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Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

O “PARQUE BIOLÓGICO” CONSTRÔE-SE, DE FACTO, SÓ NO MEZIO DE SOAJO! (I VERSÃO)

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 Arcos de Vale do Vez é que foi, na Serra de Soajo, por treta gratuita, a multissecular cabeça ou sede da denominada «MONTARIA DOS LOBOS E MAIS BICHOS»! Foi nele, também, por treta, que existiu, desde o século de 1200 até 1821, o parque natural de protecção do ambiente chamado «MONTARIA REAL DE SOAJO»! Esta foi contemporânea da «Montaria Real de Leiria», em que se protegera o seu pinhal  (não semeado como se diz pelo rei D.Dinis) como o fizera também no remoto pinhal já também existente no Soajo !

O Parque Nacional foi qualificado como  «Reserva Mundial da Biosfera», e nele continua-se a reservar, conservar e proteger a vida vegetal e animal. Só assim se pode  justificar este parque como fazendo parte da «Reserva Mundial da Biosfera»! Se isto é feito em Arcos de Valdevez, então poder-se-á dizer que o Parque Nacional foi alargado, e que se estende, pelo menos até aos Paços do Concelho e ao Largo da Lapa, por publicação de uma "lei" carregada de bazófia e aldrabice, oriunda dos poderosos e absolutos "reis" da vila do rio Vez! 

Talvez venham ainda a imaginar um "ambiente não natural", fingindo que continua a existir um "Vale de Vez da paz, em que Portugal se faz"!

 

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 Envolve a antiquissima ponte medieval da Ladeira um cenário que deslumbra pelas frondosas árvores que a bordejam e cristalinas águas murmurantes que o «rio Soajo» recolhe, desde as proximidades da «Fonte das Forcadas» vizinha da zona mais altaneira da «Serra de Soajo» cuja crista atinge os 1416 m de altitude! Nesta ponte deveria ter passado o rei D. Dinis quando visitou o concelho de Soajo mandando proteger as matas da Serra de Soajo, recorrendo a específicos vigilantes oficiais - monteiros -, na que viria a ser a notável «MONTARIA REAL DE SOAJO» - parque da natureza! Em título de uma publicação da autoria do  Prof. Carlos Baeta Neves, que foi destacado investigador da história florestal, cientista, e «figura emblemática da fundação da Liga para a Protecção da Natureza, em 1948», a REAL MONTARIA DE SOAJO foi considerada como o único espaço administrativo oficial tido como «primórdio histórico do actual Parque Nacional»!

Mas há ainda quem queira, não ver, o Soajo, no nome  do também único PARQUE NACIONAL por adesão aos disparatados erros e aldrabices que desfocaram  a verdadeira História da Natureza de Portugal!

Gratidão imensa a este vulto da Conservação da Natureza em Portugal, que fez, por seguríssima e esforçada investigação, justiça ao Parque da Natureza de Soajo! Esta conservação perdurou desde o século de 1200 até 1821!  Só acabou  por condenáveis incompreensões de alguns soajeiros, também eles "muito cultos, sábios e escorreitos" como alguns que continuam vivendo nas primeiras décadas do século de 2000...

Através de um abaixo-assinado ou representação, como antigamente se dizia, solicitaram de facto, em 1821, ao rei D. João VI,  para acabar com o «Parque Real de Soajo», cujo território ressurgiu ocupado, em 1971, pelo actual Parque Nacional para  semelhante função protectora da natureza, ainda que utilizando menos espaço montanhoso, em Soajo,  do que a «Montaria Real»!

 

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 O «Rei» nasceu em Soajo, e é um bom exemplar do «Cão Sabujo da Serra de Soajo», raça autóctone utilizada desde os tempos medievais, também, para combater e defender os gados dos lobos e outros animais selvagens.

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 O «Monarca», com os seus quase dois anos, foi passear até à «ponte da Ladeira», onde é visível o desgaste do seu pavimento por incalculáveis passagens para transpor o «rio Soajo» (assim denominado pelo naturalista Adolfo Moller quando na década de 1890 veio da Universidade de Coimbra à «Serra de Soajo» em visita científica sobretudo para observar a sua flora, como o já havia feito na Serra do Gerês) ao longo de tantos e tantos séculos, possivelmente, desde os tempos de um Soajo ainda enquadrado no reino de Leão e Castela.

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 O desgaste no pavimento da ponte é nesta imagem muito mais visível,atestando remota origem, ainda que não fosse atravessada por carros de tracção animal, mas apenas por corajosos cavaleiros, dado os seus  acessos estarem mais preparados para peões ou almocreves desmontados..

  

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A grande casa, a mais encimada, presentemente com telhados de diferentes alturas, foi até 1821 a sede da MONTARIA REAL DE SOAJO, e o canastro ou espigueiro que se vê, serviu ainda para o último monteiro-mor de Soajo, José António Barbosa guardar sobretudo as espigas de milho. Extinto o Real Parque da Natureza  foi vendida esta casa, eira e o espigueiro, passando a servir para a residência e escritório do quem viria, trinta anos depois, a ser o  último Administrador do Concelho  de Soajo,  António Gonçalves Lage.

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Em jeito de comentário apresentam-se a seguir algumas justificações de que o

território do previsto Parque Biológico irá ficar todo, oficialmente, na freguesia de Soajo.

  1. SITUAÇÃO GEOGRÁFICA - A vedação do futuro «Parque Biológico» já está quase toda colocada, e por ela se verifica que toda a área territorial se situa, exclusivamente, na área administrativa oficial da freguesia de Soajo.

 Na verdade, segundo a Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP) e, também, com o recurso a vários outros instrumentos documentais, com total objectividade se prova que o futuro Parque se situará totalmente na área administrativa da freguesia de Soajo.

Como de facto, nesta área do Mezio, ao ficar o futuro Parque Biológico que foi delimitado pela vedação metálica, apenas a nascente da estrada que começa desde o cruzamento das estradas no Mezio, no sentido do norte, e que atravessa a “Travanca”, então, por força da oficial Carta Administrativa de Portugal, se constata e conclui, clara e objectivamente, que o território que foi abusivamente vedado está totalmente dentro do território administrativo da freguesia de Soajo!

Até ao limite ou travanca próximo da fonte das “Sete Bicas”, é delimitada a fronteira das duas freguesias - Soajo e Cabana Maior - por esta estrada. Portanto isto que faz, com que rigorosa e legalmente o vedado apenas no Mezio, nestes últimos dias, para o polémico Parque Biológico se encontre apenas na freguesia de Soajo!

 Continua a ser só de Soajo o restante território porque apenas depois da acentuada viragem à direita perto das “Sete Bicas”, é que se faz a fronteira das freguesias por águas-vertentes no sentido de Guidão, conforme também e bem se traduz na CAOP!

 Com total rigor oficial situa-se o território vedado para futuro Parque Biológico, só na freguesia de Soajo!

COMO A CAOP  TEM FORÇA DE LEI, ENTÃO, CUMPRAM E FAÇAM CUMPRIR AS NORMAS LEGAIS QUE VIGORAM!

  1. MAS RESPEITAM O DISPOSTO NA CAOP? – Não obedece à legalidade instituída o poder municipal de Valdevez, domiciliado na vila dos Arcos, pois não obstante a situação geográfica e administrativa do perspectivado Parque estar em Soajo, usa de grande discricionariedade como o faz com as instalações da Porta do Parque Nacional que continua, presentemente, como estando domiciliado na freguesia de Cabana Maior! Também contribuiu para isto, ao tempo da criação e obras da PORTA, o principal responsável pela governação de Soajo, pois dispondo de maioria na Junta e na Assembleia de Freguesia, além das “facturações”, deixou que Cabana Maior fosse, indevidamente, o gestor de território de Soajo!

     Até o “mansinho” e sereníssimo presidente de junta que está de saída se pôs a jeito de Cabana Maior, deixando que o presidente desta freguesia governasse o território que a Carta Oficial determina como pertencendo a Soajo! E assim desgovernaram Soajo e incumprem o que legalmente está estabelecido…

                                                                        

  1. A POPULAÇÃO DE SOAJO DEVE SER ALERTADA PARA ESTAS MALDADES – Não se limitam a prejudicar Soajo com estas atitudes. Ainda, ambos, não foram nada zelosos, até nas defesas de importantíssimos e bons nomes que elevam Soajo ao conhecimento nacional e, noutros países, pela actual globalização dos saberes. De facto não esboçam um mero gesto de indignação também contra a inexistência de qualquer dispositivo a informar que no Mezio, a oriente da estrada que vai para a Travanca, se está numa autarquia que se chama SOAJO! A informar que o Mezio fica em Arcos de Valdevez aparece informação destacada, e a menção ridícula que nele se está em «Arcos de Valdevez onde Portugal se fez», em vez de lá constar, para ainda maior idiotice a falácia: "Arcos de Valdevez onde o MUNDO se fez"!

           

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 4. TRILHO DA PORTA DO MEZIO DE SOAJO, PARA O PARQUE DA FEIRA DE SOAJO, UMA INDICAÇÃO PROVOCATÓRIA! 

Na verdade a partir da Porta do Mezio, em Soajo, para o campo da feira, na vila de Soajo, não se atravessam oficialmente duas serras, segundo a CAOP, mas apenas uma, e só uma. Todo o trilho na distância de 6,8 Km  é feito numa relativa pequena  parte  do território da freguesia de SOAJO!

O nome da serra gerado por maldavez foi uma invenção idiota por ligado a uma falsa Peneda, em Sistelo! Este trilho que é proposto até ao Campo da Feira, na vila de Soajo, não deixa de ser um acto persecutório de um decisor que não um "aleijado mental"! Quem mandou fazer esta placa, para um trilho todo na freguesia de Soajo e ao sul da Serra de Soajo, e disse que atravessa duas serras é de facto não é um atrasado mental!

Como se pode dizer que se atravessam duas serras a partir da Porta do Mezio, se tudo é percorrido na freguesia Soajo e na serra do mesmo nome?

Será o primeiro quilómetro percorrido na falsa Peneda, e os restantes serão percorridos na  Serra de Soajo?!

Reparem bem que o "decisor ignorantão" considera que, da Porta do Mezio se atravessam também duas serras para Sistelo, percorrendo a distância de 19,4 km!

Como está voltada a seta da placa para o lado de Sistelo, talvez que os primeiros dez Km se façam na "Serra de Soajo", e os restantes até Sistelo, sejam feitos na falsa "Serra da Peneda"!...

Mas como no trilho de 6.8 Km se sai do Mezio, considerando-o na «Serra da Peneda", ao partir-se para a vila de Soajo, então acabamos por não saber em que serra está o Mezio!  Coisas incongruentes de trapalhões que se ridicularizam a eles próprios...!

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Claro que em tudo isto há conivência do poder municipal, talvez, de "Arcos do Vale de Bragadela". Sim de "Bragadela" porque também o Vez é assim chamado lá para as bandas das altas montanhas de Cabreiro e de Soajo, pois segundo os seus tombos, a montante da Seida delimitam estas freguesias pelo rio Bragadela, embora na actualidade, oficialmente, tal já não seja considerado! 

Talvez devido a estas coisas é que disseram alguns arcuenses que o "rio BÊS" não nascia no espaço autárquico de Soajo, pois começava o seu nascimento na zona de Vale de Poldros, que nesta zona faz parte a margem esquerda do rio do território de Sistelo!

Na CAOP consta, portanto, o nome oficial SERRA DE SOAJO, e compreendendo espaço montanhoso ainda na montanha do Outeiro Maior, onde se encontra a máxima altitude de todo o espaço do Lima ao Minho!

Mas não obstante a «SERRA DE SOAJO» ser um nome legal entre as serras de Portugal, o "cérebro dos trilhos", tem a lata de dizer que da Porta do Mezio situada dentro do perímetro da freguesia de Soajo segundo a CAOP, se percorre também espaço da Serra da Peneda (nome inventado por idiotas que confundiram intencionalmente o Pedrinho com Peneda) e talvez só junto à vila de Soajo é que se está na «Serra de Soajo»! Com estes disparates pretendeu talvez, o inventor dos trilhos, trilhar os cérebros dos visitantes desprevenidos, para os desinformar!... 

Também se há uma «Reserva Mundial da Biosfera» é tão só dentro do território do Parque Nacional, e  o  âmbito deste estende-se a várias freguesias, a vários municípios, e a três distritos! 

Colocar referências absurdas em território da autarquia de Soajo com o consentimento dos poderes autárquicos de Soajo é um desrespeito para com a Terra e para com os Soajeiros, e uma irresponsabilidade de quem tolera estas coisas...

Até parece que a «Reserva Mundial da Biosfera» se estende a todas as freguesias de um só municipio do Alto Minho pertencente ao distrito de Viana do Castelo! Qualquer dia irá talvez aparecer no Mezio, de Soajo, uma placa toponímica com "Viana do Castelo, Reserva Mundial da Biosfera»!

Por tudo isto não será correcto dizer que são uns coitadinhos?!...

O Doutor Baeta Neves, GRANDE CULTOR DAS CIÊNCIAS DA NATUREZA, se vivo fosse, deveria gargalhar com as infantilidades mentais que abarrotam alguns prestáveis servidores da cultura, afectos à Câmara de Arcos de Valdevez...

                         

                                                         Jorge Ferraz Lage

ESCOLHA DOS OUTROS DOIS MEMBROS DA JUNTA NA PRIMEIRA REUNIÃO DA ASSEMBLEIA

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 Edificio inaugurado, precisamente 100 anos depois da extinção do tribunal de Soajo (1853). Poderia ter sido concretizado um similar, pelos anos de 1870, como resposta a uma determinação régia que mandara, décadas antes, fazer novos Paços do Concelho em Soajo. Se não tivessem existido graves e agressivos tumultos  entre os Soajeiros numa eleição municipal que motivaram, durante um mês, uma permanência de forças do exército no concelho de Soajo, teria sido  dignificada a função municipal, como sucedera com as construções de outras «Casa da Câmara» em Arcos de Valdevez, Paredes de Coura e Melgaço.

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 Foto da «Casa da Câmara e Cadeia», possivelmente de construção medieval, que foi palco da auto-administração municipal e da LIBERDADE dos Soajeiros. Pelo que representou, tem enorme carga símbólica e histórica porque testemunha um multissecular Soajo municipal!.Urge preservá-lo e elevá-lo à categoria de monumento, tal como sucedeu com o Pelourinho, pois são ambos manifestações concretas de uma ancestral vivência municipal!.

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 Outra vista do edifício da Casa da Câmara Municipal de Soajo que devia já ter sido elevado à categoria de monumento, pelo menos de interesse público, porque embora singelo encerra enorme grandeza histórico-cultural!

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 A sobriedade dos antigos Paços do Concelho é superada pela sua majestosa grandeza simbólica e cultural, pelo que  merece a devida protecção oficial. 

 

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 Vista parcial de uma das mamoas, com anta subjacente, localizada no Mezio de Soajo, presentemente em escavação, situada a escassos metros do previsto Parque Biológico. Faz este dólmen parte das «Antas da Serra de Soajo» que são Monumento Nacional desde 1910!

 

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 Outra vista dos Paços do Concelho ou «Domus Municipalis» de Soajo onde pulsou a vida municipal, e a vida judicial em tribunal de 1ª instância, e.que teve como primeiro dia de não funcionamento o começo do ano de 1854. Ao lado um chafariz mandado construir, ao que parece, na década de 1980, pela junta presidida por António Fernandes Enes.

 

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 Uma outra vista do fórum municipal enquadrado por casas que ladeiam o também chamado, antigamente, «Largo do Pelourinho»

 

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 No cimo da foto, casa grande com muitas janelas e varanda, presentemente, em parte, com os telhados arruinados, onde funcionou o Tribunal do «Julgado de Paz» de Soajo e a Subdelegação da Procuradoria Régia ao tempo de Luís José Esteves, e no século XX a escola masculina, antes da construção do edifício da Eira do Penedo, iniciado na década de 1930.

 

 

 

 

 SOBRE O COMPLETAR DA  NOVA JUNTA

  

 Face a alguns desenvolvimentos que tem vindo a público, seria desejável que as forças do MSI e da CDU reunissem para articularem uma plataforma de entendimento, a fim de colocarem o presidente de junta na posição minoritária em conformidade com os desejos dos eleitores em 1 de Outubro.

 Só assim o presidente escolhido pela lei das eleições autárquicas, que não pela maioria dos Soajeiros, não terá as mesmas possibilidades para maltratar e “codilhar” Soajo e a maioria dos Soajeiros que não votaram na lista que encabeçou.

Se no passado «facturou», como escreveu e também dizia o presidente cessante, então a lição a tirar da máxima popular “casa roubada, trancas à porta” só será observada se a levarem a sério na escolha dos outros dois membros da Junta de Freguesia!  

 Sabemos que as receitas originadas com a venda das madeiras que foram objecto dos incêndios até 2013, não estão ainda cabalmente esclarecidas, como vem afirmando o Professor António da Costa Amorim… Os riscos de iguais procedimentos continuarão se não forem devidamente escolhidos os outros dois membros da Junta.

 Tendo sido o PSD o partido com mais expressão de votos em Soajo para a Câmara Municipal e Assembleia Municipal, na Assembleia de Freguesia de Soajo não teve maioria absoluta pelo que o PSD na Junta de Soajo só ficará com mais de uma pessoa, se as outras duas forças o permitirem. Se o consentirem defraudarão quem neles votou e disso devem ser responsabilizados.

 Só, devidamente, controlado e fiscalizado pelos outros dois membros da Junta de Freguesia, bem como pela maioria na Assembleia, é que não ficará com grande liberdade para poder manipular e “fazer das dele”!

 Respeitar os resultados dos votos sufragados nas eleições do último 1 de Outubro é, pois, absolutamente necessário, para que se tomem nas reuniões de Junta as decisões mais convenientes e se controlem no dia-a-dia os dinheiros e as obras a desenvolver!

 Se tal não for feito, as divulgadas “facturações” abordadas pelo presidente cessante, operadas em ambiente de muita liberdade, voltarão, e o exercício de novas “jogadas”, como no passado, continuarão…

 O Presidente da Assembleia de Freguesia a escolher pela maioria, deverá recair, se possível, numa pessoa com experiência autárquica, devidamente escolhido do lado das forças da maioria, para que as “manobras” sejam muito mais dificultadas…

Só com ele, bem “acorrentado”, é que se poderão garantir e defender os supremos interesses de toda a freguesia de Soajo…

                                               Outubro de 2017

                                                                                                 Jorge Lage

O “PARQUE BIOLÓGICO” CONSTRÔE-SE, DE FACTO, SÓ NO MEZIO DE SOAJO! (II VERSÃO)

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 Arcos de Vale do Vez é que foi, na Serra de Soajo, por treta gratuita, a cabeça ou sede da multissecular cabeça da «MONTARIA DOS LOBOS E MAIS BICHOS». Foi nele, também, por treta, que existiu, desde o século de 1200 até 1821, o parque natural de protecção do ambiente, denominado «MONTARIA REAL DE SOAJO», contemporâneo, da «Montaria Real de Leiria», instituição onde o pinhal foi protegido, e não semeado pelo rei D.Dinis, como o havia feito no remoto Soajo! 

Soajo goza de uma autonomia autárquica com um território próprio que, só em parte, é que nele está instalado o PARQUE NACIONAL. Mas por PROVOCAÇÕES, esta autonomia, detentora de um poder específico conferido por lei, não é respeitada e considerada como tal, em parte por causa de certos "lacaios ou paus-mandados" que não defendem devidamente os interesses de Soajo!

No placard  de propaganda enganosa também só fingidamente se pode situar a «Reserva Mundial da Biosfera» em Arcos de Valdevez, porque então, Rio Frio, Miranda, Cendufe, Rio Cabrão, vila do Vez e tantas outras, à semelhança de Soajo, Gavieira e de pequenas partes de Cabreiro e Cabana Maior, também fariam parte do Parque Nacional! 

Se assim fosse até não se  fingiria: «Em Arcos de Valdevez a Reserva Mundial da Biosfera se fez»!

 

 

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 Envolve a antiquissima ponte medieval da Ladeira um cenário que deslumbra pelas frondosas árvores que a bordejam e pelas cristalinas águas murmurantes que o «rio Soajo» recolhe, desde as proximidades da «Fonte das Forcadas» vizinha da zona mais altaneira da «Serra de Soajo» cuja crista atinge os 1416 m de altitude! Nesta ponte deveria ter passado o rei D. Dinis quando visitou o concelho de Soajo mandando proteger as matas da Serra de Soajo, recorrendo a específicos vigilantes oficiais - monteiros -, na que viria a ser a notável «MONTARIA REAL DE SOAJO» - parque da natureza! Em título de uma publicação da autoria do  Prof. Carlos Baeta Neves, que foi destacado investigador da história florestal, cientista, e «figura emblemática da fundação da Liga para a Protecção da Natureza, em 1948», a REAL MONTARIA DE SOAJO foi considerada como o único espaço administrativo oficial tido como «primórdio histórico do actual Parque Nacional»!

Mas há ainda quem queira, não ver, o Soajo, no nome  do também único PARQUE NACIONAL por adesão aos disparatados erros e aldrabices que desfocaram  a verdadeira História da Natureza de Portugal!

Gratidão imensa a este vulto da Conservação da Natureza em Portugal, que fez, por seguríssima e esforçada investigação, justiça ao Parque da Natureza de Soajo! Esta conservação perdurou desde o século de 1200 até 1821!  Só acabou  por condenáveis incompreensões de alguns soajeiros, também eles "muito cultos, sábios e escorreitos" como alguns que continuam vivendo nas primeiras décadas do século de 2000...

Através de um abaixo-assinado ou representação, como antigamente se dizia, solicitaram de facto, em 1821, ao rei D. João VI,  para acabar com o «Parque Real de Soajo», cujo território ressurgiu, em 1971, para  semelhante função protectora, ainda que em menos espaço do que o usado na travessia dos séculos  nas montanhas de Soajo!

 

 

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 O «Rei» nasceu em Soajo, e é um bom exemplar do «Cão Sabujo da Serra de Soajo», raça autóctone utilizada desde os tempos medievais, também, para combater e defender os gados dos lobos e outros animais selvagens.

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 O «Monarca», com os seus quase dois anos, foi passear até à «ponte da Ladeira», onde é visível o desgaste do seu pavimento por incalculáveis passagens para transpor o «rio Soajo» (assim denominado pelo naturalista Adolfo Moller quando na década de 1890 veio da Universidade de Coimbra à «Serra de Soajo» em visita científica sobretudo para observar a sua flora, como o já havia feito na Serra do Gerês) ao longo de tantos e tantos séculos, possivelmente, desde os tempos de um Soajo ainda enquadrado no reino de Leão e Castela.

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 O desgaste no pavimento da ponte é nesta imagem muito mais visível,atestando remota origem, ainda que não fosse atravessada por carros de tracção animal, mas apenas por corajosos cavaleiros, dado os seus  acessos estarem mais preparados para peões ou almocreves desmontados..

  

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A grande casa, a mais encimada, presentemente com telhados de diferentes alturas, foi até 1821 a sede da MONTARIA REAL DE SOAJO, e o canastro ou espigueiro que se vê, serviu ainda para o último monteiro-mor de Soajo, José António Barbosa guardar sobretudo as espigas de milho. Extinto o Real Parque da Natureza  foi vendida esta casa, eira e o espigueiro, passando a servir para a residência e escritório do quem viria, trinta anos depois, a ser o  último Administrador do Concelho  de Soajo,  António Gonçalves Lage.

 

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Em jeito de comentário apresentam-se a seguir algumas justificações de que o

território do previsto Parque Biológico irá ficar todo, oficialmente, na freguesia de Soajo.

  1. SITUAÇÃO GEOGRÁFICA - A vedação do futuro «Parque Biológico» já está quase toda colocada, e por ela se verifica que toda a área territorial se situa, exclusivamente, na área administrativa oficial da freguesia de Soajo.

 Na verdade, segundo a Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP) e, também, com o recurso a vários outros instrumentos documentais, com total objectividade se prova que o futuro Parque se situará totalmente na área administrativa da freguesia de Soajo.

Como de facto, nesta área do Mezio, ao ficar o futuro Parque Biológico que foi delimitado pela vedação metálica, apenas a nascente da estrada que começa desde o cruzamento das estradas no Mezio, no sentido do norte, e que atravessa a “Travanca”, então, por força da oficial Carta Administrativa de Portugal, se constata e conclui, clara e objectivamente, que o território que foi abusivamente vedado está totalmente dentro do território administrativo da freguesia de Soajo!

Até ao limite ou travanca próximo da fonte das “Sete Bicas”, é delimitada a fronteira das duas freguesias - Soajo e Cabana Maior - por esta estrada. Isto faz com que, rigorosa e legalmente, o vedado, apenas no Mezio, nestes últimos dias, para o polémico Parque Biológico, se SITUE apenas na freguesia de Soajo!

 Continua a ser só de Soajo o restante território, porque apenas depois da acentuada viragem à direita perto das “Sete Bicas”, é que se faz a fronteira das freguesias por águas-vertentes no sentido de Guidão, conforme também e bem se traduz na CAOP!

 Com total rigor oficial situa-se, categoricamente, o território vedado para futuro Parque Biológico, só na freguesia de Soajo!

COMO A CAOP  TEM FORÇA DE LEI, ENTÃO, CUMPRAM E FAÇAM CUMPRIR AS NORMAS LEGAIS QUE VIGORAM!

  1. MAS RESPEITAM O DISPOSTO NA CAOP? – Não obedece à legalidade instituída o poder municipal de Valdevez, domiciliado na vila dos Arcos, pois não obstante a situação geográfica e administrativa do perspectivado Parque estar em Soajo, usa de grande discricionariedade como o faz com as instalações da Porta do Parque Nacional que continua, presentemente, como estando domiciliado na freguesia de Cabana Maior! Também contribuiu para isto, ao tempo da criação e obras da PORTA, o principal responsável pela governação de Soajo, pois dispondo de maioria na Junta e na Assembleia de Freguesia, além das “facturações”, deixou que Cabana Maior fosse, indevidamente, o gestor de território de Soajo!

     Até o “mansinho” e sereníssimo presidente de junta que está de saída se pôs a jeito de Cabana Maior, deixando que o presidente desta freguesia governasse o território que a Carta Oficial bem determina como pertencendo a Soajo! E assim desgovernaram Soajo…

                                                                        

  1. A POPULAÇÃO DE SOAJO DEVE SER ALERTADA PARA ESTAS SACANICES – Não se limitam a prejudicar Soajo com estas atitudes. Ainda, ambos, não foram nada zelosos, até nas defesas de importantíssimos e bons nomes que elevam Soajo ao conhecimento nacional e, noutros países, pela actual globalização dos saberes. De facto não esboçam um mero gesto de indignação também contra a inexistência de qualquer dispositivo a informar que no Mezio, a oriente da estrada que vai para a Travanca, se está numa autarquia que se chama SOAJO! A informar que o Mezio fica em Arcos de Valdevez aparece informação destacada, e a menção ridícula que nele se está em «Arcos de Valdevez onde Portugal se fez», em vez de lá constar, para ainda maior idiotice, a falácia: "Arcos de Valdevez onde o MUNDO se fez"!

        

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 4. TRILHO DA PORTA DO MEZIO DE SOAJO, PARA O PARQUE DA FEIRA DE SOAJO, UMA INDICAÇÃO PROVOCATÓRIA! 

Na verdade a partir da Porta do Mezio, em Soajo, para o campo da feira, na vila de Soajo, não se atravessam oficialmente duas serras, segundo a CAOP, mas apenas uma, e só uma. Todo o trilho na distância de 6,8 Km  é feito numa pequena  parte  do território da freguesia de SOAJO!

O nome da serra gerado por maldavez foi uma invenção idiota por ligado a uma falsa Peneda, em Sistelo! Este trilho que é proposto até ao Campo da Feira, na vila de Soajo, não deixa de ser um acto persecutório e estúpido de um decisor "aleijado mental"! Quem mandou fazer esta placa, para um trilho todo na freguesia de Soajo e no sul da Serra de Soajo, e disse que atravessa duas serras, é ao que parece, um débil mental! Como se atravessam duas serras a partir da Porta do Mezio, se tudo é percorrido na Serra de Soajo? Será o primeiro quilómetro percorrido na falsa Peneda, e os restantes serão percorridos na  Serra de Soajo?!

Reparem bem que o "parolo ignorantão" considera que da Porta do Mezio se atravessam também duas serras para Sistelo, percorrendo a distância de 19,4 km! Como está voltada a seta da placa para o lado de Sistelo, talvez que os primeiros dez Km se façam na "Serra de Soajo", e os restantes até Sistelo, sejam feitos na falsa "Serra da Peneda"!... Mas como no trilho de 6.8 Km se sai do Mezio, considerando-o na «Serra da Peneda", ao partir-se para a vila de Soajo, então acabamos por não saber em que serra está o Mezio!  Coisas incongruentes de "analfabetos" trapalhões que se ridicularizam a eles próprios...!

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Claro que em tudo isto há conivência do poder municipal, talvez de "Arcos do Vale de Bragadela". Sim de "Bragadela" porque também o Vez é assim chamado lá para as bandas das altas montanhas de Cabreiro e de Soajo, pois segundo os seus tombos, a montante da Seida delimitam estas freguesias pelo rio Bragadela, embora na actualidade, oficialmente, tal não seja considerado! Talvez devido a estas coisas é que disseram alguns arcuenses que o "rio BÊS" não nascia no espaço autárquico de Soajo, pois começava o seu nascimento na zona de Vale de Poldros, que pela margem esquerda do rio é território de Sistelo!

Na CAOP consta, portanto, o nome oficial SERRA DE SOAJO, e compreendendo espaço montanhoso ainda na montanha do Outeiro Maior, onde se encontra a máxima altitude de todo o espaço do Lima ao Minho!

Mas não obstante a «SERRA DE SOAJO» ser um nome legal entre as serras de Portugal, o "cérebro dos trilhos", tem a lata de dizer que da Porta do Mezio situada dentro do perímetro da freguesia de Soajo segundo a CAOP, se percorre também espaço da Serra da Peneda (nome inventado por idiotas que confundiram o Pedrinho com Peneda) e talvez só junto à vila de Soajo é que se está na «Serra de Soajo»! Com estes disparates pretendeu talvez, o inventor dos trilhos, trilhar os cérebros dos visitantes desprevenidos, para os desinformar!... 

Também se há uma «Reserva Mundial da Biosfera» é tão só dentro do território do Parque Nacional, e  o  âmbito deste estende-se a várias freguesias, a vários municípios, e a três distritos! 

Colocar referências absurdas em território da autarquia de Soajo com o consentimento dos poderes autárquicos de Soajo é um desrespeito para com a Terra e para com os Soajeiros, e uma irresponsabilidade de quem tolera estas coisas...

Até parece que a «Reserva Mundial da Biosfera» se estende a todas as freguesias de um só municipio do Alto Minho pertencente ao distrito de Viana do Castelo! Qualquer dia irá talvez aparecer no Mezio, de Soajo, uma placa toponímica com "Viana do Castelo, Reserva Mundial da Biosfera»!

Por tudo isto não será correcto dizer que são uns coitadinhos?!...

                         

                                                         Jorge Ferraz Lage

As aberrações continuam…

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Alguém com o maior poder de decisão nas matérias ligadas aos equipamentos relacionados com a Igreja de Soajo e Centro Social e Paroquial nos patenteia, de quando em vez, com grandes contra-sensos!

Sem prejuízo de voltar a pronunciar-me sobre a irreparável destruição de um importantíssimo testemunho histórico, revelador de um antigo templo medieval que precedeu a actual igreja, e que ninguém jamais havia tido o atrevimento de o aniquilar, apareceu, após centenas de anos, uma “sumidade” completamente leiga nestas matérias a fazê-lo! E, ainda, por cima, quando contactada por “Soajo em Notícia” para se pronunciar sobre a insólita agressão, continuou, com certo desdém, a exibir ainda mais aberrantes deformações argumentativas neste tipo de saberes…

Quem pretende sobrepor, aspectos de beleza, à preservação de um bem de grande relevância histórica e cultural, só depõe em desabono de suficiente preparação cultural…

Mas, desta vez através de materiais construtivos desajustados, mandou-se colocar como que um “último degrau de escadas”, em curvatura bastante cavada, que mais parece ser uma “armadilha” para se derrubarem sobre perigosa pavimentação granítica, sobretudo pessoas idosas e crianças, podendo suscitar-lhes ferimentos mais ou menos graves… Como as caleiras não são planas os sapatos de sola não curvam suficientemente e, portanto, tendencialmente, impulsam as pessoas para fora da verticalidade, o que pode provocar desequilibrios...

As senhoras que usarem calçado com tacões, andarão, no degrau curvado e com orifícios muito largos, à procura dos espaços livres para não meterem parte da sola do calçado nos “profundos poços”! Quase não dá para acreditar tanta falta de bom senso!

 TRAVAR ESTES “FOJOS” É UMA URGÊNCIA INADIÁVEL, TAL O INCUMPRIMENTO DE BÁSICAS NORMAS LEGAIS DE SEGURANÇA EM LOCAIS PÚBLICOS…

Este exercício interventivo do uso dos meus direitos e deveres cívicos e de cidadania é também para ajudar a denunciar, publicamente, estes potenciais perigos, abordados na peça jornalística! Exigências de ordem moral, legal e cívica, nos impeliram a esta chamada de atenção neste comentário, em ordem a contribuir para se acautelar a mobilidade em segurança dos humanos que utilizarem os degraus das escadas adjuntas à igreja matriz da vila de Soajo.

                                               14/10/2017

                                                                                      Jorge Lage

OS ELEITORES, EM SOAJO, NÃO DERAM A NENHUMA FORÇA POLÍTICA A MAIORIA PARA O GOVERNAR!

 

 

 

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É necessário dizer que sendo o PSD o mais votado para a Assembleia de Freguesia não conseguiu o poder em Soajo, tanto ao nível da Junta de Freguesia como em sede da Assembleia de Freguesia, porquanto as outras duas forças devem vir a preencher os outros dois cargos na Junta e ficarão com a maioria no órgão deliberativo. Por força da lei assegurou o PSD, simplesmente, o lugar de presidente de junta!

 Um primeiro-ministro é escolhido no seio da Assembleia da República através da maioria dos votos expressos pelos deputados! Nas freguesias não é na Assembleia de Freguesia que se decide a sua escolha, mas por força de lei é quem encabeça a lista mais votada nas eleições autárquicas.

 O PSD ao nível municipal tinha razão para não querer o cabeça de lista à Assembleia de Soajo, porque bem sabia que a maioria da população de Soajo não gosta dele! Os votos do PSD para os órgãos municipais evidenciam claramente que com um candidato à cabeça em Soajo que fosse, não arrogante, sério, honrado, capacitado e trabalhador, permitir-lhe-ia, muito provavelmente uma maioria absoluta!

Os soajeiros(as) não aceitaram como Junta a proposta na lista do PSD, fundamentalmente, por causa do cabeça da lista da sua candidatura!

Assim só o presidente poderá assumir o cargo, mas, repito, por força da lei!

Presumo que só com a sua desistência se poderá escolher uma pessoa consensual de entre os que constam na lista do PSD!

Se fosse a votos o primeiro da lista do PSD nunca seria escolhido na Assembleia de Soajo!

 A força mais votada, tem garantido o lugar de presidente, mas não tem a maioria do poder na JUNTA! Como tal só aparentemente a lista mais votada ganhou o poder para governar Soajo! Os outros dois membros da Junta, secretário e tesoureiro, serão das outras duas listas, num cenário de coerência, responsabilidade e respeito democrático pelos eleitores!

 As outras duas forças políticas - MSI e CDU – tiveram, de facto, como principal adversário a figura do cabeça de lista do PSD, em especial motivada por razões muito específicas de gravíssimos actos que praticou, e que foram mais visíveis e sentidos no seu último mandato.

 As colaborações e “coberturas”, incompreensíveis, face ao que escreveu e dizia oralmente, dadas meses antes deste período eleitoral pelo presidente de Junta que está de saída, mostram bem que também ele não é uma pessoa confiável e idónea! Mostrou, objectivamente, que não é homem de carácter! Os seus amigos, no plano pessoal, ficaram mais uma vez, profundamente, decepcionados! Na decrepitude da vida mostrou grande falta de postura, de “nível”. Lamentamos muito!

 Deu aos seus adversários políticos e pessoais as maiores provas de que é, de facto, uma pessoa que não merece credibilidade, até no plano moral! Deve pelas acções tão contraditórias e vergonhosas penitenciar-se! Surpreendeu, pelas piores razões, mais uma vez! Parece não saber estar e viver segundo os valores e princípios da democracia, da ética, e da moral cristã! Lamentamos, profundamente!

Provou que havia fortes razões para o PSD concelhio, o não querer candidatar a novo presidente, não obstante ter agido, durante o mandato, com grande espírito de subserviência!

 Em causas essenciais para Soajo pôs-se demasiadas vezes de “cócoras”, agachando-se perante quem, dos lados do Vez, mostrou, também, não gostar saudável e suficientemente de Soajo! Existem vários exemplos que o comprovam.

De entre estes, escolho, em primeiro lugar, o das duas placas toponímicas que mandou fazer para glorificar a figura singular de um “JUIZ DE SOAJO”. Mas depois manifestou desprezo perante quem tanto honrou, respeitou e dignificou os valores deontológicos do seu cargo, e que muito tem prestigiado e divulgado a Gavieira e sobretudo Soajo! Na verdade, ao não mandar colocar as duas placas que estão encostadas a uma das paredes da sala da Junta, e que há cerca de dois foram pagas, revela falta de bom senso e de não saber estar com sentido autárquico! Encomendou-as, pagou-as, e deixa-as por colocar, talvez por pressão do principal malfeitor de Soajo que não ganhou a maioria absoluta para a formação da Junta que pretendia!

 O Meritíssimo Juiz, Dr. Henrique Araújo, que foi, em Agosto de 2017, nomeado Juiz do Supremo Tribunal de Justiça, e que vinha exercendo o prestigioso cargo de Presidente do Tribunal da Relação do Porto, bateu-se neste fórum da Justiça para que não homenageassem um suposto «Juiz de Barrelas» (terra depois chamada Vila Nova de Paiva), invocando não haver nesta as mínimas provas documentais, contrariamente, ao que se conhece sobre um admirável Juiz de Soajo! Conhecedor que em Soajo, no município de Arcos de Valdevez, donde é natural, é que se detêm os necessários e suficientes elementos documentais probatórios, defendeu que o «Juiz de Soajo» deveria ser o homenageado no Tribunal da Relação do Porto!

Um segundo exemplo que, manifestamente, revela falta de hierarquização de prioridades e de sentido de saber ser autarca responsável tem a ver com o deixar estar, como sendo de Cabreiro, apreciável e importante território para além da Pedrada, no Outeiro Maior, restritamente mais conhecido por Seida! É que por investigações feitas por mim, há cerca de dois anos, comprova-se seguramente que as fronteiras de Soajo com Cabreiro, são perfeitamente coincidentes, segundo os documentos das duas freguesias confrontantes! Ao ser assim está muito facilitada a passagem do território que, não sendo realmente de Cabreiro, deve ser devolvido a Soajo! Entreguei na Junta os documentos para o efeito, mas não deu um simples passo, mas sempre dizia que o iria fazer! Ainda há três meses me dizia que não acabava o mandato sem o assunto ser tratado! Nada fez! Ora constituindo o território de uma freguesia o elemento de MAIOR IMPORTÂNCIA para a assegurar como AUTARQUIA, e lhe permite a sua caracterização e afirmação como «CIRCUNSCRIÇÃO ADMINISTRATIVA», é uma falta repreensível não se procurar corrigir erros muito prejudiciais a Soajo! Mas o actual presidente de Junta vai sair sem esboçar o mínimo gesto para retirar à freguesia de Cabreiro uma rica e óptima herança que os Soajeiros de tempos muito antigos dominaram para a nossa Terra-Mãe! Esta compreende uma vasta área, com vários quilómetros quadrados, tendo pelo lado sul, território muito a poente da vasta e enigmática “pedraria” da Pedrada, no Outeiro Maior, e que se prolonga como sendo erradamente de Cabreiro até à memorável “Fonte das Forcadas”! Para norte da Pedrada estende-se, na parte de noroeste, até, grosso modo, à latitude da “Branda do Real”, situada na margem esquerda do rio Vez, e na área de nascente numa estreita faixa (território confrontante com a Gave) até à “Laje dos Passantes”! Prometeu-me, ainda há três meses, como disse atrás, após muitas insistências minhas que, não sairia sem a recuperação do território da Seida, que eu presumo ser roubado na “secretaria” do poder municipal de Arcos de Valdevez!

Portanto prometeu, prometeu…. mas mentiu, mentiu…!

 Obviamente que uma freguesia com pouco território é em geral uma freguesia pequena, porém se tiver muita área é uma grande freguesia! Por isso queremos que toda a área territorial de Soajo, usurpada, lhe seja devolvida!

 A população é o outro elemento muito importante, mas ao longo dos tempos, sempre existe muito mais elasticidade na sua dinâmica, diferentemente do que acontece com o espaço da freguesia que é em princípio estável ou seja fixo!

Um terceiro exemplo tem a ver com o facto de este autarca de Soajo não ter assumido como sendo de Soajo a área territorial que vai do lado nascente dos «marcos do Mezio» até Mosqueiros (à Travanca). Esta área territorial não é divisível por vertentes, nem por águas-vertentes, como pretendem, disparatadamente, os autarcas de Cabana Maior, porque não sabem ler e interpretar o seu documento arquivado em 1783! Prolongando-se este território desde estes marcos para norte, através de um planalto, o próprio tombo de Cabana Maior, de facto, neste trajecto não considera a divisória feita com o recurso a vertentes por ser área predominantemente plana!

 Se os cabanenses não sabem analisar o Tombo de Cabana Maior, de 1783, que aprendam!

 Só em Mosqueiros, à Travanca, é que a fronteira vira à direita em direcção a Guidão, separando-se os territórios de Soajo e Cabana Maior, aqui sim, tão só, por águas-vertentes!

 A Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP) também assim considera feita a fronteira desde os marcos do Mezio atribuindo significativa área geográfica à «circunscrição administrativa» de Soajo!  Mas o autarca de Soajo não tomou uma posição firme, para cumprir a lei e para a fazer cumprir, demitindo-se do exercício desses direitos e das suas obrigações na sagrada defesa do que é de Soajo!

Governou como um “pau mandado” de quem quer Soajo pequenino!

 Com estas e outras confirmou este autarca a pertinência dos ataques, que, infelizmente, lhe faziam, ao considerarem-no muito mentiroso! Várias vezes nas sessões da Assembleia de Freguesia se ouviu dizer isto.

 Nestes assuntos e noutros importantes, não se devia desculpar, com uma sua disparatada e habitual frase, aprendida dos seus cúmplices, dizendo: «JÁ É TARDE» para se corrigirem e repararem os erros!

 Perante isto pergunto:

- Foi tarde, para se recuperar o estatuto de vila para a da sede de Soajo, feito durante a governação do Partido Socialista, apesar de há muito mais de cem anos o poder municipal arcuense o atacar?

 - Foi tarde, ter-se recuperado o nome oficial «Serra de Soajo», em 2005, durante a governação do Partido Socialista, ainda que parcialmente, se já há mais de 120 anos o poder municipal de Arcos de Valdevez o maltratava e o usava residualmente, e a muito custo?

Com o actual governo, emanado do Partido Socialista, e com os necessários apoios da CDU e do Bloco de Esquerda iremos esforçar-nos para que o nome Soajo passe a figurar no nome do Parque Nacional!

Tolerar erros e aldrabices não é, verdadeiramente, ter uma postura decente! «Suprimi-los e vencê-los» é um dever de todas as forças institucionais e cívicas de Soajo.

Os erros, as mentiras, e as injustiças têm soluções desde que se lute, e se queiram corrigir! Com o “não querer”, com o “baixar dos braços”, com o servilismo, com o estar “aninhado”, como esteve e irá estar, muito provavelmente, quem a maioria do povo de Soajo não quis para ser seu novo presidente com “parceiros colaboradores”, é que nada se consegue!

 NÃO QUISERAM ALGUNS, NEM QUERERÃO, MAS IRÃO SER DERROTADOS!

 Para isso Soajo precisa, pelo menos, da ajuda, da dedicação, do empenhamento das forças da maioria, eleitas em 1 de Outubro!

 Pressionando e mobilizando os Soajeiros colocar-se-á Soajo nas posições a que tem direito!

Se o Parque Biológico em lançamento, ficar exclusiva ou maioritariamente em território da circunscrição administrativa de Soajo, deve começar o seu funcionamento com um nome que contenha Soajo! Chega de abusos, de indiferenças, de desconsiderações, permitidas pelos Soajeiros mansos! Soajo nasceu, viveu e sobreviveu com os bravos, não fossem eles naturais da brava Serra de Soajo!

Os bravos ganharam o poder autárquico nas eleições, e é com eles, sobretudo, que Soajo conta! Gostam muito os do poder municipal de usar os elementos geográficos ­­- Vez ou o Vale do Vez - e, de desprezar o nome que foi, ao longo dos séculos, muito mais notório, não fosse ele o de uma das primeiras e principais serras de Portugal, contendo nos seus limites vários cursos de água maravilhosos e muitos deslumbrantes vales!

Os Soajeiros que não lutam por interesses pessoais e para se servirem a si próprios, irão continuar a dar o seu melhor por Soajo e pela defesa da SERRA DE SOAJO!

                                      Serra de Soajo, 6 de Outubro de 2017

                                                                           Jorge Lage

O PRESIDENTE DE JUNTA, MANUEL CAPELA, SAI DO CARGO HUMILHANDO-SE!

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 Transcrevo de novo parte do texto do actual presidente de junta quando, em 2013, quis ser candidato a presidente de junta. No fim do seu mandato, sem vergonha, recomenda o que, e quem, então, não recomendava e detestava: 

 

«O filósofo Sócrates dizia: “Vigiai, porque um pequeno problema deixado sem solução no princípio pode tornar-se um grande problema no fim.” Sempre defendi que urge dar solução, de forma coerente, a todos os problemas que se nos deparam. Há que lutar contra o erro, seja ele de que natureza for, procurando evitá-lo, suprimi-lo e vencê-lo, porque os erros afetam tanto o indivíduo como as coletividades. A tolerância do mal é um erro perigoso.

Soajo precisa de um presidente de autarquia com espírito de equipa de modo que todos os assuntos sejam pensados, discutidos e aprovados em conjunto pelos três membros do executivo e não SÓ PELO PRESIDENTE COMO TEM ACONTECIDO ATÉ AQUI.

 PRECISAMOS DE UM PRESIDENTE JUSTO metódico, independente, SERVIDOR SEM FATURA e capaz de ouvir todos os soajeiros por igual, com calma, serenidade e civismo. Esta é a minha maneira de pensar e de servir. »

RECOMENDAR ISTO, E FAZER AGORA O SEU CONTRÁRIO, É UM EMBUSTE, UMA FALTA DE RESPEITO, POR SOAJO E PELOS SOAJEIROS.

PROVOU, COM ESTAS CAMBALHOTAS,  QUE  É  PESSOA NÃO HONESTA!

CRISTINA MARTINHO, TEVE RAZÃO PARA NÃO SE COLOCAR NA SUBMISSÃO DE UMA PESSOA SUBMERSA NA PODRIDÃO DE PROCEDIMENTOS...

 

Algo escrevi sobre as posições incompreensíveis, vergonhosas e imorais, do actual presidente de junta, na véspera das eleições autárquicas, pedindo-lhe para explicar aos Soajeiros as razões do apoio nestas eleições a um candidato a presidente de junta que o fizera sair da Junta, ao fim de um ano, no mandato de 2009 a 2013!

Nada disse, porque nada poderia dizer para justificar tão irreflectida e indecente conduta!

No dia das eleições continuou o actual presidente a mostrar que é um “cara sem vergonha”, sem o mínimo de escrúpulos, ao passear-se durante todo o dia no corredor junto das salas das mesas de voto, e no recreio da escola básica, numa atitude presencial para continuar a tentar promover a eleição pelo seu “querido” candidato a presidente de junta!

Não fossem por nós Soajeiros conhecidas umas espalhadas “façanhas financeiras” do agora seu preferido presidente de junta, que segundo escreveu deveria satisfazer o seu modelo de presidente - «UM SERVIDOR SEM FACTURA» -, então, a tentativa de admitir como ingénuos, certos eleitores informados e não ávidos de favorecimentos, até resultaria!

Recomendou no texto que devia ser presidente de Junta quem tivesse «ESPÍRITO DE EQUIPA», mas apoiou quem disse não o ter! Que descrédito!

Disse que é preciso «LUTAR CONTRA OS ERROS» e «SUPRIMI-LOS E VENCÊ-LOS» porque prejudicam as colectividades! Justificou estas necessidades afirmando que «A TOLERÂNCIA DO MAL É UM ERRO».

Sendo Soajo, uma comunidade (colectividade) de pessoas, com seu território específico e um património peculiar, sobre os GRANDES E PREJUDICIAIS ERROS que o maltratam, quando contactado sobre o verdadeiro nome do âmbito de toda a serra, o nome do Parque Nacional, o território da nossa freguesia, indevidamente, tido como pertencendo a outras freguesias, em vez de se interessar POR LUTAR PARA SUPRIMI-LOS E VENCÊ-LOS, quase sempre desmotiva, com um «JÁ É TARDE»!

Afinal, faz a defesa dos erros, mas deseja TOLERÁ-LOS, talvez porque entende que não são um mal, mas um bem! Tantas contradições! Tanta falta de bom senso! Que desacertos!

 Soajo e os Soajeiros, bem mereciam ter outros autarcas a servi-los! Pessoas de bem, coerentes, e com estatura moral!

 Desta gente na Junta, como Manuel Capela e o seu apoiado, nunca serão pessoas do agrado da maioria dos Soajeiros! Se no passado governaram com maioria, foi por desconhecimento, pois muitas pessoas não sabiam o que na verdade eram!

                               5 de Outubro de 2017

                                         Jorge Lage