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Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

FREGUESIAS QUE MUITO MAL DELIMITAM COM SOAJO! AINDA, MAIS BATOTAS NO ACTUAL CONCELHO!

 

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 Apresenta-se a seguir um texto fotocopiado do projecto de lei, publicado na Internet, sobre a confirmação (elevação?) de Soajo à categoria de vila na Assembleia da República.

 Mas sobre isto quero publicamente afirmar, que não foi este o texto redigido, para constar no processo para afirmação por lei da República, a «Vila de Soajo», no hemiciclo do Palácio de S.Bento!

Deveria ter sido o texto alterado pelo mesmo “rato” que omitiu as referências ao «cão sabujo da serra de Soajo», onde se narrava que o nome do cão, tinha sido mudado, indevidamente, para «cão castro-laboreiro»!

 

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De uma forma sintética, as fronteiras de Soajo são a seguir apresentadas, de uma forma aproximada, dado que apenas recorremos aos pontos cardeais.

 Assim teremos: no norte, Soajo, confronta com a Gave e Gavieira; a nascente, com a Gavieira, Castro Laboreiro e Galiza; a poente, com a Gave, Cabreiro, Cabana Maior e Ermelo; a sul, com Britelo e Lindoso.

Por isto se observa que a recomposição devia ter sido feita por alguém, que presumo, ser muito defensor do concelho de Melgaço, dado que fez desaparecer do texto do processo, usando o “lápis da censura”, a famosa espécie canina de Soajo, que fora atribuída, em 1935, a Castro Laboreiro, por BATOTICES, pelo autor do estalão da raça, fazendo-a acompanhar dos documentos de Soajo, para poder substanciar a raça historicamente, pois com dados ancestrais de Castro, nada poderia verdadeiramente dizer!

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Este texto não está em conformidade com os «conhecimentos oficialmente documentados» nos tombos das freguesias onde se registou o rol de bens de raiz, e também as confrontações das freguesias. Mas o mapa seguinte não respeita a autenticidade destas fontes, pelo menos, para as diversas freguesias da parte oriental do concelho!

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Para perceber as delimitações das freguesias não me orientei por este vulgar mapa das autarquias do concelho, que embora muito usado, precisa de ser corrigido porque os tombos das diversas freguesias só o tornam compatível com a versão das fronteiras acima apresentado no que respeita a SOAJO!

Os erros que consideramos mais aberrantes são a consideração de Cabreiro delimitar com Soajo na parte norte de Soajo! Mas os limites constantes nos tombos de Cabreiro e Soajo não se ajustam minimamente com as confrontações desenhadas no mapa das freguesias que ganhou força de lei na década de 2000! De facto, o tombo de Cabreiro, não admite seguramente uma confrontação com Soajo na Pedrada, sita no Outeiro Maior, através de uma suposta separação por águas vertentes, até às proximidades da «Fonte das Forcadas»! Isto, é na verdade, uma fantasia poética vertida no “mapa das freguesias”! 

De facto, se a Pedrada fosse local de fronteira teria forçosamente de figurar no Tombo de Cabreiro, e no Soajo! Estes foram ambos manuscritos em 1795. Sabendo-se que são referidos nos tombos destas freguesias, locais muito menos importantes, como poderiam os locais, da Pedrada no OUTEIRO MAIOR, e das FORCADAS, não serem referidos?!

Também o que consta nos tombos de Gondoriz e de Soajo, Soajo não confronta com Gondoriz, nem Gondoriz com Soajo! Na verdade, Gondoriz não confronta com Soajo, desde Guidão até à Pedrada, como DISPARATADAMENTE, está figurado no "Mapa das Freguesias", pois o tombo de Gondoriz tem os seus limites muito afastados destes duas relevantes montanhas! Estas delimitações apenas terão, talvez, cabimento em imaginados poemas do Aleixo ou do Bocage! 

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 Servem estes extractos da «Carta Geológica de Portugal», para provar que, embora não se refiram nele os nomes da Pedrada e de Guidão, porém, sendo sítios importantes, suscitaram pelo menos as suas altitudes porque estão  referenciadas as altitudes com 1415 m e 1217 m, respectivamente! Guidão é referido em tombos, mas não no da freguesia de Gondoriz, PORQUE apenas é MENCIONADO  no de Soajo e, no de Cabana Maior!

Só um poeta cantador a exercer como Presidente ou como Vereador do pelouro adequado na Câmara do Município da então “Vila sem milhões” é que poderia ter ALDRABADO para admitir que Gondoriz topava na montanha de Guidão, e na Pedrada, do Outeiro Maior!

Mas o que é lamentável, muito lamentável, é admitir na cartografia em vigor do concelho estas aberrações, apesar de se ter já chamado, em muitas sessões da Assembleia Municipal, para estas "Falsidades Estúpidas", que andam a ser publicadas em muitos livros, muitos deles patrocinados pelo município, sem que haja por parte dos responsáveis da Câmara Municipal o mínimo esforço para a correcção dessa lamentável sucessão de asneiras!

Terá de vir um novo Salazar para dizer que dois, mais, dois, não são vinte e cinco?

Não nos digam que este mapa já vem do tempo de alguns antigos “fascistas arcuenses”, mais salazaristas do que o próprio Salazar, e que, por isso, a actual edilidade em nada contribuiu para este estado de coisas! Claro que não são, os  responsáveis pela iniciação! Mas pela continuidade das ASNEIRAS têm culpas, porque não procedem às correcções!

Para muito mal, já chega não mexerem e aceitarem o “fascizado” nome do Parque Nacional!

 

 

TAMBÉM SE DEBATEU NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL, EM ABRIL DE 2018, O QUASE ANONIMATO DE SOAJO!

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SOAJO, não compôs como nome, o nome do Parque Nacional, devido às ALDRABICES encomendadas a G. Pery, e sobretudo a P. Choffat, por certos poderes  domiciliados à beira Vez e por influências, durante o processo da criação do P. N., em Lisboa, de pessoa com ligações familiares à VILA DO VEZ!

Todavia, o que é uma verdade indesmentível é que, no decorrer dos séculos houve, como, ainda há, e haverá, um topónimo oficial em Portugal, apesar de continuarem com hostilidades E MALDOSOS ataques alguns políticos instalados nos últimos vinte e cinco anos, no município que, Soajo, ajuda a reconfigurar substantivamente, desde 1852! 

Desculpam-se, dizendo que foram outros os responsáveis pelo nome do Parque Nacional, mas se isso é, em parte verdade, é preciso afirmar quem quem estava no poder camarário na altura de 1970, portanto, durante o peíodo negro do FASCIMO, nada obstou, bem pelo contrário, concorreu, sem quaisquer fobias para, nas matérias de  PRESERVAÇÕES DAS IDENTIDADES relacionadas com Soajo, reforçãr estes propósitos!

Actualmente, as atitudes anteriores permanecem, só que recorrem a expedientes, mais manhosos, incisivos, alargados e intensos!

Nos mapas do turismo do Porto e Norte do país, DESPREZIVELMENTE, MALTRATAM a «SERRA DE SOAJO», mas sobretudo o poder executivo municipal NÃO REAGE, bem pelo contrário, apoia, para que DESRESPEITEM A LEI E O VERDADEIRO RIGOR DA  CIÊNCIA GEOGRÁFICA como se pode visionar clara e objectivamente:a seguir:

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Isto é vergonhoso, indigno  e atentatório do bom nome da serra!  A Câmara Municipal  do Vale do Vez, nada fará para corrigir esta situação, bem pelo contrário, pretende alimentá-la, porque está ao seu gosto!

O nome do concelho e da sua capital está ligado ao acidente geográfico que é o «VALE DO RIO VEZ»!  SOAJO NÃO  ESTÁ E ESTEVE TAMBÉM  FISICAMENTE ARTICULADO COM A «SERRA DE SOAJO», CONFORME ATRAVÉS DE ÍNUMEROS DOCUMENTOS SE COMPROVA AO LONGO DOS SÉCULOS?

O PASSADO DE SOAJO É TODO PARA ABATER, PARA MATAR?

Foram, o «Saraiva das Forças» e o escritor TOMAZ DE FIGUEIREDO, relacionados, na universitária Coimbra, com o Vez? Não foram! Foram considerados, cada um deles, como a  «FERA DE SOAJO»!

Foram alcunhados como a «FERA DA PENEDA [de SISTELO]? Não foram!

Se o fossem com a Peneda, da Gavieira, não seriam tidos como os "SANTINHOS DA PENEDA"?

 O nome correcto da SERRA deveriam saber os,RESPONSÁVEIS máximos do «TURISMO DO PORTO E NORTE»  que não é o que figura no mapa que publicam, mas sim o que consta no mapa oficial abaixo apresentado, e que foi fabricado no ano seguinte [1972] ao da criação do Parque Nacional:

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 Mas no mesmo "desdobrável" do «TURISMO DO PORTO E NORTE» consta ainda a mesma ABERRAÇÃO: DSCF8655.JPG

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 Continuemos pois  A REPUDIAR este tipo de agressões que fazem com que SOAJO, se TORNE, em vez de "COISA POUCA", uma "COISA NADA"!

Como na CIÊNCIA MATEMÁTICA, na base dez, TAMBÉM alguns mentirosos dizem que dois mais cinco, são trinta e quatro! 

Também na CIÊNCIA GEOGRÁFICA, muitos dos homens do ensino e da comunicação, não corrigem AS MENTIRAS E OS ERROS, antes preferem apresentar os mapas não respeitando a TOPONÍMIA OFICIAL estabelecida pela autoridade governamental com competência nesta matéria!

ALGUÉM ACREDITA QUE A ESCULTURA DO FORAL DA «TERRA E CONCELHO DE SOAJO» VAI SER FEITA?

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 Para acreditarmos que irão, no Verão de 2018, erguer a escultura, transpareçam o local, a empresa, onde a estão a fazer, pois várias vezes, no mandato autárquico anterior, andaram sempre a dizer o mesmo!

Abusar, fazendo de conta que todos os Soajeiros são ingénuos, já não "pega"... 

O poder na "vila dos milhões" o que pretende é fazer de Soajo uma terra de COISA POUCA! Até nos aspectos do património histórico desejam que não seja revelado, e tudo fazem para o esconder, para o rebaixar, para o matar.. 

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O nome «SERRA DE SOAJO», a mais importante identidade que possuímos, quase nunca a usam, apesar de ser nome oficial! Lançam, finoriamente, contra o seu bom nome, a aldrabice do nome do marco geodésico principal da serra, e até o nome «Gerês», fazendo-se de "bacocos" a ponto de acompanharem, os distraídos, os não informados, e os malévolos provocadores!DSCF8611.JPGNão se põem do lado da VERDADE, porque esta não a querem sequer ouvir!

Mesmo neste mapa OFICIAL a referência ao sítio mais emblemático de toda a «SERRA DE SOAJO», do Minho ao Lima, que é a PEDRADA, na montanha, Outeiro Maior, só é detectável pela cota 1415 metros, o que é de lamentar.

 

 

O NOTÁVEL ABADE DE SOAJO QUE PERDEU RENDIMENTOS DO SANTUÁRIO DA PENEDA ERA NATURAL DE SANTA MARIA DE GRALHAS, MONTALEGRE.

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Não se entende a razão pela qual um jovem pároco da Gavieira, a residir e a paroquiar também Castro Laboreiro, revele tanta ignorância sobre  o Santuário da «Senhora da PenAda», designação esta constante no mapa oficial, CARTA GEOGRÁFICA DE PORTUGAL, editado em 1865, onde também aparece uma "PENEDA", em Sistelo como sítio de um importante  marco geodésico! É que sem jogadas BATOTEIRAS, a serra nunca seria designada senão como SERRA DE SOAJO!

DSCF8611.JPG Esta "Peneda", no mapa mencionada, é onde está um sinal geodésico de primeira ordem, e fica na freguesia de Sistelo! 

Não é, portanto, a PENEDA, de Montalegre, nem a PENEDA, da Gavieira, nem das demais povoações com o nome Peneda.

Nem, o nome da serra se deve ligar à "Peneda", do marco geodésico, pois o nome «SERRA DE SOAJO» JÁ EXISTIA HÁ MUITOS SÉCULOS, como sucedeu com a freguesia de GRALHAS!

Em 1802 o Rev. Abade Domingos Lopes Martins ´é colocado em Soajo e lá permaneceu até 1822, sendo pelas suas acções que se edificou, por volta de 1814, a residência paroquial conhecida como «CASA DO ADRO». Esta tomou este nome, por ser demolida uma outra residência anterior com as mesmas dimensões, junto ao adro, da igreja de Soajo, para ser reconstruída dentro deste.

.Nasceu, este activo e enérgico sacerdote na freguesia de SANTA MARIA DE GRALHAS, concelho de «Monte Alegre», comarca de Chaves, distrito de Vila Real, em 22 de Março de 1776.

 Quiseram os administradores da Confraria de Nossa Senhora da Peneda, e do seu Santuário, localizado na freguesia da Gavieira, anexa à ABADIA DE SOAJO, do «CONCELHO E MONTARIA DE SOAJO» [esta como jurisdição de Parque Natural, e não como acto de caça], distrito de Viana do Castelo, que os rendimentos do Santuário fossem objecto de sua apropriação EXCLUSIVA! 

De facto o pároco de Soajo, era detentor do padroado da Gavieira e era o seu donatário em termos de jurisdição eclesiástica, por ser Soajo, terra da Real Coroa, ou seja do Real Padroado, uma vez que era o REI quem tinha o direito de apresentação dos párocos da freguesia de Soajo ao Bispo da Diocese! O abade de Soajo, por sua vez, era quem escolhia o pároco da Gavieira.

Cerca de 1808, o ABADE DE SOAJO, pretendeu chamar a si rendimentos da Peneda que, há décadas, estavam como que afectos à construção de uma capela na povoação  de Rouças, da Gavieira, mas nunca a terminavam ao que parece por serem pouco briosos e zelosos, ou porque não a acabando continuavam a chamar a si os rendimentos. Ao que parece os «rouceiros» por vingança ou para impedir que os rendimentos fossem geridos pelo pároco da Gavieira e pelo abade de Soajo, motivaram intervenções directas por parte dos administradores da Irmandade da Peneda, contra os responsáveis pelo culto religioso.

O Bispo da diocese e, o futuro rei D. João VI, na qualidade de regente do reino, são chamados à solução do polémico caso que na época ganhou alargado conhecimento público, com  a famosa  «QUESTÃO DA CONFRARIA DA PENEDA COM O ABADE DE SOAJO»!

Com estas causas desafiantes, várias consequências advieram para o SANTUÁRIO porque passou a ter os primeiros «Estatutos», e considerável autonomia face à Abadia de Soajo e ao curato da Gavieira, e ainda ganhou a categoria de «REAL» (se bem que esta categoria se adequasse ao estatuto da área geográfica em que se inseria o Santuário, dentro da REAL  MONTARIA e de um Concelho do Padroado Real)! 

O pároco da freguesia da Gavieira, apreciado o caso superiormente, continuou com alguns direitos, mas muito mais limitados, porque todos os sacerdotes que demandassem o Santuário não poderiam confessar e praticar outros actos sem a sua prévia autorização, pelo que a autonomia do Santuário, dentro da paróquia da Gavieira não passou a ser exclusiva  e  absoluta dos confrades, que tinham muito apetência pela gestão da "tesouraria". 

O ABADE de SOAJO, e não do Gerês (como gostam, no século XXI, de dizer uns mal intencionados, instalados no poder municipal à beira do rio que nasce na Serra de SOAJO, à Seida, para governar os territórios dentro dos limites  das antigas TERRAS DO VALE DO VEZ E DO SOAJO), foi o primeiro pároco, a jurar a primeira Constituição de Portugal, em três de Novembro de 1822, juntamente, com toda a vereação do  MUNICÍPIO DE SOAJO, que já neste ano, era velhinho de séculos!

Como foi no ano anterior, em 1821, que terminou a «REAL MONTARIA DE SOAJO», devido a queixas da Câmara de Soajo e do povo soajeiro, ao rei D. Joâo VI, foi extinta a estrutura organizacional adstrita, em Lisboa, ao MONTEIRO-MOR DO REINO, e por isso o monteiro-mor da instituição já existente, pelo menos, no século de 1200 em SOAJO já não jurou a Constituição de 1822.

Embora natural de Santa Maria de Gralhas, foi-lhe doado património por seu tio Rev. António Lopes Paulo, pároco em Santo Tirso de Prazins, freguesia do concelho de Guimarães, no ano de 1788, para se poder ordenar sacerdote.

 Com tanta falta de clero, na actualidade de 2018, é um jovem, o pároco da Gavieira, que acumulando com outras freguesias, comanda os "tesouros" do Santuário, agora, ao que dizem, muito mais REDUZIDOS, do que no século XIX...

                                                                                  Na Serra de Soajo, ao norte do rio Lima

                                                                                                             Jorge Ferraz Lage

UM PARQUE NACIONAL SOAJO-GERÊS NÃO FOI CRIADO POR DISPARATES DE ALGUNS CIENTISTAS DA GEOLOGIA PORTUGUESA! (24)

 

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 O Parque Nacional foi criado em 1971, incluindo no seu nome, o nome errado e viciado de "Peneda"! Porém, em 1972, o minhoto, o cientista e Professor Doutor CARLOS TEIXEIRA, nascido, em, Aboim, Fafe, mas educado na vila de ROUSSAS, concelho de VIEIRA DO MINHO, onde viveu com a mãe em companhia de um seu tio que nela era pároco, não contribuiu para que criassem um Parque Nacional com nome ditocido.   

Herdando o património do tio padre, ali passou férias e o resto da vida quando se reformou.  Foi o coordenador da 4ª versão da «CARTA GEOLÓGICA DE PORTUGAL» editada em 1972, portanto, um ano depois de fundado o PARQUE NACIONAL.

Ignorou o nome errado da serra e do P.N., e DEIXOU TESTEMUNHADO para todo o sempre que na exacta, MULTISSECULAR e  oficial "CERTIDÃO DE BAPTISMO",  figurava a identidade: «SERRA DE SOAJO»!

Este geólogo, naturalista, biólogo e professor, foi também um investigador e cientista de grandes méritos com um curriculum invejável! Ascendeu depois de provas ´publicas, em 1950, à categoria suprema da carreira universitária, PROFESSOR CATEDRÁTICO DA UNIVERSIDADE DE LISBOA! Exerceu actividades docentes anteriormente na Universidade do Porto e esteve ligado à ACADEMIA DE CIÊNCIAS DE LISBOA. 

A primeira CARTA GEOLÓGICA do país deve-se aos geólogos Carlos Ribeiro e Nery Delgado, e foi pubicada em 1867. A segunda saíu em 1876 e teve como autores os mesmos geólogos. Em 1899, foi a altura de Paul Choffat e Nery Delgado verem consagrados os seus esforços na produção da terceira «Carta Carta Geológica de Portugal». Mas em todas estas edições o nome «Serra de Soajo» não constou, nem foi substituído pelo nome ALDRABADO! Assim pouparam disparates!...

Porém, uma nova CARTA GEOLÓGICA, coordenada por Carlos Teixeira,  declara o nome de serra - a «SERRA DE SOAJO» - como se vê na carta geográfica. Os conhecimentos que aprendeu também quando fez a quarta classe no então ensino primário no Minho, foram diferentes dos aprendidos pelo geólogo suiço Palo Choffat na Suíça...

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 A «PENEDA», que na realidade local é o «PEDRINHO»,  é uma das várias montanhas que formam a «SERRA DE SOAJO». O catedrático Carlos Ribeiro, reduziu  esta falsa "Peneda" à condição de sítio onde se encontra o marco geodésico de 1ª ordem, com a altitude verdadeira de 1373 m, conforme consta na folha da Carta Corogáfica do Reino», publicada em 1882. A altitude máxima desta serra encontra-se na montanha «OUTEIRO MAIOR», e tem 1415 m, embora instrumentos tecnológicos mais modernos, posteriormente, permitiram com mais precisão avaliá-la em 1416 m!

Vejamos a seguir a carta elaborada em 1899, por Choffat e Nery Delgado que, como atrás dissemos ignoraram quer o nome multissecular «SERRA DE SOAJO», quer o já usado por Nery Delgado, anos antes, copiando Pery, embora na Carta Geológica de 1876, feita com Carlos Ribeiro, todas as serras do país não constassem.

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 Repare-se que se o que aconteceu à «SERRA DE SOAJO», sucedesse à vila de Ponte da Barca, hoje teríamos se seguissem o suíço P. Choffat, o nome da vila de Ponte da Barca, SUBSTITUÍDO por PONTE DE LIMA! Este suíço até nisto ALDRABOU como claramente se nota a seguir!

Quem gosta destas coisas são certos "génios" do «VALE DO VEZ», porque adoram que os DISPARATES, as ALDRABICES, não se corrijam! Mas a omissão do nome «SERRA DE SOAJO» não foi inocente, pois era preciso preparar a estratégia, não para nova ocultação, mas para o despachar para o sul do rio Lima!

 

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 Nesta CARTA GEOLÓGICA, a terceira publicada em Portugal, em 1899, colocaram alguns nomes de serras, como a do Gerês, e não quiseram colocar a de Soajo, quando neste ano os manuais escolares e a cartografia difundiam no ensido, predominantemente, a SERRA DE SOAJO! 

Choffat não quis neste ano que SOAJO constasse, mas volvidos poucos anos, SENTENCIA o desaparecimento da Serra de SOAJO, da sua própria área geográfica!

Os "simpáticos" do poder actual da  "vila dos milhões", para eles situada na «SERRA DO GEREZ», não gostam das verdades, antes preferem ALDRABICES, como as do mapa apresentado a seguir sobre o espaço da SERRA DE SOAJO! Efectivamente, estas calinadas, provindas em parte de Gerardo Pery, em 1875, só foram corrigidas parcialmente, neste mapa, designado por «CARTA OROGRÁFICA DE PORTUGAL», que foi inserido no livro «Notas  sobre Portugal» no capítulo «INTRODUÇÃO GEOGRÁFICA».  A responsabilidade deste mapa e gráfico, foi do goês, médico e professor, Silva Teles, em 1908, bem assim o texto contendo ainda outros disparates:

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 Como se vê, Pery, em 1875, focou o ponto mais importante da serra na montanha do marco geodésico de 1ª ordem, como se fosse esta a montanha mais relevante de toda a serra!  Mas,  depois, também Choffat, em 1907, continuou com o nome errado da serra lançado por Pery, e ensinou e enganou o médico e primeiro professor do ensino superior em Lisboa, Silva Teles, levando-o a escrever as ASNEIRAS, no  texto no citado livro - «NOTAS sobre Portugal» - publicado. como dissemos, em 1908:

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 Estas afirmações desprestigiantes sobre o nome  e a localização do espaço da «Serra de Soajo», são fruto destas "brilhantes" ideias, copiadas do "fenómeno" Paul Choffat, mas em parte iniciadas pelo "génio" Pery, que já dispunha em 1875, de altitudes muito aproximadas das correctas, não as usando! 

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 Reparem na alusão da fonte primária para, em 1907, Choffat referir e REBAPTIZAR  os nomes de algumas serras, cujo baptismo tinha sido feito muitos séculos antes, de ele ter nascido na Suíça, e de alguns influentes fidalgos das "arcarias", nos anos que se seguiram a 1860, pretenderem, para ASSASSINAR o nome multissecular: SERRA DE SOAJO!

Com um pouco mais de inspiração, Choffat, até mudaria o nome de Portugal!...

Quem a alguns "bons" autores recorre, arranja belos e doces frutos, para colocar  - a "cidadezinha do TALVEZnum belo cenário natural da SERRA DO GERÊS" - porque o menu  tem um variado cenário de "PRATOS SERRANOS"!

As aldrabices de G. Pery e de Paul Choffat continuavam a ENGANAR muito boa gente, mas o catedrático minhoto, CARLOS TEIXEIRA é que não se deixou ludibriar, nem quis ALDRABAR conforme fazem uns "meninos" que se sentem "reizinhos" lá para as bandas de uma vila que nos anos de 1960 já tinha dois "Cafez" não atascasdos, um com sobrado meio tosco de madeira, e outro com sobrado de cimento "polido", ambos à ilharga do estreito «Largo da Lapa», situado em "Terras do Bouro, em cenário do Gerez"!  

Mas descansem os leitores, pois se são bons aplicadores de conhecimentos da ciència geográfica e das afins, souberam que com o dinheiro sobretudo dos emigrantes, e com o despejo na sede do concelho dos Fundos Europeus e das receitas vindas do Governo Central, transformar, uma ainda "vilinha" dos anos de 1960, numa "cidadezinha", nãõ será muito difícil, embora tenha, presentemente, apenas algumas centenas de  pessoas residentes!

 

 

AS PRIMEIRAS TENTATIVAS DA DESTRUIÇÃO DA IDENTIDADE DA SERRA DE SOAJO DOCUMENTADAS, E EXPLICADAS AS GRANDES MENTIRAS E ERROS, ORIGINADAS POR INFLUÊNCIAS DE FIDALGOS DO VALE DO VEZ!

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 AFINAL, CERCA DE DEZ ANOS DEPOIS DE 1852 OS CARTÓGRAFOS PORTUGUESES SABIAM DISTINGUIR, EM 1865, UMA CIRCUNSCRIÇÃO ADMINISTRATIVA - CONCELHO -  DA CATEGORIA HIERÁRQUICA ADMINISTRATIVA DE UMA POVOAÇÃO QUE FOSSE VILA!

QUEM NÃO SOUBE, EM 2008-2009, FORAM OS EDIS E MUITOS DOS DEPUTADOS MUNICIPAIS DO "VALE DO VEZ E SERRA DE SOAJO", POIS CHEGARAM A VOTAR CONTRA, INCRIVELMENTE, INCLUINDO O ENTÃO PRESIDENTE DE JUNTA DE SOAJO,  PARA QUE NÃO FOSSE RESOLVIDA NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA A QUESTÃO DE SOAJO SER VILA!

E A SEDE DE SOAJO JÁ ERA VILA DESDE PELO MENOS 1535!

O PROBLEMA DE NÃO O PARECER DEVE-SE ÀS "ROUBALHEIRAS" DE VÁRIOS VALDEVEZENSES, QUE ALTAMENTE PRIVILEGIARAM A VILA DO VEZ QUANDO INSTALADOS AO LEME DO PODER MUNICIPAL DESDE 1852!

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SOAJO, considerada como VILA, em 1865, foi distinguida da categoria ALDEIA, possuída por outras povoações do concelho que o ajudam a compor. Isto é comprovado manifestamente pelo símbolo usado para identificar as vilas e as distinguir das aldeias de Portugal!

As placas de sinalização,«ALDEIAS DE PORTUGAL», colocadas à entrada da vila de Soajo, em 2017, por entidades que não deram a cara, CONSTITUEM um desrespeito à lei vigente, e um desprestígio e humilhação a SOAJO e aos que se sentem Soajeiros por nascimento ou/e pelo "coração"!

Quanto ao nome, Serra de Soajo, os antigos poderes situados nas margens do rio Vez, dos anos das décadas de 1850-1860, como os da actualidade, sempre actuaram para APAGAR E MATAR uma preciosidade da Geografia Moderna e HISTÓRICA e, contra a vontade deles, a actual GEOGRAFIA DE PORTUGAL, ainda  preza, estima e honra as verdades científicas sustentadas em raízes com muitos séculos, embora, por vezes, só em parte do território serrano!

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 A FALSA "PENEDA", EM VEZ DE PEDRINHO, EM 1865, JÁ ERA TIDA COM «1379 metros» por Gerardo Pery, pois foi também co-autor, isto é, participante na elaboração do mapa, «CARTA GEOGRÁFICA DE PORTUGAL», publicada em 1865. Mas o mesmo G. Pery, dez depois, em 1875, "soprou-lhe" para atingir 1446 m!

Este valor foi tomado como sendo a altitude máxima da serra pelos autores de manuais ESCOLARES de Geografia que a partir deste ano deixaram de usar o nome «SERRA DE SOAJO»! Porém, a grande maioria dos autores de manuais escolares não aderiu às asneiras de Gerardo Pery! 

 

Houve, de facto, uma grande ASNEIRA, porque quem escreve o que  seguir se apresenta, em 1875, na sua «Geografia de Portugal», que foi FONTE PRIMÁRIA para lançar uma NOVA CORRENTE do nome da serra, mudando-lhe o nome USADO desde os muitos SÉCULOS anteriores em exclusivo não foi ética, moral e cientificamente correcto! Ainda a «SERRA DE SOAJO» ERA O NOME ensinado nas escolas de Portugal, em 1875 !

 Como tal, Pery, não respeitou a verdade, antes quis seguir o "encomendado" pelo poder municipal valdevezense!

De facto, Gerardo Pery, subscrevendo em co-autoria a «CARTA GEOGRÁFICA DE PORTUGAL, em 1865, não DEVERIA TER ALDRABADO, em 1875, dizendo que, no sítio da falsa "PENEDA", nos limites geográficos Sistelo/Cabreiro, se situava a máxima altitude de toda a única serra! Que disparate!

Mas, Pery, também lançou um NOVO NOME da serra, na corrente do ensino, ao introduzir pela primeira vez numa Geografia de Portugal o nome "serra da Peneda" proveniente do falso nome do sítio do marco geodésico de 1ª ordem!

Pery não dividiu a serra em duas, porque apagou na sua obra o multissecular nome «SERRA DE SOAJO»!

 AINDA mais ALDRABOU ao considerar no texto da sua Geografia que no local onde implataram a pirâmide geodésica se encontrava a MÁXIMA ALTITUDE DE TODA A SERRA, e COM O VALOR DE 1446 METROS!

Na mesma obra de GEOGRAFIA de 1875, Pery, no seu final, publicou estatísticas em que já não diz que a pirâmide do PEDRINHO ( falseado para "Peneda") é o «mais alto» sítio da serra, pois apenas apresentou a COTA da pirâmide, sem dizer que era o local «mais alto», como o fez para outras serras do país!

CONTRADIÇÃO INADMISSÍVEL numa mesma obra, mas que mesmo assim vários autores o copiaram para alguns manuais escolares!

PARA CÚMULO DOS DISPARATES, ATÉ O ILUSTRE GEÓGRAFO PROF. DOUTOR A. AMORIM GIRÃO, CATEDRÁTICO DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA, NA SUA NOTÁVEL «GEOGRAFIA DE PORTUGAL» TOMOU O NOME ERRADO DA SERRA, O SÍTIO ERRADO DA ALTITUDE MÁXIMA, A ERRADA ALTITUDE MÁXIMA DA SERRA E, AINDA COPIOU UM GRÁFICO ERRADO DO PERFIL TOPOGRÁFICO DA SERRA!

AMÍLCAR PATRÍCIO, SEU ALUNO, CO-AUTOR DO « COMPÊNDIO DE GEOGRAFIA» PARA O ENSINO LICEAL, COM A PRIMEIRA EDIÇÃO EM 1950, COPIA TAMBÉM OS VÁRIOS ERROS COMETIDOS PELO SEU MESTRE, E EM EDIÇÕES POSTERIORES, EM QUE GANHOU O ESTATUTO DE «LIVRO ÚNICO» PARA O ENSINO LICEAL DE GEOGRAFIA, O NOME DA SERRA, E OS OUTROS ERROS SÃO ADMITIDOS COMO VERDADES!

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 Como é que Gerardo Pery, em 1875, escreve que na pirâmide do Pedrinho ("PENEDA") a altitude era de 1446 m, se em 1865 a tomou como sendo apenas de 1379 m? Que lata!

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Alterou, na verdade, a altitude de 1379 m (que considerada em 1865) para 1446 m, em 1875, no texto da sua GEOGRAFIA DE PORTUGAL ! De facto assim está na sua obra, como se prova, por este extracto da sua sua Geografia de Portugal:

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 Pery admitiu a máxima altitude da serra em que forjou e lançou o nome errado, contrariando o que estava a ser ensinado por todos os autores de manuais escolares, que a denominavam APENAS por «SERRA DE SOAJO»!

Teria Pery "comido muito presunto" na vila do "VALE DO VEZ" oferecido pelos fidalgos no poder local, quando por lá andou para colocar e medir as altitudes nos marcos geodésicos? 

 Quanto mais se aprofunda a investigação sobre as formas como atacaram o topónimo «SERRA DE SOAJO» referente a uma das mais notáveis serras de Portugal, mais nos apercebemos das estratégias e “golpadas” que usaram os dois principais políticos valdevezenses, Gaspar Gama e António Sotomaior, agressivos “conquistadores” do concelho e julgado de SOAJO, na segunda metade do século dezanove!

Mas eles não se limitaram às destruições do Soajo concelhio e judicial, pois encararam com o mesmo afinco abater a IDENTIDADE «Soajo» como relevante nome usado na orografia ensinada nos livros de GEOGRAFIA  DE PORTUGAL!

Em Espanha e vários outros países europeus muitos dos concelhos em geral criados séculos depois do concelho de Soajo ainda hoje [2017] perduram! Os vizinhos concelhos da Galiza muitos deles mais pequenos, em população e área geográfica, que o de Soajo apresentam-se na actualidade em geral muito mais desenvolvidos que o Soajo, quando nas décadas de 1950-1960 não o eram. Na Galiza há muito menos desarmonias na distribuição espacial dos recursos por terem mantido os antigos concelhos. 

 Soajo foi anexado, sem que  os Soajeiros fossem ouvidos, mas os dois fidalgos valdevezenses em causa aproveitaram-se das suas colocações no Governo Civil de Viana e na autarquia do Vez e, ainda, das graves contendas FRATICIDAS entre os soajeiros para, em 1852 e 1853, derrubarem instituições vindas pelo menos dos primórdios de Portugal.

As consequências desta anexação foram arrasantes para Soajo e para os Soajeiros e, as recentes repartições dos fundos europeus e do Governo Central bem mostram que a «vila dos milhões» absorveu em proporções exageradas o que era de todo o município!

Vejamos, em continuação, como também se esforçaram, principalmente, o Gama e o Sotomaior, para tentarem derrubar um nome que a nível nacional era muito maIs conhecido que o de Arcos de VALDEVEZ.

O relevante RELEVO chamado nacionalmente por «SERRA DE SOAJO» não lhes agradava e por via disso esforçaram-se para fazer desaparecer o seu NOME!

O que foram certezas, durante a década de 1850, é que se reiniciaram os trabalhos geodésicos do país, criando-se em 1852 a Direcção Geral dos Trabalhos Geodésicos, de tal modo que foi resolvido acelerar a elaboração de uma «CARTA [mapa] GEOGRÁFICA DE PORTUGAL» para responder às necessidades de obras nacionais de monta, nomeadamente, em matérias de viação, pretendidas pelo governo Regenerador, constituído em 1851. Nestes aspectos o país estava atrasadíssimo. 

O levantamento da «CARTA COROGRÁFICA DE PORTUGAL» OU «CARTA GERAL DO REINO DE PORTUGAL», feita na escala de 1/100 000, seria muito demorada, e para obviar a esta situação, simultaneamente, foi decidido proceder ao levantamento de uma  CARTA [mapa] menos pormenorizada, feita na escala de 1/500 000!

Foi esta elaborada sem que estivesse completada a colocação dos marcos geodésicos de segunda ordem, em boa parte do país, para com mais rigor e precisão figurarem muitos dos elementos no novo mapa. Porém, a opção, foi fazer um mapa de Portugal com brevidade!

 Entre 1860 e 1865 iniciou-se e completou-se o que foi considerado o primeiro mapa  de Portugal com características, mesmo assim, mais rigorosas. Reproduzo a seguir algumas imagens que nos permitem clarificar as mentiras e erros  cometidos, principalmente, através da «Geografia de Portugal» editada em 1875, da autoria exclusiva de Gerardo Pery.

É de facto muito estranho que Gerardo Pery sendo um dos três oficiais do exército que trabalhou e subscreveu a feitura da CARTA GEOGRÁFICA publicada em 1865, viesse a considerar a altitude de 1379 metros, no sítio do MARCO GEODÉSICO de 1ª ordem, a que falsamente chamaram "PENEDA". Mas o mesmo Gerard Pery na dita "Peneda", em substituição de PEDRINHO, dez anos mais tarde, portanto, em 1875, escreveu na sua Geografia de Portugal, ALDRABADAMENTE que, a altitude era de 1446 metros!

 E esta de no Pedrinho, notem bem, ainda ser "mais alta" do que a máxima que apontou para a SERRA DO GERÊS, que avaliou apenas em 1442 metros!

Incrível, pois tal não sucederia se não houvesse a preocupação de não considerar no território de Soajo o ponto mais alto da serra, para mais facilitar e FAZER DESAPARECER o nome «SERRA DE SOAJO»!

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 Em 1875, também, o ilustre naturalista Engº florestal Benardino Barros Gomes deixou trabalhos científicos e técnicos tidos como notáveis, pois elaborou com base na «CARTA GEOGRÁFICA » de 1865  (que teve, como dissemos, a dita colaboração de Gerardo Pery) um novo mapa de Portugal intitulado com o nome que se lê a seguir:

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 O cientista Barros Gomes não agravou as aldrabices de G. Pery, em 1875, passando a altitude de 1379 m para 1446 m!

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 Mas nesta carta que exibe as altitudes do solo de Portugal através de cores diferentes, embora não conste o nome falso "PENEDA", e o nome da única SERRA também não conste, é indicada a mesma  altitude de 1379 metros, colocada no mapa elaborado por G. Pery em co-autoria! O que quer dizer que, em 1875, se publicaram, o mapa de Barros Gomes e a obra de Geografia de Portugal, com altitudes DIFERENTES referidas ao Pedrinho ["Peneda"]!

Mas, ambas ignoraram a Pedrada no Outeiro Maior,  como exacto sítio da máxima altitude de toda a única serra, que tem o nome afirmado de «SERRA DE SOAJO» desde o tempo do  lançamento institucional da Real Montaria de Soajo, no século de 1200!

Em 1865 ficava traçada a estratégia para atacar o nome, SERRA DE SOAJO, através das trafulhices das "encomendas" feitas aos homens militares da cartografia que fixaram, portanto o Pedrinho como a montanha mais alta da Serra de SOAJO, e com nome aldrabado de Peneda! 

E isto tudo feito quando todos os manuais escolares do país até 1875, EM EXCLUSIVO, só usavam o nome «SERRA DE SOAJO»!

Gerardo Pery iniciou uma corrente que, embora não destronasse o nome «SERRA DE SOAJO», criou as condições para baralhar o nome da serra. Como em 1882 é publicada a folha da «CARTA COROGRAFICA DO REINO DE PORTUGAL» com altitudes devidamente corrigidas, tiveram de MUDAR para a verdade, a REFERÊNCIA CENTRAL DA SERRA, DO PEDRINHO  [MASCARADO COMO "PENEDA"]  para o OUTEIRO MAIOR! 

COMO NO OUTEIRO MAIOR A ALTITUDE MÁXIMA, À ÉPOCA DE 1882, FOI CALCULADA EM 1415 METROS, A CONTINUIDADE DO NOME DA ÚNICA SERRA TEVE DE SER PENSADO COM CUIDADO, E A NOVA TÁCTICA PARA QUE O NOME SUPORTADO NO PEDRINHO FOSSE ACAUTELADO, FOI MANDAR PARA O ESPAÇO FÍSICO DA SERRA AMARELA O NOME SERRA DE SOAJO!

Os "finórios" desencadearam acções  para atacarem um património imaterial que era muito querido dos Soajeiros da época, pois colocava SOAJO como nome muito conhecido em Portugal...