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Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

Documentos de Tibo, na Gavieira! A abadia, montaria e concelho de Soajo teve um juiz de TIBO antes de Sarramalho!

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Legenda: Os documentos que estão ligados à fundação da Capela de Tibo, evidenciam-nos que no ano de 1666 o lugar de Bairros, actualmente incorporado na vila de Soajo, reafirmada em 2009, NÃO fazia parte da vila, mas era um dos cinco lugares da paróquia de Soajo além da vila. Também nos informa que havia dois padres curas, presumivelmente um na paróquia de Soajo e, outro, na paróquia da Gavieira. Ainda permite ver que o «território do concelho de Soajo», poderia ser referido por «VILA DE SOAJO E SEU TERMO». TAMBÉM MOSTRA A TODOS OS QUE ANDARAM A DIZER QUE A SEDE DE SOAJO NUNCA FOI VILA SÃO AQUI EXPOSTOS E CONFRONTADOS COM A VERDADE PURA E DURA!

AQUELES QUE AINDA ANDAM A MENTIR DIZENDO QUE A «MONTARIA» DE SOAJO ERA UMA «RESERVA DE CAÇA» SÃO  TAMBÉM NESTA OPORTUNIDADE EXPOSTOS COMO GENTE QUE NÃO SABIA O QUE DIZIA, E, QUE DISSE O QUE NÃO SABIA!

QUE O JUIZ, NO SÉCULO XVII,  BRAZ DOMINGUES , TAMBÉM NATURAL DE TIBO, E DE APELIDO DOMINGUES, TAL COMO O JUIZ NO SÉCULO XIX, MANUEL DOMINGUES SARRAMALHO, NÃO FOI QUEM DITOU A CÉLEBRE SENTENÇA NO TRIBUNAL JUDICIAL DO JULGADO DE SOAJO!

 

 

Gostaríamos que este breve artigo servisse, para que a capela do Espírito Santo fosse mais admirada, visitada e estudada. Esta capela (à semelhança de outras espalhadas pelo concelho de Arcos de Valdevez) convoca patrimónios: cultural, histórico, religioso, integrados num património paisagístico natural, isto é, alia património material e imaterial notório que merece ser apreciado. Com a exígua documentação disponível, desvelamos um pouco sobre a génese desta formosa e desconhecida capela.

Transcrevemos seguidamente a obrigação à fábrica da capela do Espírito Santo. Documento N.º 1 Obrigação a fabrica da cappella do Spirito Santo cita no lugar de Tibo freguesia do Salvador da Gavieira termo da villa e montaria de Soayo e

 

 

petição que se fez ao reverendo Doutor Provizor desta corte.Cota: A.D.B./U.M. - A – 39-187v-188. Dizem Braz Domingues, Afonso Domingues, Domingos Fernandez o velho, Domingos Fernandez o novo, Domingos Gonçalvez e todos os mais moradores do lugar de Tibo freguesia do Salvador da Gavieira que o reverendo abbade de Soayo per si e seus curas os obrigou a fazer huma ermida no dito lugar por ficar distante humalegoa da igreja donde se lhe não podem administrar os sacramentos com a decencia devida porque de ordinario sem digo de ordinario vem sem acompanhamento de gente e com o exposto aos rigores do tempo e porque tem dado comprimento a dita cappella e se obrigãopello papel junto a fabrica della. Pede a Vossa Merce que constando estar capax a dita cappella de licença ao reverendo abbade ou a algum de seus curas a benzão pera se dizer missa nella e Receberá Mercê. Despacho do Reverendo Provizor. Informe o reverendo abbade de Soayo e outro mais vezinho do estado desta ermida por carta serrada e jurada.Braga 4 de Julho de [1]666. Menezes. E com a informação do abbade de Soayo Manuel Diaz da Costa e do parrocho de Oliveira Manuel Pereira Barros  tornou a petição ao Reverendo Doutor Provizor que mandou registar aqui a escreptura da fabrica que he do theor seguinte.

e Antonio Domingues e Domingos Fernandez o velho, e Domingos Fernandez o novo e Domingos Gonçalvez e João Afonso e Domingos Esteves Loureiro, e Francisco Domingues e Francisco Dias e João Diaz e Domingos Rodriguez e Domingos Estevez o novo, e Domingos Fernandez da Chouza Velha todos moradores no lugar de Tibo freguesia do Salvador da Gavieira do termo desta dita villa e montaria de Soayo pessoas por mim escrivão e testemunhas reconhecidos serem os proprios e por elles todos juntamente cada hum delles de per si foy dito e diserão que elles por sua devoção mandarão fazer no dito lugar de Tibo huma ermida da envocação do Spiritu Santo pera nella se encomendarem a Deos Nosso Senhor e ouvirem missa por ficarem humalegoa da dita igreja matriz do Salvador da Gavieira e por mais comodamente se poderem administrar os sacramentos por este publico instromentodiserão e se obrigarão por suas pessoas e pellos bens de seus terços a fabricarem a dita ermida de tudo o necessario pera se poder dizer missa nella e de todo o mais necessário e de que a dita ermida necesitar em todo o tempo do mundo por assim o terem por devoção e por este instromentopedião e pedem aos senhores do Cabbido e a seu Provizor lhes concedão licença pera se poder dizer missa na dita ermida e assim o disserão e outorgarão e mandarão fazer este instromento que assignarão e delle dar o treslado ou treslados necessarios estando a tudo prezentes por testemunhas Gonçalo Esteves de Adram e Paschaol Diego morador nesta dito villa e o padre João Lopez morador em Bayrros e Domingos de Amorim todos moradores na freguesia de S. Martinho desta dita villa e montaria de Soayo e eu Gaspar Cerqueira de Britto escrivão que o escrevi. De Braz Domingues. De Afonso Domingues. De João Diaz. De Domingos Fernandez. De Domingos Esteves Loureiro. De Francisco Domingues. De Francisco Dias. De João Afonso. De Domingos Gonçalvez. De Domingos Rodriguez. De Domingos Fernandez o novo. De Domingos Esteves. De Gonçalo Esteves testemunha. De Domingos de Amorim testemunha. De Paschoal Diego. O padre João Lopez. O quoal treslado de instromento de obrigação eu sobredito Gaspar Cerqueira de Britto escrivão do publico e judicial e notas e sizas nesta villa e montaria de Soajo por el rei nosso senhor etc. tresladei de meu livro de notas que em meu poder e cartorio fica bem e fielmente por minha mão e letra e vai sem levar entrelinha nem borradura nem couza que duvida fassa que logo ao diante não vá rezervado aos dez dias do mes de Junho de mil e seiscentos e sessenta e seis annos e o escrevi e assignei de meu publico sinal que uzo. Lugar do sinal publico 4. De graça. Licença. O Doutor Francisco Barreto de Menezes conigo prebendado na Santa See de Braga Provizor e Vigario geral no spiritual e temporal nesta corte e arcebispado de Braga pellos reverendos senhores do Cabbido [rubrica] … primaz etc. comento ao reverendo parrocho da igreja de Tiboens deste arcebispado minhas vezes pera benzer a cappella do Spiritu Santo cita na dita freguesia no lugar de Tibo o que fara na forma do rectual romano e depois de asi benta dou licença pera que nella se diga missa e selebrem todos os divinos officios e mando que o reverendo parrocho sob penna de maior excomunhão fassa descrever em algum livro da dita igreja as terras e obrigação da fabrica desta ermida pera que pello tempo adiante vindouro se saiba da obrigação e fabrica que tem e quem esta obrigado a ella pera que com ella se fabrique e não aroine. Dada em Braga sob meu signal e sello desta corte aos trinta dias do mes de Janeiro do anno de mil e seiscentos sasenta e sette o padre Francisco Peixotto escrivão da Camara Eclesiastica a ecrevi. Menezez. Ao sellohuma dobra cruzada 800. Valha sem selloGouvea. Licenciado Mattos. Ao escrivão 160 reis. A quoalobriguação eu Manuel Vellozo Moreira escrivão do registo geral fiz registar fielmente e por verdade sobscrevi e assinei aqui em razo. Braga 30 de Janeiro de 1667. Manuel Vellozo Moreira [assinatura autógrafa]

Nota final:

Este texto foi encontrado  em Braga, pelo Dr. José Pinto, que tem sido um incansável investigador e autor de livros da parte norte da antiga «Terra e Concelho de Soajo» em que se integrava a paróquia da Gavieira até 1852.

A SERRA DE SOAJO FOI A ÚNICA A SER ENSINADA DA REGIÃO DO ALTO MINHO, DESDE QUE FOI CRIADO O ENSINO DE GEOGRAFIA DE PORTUGAL, EM 1836, PELO GOVERNO DE PASSOS MANUEL!

  Os párocos do concelho de Valdevez, em 1758, não estudaram nem Geografia de Portugal, nem conheciam devidamente os Mapas, ou melhor, as Cartas Geográficas de Portugal, não tendo erudição, conhecimento, instrução, salvo honrosas excepções, pois só alguns revelaram que sabiam que a serra principal do Minho se chamava «SERRA DE SOAJO».  A grande maioria confundiu uma serra com o monte principal das suas paróquias!                                                                                                  Embora o posicionamento dos rios, serras, e povoações seja pouco rigoroso, é todavia possivel ficar com informações das suas relativas importâncias.

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A «SERRA DE SOAJO» (SERA DE SOAIO) E A VILA DE «SOAJO» (SOAIO) FORAM IDENTIDADES GEOGRÁFICAS QUE DERAM NAS VISTAS, PESE EMBORA APÓS A EXTINÇÃO DO CONCEHO DE SOAJO O PODER CAMARÁRIO DE VALDEVEZ OS ATACASSE, E NOS ÚLTIMOS VINTE E CINCO ANOS (2017) CONTINUEM AOS "TIROS" A ELAS PARA AS ENFRAQUECER!

TIVERAM MENÇÃO NO MAPA MAIS ANTIGO DE PORTUGAL DOIS ACIDENTES GEOGRÁFICOS DE UMA FORMA DESTACADA: «PORTELA DA SERA DA STRICA» (ESTRICA) e «PORTELA DE OLELA PENEDA» (OLELAS-PENEDA). PORÉM, FALAR NUMA "PORTELA" NÃO É DIZER QUE É UMA SERRA! NESTE MAPA, VEM AGREGADA A PALAVRA SERRA, A UMA PORTELA, PRETENDENDO SIGNIFICAR UM LOCAL DE PASSAGEM, E NÃO UMA SERRA.

UM CORREDOR DE PASSAGEM NUM CORTELHO, SE O HOUVER, NÃO É UM OUTRO CORTELHO...

 

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EM QUE SERRA , AFINAL, NASCE O RIO VEZ? SERÁ NA SERRA DO CALDEIRÃO OU MU?

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 UM DOS FUNDADORES DA SOCIEDADE DE GEOGRAFIA DE LISBOA, EM 1875, EMILIANO AUGUSTO BETTENCOURT, DEVERIA TER TELEFONADO PARA A SUIÇA, A CHOFFAT, PARA PERGUNTAR EM QUE SERRA NASCE O RIO VEZ, E PARA O INFORMAR, QUE ANTES DE TER NASCIDO, OS NOMES, PORTUGAL E  SOAJO, JÁ  ESTAVAM ESCOLHIDOS!

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Repara-se que Emiliano Bettencourt em 1870,  recorre à «CARTA GEOGRÁFICA DE PORTUGAL» na escala de 1/500 000, que foi publicada en 1865, numa dimensão de 120 cm por 72 cm, tamanho  dos vulgares mapas escolares de parede, muito usados no ensino primário no século XX!  Este mapa foi considerado como o primeiro mapa de todo  o  Portugal, com bases científicas, onde as chamadas curvas de nível já foram usadas. 

Convém dizer que este mapa de 1865, não tinha o nome das serras principais de Portugal, increvendo-se nele apenas os nomes dos sítios onde haviam sido implantados os marcos geodésicos de 1ª ordem, entre os quais o do PEDRINHO (falsa "Peneda"), em que a altitude expressa foi de 1379 metros. 

Este mapa teve como co-autor  Gerardo Pery que, em 1875, publicaria um obra de Geografia de Portugal, em que usou como altitude máxima do sítio do Pedrinho 1446 m, pelo que Bettencourt deveria ter recorrido a alguma informação de G. Pery, que não estava inserida ainda em livro de Geografia. Na verdade as as altitudes máxima do Gerês e do Marão, foram em 1870, referidas como sendo, respectivamente, de 1442 m e 1422 metros!

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Enquanto, em 1875, o oficial do exército Raposo Botelho, nesta sua Geografia de Portugal, dá continuidade ao nome «SERRA DE SOAJO», que designava há séculos, o principal maciço montanhoso do Alto Minho, o capitão Gerardo Pery, pela primeira vez, também numa Geografia publicada, igualmente em 1875, lança o disparate de alterar o nome da serra com base no nome de um marco geodésico mal denominado, com uma altitude máxima de 1446 m, e como sendo este o local de máxima altitude de toda a serra a que indevidamente chamou Peneda! Três ERROS muito graves que enganaram muitos e muitos portugueses!

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 Nota final: Continuarão noutros artigos muitos outros documentos para se desmacararem os mentirosos que andam aos "tiros" a importantíssimas identidades do longuíssimo e notável espólio patrimonial ligado a Soajo!