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Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

AS FALSIDADES E O DESCONHECIMENTO NÃO DEIXARAM CRIAR O PARQUE NACIONAL SOAJO-GERÊS! (9)

 ( deve o leitor saber que este post encontra-se inacabado, e até sem correcção dos textos)

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 Sim, o «MOVIMENTO PARA A VERDADE», porque ao NÃO terem distinguido o CONHECIMENTO VERDADEIRO DO FALSO criaram uma IDENTIDADE que não respeita o «princípio de identidade» que nos diz «O QUE É, É»! De facto «O NOME SERRA DE SOAJO É O QUE É, TAL QUAL É»!

O «princípio da não contradição» como uma expressão do princípio de identidade bem nos avisa no assunto do nome aqui tratado que «A SERRA DE SOAJO NÃO PODE SER SERRA DE SOAJO E NÃO SER SERRA DE SOAJO AO MESMO TEMPO E SOB O ASPECTO DO NOME SERRA DE SOAJO!»

O SER SERRA DE SOAJO AO NORTE DO RIO LIMA, NÃO É NÃO SER SERRA DE SOAJO A NORTE DO RIO LIMA!

O NÃO SER SERRA DE SOAJO AO SUL DO RIO LIMA, NÃO É SER SERRA DE SOAJO A SUL DO RIO LIMA!

Pelo lado do princípio de alternativa, outra faceta do princípio de identidade, no caso concreto do nome da serra não permite que se diga que «A SERRA DE SOAJO SE SITUA A NORTE DO RIO LIMA, OU QUE, A SERRA DE SOAJO NÃO SE SITUA A NORTE DO RIO LIMA»!

 TAMBÉM QUE «A SERRA DE SOAJO SE SITUA A SUL DO RIO LIMA, NO ESPAÇO DA SERRA AMARELA, OU QUE, NÃO SE SITUA A SUL DO RIO LIMA, NO ESPAÇO DA AMARELA»!

Mas se não foi e se não é respeitado o princípio de identidade, para cúmulo dos atropelos, infelizmente, há ainda outro princípio lógico que também é posto em causa. Efectivamente, o «princípio da razão suficiente»  elucidando-nos que «tudo o que existe tem a sua razão de ser», também foi atropelado no caso do nome da serra, uma vez que o falso nome "Serra da Peneda" substitui o nome SERRA DE SOAJO! Ora isto é manifestamente desrespeitador porque não tem  «razão de ser» uma substituição suportada em aldrabices!

Também a falsidade da alternativa do nome «SERRA AMARELA» [constante superabundantemente em manuais de ensino] pelo FALSO nome "SERRA DE SOAJO" no espaço a sul do rio Lima que se integra objectivamente na SERRA AMARELA, não é senão uma absurdidade! Não há, de facto a mínima «RAZÃO DE SER» que justifique inteligentemente tamanho atrevimento para denominar o espaço da SERRA AMARELA por SERRA DE SOAJO ! 

Sabe-se que um boa parte do espaço da SERRA DE SOAJO foi a primeira ou uma das primeiras áreas montanhosas onde se organizou, protegeu e conservou a flora e a fauna silvestres ao se institucionalizar a «REAL MONTARIA DE SOAJO».  Sabe-se que foi esta última a única que subsistiu como área protegida a norte do rio Douro, em 1498, e que continuou até 1821! Sabe-se que só neste ano foi extinta a estrutura organizativa com sede em Lisboa que vigorou desde a Idade Média e que foi liderada por um MONTEIRO-MOR DO REINO desde o tempo do rei D. Fernando!

Havendo o conhecimento que em grande parte da SERRA DE SOAJO se organizavam as «montarias aos lobos», até à fundação em 1971 do Parque Nacional, e que desde remotos tempos sempre foi liderada por sucessivos poderes ligados a SOAJO! 

Sabe-se que as convocatórias, dias marcados, logística e orientações das batidas aos lobos na área montanhosa delimitada no ALTO MINHO pelos rios Minho, Lima e Vez, eram apenas da iniciativa de poderes instalados em SOAJO !

Sabe-se que o FOJO mais notável da SERRA DE SOAJO, sempre esteve e está ainda [ 2018] localizado na ÁREA ADMINISTRATIVA DA FREGUESIA SOAJO, se FOR RESPEITADO o que está consagrado nos documentos dos LIMITES das autarquias locais que CONFRONTAM verdadeiramente com Soajo!

 

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NA "MONTARIA AO LOBO" E, EM TEMPOS MAIS AFASTADOS, A "MONTARIA AO LOBO E MAIS BICHOS", EM QUE POR EXEMPLO O LINCE OU LOBO CERVAL E OS JAVALIS CAUSAVAM GRANDES DANOS AOS PASTORES E LAVRADORES, ORGANIZAVAM-SE MONTARIAS EM QUE CASTRO LABOREIRO, GAVE PARADA DO MONTE, VALE, SISTELO, CABREIRO, ETC., E OUTRAS POVOAÇÕES ESPANHOLAS  TAMBÉM COOPERAVAM NAS BATIDAS, MAS CUJA COORDENAÇÃO E SUPERINTENDÊNCIA SE CENTRALIZAVAM EM SOAJO! 

A RAZÃO DE SER DO NOME «SERRA DE SOAJO», EXISTENTE DESDE OS TEMPOS MEDIEVAIS, JUSTIFICA-SE PLENAMENTE, ATÉ PELA IMPORTÂNCIA QUE SEMPRE TEVE SOAJO NESTA  VERTENTE!

SE POR RAZÕES DE BATOTAS SE PASSOU A REALÇAR UM MERO «MARCO GEODÉSICO» NA PENEDA [PEDRINHO] PARA TENTAREM FORTALECER UM OUTRO NOME DE TODA A SERRA, ISSO NÃO PASSOU DE UMA ARGUMENTAÇÃO DESCABIDA FEITA POR P. CHOFFAT! 

 OS ACTOS CONTINUADOS DOS HOMENS ATRAVÉS DOS SÉCULOS ELEVAM-SE A PATAMARES MUITO SUPRIORES AO DE UM MARCO GEODÉSICO COMO MOTIVO PARA JUSTIFICAR O ERRADO NOME "SERRA DA PENEDA!  AS ENTRELAÇADAS  GEOGRAFIAS FÍSICA E HUMANA DEVEM CONSTITUIR UMA  RAZÃO DE SER MUITO MAIS ATENDÍVEL PARA REPOR EM EXCLUSIVO A VERDADE HISTÓRICA DO NOME «SERRA DE SOAJO!»

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 O ITINERÁRIO DA «MONTARIA AO LOBO» ELABORADO PELA DOUTORA RAQUEL SOEIRO DE BRITO, EM 1948, MOSTRA BEM QUE O FOJO E A SEIDA CONSTITUIRAM AO LONGO DOS SÉCULOS O NÚCLEO CENTRAL OU SE SE QUISER O CORAÇÃO DA SERRA DE SOAJO NESTA IMPORTANTE ACTIVIDADE! 

DISSE A AUTORA QUE HOUVE EM MATÉRIA DA MONTARIA AO LOBO UM PRIVILÉGIO DADO À VILA DE SOAJO PARA SER ESTA A SUA "CABEÇA"! ISTO, MANIFESTAMENTE, DEMONSTRA QUE SOAJO TINHA NA AMPLA SERRA DE SOAJO UMA POSIÇÃO DE GRANDE DESTAQUE.

A ALTERAÇÃO DA IDENTIDADE DA SERRA FOI UM ROUBO COM IMPLICAÇÕES NO NOME DO PARQUE NACIONAL!

 O VERDADEIRO NOME «SERRA DE SOAJO» É O ÚNICO QUE  ESTÁ SOLIDAMENTE ENQUADRADO NA REGRA LÓGICA QUE NOS ENSINA: «TUDO TEM A SUA RAZÃO DE SER»!

 

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 Se, em 2013,  se editou um MAPA como este publicado no «DICIONÁRIO PRÁTICO ILUSTRADO»,  tal só foi possível pelas muitíssimas repetiçoes das ALDRABICES de Choffat, feitas ao longo do século XX! Tamanhas anomalias geográficas, como vamos  COMPROVAR é que deram lugar a uma inacreditável sucessão de erros copiados, sem tivesse havido pela genenalidade  dos autores o menor poder crítico, apesar de serem autores de mauais escolares!

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Capa do obra do trabalho de Choffat que deu ORIGEM, OU QUE FOI A «CAUSA PRIMEIRA» da designação «SERRA DE SOAJO» como nome alternativo da «SERRA AMARELA»!

 FOI IGNORÂNCIA, ERRO, OU BATOTA?

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 Quadro onde se exprimiu a FALSIDADE de dizer «QUE É, AQUILO QUE NÃO É»!

DIZER QUE A AMARELA TEM TAMBÉM O NOME «SERRA DE SOAJO» FOI UM ERRO DESCOMUNAL, MAS QUE AINDA TEM SEGUIDORES NO SÉCULO XXI! HÁ 111 ANOS QUE SE ENGANAM PESSOAS!

O FACTO DE O NOME DO PARQUE NACIONAL NÃO RESPEITAR OS VALORES HISTÓRICOS CONTRIBUI TAMBÉM PARA ESTA LASTIMOSA DESIGNAÇÃO!

 

Um ignorante não sabe se uma afirmação é falsa ou se é verdadeira.

 No caso concreto, Choffat, não foi ignorante, pois as obras que consultou bem elucidam que o espaço que G. Pery  designou por "Serra da Peneda" não era a designação predominante em 1907, e antes de 1875 o nome «SERRA DE SOAJO» era genericamente o usado! Aliás, Choffat, até argumentou que a Amarela não se devia chamar SERRA DE SOAJO, mas acabou por assim a designar! 

Claro que se não estivesse a relacionar o nome «PENEDA» com o sítio onde está o marco geodésico de primeira ordem, então teria de estar a pensar no lugar da Peneda, onde se situa o Santuário Mariano [como julgam muitas pessoas]!

Obviamente que,em termos de espaço montanhoso o clássico nome «SERRA DE SOAJO»,ao estar ligado ao nome da «Terra de Soajo», onde existiu  a capital, da montaria, do concelho, do julgado, da freguesia, do espaço tradicional, da mais intensa humanização da serra, é o  que mais justifica, o que tem maior razoabilidade, como nome certo! 

Mas em concreto o que se verificou foi o nome «SERRA DE SOAJO» passar a ser ensinada por muitos professores como tendo a altitude máxima de 1361 m, e pasme-se na Louriça à vista do curso do rio Homem, afluente do Cávado! 

Sim, na Louriça, onde colocaram também UM MARCO GEODÉSICO DE Iª ORDEM! Mas apesar de ser a LOURIÇA o sítio do ponto de altitude máxima da serra, o seu nome não foi catapultado para designar a serra como «SERRA DA LOURIÇA» como nome principal!

Choffat quis fazer prevalecer o nome antigo AMARELA!

Mas CHOFFAT USOU DE INCOERÊNCIA, PARCIALIDADE e INTENCIONALIDADE, porque não argumentou para a AMARELA nos mesmos termos em função do marco geodésico, como o fez  para impor o nome "Serra da Peneda»! 

A serra como AMARELA nem havia sido ensinada antes de 1875, nem o foi praticamente entre 1875 e 1907!

O nome «SERRA DE SOAJO» antes e após a edição de Geografia de G. Pery continuou sempre como em nome muitíssimo referido e NOTÁVEL! 

CHOFFAT soube através da bibliografia apresentada que  H. Link, A. Balbi, Pinho Leal, Leite de Vasconcelos, Júlio Henriques, etc. usaram a «Serra de Soajo» colocando-a norte do rio Lima, mas omitiu este nome, nem sequer o admitindo como alternativo da falsa designação "Serra da Peneda"! 

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 Choffat disse QUE ERA, O QUE NÃO ERA! Disse Choffat que era " Serra da Peneda", o que não era!

Designou, de facto, o espaço da SERRA DE SOAJO, por "Serra da Peneda", recorrendo à GEOGRAFIA DE PORTUGAL, de G. Pery, donde retirou o nome errado, mas corrigiu a altitude máxima da serra, não o seguindo neste aspecto! Ora Choffat não questionou o nome, apesar de a generalidade dos autores de manuais de ensino lhe chamarem SERRA DE SOAJO, contrariamente ao que escreveu Choffat, porque afirmou que a GEOGRAFIA DE PORTUGAL  de G. Pery, era tida como «a base actual [1907] da geografia de Portugal», pelo menos, nas matérias dos nomes das serras! 

Se tivesse sido imparcial, se não tivesse havido intencionalidade, pelo menos considerava os nomes em causa como sinónimos ou alternativos!.

Mas não os colocou como sinónimos, nem disse que deviam ser considerados como sinónimos, porque  fez de conta que não sabia QUE O TERRITÓRIO MONTANHOSO DA «SERRA DE SOAJO» SE SITUAVA A NORTE DO RIO LIMA!

No entanto no caso do espaço da Amarela, Choffat acabou por admitir que eram nomes sinónimos, mas que NÃO DEVERIAM SER NOMES DE SERRA SINÓNIMOS, argumentando para criticar a aplicação do nome Serra de Soajo com um exemplo muito insensato e completamente descabido!

Mas o que é certo é que as obras que consultou e que referiu no fim do seu trabalho claramente o informaram que a «SERRA DE SOAJO» se situava a norte do rio Lima!

Desejou seguir o nome da serra adoptado por G. Pery que era contrariado por muitos cartógrafos, corografias, geografias,  e  "exportar" o nome «SERRA DE SOAJO» para o sul do Lima, satisfazendo os desejos dos detractores deste antiquíssimo nome!

E, assim, para os menos avisados cometeu apenas ERROS, quando efectivamente fez opções conscientes para ENGANAR! 

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 Foi este o primeiro texto a constar numa obra  Geografia de Portugal em que não foi incluído o nome SERRA DE SOAJO! O autor da obra Gerardo Pery, em 1875, não apresentou as obras a que recorreu para a elaborar, o que não deixa de ser muito estranho! Como já antes dissemos a falsa altitude máxima na falsa PENEDA [Pedrinho] foi de 1446m como se vê no texto acima; porém na apresentação geral das altitudes das serras, num quadro existente no fim do livro, já a considera como sendo  obtida no marco geodésico de iª ordem que admite não ser o ponto mais alto da serra! Disto se conclui que o sítio considerado com o nome PENEDA, é diferente do outro relativo ao nome de toda a serra! Por outras palavras considerou o MESMO NOME para conteúdos diferentes!  Mas  tem de concluir-se que SE aplicam  a três ENTIDADES a mesma identidade:PENEDA !

Apesar de todas estas peripécias a SERRA DE SOAJO com 1446 m, com 1372 m  [ambas no sítio falsamente chamado Peneda], ou com 1415 m na Pedrada, ou ainda com 1361 m na Louriça, aguentou sempre apesar de tão INCRÍVEIS ATROPELOS!

 

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 APESAR DE TUDO O «MONUMENTO À SERRA DE SOAJO» ENCONTRA-SE EM TERMOS GEOLÓGICOS, HISTÓRICOS E, SOBRETUDO, EM CIÊNCIA GEOGRÁFICA, MUITO SEGURO!

 COMO DIZ O POVO, "ESTÁ DE PEDRA E CAL"!

 

 

COM SOAJO NA AMARELA NÂO SE CRIOU O PARQUE NACIONAL SOAJO-GERÊS! (8)

  OS FALSÁRIOS ROUBARAM SOAJO!  QUE A VERDADE OCUPE O LUGAR DA ALDRABICE!

 

(FALTA A FOTO de Pnsg)

 OS «MONTES DE SOAJO», EM LATIM, «DE MONTIBVS SVAIO», SÃO EXPRESSÃO SEGURA COMO ANTIGUIDADE LUSITANA NO CONTEXTO DAS IDENTIDADES DAS SERRAS DE PORTUGAL! PORÉM, COPIADORES DE ALDRABICES VÃO ENGANANDO EM LIVROS OS LEITORES DE OBRAS PAGAS POR MUNICÍPIOS DO ALTO MINHO, DIZENDO QUE O NOME DA SERRA ERA «MONTES DE LABOREIRO» E QUE PASSOU DEPOIS A "SERRA DA PENEDA"! FALSIDADES APRESENTAM MUITAS, PROVAS DO QUE AFIRMAM NÃO TÊM, MAS ATREVEM-SE AGUNS COMO QUE A DIZER QUE SÃO AXIOMAS, ISTO É, VERDADES EVIDENTES QUE COMO TAL NÃO NECESSITAM DE SER PROVADAS! COMO NÃO HÁ POSSIBILIDADE DE PROVAR, ENTÃO NÃO HÁ NECESSIDADE DE DEMONSTRAR...

PRESUNÇÃO E ÁGUA BENTA...LEVA-OS A INSCREVER EM DIVERSOS SUPORTES, DESDE CARRINHAS E EM VÁRIAS PUBLICAÇÕES, OS «MONTES DE LABOREIRO» COMO TIVESSE SIDO CONSISTENTEMENTE O NOME GERAL DA SERRA DO MINHO AO LIMA, AO LONGO DOS SÉCULOS DE PORTUGAL!

SERVEM-SE DE UM DOCUMENTO DO LUGAR DE PADRÃO, MAS NÃO FALAM DO DOCUMENTO DA VIZINHA TABARCA, DA MESMA ALTURA, QUE O CONTRADIZ NO POSICIONAMENTO GEOGRÁFICO QUE TÃO PRESUNÇOSAMENTE ALARGARAM E ALARDEIAM!

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  Deve-se  este monumento, levantado em 2002, à Junta de Freguesia  de Soajo, para mais glorificar e eternizar o nome que a  MEMÓRIA escrita ao longo de muitos séculos havia legado, mas que vinha esmorecendo, pelas  consequências das ALDRABICES de FALSÁRIOS  que, após o derrube do concelho de Soajo, muito fizeram para tentar UM APAGÃO total e definitivo do nome SOAJO como serra! Mas outrora foi tão famoso como os importantes nomes das serras do Gerês, Marão e Estrela! 

Gratidão ao grande humanista, arqueólogo e teólogo André de Resende, nascido por volta de 1499, pois que na obra «AS ANTIGUIDADES DA LUSITÂNIA» deixou em latim exarado com grande destaque o subtítulo «DE MONTIBVS MARANO, IVRESSO, SVAIO, ET MURO» para referir estas  montanhas, que em português seriam apresentadas com as denominações:  «AS SERRAS DO MARÃO, GERÊS, SOAJO E MONTEMURO».

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 Do latim para o português obtivemos estes elementos na Biblioteca Nacional da obra «ANTIGUIDADES DA LUSITÂNIA, de André de Resende, que  o ilustre e competentíssimo Professor M. A. Rosado Fernandes, traduziu  o título deste assunto da seguinte forma, em 1997:

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Em 2002 não se inscreveu «DE MONTIBVUS SVAIO»  no monumento à serra, precedida de «AD PERPETUAM REI MEMORIAM» que significa ´«PARA PERPETUAR A MEMÓRIA», neste caso, do facto «SERRA DE SOAJO»!

A explicitação das raizes, das origens, são importantes para combater as aldrabices dos falsários!

O MAIS NOTÁVEL TÍTULO DE GLÓRIA QUE FUNDAMENTOU A «REAL MONTARIA DE SOAJO», [EXISTENTE JÁ  NO SÉCULO DE1200, DADO QUE MONTARIA É PALAVRA DERIVADA DE MONTE(S)] FOI SEMPRE A «SERRA DE SOAJO», MAS A SUA NOTORIEDADE FEZ INVEJA AOS "CONQUISTADORES NA SECRETARIA", E PORQUE NÃO FACILITAVA A INTEGRAÇÃO, NEM AJUDAVA A ANIQUILAR AS FORTALEZAS DA ALMA SOAJEIRA....AS ESTRATÉGIAS PARA LANÇAR NA OBSCURIDADE O CONHECIMENTO PÚBLICO DA «SERRA DE SOAJO» FOI, E É, OBJECTIVO AINDA NÃO ABANDONADO [2018] PELO PODER MUNICIPAL LOCAL!

OS ANOS DE 1830, DE FACTO, NÃO IAM LONGE PARA FAZER DESAPARECER DA MEMÓRIA DE MUITAS PESSOAS A IDEIA DE QUE A NOBREZA RURAL DO CONCELHO VIZINHO, SE HAVIA SUJEITADO, TAMBÉM, À DURA, SEVERA, MAS JUSTA  DETERMINAÇÃO, SUBJACENTE A UM DIPLOMA LEGAL RÉGIO, QUE EM TERMOS POPULARES SE CONVERTIA NO DITO: «OS  SAFADOS FIDALGOS VINDOS  PARA SOAJO, DAQUI P'RA FORA!»

 

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 Um ano depois da criação, em 1971, do Parque Nacional, como a generalidade dos portugueses não dava atenção suficiente à relativamente desconhecida  área a proteger, foi editado em 1972, um novo dicionário da «LELLO».   Nele continuou a colocar-se na contra-capa do livro, um MAPA DE PORTUGAL, onde figura a «SERRA DE SUAJO» ao lado das mais importantes serras do norte do país, designadas por Gerês, Barroso, Larouco e Marão. Todavia nele não constam as também importantes serras da Amarela e da  Cabreira!

Também, em 1972, a Comissão dos Serviços Geológicos, organismo oficial, publicou um interessante mapa mural de Portugal em que não se seguem as calinadas de Pery e, especialmente, do geólogo P. Choffat, apesar de ser uma carta temática de GEOLOGIA!  RESPEITARAM o nome clássico, respeitaram a VERDADE, ao exibirem a SERRA DE SOAJO!

Foram varridas de facto, no importante mapa, completamente, as ALDRABICES DOs FALSÁRIOS!

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 Após 10 anos da criação do parque nacional, em 1981, no país já era muito conhecido o parque e, daí, os efeitos dos dos antigos ATAQUES dos fidalgos com ligações aos Arcos no vale do Vez já se evidenciarem!

Então, a estratégia iniciada em 1907, passou do slogan "Fidalgos de Soajo p´ra fora" para um outro, «Fidalgos p´ra dentro», porque  os seguidores da elite de 1907, vingaram-se com a continuidade de «SERRA DE SOAJO P´RA FORA»!

Embora a vila de Soajo passasse a situar-se (como se pode observar neste extracto do Mapa de Portugal  da nova edição do Dicionário da LELO) na falseada "Serra da Peneda", originada na torre do PEDRINHO, em Sistelo, os Soajeiros continuaram a falar o «português da Peneda» (sic), que o mesmo é dizer, o português de Sistelo!

Mas há quem defenda que para se ser SOAJEIRO de cerne, temos de dizer que somos Soajeiros e donos em PONTE DA BARCA de grande território, onde falamos o português da SERRA DE SOAJO, sem assimilarmos o difícil "linguarejar" sistelense!

Outros, porém por se considerarem Soajeiros sem grande rijeza, afirmam que é, em terras estranhas, também em Ponte da Barca, como na Nova Caledónia, segundo leram em «TERRA DE VALDEVEZ E MONTARIA DE SOAJO», que máis facilmente se fala o «português da Peneda» (ou de Sistelo)!

Ao ouvir isto o «chefe das tribus na comuna» atalhou, despoticamente, dizendo, escutem conterrâneos, descendentes dos SOAJEIROS da medieval «TERRA DE SOAJO», é ao sul do rio Lima, vos garanto, que como sempre, só falaremos o vernáculo, embora ancestral, português de Portugal! Não somos ignorantes como os que pisaram o "tcham" da Universidade!

Ainda outros - os  considerados SOAJEIROS RADICAIS - opinaram, de imediato, dizendo, conterrâneos, deixem localizar a SERRA DE SOAJO ao sul do Lima, e peguem nas "VARAS" e dirijam-se à Câmara para os ensinar de vez para  não serem tão INJUSTOS, MALVADOS E ENGANADORES DE IGNORANTES!

Num grande alarido OUVIU-SE DIZER, no fundo da assembleia do povo, que FORAM SÓ «DUZENTOS SOAJEIROS» A LINDOSO, E OS ESPANHÓIS APRENDERAM DE VEZ A LIÇÃO, A PONTO DE DIZEREM QUE OS SOAJEIROS SÓ POR MILAGRE OS DERROTARAM! 

EXCLAMOU, em alto som, boa desculpa!... Parece que quem gritou, lá do fundo, foi o Manuel Postilhão, vindo de férias da Austrália, à principal pátria onde nasceu, sugerindo que os ARCOS, COMEM TUDO, mas continuam magrinhos e muito fraquinhos!

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HÁ LÍTIO NUMA MESMA SERRA COM TRÊS NOMES?! A ALDRABICE DE IDENTIFICAREM A SERRA DE SOAJO COMO SERRA AMARELA, CAUSOU A SUBSTITUIÇÃO POR ALGUNS DO NOME DA SERRA DE SOAJO POR PENEDA, E FALSEAREM O NOME DO PARQUE NACIONAL!

 

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 Legenda: A Junta de Freguesia de Soajo, em 2002, mandou esculpir este  monumento à SERRA DE SOAJO para glorificar a verdade do nome da ÚNICA serra GERAL do Lima ao Minho, na parte oriental do Alto Minho!

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 Indicação na zona da Portela do Mezio do nome oficial «ANTAS DA SERRA DE SOAJO», consagrado em 1910, aquando da elevação à categoria de MONUMENTAL NACIONAL das edificações dolménicas existentes fundamentalmente no Mezio e no planalto da Seida, às Lamas do Vez! Por detrás da pedra da inscrição ainda pode ver-se parcialmente uma das principais antas situada em pleno território da freguesia de Soajo, no Mezio! 

 

Segue um texto para expressar alguns contributos relativos ao nome da serra:

Os estragos feitos pelo nome da serra lançado por Pery, eram em 1890, relativamente diminutos, quando confrontados com o que a partir de 1907 aconteceu.

Nestes textos extraídos de uma notícia mandada por Adolfo Moler para um editorialista do Porto, bem revelam que continuava no país muito conhecido o nome tradicional SERRA DE SOAJO. Também nos informa, no início do século XIX, a obra do cientista alemão H. LINK, ao dar alguma luz  sobre aspectos da flora no vale do Santuário da Peneda, que ambos localizaram em cenários idílicos pertencentes à SERRA DE SOAJO!

Em 1882 o etnógrafo Leite de Vasconcelos e o arqueólogo Martins Sarmento passaram em várias povoações de Soajo e da Gavieira, e ao partirem do Santuário da Peneda  visitaram o planalto da Seida e as Lamas do Vez, todavia nos textos que depois escreveram não disseram que visitaram a serra do Gerês, ou a serra da Pedrada, ou a serra do Pedrinho, ou a falseada serra da Peneda, mas tão só a SERRA DE SOAJO! 

 Apresentam-se seguir interessantes pormenores sobre a povoação, vale e santuário da Senhora da Peneda descritos no âmbito da SERRA DE SOAJO pelo naturalista Adolfo Moler ao serviço do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, onde fez prospecção, não de Lítio, mas sobretudo da flora e, lateralmente, abordou também a sua fauna!

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Quando Adolfo Moller visitou o vale da Peneda, em plena Serra de Soajo, o arvoredo era outro pois o pinhal não predominava. Este resultou das intervenções dos Serviços Florestais por volta de 1945 e neste vale foram implantadas «Casas Florestais» como sugeriu Adolfo Moller pese embora o nome da serra fosse adulterado como consequência das aldrabices de Pery e Choffat.DSCF7154.JPG

 

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Depois de reconhecer Choffat que a "Serra da Peneda" tirou o seu nome do marco GEODÉSICO de 1ª ordem situado no Pedrinho, que designaram indevidamente como Peneda, e depois de também admitir não ser o cume mais alto de toda a serra, porque de facto  é apenas um sítio territorialmente mais baixo, quando comparado com a área de toda a única serra! Não teve Choffat relutância em aceitar a altitude máxima da serra, na Pedrada, que sempre fora conhecido  como o verdadeiro e MÁXIMO CUME de todas as montanhas constituintes da unidade morfológica constante no primeiro mapa de Portugal, com o nome SERRA DE SOAJO!

O SÍTIO DOS 1415 metros não fica na localidade Soajo, como  Choffat ousou dizer, MAS SITUA-SE, EM EXCLUSIVO, NA ÁREA TERRITORIAL AUTÁRQUICA DE SOAJO!

Também Choffat teve o  o atrevimento, o descaramento, de dizer que o TERRITÓRIO MONTANHOSO DA SERRA DE SOAJO SE SITUA ENTRE OS RIOS LIMA E O HOMEM (afluente do Cávado), mas isto  é uma absurda FALSIDADE que nem ao DIABO LEMBRARIA! 

Mas ainda teve CHOFFAT o desplante de afirmar que a SERRA AMARELA não deveria ser chamada  SERRA DE SOAJO, e a pouca-vergonha de, escrever no quadro acima, que este último nome é sinónimo do primeiro!  Violou com isto  o princípio da IDENTIDADE, fundamentalmente, na sua versão do princípio da contradição, pois soube muito bem que a grande maioria dos autores de manuais escolares, à época de 1907,não designava a serra, a norte do rio Lima, SENÃO por SERRA DE SOAJO!  

Claro que foi uma grande ASNEIRA dizer que a serra Amarela era a serra de Soajo! Deste disparate resultaram graves consequências.

Se de facto, em termos de serras, SOAJO é a PENEDA, e se dizem que SOAJO é a AMARELA , como as serras SÃO EXTENSÕES OU QUANTIDADES DE TERRITÓRIO, então se assim é,  lógico será dizer que as DUAS quantidades ,  PENEDA E AMARELA, sendo iguais a UMA TERCEIRA quantidade, SOAJO,  ENTÃO AS TRÊS SERRAS SÃO IGUAIS ENTRE SI, em termos quantitativos, ou seja são uma SERRA com a mesma área! Por outras palavras, as SERRAS DE SOAJO, PENEDA E AMARELA, são como que  a MESMA SERRA aparentemente! 

 

Como corolário de tudo isto, dado que  todo o território, através do elo Soajo,seria o mesmo, então do rio Minho até ao rio Homem, como que tudo seria SERRA DE SOAJO! Claro que esta conclusão é falaciosa, como o são as premissas.

Nesta ordem de ideias, embora de forma enganosa, como que poderia dizer-se que alguns homens da geografia e alguns políticos, afinal, não quiseram atrofiar o espaço geográfico de SOAJO, antes preferiram que aumentásse! 

Vejamos a seguir o que Choffat, de facto, na sua qualidade de cientista geólogo, publicou em 1907:

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Expostos estes textos escritos por Choffat, irei proceder noutros artigos aos convenientes juízos críticos para demonstrar algumas  das várias asneiras sobre designações das serras de Portugal.

Focarei mais detalhadamente o que CHOFFAT, directa ou indirectamente,  disse ou não disse, sobre  os verdadeiros territórios da «SERRA DE SOAJO» e da SERRA AMARELA, e o que da sua publicação extrairam numerosos autores de manuais escolares durante o século XX. É que com tantas FALSIDADES o nome do Parque Nacional não foi criado com o nome apropriado de «PARQUE NACIONAL SOAJO-GERÊS»!

 

 

AS BATOTAS AMPLAMENTE ENSINADAS RESULTARAM NUM NOME DO PARQUE NACIONAL DEFORMADO (6)

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A  "Peneda", à esquerda, na freguesia de Sistelo, e o nome da serra, são duas falsidades, duas mentiras, que nada tem a ver com a povoação «Srª da Peneda» assinalada com uma cruz no mapa atrás apresentado.

Nos mapas seguintes mais se esclarecem as falsidades, e as convicções do relacionamento das duas designações «Peneda»!

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Neste mapa vizualiza-se mais claramente o posicionamento da «PENEDA" no território da freguesia de Sistelo (escrito em letras maiúsculas à esquerda) e. também a povovoação no vale da Peneda, localizada na freguesia da Gavieira, identificada como «Senhora da Peneda»! Esta fica não longe da Veiga (da Matança) e de Água Santa, antigos limites de fronteira entre os concelhos de Castro Laboreiro e Soajo.

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O falso nome "PENEDA", em vez de «PEDRINHO», onde se encontra uma torre encimada por um marco geodésico de 1ª ordem, foi uma das causas da divulgação errada do nome da única serra, e de tomarem este local como o da altitude máxima de toda a serra com o valor de 1373 m. Na figura vem com menor destaque a «PEDRADA» que é o local da máxima altitude de toda esta serra com 1415 m ou 1416 em cálculos mais rigorosos! Desde os tempos medievais que já era conhecida como «SERRA DE SOAJO»!

No extracto do mapa seguite vê-se no cimo à direita, embora com pouca visibilidade, ladeando um ribeiro a «Senhora da Peneda» que, ao longo de muitos séculos, mais como sítio onde havia uma ermida, pertenceu em termos autárquicos à única unidade administrativa existente designada por «CONCELHO DE SOAJO», de que faziam parte várias povoações. Na perspectiva religiosa, e só nesta, é que houve três paróquias, Ermelo, Gavieira e Soajo, nas quais NUNCA houve uma «Junta de Freguesia» com poderes de administração civil, como passou a acontecer apenas no último quartel do século de 1800.

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Para elevar as antas (sepulturas) à categoria de MONUMENTO NACIONAL em 1910, com a designação de «ANTAS DA SERRA DE SOAJO» e repudiar o nome viciado de "Serra da Peneda", fruto da encomenda feita a Gerardo Pery que o divulgou a partir de 1875 através da sua obra de Geografia, o Dr. Félix Alves Pereira criticou a "batota" nos seguintes termos:

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 Da Universidade de Coimbra por decisão de Júlio Henriques, um minhoto de Cabeceiras de Basto,  professor catedrático, foi visitada, em 1890,  a SERRA DE SOAJO e a SERRA DO GERÊS, pelo botânico, naturalista  e engenheiro silvicultor, Adolfo Frederico Moller. 

Os TRILHOS percorridos na extensa «SERRA DE SOAJO» pelo capacitado NATURALISTA  foram abordados pelo próprio Adolfo Moller, ao fazer profícuo trabalho de campo. Mas não se limitou aos aspectos biológicos de natureza botânica pois também nos legou interessantes revelações sobre os domínios da zoologia. Na verdade, descreveu também, ainda que sumariamente, a situação faunística no ano  de 1890, já afastado, em meio século, da extinção da  MONTARIA REAL DE SOAJO! Esta foi desencadeada pelos Soajeiros por oposição aos prepotentes comportamentos do monteiro-mor José António Barbosa, como nos relata, um documento de 1821 arquivado na Assembleia da República.

Moller fez também APRECIAÇÕES CRÍTICAS sobre aspectos CONTRADITÓRIOS difundidos no país sobre a "SERRA BATOTADA"!

Partes dos seus escritos expôem-se aqui com intuito de demonstrar que soube dos ataques enganosos sobre a IDENTIDADE da serra  e sobre as suas confundidas altitudes máximas!  Mas optou pela verdade de séculos!

Sobre estes últimos aspectos presumiu ter sido ENGANADO, mas não se deixou ludubriar quanto ao verdadeiro nome da serra, e não fez como a Professora Doutora Geneviève Coudé-Gaussen, que optando dividir artificialmente a serra em duas, não só cometeu erros, mas até caiu no absurdo de considerar o todo, a Serra de Soajo, numa suposta parte, a falseada "Serra da Peneda"!

Fazer poesias sobre o rio Vez foi e é a paixão de muitos arcuenses ao longo do século XX, mas trabalhos científicos sobre a SERRA DE SOAJO tem apenas sido a preocupação de muitas e diversas personalidades e instituições!

Vejamos alguns extractos dos textos do botânico Adolfo Moller:

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 Ao que parece a altitude de 1350 m foi obtida na montanha de Bragadela que fica localizada entre o Outeiro Maior e o Pedrinho (tido como Peneda).

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 Sabendo-se que em 1890 alguns manuais escolares com base no que escreveu G. Pery consideravam que era na  falsa Peneda (Pedrinho) que a serra tinha  a máxima altitude no valor de 1373 m, o guia foi muito provavelmente aconselhado para não levar Moller ao Outeiro Maior, com receio que fosse divulgada a SERRA DE SOAJO com uma altitude superior à da  falsa Peneda! Desta forma poderia haver contraditório às divulgações feitas com o nome de serra diferente!

O decurso do tempo corria a favor das batotas para se consolidarem as aldrabices!  Convirá dizer que o principal administrador do Santuário era em 1890 um tal Senhor Caldas, da casa da Andorinha,, referido alías por Moller. De facto Moller esteve em  Arcos de Valdevez antes de partir para a SERRA DE SOAJO, fazendo até breves referências ao rio Vez..

Moller foi mesmo ENGANADO pelo guia, sacristão no Santuário, pois na Pedrada, sita no Outeiro Maior, em 1890, já havia uma pirâmide geodésica de 2ª ordem em que a altitude fora avaliada em 1415m, portanto superior ao valor declarado no PEDRINHO (falseado com o nome Peneda)! 

De facto, em 1888, todo o Atlas com a Carta Corográfica do Reino,com 37 folhas, já tinha sido publicado, na escala de1/100 000. A altitude no vértice da pirâmide do Pedrinho (falsa Peneda) fora corrigida para 1373 m, do anterior valor de 1446 m referido por Pery! Na Pedrada, ponto mais elevado do Outeiro Maior, e de toda a SERRA DE SOAJO, já estava em 1887 o vértice da sua pirâmide geodésica  avaliado em 1415 m de altitude. Enquanto as torres para instalar as pirâmides (vulgo MARCOS), considerados pontos de 1ª ordem subiam a 9 m de altura e tinham na base cerca de 9 m2, nas de segunda ordem elevavam-se a 2,5 m. Estas construções relativas aos trabalhos geodésicos passaram em 1851, do Ministério da Guerra, para o criado Ministério das Obras Públicas, e nele desenvolveu actividades como director de obras públicas em vários distritos, entre os quais o de Viana do Castelo o arcuense, General Plácido de Abreu, que também foi deputado de 1951 a 1863.

Por motivos de profissão, por razões de ordem política ou por razões de bairrismo, seria interessante saber as ligações de Plácido de Abreu (a quem consagraram o nome de uma rua na vila do Vez) aos "carrascos" do concelho  de Soajo, Gaspar de Araújo e Gama e António Sá Sottomayor. É que  o popularmente conhecido por "castelo do Pedrinho" ou "torre do Pedrinho", recebeu oficialmente o nome indevido de "torre" PENEDA ! Seria ainda interessante aclarar por que não foi a torre DO MÁXIMO SINAL implantada no sítio mais proeminente e notável de toda a «Serra de Soajo» que é a soajeira PEDRADA? 

O facto deste local pertencer exclusivamente à freguesia de Soajo, e não ser, MINIMAMENTE partilhado com Gondoriz e Cabreiro, como ERRADAMENTE passou a figurar a partir da década de 1950 no mapa oficial administrativo das freguesias, talvez fosse a principal causa! É que os Soajeiros desses tempos viam menos futebol, jogavam menos cartas, não  comiam tantas jantaradas, nem viam e ouviam tanta televisão e rádio! Iam a outros jogos, eram muitos....e, não eram bons de "ASSOAR"! Que o digam os célebres"DUZENTOS SOAJEIROS MILAGROSOS" do século de 1600, e os de 1401 que intulamos por "OS DOS FIDALGOS P´RA FORA" !

 

Moler foi mandado para a SERRA DE SOAJO, e chegar à Universidade de Coimbra com outro nome da serra, não seria procedimento razoável e aceitável pelo professor e cientista Júlio Henriques! MAS QUE LHE DERAM A VOLTA para não medir a ALTURA MÁXIMA NA PEDRADA, está fora de QUAIQUER dúvidas!

Porém a uma grande conclusão chegou MOLLER :«a SERRA DE SOAJO NÃO É MAIS ALTA DE PORTUGAL como MUITOS querem»!  Essa GRANDEZA pertence à Serra da Estrela  que disse ter 1990,6 metros!

NÃO SOUBE MOLLER, talvez, DISTINGUIR ALTITUDE (que se mede, na vertical, do nível médio das águas do mar), de outro tipo de  ALTURA, a partir da cota mínima da base da serra, ou seja dos "pés" da própria serra! É que só desta é que se observa e sente, verdadeiramente, a ELEVAÇÃO, ou como diz o povo o "CANASTRO DO ANIMAL"!

MAS COITADINHA, diria Moller, se regressasse, cerca de 120 anos depois, ao verificar que a «SERRA DE SOAJO» que  soube ser TÃO FAMOSA E GRANDIOSA, já quase ninguém a conhece pelo seu nome no âmbito do "GOVERNO DEMOCRÁTICO DA VILA DE ARCOS DE VALLE DE VEZ"! 

DOCUMENTANDO QUE O NOME DO PARQUE NACIONAL RESULTOU DE BATOTAS! (5)

 

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 A TRAPALHADA, FAVORECEU E FAVORECE, UMA VEZ QUE,  "A MÁ MOEDA EXPULSA A BOA", COMO NOS ENSINA UMA LEI DA MACROECONOMIA, DISCIPLINA QUE FAZ PARTE DA CIÊNCIA ECONÓMICA! 

DE FACTO, NO FIM DO SÉCULO XX, CONFORME NOS REVELA ESTA FONTE ENCICLOPÉDICA (COM TEXTO E MAPA NUMA NESMA OBRA, MAS NÃO HARMONIZADOS), A FALSA "CIÊNCIA" ORIGINADA, EM 1875 E 1907, VAI MOSTRANDO OS SEUS EFEITOS, POIS A MESMA E ÚNICA SERRA, TEM, ERRADAMENTE, DOIS NOMES NO TEXTO, EMBORA NO MAPA SÓ APAREÇA O NOME DA VERDADEIRA! 

CONTUDO NO MAPA, A «SERRA DE SOAJO» VÊ-SE ARRASTADA DA SUA CULMINÂNCIA NA PEDRADA, A 1416 M, PARA O PEDRINHO (FALSAMENTE DESIGNADO POR PENEDA) COM APENAS 1373 M DE ALTITUDE ! 

UM DOS NOMES, O MAU, LANÇADO E CIMENTADO ATRAVÉS DE ALDRABICES, VEM GANHANDO, DESGASTANDO, E CADA VEZ MAIS AFASTANDO, O BOM, QUE É O GENUÍNO, LEGÍTIMO, PURO, E VERDADEIRO NOME QUE VEM DE REMOTOS TEMPOS  SÓ COM UMA DESIGNAÇÃO, A DE «SERRA DE SOAJO»! 

 Quando com onze anos fui estudar, para o Liceu Gil Vicente (hoje Escola Secundária), em Lisboa, vivia numa residência designada por INSTITUTO SIDÓNIO PAIS, instalada no vetusto e grandioso Mosteiro de Santos-o-Novo, destinado só para filhos de professores, que do ensino primário ao universitário frequentavam diversos estabelecimentos de ensino na capital do país. Havendo estudantes de todas as províncias de Portugal, quando dizia que era natural de Soajo, todos os meus colegas sabiam que era do Minho!

Nessa altura como se estudavam as principais serras de Portugal, Soajo, era um nome tão sonante como o Marão, o Gerês, e a Estrela! Todos conheciam Soajo!

Quando em 2003 visitei esta residência onde se alojavam apenas alunos universitários já ninguém ouvira falar em Soajo! Tive de lhes dizer que por ERROS E ALDRABICES o seu nome não entrou no nome do Parque Nacional.

Em face da perda  da mais importante IDENTIDADE, de SOAJO, no maior edífício claustral da Península Ibérica tive de actualizar a minha naturalidade serrana, para saberem onde tive o privilégio de nascer em Portugal!!! 

 ALÉM DO MAIS, É POR ESTE ESTADO DE COISAS, QUE ME TENHO DEDICADO COM ALMA E CORAÇÃO, COM PAIXÃO E COM RACIONALIDADE, A LUTAR PARA QUE O NOME SOAJO, ENTRE NO NOME DO PARQUE NACIONAL, MAS O PODER MUNICIPAL DE ARCOS DE VALDEVEZ, QUER SOAJO NA ESCURIDÃO DO CONHECIMENTO! E, ALGUNS SOAJEIROS, ESTÃO DO LADO DESTE PODER QUE NÃO É JUSTO, NEM HONESTO, PARA COM SOAJO!!!

Iremos a seguir apresentar mais um conjunto de inacreditáveis testemunhos de como, a partir de 1907, as trapalhadas sobre o nome «SERRA DE SOAJO» entraram numa outra fase, muito mais contundente e eficaz para destruir um nome FAMOSO E SONANTE de Portugal !

O poder municipal de Arcos de Valdevez, concelho do Alto Minho iniciado nos tempos medievais, como aliás havia sucedido com o município de Soajo, também  pertencente ao distrito administrativo de VIANA DO CASTELO, NUNCA, MESMO NUNCA, VIU COM BONS OLHOS QUE, SOAJO, fosse um nome SONANTE E FAMOSO! Tudo fizeram e fazem para ser tão conhecido como os nomes das freguesias de S.Paio e Salvador a que pertence a vila de Arcos de Valdevez, que apenas poucos conhecem! 

Por isso, rebaixar e esconder o nome SERRA DE SOAJO, esteve sempre nas intenções e nas acções de alguns autarcas e, infelizmente, também em alguns (muito pouco) Soajeiros, porque ao calarem  e permitirem que tal avance, não deixam de ser coniventes, altamente responsáveis, pelo apagamento, que caminha para a escuridão, para o APAGÃO! 

Mas, infelizmente, para eles a categoria de VILA da principal povoação de Soajo, foi RETIRADA da "lama" em que a HAVIAM COLOCADO, e que queriam que assim PERMANECESSE!

Muito fizeram para impedir que a VILA DE SOAJO fosse RETIRADA  DESSA APARÊNCIA, E SÓ, HIPOCRITAMENTE, NO FIM do processo de clarificação, QUANDO JÁ ESTAVAM DERROTADOS, é que FINGIRAM FICAR AGRADADOS, pagando um autocarro, para assistir na ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA à recuperação do estatuto de VILA que nunca perdera, mas em que faziam de conta que ACABARA, para humilharem mais facilmente o que SEMPRE vinham sentindo os Soajeiros! 

Com uma deslocação a Ponte da Barca, numa quase espontânea manifestação de Soajeiros, conseguiu-se que o Ministro do Ambiente, José Sócrates, fizesse com que constasse na CARTA ADMINISTRATIVA OFICIAL DE PORTUGAL a «SERRA DE SOAJO», como inequívoco nome de uma das mais importantes serras de Portugal! 

Em Ponte da Barca prometeu e depois cumpriu para fazer com que o que havia sido muito atacado e roubado por exigências, negligências e ignorâncias, fosse pelo menos em parte corrigido! 

E o que muito justamente PROMETERA o NOTÁVEL MINISTRO foi satisfeito!

Na altura estava presente Francisco Araújo, ao tempo principal autarca na Câmara do concelho de Arcos de Valdevez, e uma vez mais, muito hipocritamente, disse que a IDENTIDADE,  «SERRA DE SOAJO» deveria ser respeitada! 

 Anos depois, o que vimos foi, por ordem e consentimento deste Rodrigues de Araújo, feito precisamente o oposto, pois pagou livros COM DINHEIROS, TAMBÉM DA FREGUESIA DE SOAJO, não, para dizer que, Afonso  VII, e o seu primo, Afonso Henriques, talvez se tivessem cumprimentado e assistido a uns jogos de "esgrima" no território fronteiriço de Monção e Valdevez, mas, para USAREM APENAS O NOME FALSIFICADO DA SERRA, em vez do verdadeiro nome: «SERRA DE SOAJO»!  

Não foi  deste modo RESPEITADO sequer o que, no GOVERNO LIDERADO PELO SOCIALISTA ANTÓNIO GUTERRES de que José Sócrates fazia parte, passou a ter força de lei, ao TEREM-NO FEITO CONSTAR NA CARTA GEOGRÁFICA OU MAPA, OFICIAL, DE PORTUGAL!

Na verdade, por exemplo, em Abril de 2013, o depois emplumado com o título de «comendador» que também deveria ostentar a modesta "honra" de "comedor e matador do nome «SERRA DE SOAJO", patrocinou uma edição onde, sem HONESTIDADE E SEM ESCRÚPULOS, colocaram toda a freguesia de Soajo, como estando integrada na área geográfica, gerada por batotas, a que chamaram EXCLUSIVAMENTE, Serra da Peneda!  E, onde, ao tratar das construções das sepulturas do Mezio e na zona da Seida, INTENCIONALMENTE, ESCONDERAM O NOME OFICIAL do MONUMENTO NACIONAL, obtido muito merecida e genuinamente, em 1910, como «ANTAS DA SERRA DE SOAJO»!

Claro que, como a CARA - nome «SERRA DE SOAJO» -, não dizia com a CARETA - nome serra da Peneda -, ENTÃO CONTIUARAM A ESCONDER neste livro "dos cortelhos e quejandos, da grande e extensa serra" o que JÁ ERA OFICIAL, PORTANTO, COM FORÇA DE LEI, em 2013, ano da edição do livro!

 Noutras circunstãncias,  depois ARGUMENTARAM, TAMBÉM, HIPOCRITAMENTE, QUE QUERIAM PROMOVER SOAJO, ATRAVÉS, DO CONCURSO DAS "SETE MARAVILHAS DE ALDEIAS DE PORTUGAL"! Se candidatassem em vez de Soajo, ou também, a "aldeia oficial e administrativa", elevada a "esta categoria", em 1518,chamada  ARCOS DE VALDEVEZ, pelo menos nos termos dal ei, não teriam dois pesos e duas medidas!

Na verdade, o nome completo com "esta categoria", apenas foi criado no século XVI, embora continuasse a não aparecer nessa época  nos mapas  de Portugal, diferentemente do que sucedera com SOAJO!

Pese embora  terem sobretudo nesta "grande aldeia rural" enterrado grande percentagem do dinheiro do concelho e dos fundos europeus, também se encontra, em 2018, muito despovoada, pelo facto de muitas das raízes espalhadas pelo concelho, deixarem de a alimentar em termos demográficos, por terem  vindo a secar!

As TELEVISÕES são HABILMENTE manipuladas para fazerem grande publicidade ao notável «Rio Vez», que passou a ser "mais extenso e caudaloso do que o RIO TEJO",  e  também o publicitam para ser considerado como um dos principais rios do país, e, ainda, para fazer com que não seja preciso dizer que a " grande aldeia" Arcos de Valdevez é uma das mais típicas de um concelho pertencente ao distrito de Viana do Castelo!

Só assim, por exemplo, as populações dos concelhos de OLEIROS, SARDOAL, FERREIRA DO ZÊZERE, GAVIÃO, ALVAIÁZERE, NISA, VILA DO REI, TABUAÇO, etc.,  passam a saber que também existe no país um concelho relacionado com o Vale do Vez!

Na verdade, se nos manuais escolares não constam os nomes destes concelhos, diferentemente do que sucede com os nomes dos principais rios, serras, etc., então é preciso gastar "milhares" em propaganda para se saber que em VIANA DO CASTELO, as montanhas da SERRA DE SOAJO (embora, actualmente,  pouco conhecidas) abraçam um lindo rio e uma "grande aldeia"!

Esta, "grande aldeia rural" ainda por volta da primeira década do século XIX, era percorrida (nos seus toscos caminhos que  ladeavam muitas modestas casas térreas, embora a maior parte delas já fossem telhadas) por cavalos, burros, jumentos, cães, porcos, vacas e galinhas, que nela também vagueavam livremente ou acompanhados!

Isto, também , acontecia, até, por volta de 1846, na vila de "VIANA FOZ DO LIMA", conforme nos narra um manual  escolar intitulado «Corografia de Portugal», na actualidade tido como livro da área da Geografia!

Nessa época Portugal era um país essencialmente rural, de tal modo quando a Raínha D. Maria II visita Viana, o rei consorte ficou chocado com o atraso da rede de caminhos do Alto Minho. Como esteve programado uma visita a Arcos de Valdevez foi pedido para que as freguesias do concelho de A. de Valdevez colaborassem na limpeza dos caminhos e regos para que o coche real tivesse uma mobilidade NÃO TÃO DIFICULTADA !

 

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Esta quadro de Choffat foi a causa de, a partir de 1907, se influenciar de forma decisiva o DESVIO do nome «SERRA DE SOAJO» do seu verdadeiro espaço territorial entre os rios Minho e Lima, para o fazer "emigrar" parar o espaço montanhoso do rio Lima até ao rio Homem, afluente do Cávado! 

Ao ser considerado, FALSAMENTE, o nome Serra de SOAJO, como SINÓNIMO da denominação do espaço da Serra AMARELA, ficou  completamente livre a possibidade de corrigirem uma das graves mentiras, traduzida na falsidade,  de a«Peneda» (do Pedrinho), onde  Gerardo Pey  situou como o sítio mais alto de toda a única serra a norte do rio Lima!

 Mas ao Choffat deslocar a altitude máxima da serra do local do sítio "Peneda" para a Pedrada, a 1415 m e, simultâneamente, ao dizer que o multissecular nome «SERRA DE SOAJO» nada tinha a ver com o seu especial, verdadeiro ou genuíno espaço montanhoso, reuniram-se TODAS AS CONDIÇÕES PARA ARRUINAR. PARA DESARRANJAR, PARA ESTRAGAR, PARA REBAIXAR, PARA DEGRADAR O NOME «SERRA DE SOAJO»! APESAR DE, JÁ EM 1907, TER SÉCULOS E SÉCULOS DE USO COM ALDRABICES SOAJO FOI ATACADO NA SUA MAIS IMPORTANTE IDENTIDADE!

Com estas trafulhices, encomendadas, o nome desejado por alguns INIMIGOS de Soajo na liderança do poder do concelho de Valdevez, iria lançar a maior, ou, uma das maiores confusões e quando a um  nome de duas das principais serras de Portugal: SOAJO E AMARELA!

 

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 Doravante nos manuais escolartes e noutros meios de divulgação foram propagadas as TRAPALHADAS resultantes das aldrabices!

Ainda, presentemente, o PODER MUNICIPAL DE VALDEVEZ, continua a alimentar muito GOSTOSAMENTE as trafulhices, apesar de, ao ver-se  acossado, arranjou a aldrabice de uma "SERRA ERRO/VERDADE", concretizada na magistral finta «SERRA DA PENEDA/SOAJO, lançada também no indecoroso livro sobre o FORAL DE SOAJO DE 1514!

Até parece que Pery e Choffat nasceram antes de 1514, para usarem a inventada aldrabice do sítio  Peneda, onde não havia sido colocada quarquer marcação geodésica!

TESTEMUNHOS DA NOTÁVEL «SERRA DE SOAJO», PARA O ALCANCE DESTE NOME, NO PARQUE NACIONAL (4)

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A Geografia é uma ciência e como tal exige, como todas as outras ciências, o respeito pela Verdade. Se alguém ERROU, mesmo que o fizesse INVOLUNTARIAMENTE, será sempre necessáro Censurar a sua obra, o seu LIVRO! Mas se o autor da obra MENTIU é sempre condenável O LIVRO, mas, também, e SOBRETUDO, O AUTOR das aldrabices!

Ora sobre a «SERRA DE SOAJO» pelo que foi antes demonstrado, há FACTOS GRAVÍSSIMOS, altamente lesivos do culto à VERDADE, e também DOS SUPERIORES INTERESSES PATRIMONIAIS DE SOAJO!

Esta exposição de fotos serve para testemunhar, para PROVAR, que muito esteve mal na escolha do nome do actual PARQUE NACIONAL!

Está a chegar à altura dos HOMENS DE SOAJO - mais jovens ou mais idosos - de gastarem algumas energias em defesa do que é inteiramente justo e  como que sagrado! Estámos cheios de OUVIR E DE LER asneiras sobre um prestigiado e notável nome ligado ao longo dos tempos a SOAJO! 

SOAJO E OS SOAJEIROS TÊM SIDO MUITO DESCONSIDERADOS COMO O FORAM NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XX, VENDO-SE OBRIGADOS A VISITAR A VILA DE ARCOS DE VALDEVEZ PARA REPARAÇÃO DE MUITAS HUMILHAÇÕES!

TEREMOS DE FAZER O MESMO SE CONTINUAREM, ESCONDIDAMENTE, A OFENDER,TAMBÉM,  ATRAVÉS DE

 ACTOS E OMISSÕES, OS INTERESSES DESTA ZONA DO MESMO CONCELHO!

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 Este livro respeitou, em 1901, a VERDADE, que deveria como culto sagrado continuar na eternidade do Portugal que os Soajeiros na fundação e, sobretudo na RESTAURAÇÃO, deram provas , ao lutarem com tanta bravura nas batalhas locais, onde poderiam perder genericamente as suas  vidas para que a pátria Portuguesa continuasse Sublime e Independente!

ISTO ESTÁ REGISTADO, DOCUMENTALMENTE, PROVANDO  QUE OS SOAJEIROS, NO SEU CONCELHO E EM LINDOSO, FORAM TÃO VALENTES, QUE,  «COMO QUE FIZERAM MILAGRES» NA DEFESA DE PORTUGAL, AO  SE BATEREM TÃO ESTOICAMENTE, TÃO BRAVAMENTE,TÃO CORAJOSAMENTE!

NÃO LANÇARÃO ISTO, COMO OUTRA LENDA, PARA TAMBÉM BARALHAREM OU CONFUNDIREM, COMO O FIZERAM, COM A VIRTUOSA SENTENÇA DO JUIZ MANUEL DOMINGUES SARRAMALHO, OU PARA DESFEITEAREM O "SAGRADO" NOME, «SERRA DE SOAJO»?

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 Nesta edição o autor Nicolau Raposo Botelho, que foi general e professor, anteriormente só usou o nome «SERRA DE SOAJO», considerando a máxima altitude no local certo, na PEDRADA, na montanha do Outeiro Maio. Mas nesta obra  já se verifica que segue e copiou Gerardo Pery, ao  admitir que a montanha do Pedrinho (falsificada para Peneda) contem a altitude apenas de 1373 m e é a máxima altitude de toda a única serra! Isto sucedeu porque a folha da «CARTA COROGRÁFICA DO REINO» sobre esta parte foi publicada em 1887, e nela já está corrigida a altitude que Pery também, erradamente em 1875, disse ter 1446 m!

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O facto do nome «Serra de SOAJO» ser como que misturado com o nome Peneda (de Sistelo) para a altitude máxima de 1373 m, ou como nome alternativo ao nome falso, a serra foi "desvalorizada" não só em termos de altitude mas também como nome elevadíssima carga histórica! A derrapagem estava em marcha mas não sendo completamente eficaz, uma nova "golpada" levaria o nome não para a MONTANHA DO PEDRINHO, mas para o espaço da serra Amarela! Assim a serra da falsa Peneda iria poder subir para tomar conta da altitude de 1415 m na Pedrada!

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Nem sequer sabiam bem o nome da serra aldrabada para Peneda!

 

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O USO DE UMA SERRA DE SOAJO OU DA ALDRABADA «SERRA DA PENELA» COM 1373 METROS DE ALTITUDE MÁXIMA, TESTEMUNHA QUE A TRAPALHADA ESTAVA EM MARCHA! 

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 A LIVRARIA DEPOIS CHAMADA «FIGUEIRINHAS» DESAPARECIDA  POR VOLTA DO ANO 2000, IRIA POUCO DEPOIS DE 1924, DATA DESTA EDIÇÃO, ADERIR ÀS FALSIDADES DE PAUL CHOFFAT, ABANDONANDO COMO NOME ALTERNATIVO DA SERRA DE SOAJO, A DISPARATADA "PENELA"! 

EDIÇÕES SEGUINTES DESTE AUTOR, E DEPOIS EDITOR DE MUITOS MANUAIS DE GEOGRAFIA PARA O ENSINO PRIMÁRIO, PASSARAM A LOCALIZAR A «SERRA DE SOAJO» ENTRE OS RIOS LIMA E HOMEM! O NOME "PENEDA" PASSA, ALDRABADAMENTE, A SUBSTITUIR A JÁ HISTÓRICA DE SÉCULOS, «SERRA DE SOAJO»!

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EM 1924, A CONFUSÃO, ESTAVA INSTALADA! ESTAVA, DE FACTO, A TRAPALHADA, GENERALIZADA, SEM QUE O PODER MUNICIPAL DE VALDEVEZ DESSE UM PASSO SEQUER PARA SOLUÇÃO DE TANTOS ERROS E MENTIRAS!

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 EM 1932, O INVESTIGADOR E CIENTISTA NA ÁREA DA GEOGRAFIA, HERMANN LAUTENSACH, SABE O QUE DIZ, E DIZ O QUE SABE, COLOCANDO A «SERRA DE SOAJO» A DENOMINAR TODO O SEU ESPAÇO MONTANHOSO, REPONDO A PEDRADA, COMO O SÍTIO DA MÁXIMA ALTITUDE NO TEXTO DA SUA OBRA DE GEOGRAFIA DE PORTUGAL, RESPEITANDO, COM TODO O RIGOR CIENTÍFICO A VERDADE DO PASSADO MULTISSECULAR, E CONTRIBUINDO  PARA CONTINUAR A ETERNIZAR O NOME «SERRA DE SOAJO»!

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A FALSA "PENEDA" SITUADA, ALDRABADAMENTE, NA MONTANHA DO PEDRINHO, COMO SÍTIO DA FREGUESIA DE SISTELO!

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 O SÍTIO "PEDRADA", NO OUTEIRO MAIOR, LOCALIZADO NA «SERRA DE SOAJO», E PERTENCENTE ADMINISTRATIVAMENTE À FREGUESIA DE SOAJO, DADO QUE O MAPA ADMINISTRATIVO ESTÁ ERRADO, POIS QUE, NEM O TERRITÓRIO DE GONDORIZ, NEM O DA FREGUESIA DE CABREIRO, COMO REZAM OS LIMITES NOS  SEUS RESPECTIVOS TOMBOS, ATINGEM A PEDRADA!

É UMA VERDADE ABSOLUTA, É UMA VERDADE COMO QUE SAGRADA, QUE A «PEDRADA» É QUE É O SÍTIO DE MÁXIMA ALTITUDE, DE TODA A «SERRA DE SOAJO»!

A PANTOMINICE QUE GERARDO PERY, PARA SATISFAZER OS DESEJOS DE ALGUNS FALSÁRIOS NO PODER MUNICIPAL DE VALDEVEZ, LANÇOU NO PAÍS, ATRAVÉS DA SUA GEOGRAFIA DE PORTUGAL, NÃO FOI SENÃO UMA CABALA, UMA MAQUINAÇÃO, PARA OCULTAR E DESTRUIR O NOME «SERRA DE SOAJO»!

AO DIVULGAR  QUE ERA NO PEDRINHO,  NA FALSA "PENEDA", QUE CULMINAVA TODA ÉSTA ÚNICA SERRA, E COM NOME DIFERENTE DO QUE ESTA A SER DIVULGADO E ENSINADO NOS MANUAIS ESCORALES DE GEOGRAFIA INICIOU, DE FACTO, A MAIOR TRAPALHADA, NAS DESIGNAÇÕES  DAS SERRAS DE PORTUGAL! 

É COM CERTEZA, A PEDRADA, ACIMA DA COTA DA BASE( DEPENDENDO DO PERÍMETRO DAS BASES DA SERRAS DO PAÍS) UM ALTÍSSIMO CUME EM PORTUGAL CONTINENTAL QUE SEMPRE PRESTIGIOU  « A MONTARIA REAL, A SERRA DE SOAJO, E O SOAJO, NOS PLANOS ADMINISTRATIVOS »!

 

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  LAUTENSACH ANALISA A «CARTA GERAL DO REINO», EDITADA SOBRE ESTA ÁREA, EM 1887, E POSIONA EM 1932, A «SERRA DE SOAJO E A SERRA AMARELA», COMO IMPORTANTES NOMES DE DUAS DIFERENTES SERRAS DE PORTUGAL!

 

 (SEGUE NOUTRO POST, A TRAPALHADA, AINDA MUITO MAIS AGRAVADA, PELAS BATOTAS DO SUÍÇO CHOFFAT)

 

 

O NOME DO PARQUE NACIONAL NÃO RESPEITOU A VERDADEIRA DESIGNAÇÃO HISTÓRICA DA SERRA DE SOAJO COMO SE COMPROVA NESTES LIVROS DE ENSINO!

 

Mais fotocópias de manuais escolares editados depois de 1888, evidenciam que a SERRA DE SOAJO continuava a ser o nome predominantemente usado!  Esta serra constitui o maciço montanhoso mais oriental, do Lima ao Minho, e já era toponímia usada, pelo menos, desde o século de 1400!

 

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 Seguiu Raposo Botelho o que, em 1875, escrevera Gerardo Pery, não no respeitante ao nome da serra, pois não copiou o erro do nome ao adoptar SERRA DE SOAJO! Mas copiou dele a expressão criada por Pery  «sistema transmontano», critério este sem fundamento, tanto mais que a SERRA DE SOAJO se situou na antiga comarca de «ENTRE DOURO E MINHO» e nesta época já pertencia à província do Minho!  Foi de facto Pery pouco judicioso no critério dos sistemas orográficos, mas vários autores o seguiram, principalmente, até aparecerem os sistemas orográficos criados por Choffat baseados no relacionamento das serras portuguesas com as serras do resto da península ibérica.

 

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 Como se observa o rio Vez por não fazer parte dos rios principais de Portugal não é mencionado, porém, a «SERRA DE SOAJO» quinze anos depois de Gerardo Pery a atacar, por encomenda de alguns no poder municipal de Valdevez, continuava pela generalidade dos autores a seguir a VERDADE. Assim os pedidos e desejos não seriam conseguidos sem o outro vicioso ATAQUE perpetrado em 1907, contra o valioso património imaterial de Soajo!

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 Mais um exemplo de manual escolar que colhe os sistemas orográficos (isto é de montanhas) inventados por Pery, mas sem copiar a falsidade Peneda, de Sistelo! À província do Minho pertencia a região da SERRA DE SOAJO!

 

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 Em 1891, o notável homem da Geografia que ajudou a fundar em 1875, a ainda [2018] prestigiada Sociedade de Geografia de Lisboa, mantinha a SERRA DE SOAJO, e em

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respeito pelo programa oficial para os exames de admissão aos liceus [ensino secundário]. Esta obra foi aprovada pelo Conselho Superior da Instrução Pública!

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 Esta edição lançada em Coimbra destina-se ao ensino secundário (liceus) e nela se verifica que a «SERRA DE SUAJO» é uma três NOTÁVEIS no Minho!

Escreveu o Padre José Alves Mattoso, em 1892, que «é costume classificar-se estas serras em três sistemas», e mais  disse ser «costume»! Um costume que tinha apenas uso há dezasseis anos, de 1875 a 1891! 

Como se nota teve como fonte, parcialmente, a Geografia de Gerardo Pery, e nesta altura [1891] respeitou um nome já muito longínquo, muito antigo, o de «SERRA DE SOAJO», não transcrevendo a FALSIDADE "Peneda"!

Mas o futuro Bispo, irá mudar para o falseado! 

O Monte Sinai, não o mudou, mas o Soajo, o Soajo, irá dar lugar, por adesão ao engano, ao MARCO GEODÉSICO PENEDA! 

Que tristeza, vermos o primevo SERRAMATA, de sangue vermelho, mas visto  por falsidade óptica em azul plebeu...

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 O homem que disse em 1892 que, a SERRA DE SOAJO, era uma serra NOTÁVEL, e ainda que o principal afluente do LIMA  «passa PERTO de Arcos de Val-de-Vez» não ensinou com rigor os escolares do país porque não conhecia esta vila minhota!

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 Continuou a SERRA DE SOAJO dentro do CONVENCIONAL sistema TRANSNONTANO!

 

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 Mais um exemplo que a obra Pery não conseguiu deitar ao lixo o que pretenderam alguns falsários de Valdevez ao influenciar o capitão do exército ao serviço da GEODESIA do país. Os disparatados sistemas montanhosos de Pery usou-os, ainda em 1894, o autor deste manual escolar, porém, o nome SERRA DE SOAJO continuava predominante em Portugal!

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 Em 1895  Raposo Botelho, oficial do exército e professor, serve-se da altitude de A. Balbi, convertida em metros, para exprimir a da «serra de SUAJO (2220 m), e copia do livro de Pery a « serra do GEREZ», cifrada em 1442 m),relacionando-a com a de Soajo ao refeir, ERRADAMENTE, que lhe fica a «sudoeste», em vez de SUDESTE! Repare-se ainda que a serra AMARELA continua a não ser referida, apesar de ser também uma das importantes e mais altas serras de Portugal e que havia sido já considerada por Pery em 1875, embora sem indicação da altitude! Todavia, no perfil orográfico feito por Pery, a AMARELA, aparece apresentada com mais altura do que a falsa "Peneda", de Sistelo!

Esta manual escolar revela bem que a TRAPALHADA das altitudes está já em curso em 1895!

 

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 Este manual é já uma expressão de várias trapalhadas com a presumível altitude máxima da SERRA DE SOAJO no ponto culminante de toda a serra do Lima ao Minho, que havia sido calculada em função da grandeza de A. Balbi, convertida  mais tarde em metros para 2220, já antes declarada noutros manuais, mas neste que foi, erradamente, diminuída em 1000 m,  para 1220 m!

Outro nome da serra - a falsa Peneda -  é considerado no prosseguimento do lançado por Pery para a mesma serra, medida no falso sitio da Peneda [Pedrinho], de Sistelo, primeiramente com a falsificada altitude máxima de 2446 m!. Porém, nesta falsificada Peneda, a altitude evoluiu para 1373 m, por correcção, feita depois da publicação da Carta Corográfica do Reino (também conhecida por Carta Geral do Reino) elaborada na escala de 1/100 000! 

Como no chamado "Castelo do Pedrinho" (falsa Peneda), a altitude de 1373 m passou também a ser tomada por muitos autores como a máxima de toda a única serra, então para alguns autores, menos avisados, passou a haver duas serras com dois nomes diferentes na mesma única serra, e com as respectivas altitudes tidas ambas como máximas! 

A  NOTÁVEL «SERRA DE SOAJO» PASSOU A TER O SEU NOME EM DESNORTE, CONFORME PRETENDERAM ALGUNS NO PODER MUNICIPAL DO CONCELHO CAPTADOR! 

A ADMIRÁVEL «SERRA DE SOAJO» QUE APÓS 1498, PASSOU A SER A ÚNICA A NORTE DO RIO DOURO COM  PARTE DO TERRITÓRIO PROTEGIDO E CONSERVADO, ATRAVÉS DA CIRCUNSCRIÇÃO ADMINISTRATIVA DESIGNADA POR MONTARIA REAL DE SOAJO, ATÉ, NOMINALMENTE, FOI ABASTARDADA, CORROMPIDA E FALSIFICADA!

 

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 Nesta manual o nome «SERRA DE SUAJO» continua a ser o verdadeiro, sem as influências das batotas de Pery iniciadas em 1875. 

 

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 Até ao inicio do século XX ainda  o nome «SERRA DE SOAJO» se impunha com grande vigor, uma vez que, a cimentada  VERDADE do peso dos séculos, não deixou que no ensino e na comunicação social a viragem para os DISPARATES fosse FÁCIL E BRUSCA!

Mas outra estratégia já estava  a ser PLANEADA E PRONTA PARA SER EFICAZ, a congeminada por P. Choffat que, não por acaso, mas por encomenda, só contestou o NOME MAIS USADO A NORTE DO RIO VOUGA!

Espantoso... 

             Serra de Soajo, do lado norte do rio Lima, 2018

                                                     JORGE FERRAZ LAGE                                

    (CONTINUA NOUTRO POST)

O FOJO DA SEIDA SITUA-SE NA FREGUESIA DE SOAJO E NA SEDE DA VILA DE SOAJO COORDENARAM-SE DURANTE SÉCULOS AS OPERAÇÕES PARA CONDUZIR OS LOBOS MAUS PARA JUNTO DAS SUAS PAREDES E FOSSO.! ALGUM MEMBRO DA JUNTA DE FREQUESIA DE SOAJO O VENDEU À GAVIEIRA?

O lobo mau tem de aprender nestas lições ou arranjar outras que justifiquem que não é ladrão da verdade de séculos.

Se não arranjar provas  consistentes e sistemáticas, ou seja, continuadas no tempo,  apanhará muitos tiros para ser encaminhado para o fojo lobal, onde caem os lobos estúpidos...DSCF5205.JPG

 Serão expostos mais elementos justificativos de que a SERRA DE SOAJO, mesmo depois de Gerardo Pery, ter publicado, em 1875, a sua «Geografia de Portugal». continuou a ser largamente a denominação predominante do nome da serra!  Todavia esta «Geografia», como o havia sido, cerca de cinquenta anos antes, a de Adriano BALBI foi um marco referencial de capital importância, nalguns aspectos, nomeadamente, em termos do estudo das serras, pelo facto de apresentar pela primeira vez, três sistemas ou agrupamentos de serras, ainda que sustentados em critérios meramente convencionais, designados por "Transmontano, Beirense e Trantagano"!  As serras incluidas em cada um destes sistemas foram  expostas com as respectivas altitudes tidas por máximas, mas ainda com medidas erradas e contraditórias no próprio livro.

Uma outra NOVIDADE na sua obra FOI, pela primeira vez TER ELIMINADO o nome SERRA DE SOAJO que já tinha SÉCULOS E SÉCULOS como notória toponímia portuguesa!

 A ERRADICAÇÃO do nome SERRA DE SOAJO  na obra de GERARDO PERY  resultou de, a partir de 1856, o autor ter trabalhado e acompanhado os trabalhos geodésicos (marcos e construção do "Castelo" do Pedrinho com seu marco) nas montanhas da Serra de Soajo. Nestas andanças CONVIVEU COM O PODER MUNICIPAL DE ARCOS DE VALDEVEZ, que o influenciou a SUPRIMIR o nome, SERRA DE SOAJO, que vinha exposto exclusivamente nos manuais de ensino! 

 A passagem para a falsidade "Peneda", em vez de PEDRINHO, e a consideração MENTIROSA desta montanha ser a mais EMINENTE de toda a serra  CONSTITUIU, depois das extinções do CONCELHO em 1852/2/17, e do JULGADO JUDICIAL DE 1ª INSTÂNCIA em 1853/12/31,  o ATAQUE MAIS MORDAZ À PRINCIPAL IDENTIDADE relacionada com SOAJO, levada a cabo por alguma gentalha sem escrúpulos do poder do concelho anexante! Acabar com o brio, com o orgulho, com a forte personalidade das gentes de Soajo na ligação à TERRA-MÃE foi SEMPRE a estratégia de alguns MALVADOS, desde a fundação do constitucionalismo em Portugal!

 O sucesso, a eficácia, o  êxito, o efeito de um novo nome da SERRA, passava por destronar o nome SERRA DE SOAJO, o que não era empresa fácil, pelo peso do seu multissecular passado e por se basear em INTRIJICES!  Mesmo nestas condições LANÇARAM o expediente de atribuirem à FALSA "PENEDA", na realidade chamada «MONTANHA DO PEDRINHO», A MÁXIMA ALTITUDE DE TODA A SERRA!

Inicialmente, de facto, considerou Pery, no Pedrinho (falsa Peneda) a altitude máxima de 1446 m, portanto superior à da SERRA DO GERÊS a que atribuiu 1442 m, para tornar ainda mais importante o novo e falso nome "Serra da Peneda"! Era necessário que começasse forte para fazerem vingar as batotices!

 

  Mas mesmos com estes execráveis procedimentos os resultados práticos da burla, da BATOTA, foi aparecerem APENAS alguns compêndios ESCOLARES a considerar a altitude de 1446 m como sendo a máxima, e fora da maior montanha de toda a SERRA DE SOAJO que  é o OUTEIRO MAIOR, e que tem o seu cume no Alto da Pedrada! 

 De facto a generalidade dos compêndios escolares não mandaram o nome histórico SERRA DE SOAJO para o caixote do lixo, uma vez que continuou largamente a predominar no ensino da Geografia de Portugal, até 1907! 

A  falsidade de uma "Peneda" relacionada com Sistelo, e não com a Gavieira, não logrou, portanto o sucesso  almejado pelos  ESTRATEGAS do poder de Valdevez ! Por via disto OUTRAS ALDRABICES apareceram em 1907,  que mais detalhadamente serão explanadas e provadas com testemunhos, noutro "post"!

AS IDENTIDADES RELACIONDAS COM SOAJO, LANÇADAS PARA O FUNDO DOS ABISMOS DO DESCONHECIMENTO, FORAM, de facto OS OBJECTIVOS A QUE DE NOVO SE PROPUSERAM ALGUNS  "HOMENZINHOS" , EM 1907!

Que  a identidade «SERRA DE SOAJO», entre 1875 e 1907, persistiu FORTÍSSIMA e de que NUNCA SERIAM satisfeitos os desejos dos dectratores no poder municipal de Valdevez, prova-se a seguir com mais fotocópias da quase totalidade dos manuais escolares usados em Portugal neste período:

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Esta edição saiu em 1880.

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 Apesar de utilizar os sistemas de agrupamentos orográficos das serras criados por GERARDO PERY não aceitou a ALDRABICE da alteração nome da serra com base na montanha do Pedrinho (falsa "Peneda") , pois continuou com a denominação «SERRA DE SOAJO»!

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 Editada em Coimbra, em 1881, pela Livraria Central, domiciliada no Largo da Sé Velha.

 

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 Em 1882 sai a 15ª edição com um mapa de Portugal.

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Este mapa reproduz o anterior para que se consiga ler o nome «SERRA DE SOAJO» e se observe que o território da Serra Amarela está indevidamente denominado!

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Esta edição elaborada por Alfredo Campos, foi impressa em Braga, em 1885.

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Este manual escolar apresenta como principal afluente do Lima o rio Vez, mas como a serra tem, em 1885, o nome ancestral, então este afluente continua a sair das primícias águas do seu ventre, e não da falsa madrasta "Peneda", de Sistelo, mas da que fora ao longo dos séculos tida como Serra de Soajo, como nos revela o texto fotocopiado seguinte desta obra. A  máxima altitude resulta da conversão de «pés» em «metros» devido à adopção do Sistema Métrico Decimal. Como Adriano Balbi tinha  no seu histórico «Tratado de Geografia» considerado a SERRA DE SOAJO como a mais alta de Portugal com 7400 pés, então pelo facto de cada pé medir em termos de metros 0,3048 m, aparecem muitos manuais escolares a indicarem que se elevava na Pedrada, a SERRA DE SOAJO, a mais de 2200 m!  Talvez que este destaque dado à Serra de Soajo, e, portanto à vila de Soajo, mais motivasse alguns dos "hipócritas" e invejosos, com os pés no poder municipal de Vale do Vez, a tudo fazerem para MORDEREM raivosamente os interesses e prestígios de Soajo!

Bem sabiam que um nome de concelho, no meio de centenas de concelhos, não conseguia guindar VALDEVEZ à altura dos famosos e sonantes nomes das quatro mais importantes serras de Portugal: Soajo, Gerês, Marão e Estrela!

 

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 Contem um mapa das principais serras de Portugal.

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 A vila de Arcos de Vale de Vez, erradamente, banhada pelo rio Coura, não foi a causa para que em 31 de Dezembro de 2017, houvesse a preocupação por parte da Câmara Municipal de pagar a grande propaganda feita também com várias focagens à placa do «RIO VEZ». Na verdade à TVI, deram específicas recomendações para anunciar que esta vila do distrito de Viana do Castelo, é banhada pelo principal afluente do rio Lima!  Mas o que não disseram foi que ele nasce na Seida, em plena SERRA DE SOAJO!

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 Nesta quarta edição saída em 1888, o autor Augusto Luso da Silva professor de Geografia no único liceu existente na cidade do Porto, diz-nos que  a «SERRA DE SUAJO» fica no Minho e não em Trás os Montes, pelo que inseri-la no Sistema Transmontano é uma afirmação sem lógica. Talvez porque sentisse que Gerardo Pery, em 1875, escreveu muitos disparates, não copiou o nome aldrabado da serra que afastava o verdadeiro e  muito antigo que já constou, no século de 1561, no primeiro MAPA DE PORTUGAL conhecido que indicara apenas 12 serras, e na descrição das serras anunciadas no período 1524-36, em «LONGITUDO ET LATITUDO LUSITANAE» onde  referiram 29 serras segundo  k.Haufman, ao que parece à medida que iam sendo determinadas estas coordenadas terrestres.

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Esta obra destinava-se a ser usada nos LICEUS E NAS ESCOLAS NORMAIS (estabelecimentos para preparação de professores do ensino primário, actualmente designado como básico).

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A «SERRA DE SUAJO» é o maciço montanhoso com MAIOR LATITUDE em Portugal!

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 Esta edição de Edmundo Bettencout, publicada em 1889, tem uma chancela do «Centro dos Estudos Geográficos» de Lisboa, que estava instalado na então Universidade Clássica, e pertenceu a Orlando Ribeiro, conforme nos informa um carimbo que diz «Orlando Ribeiro»! Isto,  é importante, porque nos informa que este geógrafo soube que o nome «Serra de Soajo» estava posicionado entre o Minho e o Lima, e não a sul do Lima como lhe ensinou  Silva Teles. No texto desta obra vinha colocada a SERRA DE SOAJO em primeiro lugar, não fosse ela a MAIS SETENTRIONAL DE PORTUGAL! Mas nos seus textos de Geografia nunca fez qualquer apreciação crítica aos DISPARATES do seu prof. Silva Teles, que OUSOU dizer que a Serra de Soajo ficava a sul do rio Lima, e como nome alternativo da «Serra Amarela»! 

O Professor Orlando Ribeiro, embora fosse um geógrafo de grande mérito, na tese apresentada, em 1948, por RAQUEL SOEIRO DE BRITO, sua aluna,  foi solidário com  a batota, com a GRANDE ALDRABICE, com a viciação, COM A FALSIFICAÇÃO, DO SABER CIENTÍFICO RESULTANTE DE SÉRIAS INVESTIGAÇÕES FEITAS PELO PROFESSOR HERMANN LAUTENSACH!  De facto MUDAR a Profª Raquel Brito, numa CITAÇÃO que fez, a referência «SOAJO, GERÊS e MARÃO», publicada em 1932, na  Geografia de Portugal de Lautensach, para «PENEDA, GERÊS e MARÃO», é acto muito condenável não só por ser ERRO explicitado numa TESE DE UMA LICENCIATURA EM CIÊNCIAS GEOGRÁFICAS, mas também por ser assumido por ambos! Nas ciências, quaisquer que elas sejam, só cabem as VERDADES!

Deve todavia ser dito que a crítica de Hermann Lautensach sobre os ERROS DOS NOMES DE SERRAS, cometidos por P. Choffat, foi feita na obra «BIBLIOGRAFIA GEOGRÁFICA DE PORTUGAL» publicada em 1948, que foi também o ano da apresentação e defesa da tese apresentada por Raquel de Brito!

                                                        ( CONTINUA)

PARA RECTIFICAR O NOME DO PARQUE NACIONAL (1)

 Este "post", como outros,  está em curso de produção, pelo que sofrerá alterações por razões diversas. Pretende neste processo ser, para já, como que um "depósito" de diferentes elementos de consulta.

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 A RECTIFICAÇÃO DO NOME DO PARQUE QUE O ESPÍRITO CIENTÍFICO EXIGE! A VERDADE E A EXACTIDÃO ACIMA DE TUDO! 

 

 

Foram alguns arcuenses a liderar o poder municipal que, em 1875, 1907, e 1971, influenciaram, para rebaixarem identidades multisseculares de nomeada, como por exemplo, entre outros o do cão sabujo, e do nome soajeiro, «vaca cachena! Esta raça bovina mais apta a adaptar-se, no lado nascente da  Serra de Soajo, às condições mais fragosas, íngremes e abruptas existentes nas freguesias da Gavieira e Soajo, do antigo CONCELHO E MONTARIA DE SOAJO. Neste lado da serra os lobos e outros poderosos animais selvagens escondiam-se  com mais facilidade e atacavam com mais sucessos!

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O Professor Catedrático Carlos Baeta Neves, autor desta publicação, não se limitou a ensinar, foi também grande investigador e cientista. Com os seus alunos do Instituto Superior de Agronomia visitou a vila e a Serra de Soajo, na década de 1960, deixando-se fotografar junto do Pelourinho. Este monumento nacional com aspecto antropomórfico parece ser a expressão simbólica da figura do Monteiro-mor da comarca de Soajo. Foi este oficial régio como que um "donatário" a governar a  circunscrição administrativa - Montaria de Soajo - onde, com poderes em matérias da protecção e conservação da natureza e, ainda com jurisdição cível decidia livremente as demandas dos seus subordinados, além de outras importantes competências consagradas na lei e no regimento da Montaria.

O Professor Carlos Manuel Baeta Neves  foi encarregado em 1939 pela Direcção dos Serviços Florestais,  para proceder à elaboração de um plano para a florestação das serras de Soajo e Amarela. Infelizmente, foram muito vitimadas pelos incêndios ocorridos após a criação do Parque Nacional, em boa parte devido ao desmantelamento das estruturas dos Serviços Florestais locais, e por ter deixado de haver os apoios logísticos no interior destas áreas arborizadas.

Embora esta publicação tenha algumas insuficiências resultou de reflexões sobre vários documentos da Montaria de Soajo levantados na Torre do Tombo, e publicados na «História Florestal, Aquícola e Cinegética».

 

 

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 Brasão da Montaria Real de Soajo - parque de protecção da natureza (especialmente florestas e animais selvagens) - encimado com a coroa usada pelo rei Dom Dinis, criador desta instituição. Era guardado este parque por oficiais monteiros-menores subordinados na comarca de Soajo ao monteiro-mor. Beneficiaram de privilégios mais amplos que a população de Soajo. Efectivamente, os homens monteiros de Soajo que eram simplesmente caçadores de caça grossa, bem como os agricultores, criadores de gados, viticultores, apicultores, pescadores, ou quaisquer outras pessoas que se dedicavam a outras actividades económicas, não gozaram de alguns específicos privilégios dos oficiais monteiros que exerceram na Montaria Real de Soajo. .

A Montaria de Soajo, a  Montaria de Leiria e poucas mais, foram das primeiras áreas do país a serem protegidas. O rei Lavrador não mandou plantar o pinhal de Leiria (apenas o mandou conservar e proteger através de pessoal adequado)! A atribuição ao rei da plantação do pinhal é pura fantasia, que até foi ensinada nas escolas portuguesas! O mesmo sucedeu com a imaginada fantasia de uma «batalha em Arcos de Valdevez»!

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 Neste mapa do século de 1700, com «M. Soraio» escrito em francês, significa "Montanhas de Soraio" (Soaio, ou seja Soajo) que o mesmo é dizer em português SERRA DE SOAJO.

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 Este quadro elaborado pela categorizada geógrafa Suzanne Daveau considera a Peneda e a Estrica como "serras"! Mas  nas fontes de origem são estes apenas meros acidentes geográficos designando  «Portelas», isto é, como zonas de passagem na serra. Estes equívocos, estes erros, equivalem a dizer e a aceitar que um corredor de passagem numa CASA, é também uma CASA! Aliás, constando "PORTELA DOLELA-PENEDA" então também deveria considerar a "serra de Olela", possivelmente, nome  relacionado com a povoação de «OLELAS»!

Mas ter escrito S. Daveau que a serra tem na actualidade o nome que resultou de falsidades, só para querer que vinguem os erros/mentiras ensinados ao, e pelo, Professor Orlando Ribeiro. Este geógrafo foi, de facto enganado por Silva Teles, seu professor na Universidade de Lisboa, o qual  recolheu de Paul Choffat os nomes disparatados, usados em vez dos que eram, já há muitos séculos, conhecidos e tidos como «Serra de Soajo» e «Serra Amarela»!

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 O nome «SERA DA STRICA» tem a precedê-lo a expressão «PORTELA DA», escrito no mapa de Fernando Álavares Seco um pouco acima, para não se sobrepor a outros nomes. A palavra «SERA» neste contexto quer dizer simplemente «MONTE». O aspecto geográfico aqui relevante é uma "portela" e, não uma serra, em termos gerais, isto é, como conjunto de sucessivos montes encadeados ! Porém, a interpretação de uma portela como serra foi feita para tentar justificar o nome errado Peneda, usado por Orlando Ribeiro e S. Daveau, até numa «Geografia de Portugal» feita  também com o concurso de Hermann Laurensash, mas em que este eminente cientista não adoptou nos temas da sua participação a "Peneda" por ser nome errado, mas sim apenas a SERRA DE SOAJO!

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 Esta boa e interessante obra, de facto, considera como nome da serra, quer o falso, nos textos elaborados por Orlando Ribeiro, quer o nome consagrado ao longo dos séculos, «SERRA DE SOAJO», nas partes da autoria do grande investigador HERMANN LAUTENSACH!

Claro que DAVEAU usou o nome falso e quis impô-lo como SENDO O ACTUAL!  Porém para a eternidade ficará como sendo SEMPRE ACTUAL o esculpido no «MONUMENTO À SERRA DE SOAJO» erguido em 2002, porque está coerente e solidamente sustentado por testemunhos históricos inatacáveis que LAUTENSACH investigou, respeitou e demonstrou como verdade científica!

Portanto escolheu Lautensach o nome «SERRA DE SOAJO» não apenas como verdade científica, porque, não se limitou à observação de «qual é o nome da serra»! Foi mais além, porquanto indagou  e submeteu os nomes com que deparou a uma segura «análise crítica» reflectida! Perante a situação "baralhada" do nome com que se confrontou eliminou os disparates e optou pelos nomes sustentados em verdades!

Investigou o nome da serra, recorrendo ao SABER PELA RAZÃO, isto é, ao nome que  «devia ser», e não hesitou chamar-lhe «Serra de Soajo»!

Ao dizer que Choffat cometeu erros sobre o nome das serras e, colocando o de «SERRA DE SOAJO» sobre o seu adequado território e, a SERRA AMARELA a sul do Lima, Lautensach não foi apenas um simples copiador de falsas identidades. Elevou o conhecimento do nome da serra ao nível da realidade observada ao longo dos séculos não ficando no horizonte temporal dos ÚLTIMOS cerca de quinze anos, e então NÃO ACEITOU o nome Serra de Soajo sobreposto à área da Amarela, e o nome Serra de Soajo ELIMINADO, E SUBSTITUIDO PELA INCRÍVEL FALSIDADE  do nome«Serra da Peneda» (na corrompida "Peneda", de Sistelo)!DSCF5042.JPG

 

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A Professora Suzanne Daveau ao querer interpretar a «Portela da Sera da Strica» não como portela mas como serra, que fica situada a poucos quilómetros da antigamente denominada «Portela do Vale do Vez» ( hoje também ao que parece designada por «Portela do Extremo») quis salvar a face de Silva Teles que copiou os erros de Choffat! 

A «Serra de Soajo» tem dentro da sua área outros vários e sonantes nomes de Portelas, como por exemplo, a «Portela do Mezio», a «Portela do Lagarto», e a «Portela de Tibo» ( no mapa de Seco designada por «PORTELA DOLELA PENEDA)!  

 

 

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Mapa de Pedro Teixeira Albernaz datado de 1662, onde a «SERRA DE SOAJO»  e «SOAJO», são expressos, mas onde infelizmente o principal curso de água - o rio Vez - que nasce na serra de Soajo e no Soajo autárquico, de outros tempos e do actual, não mereceu ser destacado. Talvez por isso é que no presente se paga bem às TVs para o divulgarem como um rio do distrito de Viana do Castelo!

 

 

 

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O rio Lima foi exposto neste mapa mas o seu principal afluente continuou esquecido no século de 1700, mas tanto nos «Arcos» como nas «Chossas», do «VALE DO VEZ», informa este mapa que havia igrejas!

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 Afinal os «Arcos do Vale do Vez em que Portugal se fez», deveria ser mais conhecido que a Nóbrega (Ponte da Barca) e do que o muito "pequeninho, pobrezinho e inacessível" SOAJO! No livro Foral da Terra de Soajo, editado em 2014, por comados do poder de VALDEVEZ, a autora fartou-se de "cacetar" a «Terra e Concelho de Soajo», que muito humilhou, bem como os Soajeiros! 

 Mas, afinal a importante terra e concelho de Val de Vez  "ONDE PORTUGAL TAMBÉM SE FEZ" não deu nas vistas em tempos do século da emissão do foral de 1515 e, mesmo nos séculos posteriores, até à publicação deste mapa! Do  "pequenininho e insignificante" Soajo, onde foram GUERREADOS PELOS SOAJEIROS os exércitos filipinos de Castela e Leão, ainda nos legaram um testemunho cartografado neste mapa de Portugal! 

Pelo esquecimento num mapa do século XVIII, bem merecia que os «juizes ordinários» de «Arcos de Val de Vês» os demandassem para serem severamente penalizados,  por tanto ferirem o brio e o orgulho dos «vicelianos» descendentes dos que assistiram na Portela do Vez ao "jogo de esgrima" e aos cumprimentos dos primos, guardando energias para combaterem os infiéis fora do inventado "LUGAR SANTO DA PÁTRIA -  VEIGA DA MATANÇA -, ONDE NÃO SE BATERAM, HEROICAMENTE,  OS CAVALEIROS DA CRISTANDADE, EM 1141"!

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 Mapa de Barros Gomes editado em 1875

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A capa do livro do começo das aldrabices sobre o nome da serra, principal montanha e altitude máxima!

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 Gerardo Pery não só começou em 1875 a esconder o nome SERRA DE SOAJO, como lançou, num livro de Geografia um nome, não consonante com o que vinha a ser corrente nos livros de ensino de Geografia. Mas outros erros cometeu como por exemplo o de desviar para uma outra montanha menos relevante a altitude máxima da serra! O facto de ter andado por volta de 1857 no concelho de Arcos de Valdevez a trabalhar no lançamento dos marcos geodésicos, recebeu pedidos da Câmara Municipal para  aldrabar, alterando não só o nome da serra, mas também considerando a montanha do Pedrinho, como se chamando Peneda, e ainda medindo nela a máxima altitude de toda a serra! E assim criou uma nova corrente de falsidades pois enganou vários autores, embora a SERRA DE SOAJO continuasse a ser o nome predominante a ser adoptado nos livros escolares!

 

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 A influência de Pery não conseguiu ser muito eficaz porque o nome da «Serra de Soajo» continuou e a altitude não foi superada pela de nome falseado! De facto na hierarquia das altitudes das serras, a de Soajo, continuou  a ocupar o quarto lugar no gráfico apresentado

!

 

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 Este PERFIL foi retirado da obra de Gerardo Pery e nele se observa que a Serra Amarela é apresentada com uma altitude superior à da montanha do Pedrinho ( a que chamou falsamente "serra da Peneda") ! 

 

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 Aqui se vê que a Amarela fica a sul do Lima, e que o nome da serra do Minho ao Lima foi aldrabado! É mais um disparate escrito e ensinado por Pery! Teve o cuidado de não considerar o nome e a altitude máxima da serra no Alto da Pedrada para que os Soajeiros não entrassem mais em conflito com o poder camarário do Valdevez! Tinham decorrido poucos anos da extinção do concelho de Soajo. Assim, mentindo, foram lentamente desmantelando a principal identidade ligada ao notável Soajo! Especialistas em tácticas para enganar os Soajeiros começaram cedo, com o objectivo de apagar os bons nomes ou identidades relacionados com Soajo!

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 Mais visíveis os disparates do nome da serra a norte do rio Lima, e com a serra Amarela a ter MAIS ALTITUDE do que a serra cujo nome de serra de Soajo também mudaram!

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No mesmo ano, 1875, em que Pery publicou a sua obra, um dos fundadores da notável «Sociedade de Geografia de Lisboa» Emiliano Bettencourt CONTINUOU a ensinar, nos seus livros de Geografia a SERRA DE SOAJO como sendo uma das principais serras de Portugal! E ensinou-a tanto aos alunos do então ensino primário, como aos do secundário (liceus)!.

A uma única serra aplicou E. Bettencourt um único nome: o de SERRA DE SOAJO!

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 O rio Vez nasce na serra de Soajo como se observa neste mapa "mudo", elaborado para que os alunos identificassem os respectivos nomes das serras!

 

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 O ilustre etnógrafo, natural da vila de Arcos de Valdevez, Dr Félix Alves Pereira, deu uma justificação do DISPARATE da mudança do nome SERRA DE SOAJO embora não tenha penetrado na profundidade dos séculos, como o fez, cerca de duas décadas depois (1930) o maior investigador dos livros e mapas relacionados com a Geografia e da Cartografia  de Portugal, Professor Doutor HERMANN LAUTENSACH, também autor da primeira e moderna GEOGRAFIA CIENTÍFICA DE PORTUGAL, editada em 1932, infelizmente em língua alemã!

Aqui fica o ponto de vista da defesa do nome SERRA DE SOAJO de Félix Alves Pereira, apesar de nem sequer saber que era já nome multissecular, e que também apesar desta ignorância o escolheu para designar os monumentos pré- historicos: «ANTAS DA SERRA DE SOAJO»! A designação "Peneda" constante na «CARTA COROGRÁFICA DO REINO», feita na escala 1/100 000,  em que colaborou Gerardo Pery, deu início pela primeira vez numa obra de carácter geográfico, em 1875, ao nome "serra da Peneda", mas este não lograria sucesso se não fosse a "golpada" de Choffat em 1907!

 Observe o mapa acima, que foi designada por CARTA GERAL DO REINO, elaborada na escala de 1/100 000 em que o nome aldrabado «PENEDA», em vez do nome verdadeiro, «PEDRINHO», deu azo a esta reflexão crítica, a seguir apresentada, para defender a verdade científica do topónimo e do nome da serra feita por Félix Alves Pereira:

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O Dr Félix Alves Pereira, natural de Arcos de Valdevez, distrito de Viana do Castelo, ilustre arqueólogo e etnógrafo, CAUSTICOU AS ALDRABICES nos termos acima  expostos, e defendeu o nome certo da serra.

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 A SEGUIR AS "MONUMENTAIS ALDRABICES" DE CHOFFAT NA OBRA QUE PODERIA SER QUASE FATAL,  NÃO FOSSEM CERTOS AUTORES REJEITAREM AS BATOTAS ENCOMENDADAS PELO ALGUÉM  TÃO MAFIOSO, HIPÓCRITA E ALDRABÃO INSTALADO NO ANTIGO PODER CAMARÁRIO DE VALDEVEZ:

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 ESTA É A CAPA DO LIVRO QUE VIRIA A PENALIZAR ENORMEMENTE O ANTIQUÍSSIMO NOME, «SERRA DE SOAJO", PELAS ALDRABICES ENCOMENDADEAS PELO PODER MUNICIPAL DE VALDEVEZ DA ÉPOCA!

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 O "golpista" e "bébé" Chofatt veio, ignorantemente, por em xeque o nome que tinha barbas brancas há muitos séculos!

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 ACIMA UM DOS ARGUMENTOS USADOS PELO ALDRABÃO SUÍÇO PARA ELIMINAR UM NOME LIGADO AO MUITIMILENAR SOAJO, EMBORA TIVESSE DE "MANDAR" O NOME SERRA DE SOAJO PARA O ESPAÇO DA SERRA AMARELA SITUADA A SUL DO RIO LIMA PARA VINGAR O DO NOME DO "BONECO" COLOCADO NA MONTANHA DO PEDRINHO!

 

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 A SEGUIR AS GRANDES TRAPALHADAS QUE DEVEM CONHECER CERTOS "MENININHOS" UTILIZADORES E APOLOGISTAS DOS ALDRABADOS NOMES DE DUAS IMPORTANTES SERRAS DO ALTO MINHO, PARA AFUNDAREM SOAJO, O QUE MAIS DEMONSTRA A INTENÇÃO DE ANIQUILAR EM ESPECÍFICO O NOME MULTISSECULAR, «SERRA DE SOAJO»!

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 OS ARRANJOS DOS NOMES DAS SERRAS "DECRETADOS" NAS BESTIALIDADES DE CHOFFAT QUE ATIROU O NOME SOAJO PARA A SERRA AMARELA! FOI DEMAIS, MAS O NOME DO PARQUE NACIONAL É TAMBÉM UMA FORTE CONSEQUÊNCIA DESTAS NOTÁVEIS CALINADAS, COMO PROVAREMOS!

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 SILVA TELES,PROFESSOR DE ORLANDO RIBEIRO, VIRIA A SER, NO SÉCULO XX, COM O SEU DISCÍPULO, DEPOIS CATEDRÁTICO NA UNIVERSADADE DE LISBOA, A DAR SEGUIMENTO, ÀS GRANDES ALDRABICES DO HELVÉTICO CHOFFAT ATRAVÉS DAS DIVULGAÇÕES A SEGUIR APRESENTADAS EM TEXTOS DA SUA AUTORIA.

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 Atentem bem, SILVA TELES, ao colocar o falso nome Peneda e o «SUAJO» entre os rios Minho e Homem (afluente do Cávado) quis fazer com que continuasse o notável nome SERRA DE SOAJO desprezado por G. Pery, mas o  território errado  da serra Amarela, foi dado como sendo TAMBÉM o da SERRA DE SOAJO, PORTANTO como NOME alternativo ao da serra Amarela! 

 

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CLARAMENTE SE NOTAM AS CALINADAS COPIADAS, POR SILVA TELES, ANTES INVENTADAS E DIVULGADAS PELO INCOMPETENTÍSSIMO SUIÇO CHOFFAT QUE TEVE A OUSADIA DE PRETENDER CRIAR NOVOS NOMES ALDRABADOS PARA AS SERRAS DO ALTO MINHO!

 

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ESTE TEXTO EVIDENCIA A APRECIAÇÃO CRÍTICA, DE LAUTENSACH, ÀS DESCARADAS ALDRABICES DE CHOFFAT, IMEDIATAMENTE COPIADAS POR SILVA TELES, TIDO COMO UM DOS ACADÉMICOS MAIS COMPETENTES EM, GEOGRAFIA DE PORTUGAL, NAS PRIMEIRAS DÉCADAS DO SÉCULO XX!

 

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 LAUTENSACH NÃO COPIOU AS ALDRABICES E CORRIGIU E POSICIONOU CORRECTAMENTE OS NOMES DAS SERRAS, DE SOAJO E AMARELA, E ELIMINOU A FALSIDADE: "SERRA DA PENEDA"!

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  A SEGUIR O MAIOR LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO DE MAPAS E LIVROS DE GEOGRAFIA, ALGUMA VEZ FEITO EM PORTUGAL, QUE SE DEVE AO EMINENTE CIENTISTA E GEÓGRAFO HERMANN LAUTENSACH!

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 Livro volumoso que contem um rol utilíssimo de informações sobre o que foi editado em termos cartográficos, geológicos e geográficos em Portugal desde a profundidade dos tempos!

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 No ano de 1971 em que nasce o Parque Nacional morre o grande vulto especialista em Geografia Física

- o Professor Hermann Lautensach -, de nacionalidade alemã. Através deste texto contido na «Bibligrafia Geográfica de Portugal» denuncia os erros, as falsidades, sobre duas importantes serras de Portugal! Eu qualifico-as como autênticas aldrabices!

Quis eliminar o nome SERRA DE SOAJO com falsos e estúpidos argumentos, quando na nomenclatura (NOMES) das PRINCIPAIS SERRAS DE PORTUGAL, A «SERRA DE SOAJO« JÁ ERA UM VELHINHO NOME, COM SÉCULOS DE EXISTÊNCIA!

CHOFFAT NÃO CRIOU, MAS DISPARATOU E ENGANOU MUITA GENTE!

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As consequências dos ERROS, das ALDRABICES, levaram a estes disparates, as estas aberrações, de usar dois nomes para uma única serra, e como APENAS copiaram, consideram a mesma altitude de 1415m ou 1416 m, medida no Alto da Pedrada, situado na montanha PRINCIPAL da «SERRA DE SOAJO», que é o Outeiro Maior!

INACREDITÁVEL, mil vezes, INACREDITÁVEL!

 

 

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O geógrafo Amorim Girão, em 1915, elabora este livro, e como não conhecia o país copiou e não investigando reproduziu as ALDRABICES de CHOFFAT, escrevendo o mesmo que Silva Teles, depois seu examinador nas provas de doutoramento!

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 Choffat criou os sistemas ou agrupamentos das serras, não aceitando as divisões de G. Pery, meramente convencionais e disparatadas por não se basearem em algo aceitável. Então, Amorim Girão, reproduz taxativamente  Choffat e, no sistema Galaico-Duriense, mete a Peneda a norte do Lima, e a sul deste situa a AMARELA! Não apresento a página porque se me extraviou, mas na Biblioteca Nacional, em Lisboa, está disponível com a cota escrita na capa da obra fotocopiada.

Por causa dos sistemas Galaico-Duriense, Lusitano-Castelhano,..., inventados por Choffat, caíram todos nas asneiras ridículas sobre as serras!  Falar em «MACIÇO GALAICO-DURIENSE» dá-nos quase a certeza, a prova que seguiram, copiaram, as aldrabices de Choffat!

 

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 Em 1941, Amorim Girão, já professor catedrático, publica a sua grande e volumosa Geografia de Portugal, e pese embora já estar publicada em 1932 a obra de HERMANN LAUTENSACH considerada ainda, em 1987, como obra pioneira e a melhor Geografia cientÍfica publicada segundo S. DAVEAU, não a consultou por estar escrita em alemão. Recorreu à «Carta Corográfica do Reino» e de lá retirou  Girão a altitude de 1373 m, julgando ser a máxima de toda  a Serra de Soajo!

Por isso elaborou o seguinte perfil:

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 AMORIM GIRÃO, comete o erro do nome da serra e, ainda outro ERRO, o de considerar que no falso sítio "PENEDA" em vez de Pedrinho, se situa o sítio de máxima altitude de toda a única serra!

 

 NOTA FINAL

 A Universidade de Lisboa, na sua Faculdade de Letras, contou com uma plêiade de geógrafos de grande mérito mas, infelizmente, Soajo foi muitíssimo prejudicado na sua mais significativa IDENTIDADE, ao ver concretizado outro nome diferente de SERRA DE SOAJO. o qual era, o usado, ao longo dos séculos da existência de Portugal!

O primeiro notável docente da cadeira de Geografia no ensino superior em Lisboa foi o médico goês Professor Silva Teles que reforçando os disparates de Paulo Choffat, IDENTIFICOU também o espaço da serra Amarela, localizado entre os rios Lima e Homem, chamando-lhe Serra de Soajo! 

O seu aluno Orlando Ribeiro que se doutorou muito jovem torna-se mais tarde professor catedrático de Geografia e  em vez de corrigir as mentiras, continuou convencido que a norte do rio Lima o verdadeiro território da Serra de Soajo se designava "Serra da Peneda"! Não investigou nem ajuizou, limitou-se a copiar e a dizer o que lhe ensinaram!

Em Maio de 1948, uma  aluna de Orlando Ribeiro, Maria Raquel Soeiro de Brito, por sugestão do mestre decide fazer a sua dissertação de licenciatura em Ciências Geográficas sobre o Soajo.

Este seu trabalho dá-nos uma visão detalhada e muito interessante sobre oito temas, de entre os quais o do «Relevo e Clima»  da região da serra de SOAJO! 

Raquel Soeiro de Brito adaptou-se aos disparates sem os contraditar, embora Soajeiros a prevenissem das bacoquices inventadas por Choffat, aprendidas por Silva Teles,  e depois ensinadfas a Orlando Ribeiro!

Portanto as primeiras relações de causalidade, isto é, de causa e efeito, não foram conhecidas e, por tal as relações de sucessão foram seguidas com toda a naturalidade, como que não resultassem de FALSIDADES anteriores! 

 

 

 

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