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Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

Comentário ao texto publicado no "Soajo em Notícia", intitulado, "Saiba o que disseram os deputados soajeiros (...)"

Comentando o que foi escrito sobre a minha intervenção na Assembleia Municipal  gostaria de dizer o seguinte:

Sei muito bem que ao intervir de improviso num contexto em que apenas se dispõe de escassos “segundos” as mensagens nem sempre fluem com a clareza que se deseja, mormente, quando sentimos que estamos a falar em contra-relógio.

É natural que quem queira plasmar as ideias assim expendidas sinta dificuldades em estruturar um texto jornalístico de acordo com o pretendido pelo tribuno.

Sentindo, fundamentalmente, que a culpa de não haver uma articulação conveniente nas palavras do texto acima apresentado é em grandíssima parte da minha responsabilidade, quero pedir benevolência aos leitores, uma vez que o autor do texto jornalístico fez o que pôde.

Quero no entanto esclarecer os leitores que nas duas intervenções que fiz, o tempo disponível sobrante, que concederam à bancada do PS, em função do regimento da Assembleia Municipal, foi na primeira intervenção um minuto e meio, e da segunda vez, cerca de dois minutos e meio! Não tenho também que culpabilizar os meus camaradas de bancada porque fui eu que pedi para falar em último lugar, dado que não estive presente na reunião do PS para preparação e discussão dos assuntos a levar a esta sessão da Assembleia Municipal!

 Tenha-se ainda em atenção que a qualquer deputado municipal é concedido para fazer uma declaração de voto o tempo de três minutos, como para uma intervenção de defesa de honra…

Em face destas condições quando se querem referir várias ideias rapidamente, corre-se o risco de pouco ou nada se dizer em termos de exposição clara. De facto em contra-relógio, ou seja, na corrida contra o tempo, opta-se frequentemente, por uma linguagem telegráfica, onde a forma e os conteúdos das informações são transmitidos, por vezes, deficientemente!

Em plena sessão da Assembleia, o que decidi abordar, com alguma brevidade, foi fruto de decisão circunstancial. Diziam respeito, directa ou indirectamente, a alguns dos assuntos que vinham essencialmente referidos no relatório das actividades das reuniões ordinárias da Câmara Municipal, relacionados com Soajo.

Eram eles os seguintes: MOEDA PARA ALUDIR AOS "ESPIGUEIROS DO NOROESTE PENINSULAR"; ESCULTURA ALUSIVA AO FORAL DE SOAJO; PORTA DO MEZIO; A DENOMINAÇÃO ERRADA DA CARNE DA VACA CACHENA, NOS TERMOS DO D.O P; CENTRO DE INTERPRETAÇÃO DO LOBO IBÉRICO; O PARQUE BIOLÓGICO NO MEZIO, DE SOAJO; RUAS EM SOAJO; «A TERRA QUE DEUS FEZ».

Em circunstâncias como estas se um jornalista opta, ao redigir uma notícia, por um critério mais orientado para a procura das palavras, em vez das ideias que o orador pretendeu expor, mais empobrece o texto e menos informa os leitores dos aspectos principais.

Pelo facto de sentir que a captação dos conteúdos mais relevantes não foram suficientemente atingidos pelo jornalista em causa, proponho-me através deste meio, tentar transparecer o que de essencial desejei dizer nesta corrida telegráfica!

Ver e ler nas "entrelinhas" não está ao alcance de todos...  

 Os grandes desequilíbrios entre deputados da oposição e do PSD reflectem também o desenvolvimento apenas em certas “bolsas” no concelho, pois em grande parte do mesmo quase tudo se pauta pelos mínimos. A política se bem disputada, promove menos distorções, fazendo com que as povoações e as suas populações alcancem maiores níveis de bem-estar. Mas a aceitação de que não vale a pena lutar, de que é inútil fazer “política” favorece muito mais os lugares das freguesias da sede do concelho e periferia, em relação às outras. Nalgumas os equipamentos são excessivos enquanto noutras, ainda há carências básicas  por satisfazer. Com esta política, ou com falta dela, as coisas estão como estão, com o muito mais e com o muito menos.

Assacar a responsabilidade a quem muito se esforçou para que mudassem estes estados das coisas, não é justo, pois não foi por demérito da Dra. Dora Brandão, nem dos restantes elementos do PS. As superiores votações do PSD passaram também pela bonomia, pela simpatia, pela aproximação das pessoas, por parte do Senhor Dr. João Manuel Esteves, que nisso teve mérito, mas também se devem ao facto de existir um poderoso lobby do PSD que recorre, por vezes, a métodos pouco ortodoxos, ao favorecer muitos os seus eleitores e penalizar os não aderentes.

As simpatias, sendo necessárias são coisa pouca para justificar tanto tempo ao serviço da causa política. Há intimidações…, sendo até difícil arranjar nomes para constituir listas nas freguesias, porque há medo de represálias. Que “liberdades” são estas que determinam medos, e tão mau funcionamento da democracia?! Há um forte deficit democrático, o que muito contribuiu para nunca ter havido alternância democrática nos pós 25 de Abril, no concelho de Arcos de Valdevez! Dizer que resultam dos deméritos das oposições, e dos méritos dos PSDs, são argumentos dos “passivos” e dos que não sabem que a democracia exige esforços, acções, determinações, persistências,..., de muita gente!

A ideia que as eleições não se ganham, e que apenas se  perdem, nem sempre se verifica.

As  freguesias do concelho estão muito despovoadas, e grande parte da população por via disto não "joga" nas eleições e, daí ,ser também mais fácil aos poderes instalados continuarem!

Quando há grandes "raposões", as vitórias  tendem a se eternizarem...

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UM PARQUE NACIONAL SOAJO-GERÊS DEVERIA INCLUIR O CÃO SABUJO COMO MARCA EMBLEMÁTICA

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Este livro de Geografia foi editado em 1942 e, curiosa e paradoxalmente, nele aborda-se a SERRA DE SOAJO, quer no seu território, mas também localizada  fora do seu espaço, ou seja, como nome alternativo da SERRA AMARELA!

Quando foram publicados nos anos de 1874, 1875, e mesmo em 1880, certos volumes de Pinho Leal o nome «SERRA DE SOAJO» não foi beliscado pelas ALDRABICES de Gerardo Pery.

No entanto, quando o professor do ensino liceal (secundário), António do Nascimento, elaborou esta obra de Geografia, já nela se repercutiram AS GRANDES MENTIRAS, lançadas em 1907  por Paulo Choffat! De facto a "encomenda" a Pery, do poder municipal valdevezense, não tinha provocado os efeitos desejados suficientemente,  e como tal foi necessário "EXPORTAR" o nome da SERRA de SOAJO. 

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 É neste volume que foi editado em 1875, que se trata o tema sobre a verdadeira "PENEDA", e não a trafulhice "PENEDA", de Sistelo, que em 1875, Gerardo Pery, não colocou na SERRA DE SOAJO, ao editar a sua Geografia de Portugal!

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Os «cinco cães, sabujos» iam da SERRA DE SOAJO, e não da SERRA AMARELA! 

Também a PENEDA, da GAVIEIRA, e a GAVIEIRA, se situam na SERRA DE SOAJO, onde também se criavam os «GRANDES, ÓPTIMOS E VALENTES CÃES»!.

Na falsa Peneda, no Pedrinho, de Sistelo, é que inventaram as aldrabices para tentarem "abafar" o verdadeiro nome da serra!

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O tema «SOAJO» foi tratado por Pinho Leal, no volume publicado em 1880, mas a aldrabice, "SERRA DA PENEDA", não foi aceite por este tratadista.

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 De facto esta obra salientou a IMPORTÂNCIA HISTÓRICA da FAMOSA RAÇA CANINA, muito estimada ao longo dos séculos, na SERRA DE SOAJO, e que por erro grosseiro, em 1935, o Prof. Manuel Fernandes Marques negou o verdadeiro nome «CÃO DE SOAJO" e atribuiu os documentos históricos exclusivos de Soajo, à freguesia de Castro Laboreiro, e que muito influenciaram a mudança aldrabada do nome do cão.

Este cão foi precioso na «MONTARIA REAL DE SOAJO» e nas outra zonas do país onde houve protecção e conservação da natureza.

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 Como se observa nestas reproduções a «SERRA DE SOAJO»  colocada no «SISTEMA GALAICO-DURIENSE», criado por Choffat, não era onde os gados da vila de Soajo ficavam protegidos dos lobos, pelos cães que os despedaçavam se os atacassem!

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 Por os cães  da RAÇA  de Soajo servirem ao longo de tantos séculos, no PARQUE NATURAL DE SOAJO, e nos outros Parques de Portugal, bem se justificaria sua inclusão em emblema do Parque Nacional. Mais alusões deveriam ser feitas, desta ESPECIAL E MUITO PRESTIMOSA RAÇA DA SERRA DE SOAJO que colaborou com os agentes que tiveram a seu cargo as convenientes medidas para se protegerem as espécies faunísticas e florísticas desde a Idade Média até ao século XIX!

 

 

UM PARQUE NACIONAL SOAJO-GERÊS, DEVERIA SUBSTITUIR O INFLUENCIADO POR UM DESCENDENTE DE «DOM LEONEL, DONO DO CASTELO DE MORILHÕES», IDENTIFICAÇÃO JOCOSA E DEPRECIATIVA USADA PELO ESCRITOR TOMAZ DE FIGUEIREDO

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Em pleno governo de Marcelo Caetano foi escolhido o nome do Parque Nacional, por dedicados servidores da Ditadura Nacional. O nome do PARQUE NACIONAL resultou da influência de um descendente do fidalgo «Dom Leonel de Morelhões» que fora dono do «Castelo de Morelhões» com intuito de continuarem a decapitar o «Reino de Soajo».

O nome do fidalgo do «Castelo de Morilhões» foi imaginado pelo escritor TOMAZ DE FIGUEIREDO para depreciar uma família de que na realidade não gostou!

Não foi só no livro, «Gata Borralheira», que TOMAZ DE FIGUEIREDO fez chacota de família de "D. Leonel", pois também o seu livro «Noite das Oliveiras» serviu de palco para "afagar" quem pretendeu submeter a «GAVIEIRA DE BAIXO» à «GAVIEIRA DE CIMA», conforme descreveu o ilustre ESCRITOR para a posteridade...

Escolheu-se o nome errado do PARQUE NACIONAL dado que, muito anteriormente, alguns dos famíliares de «DOM LEONEL DE MORILHÕES»  já tinham feito, ao que parece por fortes indícios,  várias feridas no multissecular nome SERRA DE SOAJO!

Em 1970/1971 foi  muito mais fácil mudar a agulha para que o nome SERRA DE SOAJO não fosse incorporado na denominação do PARQUE NACIONAL! 

As robustas heranças que sucessivas gerações de SOAJEIROS defenderam e transmitiram, encontra-se quanto a seus distintos nomes muitíssimo diminuída, mas sei que muitos SOAJEIROS querem que os seus intensos sentimentos de IDENTIDADE não removam as MONTANHAS DE SOAJO, antes desejam o ajustamento do nome do PN ao nobre valor da VERDADE...

Os ataques de influentes antepassados de «DOM LEONEL, DO CASTELO DE MORILHÕES» do século XX, já vinham sangrando a terra dos Soajeiros conforme a seguir se pode observar...

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A SERRA DE SOAJO continua emigrada, não para a Suíça, mas para o espaço a sul do rio Lima, transportando para a AMARELA, a sua "cabeça da Pedrada" e o marco geodésico de 2ª ordem, em que a altitude máxima é de 1415 m, conforme se expõe neste texto da autoria do professor de Geografia do antigo «Liceu de Camões», Augusto do Nascimento.

Com esta mobilidade para a Amarela, mascarada de «SERRA DE SOAJO», elevou-se a sua altitude de 1361 m na Louriça, para o nível da Pedrada!

A norte do rio Lima vestiu-se a SERRA DE SOAJO com a máscara de Serra do Pedrinho, e ao ter perdido a sua “Cabeça Maior” ficou atarracada para se adaptar a 1372 m, porque o autor deste manual ignorou que, na falseada “Peneda”, criada pelo favor feito aos autarcas do Vale do Vez pelos homens dos Trabalhos Geodésicos, especialmente por  Gerardo Pery, uma vez que foi quem o guindou em 1975, para 1446 m de altitude, superando a altitude da Pedrada, no Outeiro Maior, que PERTENCE À FREGUESIA DESOAJO  e SEMPRE SE SITUOU NA SERRA DE SOAJO!

A maior altitude no monte da “Peneda” ou mais exactamente numa “serra do Pedrinho”, promovida, INDEVIDAMENTE, a serra geral, ligada à freguesia de Sistelo através dos séculos, por pertencente ao concelho de VALDEVEZ, seria uma garantia de que se houvesse desintegração do concelho alargado com uma nova independência de Soajo, era da conveniência do poder municipal que a serra deixasse de estar ligada ao nome Soajo,  para  abater o seu nome de conhecimento nacional!

Pelos anos de 1854, funcionários ligados aos Trabalhos Geodésicos, para a elaboração da «Carta Geral do Reino» voltaram à «SERRA DE SOAJO», mas porque o levantamento desta carta era moroso, foi decidido pelo rei mandar também fazer a «Carta Geográfica de Portugal» na escala de 1/500 000! Esta foi publicada em 1865, enquanto a outra de 1/100 000, só foi concluída em 1904!

Ao observar-se a Carta Geográfica verifica-se que no sítio “PENEDA” , ou Pedrinho, consta a altitude de 1379 m de altitude. Este mapa foi elaborado com o concurso também de Gerardo Augusto Pery, nome que aliás nele figura, e assim sendo, então deve perguntar-se: Qual a razão de aparecer no livro, Geografia de Portugal, da autoria de G. A. Pery ,editado em 1875, que a altitude no marco GEODÉSICO da falsa “PENEDA”, verdadeiro PEDRINHO, era 1446 m, quando SOUBE em 1865, portanto dez anos antes, que ela tinha neste sítio uma ALTITUDE  bastante MAIS BAIXA, pois AVALIARAM-NA E PUBLICITARAM-NA, COM APENAS, 1379 m ?!

Esta divergência sobre o valor das altitudes no Pedrinho, omitindo a exacta, e publicando a FALSA, só pode ser entendida pelo DESEJO de se querer acabar com o nome velhinho de séculos - o de SERRA DE SOAJO - por ser nome ligado ao concelho CONQUISTADO!

Procedendo assim, a Pedrada - o ponto de máxima altitude da serra única e geral - situada sob o ponto de vista administrativo na autarquia de Soajo seria esquecido, e facilitaria a divulgação do nome ALDRABADO!

É que o livro de Geografia, de Pery, no respeitante ao ESTUDO DOS NOMES DAS SERRAS, SEUS AGRUPAMENTOS E ALTITUDES MÁXIMAS, pelas novidades, SERIA, possivelmente, A BASE FULCRAL PARA SERVIR DE FONTE, para a elaboração futura de manuais escolares!

Para se conseguir o objectivo desejado com a maior eficácia, foi nesta Geografia de Pery, LAMENTAVELMENTE, escrito e assumido no assunto do RELEVO de Portugal que, 1446 m, era a ALTITUDE MÁXIMA da serra principal, entre o Lima e o Minho, e  situada a nascente do vale do Vez, a que Pery deu o nome, obviamente, em exclusivo, de “serra da Peneda”, em SUBSTITUIÇÃO DE «SERRA DE SOAJO»!

É mais uma vez oportuno, relembrar o texto de COMBATE ÀS ALDRABICES, escrito pelo ilustre arcuense Dr. Félix Alves Pereira, que neste apecto, defendeu a verdade HISTÓRICA de sempre:

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Quem escreveu sobre o assunto das serras preferiu nada escrever sobre a localização no mapa, dos nomes aldrabados?

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Com esta edição prova-se o que foi dito atrás, quando dissemos que a «GEOGRAFIA» que tem na capa a “caravela”, foi editado pela «Editora Educação Nacional», a que estava também ligada a designação «SÉRIE ESCOLAR EDUCAÇÃO»! Esta, estava por sua vez ligada a António Figueirinhas», e à mesma “SÉRIE ESCOLAR” como se verifica no manual que se relembra a seguir.

Também aqui se adoptou o “SISTEMA TRANSMONTANO”, criado por Pery, e ainda se indicam antes de expostos estes, os sistemas inventados por Choffat que, manifestam mais uma vez, que estas personalidades foram os PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS PELAS INICIAÇÕES DAS ALDRABICES!

Mas, agora, comparemos, essencialmente, as duas obras para se confirmar o que atrás dissemos, de  que embora não fossem indicados OS RIOS, a serra onde se dizia «de SUAJO», não  representava senão a AMARELA!

Para o COMPROVAR aqui está de volta o relevante do manual onde se iludiu sobre a interpretação «do SUAJO»:

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 É muito importante observar estas fotos para documentar e alertar porque muitas pessoas foiram ILUDIDAS  ao pensar que, quando, não se indicavam os rios, o termo «do SUAJO», dava nome APENAS A UMA PARTE da serra que, foi ao longo dos séculos conhecida, exclusivamente, por SERRA DE SOAJO!

O poder de VALDEVEZ  quis e, ainda quer "MATAR", o nome «SOAJO», por ser nome de IMPORTANTE SERRA DE PORTUGAL, QUE DÁ MUITO VALOR E CONHECIMENTO PÚBLICO À TERRA DE SOAJO!

Há meses publicaram no portal da Câmara Municipal, na INTERNET, ALGO SEM SERIEDADE, SEM EXACTIDÃO,  POR SER TOTALMENTE MENTIROSO, COM INTENÇÃO DE HUMILHAR, DE VEXAR, DE ACHINCALHAR, QUE SÓ  NÃO TEVE A GERAL INDIGNAÇÃO por não ter sido  do conhecimento da generalidade dos SOAJEIROS! 

GRATIDÃO aos vereadores eleitos pelas listas do PS e do CDS, que apesar de não serem Soajeiros, entenderam que foi uma afronta declarada aos interesses, não só de SOAJO, mas  de todo o concelho, e por isso em sessão CAMARÁRIA, reagiram com ENÉRGICA CRÍTICA! 

O  texto seguinte revela, cabalmente, que estes SENHORES VEREADORES, agiram com a dignidade devida, perante quem não serviu com exemplaridade, os seus deveres de autarcas locais, e até por desrespeitarem verdades científicas!   

A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, continua-se a proteger e defender ALDRABICES, CONTRA O BOM NOME DA «SERRA DE SOAJO»!

Isto que fizeram é uma gravíssima agressão, POR FEITO, NOS TERMOS SEGUINTES:

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 A seguir ao título, «A TERRA QUE DEUS FEZ», consta essencialmente o seguinte:

«Conta a história que o país nasceu em Arcos de Valdevez, no abençoado cenário natural da Serra do Gerês»!

Estes ATAQUES soezes, idiotas, baixos, a Soajo e aos SOAJEIROS que prezam esta dignidade, não só por nascimento, mas também por sentimentos afectivos, só mostram que o PODER MUNICIPAL de A. de Valdevez quer  ver SOAJO no fundo do ABISMO!

O BEM e o que é BOM para Soajo é por espírito de MALDAVEZ agredido desta forma!

Será que querem que os Soajeiros se considerem como naturais do município de TERRAS DO BOURO?

Talvez que isto seja também do agrado de alguns que exercem na vereação camária de Valdevez ao quererem expulsar SOAJO  para o território serrano do actual parque nacional, onde sobressai o tracto «MONTARIA DO GERÊS»!

Será para o o assemelharem à que foi área territorial de protecção e conservação da natureza, durante séculos e séculos, com o notável nome que os inveja: «MONTARIA REAL DE SOAJO»?

 Como "brilhantes cérebros" ao  serviço e apoio a alguns, dizem que todos os monteiros de Soajo eram pura e exclusivamente CAÇADORES, então, todos teriam o privilégio, a regalia, a LIBERDADE de vender «GADOS NA GALIZA»!

Porém, as leis portuguesas, ao longo dos séculos,  proibiam este livre COMÉRCIO DE GADOS. Este privilégio apenas contemplava os monteiros oficiais, ou seja, os funcionários guardadores, enquanto servidores no parque «MONTARIA REAL DE SOAJO»!

Esta organização institucional estruturada no âmbito territorial de parte da SERRA DE SOAJO, porque apenas circunscrita ao território do concelho de Soajo, não permitia que os sistelenses, donos do Pedrinho, sem "Peneda" verdadeira, gozassem desta benesse por não serem oficiais na Real Montaria de SOAJO!

 Para concluir ainda direi, que afinal: «A TERRA QUE DEUS FEZ» TEM UMA DIMENSÃO UNIVERSAL, SEM CABIMENTO NO ÂMBITO DE UM TAL VEZ, POR NÃO ABRANGER APENAS UMA ÁREA  REGIONAL!

 

 

 

 

O ESCRITOR JOSÉ SARAMAGO FOI ENGANADO POR ASNEIRAS DE ALGUNS NOTÁVEIS GEÓGRAFOS, DE ENTRE OS QUAIS, AS DO PROFESSOR DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA, AMORIM GIRÃO, EM MATÉRIAS DOS NOMES E ESPAÇOS DAS SERRAS DE SOAJO E AMARELA!

Em  1991, por licença da Editorial Caminho, é reeditada pelo Círculo de Leitores, a obra, antes saída em 1983, VIAGEM A PORTUGAL, elaborada pelo talentoso escritor José Saramago.

Curiosamente enquanto percorreu o espaço da SERRA DE SOAJO, José Saramago, sentiu que viajava na serra de falso nome Peneda, e quando a partir de Ponte da Barca partiu para Lindoso convenceu-se que se movimentava na Serra de Soajo, apesar da viatura em que viajava pisar o solo da SERRA AMARELA!

As trapalhadas de G. Pery e P. Choffat assimiladas por prestigiados geógrafos confundiram o escritor do Prémio Nobel, bem assim muitos outros viajantes e turistas que, em vez de serem avisados destas fraudes, antes são mais ludibriados por alguns autarcas que resistem e potenciam ERROS E MENTIRAS, através de placas toponímicas obedientes às trafulhices...

Vejamos a seguir algumas consequências dos que deformaram os posicionamentos e as denominações da  orografia das serras de SOAJO E AMARELA, começando pelos acidentes pantanosos do homem natural da freguesia de Fataunços, Arístides de Amorim Girão.

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 Observe-se o perfil transversal em que a falsa " serra da Peneda", é referida como tendo apenas1373 m e a Serra Amarela, ao que parece 1241 m! Três asneiras no gráfico relativas aos espaços montanhosos bem separados pelo rio Lima.  

O professor Amorim Girão, em 1915, na sua obra «GEOGRAFIA FÍSICA» já revelara que não dominava com segurança esta zona montanhosa da região da clássica «SERRA DE SOAJO», pois foi indiferente quanto ao facto da substituição do nome  SERRA DE SOAJO por Peneda, e da  AMARELA por Soajo!

Eis a sua obra de 1915:

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 Em 1915, optou por Soajo em vez de Amarela, na disparatada alternativa de Choffat, porque nessa altura era mais  forte a corrente do uso de Soajo, mas como em 1941 já a Amarela ou Soajo já era ensinada com mais naturalidade, embora fosse uma ENORME FALSIDADE, o geógrafo Amorim GIRÃO aceitou sem repugnância a alternativa Amarela ou Suajo [escrito com "u" à Choffat]!

Sem investigações e reflexões  necessárias e suficientes AMORIM GIRÃO seguiu as ALDABICES de CHOFFAT, quer em 1915, quer em 1941, autor que aliás invocou nos textos que escreveu. Tinha fama de fazer muito trabalho de gabinete, mas se fizesse mais trabalho de campo,  e visitasse o Alto Minho, talvez que não enganasse  os seus alunos e os leitores dos seus escritos, sobre a confusão de SOAJO com Amarela, e a substituição por falsidades, de Soajo, por "Peneda"!

Em 1941, Amorim Girão já mais preparado intelectualmente e com a disponibilidade do conhecimento e sabedoria que o Professor Universitário Hermann Lautensach pôs à disposição dos universitários portugueses, em 1932, ao editar a mais qualificada «Geografia de Portugal» [segundo afirmações feitas na década de 1980 por reputados geógrafos a exercer e a investigar em Portugal], esperar-se-ia que A. Girão colocasse a SERRA DE SOAJO no seu espaço, e mandasse para o lixo a falsidade "Peneda", e ainda que o nome do território da SERRA AMARELA não fosse designado por "Serra de Soajo"!

Mas o professor catedrático A. Girão nem sequer indicou correctamente a altitude máxima do espaço verdadeiro da SERRA DE SOAJO que é 1415 m, pois continuou com a de 1373 m, do aldrabado sítio "Peneda"!

De facto, Amorim Girão, poderia e deveria recorrer às verdades seguintes, para se elucidar sobre os correctos nomes das serras, seus posicionamentos geográficos e, as suas altitudes máximas expostos nestes mapas da responsabilidade do Professor HERMANN LAUTENSACH:

 

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 O geógrafo alemão, Hermann Lautensach, corrigiu as asneiras de G. Pery  que na altura da edição da sua obra de Geografia era um mero capitão do exército com mais formação de cartógrafo do que geógrafo, e também as do  suíço P. Choffat especialista no campo da geologia. Com as correcções das ALDRABICES a «SERRA DE SOAJO» ocupou o seu devido espaço, recuperou o seu histórico nome, e os 1415 m de altitude máxima no sítio do Alto da Pedrada repuseram o rigor. Foram assim riscados o nome da serra, a altitude máxima e o local do Pedrinho, falseado de "Peneda"! 

Do lado sul do Lima, a ENORME PETA,, a grande MENTIRA, a DESONESTA FANTASIA PARA DISFARÇAR O DESEJO DO ASSASSINATO DO NOME SERRA DE SOAJO, AO INTERPRETAREM, IDIOTAMENTE,  o espaço da SERRA AMARELA  como podendo ser IDENTIFICADO pelo nome SERRA DE SOAJO, foi desmascarada pelo categorizado e competentíssimo GEÓGRAFO alemão, HERMANN LAUTENSACH!  

Com ele a SERRA AMARELA  é a SERRA AMARELA , tem no seu exacto local a altitude máxima de 1361 m que é a do Alto da Louriça!

Homenageie-se, honre-se, glorifique-se o único geógrafo que conseguiu diagnosticar correctamente estes enormes DISPARATES que MUITO RESPEITOSA e BENEVOLENTEMENTE qualificou apenas como erros, porque desconheceu os outros propósitos de desqualificação  da imagem nacional de Soajo!. 

Lamentavelmente geógrafos portugueses, ainda, no final do século passado, e nestes quase vinte anos do século XXI, com superficialidade e com a maior das facilidades num espaço montanhoso onde há apenas uma única serra genérica a norte do rio Lima, colocam duas, e a maximizarem as suas altitudes a 1415 m!

Incrível, mas vale tudo em termos de falta de exactidão! 

 

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 Mais uma vez recorremos ao que disse Lautensach, em 1948, sobre os DISPARATES de Choffat acerca do nome das serras, se bem que Peneda como nome de serra, fosse originada pela eficácia conseguida pela ALDRABICE de Pery na sua Geografia de Portugal!

Continuamos com as exposições dos manuais escolares para que os leitores se apercebam, cada vez mais, da generalização das aldrabices:

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 O Dr. António Matoso continua enganado e a enganar professores, e o público em geral!

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 Neste livro muito usado no norte do país, revelam-se mais  as influências de Pery através da designação dos sistemas (transmontano...)!

Soajo dá nome à  Amarela, uma vez que esta edição, com capa diferente, reflecte o que outros manuais editados no Porto, anos antes, referiam ao colocar as serras entre rios, como por exemplo este: 

 

 

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 Repare-se que os sistemas são os de Pery, mas a serra de SUAJO, com "u" está a sul do LIma, claramente a dar nome à AMARELA!

 Em 1942, no livro com a "caravela na capa" foram mais breves no ensino das serras e, daí, a ILUSÃO de muitas  pessoas pensarem que este Soajo, representativo de nome de serra, ficava também a norte do Lima!

As duas serras a norte, claro que resultam desta ILUSÃO, porque na realidade ao longo dos séculos, era Soajo, e depois Peneda ou Soajo conforme seguissem Pery ou não!

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Neste manual seguem-se  os sistemas de P. Choffat, em que SOAJO, escrito também com "u", é nome alternativo da AMARELA, embora não se diga que o substitui!

 

 

 

 

PRETENDE-SE UM PARQUE NACIONAL SOAJO-GERÊS PARA AFASTAR FALSIDADES!

Rejeitem-se as FALSIDADES para imposição das VERDADES!

 

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 O país foi encharcado de livros de ensino de geografia no século XX, em que proliferaram aldrabices sobre os nomes e posicionamentos geográficos dos espaços clássicos das serras de SOAJO e AMARELA.

Vamos continuar a demonstrar essa vergonhosa situação que não deve orgulhar os autores de tão perniciosas asneiras que levaram a generalidade dos professores, especialmente do secundário e superior, a ensinarem incríveis FALSIDADES  como se fossem VERDADES evidentes e como tal indiscutíveis!

 

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 A "serra de Soajo" dá nome, presumivelmente, neste texto à Amarela, mas criou-se a convicção perante estas situações de ambiguidade que se referia  a uma parte do seu verdadeiro espaço total a norte do Lima. Estas interpretações são consequência da disparatada admissão da Amarela ser também chamada SERRA DE SOAJO! Pura ilusão!

Devido ao facto da não indicação de rios a delimitar os espaços das serras, a referência à de Soajo foi enquadrada no sistema Galaico-duriense por Choffat em 1907, ao considerá-la, TÃO SOMENTE, como NOME ALTERNATIVO ao nome «SERRA AMARELA»! MAS, SOAJO COMO NOME, SUBLINHE-SE INFERIORIZADO, ISTO É, DE MENOR INTERESSE  E IMPORTÂNCIA , uma vez que defendeu o autor da SUPREMA FALSIDADE, DA ALDRABICE, DA MENTIRA,  que deveria PREFERIR-SE  «AMARELA» ao nome «SOAJO»! Mas contraditou-se caindo numa afirmação falsa e absurda ao colocar, AFINAL, o nome SOAJO como uma outra IDENTIDADE do nome AMARELA! Claro que não foi de ânimo leve que Choffat usou SOAJO, apesar de o ter interpretado, disfarçadamente, apenas como nome de localidade [LINDOSO não foi alternativa, foi pretexto, uma vez que serra de Lindoso, nunca foi usada e ensinada!] pois teve consciência do seu peso, da sua importância, como nome MARCANTE no contexto dos nomes das serras de PortugalI

Como a estratégia de Gerardo Pery, em 1875, não havia sido eficaz por o nome, SERRA DE SOAJO, continuar predominante e mais forte relativamente ao da falsidade "Peneda", mesmo não tendo sido sequer, colocado como alternativo deste, por razões que bem se entendem, então, em 1907, dissimulada e subtilmente, recorreram ao expediente de "arrumar" o nome da serra, contendo Soajo, e em opção criticada para mais a fragilizar de molde a apagarem e ofuscarem gradualmente. Sabe-se que o ilustre arqueólogo Félix Alves Pereira, natural de Arcos de Valdevez, povoação que é vila, e que dá nome a um concelho com substancial parte do seu território na SERRA DE SOAJO, referiu que o falso nome da serra resultou de os guias acompanhantes do engenheiro responsável pelos trabalhos de geodesia lhe prestaram «informação confusa» de que o sítio do marco do «PEDRINHO» [onde instalaram a "torre encimada pelo marco geodésico de primeira ordem] se chamava PENEDA!

Não disse, o Dr. Alves Pereira, por razões óbvias, que os guias que prestaram serviços aos funcionários da Direcção Geral dos Trabalhos Geodésicos quando percorreram a SERRA DE SOAJO  a fazerem  levantamentos topográficos, toponímicos e geodésicos a fim de elaborarem a «Carta Corográfica do Reino» ou «Carta Geral do Reino», teriam sido industriados pelos "GRANDES" de Valdevez para mudarem o nome da serra!  Era necessário acabar com o nome de conhecimento nacional de Soajo para perderem os Soajeiros cada vez mais força para não alimentarem tendências autonómicas, dado que a anexação oportunista do concelho de Soajo em 1852 [«não feita por reforma administrativa» como a (in)cultura do poder municipal local não gosta de afirmar, para contrariar a verdadeira história] ainda não tinha sequer dez anos de existência.

Além do muito mais, veja-se o que escreveu em 1890, o naturalista Adolfo Moller, ligado ao Jardim Botânico da Universidade de Coimbra que, também como que quis atribuir culpas a um guia por talvez o ter enganado sobre o local que queria visitar para se certificar da máxima altitude da serra! Como se sabe Moller foi incumbido de visitar a «SERRA DE SOAJO» e, não outra de nome deformado, para efeitos do estudo da sua flora. E esta serra nos «ANAIS DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA CONTINUOU CHAMADA PELO SEU NOME DE MUITOS SÉCULOS, OU SEJA, COMO «SERRA DE SOAJO»! ADOLFO MOLLER foi mandado aos então conhecidos GERÊS e  SOAJO, por razões de estudos científicos na Universidade de Coimbra!

Moller esteve na então pequenina vila de «Arcos de Val de Vez», onde teve contactos e bem soube do nome de um "NOTÁVEL" local, mas como o Professor Júlio Henriques preservava os nomes científicos das plantas, como também,  os das serras, nunca aceitaria mandar Moller para a serra de Soajo e as espécies botánicas inseridas nos «HERBÁRIOS» da  vetusta Universidade, serem atribuídos DEPOIS, a uma outra serra com um nome falseado, que o mesmo é dizer de uma forma contundente, ALDRABADO, e DOLOSAMENTE!

Só para que haja um breve noção de que os hábitos e o querer do povo perduram no tempo por resistências de várias naturezas , exemplifico com estes dados que provam, manifestamente, que apesar de alguns concelhos serem extintos pela reforma geral administrativa  de Passos Manuel em 1936 (e não de Mouzinho da Silveira por erro muito vulgar) em que acabaram cerca de 490 (entre estes definitivamente o de Lindoso), e por actos legislativos avulsos (caso do concelho de Soajo), continuaram,contudo, a manter-se procedimentos antigos como se vários dos concelhos não tivessem sido extintos !

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 Sendo esta a quarta edição com 3000 exemplares bem se constata que osSoajeiros não quiseram ADERIR aos procedimentos da gente do Vale de Vez com a celeridade que estes desejavam, como por exemplo no  campo das medidas dos ALQUEIRES E ALMUDES . Continuaram com princípios próprios e específicos, e se no campo da organização da "MONTARIA AOS LOBOS IBÉRICOS" continuaram também a manter os "privilégios" de as dirigirem não aceitando comandos alheios dos domínios ancestrais na ampla «SERRA DE SOAJO», mas o poder municipal arcuense, sempre de falinhas mansas e com fingimentos iam "ratando" elevando o nome ALDRABADO DA SERRA! Nada fez para impedir para que a principal identidade de Soajo prestigiasse, embora mentirosamente, as montanhas de Ponte da Barca, Vila Verde e Terras do Bouro, porque mais importante era o abatimento do nome «SERRA DE SOAJO» no seu ADEQUADO território, para benefício da falsa Peneda, de Sistelo, para fortalecer o Vale do Vez , identificador do nome do concelho alargado até aos limites do território galaico-castelhano!

 

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 Por reforma o ensino de Geografia foi integrado na disciplina de Ciências Naturais. 

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 A «SERRA DE SOAJO» embora tivesse sido "exportada" por causa da estratégia eficiente de Choffat, em 1907, conseguiu, segundo o Dr. Mário de Vasconcelos e Sá, levar para a Louriça a altitude máxima que tinha no soajeiro Alto da Pedrada! Isto se fosse uma certeza matemática não seria nem uma falsidade, nem um absurdo! Se fosse uma certeza física seria apenas uma falsidade pois por milagre tudo se consegue! Portanto a Serra de Soajo a sul do Lima com 1415 m foi um fenómeno que reconheceram e validaram muitos ilustres e notáveis professores do es ensinos secundário e superior, durante quase todo o século XX!

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O Professor Janeiro Acabado sobre o nome das serras chamou também à atenção das trapalhadas, presumivelmente também dos nomes das serras e das situações geográficas das mesmas.

A  serra da Soajo, por utilizar referido a designação "sistema galaico-duriense" de Choffat, parece  estar a dar nome à Amarela, dado que os 1415 m não nos asseguram a certeza se de referir à altitude do Alto da Pedrada. Tratando-se de edições para o ensino primário, compreende-se que exponham apenas os assuntos mais elementares, e de uma forma breve. São, todavia, de louvar os esforços de investigação e as críticas feitas às contradições constatadas nos compêndios escolares que não DEVIAM ENSINAR ALDRABICES. Atitudes como estas não encontrámos em obras do ensino secundário e superior, cujas preocupações de exigências de rigor não deviam ser descuradas...

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 A Serra de Soajo, vestida de Peneda (de Sistelo) mereceu constar no mapa da autoria do Dr António Gonçalves  Mattoso, sobrinho que foi de Dom José Alves Matos, bispo da Guarda de quem recebera os manuais escolares de Geografia e História a que deu continuidade, e pai do GRANDE HISTORIADOR, José Matoso! Mas infelizmente os compêndios de Geografia, do tio e sobrinho deram guarida às várias  FALSIDADES de Pery e de P. Choffat!

.A «SERRA AMARELA» devido a estar mascarada de «SERRA DE SOAJO» e por ter uma altitude e uma elevação acima do nível da base, maior que a grande maioria das serras de Portugal, teve de ficar oculta, escondidinha, para gáudio dos agraciados "chiquérrimos" adeptos dos geresianos e dos penedenses. Não fossem eles deixar de falar  o agradável português do «Vale do Coura»!

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 O Dr. Mário de Vasconcelos de Sá, embora fosse professor do ensino superior e do liceal, também fez compêndios para o ensino primário.Tendo merecido as suas obras reconhecimento oficial e, grande aceitação durante mais de vinte anos como que fossem compêndidos sem concorência, pelas suas qualidades em conteúdos e pelas inovações em termos de mapas cartográficos e de outras figurações, o tratamento dos casos da serra AMARELA e SOAJO, continuou, lamentavelmete, a expor uma incrível trapalhada!

Efectivamente, fez com que professores e crianças em Portugal ensinassem e aprendessem as ALDRABICES de Pery e Choffat, de que existia uma serra «AMARELA OU SOAJO» situada entre os rios Lima e Cávado! 

Segue, Vasconcelos e Sá, a outra corrente de falsidades, em que o genuíno e multissecular nome «SERRA DE SOAJO», berço da «MONTARIA REAL DE SOAJO", é disparatadamente substituido por "serra da Peneda", nome retirado de um sítio mentirosamente chamado Peneda, em vez de Pedrinho!  

No mapa deste manual escolar de Vasconcelos e Sá, a serra de falso nome Peneda, refere que a máxima altitude da serra é de 1379 m, revelada pela primeira vez na «carta geográfica» publicada em 1865! 

A apelidada, já antes de quinhentos, como SERRA DE SOAJO, surpreendentemente, foi considerada como tendo na qualidade de Peneda a norte do rio Lima no mapa e no gráfico, a altitude de 1379 m; mas já neste MESMO manual Iintitulado «GEOGRAFIA PRIMÁRIA», apresenta a sul do Lima, na qualidade de «Amarela ou Soajo» a altitude de 1415 m! 

 

De facto nesta obra, no mapa, contraditoriamente, a altura, medida na vertical desde o nível do mar tem 1379 m, mas no gráfico das serras SOAJO (Amarela), estica-se para 1415 m ocupando o 5º lugar na hierarquia das altitudes, ao passo que como "Peneda" só tem 1379 m e alcança apenas o 8º lugar!   

 Com tantas e tantas trapalhadas a serem ensinadas e divulgadas,  como poderia aparecer o nome na verdade, PARQUE NACIONAL SOAJO-GERÊS?! Só muito dificilmente, porque estas mentiras, estas trapalhadas, foram-se generalinzando nas mentes dos portugueses, como sendo verdades absolutas, verdades inatacáveis!

No Soajo admininistrativo concelhio, terminado dois anos antes de 1854, altura em que os homens dos Serviços de Geodesia continuaram a fazer-se no país os levantamentos necessários para a elaboração da «carta corográfica do reino» e, depois a «carta geográfica» na escala de 1/500 000 [esta no período entre 1861 a 1865 feita por Gerardo Pery e outros] havia, e há  uma  localidade, um lugar, chamado Peneda, e daí que no século XX, com as ilusões originadas com as intrujices de CHOFFAT, interpretassem o nome como originado nesta localidade.

 

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 O nome «SERRA DE SOAJO» sobreviveu aos poderosos ataques encomendados a Gerardo Pery por volta de 1860 e a P. Choffat cerca de 1907, por influências de alguns "fidalgos" de Arcos de Valdevez, mas coberto e envolvido em FALSIDADES! Este texto revela bem que o nome «SERRA DE SOAJO», não é senão um absurdo substituto de «SERRA AMARELA»!

Gradualmente a MENTIRA, "serra da Peneda", foi-se consolidando como nome do espaço que decorrer dos séculos havia sido, geograficamente, conhecido, em exclusivo, por SERRA DE SOAJO! 

G. Pery, renegou, rejeitou, recusou a identidade SERRA DE SOAJO, no seu espaço, e, Choffat, reforçou as parcialidades de Pery!

A serra AMARELA como nome foi enfraquecendo também ao ser, ALDRABADAMENTE, referida como «SERRA DE SOAJO» uma vez que nos textos em que vem «Peneda, SOAJO, Gerês,...» enquadrado, explicitamente ou não, no SISTEMA OROGRÁFICO, GALAICO-DURIENSE, CRIADO POR CHOFFAT, na mesma obra em que SOAJO foi TORNADO NOME SINÓNIMO, ou seja, como podendo também REPRESENTAR ou identificar o território a sul do rio Lima, na Amarela! Pôs à ESCOLHA o nome SOAJO, noutra serra diferente, embora vizinha, mas SEPARADA natural e nitidamente, pelo rio Lima!

SUPREMAS ALDRABICES, fizeram com que se gerassse o PARQUE NACIONAL com um NOME tão impróprio, como o de considerar ou desconsiderar SOAJO com recurso a INCRÍVEIS FALSIDADES!

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Nesta obra foram evidenciadas as ALDRABICES, mas se fossem feitas menos escancaradamente, os avisados já sabiam interpretar com clareza tão infames ataques a Soajo e aos Soajeiros!

 

(CONTINUA, E COMO OS ANTERIORES POSTS, IRÁ SER OBJECTO DE LEITURA PARA CORRECÇÕES)

 

 

 

«SERRA DE SOAJO» É UMA EVIDÊNCIA! A "APENEDADA" É UMA FALSIDADE! PARQUE NACIONAL SOAJO-GERÊS, UMA NECESSIDADE! (14)

 

Com tantas e tantas provas, não deve haver lugar para dúvidas, nem para opiniões, mas apenas para certezas ! São tão claras as provas que qualquer ser humano normal  não pde deixar de aderir com total firmeza às verdades traduzidas pelas, SERRA DE SOAJO e SERRA AMARELA!  São de facto estes os nomes verdadeiros afirmados em séculos anteriores aos lançamentos das falsidades originadas no fim do século XIX e início do século XX por Gerardo Pery e Paul Choffat.  As duas mais importantes serras do Alto Minho, física e nitidamente separadas pelo rio Lima, dispunham dos seus apropriados nomes que ninguém de bom senso se atreveria a maltratar!

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Em 1887 é concluída a parte da «Carta Geral do Reino» na escala de 1/ 100 000, onde se evidenciam as altitudes das diferentes montanhas, sendo que a montanha do Predrinho (indevidamente chamada Peneda) tem menor altitude que a montanha do Outeiro Maior, onde se situa  o Alto da  Pedrada.

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 Editado em 1970 no mesmo ano em que Tomaz de Figueiredo foi inumado no subsolo do concelho que agregou os patrimónios das «TERRA DE VALDEVEZ» e «TERRA DE SOAJO», por onde vagueou a sua mente aprisionada ao encanto dos vales, montanhas e rios, que amou e que tanto desvaneceu.

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 Os nomes das serras de Soajo e Amarela não foram por Tomaz de Figueiredo tomados como dando nome à única serra a sul do Lima que confronta com a que se situa a norte do rio Lima,  nos primeiros 20 km do curso deste rio em Portugal.

 

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  Os escritos deTomaz de Figueiredo no «Dicionáro Falado», e, os que foram epigrafados neste monumento em granito, servem além do mais para entregar aos vindouros o nome «SERRA DE SOAJO, usado desde os primeiros tempos da portugalidade, para que a sua perpetuidade continue a acompanhar Portugal.

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 A evidência e a certeza do âmbito geográfico da «SERRA DE SOAJO» é tal que o mapa  transmite a ideia que o todo não foi dividido em duas partes porque a natureza do relevo desta nunca  o permitiu fazer sem o recurso a falsidades e/ou a ambiguidades!

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Fazer de um marco geodésico a causa geradora do nome de uma serra que já tinha séculos de existência, e relegar para um segundo plano a montanha mais significante de todo o Alto Minho e de todo glorioso passado multissecular do nome SERRA DE SOAJO a que esteve adstrita a MONTARIA DE SOAJO só foi possível com a cumplicidade de Gerardo Pery através de estratégias imbuídas de FALSIDADES, como nos dá conta o arqueólogo Félix Alves Pereira a seguir.DSCF5432.JPG

 

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 Em 1948, é publicada esta trabalhosa obra em boa parte em resultado de aturadas pesquisas para preparar uma Geografia de Portugal considerada por especialistas de geografia portuguesa como a primeira obra de geografia moderna de caráter científico. Serviu a H. Lautensach para a sua tese de doutoramento numa Universidade alemã e a possibilidade de enveredar por uma carreira universitária prestigiante. 

A Geografia de Portugal foi editada em língua alemã em 1932. Foi pena que não tivesse sido traduzida para a língua de Camões antes de ser criado o PARQUE NACIONAL. Alertaria  muitos professores e autores de LIVROS, especialmente de natureza académicos, e travaria ou atenuaria a corrente FALSIDADES sobre os nomes correctos da duas serras que se abraçam no talvegue das águas do Lethes.

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 Foi necessário que fosse H. Lautensach a chamar à atenção dos portugueses que Paul Chauffat cometeu ERROS quando «TENTEU FIXAR OS NOMES DAS PRINCIPAIS SERRAS DE PORTUGAL». Mas eu vou mais longe dizendo no que se refere à aplicação do nome «SERRA DE SOAJO», não errou pura e simplesmente, INTRUJOU, MENTIU, FALSEOU DOLOSAMENTE!

 

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 Em 1932 o nome «SERRA DE SOAJO» ocupou o seu espaço, a culminar a 1416 m de altitude no soajeiro Alto da Pedrada (Outeiro Maior), e a «SERRA AMARELA» dá nome onde ao longo dos séculos coloriu o belo território que atinge o vale do rio Homem, com vistas surprendentes no alto da Louriça! Os "mecos"  de Choffat foram marcantes de ALDRABICES!

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 Neste mapa MUITÍSSIMO IMPORTANTE, foi quase ESCONDIDINHO, o nome PEDRADA, para não dar nas vistas, e desta forma impingirem as FALSIDADES sobre o nome  e, fazerem escola !

Não obstante serem os 1415 m de altitude,  a mais elevada altitude de toda esta SERRA, e a ciência geográfica bem como a cartografia nacional e estrangeira terem destacado  e consagrado, ao longo dos séculos, de uma forma consistente e sábia o nome «SERRA DE SOAJO» subestimaram o seu expoente máximo!

Inacreditável, tanto mais que esta carta não era de natureza verdadeiramente geodésica mas sim corográfica!

Não se entende como é que o único exemplo sobre os nomes das importantes serras de Portugal fosse o  de SERRA DE SOAJO, que segund a OPINIÃO de CHOFFAT era INADEQUADO e, por isso deveria ser substituído pelo nome SERRA AMARELA! Para o afastar colocou o de SERRA DE SOAJO, mesmo assim, como sendo SINÓNIMO de SERRA AMARELA! Não dava para acreditar se o revelasse clara e objectivamente na sua obra num quadro.

A seguir a reprodução do marcante sinal que respeitou o nome oficial conformado ao monumento nacional de um exemplar dolménico no Mezio, cujo nome se ajusta a uma grande ELEVAÇÂO de Portugal sem ser necessário contar a altitude do nível do mar, pois chega medi-la desde a mais baixa cota ao nível da base da própria serra.Tem essa notável, de seu verdadeiro nome o de «SERRA DE SOAJO»!

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 Foi colocada esta evocação «ANTAS DA SERRA DE SOAJO», em território exclusivo de Soajo, constitucionalmente tido como uma autarquia local portuguesa, e em obediência ao constante na «CARTA ADMINISTRATIVA» em vigor, que tem força de lei, e que se harmoniza completamente com o que reza o último texto da escritura do tombo de 1782 da freguesia  vizinha que, entre vários assuntos, contem os limites com Soajo !

 

O NOME DO PARQUE NACIONAL É CONSEQUÊNCIA DE CONHECIMENTOS FALSOS! (13)

Um nome não é meramente uma palavra, especialmente, quando se trata de uma designação referente a uma instituição tão relevante, mesmo em termos de comunicação social, como é o Parque Nacional ! Embora este tenha uma idade relativamente jovem atingiu na comunicação social uma importância que era imprevisível aquando da sua criação, trazendo significativas vantagens para algumas das povoações e seus residentes.

Também os nomes de duas das principais serras de Portugal revestem no panorama nacional e em diferentes perspectivas interesses que não devem ser negligenciados. Nestas, ao longo dos séculos, desenvolveram-se actividades económicas, culturais, históricas, etnográficas, antopológicas e humanas, que perdem e perderão valores intrínsecos com os seus nomes desvirtuados  e desprestigiados.

Foram e as SERRAS DA AMARELA E DE SOAJO palcos onde se viverem realidades que devem continuar a  ser colocadas nos tempos cronológicos e nos espaços com o devido respeito pelas suas autenticidades.

O que passou em Lisboa, não se passou no Porto!

Todas as terras têm direiro ao que é delas ou que com elas se relacionam! 

As confusões, as trapalhadas, que se suscitaram pelas trocas dos nomes das serras e, CONSEQUENTEMENTE, com o nome do PARQUE NACIONAL só empobrecem os seus legítimos saberes e os seus patrimónios, material e imaterial!.

AS VERDADES DOS NOMES DAS SERRAS CONHECIDAS AO LONGO DOS SÉCULOS, SÃO DAS DÉCADAS DO SÉCULO XXI, IGUALMENTE, VERDADES!

QUEM NÃO RESPEITAR OS NOMES DAS SERRAS DOS MUITOS SÉCULOS ANTERIORES ESTÁ A FALSEAR, ESTÁ A MENTIR , ESTÁ A ALDRABAR!

O CONHECIMENTO CIENTÍFICO DAS SERRAS NÃO DEVE SER POSTO EM CAUSA POR ENGANOS, POR ALDRABICES, POR BATOTAS!  NÃO SÃO AS EXCEPÇÕES QUE INVALIDAM A NORMA, A REGRA, OS PRINCÍPIOS. 

POR TUDO ISTO, TEM APENAS VALOR O NOME DA SERRA QUE RESPEITA  A VERDADE, E REPUDIA A FALSIDADE!

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 Com o propósito de se poder apreciar os conteúdos de novos manuais escolares, reproduzo de novo os textos com as ALDRABICES de G. Pery e de P. Choffat porque, em 1922, continuaram a influenciar, negativamente, os que ensinavam e os que apreendiam:

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 Ao não revelar Pery a altitude da Serra Amarela  os que tiveram a sua obra como base desprezaram-na! Se tivesse referido a altitude máxima da montanha Louriça onde implantaram um marco geodésico de primeira ordem, teria ganhado uma maior importãncia esta serra nas indicações das principais serras de Portugal. Pery nos quadros das altitudes das serras nem refere AMARELA, nem Louriça, o que é algo estranho.

A seguir fotos do livro de Choffat;

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 Teve Choffat interesse em dizer que o nome das serras, depois de publicada a "Carta Corográfica do Reino de Portugal», era tirado do cume mais alto das serras ou do marco geodésico de primeira ordem. Na Serra de Soajo, para lhe chamar Peneda escollheu o marco, quando devia ir para a PEDRADA, por sinal ligado também a pedras, onde tinha a maior montanha do distrito de Viana, visível de Darque. No caso do território da Amarela não escolheu o marco mais notável que está também na maior montanha desta serra! 

Assim a Serra de Soajo foi ensinada por professores e por leituras nos livros escolares como tendo na Louriça a sua máxima altitude!

 Coitada da «SERRA DE SOAJO» onde foi parar o sua altitude máxima, à LOURIÇA!

A  Pedrada CUME da SERRA DE SOAJO ficou  a ser observado pelos monteiros, pastores, cabras, vacas, cavalos, etc., dos habitantes de Soajo, onde junto da grande aglomeração de pedras de antiga construção, o soajeiro Manuel Joaquim Enes, mandou construir na década de quarenta (1948) uma casota ou cortelho para os pastores!

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 Neste manual escolar para o ensino primário foi, pela Editora Figueirinhas, amplamente ENSINADO E DIVULGADO que a SERRA DE SOAJO  se situava a sul do Lima, devido à VIAGEM FORÇADA de Choffat, e o seu verdadeiro espaço foi denominado seguindo os disparates de Pery, criador dos Sistemas Orográficos. QUEM, portanto, escondeu o nome SERRA DE SOAJO foi Pery! Quem o transportou numa "MALA" foi P.Choffat que contava levá-lo para a Suíça, para junto das montanhas do JURA, mas como era muito pesado não teve forças e abandonou-o muito perto na "Serra da LOURIÇA " para não ter saudades da soajeira PEDRADA que CHOFFAT reergueu como a ELEVAÇÃO com maior altura contada desde o invisível plano abaixo da base que tem a mesma cota ou nível das águas salgadas do ATLÂNTICO!

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 Nesta publicação de 1922 para os alunos do ensino secundário sabemos que a descabelada sentença de GERARDO PERY que ENGAVETOU o nome que já se usava antes de quinhentos e que CHOFFAT não quis para sinónimo de uma serra que se agachou para ter o nome de um sítio marcado com uma torre geodésica  que o povo designou por "Castelo do Pedrinho" onde segundo este autor fica o ponto mais alto da «SERRA PERYANA" ! Por este andar a marcada "ALDEIA DOS SOCALCOS" do mesmo dono autárquico do "Castelo do Pedrinho" irá ser guindada para o segundo patamar a seguir à "bila do Bês"!

Como a «SÉTIMA MARAVILHOSA ALDEIA RÚSTICA NACIONAL» situada no «bale do bês» conseguiu, com a colaboração dos "FIDALGOS" ainda não ajoelhados pelos republicanos, destronar o nome promanado da terra-sede dos «MONTES DE SOAJO», regimentada, vigiada e gerida por funcionários MONTEIROS a cargo do Tesouro Régio para preservação da natureza desde os alvores de Portugal, então gastando-se mais uns largos milhares de milagrosos euros em telefonemas, o nome «PEDRINHO» ou SISTELO, clarificará além do nome da serra, o nome do PARQUE NACIONAL! 

HÁ QUEM NÃO DUVIDE QUE A FALSA "PENEDA" A SUBSTITUIR O «PEDRINHO», EMBORA FORA DO TERRITÓRIO DO PARQUE NACIONAL, IRÁ GUINDAR-SE POR DEMÉRITOS DOS FALSEADORES, A UM NOVO E SEGUINTE SLOGAN : «PERTO DE UM VELO BAL NASCEU UM ALDRABADO NOME DO PARQUE NACIONAL»! 

Afinal, se o fosse, seria uma outra "estratégia escondidinha" a coroar com falsa jóia um evento desportivo muito cortês consubstanciado neste verdadeiro historial: «EM UMA FINGIDA BATALHINHA À BEIRA-BÊS, ONDE COM ESPERTAS MENTIRAS DO AFONSO, PORTUGAL NÃO SE DESFEZ»!

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 Na décima primeira edição, publicada, em 1924, para os alunos dos liceus, verifica-se que se utilizava um só nome, para uma ÚNICA serra, no entre Minho e Lima, na sua parte oriental!  No decurso dos séculos, já no de quinhentos passou o nome de «MONTES DE SOAJO» para «SERRA DE SOAJO», uma vez que anteriormente não se usava o nome serra mas «MONTES»! Desta palavra também procedeu «MONTARIA» que num dos seus vários  significados além de «caçada» aplicou-se como «parque natural».  Aliás, a área protegida «MONTARIA DE SOAJO» a partir de 1498, foi a única existente a norte do rio Douro.

Quem disse que dentro da «SERRA DE SOAJO»  nunca houve uma especial protecção da natureza, isto é, um parque natural, organizado e instituído, desde pelo menos o século de 1200, e  que perdurou até à primeira revolução liberal (1821) não sabe o que diz!  Quem confunde a "Montaria dos Lobos e mais Bichos" com a «MONTARIA REAL DE SOAJO» não percebe nada sobre as especiais áreas que tiveram como propósitos a protecção e conservação da natureza!

Vem isto a propósito da conveniência de dizer que na «TERRA DE SOAJO» houve através dos tempos, em termos de florestas, áreas  notórias de grande relevância que em muito contribuiram para a integração do seu nome, no nome «SERRA DE SOAJO»!  Comparar este nome com o relativamente apagado e falso nome "Peneda", substitutivo de PEDRINHO, é uma inconsciência que raia, em termos da real carga histórica, o absurdo! 

O nome  «SOAJO» sustituído por Peneda nesta obra de Fortunato de Almeida, não tem justificação a não ser por razões de inconsideração e leviandade de Choffat, influenciado por "alguns ANTIGOS fidalgotes", useiros e vezeiros em atacar Soajo e os Soajeiros, e que até chegaram a conflituar com alguns destemidos Homens de Soajo! Sabe-se que um ou outro traidor de Soajo teria recebido compensações por livrarem esses "fidalgotes" de riscos de vida!

Nesta edição de Fortunato de Almeida, curiosamente,não houve sequer lugar à exposição de um SOAJO "amarelado"! Contudo o sol abrasador dos estios continuou forte para aquecer as elevadas alturas da "Serra da Louriça",  assemelhada também à «SERRA DE SOAJO» pelas ALUCINAÇÕES deletérias do suíço P. Choffat, eficazmente encomendadas para DESTRUIR A NOTÁVEL REFERÊNCIA NACIONAL DE SOAJO! 

Mas os do Marão, Gerês e Barroso, parecem querer TRAZER de volta o PRESTÍGIO ANTIGO DE SOAJO!

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 Com o falso nome do sítio da PENEDA, nos seus 1373 m, subiu  até o Outeiro Maior da serra e da autarquia de Soajo, que é o sítio da Pedrada, onde existe um marco geodésico de segunda ordem a 1415 metros de altitude máxima!

Assim foram açambarcando mais QUALIDADES, as falsidades da "SERRA PERYANA", corrigindo o  local de maior proeminência divulgado por CHOFFAT! Mas para ficar LIVRE o clássico expoente máximo da SERRA DE SOAJO,NA PEDRADA, TEVE CHOFFAT DE URDIR UMA ESTRATÉGIA QUE CONSISTIU EM  mandar a «SERRA DE SOAJO» captar a altitude da Louriça que neste manual foi esticada de 1361 m para 1525 m para atingir "ainda maior disparate científico»!

A «SERRA DE SOAJO» foi um "fenómeno" porque Pery e Choffat foram tão idealistas como  Kant ao verem a realidade que conhecemos não como uma verdadeira realidade, mas como uma construção do espírito!

Assim ambos idealizaram, em tempos diferentes e em espaços separados,  que a realidade «SERRA DE SOAJO» não é verdadeiramente esta serra, mas muito subjecivamente em espírito aparece construída como sendo uma imaginada "serra da Peneda"!

Para CHOFFAT sobrou outra  IMAGINAÇÃO, não em RESULTADO de sono profundo, ao ver a realidade «SERRA AMARELA» representada no seu espírito como «SERRA DE SOAJO»!

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Em 1927 Fortunato de Almeida continuava convencido e a convencer que a SERRA DE SOAJO, se situava a sul do rio Llima, e que a norte do rio Lima a serra que culminava a 1415 m não era senão a que já apelidavam pelo multissecular nome de SERRA DE SOAJO!

A FALSIDADE, a que, também, erroneamente, o general Raposo Botelho APELIDOU por MACIÇO montanhoso SOAJO OU PENELA, enganou Fortunato e muitos portugueses e, está desde 1971, vertida, vergonhosamente, no nome do único parque nacional, que engloba território da pluricentenária «MONTARIA REAL DE SOAJO» !

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A introdução geográfica foi feita por Mário de Vasconcelos e Sá, professor do Instituto Superior de Comércio do Porto,  escola que nesta cidade esteve ligada ao ensino das ciências económicas, dado que o termo «comércio» estava aqui a ser usado no sentido amplo. Foi anos depois extinta pelo governo de Salazar. A instituição similar de Lisboa foi transformada na escola de economia e finanças com a designação, Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras. 

A  cidade do Porto dedicou a este homem de geografia, autor dos melhores manuais escolares do seu tempo, uma rua com  a designação «RUA DOUTOR MÁRIO DE VASCONCELOS E SÁ» que fica muito perto da "ROTUNDA DA BOAVISTA". Ao que parece a Câmara Municipal do Porto deu a uma artéria da cidade o nome «RUA DE SOAJO» pela influência dos seus manuais escolares. Mas a «SERRA DE SOAJO» expressa nos seus manuais escolares era como sabemos o nome único alternativo ao da SERRA AMARELA!  Não falava, portanto, da «Serra da Louriça»!

Mas nesta edição da «História de Portugal» é a "Serra do Louriçal" que substitui o outro alternativo nome, Louriça ! Nomes novos das serras antes desconhecidos deram origem a um Louriçal! Também no ínicio vários autores designavam  a de Soajo, ora por Peneda, ora por Penela! 

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 A seguir, a serra com 1415 m é a de SOAjO, e a de 1361 m é a Amarela! Continuam as falsidades de PERY lançada em 1875 e a de CHOFFAT em 1907. Ambos usados para as batotas! O PAÍS CONTINUA A SER ENGANADO!

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 A falsa Peneda, a norte do Lima, e a falsa serra de Soajo,a sul do Lima! Mas quem estava no estado de ignorância nestes assuntos até pensava que no entre Minho e Lima havia duas serras diferentes, e que não havia a AMARELA, quando na verdade aqui o nome de Soajo era alternativo ao de AMARELA!

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 Nesta a de Soajo representando a AMARELA toma a altitude que Pery atribuiu ao Gerês. No sítio falseado como Peneda, em vez de Pedrinho apresenta o autor 1420! E assim a falsa Peneda tem menos altitude que a AMARELA (com o nome Soajo)! A altitude que Pery atribuiu ao Gerês engordou de 1442 para 1560!

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O NOME DO PARQUE NACIONAL REFLECTE AS ALDRABICES! (12)

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 NÃO ACEITAMOS AS ALDRABICES. CORRIJAM-NAS!

Pela nossa parte como Soajeiros, seguiremos o que nos legou o genial Victor Hugo: «AMAR É AGIR»!

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As falsidades continuaram em 1915 através também do quem viria a ser um prestigiado catedrático da Universidade de Coimbra, o Prof. Amorim Girão, que procurou corrigir o limite sul do SISTEMA GALAICO-DURIENSE determinado por P. CHOFFAT. Mas, assimilou as aldrabices ligadas à Peneda (Pedrinho) e, ao posicionamento da SERRA DE SOAJO, no território da Amarela!

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 Amorim Girão refere a SERRA DE SUAJO dentro do sistema Galaico-Duriense como sínónimo da Amarela, na esteira de Choffat, pois recorreu à sua obra. Como não indicou os rios pode parecer que este Soajo ´dá nome a uma parte da serra a norte do Lima. Mas não, em 1915, este equívoco ainda não existia. Soajo neste texto dá nome ao espalço da Amarela! Esta obra de Girão não se destinava aos alunos do ensino liceal (secundário) mas ao universitário. Gião conhecia as obras de Fortunato de Almeida que vinha também plagiando o que escrevera Choffat sobre a serra, mas preferiu dizer Soajo por ser nome de serra muito mais sonante !

O DISPARATE DE DIVIDIR O ESPAÇO REAL DA  «SERRA DE SOAJO» EM DUAS PARTES, COMO SE HOUVESSE CONDIÇÕES NATURAIS PARA O FAZER, FOI EXPEDIENTE DE "SAPATEIROS" QUE APARECERAM MUITO MAIS TARDE,  PORQUE CONFUNDIDOS PELAS TRAPALHADAS DESEJARAM REMEDIAR AS ASNEIRAS, COM OUTRAS ASNEIRAS!

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 Em 1917, em Portugal, iam-se enganado os ESTUDANTES, frequentadores  dos Liceus, com as FALSIDADES de G. PERY e de PAUL CHOFFAT acima expostas!

Vergonhas vertidas no nome do Parque Nacional e nas publicações que a ele se reportam! As mentiras não se atacam, cultivam-se, dirão alguns falsos inocentes e como tal não inculpados!

 

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 O nome do espaço da VERDADEIRA «Serra de Soajo», em 1918, continuava a ser ALDRABADO, e o da serra AMARELA desprezado!

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 O Professor  Mário de Vasconcelos e Sá foi um dos mais prestigiados autores de obras de Geografia na primeira metade do século XX, sendo aliás da sua autoria o texto de introdução geográfica de Portugal, constante na «Edição Monumental» da História de Portugal coordenada pelo Prof. Damião Peres. Foi publicada com o intuito da «Comemoração do oitavo centenário da fundação de Portugal». 

No que respeita às duas serras que são separadas pelo rio Lima, verteu as asneiras de Pery e de Choffat!

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 Este autor também professor de Orlando Ribeiro, colaborou como docente com  Silva Telles na Universidade de Lisboa.

Em 1920 muito conhecedor das colinas de LISBOA deu abrigo às ALDRABICES entregando-as aos seus alunos com a maior das naturalidades.

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 Fortunato de Almeida evoluiu porque passou a saber que, afinal, a serra a norte do Lima já não tem o máximo valor na falsa Peneda (rigorosamente Pedrinho) de Sistelo, mas sim, na Pedrada (Outeiro Maior), situada na autarquia de Soajo, onde efectivamente existe a máxima altitude de 1415 m ou mais, rigorosomente, 1416 m, na que é CHAMADA HÁ MUITOS SÉCULOS COMO «SERRA DE SOAJO! 

 MAS A BURLA ENCOMENDADA, por alguns fidalgos de Valdevez, fez com que a designassem por PENEDA, nome antes inexistente no âmbito científico do ensino das matérias que se prendiam com a disciplina de Geografia de Portugal!

«SERRA DE SOAJO» ERA UM PRESTIGIADO NOME ENTRE AS MAIS IMPORTANTES E CONHECIDAS SERRAS DE PORTUGAL que, infelizmente, ATACARAM com recurso a ALDRABICES!

Nesta obra,  Fortunato, abandonou o sistema «TRANSMONTANO», criado sem justificação alguma por G. Pery e, aderiu ao sistema Galaico-Duriense formulado por Choffat! Porém, apesar de colocarem a máxima altitude em território de Soajo, o nome «Serra de Soajo» continuou emigrado no sul do rio Lima, a exibir a máxima altitude da montanha da LOURIÇA onde, também, haviam construído um MARCO GEODÉSICO DE 1ª ORDEM!

Mas este MARCO não serviu para Choffat seguir o mesmo que argumentou para escolher o nome de outras serras, pois colocou a  LOURIÇA, como nome ainda mais secundarizado, do que o de Soajo!

Fortunato de Almeida não COLOCOU como nome da frente a AMARELA OU A LOURIÇA, antes preferiu dizer que a serra, a sul do Lima, tinha o nome de «SERRA DE SOAJO» elevando-a à altitude máxima de 1361 m!

Então foi ensinado, ao seguirem CHOFFAT que,  a «SERRA DE SOAJO», tinha na montanha da Louriça a altitude de 1361 m como vem exposto exposto no livro de Choffat!

Não nos custa ADMITIR  que, se Choffat tivesse escrito que a altitude era simplesmente de 900 m e numa montanha suíça, FORTUNATO acreditaria!

 Para «Portugal e suas suas colónias», Fortunato de Almeida, copiou com exatidão as altitudes máximas e nos locais correctos escritos por Choffat. Mas quanto aos nomes das serras continuaram os destemperos do estrangeiro Choffat que veio  da Suíça para "decretar" os nomes das serras de Portugal, sem ter feito primeiro  a instrução primária e a secundária em Portugal!

Como certo temos que, Fortunato de Almeida, respeitou SEMPRE o nome «SERRA DE SOAJO»!  De facto, em 1909, ano da edição da sua primeira obra de geografia, chegava à cidade da única Universidade de Portugal o nome da serra que predominantemente se ensinava em Portugal! 

Por tal, Fortunato de Almeida, ao seguir Choffat pela primeira vez apenas na segunda edição, em 1920, continuou a usar o nome «SERRA DE SOAJO» em primeiro plano, remetendo o nome AMARELA  para pé de página!

Ao fazê-lo, Fortunato, CONTRARIOU o suíço que havia MARGINALIZADO o nome «SOAJO», em 1907, pois adoptou-o apenas como nome inadequado e, por tal, ESPANCOU-O, para mais facilmente o derrotarem, ao não o usarem!

Enfim, assim agiu Choffat, em 1907,  para AGRADAR a alguns influentes "FIDALGOS" do "VALE DO VÊS", contudo, Fortunato de Almeida, não se deixou enganar totalmente, ao fazer com que o nome, «SERRA DE SOAJO», continuasse como identidade importante no contexto das serras de Portugal, se bem que em detrimento da «SERRA AMARELA ! 

 

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O PAÍS DEVE SABER QUE O PARQUE NACIONAL ALÉM DA BIODIVERSIDADE POSSUI UM HISTORIAL DE ALDRABICES QUE JUSTIFICAM O SEU NOME! (11)

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 Enfatizarem no Parque Nacional as suas materialidades, descurando pertinentes aspectos IMATERIAIS que estiveram subjacentes à sua génese não será a melhor e a mais correcta forma de tratar as suas múltiplas dimensões.

As´meras observações das paisagens físicas e biológicas do Parque Nacional constituem uma visão muito redutora das suas realidades ao não se atenderem a actos essencias da vida dos homens. Ignorar que houve factos humanos também de enorme relevância na formação e justificação dos efeitos que  sentimos e visualizámos nos últimos trinta anos do século XX no âmbito do Parque Nacional não é usar de uma visão integrada do SER  e do TER.

Explicar e comprender os factos humanos do presente e do passado é algo muito importante para o conhecimento científico e, ainda para sabermos o que deve fazer-se!

 ATACAR E CORRIGIR AS FALSIDADES, NÃO SÃO ATITUDES DE ONTEM OU DE HOJE, SÃO PREOCUPAÇÕES DE SEMPRE!

Para se actuar é preciso conhecer as ABUNDANTES ALDRABICES que grassavam no país aquando da formação do Parque Nacional! Estas são autênticas DESONRAS, que DESACREDITAM estes autores que enganaram tantos e tantos alunos, professores, cientistas e, os portugueses em geral!

 

 

Rocha Peixoto participou com um seu trabalho em 1908, em «NOTAS DE PORTUGAL»,  e deste livro que também comprei fotografei este texto:

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 Neste texto, publicado em 1908, o «BARROSO, SUAJO, GEREZ» não eram povoaçoes, eram SERRAS DE PORTUGAL, senhores! Na exposição ao Brasil, em «NOTAS DE PORTUGAL» também se levaram as verdades de Rocha Peixoto, embora o médico goês Silva Telles, professor de Geografia, na instituição mais credenciada no ensino de Geografia em LISBOA, escrevesse nesta obra, em introdução geográfica de Portugal que, a «Serra de SUAJO» é a mesma que a AMARELA!

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 Aqui está, mais uma vez a participação do professor SILVA TELLES que ensinou o nome das serras a Orlando Ribeiro, e que foi beber "água inquinada" ao trabalho de Choffatt para continuar a esconder a serra de Soajo, vinda de  Pery! Mas ressuscitou « SUAJO» na Amarela, para dar continuidade ao  disparate de uma PENEDA em vez de PEDRINHO!

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 Neste monumento não se seguiram as ALDRABICES do quadro seguinte pois figurou-se a «SERRA DE SOAJO» no  espaço que G. Pery lhe havia usurpado, e entregou-se à SERRA AMARELA o seu património imaterial!DSCF7155.JPG Quadro apresentado por Choffat em 1907.

 

 Vejamos a seguir textos de G. Pery copiados da sua «Geografia de Portugal», editada em 1875, relativos

aos nomes de algumas serras do norte, para vermos as influências noa manuais de geografia antes e depois das publicações das ASNEIRAS DE CHOFFAT:

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Nesta obra de Pery também constam os quadros que mostram altitudes, nem sempre as máximas das serras, mas sim dos principais marcos geodésicos, nas serras principais e noutras: 

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 Por estes quadros que se encontram na parte final da Geografia de Portugal nota-se claramente que no marco tido, erradamente, como estando num sítio chamado "Peneda", existe ainda outra grande ALDRABICE porque o

  local não é referido como o «mais alto» da serra ou seja o de máxima altitude. Mas nos textos acima expostos coloca o nome das serras e atribui-lhes as altitudes dos pontos geodésicos como se fossem as máximas das serras! 

Incrível! Mas fez "escola" a sua obra, dado que os nomes de algumas serras foram ERRADAMENTE MARGINALIZADOS, outros nomes foram GERADOS e, ainda, as altitudes dos MARCOS foram consideradas como sendo as máximas das SERRAS, sem o serem nalguns casos!

 

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 Em 1887/88 foi publicada uma follha da «Carta Geral do Reino» na escala de 1/100 000 donde se copiou a foto anterior. A ela recorreram alguns autores para corrigirem, especialmente, as altitudes de algumas serras! Mas no caso, do MARCO do Pedrinho, erradamente aldrabado para "Peneda", foi considerada uma altitude diferente da que vem na Geografia, de Pey, pois em vez de 1446 m colocaram o valor exacto de 1373 m ! Todavia, este sítio do MARCO do Pedrinho, continuou como se fosse o de MÁXIMA ALTITUDE de toda a serra! SURPREENDENTE O NOME DA SERRA, bem como o nome da montanha, DISPARATADAMENTE tida como a mais alta!

 

A seguir irão ver como enganaram e foram enganados muitos dos autores de manuais escolares, por influências de Gerardo Pery a partir de 1875, e por P. Choffat depois de 1907, e por ambos depois deste último ano!

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 Este autor que também fez uma notável obra com vários volumes da «HISTÓRIA DA IGREJA EM PORTUGAL», alterou, a altitude da serra aldrabada como Peneda de 1446 m mencionada no livro de Pery, para 1373 m, continuando no entanto a considerá-la como  altitude máxima de toda a serra! Também o nome «SERRA DE SOAJO» continuou a substituir o da «SERRA AMARELA»! 

Considerou ainda Fortunato de Almeida, em 1909, a "serra de Suajo" a sul do Lima, seguindo Choffat, e atribuiu-lhe a altitude que Pery dera ao Gerês como se pode ler num dos quadros anteriores! Redigiu, Fortunato de Almeida, para os alunos do secundário (liceus) um menu "mix" recheado de alhos e bugalhos!

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 Nesta segunda edição, em 1910, Fortunato de Almeida continua com os disparates!

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Esta terceira edição foi publicada em 1913 e, como se pode ver a seguir não houve qualquer correcção às várias ALDRABICES!

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 A Serra de Marão continua com a altitude de 1442 m, grandeza obtida de Pery, mas a ressuscitada «Serra de SUAJO» pelos poderes mágicos de Fortunato de Almeida herdou a altitude do Gerês, de 1442 m, mas repousou mais perto do território desta! A serra do Gerês abandonou o valor de Pery e inchou até atingie 1468 m acima do níve do mar! A do LAROUCO permaneceu na obra de Fortunato com a dádiva de Pery em 1580 m acima do níve do mar e como o marco da "Peneda" também não é «o mais alto»! Bem necessitava dele porque em elevação (altura não "enterrada") acima do sopé ou base, tem menos de 1000 m!  Deve saber-se que quem USOU PELA PRIMEIRA VEZ o nome «serra do Larouco» numa GEOGRAFIA DE PORTUGAL foi Pery! Associou-o ao nome do marco geodésico de 1ª ordem, e também na sua Geografia o considerou como sendo nele que ficava a altitude máxima da serra, mas no quadro das altitudes não disse que era o mais alto! Como se vê o capitâo a exercer nos TRABALHOS GEODÉSICIOS aldrabou bastante e entrou em contadições na mesma obra!

Mas a «SERRA DE SOAJO» omitida por Pery, já tinha muitos séculos de denominação, e era profusamente ensinada, de tal modo que os compêndios escolares e a cartografia nacional e estranjeira aos longo dos séculos já a colocava como uma das principais serras de Portugal! Na zona da fronteira de Montalegre com a Galiza usava-se o nome «Raia Seca» e não Larouco!  Sabe-se que nos tempos dos celtas havia ao que parece  uma divindade chamada «LARAUCO», do que parece promanar o termo Larouco. Junto da raia há o município Larouco que  fica situado na província de Orense e na mesma SERRA DO LAROUCO! 

Repito um dos textos acima publicado para que possam ler o que Pery escreveu sobre a serra do Larouco.

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 (CONTINUA)

 

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