho Batista.

Vou hoje referir mais alguns erros do distinto ex-arqueólogo do P. Nacional. De facto, em «Apontamentos sobre as origens do Soajo e Gavieira», da autoria deste autor, na altura já a assumir o cargo de director do Centro Nacional de Arte Rupestre, aparecem, infelizmente mais disparates no boletim do «G.E.P.A.»! Apesar de ser trabalho preparado, como escreveu, com a «prestimosa colaboração de Alexandra Cerveira Pinto Sousa Lima que elaborava então [1993] a sua tese de Mestrado sobre Castro Laboreiro», temos mesmo assim de repelir os seguintes dizeres:

-a Gavieira não dispôs «de tão amplos privilégios como o Soajo de quem foi anexa por muito tempo.»;

    -o Soajo, em 1527, «é já concelho»;

     -o concelho de Soajo extinguiu-se, em 1852, e foi integrado no de Arcos de Valdevez «durante uma das principais reformas municipais do liberalismo.»

Comento estas asneiras dizendo:

 - os soajeiros, da Gavieira, gozaram de todos os privilégios concedidos ao concelho pelos reis de Portugal. A Gavieira só em termos paroquiais é que foi anexa da paróquia de Soajo. No plano municipal os habitantes de Tibo, de Rouças, da Gavieira, da Vila de Soajo, da Várzea, de Paradela, de Vilar de Suente, de Vilarinho do Souto, do lugar da Igreja de Ermelo etc., tinham os mesmos direitos e os mesmos deveres em termos municipais!

Não tem o mínimo cabimento falar em «anexa» no plano municipal, e por isso escreviam, nos documentos oficiais na «vila e seu termo» ou «no concelho de Soajo»! Nesses tempos as freguesias só o eram em termos eclesiásticos, não o sendo no plano civil, de tal modo que só o município era uma autarquia. E, Ermelo, em termos de paróquia, até era «anexa» do Vale. Quem não sabe que houve juízes no concelho de Soajo, naturais destas diferentes povoações integradas em paróquias, sendo até o mais famoso de todos, Manuel D. Sarramalho, que era natural de Tibo?

 - O concelho de Soajo, não foi criado pelo foral de 1514, como muitas vezes se lê, e pelo supradito também se insinua, pois vários documentos revelam que, em séculos anteriores, já havia autonomia municipal e também o  julgado de Soajo!

  - Não foi, por reforma administrativa que se extinguiu, em 1852, o concelho de Soajo, até porque, além do mais, o julgado de Soajo continuou quase por mais dois anos! Também no ano de 1852, não houve quaisquer «reformas administraivas municipais» e, portanto, muito menos é correcto dizer que foi uma das principais reformas administrativas! Basta ler os fundamentos do decreto, assinado pelo ministro do reino Rodrigo da Fonseca Magalhães, para se constatar que tal resultou do que foi exposto pelo arcuense na altura Governador Civil do Distrito de Viana do Castelo, Gaspar de Azevedo e Gama. Neste diploma também consta como razão da extinção, a expressão «outras circunstâncias»! 

Foram, de facto, circunstâncias muito específicas que fundamentalmente desencadearam a precipitação do «CONCELHO DE SOAJO»! As gravíssimas consequências dos episódios e, posteriores tumultos e/ou motins entre os Soajeiros, iniciados com as eleições municipais em Soajo, em 1851, agravados muitíssimo em Janeiro de 1852, é que foram a causa imediata! Estas situações conjunturais é que foram habilmente aproveitadas pelo arcuense “conquistador”, que tinha relações muito amistosas com o ministro Rodrigo Magalhães, casado em Geraz do Lima, concelho de Viana!

Esteve a rainha D. Maria II para visitar a pequena vila de Arcos de Valdevez, anos antes de, porque o péssimo caminho da vila de Viana para os Arcos, através de Jolda, Távora, etc., com muitos regos para os campos, chegaram a ser limpos, para o coche régio passar! Porém, o mau tempo do dia da visita, desviou a rainha para o solar da brasileira, esposa de Rodrigo da Fonseca.

Suprimiriam o concelho de Soajo, em 17 de Fevereiro 1852, deixando continuar o de Castro Laboreiro até, 31 de Dezembro de 1855, sendo este mais pequeno e com menos recursos do que o de Soajo?! Claro que não! Seria um absurdo, uma idiotice, uma insensatez régia, em não cenário de reforma administrativa, ousar acabar com  o de Soajo, e deixar continuar o de Castro Laboreiro!

O Soajo municipal acabou também pela apetência do “tesouro” da Peneda, da Gavieira, e pelas vantagens de passar Arcos a concelho de fronteira, além de várias outras importantes razões! O ambiente de “cortar à faca” entre os Soajeiros, em 1852, foi a grande oportunidade para o fidalgo Gaspar Gama, conseguir penetrar na multissecular “TERRA DA LIBERDADE”, onde os munícipes de Soajo, democraticamente, tomavam as suas decisões no governo do Concelho!

Soajo foi um MUNICÍPIO muito especial, onde houve também uma REAL MONTARIA e uma RAÇA NOTÁVEL DE CÃES SABUJOS, em que os SOAJEIROS punham freio aos fidalgos de Valdevez!

Soajo era nas relações interpessoais uma terra, em geral, do tratamento por “TU”, em Arcos, o relacionamento era o de “SUA SENHORIA”, imposta pela mentalidade mandante dos fidalgos!

 «Só com Soajo e os Soajeiros a jeito, foi o concelho de Arcos de Valdevez muito ampliado»!

Ainda convirá esclarecer também que sob um ponto de vista militar Soajo não esteve na dependência de Castro Laboreiro como alguns deduziram por leitura superficial de um documento, de 23 de Agosto de 1282, da chancelaria de D. Dinis.

Soajo é terra não devassada na parte voltada para a Galiza, em termos orográficos, diferente do Lindoso e Castro Laboreiro e, como tal, não foi necessário construir um castelo, uma fortaleza, para defender o território de Portugal.

O alcaide de Castro Laboreiro sendo o mesmo de Lindoso fez com que Soajo estivesse dependente militarmente do mesmo casteleiro, Paio Anes de Araújo, que coordenando e gerindo ambas as fortalezas, ao que parece mais vivia em Lindoso de que em Castro, onde além do mais a sua presumível casa própria e, o castelo, tinham melhores condições de habitabilidade. Sucessivas gerações dele descendente, detiveram bastantes bens patrimoniais em Lindoso como é conhecido, por ser terra menos agreste.

Martinho Batista, na palestra de 1993, perante professores do ensin básico na escola de Soajo, como o havia antes feito também a geógrafa Isabel Medeiros, ao recorrerem a escritos do Reverendo Bernardo Pintor relativos ao nome da principal serra entre o Minho e Lima e a leste do vale do Vez, é que muito deturparam face ao que nos esclarecem, muito segura e objectivamente, os testemunhos documentais de muitos séculos!

                  Serra de Soajo, não do lado de Ponte da Barca, Maio de 2017

                                                         Jorge Ferraz Lage

O falso nome “cão castro-laboreiro” substituiu, após várias intrujices, o verdadeiro nome «CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO», mas ainda há quem continue a aldrabar!

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A doutora  Raquel Soeiro de Brito é a autora desta foto tirada em 1948, quando preparou a sua tese sobre Soajo para apresentar na então Universidade Clássica de Lisboa.

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Legenda: O NOTÁVEL «CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO», EXPOSTO NUMA INTERESSANTE ESCULTURA LEVANTADA NA VILA QUE FOI, NOS SÉCULOS DA MONARQUIA, SOLAR DA RAÇA, ONDE OS REIS DE PORTUGAL SE ABASTECIAM, ANUALMENTE, ATRAVÉS DO ENVIO DE «CINCO SABUJOS» DEVIDAMENTE PREPARADOS PARA GUARDA DE GADOS, VIGILÂNCIA DAS ÁREAS PROTEGIDAS E CAÇA GROSSA.

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Legenda: Um "milagre" genético transformou o mal chamado "cão castro-laboreiro" num SABUJO, isto é, em cão de CAÇA GROSSA, exclamará o castrejo das aldrabices!  MILAGRE! MILAGRE!...gritou o TRETAS A. RODRIGUES!

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 DE FACTO, AMÉRICO RODRIGUES, MENTE AO DIZER QUE O MAL CHAMADO CÃO CASTRO-LABOREIRO, NÃO SERVIA PARA CAÇA GROSSA, SÓ PARA GUARDA! ISTO, PARA TENTAR PERSUADIR QUE O CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO SÓ SERVIA PARA CAÇAR E, NÃO TINHA PRÉSTIMO COMO CÃO DE GUARDA!

 

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Legenda:  O CASTREJO A. RODRIGUES, ALDRABANDO, DISSE QUE APENAS O SABUJO IBÉRICO CAÇAVA, TALVEZ, POR O SABUJO DA SERRA DE SOAJO CAPTAR APENAS LOBOS EM CASTRO LABOREIRO, E NUNCA O USASSEM PARA CAÇAR JAVALIS, CORÇOS E VEADOS!  SERVIU SÓ PARA GUARDAR OS GADOS DOS LOBOS!  O E-MAIL QUE CONSIDEROU COMINADOR TINHA RAZÃO DE SER MAS NÃO EVITOU TANTAS E TANTAS ALDRABICES QUE AINDA, SEM ESCRÚPULOS, EXPÕE NO SEU SÍTIO DA INTERNET!

 

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RODRIGUES ERRA E MENTE MUITO! 

 

O cão «só habitava em Castro» falseou A. Rodrigues, quando M. Ferna1ndes Marques – autor do estalãoem 1935 - dissera que habitava no maciço montanhoso «que vai da Peneda ao Suajo»!

  1. O «solar do cão» alargado à ampla serra, não servia as pretensões de Rodrigues e, por isso, fez batota! Não foi erro, mas uma grosseira mentira de um mestre em aldrabices!
  2. Também mentiu, porque permitiu-se dizer, sem provas, que não consultei o arquivo da “Montaria Mor do Reino” quando nele é que eu vi uma carta enviada, erradamente, para Viseu, em vez de o ser para Lamego, o que me permitiu localizar a «Montaria do Cabril» fora do Gerês!
  3. Mas para provar já encontrei a requisição com que acedi ao acervo documental do Monteiro Mor do Reino. Se não é verdade, desafio Rodrigues a apostar o valor que quiser! Devia deixar de ser atrevido e insolente!
  4. Pôs em causa que eu não poderia ter visto na Biblioteca Nacional que um sabujo (falseado de “castro”) participou numa exposição canina de Lisboa e que tinha o nome «Soajo»!
  5. Como me desloquei em 6/6/2013 à Biblioteca constatei que em várias exposições caninas se expuseram «cães de Suajo», falseados de “Castro-Laboreiro”, com os nomes «Soajo» e «Suajo», embora não o fosse na exposição de 1908, mas um lapso, um engano na data, não é mentir porque Rodrigues também no seu artigo datou mal, mas nesta perspectiva não mentiu, e por outro lado sempre lhe disse para consultar a Biblioteca Nacional de Lisboa!

Mentiu, quando diz que António R. Lima foi nomeado por carta régia para o ofício de monteiro-mor da «Montaria dos Lobos» de Soajo!

 Mentiu, descaradamente, porque até em confirmações feitas por reis da quarta dinastia, relativas a vários tipos de privilégios relacionados, umas com os monteiros e outras com a população de Soajo, tais como as dos reis D. Pedro II, D. João V e D. José I, os SABUJOS DE SOAJO, têm honras de enorme e expressivo destaque e interesse para a continuação das benesses!

Para desgraça das tretas de Rodrigues estes são reis contemporâneos do Padre Carvalho da Costa, autor dos livros da “Corografia Portuguesa” dedicados a estes reis, e num dos quais mencionou que os soajeiros têm «bons rafeiros» GUARDADORES DE GADO a que chamam SABUJOS.

Nos documentos das confirmações régias, incisivamente, nos anos de 1685 e 1716, a continuação dos diferentes privilégios estiveram submetidos à condição que foi clausulada nestes termos: «A DAREM CINCO SABUJOS TODOS OS ANOS NAS CONDIÇÕES CONTIDAS NO FORAL DO CONCELHO DE SOAJO»! Mas Rodrigues argumenta à toa!

 Defrauda quando induz que em Soajo só houve «Montaria de Lobos»!

 2.MONTARIA REAL DE SOAJO - Erra ao pôr em causa a existência em Soajo de uma «Real Montaria» que foi destinada não só à preservação e protecção de caça grossa mas também das florestas (matas) da serra de Soajo até 1605, e só depois, como área mais orientada para a protecção e conservação da natureza florestal, embora tivesse sido temporariamente substituída pela «Real Montaria de Coimbra»!

E não era vigiada a « Real Montaria de Soajo» por quatro pessoas como no actual Parque Nacional, mas por muitos guardas da natureza designados por monteiros, subordinados ao monteiro-mor de Soajo!

Aliás, em 1655, o rei D. João IV fez também confirmações de privilégios aos oficiais monteiros da «Real Montaria de Soajo» continuando a obrigá-los a ter os «seus sabujos» para o exercício das suas funções oficiais, e embora não fossem obrigados, com algumas ressalvas, aos encargos do concelho e do reino, porém, não estavam dispensados de contribuírem em matéria das obrigações do concelho de Soajo para a dádiva de «cinco sabujos por ano com todos os mais conteúdos [referidos] no foral do concelho»!

Os oficiais monteiros foram contemplados com privilégios específicos, porque não eram estendidos a todos os moradores do concelho de Soajo. Também convém dizer que Dom João V, em 5 de Maio de 1729 passou carta de mercê a «Ventura de Sousa Menezes natural da Vila de Soajo»  para o «ofício de Monteiro Mor» da Montaria de Soajo para o bem servir como o havia feito seu pai Manuel de Sousa Menezes! Devia servir o Reino em conformidade com o «Regimento e Provisões da Montaria de Soajo», e para tal devia cumprir e fazer cumprir guardando em tudo o serviço REAL! Mandou o rei «aos Monteiros da dita vila que lhe obedeçam em tudo o que for razão que pela razão de seus ofícios.» Refere-se ainda nesta carta de nomeação os muitos privilégios de entre os quais o de não ser obrigado aos encargos lançados pelo rei ou pelo concelho de Soajo e de poder trazer armas de noite e de dia em concordância com as leis constantes no «Livro 3º» do código das Ordenações que autoriza o uso de «armas defesas» aos privilegiados. Mais mandou o rei às Justiças que não lhe tomem as armas e se as pessoas não cumprirem o que ordenou que fossem coagidos a pagarem de multa «seis mil reis» que seria recebida pelo «ALMOXARIFE da Vila de Soajo», e o escrivão da Câmara de Soajo a carregasse em Receita, sob pena de ambos a pagarem em dobro. 

A tomada de posse de Ventura Menezes foi feita na Câmara da Vila de Soajo sob juramento dos Santos Evangelhos e assente no Livro da Câmara de Soajo. Neste ano de 1729 era Monteiro-Mor do Reino, D. Fernando Telles da Silva, que por mandado de El-Rei D. João V passara certidão de nomeação a Ventura S. Menezes. Teles da Silva era quem tinha sob a sua supervisão os «trinta e cinco sabujos» agregados ao Paço Real, acumulados por reforço anual de «cinco sabujos» da raça da serra de Soajo!

Como não podia haver por imposição legal mais de «trinta e cinco sabujos», alimentados com a «ração costumada», afectos à Corte, não podemos deixar de concluir que tinha de haver uma substituição anual de «cinco sabujos» pela chegada de novos «cinco sabujos» enviados do concelho, vila e montaria de Soajo!

Como estes assuntos, expressamente, nunca foi tomados em consideração por quem escreveu sobre Soajo, resultaram muitos disparates sobre as descrições históricas de Soajo!

Rodrigues nestes tempos não enviava os “rafeiros bastardos de Castro Laboreiro”, nem disparatava com tantos erros, mentiras, tretas e lérias!

Mente, ainda, Rodrigues, quando diz que eu fui «no mínimo ardiloso» por equiparar a «REAL MONTARIA» de Soajo, a um PARQUE NATURAL, quando, condecorado professor catedrático, investigador e cientista, «que foi vulto académico e pioneiro» em estudos da Conservação da Natureza em Portugal à mesma conclusão chegou!

 3.CAMILO FOI INCONVENIENTE! - Quem caluniou os soajeiros foi Camilo Castelo Branco ao afirmar que eram «os homens mais estúpidos de Portugal e as mulheres as mais feias», talvez por o Zé do Outeiro, filho do último juiz ordinário de Soajo, ou o soajeiro Manuel Araújo (“o terrível mouco dos Quinteiros”) na cadeia do Tribunal da Relação do Porto, o ter obrigado a pedir a protecção do Zé do Telhado. No entanto, Rodrigues, devia saber que Camilo não foi sob o ponto de vista social um homem modelo, bem pelo contrário, revelou-se, em muitos aspectos, um homem de juízos extremistas, e por tal a Cadeia da Relação do Porto teve-o como hóspede, algumas décadas depois do facínora do Alto Minho, Tomás Quingostas.

 Rodrigues com grande atrevimento, ignorância e desfaçatez não se inibiu de considerar estúpidos entre outros, o saudoso Padre Aníbal por escrever que o “castro” é um «cão sabujo» de «faro extraordinário»,; o Prof. Eugénio Castro Caldas por redigir que o “castro” é um «sabujo» e que D. Sancho I caçou em Lisboa com «SABUJOS DO SOAJO»; e, ainda, considerou o próprio autor do estalão, por ter dito que a raça típica da região, existente «na serra de Suajo», nas mais variadas altitudes, é de cães sabujos!

 O proprietário da Quinta dos Pazinhos, na freguesia do Vale (Arcos de Valdevez), na aba da serra de Soajo, também professor, mandava os seus serviçais «para darem de comer aos sabujos» ainda nos anos de 1960!

  1. SUPREMA MENTIRA - Dizer, SEM UMA ÚNICA PROVA (!), que o Padre C. Costa se ENGANOU (que lata!), por escrever, em 1706, que o SABUJO de Soajo é um «BOM RAFEIRO» (significando isto que é um «Cão Grande de Guardar Gado, Casas…», conforme dicionário Lello Universal) de GUARDA DE GADO» e que entregavam cinco, anualmente, a el-rei, é tirada de um mestre em aldrabices!

 Mentiu ao escrever o grandíssimo disparate de que não tiveram os reis medievais paços (palácios) próprios, sendo que citarei apenas como exemplos os da região limiana, de Ponte de Lima e Darque, atribuindo-se as suas construções ao rei D. Afonso III! Alguém acreditará no “Finório” que considerou o «cão do Soajo” - o sabujo -, um vulgar “rafeiro bastardo,” mas que aceitou como verdadeira a caracterização do falsamente nomeado “Castro-Laboreiro” como sendo um cão «gigantesco» (?!), feita por um prosador num livro de fantasias!

Mas será de admitir que alguma vez os REIS DE PORTUGAL prefeririam o cão de fraca qualidade - o “rafeiro bastardo” - e, desprezavam o de boa raça - “o gigantones de castro”- que, afinal, também era natural da ampla serra de Soajo (serra por erros e disparates também designada por Peneda, a partir de 1875, ou Peneda/Soajo) onde era tido como cão «grande e valente»?!

Só num mundo de imbecis, de patetas, de acéfalos, de idiotas, de irracionais, se faria uma escolha tão pacóvia de preferência de um “rafeiro bastardo” (rafeiro aqui tomado como cão sem raça), mas NUNCA no PAÍS - PORTUGAL! As corografias sendo obras de conteúdos histórico-geográficos, não são de confiança, não são credíveis, escreveu o Tretas!

Os romances de ficção, de fantasias, é que são obras prestimosas, segundo as desatinadas convicções do “fintas” de Castro!

5- QUE TRETAS! – A léria do “Banha da Cobra” de que só na freguesia de Castro Laboreiro havia condições para gerar a raça, e que na restante região serrana, os cães degenerariam só convence bebés! Degenerou fora de “Castro do Lado” o “serra da Estrela”, obedecendo à retórica do “Lábias”? Degenerou fora de “Castro de Baixo” o “RAFEIRO alentejano”? O cão da serra de Aires passou a “RAFEIRINHO” fora de “Castro de Riba”? Há algum cão em Portugal que tenha como solar apenas a área de uma só freguesia?!

O abalizado e distinto médico veterinário Dr. António Cabral (que foi Presidente do Clube Português de Canicultura (C.P.C.) e da Federação Cinológica Internacional (F.C.I.) e, ainda, autor dos estalões das raças portuguesas, “Rafeiro do Alentejo”, “serra de Aires” e do cão de água português escreveu como SOLAR ou terra natal do “castro”, não apenas Castro Laboreiro, mas também a região «da serra da Peneda ao Soajo, entre o Minho e Lima», pese embora o nome da serra, como o nome do cão fossem aldrabados, sobretudo a partir da primeira metade do século XX!

Direi, ainda, por agora, que as aparentes provas contra ser o cão em causa, o notável sabujo, apresentadas pelo “Malabarista Rodrigues”, não passam, na generalidade, de leviandades! O facto de escrever, entre tantos disparates, que «foram os castrejos - desde sempre - que decidiram o que era da raça e, o que é rafeiro» mostra bem que no tempo dos dinossauros, os “sabujos” em Castro, já tinham juízes acéfalos a defender e a condenar uma biotipologia de cães!

  6.PEDE PROVAS! - Teve o “Finório” ainda a ousadia de pedir provas a quem as apresentou, mas não se inibiu de afirmar que se tem de aceitar, sem necessidade de provas (afirmando ser um axioma?!...) que o cão, é só de Castro Laboreiro!

Apesar disto, Rodrigues, incrível e contraditoriamente, avança e, por não poder recorrer a outros elementos probatórios anteriores à segunda metade do século dezanove, limita-se a expor umas “provinhas” retiradas apenas de escritos de dois escritores em contextos de romanceadas fantasias, da segunda metade do século dezanove!

Atreveu-se a expor que só vulgares «rafeiros bastardos» existiram em Soajo! Opinou, desastrosamente, o “Lérias”, estas “barbaridades” e banalidades, apesar do autor do estalão falar de um «cão de Suajo»,  sendo que este  Soajo foi especialmente divulgado a partir de Paul Choffat, por grave erro, também como nome alternativo da serra Amarela, para fazerem medrar a aldrabice de um disparatada Peneda, em vez de Pedrinho, onde ergueram uma pirâmide geodésica que calcularam estar a 1373 m de altitude!

Continuará o forjador de “astúcias” a enganar e a mentir, socorrendo-se de argumentos secundaríssimos, para tentar disfarçar?

  1. ENGANOU-SE? - Teve A. Rodrigues também o descaramento de dizer que o Padre A. Carvalho da Costa, em 1706, também se ENGANOU! Não se serviu este historiador do foral de Lindoso, de 1514, para escrever que em Lindoso havia «bons rafeiros com que guardavam os gados a que chamavam sabujos»!  
  2. Os habitantes de Lindoso também foram obrigados alguma vez a enviar cinco sabujos a el-rei, como era obrigatório em Soajo?!
  3. O Padre C. da Costa não se enganou como bem sabe o mestre em mentiras, mas sem escrúpulos tenta manipular a consciência de incautos porque para o “Lérias” o fim justifica os meios!
  4. Preferirá o “Malabarista” dizer que os fidalgos, descendentes dos alcaides dos castelos de Lindoso e Castro Laboreiro, tiveram nestas fortalezas os muito apreciados cães de Soajo, dos tais que, em 1400, roubavam no concelho de Soajo?
  5. Afinal o inventado - “desde sempre” - pelo mestre em aldrabices, também falha, na época de 1700, pelo vazio de um tipo de cão específico de Castro Laboreiro, porque o ilustre Carvalho da Costa não os referiu como cães de gado ou doutro interesse, à semelhança de Soajo e Lindoso! Mais uma frustração no sonho profundo do fantasiador castrejo dos nossos dias, em resultado deste eclipse canino castrejo! Nem ordinários “rafeiros bastardos” nem de outras excelentes qualidades, mereceram, em 1700, umas simples palavrinhas, os “gigantones de Castro”, a patentearem que “DESDE SEMPRE” se dizem ASNEIRAS e MENTIRAS!
  6. SEMPRE! - A falta de reminiscências históricas dos notórios sabujos da serra de Soajo, a coabitarem em Castro, para uso local ou para entrega aos reis de Portugal, tanto nessa época de 1700, como em remotos tempos anteriores, esvaziam por completo o despropósito afirmado em “UM DESDE SEMPRE”! Quando muito “UM SEMPRE DESDE”, expressaria a partir da segunda metade do século dezanove, os não ABUNDANTES, mas raros cães em Castro, como relatou José Augusto Vieira em o «Minho Pitoresco» em 1886!
  7. De facto estava-se a partir desta época perante circunstâncias de ESCASSEANTES cães, sendo descabido portanto o que, mentirosamente, “Lérias” fantasia, no século XXI, com a expressão “DESDE SEMPRE”! Enfim, o “Lérias” limita-se apenas a querer desacreditar os documentos ancestrais do cão de Soajo, mas documentos sobre um histórico “castro” multissecular, diferente do tão referenciado sabujo de Soajo, apresenta absolutamente nicles!
  8. PROVE! - Cabe a Rodrigues aceitar o repto de provar que o contido no «foral da terra e concelho de Soajo» de 1514, com força de lei, sobre a entrega de sabujos não era cumprido; e, ainda, justificar como despropositado, também, porquê que no diferendo judicial dos princípios do século XIX, sobre a ocupação de terrenos junto das capelas e escadaria na Peneda, o advogado do réu António Martins, recorreu a outro conteúdo do foral de Soajo, de 1514!
  9. Enfim o “TRETAS” comporta-se como “INFELIZ IGNORENTÃO”que nem sequer sabe que no FORAL de Soajo, como nos outros forais, se estipulou a «PENA DO FORAL» que determinava as penalidades a que sujeitavam as pessoas que não cumprissem o que nele estava consignado!
  10. EDIÇÃO ESCOLAR - Deverá Rodrigues contrariar o professor e autor de uma “Antologia de Lendas, narrativas e contos” para os últimos ciclos liceais, que acompanha a lenda “A Dama Pé-de-Cabra”, imaginada por Alexandre Herculano, tem imagens de entre as quais a de um «Sabujo» e de um «Alão» sendo que o primeiro tem o visual do denominado, falsamente, por “Castro”! Será também o compilador desta Antologia mais um dos estúpidos?
  11. O «Livro da Montaria» foi feito só com a colaboração dos monteiros caçadores, ou foram ouvidos também os monteiros oficiais (guardas) das áreas protegidas?
  12. O autor da introdução ao «Livro da Montaria» publicado “on-line” fez a mesma interpretação das funções dos «sabujos de correr» e dos «sabujos de buscar» contidas no livro?
  13. E o alão não era cão de caça grossa também? Um cão "formoso" é necessariamente sempre o preferido, quando estão em causa várias valências?
  14. FANTASIAS - O “Malabarista Rodrigues” é perito a distorcer e a imaginar fantasias, porém, o chorrilho de outros erros e asneiras, irá para o caixote do lixo, através de artigo a publicar que reputo arrasador para quem continua a identificar o histórico cão de Soajo – o “rafeirito bastardo”- falseado com o nome “cão castro-laboreiro”!
  15. Quanto mais se investiga sobre o cão da serra de Soajo mais se conclui que há quem queira colocar a freguesia Castro Laboreiro distante do Soajo que era terra histórica do notável cão sabujo, quando na direcção norte/sul, Castro, tinha cerca de 50% da sua área territorial numa posição frontal ao território de Soajo!
  16. Mais, nesta direcção a metade para sul forma uma faixa territorial que em linha recta na direcção nascente/poente até à fronteira com Espanha tem uma estreita largura média de 4 km! É certo que segundo o Prof. Manuel Marques, a povoação de Castro Laboreiro não tinha os melhores exemplares da raça, e também é verdade que não fica nesta área frontal ao antigo Soajo, mas a povoação da AMENJOEIRA da freguesia de Castro, disse que tinha bons cães, e ela só dista cerca de uns escassos 3 km em linha recta da antiga fronteira soajeira.
  17. ATRACADOR DE SABUJOS - Rodrigues que nasceu pelos anos setenta, deveria ter colocado uma grande rede para que os muitos GRANDES CÃES DE LOBO, existentes, em 1907, em Tibo e Rouças, não  fossem povoar a freguesia de Castro! 
  18. E aquele cão “matulão”, que segundo crónica publicada, on line, por autor galego em, "Melgaço, da Montanha à Ribeira", matou no lugar da Peneda, também em 1907, o professor primário de Castro Laboreiro quando este colocava a dessalgar, nas águas do ribeiro da Peneda, bacalhau, por que não foi designado pelo nome falso? Não foi, apesar de o professor exercer em Castro Laboreiro, pois descreveram-no como cão das «montanhas» do Santuário!
  19. FUNÇÕES DOS SABUJOS - Desde a Idade Média que documentos oficiais de autenticidade absoluta, assinados e mandados passar com selos de armas régias às chancelarias por sucessivos reis de Portugal ao longo dos séculos mostram claramente que os cães de Soajo eram utilizados como cães de guarda de gados, como auxiliares dos funcionários monteiros na guarda das zonas protegidas, como cães de caça grossa, como guardas de casas (algumas palácios), etc.
  20. Mas, Rodrigues, com tantas aldrabices e malabarismos quer apertar estas várias funções e também a área geográfica para se permitir forjar, uma “forja única” em Castro, como lhe convém, só que a variada documentação desmente as suas fantasiosas teorias e dos que depois de 1935, copiaram da GRANDE ENCICLOPÉDIA PORTUGUESA E BRASILEIRA as contradições de Fernandes Marques, nomeadamente, o nome que a história havia consagrado, antes de Rodrigues usar “fraldas de pano”, e M. Marques obter a qualificação de veterinário!
  21. SÓ DEPOIS DAS ALDRABICES - Divulgados os erros e as mentiras, daí para diante, tem-se generalizado as deturpações nas mais diversas instituições oficiais, em obras, algumas académicas, e nos meios de comunicação, quer quanto ao nome do cão, quer quanto ao seu habitat na travessia dos séculos, como também no que concerne à história do cão, mas Rodrigues vangloria-se com as aldrabices reproduzidas, e não deseja que sejam combatidas!
  22. Ao quadro de honra a podridão, apregoa Rodrigues!
  23. As muitas provas oficiais e particulares, medievais, modernas e contemporâneas, anteriores à oficialização do nome errado por dolo do autor do estalão da raça sabujo de Soajo, mostram bem de que lado está a verdade.
  24. Antes do foral se vê pelos documentos para confeccionar o foral de 1514 que os «cinco sabujos já iam para os reis por obrigação» o que manifestamente prova que a raça está firme e inalteravelmente ligada a Soajo!
  25. Mas para o “amador” muito entendido em canicultura, estes tesouros históricos não merecem aceitação! As suas aldrabices e depreciações, expressas através de vãrios disparates como por exemplo os considerados “rafeiritos bastardos” paridos entre os fraguedos de Soajo, são afinal de contas ofensa também à raça e às penedias que se estendem para dentro da vizinha freguesia de Castro Laboreiro! Que imbecilidades de Rodrigues!
  26. JUIZ DE SOAJO - A honra de ser o único cão a sobressair num foral manuelino não prestigia Soajo, nem celebriza o cão sabujo de Soajo, porque Rodrigues diz que o cão especial destas montanhas é um “rafeiro bastardo”!
  27. O que os homens bons, o juiz de Soajo, Martim Afonso, o vereador, Gonçalo Gonçalves, assinaram em documento para a elaboração do foral manuelino dizendo que no concelho de Soajo não pagavam «direito real» porque eram obrigados a entregar ao rei «cinco sabujos, por ano, por toda a renda, aos tempos que manda por eles ou eles lhos levam» não interessa relevar, porque a Rodrigues não lhe agrada este facto histórico!
  28. Mas desta forma prova-se que remonta à Idade Média o envio de cinco sabujos, porém, tudo isto, arrelia o “ficcionista” Rodrigues, porque não lhe interessava que se alargasse o horizonte temporal desde a Idade Média até à emissão do foral manuelino, e para tempos posteriores, até ao da   extinção do FORAL, em 1832!
  29. REGIMENTOS DA MONTARIA REAL - Deveria Rodrigues saber ainda que, os diferentes regimentos relativos às áreas protegidas pelo poder real desde a Idade Média informam que os SABUJOS, utilizados pelos monteiros régios vigilantes das florestas e dos animais selvagens, pertenciam ao rei!
  30. De facto se os SABUJOS eram enviados de Soajo, e que se saiba só de Soajo, durante tantos séculos, e podendo eles ser retirados aos monteiros negligentes, serviçais d’el rei, que eram agentes privilegiados, nem assim consegue o “Rodrigues das tretas” articular estes dados, e ainda que, a freguesia onde nasceu, embora confrontasse com Soajo não era a que dava a maior visibilidade em termos da especial raça canina.
  31.  Não entendeu Rodrigues ainda que os simplesmente, monteiros caçadores, espalhados por todo o país, em princípio, eram possuidores apenas do tipo de sabujo ibérico, cão de porte pequeno e muito orelhudo, que era mais propício para buscar a caça grossa e, não para defender os guardas das matas reais de intrusos e de defesa, perante as feras que eram abundantes na época medieval!
  32. Importante e interessante para Rodrigues é o nome do cão do romance de Camilo, parido na sua prosa fantasiosa, sem que tenha feito a mínima investigação para o inserir no devido contexto histórico das protecções à caça grossa e às florestas da Coroa Portuguesa.

 Adulterar o verdadeiro nome «cão (sabujo) de Soajo» é o objectivo de Rodrigues, porém, se fosse pessoa sensata e com vergonha, não combatia a qualidade de sabujo no cão. Mas antes preferiu qualificá-lo como “rafeiro bastardo”!

  1. QUE COMENTÁRIO! - Quem se refugiou no anonimato quando fez comentário a propósito de um texto envolto na polémica questão suscitada com o ministro Miguel Relvas, em 2012, publicada em “sinusitecronica.blogs.sapo.pt”, escreveu que é sabujice dizer que «o cão de Soajo e Castro» é cão sabujo? Mas sabujice foi ter-se escrito que o cão não é sabujo! Supomos que o leitor não terá dificuldades em identificar o “espertinho” da sabujice.
  2. OUTROS TEXTOS - Tenho prontos, outros artigos, para descredibilizar, completamente, muitas mais aldrabices de Rodrigues, pormenorizando com diversos documentos medievais, dos primeiros séculos de Portugal, que bem revelam os sabujos em Soajo como raça especial!
  3. Longe de mim refugiar-me em axiomas, como se estes assuntos do cão, fossem verdades intuitivas que não precisem de ser provadas!
  4. Admitiu-as Rodrigues, como se tratasse da evidência em aceitar que, quatro, mais, quatro, são oito!
  5. Rodrigues até se contradiz, ao avançar com a treta do “axioma”, porque se assim fosse não precisava de vir a terreno dizer que o Padre Carvalho da Costa se enganou, sem apresentar provas; aldrabar que, Manuel Marques, escrevera que o cão só habitava em Castro Laboreiro; fazer de conta que não sabe que o saudoso Padre Aníbal Rodrigues considerou o cão como sabujo, etc.
  6. Afinal, como se observa, tenta demonstrar, embora com aldrabices, e se sabe que é axioma, que é evidente, por que mente?!
  7. Tenta iludir os leitores como se estes fossem uns irracionais para dispensarem provas! Quem não as consegue, nem conseguirá nunca apresentar, para provar que o cão era exclusivo de Castro, e deste modo tentar convencer que na Idade Média houve duas identidades de raças caninas (a ibérica dos "orelhudos" em Soajo, e uma outra só em Castro) na ampla serra de Soajo, em vez da unicidade rácica, esforça-se por mentir!
  8. Recorrer ao argumento estúpido de dizer que foi Castro, desde sempre, a “forja única” da criação dos cães em apreço, não deixa de ser uma intrujice requintada de um verdadeiro mentiroso!
  9. Não foi o falso nome actual do cão, ignorado por todos, enquanto durou o multissecular concelho de Castro Laboreiro?

                                                                                                            Jorge Ferraz Lage

                                    

«Um Bispo atrás das grades!»? Não! Homenageado, sim, na sua terra natal condigna e merecidamente, embora ainda sem a disponibilidade de espaço físico público na autarquia de Soajo e, de indisponibilidade psíquica de alguns autarcas para a ce

(de indisponibilidade psíquica para a ce)dência de um metro quadrado!!!...DSCN7676.JPG

 

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Em visita turística pelo Alto Minho, um velho amigo incluiu a Vila de Soajo no seu roteiro. Sem me ver há mais de 20 anos, reconheceu-me, no entanto, numa estátua de pedra plantada nas IMEDIAÇÕES do Eiró. “É ele!...; é ele mesmo!!!. Coitado!!, que terá feito para estar atrás das grades!?”

     Esta pergunta que meu amigo fez para si mesmo, repetiu-ma, depois, num encontro que propositadamente procurou em Viana do Castelo: “Que fizeste para estares atrás das grades?!!. Qual o crime?

     Claro que ri a bom rir e ele riu também. Riu também, mas, o riso dele, era em jeito de graça e, ao mesmo tempo, em jeito de quem interroga: “que é aquilo?”

     Gracejei: “caro amigo, na Vila de Soajo e seus lugares, todos gostam de ver-me. Todos. Só que uns, é cara a cara e outros,  a maioria (?), é atrás das grades. E, conforme estou, satisfaço a todos. Quem me quer ver na totalidade e sem medo, mete a cara entre as grades; quem me quer ver às tiras, olha-me afastado das grades. Cada um vê-me a seu gosto. Que melhor pode haver? Satisfaço a todos…

 

     Mas, falando a sério, não é a diferença com que me olham que me preocupa minimamente. Não cresço nem diminuo com isso. Nunca desejei honras humanas e, muito menos, as procurei. Se elas têm acontecido, é porque outros pensam de mim aquilo que eu não penso. Tenho desencorajado manifestações laudatórias, especialmente quando elas acarretam despesas. Custa-me ver desperdícios que, evitados, poderiam fazer as delícias de muitas bocas. E, se as não condeno uma vez concretizadas, é porque já não vou a tempo de as impedir e sou levado a ver nelas um justo louvor ao supremo artista divino que, com tão fraco instrumento e com matéria tão débil, soube fazer tantas e proveitosas obras a favor dos seus filhos de África, tal como em tempos o indiquei[1]. “Para Ele, toda a honra e louvor. Amen”.

     O que me preocupa e fere, isso sim, é que por detrás dos modos como me vêem, esteja uma oposição acérrima entre filhos da mesma terra. Oposição que dispersa forças quando, todas juntas, poderiam ser enorme alavanca para levantar Soajo aos cumes da fama e da admiração. Oposição que vem de trás, muito anterior às cruzes, estátua e outros sinais levantados em minha imerecida honra. É isso que me custa. E muito.

     Claro que há oposição e oposição. Uma que é construtiva, respeitadora, calma, empenhada no melhor que possa haver, que sabe falar e ouvir, tirar a bissectriz a todos os ângulos, encontrando um centro de convergência que será sempre o melhor; outra que é teimosa, que se apresenta como verdade suprema, irrefutável, irredutível, “daqui não saio, daqui ninguém me tira”. É má.

     Oposição, sim, nos devidos termos, mas nunca a inimizade. São coisas muito diferentes e mesmo incompatíveis.

     No estado actual das posições, creio que tirar o Bispo de trás das grades ou retirar as grades de frente ao Bispo, seria aprofundar inimizades que sempre condenei, contra as quais sempre lutei. Seria ferir-me mais.

    Por isso, rogo empenhadamente a todas as partes: Já que aí me colocaram, deixai-me aí ficar e tal como estou: atrás das grades. Deste jeito, como disse, cada uma me verá a seu gosto. É isso o que eu quero e peço.     

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     NOTA DO EDITOR – Este texto não é da minha autoria. Foi publicado no “Notícias dos Arcos”. Tomei a liberdade de o reeditar, publicamente, sem o consentimento do autor. Por esta ousadia peço encarecida benevolência ao Senhor Bispo Emérito Dom Abílio Ribas. A qualidade literária do texto e, o interesse para os Soajeiros, é manifesta. Daí ter sido como que um imperativo de consciência a sua nova divulgação!

                                                                    Jorge Lage

       

    

 

[1] -Confira-se o texto apresentado a quando da inauguração da Cruz do Rodeio de Paradela.

NA SERRA DE SOAJO, AS «LAPAS DA PENEDA», E, TAMBÉM, O GERÊS!

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1.NO DOUTORAMENTO, DE ELZA RODRIGUES DE CARVALHO - Em Portugal fazem-se por vezes doutoramentos sobre temas de Geografia, baseados em textos cheios de asneiras que enganam doutorandos e arguentes de doutoramentos! É uma vergonha!

O assunto publicado numa revista da Faculdade de Letras sob o título de «Lapas da Peneda», publicado em 2003, é disto um exemplo paradigmático! Contem um chorrilho de asneiras, porque asneiras tinham também as fontes de que se serviu, mas acrescentaram-se outros disparates por razões de interpretações e opiniões próprias! O facto de orientadores de doutoramentos e arguentes de doutoramentos não estarem preparados em certas matérias muito específicas, permitem que muitos erros e mentiras se propaguem sem freios!

Abordagens sobre vários assuntos de Soajo, escritos por Elza Carvalho, merecem de facto muita comiseração…

3.MINISTRA DO AMBIENTE, E MAIS UMA ASNEIRA - Mas não está sozinha, a professora Elza Carvalho, pois no decreto-lei nº 384-B/99, de 23 de Setembro, colocou-se o território serrano onde estão estas “Lapas”, na área territorial da «Serra do Gerês», conforme consta na parte do diploma relativo à «ZONA DE PROTECÇÃO ESPECIAL DA SERRA DO GERÊS». Por tamanha asneira merece também muita piedade a Elisa!

Tenha-se em consideração neste contexto do decreto-lei que numa outra área geográfica montanhosa abordada para conservação e protecção especial da natureza, souberam distinguir e escrever «ZONA DE PROTECÇÃO ESPECIAL DAS SERRAS DE MONTEZINHO E NOGUEIRA»! Assim revelou a Elisa Ferreira, responsável pela lei, conhecimentos básicos sobre as serras transmontanas. Sobre as do Minho, deveria de novo estudar para fazer o exame do segundo grau do ensino primário, obrigatório ainda na década de 1970! Bem sei que a Senhora Ministra do Ambiente, governante em 1999, frequentou a Faculdade de Economia do Porto, onde não estudou Geografia Física, dado que apenas fez, no primeiro ano do curso, a disciplina de Geografia Económica, a cargo do exigente professor Ribeiro, que também me ensinou e examinou, porém nada na matéria de serras de Portugal! Contudo, na escola primária e no liceu, que frequentara no Porto, ensinaram-lhe as principais serras do Minho e de Portugal. Na sua cidade natal, a serra do Gerês, viu consagrado o nome numa rua. Porém, o nome de todo o espaço da «SERRA DE SOAJO», teve a honra de no Porto, no mesmo ano (presumo ter sido em 1943), também ver o seu nome, igualmente, consagrado numa rua da invicta cidade! Pese embora, o nome Serra de Soajo apareça, num contexto onde havia várias aldrabices, propaladas nos compêndios de Geografia, especialmente do Dr. Vasconcelos e Sá! Como certo temos que a «RUA DE SOAJO» e a «RUA DO GERÊS», são duas ruas muito próximas, mas distintas, como distintas são as respectivas serras, embora espacialmente bastante afastadas! Estas duas ruas pretendem dignificar as serras principais do norte, contribuindo também para perpetuá-las no campo científico, dado serem, também, duas, das três principais serras, de todo o Portugal Continental! Mas, Elisa Ferreira esqueceu-se do que lhe ensinaram, ainda que tenha sido parcialmente através de aldrabices! Sabemos que a Doutora Elisa Ferreira sendo uma portuense de “quatro costados” e uma competente economista, não gosta de ver confundido o Porto, com Braga ou com a Póvoa do Varzim ou outra qualquer cidade. As populações de Soajo, de que fazem parte dois economistas, que percorreram, antes de Elisa Ferreira, os corredores da exigente e categorizada Faculdade de Economia da Universidade do Porto, também não gostam de ver suprimida a «Serra de Soajo», e substituída, pela Serra do Gerês! É que esta inacreditável ignorância foi plasmada num diploma legal afectando o bom nome da Serra, que já constou no primeiro MAPA DE PORTUGAL! E neste, a do Gerês não se vê! Porventura, teria a então ilustre ministra atendido a uma “cunha” de um lisboeta que frequentou a Universidade de Coimbra, e que logo a seguir se empregou, por prazo não precário, na Câmara de Valdevez, onde sempre tem procurado banir Soajo do conhecimento nacional? É que o alfacinha até procurou excluí-lo dos mapas do concelho, para não ser conhecido! É que ele, com grandes manhas, aquando do processo de Soajo para reconhecimento da categoria vila, disse que era perigoso, apresentar a candidatura na Assembleia da República, mas depois fez o que pôde para a impedir! E, mais teve a parvoíce, de PERGUNTAR, quando contactado DE LISBOA, por exigência da lei, para ser legitimamente apreciada E VOTADA no principal fórum do país, PARA QUE SERVIA SOAJO SER VILA! Oh, que GRANDE MANHOSO! Mas, não obstante NÃO ter nascido no concelho dos Arcos, terra que lhe tem dado bom sustento, queria que a sede do município tivesse a exclusividade da categoria de VILA! Que visão! Que política sensata e harmoniosa do progresso equilibrado do concelho, teve este “empregado não precário”!

3.NO LIVRO DO FORAL - Bem sabemos que, uma outra ilustre professora da U. P., Doutora Paula Pinto Costa, feitora do livro «Soajo, 500 anos do foral manuelino», também mandou o Gerês passear para Soajo, e desde cedo, já nos tempos medievais, apesar de ser altura em que os camiões eram pequenos para aguentarem com tanta carga!

O chorrilho de asneiras e os “picadas ridículas” que fez a Soajo e aos Soajeiros, muito mal disfarçadas, não perdem pela demora…

  1. LUGARES SANTOS DE PORTUGAL - O mesmo fez, em 2016, o autor de «Lugares Santos de Portugal» que se arrojou a trazer o «Abade do Gerês» para inaugurar a Igreja do Santuário da Peneda, talvez por julgar que o «ABADE DE SOAJO» tinha ido a termas às Caldas do Gerês. Saturado de lá estar, preferiu o ilustre Abade voltar para o vale do Santuário porque sempre foi e é, muito mais belo, do que o vale das Termas! Assim o considerou também o naturalista Adolfo Moller, que da Universidade de Coimbra partiu, em 1890, para herborizar nas duas importantes serras. Comparando ambos os importantes vales das suas serras, ficou enamorado pelo da Peneda, apesar das qualidades culinárias da tasca da Tia Bárbara o enfastiarem, onde parece ter comido nos sete dias em que esteve na maravilhosa povoação da Peneda!

Os encantos naturais do vale da «SERRA DE SOAJO» fascinaram-no de tal modo que nos deixou uma interessante e imparcial opinião ao escrever que achou o vale da Peneda muito mais belo do que o vale das Caldas do Gerês!

 

Aproveitem para o visitar, pois continua soberbo, com seu ribeiro, florestas, cascatas, impressionantes cenários como do morro da “Meadinha”, casario, estruturas do magnífico Santuário, e um Hotel com boa qualidade e boa gastronomia!

É pena não estar à mão a Seida, onde o «ribeiro Bragadela» começa segundo nos transmitem os tombos de Cabreiro e de Soajo, em 1795. Corre depois em direcção a norte, e depois flectindo para poente, toma em “Vale de Poldras” o nome de Rio Vez, e segundo os que disparatam tem aqui tem o seu nascimento! Mas, em 1758, estas ideias são contraditadas, quer no nascimento, quer no nome, desde as «Lamas do Vez», que bem se situam à beira da soajeira BRANDA DA SEIDA!

Sendo assim, a também soajeira denominação «Bragadela», nunca dará cabo do nome ao rio e à vila por onde já se vela, porque os manhosos enganadores nunca se inspirarão nela!

Talvez que o talentoso poeta popular soajeiro, Manuel Leiras, improvise, por saber que não gastam dela, outro estribilho, e noutro contexto diga, então: «COM SOAJO E OS SOAJEIROS A JEITO, TAMBÉM PORTUGAL FOI FEITO»!

  1. CAMÕES LEU NO MAPA DE F. SECO! – Talvez, por estas e outras, digam também que, «De Melgaço a Albufeira, pelejando os portugueses, Portugal, não ficou só na Beira»!

 O certo é que o poeta Camões, já na centúria de quinhentos, viu a «Serra de Soajo» no mapa, primeiro, de Portugal, de Fernando A. Seco! O que nele, não viu: «FOI O GERÊS E VALDEVEZ»! Soube, Camões, que a Lisboa, chegavam, bem treinados, para os reis, «cinco sabujos», ano após ano, idos da «Serra de Soajo», sem que entregassem quaisquer vinténs! Mas, não foram os sabujos, adestrados e enviados, uma só vez, dos montes do Gerês»!

                                     Junho de 2017

                                               Jorge Ferraz Lage

A CÂMARA MUNICIPAL DEVE PEDIR DESCULPA A SOAJO E AOS SOAJEIROS

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Em 2011, escrevi um texto com este título, que abaixo reproduzo neste blog, para mostrar que querem novamente seguir procedimentos também impróprios de pessoas de bom senso! Continuam com ofensas inacreditáveis desferidas, também ultimamente, contra o brio, orgulho e honra dos Soajeiros. Na verdade negaram a qualidade de vila da sede da freguesia de Soajo, ao considerarem-na aldeia, não acatando o cumprimento da lei que a consagrou. Usam território da freguesia de Soajo, no Mezio, e não respeitam a lei, porque a «Carta Administrativa Oficial» de Portugal tendo força de lei obrigava-os a obediência, mas consideram-no, disparatadamente, como se fosse território da freguesia de Cabana Maior! Ignoram Soajo como nome de uma autarquia portuguesa fazendo de conta na TVI que não existe, pois ao transmitir em directo não estavam a emitir da freguesia de Soajo, mas de Arcos de Valdevez. Mas este nome foi visto como vila, e não como município (concelho) pois caso contrário deveriam falar da freguesia donde emitiam. Situando-se na vila dos Arcos como que colocaram o Mezio nas pequenas freguesias de Salvador e S. Paio e no vale do rio Vez! Ora por força de lei da «Carta Administrativa Oficial» o Mezio faz parte também da «Serra de Soajo»! Têm o atrevimento de colocar no campo da feira de Soajo, placas de indicação de trilhos a informar que no percurso de cerca de sete quilómetros deste recinto para o Mezio se atravessa também a “serra da Peneda”, que além do mais é nome falso de serra que se originou por dupla batota! De facto escreveram, estupidamente (não há palavra mais apropriada) que, para o Mezio se atravessam duas serras: as serras de Soajo e da Peneda! Além de maldosos e provocadores revelaram estupidez ao escrever isto! Sendo a «Serra de Soajo» um nome oficialmente consagrado na «Carta Administrativa», com uma extensão territorial que abrange a montanha mais alta da serra, a 1416 metros de altitude máxima, e se também a freguesia de Soajo tem por força de lei da mesma «Carta Administrativa» território que abrange a mesma montanha de 1416 m então provem que não foi uma atitude estúpida indicarem um trilho, um caminho, que atravessa duas serras! Expliquem a quem tem o mesmo nível de estupidez se nos 2 primeiros quilómetros fica a serra de Soajo e, se depois nos cinco kms restantes se atravessa a tal serra da “Peneda”, apesar de ser nome originado por aldrabice numa montanha a que dolosamente (isto é com intenção de enganar) designaram por “Peneda” em vez de Pedrinho, que é uma montanha da freguesia de Sistelo, mas que ao longo dos séculos fazia e faz parte da «Serra de Soajo»!

Quem afirma no portal do município que o território onde estão construídas as estruturas da “Porta do Parque Nacional, no Mezio”, se situa em Cabana Maior, é porque detesta Soajo e também a maior parte dos Soajeiros! Não gostam de cumprir o que oficialmente foi determinado pela AUTORIDADE NACIONAL DE CARTOGRAFIA, a que devem obediência nos termos da lei!

Por outro lado quem só expõe ao falar na comunicação social - rádios, jornais, revistas, livros, televisões, e noutros auditórios – a propósito de assuntos de Soajo, exclusivamente, o nome do Parque Nacional, e esquece quase sempre um outro importantíssimo nome - «Serra de Soajo» - igualmente oficial, isto é, legal, revela desconhecer importantes e fascinantes aspectos históricos e científicos de uma das mais notáveis e importantes serras de Portugal! De facto sendo a «Serra de Soajo» um nome até à actualidade mais usado do que o do Parque Nacional, no percurso dos séculos de Portugal, tem também na freguesia de Soajo, mais território serrano do que o Parque Nacional! Tive nos escassos segundos de “antena forçada”, no dia da “Festa na Serra de Soajo” chamado à atenção dos presentes no auditório que existe a escassos metros do anfiteatro onde decorria a abertura solene da “Festa”, território da serra de Soajo que não mereceria ser desprezado em termos de nome, por estar fora da área geográfica do P. Nacional! É este TERRITÓRIO TÃO DIGNO DE RESPEITO como onde estávamos! Falar só do nome do Parque e não falar do nome «Serra de Soajo», pelo menos em Soajo, não é aceitável, porque é a Serra que contem o Parque e não o Parque a Serra. Não vale o todo mais que a parte, se estamos no campo de valores positivos, senhores autarcas?

   Concluindo e resumindo:

 O estatuto de vila da sede de Soajo depende da lei que a aprovou e, não dos vossos des(gostos)! A área da Serra de Soajo, sem batotas, é maior que a do Parque Nacional, tem cerca de 900 kms, dado que  todo o P. Nacional tem apenas cerca de 710 kms, e faz também parte o nome «SERRA de SOAJO» da toponímia oficial das serras de Portugal! A “Porta do Mezio” está toda, oficialmente, em terreno da freguesia de Soajo! Só míopes mentais é que percorrem duas serras da Vila de Soajo ao Mezio!

Continuam batoteiros, no presente, como os “poderosos fidalgos” de 1852 a 1907!

A estes assuntos aludirei mais detalhadamente em textos próprios!

Segue o texto de 2011:

  Os soajeiros que prezam esta dignidade não aceitam que, o actual poder que representa e dirige o município de Arcos de Valdevez não proteja, conserve, defenda e divulgue os patrimónios de quaisquer naturezas das várias autarquias que o integram! Sentem os primeiros mais intensamente, como é natural, o desinteresse manifesto e, por vezes até oposição perante expressivos e relevantes elementos, de características emblemáticas, que constituem singular património de Soajo. São factos constatáveis que, quando estão em causa valores, mais directamente relacionados com a evolução da vila ligada à medieval “Terra e concelho de Valdevez”, as atenções dispensadas não passam pelo mesmo diapasão de indiferença, passividade e oposição, como as que evidenciam sobre preciosas componentes invulgares geradas durante o percurso de vida da vila e termo do espaço geográfico, histórico e cultural da medieval “Terra e concelho de Soajo”! Mais parece que administram duas autarquias separadas como aconteceu em 1842, em que o administrador de concelho de Valdevez acumulou funções nos dois municípios, num contexto de existência de dois presidentes de câmara para cada um dos dois. Nesse ano o administrador comum ao favorecer amplamente a municipalidade do Vez, deu azo a que no ano seguinte, o município de Soajo recuperasse um administrador próprio e exclusivo! Se neste ano de 1842, os interesses do município de Soajo foram discriminados negativamente, na actualidade, não obstante não haver separação de municípios, continua a verificar-se uma dualidade abissal de estimações! Desde que conseguiram anexar o concelho de Soajo, é na mesma, gravemente, pelo executivo camarário evidenciada uma inadmissível marginalização de importantes e notórios aspectos de Soajo, para infelicidade de Soajo e, dos Soajeiros, que prezam esta condição! Convirá aqui relembrar duas atitudes exemplares do lado de Soajo, a contrastar com outras duas acções lastimáveis demonstrativas de atitudes inqualificáveis tidas por executivos camarários de Valdevez. A primeira positiva verificou-se quando foi solicitado às Cortes para que a feira de Valdevez fosse franca, isto é, que as transacções nela operadas não fossem passíveis do então imposto de sisa, dado que os comerciantes (mercadores) desinteressaram-se dela em virtude de as feiras de Barcelos, Caminha e Guimarães gozarem do privilégio de isenção. Em 1456, em cumprimento do decidido nas Cortes, o rei D. Afonso V responde favoravelmente às representações dos medievais «concelhos e terras de Valdevez e da Nóbrega e de Soajo…» tributando à feira de Valdevez similar franqueza que, o mesmo é dizer, igual liberalidade. Outra situação foi quando, por volta de 1850, a Câmara de Valdevez solicitou a Soajo para que desse o seu apoio a um pedido ao Governo, com o objectivo da abertura de uma estrada real de Braga a passar na vila de Arcos. O poder camarário de Soajo, por razões óbvias, não regateou solidariedade. Mas quando Soajo, na década de 1940, pede uma ligação rodoviária a uma estrada apenas a três quilómetros da sua vila, estrada esta na altura existente a escassos metros da actual ponte granítica de Soajo/Britelo sobre o Lima, o poder camarário recusa colaboração, imagine-se, com o execrável argumento de a abertura da estrada se dirigir para o concelho de Ponte da Barca! Ora isto passou-se apesar dos soajeiros e soajeiras terem de percorrer a pé, muitas vezes com carregamentos às costas ou às cabeças, por estreitos, sinuosos, lamacentos e incómodos caminhos para a vila capital do município, calcorreando 20 a 30 quilómetros, conforme fossem da sua vila, Várzea, Paradela, Adrão ou Cunhas! Incrível, tanta afirmação de maldade, apenas com o intuito de canalizarem os contactos sobretudo comerciais directamente para a vila de Arcos! O soajeiro que foi mais intransigente, mais combatente, mais tenaz, com estas desumanidades, acusaram-no de forte opositor ao Salazarismo e de manipulador de uma população que apelidaram de grosseira e ignorante, e ainda tudo fizeram para que não exercesse o magistério em Soajo! Outro deplorável exemplo é o incompreensível alheamento do poder camarário dos Arcos e que tem a ver com o pavimento na estrada anterior, numa extensão de cerca de quilómetro e meio, que se encontrava ainda em 2011 tão prodigamente esburacado, de tal modo que a segurança das pessoas e a robustez dos veículos estavam seriamente ameaçadas, quando escassos quatro mil euros teriam sido suficientes para a recolocar no anterior estado de remedeio! No entanto, junto da vila dos Arcos, depois do recentíssimo alargamento da via baptizada de “Osvaldo Laranjeira”, que foi consumidora de volumosos recursos financeiros, não impediram que se esbanjem quase de imediato à sua abertura, valores que podem ultrapassar 17 milhões de euros, na via paralela quase finda que, rasgaram a poucas dezenas de metros, que nada tinha e tem de prioritário, sendo até perfeitamente dispensável num horizonte de médio e longo prazo! Assim se vive e viveu em ambiente de exuberantes desperdícios para servir interesses não essenciais da vila dos milhões, deixando na penúria de recursos para cuidar de necessidades fundamentais muitas freguesias entre as quais a da vila dos tostões e aldeias conexas, situadas nas abas que da serra de Soajo estão voltadas ou não para o rio Lima! Mas, muitos soajeiros, nada distraídos e cabalmente conscientes dos seus direitos e deveres, assim querem, votando nestes sensatos, imparciais, equilibrados e curiosos agentes do executivo arcuense. Alguns nados em Soajo, de tendências caciquistas, sentem-se mais profundamente “arcuenses de lá”! E é pena…

                                     Vila de Soajo, 8/12/2011

                                            Jorge Ferraz Lage

INCLUSÃO DO «SOAJO», COMO NOME DE SERRA, NO NOME DO PARQUE NACIONAL!

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O PADRE JOSÉ AMADO CORRIGIRIA O NOME PARA “PNSG”! - Mais provas se expõem para que as calinadas não consigam em definitivo vingar! Esta personalidade não caluniava a «Serra de Soajo» além do mais porque não tinham começado as mentiras sobre a serra. Formado em Teologia pela Universidade de Coimbra, em 1843, o Dr. José de Sousa Amado, foi professor do único Liceu de Lisboa e juiz do Tribunal da Relação Patriarcal. Foi autor de muitas publicações, de diversas naturezas, com predomínio das ligadas ao catolicismo. Também foi publicista e apreciador crítico de vários trabalhos literários e de artigos jornalísticos, o que lhe determinou ter de travar enérgicas polémicas ao refutar erros, tidos como mais e menos graves! No campo do ensino de geografia publicou, em 1858, a primeira edição do seu «Compêndio de Corografia de Portugal» para a instrução primária, e a quarta edição em 1868, todas acompanhadas de «Cartas Corográficas de Portugal» [mapas], em que vem com grande destaque a «serra de Soajo» que reproduziu do mapa de Elliot, publicado em 1853.

À pergunta, nas suas edições de Geografia de «Quais as serras mais notáveis de Portugal?», a resposta dada indica três nomes, figurando nestas as de «Soajo e Gerez»!  Se vivo fosse, estamos certos que o grave erro no nome do Parque Nacional seria objecto de incisiva contestação até que fosse alterado para «Parque Nacional Soajo-Gerês», em respeito pelo que rigorosamente ensinara.

AS SERRAS NA “COROGRAFIA DA LUSITÂNIA” – Em 1874, o Padre José Amado, publicou para uso dos alunos de Geografia do segundo ano do liceu, esta obra, tendo, como uma das fontes a preciosa confecção “Antiguidades da Lusitânia”, da autoria do grande humanista André de Resende, falecido em 1573, e tumulado na Sé de Évora. Ora nesta obra de Resende apresentam-se 12 serras de Portugal escritas na língua dos romanos, sendo que a norte do rio Douro apenas constam duas: «Suaium» [Soajo] e «Iuressum» [Gerês]! O Dr. José Amado apresenta também estas duas serras na sua Geografia com a grafia, «Suaio» e «Iuresso»! «SUAIUM-IURESSUM», OU OUTRO NOME NO P.N.?!  

 Será que por milagre se encontrará uma serra com um nome histórico latino “Saxum” [PENEDA], em vez de «Suaium» [SOAJO]?! Se tal sucedesse uma «Saxum-Iuressum” justificaria com grande propriedade o nome actual do P.N.P.G.! A denominação “Peneda” numa perspectiva orográfica, já é pelo menos quinhentista, se integrada no maciço rochoso da “Meadinha”, ao que parece corrompida de “Ermidinha”, onde o culto a Nossa Senhora das Neves se iniciou e desenvolveu num lugar inóspito de rara beleza florística e geológica da paróquia, município e serra de Soajo! Também em quinhentos em termos cartográficos se conhece a «PORTELA DOLELAS-PENEDA» no âmbito da «SERRA DE SOAIO», que no século XX era designada por «PORTELA DE TIBO».   Uma errada “Peneda”, na montanha do Pedrinho, alicerçada em falsidades repugna à luz da Razão por afastada do “mítico” Soajo onde num vale a Fé triunfou! Após a “conquista” do concelho, alguns, quiseram e querem obscurecer e/ou destruir da História e da Geografia o imorredoiro Soajo, como se tal fosse possível! O glorioso passado dos Soajeiros, que carrega também episódios de heroísmo, nomeadamente, na batalha junto ao Castelo de Lindoso, nunca desaparecerá! As sementes sempre continuarão, revivificando e combatendo os matadores das identidades e de outros relevantes interesses das povoações da ampla «Serra de Soajo», em que predominam elevadas montanhas de onde emanam muitos cursos de água, de entre os quais o rio Vez, que escorrem ora, mansamente, ora em desconcertantes turbilhões.

 FACTOS, PROVAS, DEMONSTRAÇÕES E JUSTIFICAÇÕES ESTÃO DISPONÍVEIS – Estão reunidas as condições para passarmos a nova fase – de OPOSIÇÃO INTRANSIGENTE - com o objectivo de se corrigirem e repararem os erros e as mentiras que determinaram um nome da serra e do Parque Nacional desviados das Verdades!

Para o efeito o “Movimento dos Soajeiros para as Restaurações das Verdades” irá colocar nas instâncias superiores o que foi aprovado e fundamentado em Assembleia Municipal de Arcos de Valdevez contendo o epílogo «que é de inteira justiça e do interesse municipal que no nome do Parque Nacional passe a figurar o nome Soajo». A conveniência é também nacional para que se não defraudem os conhecimentos científicos descritos nos livros de «HISTÓRIA, e de GEOGRAFIA de PORTUGAL» sobre o espaço da «Serra de Soajo»!

O PROFESSOR DOUTOR HERMANN LAUTENSACH, autor da primeira «GEOGRAFIA DE PORTUGAL» de carácter científico, e da mais completa «BIBLIOGRAFIA GEOGRÁFICA DE PORTUGAL» publicada em 1948, sentenciou que o suíço Paulo Choffat, ERROU, SOBRE O NOME DE DUAS PRINCIPAIS SERRAS DE PORTUGAL!

Corrigiu os disparates, colocando do Minho ao Lima, a «SERRA DE SOAJO»!

Do Lima ao Cávado a «SERRA AMARELA»! Não copiou, porque levantou o acervo documental do país para poder separar as verdades dos erros. Reflectiu, e depois ajuizou cientificamente!

Nós, SOAJEIROS, perante tantos e tão autênticos factos e provas queremos que o nome do Parque Nacional se corrija também! O nome «Serra de Soajo», por escrito, só é usado excepcionalmente! Respeitem-no, Senhores no poder municipal valdevezense, não sejam maldizentes!

As mentiras, os erros, as aldrabices, as falsificações são actos indignos para qualquer ser humano...

Haverá que tratar do assunto, e se a COMISSÃO a criar assim entender terá uma reunião prévia com a Câmara Municipal para se dar continuidade ao processo iniciado há anos, de molde a que se façam chegar à Presidência da República, à Assembleia da República e ao Governo da Nação, as justas e legítimas aspirações do POVO DE SOAJO e dos órgãos e instituições locais de Soajo se o quiserem fazer, apesar de até aos dias de hoje dar a impressão que está a gerir a "autarquia do Gerês"..

Embora não se deva pôr de parte o recurso à via judicial, caso se revele necessário, tal só se fará in extremis, pois acreditamos que nas máximas instâncias do país saberão tomar as correctas decisões em prol da defesa e preservação do ANTIQUÍSSIMO NOME «SERRA DE SOAJO» sustentado em Verdades enraizadas à profundidade da formação de Portugal!

SOAJO NÃO QUER FAVORES!

PEDE SIMPLESMENTE JUSTIÇA PARA QUE SE CORRIJAM FALSIDADES, MENTIRAS E ERROS, INADMISSÍVEIS, ENCADEADOS, NOMEADAMENTE, NO QUE TOCA AO NOME DA SERRA, AJUSTADO AO SEU RELEVO, ESSÊNCIA FÍSICA QUE LHE DEU NOTARIEDADE AO LONGO DE SÉCULOS!

O NOME VERDADEIRO ENRAIZADO NO PERCURSO GEOGRÁFICO, HISTÓRICO E CULTURAL DA  PORTUGALIDADE NÃO CONSTA NO NOME DO PARQUE NACIONAL POR CAUSA NÃO SÓ DA DA «PESTE AMARELA»!...

DE FACTO, PRIMEIRO MUDARAM O NOME AO CORPO DA SERRA DE SOAJO, E DEPOIS, COMO NÃO FOSSE EFICAZ A ESTRATÉGIA, TIVERAM DE ARRANJAR UM NOVO "FÍSICO DE MONTANHAS"  PARA O NOME «SERRA DE SOAJO» SE SITUAR A SUL DO RIO LIMA!

                                       Serra de Soajo, “do lado norte do rio Lima”                                   

                                                                             Jorge Ferraz Lage