Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

APRECIAÇÃO DO TEXTO NUMA EDIÇÃO MONUMENTAL, ONDE SE AFIRMA O NOME FALSO «CÃO DE CASTRO LABOREIRO», E SE NEGA, POR OPOSIÇÃO, O NOME GENUÍNO «CÃO DE SOAJO»!

DSCN7436.JPG

DSCN6902.JPG

DSCN6756.JPG

 O «CÃO SABUJO DE SOAJO» ACOMPANHA  O REI D. CARLOS, À SEMELHANÇA DO QUE ACONTECERA COM  OUTROS REIS DA DINASTIA DE BRAGANÇA, DESDE O TEMPO DO REI DOM JOÃO IV (O QUARTO).

DSCN6935.JPG

DSCN6930.JPG

A NEVE É VISÍVEL NUMA  MONTANHA  DA SERRA DE SOAJO, A PARTIR DA QUAL COMEÇA O SOLO A INCLINAR-SE PARA O CÔNCAVO E VALE DE TIBO, PROLONGANDO-SE PARA ALÉM DO SANTUÁRIO DA PENEDA, ATÉ ÀS PROXIMIDADES DA PORTELA DO LAGARTO. EM TODO ESTE TERRITÓRIO OS SEUS MORADORES FORAM PRIVILEGIADOS POR CAUSA DOS CÁES SABUJOS ENVIADOS AOS REIS DO CONCELHO DE SOAJO!

DSCF9025.JPG

AS BOTOTAS SOBRE O NOME «CÃO DE SOAJO» AUMENTARAM AINDA NA DÉCADA DE 1930!

DSCF9115.JPG

DIZER-SE QUE «CÃO DE SOAJO» É NOME IMPRÓPRIO, QUER DIZER QUE É NOME INEXACTO, QUE É TAMBÉM O MESMO QUE DECLARAR QUE É NOME FALSO!

ORA O QUE É PROFUNDAMENTE FALSO É O OUTRO NOME DO CÃO, PORQUE A NOTORIEDADE DO CÃO ESTEVE AO LONGO DOS SÉCULOS ARTICULADA APENAS COM SOAJO!

NA VERDADE, CONSTA NO TEXTO QUE A «ÁREA NATURAL DE DISPERSÃO (…) FICA COMPREENDIDA ENTRE AS SERRAS DE PENEDA E SUAJO»!  QUER ISTO DIZER QUE O CÃO HABITAVA AO TEMPO DA FEITURA DESTES ESCRITOS NAS MONTANHAS DAS SERRAS ANUNCIADAS!

O CÃO VIVIA, TAMBÉM, DENTRO DA «SERRA DE SOAJO»!

EFECTIVAMENTE, CONVEM DIZER QUE NA EXPRESSÃO «ENTRE AS SERRAS DA PENEDA E SUAJO», A PALAVRA «ENTRE» É UMA PREPOSIÇÃO COM O SIGNIFICADO DE «SITUAÇÃO EM MEIO OU DENTRO DE», E NÃO COM O SIGNIFICADO DE «SITUAÇÃO ENTRE DUAS COISAS»! DIZER «NO MEIO» PODE NÃO SER O MESMO QUE DIZER «EM MEIO».

AINDA É PRECISO DIZER QUE EM TODA A REGIÃO MONTANHOSA APONTADA NÃO EXISTEM DUAS SERRAS, MAS APENAS UMA, E, SÓ UMA SERRA! 

O FACTO DE REFERIREM DUAS SERRAS, RESULTOU, ENTRE OUTRAS RAZÕES DE UM  AUTOR  SUÍÇO, CHAMADO PAUL CHOFFAT,  TER INVENTADO, EM 1907, O NOME «MACIÇO GALAICO-DURIENSE», E NELE APONTAR COMO NOME EXCLUSIVO NO ENTRE MINHO E LIMA, A SERRA DA PENEDA!

E CONSIDEROU-A A CULMINAR A 1415 M! MAS ESTA CULMINÂNCIA É A DA «SERRA DE SOAJO»! E ESTE NOME GERAL JÁ TINHA EM 1907, SÉCULOS E SÉCULOS DE USO!

A INTERPRETAÇÃO DE QUE «ENTRE AS SERRAS DA PENEDA E SOAJO» NÃO HÁ ESPAÇO ALGUM POR SE DIZER QUE SÃO PEGADAS, OU CONTÍNUAS, NÃO TEM SENTIDO, POR DUAS RAZÕES: A PRIMEIRA É PORQUE EXISTE EM RIGOR APENAS UMA SERRA; A SEGUNDA, É DE A PALAVRA «ENTRE» TER SIDO, COMO ATRÁS SE DISSE, USADA COM O SIGNIFICADO DE «DENTRO DE»!

DSCF9035.JPG

DSCF9058.JPG

 TAMBÉM É NECESSÁRIO DIZER QUE OS DOCUMENTOS MENCIONADOS SOBRE O CÃO, NESTE TEXTO, SÃO EXCLUSIVAMENTE DE SOAJO!

 UMA OUTRA GRANDE BATOTA, UMA ENORME ALDRABICE, FOI TAMBÉM  A DE MUDAREM A ÉPOCA QUE ESTAVA NOS DOCUMENTOS ORIGINAIS!

DE FACTO, ONDE SE DIZIA «PRINCÍPIOS DO SÉCULO DEZOITO» OU SEJA, SÉCULO XVIII, EM NUMERAÇÃO ROMANA, TIVERAM O ATREVIMENTO, A  CORAGEM,  DE A ALTERAREM PARA SÉCULO VIII (OITO)! 

ASSIM ILUDIRAM E BATOTARAM AINDA MAIS A HISTÓRIA DO CÃO!

 PARA CÚMULO DAS ALDRABICES, OS «CINCO CÃES SABUJOS» ENVIADOS PELA CÂMARA DO CONCELHO DE SOAJO PARA «OS REIS DE PORTUGAL», EM CONFORMIDADE COM A LEI DO FORAL DE 1514, PASSARAM A SER ENVIADOS A UNS «SENHORES» PARA A COMPATIBILIZAREM COM O SÉCULO OITO! MIL ANOS FORAM ALDRABADAMENTE RECUADOS DA DATA ORIGINAL REFERIDA!

 

 

OS PULHAS DO SÉCULO XX, TALVEZ QUE QUISESSEM DIZER QUE OS SABUJOS, ERAM ENVIADOS A UNS «SENHORES», TÃO ALDRABÕES COMO ELES PRÓPRIOS!

QUANTO ÀS «QUEIXAS», PELOS ROUBOS DOS «SABUJOS», FORAM FEITAS AO REI DOM JOÃO I, EM 1401, PELOS OFICIAIS DA CÂMARA DO CONCELHO DE SOAJO!

POR PRIVILÉGIOS, JÁ MUITO ANTIGOS EM 1401, DADOS AOS SOAJEIROS, NÃO PODIAM OS PODEROSOS FIDALGOS VIVER EM SOAJO, NEM LHES ROUBAR OS «PRECIOSOS SABUJOS»!

ATÉ 1834, FORAM OS «CÃES SABUJOS DE SOAJO», PROTEGIDOS PELOS REIS DE PORTUGAL, MAS SÓ EM SOAJO E NÃO NO CONCELHO FRONTEIRO DE CASTRO LABOREIRO!

E FOI, TUDO ISTO, PARAR AO MAIOR MONUMENTO EDITORIAL E CULTURAL EDITADO POR PORTUGAL E BRASIL: A «GRANDE ENCICLOPÉDIA PORTUGUESA E BRASILEIRA»!

 MAIS ROUBOS INACREDITÁVEIS, NO SÉCULO XX, FEITOS AO PATRIMÓNIO CULTURAL E ÀS IDENTIDADES DE SOAJO, POR INFLUÊNCIAS DOS COLONIZADORES DE SOAJO!

 

 

 

OS «SUBSÍDIOS SOBRE A RAÇA» E, O NOME FALSO «CÃO DE CASTRO LABOREIRO», SUBSTITUINDO POR BATOTA INCRÍVEL O NOME «CÃO DE SOAJO», FORAM PARAR, COM MAIS INTRUJICES, À GRANDE ENCICLOPÉDIA PORTUGUESA E BRASILEIRA!

 

 Antes de mais vejamos aspectos pertinentes que ajudam a compreender a problemática dos ferimentos engendrados contra o nome «CÃO DE SOAJO» recorrendo-se a ignóbeis procedimentos!

DSCN6756.JPG

JÁ SEM A AJUDA DOS «MOÇOS DO MONTE», E DO USO DE «ASCUMAS»,E APESAR DO  USO DE EVOLUÍDA CARABINA, O «CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO» CONTINUOU A SERVIR PARA CAÇA GROSSA! PORTANTO, MESMO ALTERADAS AS TÉCNICAS E OUTRAS CIRCUNSTÂNCIAS, O CÃO AINDA ACOMPANHOU UM REI DE PORTUGAL NA IDADE HISTÓRICA CONTEMPORÂNEA, PELA SUA ENÉRGICA FORÇA E BOM FARO PARA CAÇA AO PORCO BRAVO E OUTROS ANIMAIS! 

DSCN7436.JPG

 Perguntou o "SÁBIO DAS TRETAS", face ao que eu havia escrito: «Apresentou alguma prova que ateste que os CASTROS são os sabujos (...)  nos desenhos e pinturas e Palácios de Vila Viçosa, Ajuda, Mafra, etc, conforme mail cominador que me fez chegar no início de 2013?»

.Perante potenciais aldrabices que antevia, de facto avisei-o, de que tivesse cuidado... pois provas iriam desmenti-lo!

A resposta está a seguir, pois funcionários do Palácio de Mafra e o rei Dom Carlos, aparecem numa foto mostrando, provando que, a famosa raça tida, pelo Padre Carvalho da Costa, pelo Padre Aníbal Rodrigues e pelo Prof. Manuel Marques, como de cães SABUJOS, serve, de facto para a caça grossa! 

MAS, O FALSO SÁBIO DE CASTRO, CONTINUA A NEGAR ESTA SUA CARACTERÍSTICA FUNDAMENTAL!

 O FALSO SÁBIO, MENTIU E MENTE! NÃO SE CORRIGE, NEM RETIRA O TEXTO DA INTERNET QUE ESTÁ CHEIO DE DISPARATES SOBRE O ANTIQUÍSSIMO «CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO»! É UM SEM VERGONHA...

DSCN6759.JPG

 O MENTIROSO DE CASTRO LABOREIRO - «SÁBIO DAS TRETAS» -,  ENGANOU E CONTINUA A ENGANAR OS LEITORES, AO DIZER TAMBÉM QUE O «CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO», É SÓ DA SUA FREGUESIA E QUE SÓ SÓ SERVE PARA GUARDAR GADOS E CASAS! ESTA FOTO COM O REI DOM CARLOS PROVA, DE FACTO, O SEU DESNORTE!

DSCF9104.JPG

 Numa antologia escolar publicada nos anos de 1960 deveriam desenhar o sabujo segundo o modelo do pequeno e orelhudo sabujo, mas nunca o deveriam esboçar para que fosse ASSEMELHADO ao «CÃO DE SOAJO», caracterizado em 1935, pelo professor universitário Manuel Marques! Comentando esta IMAGEM DO SABUJO, clamará o castrejo "SÁBIO": - Ah, deveriam delineá-lo ainda mais parecidinho com os da minha TERRA NATAL!

 

DSCN7296.JPG

 O SOLAR DE SOAJO, MUITO DIMINUÍDO A PARTIR DE 1920, PELA EMIGRAÇÃO MASSIVA DE SOAJEIROS PARA OS U.S.A., FOI RECUPERADO, APESAR DA FORTE EMIGRAÇÃO PARA FRANÇA NA DÉCADA DE 1960!

DSCN7291.JPG

 NO NOTÁVEL SOLAR QUE FOI A «REAL MONTARIA DE SOAJO», ONDE SE CRIARAM, PRESERVARAM E SE ENTREGARAM NO DECURSO DOS SÉCULOS, AOS MONARCAS DE PORTUGAL, POR OBRIGATORIEDADE LEGAL, «OS CINCO SABUJOS», ANUALMENTE, SUBSISTE A VELHA RAÇA QUE CAÇAVA E GUARDAVA CASAS, GADOS E PESSOAS, EFICIENTEMENTE!

 

DSCF9105.JPG

 

Minuta recolhida para a feitura do foral de 1514 que bem demonstra haver em Soajo uma Real Montaria para protecção da natureza, onde para controlo e gestão de espécies abatidas eram obrigados a entregar um pé, uma mão, e uma unha, ao monteiro-mor! Em 1498, o rei Dom Manuel ordenou que a «Montaria de Soajo» persistisse como outras que o Regimento do Monteiro-Mor do Reino, em 1605, regulamentou. Confundiu, o “Sábio da retórica de trivialidades”, a «Real Montaria de Soajo», que foi uma circunscrição administrativa local do Reino, com a instituição «Montaria do Lobos» que Soajo também teve em simultâneo, mas não, no tempo do rei Dom Manuel. O seu nível de conhecimentos nestas matérias é manifesto!

Como quis banalizar a «Real Montaria de SOAJO», deveria explicar qual a razão de Damião de Góis não ter referido qualquer outra, reportada a 1498, em Melgaço e em Castro Laboreiro e em todos os restantes concelhos a norte do rio Douro.

DSCF9106.JPG

 Como se nota o concelho era obrigado, para não pagarem os SOAJEIROS impostos à COROA DE PORTUGAL, a enviar obrigatoriamente, em cada ano, CINCO CÃES SABUJOS DE SOAJO! O foral, como lei, impunha essa ENTREGA ANUAL, mas o “Sábio”, por atitude aparvalhada, pediu provas de envios !!!

O «CÃO DE SOAJO» era um reles rafeiro pois não era dos de boa qualidade ou de RAÇA ESPECIAL, mas dos vulgares, dos «SEM SEREM DE RAÇA», apregoa o “Sábio” castrejo!

A «ESPECIAL RAÇA», diz o “Sábio”, nascido em CASTRO LABOREIRO, provém de tempos imemoriais, mas nunca foi pedida aos CASTREJOS pelos reis, pois estes viviam num «MUNDO DE ACÉFALOS», isto é, eram uns IMBECIS!

 

DSCF9112.JPG

 Este documento tinha força de lei, pelo que se os «CINCO SABUJOS», CAUSA PRIMEIRA, DO NÃO PAGAMENTO DE IMPOSTOS AO REI E À COROA DE PORTUGAL, não fossem entregues, bastaria a ameaça da "bomba atómica" para  TERMINAREM os PRIVILÉGIOS DOS SOAJEIROS, como ainda o fez o rei D. José, em 1752, ao RENOVAR AVISO, nestes termos: «COM DECLARAÇÃO QUE TODOS OS ANOS ME DARÃO CINCO SABUJOS E COM TODOS OS MAIS CONTEÚDOS DO FORAL» DO CONCELHO!

NÃO OBSTANTE TUDO ISTO O "SÁBIO" PEDE PROVAS DA ENTREGA DOS SABUJOS AOS REIS!

É UM COITADINHO!

 

No FORAL DE SOAJO, DE 1514, três aspectos SOBRESSAEM: OS «SABUJOS», OS PRIVILÉGIOS, E A PROTECÇÃO DA NATUREZA, ATRAVÉS DA FIGURA DO MONTEIRO-MOR, DA «REAL MONTARIA DE SOAJO»!

DSCF9114.JPG

 No relacionamento do CONCELHO de SOAJO, com o PODER CENTRAL DO REINO, o elemento fulcral para gozo de privilégios, foi o «CÃO DE SOAJO»!

Não recebiam OS MONARCAS DE PORTUGAL apenas, um ÚNICO exemplar, por ano, mas sim o NOTÁVEL número de «CINCO SABUJOS»!

DSCF9111.JPG

 Este fojo situa-se em território de SOAJO, terra capital de «CAÇADAS AO LOBO», mas o "SÁBIO" entende que os vulgares "RAFEIROS" mais que chegavam para defender os gados de Soajo dos lobos! Os "BONS RAFEIROS" só eram usados em «CRASTO»!

 Ao que parece, segundo o "SÁBIO DAS TRETAS", para os REIS, bastou talvez que tivesse ido apenas UM, e um só rafeiro dos insignificantes, dos que só existiam em Soajo, dos que nem sequer eram bons para proteger os gados de SOAJO, onde em toda uma única serra os LOBOS mais abundavam!

QUATRO preciosidades do «cão de Castro Laboreiro»,  FAMOSO E DE BOM NOME, segundo o Prof. Manuel Marques, nunca deveriam ir do CONCELHO DE SOAJO, pois era falso o nome «CÃO DE SOAJO» embora nesta última autarquia já VIVESSEM os valentes SABUJOS amastinados há muitos séculos!

Para servir na SERRA DE SOAJO os SOAJEIROS criadores de gados, os monteiros caçadores e, ainda, os guardadores de vacas da condessa MUMADONA DIAS, o «CÃO DE SOAJO» era um instrumento dispensável, dirá o "Sábio", pois remoto, remoto, só, EXCLUSIVAMENTE, em UMA TERRA NATAL...!  

 

 

 

Continuamos no próximo post a apresentar provas, de mais DESTEMPEROS, para depois apreciarmos criticamente, as MENTIRAS e mais vergonhosas IMAGINAÇÕES, extremamente férteis, lançadas no artigo de vinte páginas, no sítio da internet da Associação do Cão Castro-Laboreiro (accl)!

DSCF9002.JPG

 

DSCF9024.JPG

DSCF9025.JPG

DSCF9027.JPG

DSCF9030.JPG

DSCF9031.JPG

DSCF9033.JPG

DSCF9034.JPG

DSCF9035.JPG

DSCF9042.JPG

 

IREMOS CONFRONTAR AS BATOTAS FEITAS NOS «SUBSÍDIOS» PARA A HISTÓRIA DO CÃO DA SERRA DE SOAJO, COM AS PUBLICADAS NA «GRANDE ENCICLOPÉDIA PORTUGUESA E BRASILEIRA»!

DSCN6756.JPG

 O PODEROSO «CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO», QUE NÃO DE UMA SÓ FREGUESIA, AFINAL, AO LADO DOS SABUJOS PEQUENOS E ORELHUDOS EXISTENTES EM PORTUGAL, SERVIU PARA CAÇAR EM PLENO SÉCULO XX NA TAPADA REAL DE MAFRA COMO O HAVIA FEITO NESTE RECINTO COM EL-REI DOM JOÃO, O QUINTO! TERIA FEITO O SEU TIROCÍNIO NAS MONTANHAS MINHOTAS?

DSCF9002.JPG

 O «CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO» PARTICIPOU NUMA CAÇADA NO SÉCULO XX SEM QUAISQUER TRANSFORMAÇÕES DE NATUREZA HISTÓRICA, GENÉTICA, FUNCIONAL E MORFOLÓGICA, E, ISTO, APESAR DAS ARMAS DE CAÇA JÁ ESTAREM MUITO APERFEIÇOADAS E DIVULGADAS!

DSCF9059.JPG

  UM PURO SABUJO DE COR BRANCA, COMO O DOS PRIMÓRDIOS, QUE NÃO FOI OFERECIDO PELO REI DOM FERNANDO AO CALIFA DE GRANADA...

 

DSCN7291.JPG

 

DSCN7296.JPG

DSCF9060.JPG  EM "CRASTO" ROCHA PEIXOTO , POR VOLTA DE 1900, VIU UM EXEMPLAR NÃO POLICROMÁTICO, MAS DA RAÇA DA SERRA DE SOAJO QUE APETECERAM AOS REIS DE PORTUGAL NA TRAVESSIA DOS SÉCULOS.

DSCF9062.JPG

    A RAÇA «CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO»  FOI SEMPRE DE GRANDE BELEZA, SE PURA, E DEIXOU MARCAS INDELÉVEIS COMO NENHUMA OUTRA, NAS CHANCELARIAS DOS REIS DE PORTUGAL! AMESQUINHÁ-LA, NÃO!

 

DSCF9079.JPG

SEM ERROS GEOGRÁFICOS, "CRASTO" FOI SITUADO AO LONGO DOS SÉCULOS DE PORTUGAL, NA SERRA DE SOAJO, E PARTILHOU A MESMA RAÇA CANINA, FAMOSA!

DSCF9081.JPG

DSCF9083.JPG

 A OPÇÃO, PELO NOME NÃO HISTÓRICO DO CÃO, FOI  FEITA  SEM RESPEITO PELA DOCUMENTAÇÃO DE SÉCULOS ! 

DSCF9085.JPG

A RAÇA DEVE ESTAR LIGADA AO SEU NOME, NOS SÉCULOS DE PORTUGAL, PARA QUE, ATRAVÉS DE MENTIRAS E BATOTAS, NÃO A CONSIGAM DESPRESTIGIAR E MENOSPREZAR!

DSCN7436.JPG

 O REI D. JOÃO V, GRANDE AMANTE DA CAÇA, CONFIRMA, EM 1716, OS DIVERSOS E AMPLOS PRIVILÉGIOS DOS SOAJEIROS, MAS PREVINE-OS DE QUE SE NÃO MANDAREM OS «CINCO SABUJOS ANUALMENTE», CONFORME SE PRESCREVE NO FORAL DO CONCELHO DE SOAJO, DE 1514, PASSAM A PAGAR OS IMPOSTOS DE QUE ESTÃO DISPENSADOS E ACABAM TAMBÉM TODAS AS OUTRAS BENESSES!

EIS O QUE ESCREVEU O PROF. MANUEL MARQUES, AUTOR DOS «SUBSÍDIOS» E ESTALÃO, DO SABUJO PORTUGUÊS DE SOAJO (SERRA), MAS ADULTERANDO O NOME DA RAÇA, E, ATRIBUINDO, INCRIVELMENTE, OS FACTOS E DOCUMENTOS HISTÓRICOS DA REAL MONTARIA E CONCELHO DE SOAJO, A CASTRO LABOREIRO:

DSCF9064.JPG

O cão em causa era «TAMBÉM conhecido pelo nome CÃO DE SOAJO», mas indevidamente, opinou, arbitrária e enganosamente, o Prof. Manuel F. Marques! Mas, por que é falsa, esta opinião?

Vejamos:

Se o cão em 1935, habitava na parte do «maciço (sistema) montanhoso galaico-duriense que vai da Peneda ao SUAJO», situada entre-os-rios Minho e Lima, cuja altitude disse ser, erradamente, inferior a 1400 metros, então tendo em conta tudo isto, e o que mais abaixo escreveu, por que se não devia designar o cão por «CÃO DO SOAJO»?!

Se disse que o cão se encontrava, que VIVIA, em «quase todos os pontos habitados [povoações] daquelas vastas serranias [da Peneda ao SOAJO], e se era «TAMBÉM chamado CÃO DE SUAJO», que razão o levou a rejeitar este nome sem a mínima justificação?!

Talvez que esta opção, seja tão MENTIROSA, como a do «crastejo», autor das “vinte páginas”, que afirma SEM ESCRÚPULOS, noutro texto sobre o cão, ter escrito Manuel F. Marques, que «O CÃO SÓ HABITAVA EM CASTRO LABOREIRO», quando se vê no texto da sua lavra que isto não foi dito !!! Tem muito jeito o castrejo Rodrigues para aldrabar e enganar os leitores...

Também é preciso dizer que, o Prof. Fernandes Marques, usou a expressão, «GALAICO-DURIENSE», inventada pelo suíço Paul Choffat, em 1907! Disse Marques que estas montanhas não atingiam 1400 m, porque certas obras, seguindo Choffat, transmitiam que o ponto mais alto da serra era de 1373 m, e que também o nome da serra de Suajo ao ser confundida com o nome Amarela só atingia os 1361 m de altitude máxima! Daí, estas diversas confusões muito da culpa de Choffat, sobre os nomes das serras, seus posicionamentos, e suas altitudes, se reflectirem nos escritos dos «Subsídios» do autor da caracterização do cão.

Mas, vejamos a seguir o que o Prof. Manuel Marques escreveu que, em vários aspectos, se revela como MUITO GRAVE:

DSCF9067.JPG

DSCF9075.JPG

ESCREVEU QUE CONTINUAVA MUITO APRECIADA ESTA FAMOSA RAÇA DE CÃES, QUE VINHA POR TRADIÇÃO DE TEMPOS MUITO ANTIGOS ATÉ AOS  NOSSOS DIAS [1935], MAS TAL SÓ SE PODE ADEQUAR E COMPROVAR SE FOR RELACIONADO COM O NOME «CÃO DE SOAJO»!

Então, por que repudiou M. Marques, o seu verdadeiro e ancestral nome?!

Mais afirmou Marques que, AUTORES, nos princípios do século XVIII (DEZOITO), escreveram que eram «CINCO CÃES SABUJOS» usados como pagamento obrigatório de impostos aos REIS! Mas se estes tributos foram pagos, ANUALMENTE, e durante muitos séculos, APENAS pelo CONCELHO DE SOAJO como se pode dizer que o nome «CÃO DE SUAJO» não era apropriado?!

A famosa raça foi também usada na CAÇA GROSSA, isto é, como de «CÃES SABUJOS», dado o seu enorme PODERIO para DOMINAR javalis, ursos, lobos, etc., pois até o rei Dom CARLOS, em Dezembro de 1907, na TAPADA DE MAFRA, a usou na sua matilha, como mostra a foto acima apresentada! Então, neste aspecto, de ser «CÃO SABUJO», não foi uma rigorosa e correcta menção feita pelo Prof. Manuel Marques?!

Na foto aparecem também os pequenos sabujos ibéricos a caçar em Portugal, no século XX, à semelhança do que sucedeu com os «ORELHUDOS», nos primeiros três séculos de Portugal! Então, o «CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO», não é diferente do «SABUJO IBÉRICO»?! A foto, podendo ser considerada melhor que uma iluminura ou até que uma pintura, com a presença do rei Dom Carlos, não arrasa, ELUCIDA e responde bem a quem tanto ALDRABA no “artigo das vinte páginas”, ao pretender negar ao cão, a valência de um SABUJO com PODEROSO DOMÍNIO para caça grossa! Mas sabujos, no século XX, são uma figura de retórica, escreveu um castrejo "SÁBIO" em trivialidades…

DSCF9094.JPG

DSCF9101.JPG

Há ainda no texto do Prof. Marques algo que nada abona sobre o nome do cão por que optou, pois o nome rejeitado «CÃO DE SOAJO» é o único que se coaduna com a VERDADE HISTÓRICA! Com efeito o rei Dom João I, em 1401, foi quem emitiu documento onde atende às «QUEIXAS», mas feitas por habitantes do «Concelho, Real Montaria e Julgado de Soajo»! Se, em 1935, era, AINDA, «TAMBÉM CHAMADO CÃO DE SUAJO», e se foi o SABUJO objecto de protecção dos reis de Portugal, até ao século XIX, o nome não foi muito mal rejeitado?

Perante estas evidências o nome verdadeiro e histórico não devia ser preservado?

Se o «TAMBÉM chamado «CÃO DE SOAJO» é que foi causa geradora de TODOS OS DOCUMENTOS referidos pelo Prof. Manuel Marques, e se TODOS estavam relacionados APENAS com SOAJO, por que DIABO foram TODOS ATRIBUÍDOS a Castro Laboreiro?

SÓ POR BATOTA, POR MUITO GRAVE BATOTA, TAL FOI POSSÍVEL, COM O INTUITO DE MATAR O NOME «CÃO DE SUAJO» e justificar a opção FALSEADA!

 

Finalmente direi que:

Talvez o Professor MANUEL F. MARQUES, também tivesse um nome que não devia ter, porque seria o LUÍS DE PAMÕES!

 TODOS OS SEUS DOCUMENTOS como sejam o cartão de identidade, a sua certidão de nascimento, o seu contrato de casamento, bastariam para dizer que era o FUÍS DE PAMÕES?!

 A foto e as impressões digitais, EMBORA fossem também do Professor Manuel Marques, deveriam ser atribuídos ao FUÍS DE PAMÕES ?!...

BATOTAS E MAIS BATOTAS É QUE FORAM NECESSÁRIAS PARA FUNDAMENTAR, EM EXCLUSIVO, A OPÇÃO VICIADA!

DSCF9024.JPG

DSCF9025.JPG

DSCF9027.JPG

 

 

DSCF9051.JPG

DSCF9050.JPG

 

DSCF9058.JPG

 (continua no post seguinte)

CÃO CASTRO-LABOREIRO OU CÃO DE SOAJO? O REI DOM CARLOS SEM «MILAGRE GENÉTICO» CONSEGUIU MANTER O CÃO COMO SABUJO!

DSCF8875.JPG

DSCN6759.JPG

Sua Majestade, El-Rei, pediu ao AGENTE DE MENTIRAS e de ficções da Associação do Cão Castro-Laboreiro, para poder usar o CÃO de nome errado, também, como cão de caça grossa - ou SABUJO - , como o haviam feito os REIS anteriores, desde a Idade Média até à Idade Contemporânea, que por imposição legal ao CONCELHO E MONTARIA REAL DE SOAJO eram os SOAJEIROS obrigados a enviar «CINCO», todos os anos! Mas para o poderem fazer dirá o imaginativo "Rodrigues das Tretas" que os tinham de pedir aos seus vizinhos paroquianos da freguesia de Santa Maria de Castro Laboreiro, com quem tinham fronteira administrativa numa extensão de cerca de QUINZE QUILÓMETROS!

"A forja e a bigorna de fazer cães", escreveu ele, existiam, exclusivamente, na parte das montanhas da SERRA DE SOAJO que ficavam a nascente das da abadia de Soajo!

O "talentoso" disse e continua a dizer que o cão de Soajo era só para caça, e o de Castro Laboreiro, digo eu, embora da mesma raça, nunca foi segundo ele, cão de caça! 

Mas o "sabidola" até consegue enganar alguns génios de Soajo e, RECEBE o apoio FERVOROSO dos homens instalados e "empregados" no poder do município do "VALE DO RIO QUE NUMA PRIMEIRA FASE DO SEU PERCURSO TOMAVA TAMBÉM O NOME BRAGADELA", em vez de Vez, em 1795, segundo os tombos de Cabreiro e de Soajo!

ESCREVEU E EXIBE AINDA NA INTERNET, O "SABIDOLA" DE CASTRO LABOREIRO QUE NEM UM MILAGRE GENÉTICO CONSEGUE TRANSFORMAR O CÃO, FALSAMENTE DENOMINADO CASTRO-LABOREIRO, NUM CÃO DE CAÇA GROSSA!

ASSIM, MENTINDO, DIRÁ O "SABIDOLAS" QUE, O REI DOM CARLOS, O USOU NESTA FUNÇÃO DEVIDO A UM MILAGRE MORFOLÓGICO E GENÉTICO, POIS A CIÊNCIA BIOLÓGICA E VETERINÁRIA, EM 1907, AINDA ERA INCIPIENTE PARA TRANSFORMAR O CÃO NAQUILO QUE SEMPRE FOI!

DSCN6756.JPG

DSCN6758.JPG

 

 

 

SOAJO CONTINUA A SER ATACADO POR QUEM DESEJA TER PODER MONOPOLISTA DA IDENTIDADE “ARCOS”! COMO PELO MENOS EXISTE UM “ARCOS”, EM PONTE DE LIMA, NÃO O CONSEGUEM SEQUER IMPOR “ATRAVEZ” DE UM TAL VEZ!

Ao lermos o blogue «Soajo em Notícia» deparamos com uma referência que pelo anunciado no cartaz em nada dignifica Soajo! Se entenderam que Soajo é um nome sem importância, e que o travestido é que dá nas vistas em França, estão muito enganados! Em França a grande maioria dos concelhos são mais pequenos do que o  o antigo concelho de Soajo! E em termos físicos um pequeno vale, vale muito menos que uma notável serra!

Mas um facto indesmentível é que não se vê no cartaz  referência alguma ao «Rancho Folclórico das Camponesas da Casa do Povo da Vila de Soajo? Que rancho é este de Portugal, chamado «Grupo de Portugal Folclórico os Arcos»?!

É que a vila de Soajo consta na lista, em 2009, das 572 vilas legalmente existentes em Portugal! E, em 2018, ainda faz parte das 582 povoações com a categoria de vila em Portugal, e sabe-se por documentos oficiais autênticos que já era vila nas primeira metade de 1500!

É certo que, na lista das vilas de Portugal também vem uma, e uma só, cujo nome começa pela palavra Arcos e que tem um brasão com quatro torres! Só que MENTIROSAMENTE aparece como criada em 1515! Em aldrabices, na terra da batalha inventada, são imbatíveis!

Será que um milagre filológico ou um prodígio linguístico, o transformou no nome que vem publicitado no cartaz, anunciando-o, provavelmente, como rancho “les Arcos”?!

Não foram só os “espigueiros”, os canastros de Soajo, que se travestiram de «Caniços do Noroeste Peninsular»?! Agora temos uma outra identidade transvestida!

Vindo do instituto cultural do “Vale do Bragadela” qualquer aberração é possível para mascarar, para esconder, um nome que orgulhou Portugal, ao longo dos séculos da monarquia não constitucional e, também, nas primeiras décadas do Reino,em regime constitucional!

                                         

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

AS “PAPINHAS” ESTÃO DISPONÍVEIS, BASTA APENAS QUE AS QUEIRAM UTILIZAR! EM SOAJO AINDA SE ESPERA QUE OS ORGÃOS LOCAIS AUTÁRQUICOS RECUPEREM O TERRITÓRIO NA POSSE DE CABREIRO!

 

DSCF7600.JPG

 LIMITES TERRITORIAIS DE CABANA MAIOR COM SOAJO E COM CABREIRO QUE CONSTAM NO TOMBO DE 1782:

DSCF8863.JPG

DSCF8865.JPG

DSCF8866.JPG

DSCF8867.JPG

 Mais nitidamente se constata na foto que o DISPARATE de dizerem que Cabana Maior confronta com Cabreiro, desde o Alto da Pedrada, no Outeiro Maior, indo a fronteira para poente no sentido dos «MEROUÇOS DE BRAGADELA», e pelo «Chão da Portela» [nos Bicos], e pela «Laje Negra», indo depois ter às «Covas do Omezio» (sic).

VEJAMOS O QUE ESTAVA CONTIDO NO TOMBO DE 1718, NAS FRONTEIRAS DE CABANA MAIOR COM SOAJO E CABREIRO:

DSCF8534.JPG

DSCF8535.JPG

DSCF8539.JPG

DSCF8540.JPG

 AINDA SERÁ CONVENIENTE VER O TOMBO QUE TRATA DE CABANA MAIOR TAMBÉM, DO ANO DE 1541:

 

DSCF8545.JPG

DSCF8546.JPG

DSCF8547.JPG

DSCF8548.JPG

DSCF8549.JPG

Há quem tenha dificuldades em ler escritos dos séculos XVIII e XIX, mas se alguém quiser que lhes reproduza o que estes escritos do século de 1500 podem contactar-me.

 As ligeiras, mas substantivas e importantes alterações verificadas nos tombos, estarei disponível para as esclarecer, se para tanto algum ou alguns dos membros dos órgãos autárquicos de Soajo, ou outras instituições de Soajo, bem como os Soajeiros quiserem alguma minha colaboração.

Os que me acusam de esconder documentos resultantes do muito trabalho que tive, além de MENTIROSOS, são lastimavelmente incompetentes e mesquinhos...

 

LIMITES TERITORIAIS DE SOAJO DESCRITAS NO SEU TOMBO DE 1795:

DSCF8871.JPG

 

DSCF8862.JPG

 

 

Duas fotos de uma fotocópia do Tombo de Cabreiro de 1795, na parte que diz respeito aos limites territoriais com Soajo:

DSCF8749.JPG

DSCF8750.JPG

 

 MAPA DAS FREGUESIAS EXTRAÍDO DE ACORDO COM A «CARTA ADMINISTRATIVA OFICIALDE PORTUGAL»:

DSCF8667.JPG

DSCF8668.JPG

Como se nota neste mapa oficial Cabreiro confronta, muito ERRADAMENTE com Soajo, num pequeno segmento, que é separado pelas cores verde e acinzentada! Mas segundo a documentação oficial e correcta dos tombos de Soajo e Cabreiro de 1795 a fronteira fica bastante a poente da separação do território colorido a verde, de Cabreiro, com o território da Gavieira, apresentado com uma próxima do cor-de-rosa!

 

DSCF8859.JPG

Observando ainda o errado MAPA DAS FREGUESIAS, verifica-se que no ponto M (Mosqueiros) encontram-se três freguesias - Gondoriz, Cabana Maior e Soajo - e não em Guidão, porque neste sítio confrontam, mas não convergem, segundo o cartografado, Soajo e Gondoriz!

Mas consultando o tombo de Gondoriz de 1708, que se encontra no Arquivo de Braga, na Cx. 275, nº6, a confrontação de Gondoriz com Cabana Maior, «finda no coto do Chão dos Bicos», embora o tombo de Cabana Maior de 1782, apresente os limites com Gondoriz ainda muito mais longe! Incompreensivelmente, de facto diz-se no Tombo de Cabana Maior que confonta esta com Cabreiro, desde a Pedrada, passando pelos merouços de Bragadela (que ficam mais a norte da Branda de Bragadela) e pela Lage Negra (situada numa zona lateralmente sobranceira a Bouça Donas e a marginar o planalto dos Bicos),.e que segue para noroeste, em direcção ao «Carvalho do Brealho», onde considera que começa a limitar com Gondoriz!

Perante o que reza o tombo de Cabana Maior ficaria o território da freguesia de Cabreiro relativamente mais perto de Mosqueiros, Travanca e Guidão, do que Gondoriz!

O tombo de Cabana de 1708 tem de facto muitas anormalidades!

 

Observe-se a seguir outro mapa onde fica o sobredito sítio da Lage Negra:

DSCF8840.JPG

 A seguir os posicionamentos das fronteiras disparatadas...

DSCF8860.JPG

 

Nas duas fotos acima apresentadas com extractos dos manuscritos do Tombo de Cabreiro de 1795, onde consta que delimita com Soajo desde o «Porto a Besiconde», no sentido para norte onde se inicia o curso do rio Vez. Mas esta corrente de água neste tombo chama-se «água de Bragadela» ou «ribeiro de Bragadela», e faz a separação entre Cabreiro e Soajo até ao sítio do «Serrado» que fica à beira da «Branda do Real».

Assim a fronteira de Cabreiro com Soajo é considerada no sentido de Sul para Norte e fica situada em território para norte da montanha do Outeiro Maior, portanto para norte da Pedrada; esta confrontação das freguesias desenvolve-se por território do planalto da Seida, onde na parte de Soajo se encontram as águas nascentes em território pantanoso - LAMAS DO VEZ - que mais a noroeste começam a formar uma pequena corrente de água que origina o ribeiro de Bragadela.

Mas no tombo de Cabana Maior, elaborado em 1782, diz-se que o território de Cabreiro chega ao Alto da Pedrada, o que não é dito nem pelo Tombo de Cabreiro, nem pelo Tombo de Soajo! Estes dois últimos, sendo datados de 1795, são portanto mais recentes do que o Tombo de Cabana Maior, pelo que segundo a lei, prevalecem sobre o que consta no de Cabana Maior!

Outro aspecto a considerar é que segundo o Mapa Administrativo das Feguesias, DISPARATADAMENTE, a fronteira de Cabreiro com Soajo, faz-se desde o Alto da Pedrada, no sentido para nascente, até à divisória de águas vertentes quase à beira da nascente da Corga das Forcadas!!! Ora esta «Fonte das Forcadas» segundo o que vem relatado no «Inquérito Paroquial» de 1758, é admitida como sendo exclusivamente da freguesia de Soajo, porque assim testemunharam e assinaram, neste ano, os três párocos em exercício nas três freguesias do concelho, montaria e julgado de Soajo!

É uma grande ASNEIRA, portanto, considerarem-se OS LIMITES DE SOAJO COM CABREIRO, numa direcção ESTE-OESTE, e nesta zona! De facto os tombos de 1795 não se ajustam MINIMAMENTE a esta divisão territorial!

Coisa bem diferente é o que passa da Portela do Mezio a Mosqueiros (à TRAVANCA), onde a divisória do MAPA ADMINISTRATIVO se AJUSTA, se HARMONIZA, se COMPATIBILIZA, não só com o tombo de Soajo de 1795, mas também e sobretudo com os TOMBOS DE CABANA MAIOR de  1541, de 1718 e 1782! Também o facto do INQUÉRITO PAROQUIAL de 1758, MENCIONAR os MARCOS DO MEZIO, bem assim como outros documentos oficiais, CLARAMENTE MANIFESTAM que, a divisória é feita dentro do PLANALTO DA PORTELA DO MEZIO, e não NOS EXTREMOS do planalto do Mezio, ou através das VERTENTES que inclinam para Soajo, ou ABSURDAMENTE por ÁGUAS VERTENTES como defendiam as AUTORIDADES ADMINISTRATIVAS DE CABANA MAIOR, dos três últimos mandatos autárquicos!

ASSIM SENDO, QUEM COMPARA AS SITUAÇÕES DA CARTA ADMINISTRATIVA OFICIAL DE PORTUGAL (C.A.O.P.) E OS TOMBOS, EM TERMOS DA COMPATIBILIDADE, NOS ESPAÇOS DAS DIVISÓRIAS DO MEZIO A GUIDÃO, COM OS DO OUTEIRO MAIOR, OU NÃO PECEBE NADA DO ASSUNTO, OU ESTÁ DE MÁ-FÉ!

TODOS OS MEMBROS DOS ÓRGÃOS AUTÁRQUICOS DE SOAJO DEVEM DEFENDER ESCRUPULOSAMENTE, ISTO É, COM O MÁXIMO ZELO, DIGNIDADE E RESPEITO, O TERRITÓRIO AUTÁRQUICO DA FREGUESIA DE SOAJO, PORQUE FORAM ELEITOS TAMBÉM PARA ESSE EFEITO!

 

DSCF8749.JPG

DSCF8750.JPG

DSCF8860.JPG

DSCF8829.JPG

DSCF8831.JPG

DSCF8832.JPG

DSCF8836.JPG

DSCF8837.JPG

DSCF8838.JPG

 

DSCF8839.JPG

 

DSCF8844.JPG

DSCF8845.JPG

DSCF8846.JPG

DSCF8843.JPG

DSCF8842.JPG

DSCF8848.JPG

DSCF8849.JPG

DSCF8850.JPG

DSCF8799.JPG

 

O Tombo de Soajo refere como fronteira, desde o marco de Visconde (que fica no sítio do Serrado, à Branda do Real,), onde convergiam três concelhos – Soajo, Valadares e Valdevez – e, depois seguia a fronteira pelo ribeiro de Bragadela acima, no sentido de Guidão.

Não deve ser confundido o «Marco de Visconde», colocado por volta de 1646 no sítio da proximidade da «Branda do Real» na margem esquerda do rio Vez, também chamado ribeiro ou «água de Bragadela», com o local de «Porto a Bizconde» situado na passagem da antiga via sobre o ribeiro ou corga das Forcadas cujas águas  vão ajudar a formar o rio ou ribeiro do Ramiscal, que também é conhecido muito mais abaixo por ribeiro ou rio de Cabreiro.

O mapa seguinte elucida-nos sobre estes cursos de água cujos nomes variam nas suas extensões, sendo o mais surpreendente o do Rio Vez, que embora se inicie nas «Lamas do Vez» na zona do planalto da Seida e perto da soajeira «Branda da Seida», foi considerado como nascendo em SANTO ANTÓNIO DE VALE DE POLDRAS, em muitas obras. Só a partir das ditas "Poldras" é que ganhava o nome, segundo vários autores, de rio Vez!

DSCF8834.JPG

O principal ribeiro de Soajo que nasce junto da «Fonte das Forcadas» e que começa por ser designado como «Corga da Baja» para muito a juzante receber um afluente que passa em ADRÃO, perto da ASSUREIRA, seguindo, engrossando, e quando chega ao «Poço Negro», as suas águas caindo em cascata, originam não uma lagoa, mas um cenário fluvial de notável beleza natural. Bem merecia o rio mais extenso, nascido perto da culminância da SERRA DE SOAJO, ser apelidado por «RIO SOAJO», e, o seu tributário por passar em Adrão o nome de «RIO ADRÃO»!

Mas por inoperâncias de sucessivas gerações de pessoas que passaram pelos órgãos autárquicos de Soajo, sempre  identidades relevantes não foram suficientemente acauteladas. E, depois, aparecem mapas em obras de prestigiados autores que não colocaram os nomes nos nossos rios e, que até colocam LINDOSO, com mais destaque gráfico ! É lamentável que Soajo não tenha a mesma consideração! Bem precisava Soajo que os seus filhos dedicassem mais atenção aos aspectos físicos integrados no território autárquico, porque, felizmente, a «massa crítica» pesa na actualidade, muito mais que no antanho!

Muitos SOAJEIROS diagnosticam bem os problemas muito GRAVES de desconsideração para com SOAJO, mas é necessário que se associem para arranjar SOLUÇÕES!

 

A PORTA DO PARQUE NACIONAL, SITUADA NA PORTELA DO MEZIO, ESTÁ TODA LOCALIZADA NA AUTARQUIA DE SOAJO! DAÍ, DEVER SER, A «PORTA DE SOAJO»!

DSCF7600.JPG

DSCF8785.JPG

DSCF8794.JPG

DSCF8788.JPG

Neste mapa "mudo",  em que para alguns "artistas" camararistas, deveria no verdadeiro espaço da Serra da Soajo  estar o nome aldrabado da serra que, em 1875, Gerardo Pery, pela primeira vez, introduziu numa sua obra com o nome "Geografia de Portugal", para satisfazer o poder do "Vale do Vez"! Pretenderam dar cabo de uma identidade muitissecular! O nome do mais importante rio que nela nasce, esse, deve perdurar no mapa para total gosto dos colonizadores!

Mas ontem, como hoje, sempre houve em Soajo, uns "miguel de vasconcelos" que vendem a sua pátria de nascimento aos predadores de IDENTIDADES de Soajo!

DSCF8789.JPG

DSCF8713.JPG

  EMILIANO BETTENCOURT, EM 1870, COORDENOU ESTE MAPA DE PAREDE, E. POSTERIORMENTE, EM TAMANHO MAIS REDUZIDO FOI PUBLICADO EM MANUAIS ESCOLARES DA SUA AUTORIA, ESPECIALMENTE, UMA EDITADA EM 1875!

DSCF8617.JPG

 

DSCF8622.JPG

DSCF8611.JPG

DSCF8754.JPG

DSCF8755.JPG

ESCREVEU ISTO O VICILIANO, DR. FÉLIX ALVES PEREIRA, QUE ELEVOU EM 1910, AS«ANTAS DA SERRA DE SOAJO», À CATEGORIA DE MONUMENTO NACIONAL!

DEVEM ALGUNS "SOAJEIROS" PEDIR AOS "AMIGOS" DO VALE DO VEZ QUE MUDEM TAMBÉM ESTE NOME, para "antas da serra da penedinha", ajustando a "carinha" com a "caretinha" deles!

DSCF8759.JPG

DE "BOLIQUEIME" É QUE SE AVISTA BEM A  «SERRA DO ESPINHAÇO DO CÃO» que ainda não mudou para «serra da penedinha» por negligência dos zelosos edis!

 Esta «PORTELA DO MEZIO» no SOAJO, qualquer dia, SITUAR-SE-Á, também, como mais uma aldrabice, na algarvia SERRA DO CALDEIRÃO!

DSCF8760.JPG

 UM ANTIGO PRESIDENTE DA REPÚBLICA NÃO ENTROU NO HALL, POIS FICOU À PORTA DE SOAJO!

ASSIM É QUE SE ESCONDE BEM O "BOLIQUEIME" DO MINHO AO LIMA, MUITO ENCOSTADO À GALIZA!

QUEM MUITO ESTUDOU E ENSINOU A «TEORIA DO CONSUMO» NA CIÊNCIA ECONÓMICA, COM O RECURSO ÀS "CURVAS DE INDIFERENÇA", BEM IDENTIFICA OS CONSEQUENTES EFEITOS, ESPECIALMENTE, O EFEITO-RENDIMENTO!

O INESQUECÍVEL SOAJEIRO, ANTÓNIO FERNANDES ENES, TRABALHOU, DEVOTADAMENTE, POR E PARA SOAJO! NÃO SE SERVIU DE SOAJO!

DSCF7600.JPG

DSCF8622.JPG

DSCF8611.JPG

 

 Se houve pessoas que se entregaram com ALMA E CORAÇÃO a Soajo, António Fernandes Enes, foi uma das que atingiu um lugar cimeiro no exercício de cargos autárquicos, no último quartel do século XX! Teve nesta dimensão autárquica um saldo altamente positivo! 

Consumia valores seus para melhorar o desempenho do seu cargo a fim de bem servir Soajo! 

Depois de laboriosa actividade na empresa de panificação de seu pai, Manuel Joaquim Enes e de seu tio António Sequeira Enes, localizada na Avenida Luísa Todi, em Setúbal, passou à Nova Caledónia; regressando a Portugal anos depois, estabeleceu-se na vila de Joane, Vila Nova de Famalicão, onde seu filho Alexandre, o substituiu na década de 1980; vindo definitivamente para a vila de Soajo repartiu o seu labor pela gestão das suas propriedades e pela dedicação à autarquia soajeira.  

António Fernandes Enes era também descendente do comerciante em Soajo, Alexandre (Lage) Fernandes -  conhecido pelo «BARBADO» - activo monárquico nos tempos da implantação do regime republicano que era neto de António Gonçalves Lage, político local que desempenhara as funções de juiz no Julgado e Concelho de Soajo e que, ainda, acabaria por ser o último Administrador do Concelho de Soajo, quando nomeado por alvará da raínha Dona Maria II, em 1852!

Foi, António F. Enes, também descendente dos benquistos cirurgiões, António Manuel e Manuel José de Sequeira, igualmente autarcas em SOAJO e, proprietários dos terrenos contíguos ao Largo do Eiró, um dos quais foi adquirido pela Junta de Freguesia para o alargamento da antiga «Praça do Pelourinho», onde depois se construiu também, em parte dele, o Centro Social e Paroquial.

A mais que duplicação do espaço do Largo do Eiró, ao activo desempenho do autarca António Fernandes Enes, se deve!

Sabedor das más vontades perante Soajo, por parte do executivo camárário, tentou agregar alguns seus colegas do PSD, para na Assembleia Municipal, poderem combater, devidamente CONCERTADOS, os desequilibrios nefastos das políticas autárquicas conduzidas especialmente pelo presidente da câmara municipal que enterrava exageradamente na "VILA DOS MILHÕES" substanciais recursos dos fundos europeus! Foi pena que não tivesse mobilizado o POVO DE SOAJO, para se manifestar à porta da Câmara Municipal! Se o tivesse feito teria logrado mais eficácia nos seus propósitos!

Parte do que lhe ia na ALMA apresentou-o na sessão, de 19 de Fevereiro de 2000, na sessão da Assembleia Municipal, realizada na Casa do Povo da Vila de Soajo.

Em homenagem ao combativo e entusiasta Soajeiro, relembramos o texto que leu, e que bem manifesta o acendrado amor que nutriu pela sua TERRA-MÃE, para que sirva também como exemplo às gerações actuais e às vindouras. 

 

Eis, pois, aqui reproduzidas as inolvidáveis palavras vertidas no jornal «VOZ DE SOAJO», de Março de 2000: 

  :DSCF8739.JPG

DSCF8740.JPG

DSCF8741.JPG

DSCF8742.JPG

DSCF8743.JPG

DSCF8743.JPG

DSCF8744.JPG

DSCF8746.JPG

DSCF8747.JPG

 Como se vê o autarca Presidente de Junta de Soajo, ANTÓNIO FERNANDES ENES, que infelizmente já repousa nas entranhas do seu solo pátrio, não COLOCAVA nem o PSD, nem os autarcas municipais, acima dos interesses de Soajo!

Frontalmente, desafiou-os e fustigou-os, para que não fossem tão injustos e roubassem a Soajo, o que era de Soajo! Sentiu que atacaram e muito prejudicaram SOAJO tanto nas obras materiais, como nas especiais IDENTIDADES que, haviam feito de SOAJO, um notável nome nacional, que NIVELAVA, em termos de notoriedade, com o Marão, Gerês e Estrela, não só pelas altitudes das suas montanhas, como nas perspectivas das suas elevações quando medidas não a partir da cota média do mar, mas do sopé ou base das mesmas! Nestes modos diferentes de as observar é que verdadeiramente se sentem as altas proeminências das montanhas da SERRA DE SOAJO, que os colonizadores do "Vale do rio que nasce em Soajo", querem na ESCURIDÃO!

FOI, ANTÓNIO FERNANDES ENES,UM GRANDE SOAJEIRO, UM SOAJEIRO CORAJOSO, UM DESTEMIDO SOAJEIRO, QUE NÃO SE ANINHOU PERANTE OS SEUS CORREGIONÁRIOS DO PARTIDO, PORQUE EM PRIMEIRO LUGAR SOUBE SEMPRE COLOCAR OS LEGÍTIMOS DIREITOS E VALORES DE SOAJO!

UM HOMEM EXEMPLAR, MUITO DETERMINADO, PERANTE OS COLONIZADORES!  FICARÃO PARA A POSTERIDADE OS SEUS PERSISTENTES E VALIOSOS SERVIÇOS DEDICADOS À PÁTRIA SOAJEIRA!

 

  

A SERRA DE SOAJO OBSERVADA PELO ESCRITOR TOMAZ DE FIGUEIREDO NA SUA OBRA A «NOITE DAS OLIVEIRAS»!

Tendo o escritor Tomaz de Figueiredo conhecimento  do ódio aos Soajeiros e a identidades de Soajo, por parte de um tal "Dom Leonel de Morelhões" -  assim alcunhado no romance «Noite das Oliveiras» um tal Mário "Acaldado e Apenedado" - residente numa "casa de ave de arribação" situada próxima da vila valdevezense, quis deixar o prosador para a posterioridade as intenções de que o nome da SERRA DE SOAJO corria perigo, e, iria provavelmente parar ao escuro do breu da noite por falta de frutos das oliveiras que mantivessem as luminárias...

Se não acordássemos a tempo, todo o projecto de um tal "Marinho" que foi useiro e vezeiro em sacanices, especialmente, na primeira metade do século de  1900, seria ainda mais eficaz o apagamento, como o foram os outros esquemas arquitectados, no último terço do século de 1800, e, depois com a jogada magistral de 1907 ao emigrarem o nome de séculos, forçadamente, para denominar as montanhas da Amarela...

DSCF7600.JPG

 Publicam-se a seguir partes de três mapas de Portugal: o primeiro, é do ano de 1561; o segundo, é de 1875; o terceiro, foi oficialmente editado em 1972.

Este último já não foi visto pelo ilustre autor da «Noite das Oliveiras», obra onde subtilmente nos dá conta de uma maré em que SOAJO continuava a ser derrotado pela ingerência e influência do "general de morelhões" sobre o  poder municipal do «Vale do Vez»!

DSCF8724.JPG

DSCF8726.JPG

 O primeiro mapa de Portugal conhecido é da autoria de Fernando A. Seco e, nele encontram-se gravados nomes como «Monte Alegre» com uma sua Peneda, ainda a vila de Ponte da Barca, a vila de Soajo , uma PORTELA DOLELA PENEDA, a  bem notada SERRA DE SOAJO, a elevada SERRA DO MARÃO, e muitos outros nomes portugueses,  mais ou menos sonantes!

Mas esta PORTELA não se diga que significa SERRA!

Não se queira confundir a lagoa Comprida que se situa na Serra da Estrela, com a entidade, SERRA DA ESTRELA!

O que se deve realçar é que a «PORTELA OLELA PENEDA» já no século de 1500, ou talvez no de 1400, era um local relevante, porventura, por causa do culto mariano a NOSSA SENHORA num admirável vale da SERRA DE SOAJO e do concelho dos SOAJEIROS! 

DSCF8716.JPG

DSCF8713.JPG

 Passados cerca de três séculos, depois do de 1500, a SERRA DE SOAJO, continuou a ser ensinada nos manuais escolares de Geografia, mesmo em 1875 [e até nos seguintes] como se verifica através destas imagens fotografadas!

DSCF8620.JPG

DSCF8611.JPG

 Em 1972, quase CEM ANOS depois, das três aldrabices lançadas em 1875, uma das quais, traduzida na denominação do falso nome Peneda, em Sistelo, mas que neste MAPA foi reduzido à sua modesta condição de local de sinalização de um marco geodésico, ainda que de 1ª ordem! 

A SERRA de SOAJO continuou AFIRMADA neste MAPA no lugar seguro e certo que percorrera os séculos de Portugal com total autenticidade,  nas não montado em cavalos e asininos carregados de batotas por fidalgotes impedidos de viver e até de PARAR, em território SOAJEIRO! 

AMARELADOS NOS ROSTOS ANDARAM, DURANTE MUITOS SÉCULOS, RAIVOSOS VERMELHOS QUE HAVIAM SIDO MASCACADOS DE AZUL...

TOMAZ DE FIGUEIREDO, através desta parte de mapa de Portugal, sentiria que a alcunha dos seus colegas da Universidade de Coimbra - um dos quais o seu amigo Fausto José - não foi uma futilidade, mas sim uma verdadeira afirmação, relacionada com a secularidade do nome SERRA DE SOAJO, em que sobressaía a fauna! 

Não foi, TOMAZ DE FIGUEIREDO, conhecido na "COIMBRA DOS DOUTORES",  como o "PEIXINHO DO VALE DO VEZ", nem por o "SANTINHO DA PENEDA", relacionado com a freguesia da Gavieira!

A denominação do espaço da SERRA DE SOAJO, no antanho nunca foi incorporado na «SERRA DO GERÊS» como o fazem uns imbecis de "barcos de talvez" instalados na «casanmatasoajo», pois o nome serra do Gerês, de 1561 até 1662, nem sequer foi escrito no único mapa que houve de Portugal, o de F. Seco, primeiramente impresso em Roma!

Mas, o facto de Soajo, ser aludido como se situando no Gerês, são provocações, são humilhações a todo um passado da ÚNICA JÓIA DA NATUREZA PROTEGIDA a norte do rio DOURO, na travessia de séculos de Portugal!!!

QUEM NÃO SABE, APRENDE, PARA NÃO DIZER DISPARATES! 

Pág. 1/2