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Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

AS PONTES DE SOAJO SÃO ROMANAS OU ROMÂNICAS?

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  Documento que prova a aldrabice inventada por um castrejo, sem escrúpulos, que escreveu num texto para negar a existência  do multissecular CÃO SABUJO DE SOAJO, e dedender o falso nome "cão de Castro Laboreiro", servindo-se até de um expediente desonesto ao afirmar que eu não consultei o Arquivo do Monteiro-Mor na Torre do Tombo! 

Que grande aldrabão!

Esta requisição demonstra que, em 6 de Fevereiro de 2003, eu acedi à consulta!

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«ACERCA DO POVOAMENTO NA SERRA DE SOAJO», E O PÁROCO DA GAVIEIRA E CASTRO!

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 Este seria o verdadeiro título [o referido entre aspas], em vez de um outro usado, com o nome da serra aldrabado, num trabalho de Isabel Medeiros, na altura ligada ao Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa. Foi este trabalho também publicado num boletim do «G.E.P.A.». Mostra bem esta geógrafa que no aspecto do nome da serra nada investigou. Seguiu a incorrecta corrente do suíço que o seu professor, Orlando Ribeiro, aluno de Silva Teles, continuou na Universidade de Lisboa, ao afirmar que a «Serra de Soajo» se situava a sul do Lima, e a norte deste rio, usou outro nome [Peneda] para substituir o de Serra de Soajo! Aliás, em contacto telefónico estabelecido teve a gentileza e a franqueza de me informar que em termos de toponímia nada investigou. O que escreveu nesta publicação é aqui citado parcialmente: «a Serra da Peneda constitui vigoroso soco granítico com cimos aplanados e uma área aproximada de 35 000 ha, no âmbito administrativo dos concelhos de Arcos de Valdevez, Melgaço e parte do de Monção». A propósito do nome da serra, em pé de página, procurou Isabel Medeiros esclarecer que na «Serra da Peneda» se incluem a «serra de Soajo e os Montes de Laboreiro» conforme escreveu o Padre M. A. Bernardo Pintor, em 1977, em «Recontro de Val-de-Vez. Onde foi?». Porém, não foi exactamente isto, o que escreveu o Reverendo Pintor, pelo que Isabel Medeiros não só errou como deturpou! O que disse este probo investigador foi que em «recuados tempos» quase toda a serra foi designada por «Montes de Laboreiro», mas que não conseguia explicar foi como passou o nome da serra para Peneda. Ainda, Pintor escreveu que, no presente, o nome da serra «não é uniforme porque uns chamam-lhe Peneda outros Soajo, havendo quem distinga as duas. Para efeitos dos serviços do Estado a serra e arredores tem o nome de Núcleo Orográfico de Soajo na organização dos Serviços Florestais, mas já esta serra é parte integrante do Parque Nacional Peneda-Gerês.» Por tudo isto se vê que Isabel Medeiros foi parcial, tendenciosa e cometeu inexactidões! Claro que o nome geral da serra em Portugal nunca foi Montes de Laboreiro, e se anda grande confusão sobre o nome da serra, tal deve-se sobretudo às aldrabices do suíço Paulo Choffat que com tão intensa «peste Amarela», tornou moribundo, fora da cartografia oficial e em termos de divulgação escolar e popular, o nome «Serra de Soajo», ao ter esta designação viajado para o espaço territorial da «Serra Amarela»!

O actual pároco da Gavieira, Lamas do Mouro e Castro Laboreiro talvez contaminado pela “peste Amarela” diz que é um «absurdo do Jorge Lage» designar a serra, onde também está situado o Santuário de Nossa Senhora das Neves, na aldeia da Peneda, por «SERRA DE SOAJO»! Julga o jovem padre que só há uma “Maria na aldeia”! Desconhece como sítio notável, a falsa “Peneda”, onde se localiza o marco geodésico de 1ª ordem, na montanha do Pedrinho, freguesia de Sistelo! “Peneda” esta, aliás, referida no Anexo ao Decreto nº 187/71 que trata das delimitações do território do Parque Nacional, onde consta o «Alto da Peneda» em vez de «Alto do Pedrinho», localização que nada tem a ver com o “vale da Peneda”, onde se situa o admirável Santuário! Bem me lembro da expressão popular, “ALTO DO PEDRINHO» como sinónima de «MONTANHA DO PEDRINHO»!

 Mas confundiram, intencionalmente, a «MONTANHA DO PEDRINHO», com uma suposta “Montanha da Peneda”, e a «SERRA AMARELA» com a «SERRA DE SOAJO», porque mentindo conseguiriam, supostamente, alcançar o objectivo da destruição de um nome com tantos e tantos séculos!

 Estes elementos talvez façam com que o “sapientíssimo” e reverendo clérigo, com jurisdição eclesiástica, na actualidade, no Santuário da Peneda, deixe de usar o termo «absurdo», em assuntos que desconhecia! De facto, as “Escrituras Orográficas”, multisseculares, não consentem que sustente tamanho disparate sobre o nome científico da serra! Desde os primórdios de Portugal que os «Monteiros de Soajo» eram destacados também pela importância, dos «MONTES DE SOAJO» e dos «CÃES SABUJOS», DA SERRA DE SOAJO!

                       Serra de Soajo, “do lado norte do rio Lima”, em Junho de 2017

                                                                                          Jorge Ferraz G. Lage

IMPLANTARÃO O PARQUE BIOLÓGICO NO MEZIO, DE SOAJO?

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Sim, no Mezio, de Soajo! Sim, dentro do território do Parque Nacional! Sim, na Porta do Mezio, de Soajo! Comprovam-se estas afirmações a seguir.

O Parque Nacional nos termos do Anexo ao Decreto nº 187/71, de 8 de Maio, tem como limite exterior entre outros locais o que segue: «(…) caminho florestal do Batateiro até às Lamas do Vez; caminho florestal das Lamas do Vez até ao Mezio, por Alto da Peneda, Lordelo, Vilela Seca e Lombadinha; estrada nacional nº 202 até Soajo; caminho municipal do Soajo até à estrada de Cidadelhe; estrada desde o cruzamento anterior até à ponte sobre o rio Tamente; (…)».

Devemos notar antes de mais que, o estradão nas Lamas do Vez, vindo do Batateiro, bifurca no planalto da SEIDA para o Pedrinho e para “Bizconde” (Visconde). Ora por estes locais das Lamas do Vez e de “Bizconde”, segundo os tombos de Soajo e de Cabreiro, de 1795, é que a fronteira entre estas duas freguesias é delimitada, pelo que o «Soajo» é usado nas fronteiras do Parque como nome de povoação e não como nome de freguesia!

Nestas fronteiras bem se evidencia que este «ALTO DA PENEDA» é um nome aldrabado porque, verdadeiramente, se deve chamar «ALTO DO PEDRINHO», dado que toda esta restrita montanha se chama «PEDRINHO». Resultou o nome errado de nesta implantarem o sinal geodésico de 1ª ordem, que identificaram com destacadas grandes letras como «PENEDA» no mapa «Carta Geral do Reino», elaborado na escala de 1:100 000 onde a altitude atinge apenas 1373 metros! Disto também resultou ocultarem a altitude máxima de 1416 m alcançada na Pedrada, na montanha do Outeiro Maior, que é onde culmina a SERRA DE SOAJO, única serra geral admissível! Deste mapa retiraram o falso nome «Peneda» no sítio do marco geodésico, para o guindarem ao nome «Serra da Peneda»! Passou a ser considerado, divulgado e ensinado, DISPARATAMENTE, a falsa “Peneda” de Sistelo, em vez de Pedrinho, como a montanha mais importante e de máxima altitude [que é apenas de 1373 m] de toda esta serra do rio Minho ao rio Lima, neste nordeste do Alto Minho! Porém os ignorantes das universidades, liceus e outras escolas desconheceram que a máxima altitude é de 1416 m na Pedrada, na montanha do Outeiro Maior, exclusivamente, pertencente a Pedrada apenas à freguesia de Soajo!

Valeu a pena errar e mentir porque os efeitos repercutiram-se não só no NOME DO PARQUE NACIONAL, mas também no uso de um nome errado de um local de fronteira - o “Alto da Peneda”! E monstruosidade das monstruosidades foi de facto o sítio da “Torre do Pedrinho” [encimado pelo marco geodésico] aldrabado como «PENEDA»,  a principal causa da mudança do nome da serra de Soajo, para Peneda, e ainda mais surpreendentemente, ser este um local que nem sequer fica dentro do território do PARQUE NACIONAL! Supremo paradoxo! E porquê? Porque o estradão florestal, identificado como «caminho florestal», que serve de fronteira, passa bastante ao lado da Torre Geodésica ou Torre do Pedrinho, embora ocupe alguma área na montanha do Pedrinho.

Destas delimitações exteriores do P.N. resultam ainda, entre outros aspectos os seguintes: - que, a actual vila de Soajo, não está toda em território do P. Nacional; - que a povoação de Vilar de Suente fica fora do Parque Nacional, embora os seus habitantes tenham propriedades no interior deste; - que, da proximidade da Fonte das Sete Bicas [à Travanca] até ao entroncamento na estrada nº 202, no Mezio, todo o território para nascente da actual via rodoviária sobreposta ao anterior caminho florestal fica em território do Parque Nacional.

Se, neste último trajecto, da proximidade da “Travanca ao Mezio, tivermos em conta que a Carta Administrativa de Portugal com força legal, tem como limites do território da freguesia de Soajo, grosso modo, o «caminho florestal» que sai também da orla da Travanca até à estrada nº 202 no Mezio [via esta que define os limites do Parque Nacional] então outra conclusão não pode ser tirada senão a de que a «Porta do Mezio» fica, administrativamente, na freguesia de Soajo! Por outro lado, objectivamente, como todo o território para nascente da dita via rodoviária ou «caminho florestal», pertence a Soajo, então se o Parque Biológico for construído na área a nascente da via, ficará em exclusivo, também, em território de Soajo!

As «Antas da Serra de Soajo» que no Mezio estiverem localizadas a nascente da mesma via Travanca/Mezio são obviamente património cultural e histórico da freguesia de Soajo! A anta mais emblemática do Mezio, que ladeia a estrada nº 202, depois da viragem da sobredita via Travanca/Mezio para Soajo, fica dentro do Parque Nacional e dentro da freguesia de Soajo! A mamoa cercada com rede, que ladeia a via Mezio /Gião, a nascente dos documentados marcos, no antigo caminho de Vilar de Suente para Boímo, não está no Parque Nacional, mas está completamente dentro do território da freguesia de Soajo!

O documento de Cabana Maior, conhecido por «Tombo [ou Arquivo] da Igreja de Cabana Maior», datado de 1783, está em completa sintonia com a actual Carta Administrativa de Portugal desde os «marcos do Mezio» até ao «marco de Mosqueiros [que não a Branda de Mosqueiros que quase ladeia a actual mal denominada “Porta do Mezio”]! Não se faz a fronteira, nesta extensão, nem por «vertentes», nem por «águas vertentes»! Só na vizinhança do Parque de Campismo da Travanca, é que se vira depois para nascente por «águas vertentes» em direcção a Guidão! Só do «marco de Mosqueiros» (à TRAVANCA) para Guidão é possível ir fisicamente por «águas vertentes», ou seja por onde as “águas das chuvas” com naturalidade, se separam pela linha de cumeada para cada uma das duas freguesias. Desce a água das chuvas numa das abas ou vertentes para o rio Grande ou Ázere, e na outra aba desce, fundamentalmente, para «o ribeiro de Corbação» que desagua no rio Lima, junto da ponte Ermelo/Soajo! Aliás este ribeiro de Corbação nasce, precisamente, em Mosqueiros, embora passe à ilharga da “Branda pastoril de Mosqueiros”, toda ela localizada em território de Soajo. Em 1758 testemunha-se em texto de Ermelo, que este ribeiro nasce em Mosqueiros! Mais um argumento, muito valioso que, em 1758, Mosqueiros ficava muito mais a norte do que a «Branda de Mosqueiros», porque neste local não nasce ribeiro algum! Também nesta “Branda” não é possível separar as freguesias em direcção a Guidão por águas que, com naturalidade, se separariam pelas duas freguesias! De facto nesta zona da pastoril “Branda de Mosqueiros” todas as águas correm numa só freguesia, sem qualquer possibilidade natural de separação! Já em Mosqueiros, à TRAVANCA, foi colocado um «marco» [e não marcas de cruzes] como no caminho do Mezio para Boímo, para dividir Cabana Maior de Soajo. Deste referido “marco” se pode partir depois, em direcção a Guidão, já com possibilidades físicas por «águas vertentes», ou seja por território onde se separaram as águas das chuvas para cada uma das freguesias! Portanto, falar em «vertentes» é palavra com significado diferente de «águas vertentes»! Nesta última modalidade de fazer delimitações, tem a palavra «águas», precisamente, o intuito de significar que a separação das chuvas caídas é elemento relevante na definição das fronteiras das freguesias!

Concluo dizendo que se o projecto do Parque Biológico prevê ocupar só território para nascente da estrada que vai do Mezio para o Parque de Campismo (Travanca), então situar-se-á apenas na freguesia de Soajo, e a competência autárquica pertence aos órgãos de Soajo!

 Os que nos órgãos institucionais se demitirem da defesa dos interesses de Soajo, deverão ser nas instâncias competentes responsabilizados pela falta de zelo e pelos consequentes prejuízos causados à freguesia de Soajo! Os mandatos que receberam exigem o respeito pelos eleitores e por Soajo…

                                                                                      Agosto de 2017      

                                                                                                  Jorge Lage