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Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

EM 4 DE JULHO DE 1518, O REI D. MANUEL I, NÃO CONCEDEU O «TÍTULO DE VILA E CONCELHO A ARCOS DE VALDEVEZ»! APENAS FIXOU NESTA DATA A SEDE DO CONCELHO E POR INSEPARABILIDADE ELEVOU A ALDEIA «ARCOS DO VEZ» A VILA! (II)

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 Nos 450 anos da constituição da sede no município de «VALDEVEZ» e da inerente elevação da aldeia dos «ARCOS DO VEZ» a vila, quis o NOTÍCIAS DOS ARCOS não deixar passar esta efeméride, porque a História, a Memória e a Cultura de actos relevantes não são saberes  que se devam desprezar...

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 Este último documento fotocopiado parcialmente prova  de forma irrefutável que, ainda em 1527, o CONCELHO continuava a chamar-se só «VALDEVEZ»!

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 A sede OU VILA  do concelho denominavam-na por «ARCOS DE VEZ», o que parece ter levado algumas pessoas a deduzir que o nome "ARCOS" provem das sinuosidades ou curvas do rio!

Porém, o que não oferece dúvidas é que o nome do concelho e o nome da vila continuavam diferentes, à semelhança do que sucedia também com o concelho vizinho da NÓBREGA que se diferenciava do nome da sede, ou seja da vila de PONTE DA BARCA. 

O facto de Ponte da Barca mais tarde passar a dar também o nome ao concelho, já não agregado a NÓBREGA, pode talvez resultar de ser topónimo único no país, ao passo que ARCOS já era nome comum a várias povoações...

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 Este documento reporta-se ao FORAL DE «VALDEVEZ» e tem a data de 1515!

Portanto dizer-se que, em 4/7/1518, o rei «D.MANUEL I CONCEDEU O TÍTULO DE VILA E CONCELHO A ARCOS DE VALDEVEZ» é um enorme DISPARATE!

Daí, o arrazoado seguinte, para poder fundamentar que há ASNEIRAS e, ainda para justificar a epígrafe deste post:

O concelho de Valdevez em 1518 já tinha séculos de existência!

O rei Dom Manuel I, em 1515, através do foral limitou-se apenas a reformar os “direitos e deveres” da «terra e concelho de Valdevez», e NÃO CRIOU a «terra e concelho de Valdevez»!

No ano de 1518 não existia ainda uma localidade ou/e um concelho com o nome Arcos de Valdevez!

Embora na «Carta da Vila» conste «Ao lugar dos Arcos de Valdevez além Douro […] a faz vila», se pontuação fosse usada no documento original e, ainda, se mais precisão na linguagem houvesse, teria sido escrito, possivelmente, isto: «Ao lugar dos Arcos, do concelho de Valdevez». O topónimo «Arcos de Valdevez» como nome de localidade ou/e de concelho, ainda não existia em 1518, pelo que se é verdade o que vem declarado no jornal N.A., de 19/7/2018, pelo actual presidente da Assembleia Municipal, dito nestes termos, «Este ano de [2018] assinalamos os cinco séculos da vila e concelho de Arcos de Valdevez, cujo título foi concedido por D. Manuel I [a 4/7/2018]», então, tudo isto, é muito grave e  como tal IMPERDOÁVEL!

 Quem governou ou ajudou a governar nos últimos trinta anos o MUNICÍPIO que tem como vila-sede Arcos de Valdevez e, não conhece essenciais conhecimentos históricos básicos deles, revela grande ignorância, o que é intolerável...

 

Eu não sou, nem nunca fui historiador, sou economista, e estive quase sempre mais ligado à MICROECOMIA e, nesta, os instrumentos mais utilizados são conhecimentos matemáticos  de Álgebra, Cálculo Diderencial e Integral, Geometria... os quais devidamente articulados com a linguagem económica verbal ou escrita têm de ser coordenados para permitirem uma maior compreensão de determinados conteúdos da ciência económica…

Sei pouco de História, mas tal deve-se  a, em termos académicos,  ter nesta vertente científica apenas,  fundamentalmente, estudos ao nível do ensino secundário...

Ora os autarcas de topo no município de ARCOS DE VALDEVEZ têm formação universitária e como tal deveriam ter mais cuidado com estes assuntos de natureza histórica…

Mas apesar de tudo isto, da minha parte, fui capaz de redigir este texto que discerne, VILA, de SEDE OU CABEÇA de CONCELHO e, ainda de CONCELHO!

 

Dom Manuel I, em 1518, escolheu a aldeia de «Arcos», por ficar numa posição central, para ser a futura cabeça do concelho de «Valdevez», elevando-a, concomitantemente por inerência, à categoria de vila!

 

Teve de ser um Soajeiro a lembrar uma data que iria ser esquecida! Uma  persona non grata pelo poder municipal, sediado na “Vila dos Milhões", foi quem lembrou na Assembleia Municipal uma inacreditável negligência e desconsideração! Mas não fosse a atitude sensata e entusiasta de Amândio Peixoto e nada se faria…pois um Soajeiro, de cidadania não canadiana, não merece ser ouvido! Muito me satisfaz, orgulha e honra, ser tomado como persona non grata, porque isto é sinal de que não me resigno a “deixar andar” e  a ser  colaborador de políticas tão desequilibradas!  Na penumbra, continuam as estratégias a serem traçadas, em larga medida, pelo captor, nos últimos vinte e cinco anos, dos meios financeiros do município em favor da vila, da sede da terra e concelho de Valdevez que o rei D. Manuel criou.  Destinar tão exageradas afectações financeiras às freguesias da sede e às suas periféricas, só é possível por não haver massa crítica na maior parte do município! Os frutos da instalação do “cavaquistão” a norte do Douro irão ser amargos para a grande maioria das freguesias de AVV.

As fontes demográficas das freguesias que tanto concorreram para dar vida às ruas e comércio de uma Vila iniciada há 500 anos estão a secar, e não irá demorar muito tempo que chegarão os efeitos de tantas asneiras pela demasiada concentração dos investimentos e despesas de consumo... Na verdade alguns anfiteatros e seus equipamentos repetiram-se na sede do município com os dinheiros fáceis dos Fundos Europeus, passando-se do zero para o oitenta,  descurando as protecções das florestas, etc.!

De facto, eles comeram tudo, eles comeram tudo,..., e não deixaram nada!

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Pelo facto de estar estragada uma folha do NA, transcrevemos com a devida vénia, a leitura da «Carta de Vila», feita pelo Doutor António Matos Reis, ilustre historiador mediavalista e grande especialista do municipalismo.

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 (CONTINUA NOUTRO POST)

 

 

 

 

 

 

 

A UM LIMIANO APARECEU A IMAGEM DE NOSSA SENHORA DAS NEVES, DA PENEDA DE SOAJO!

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Um criminoso de Ponte de Lima, segundo a tradição, foi quem ACHOU a imagem de «Nossa Senhora da Peneda do Soajo», na serra de Soajo, numa lapa que lhe serviu de abrigo natural, situada no fundo de uma encosta que começa na penha ou penedo a que o povo chama  da "Miadinha", mas que Raul Proença, entendeu ser "Penedo da Ermidinha".

Nunca deveremos considerar que o local da lapa, se situa nas Caldas do Gerês e na serra do Gerês, porque o criminoso limiano não saiu para ir fazer termas, e estas distavam do local da Peneda de SOAJO, cerca de 40 km.

A Peneda de «Monte Alegre» ficava também a grande distância...

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Para o Padre Carvalho da Costa a imagem apareceu ao limiano, porém, Frei Agostinho de Santa Maria diz que apareceu Nossa Senhora, a uma pastora de cabras, primeiramente, sob a forma de uma pomba branca, e numa segunda vez numa lapa sob a forma da imagem em que depois passou a ser venerada.

O castrejo Padre Bernardo Pintor gostou muito de subjectivar escrevendo que os «cinco sabujos» eram enviados para Senhores Donatários de concelhos, pelo concelho de Soajo, e que a fronteira, de Castro com Soajo se fazia, segundo um documento de 1565 de Castro Laboreiro, através do ribeiro da Peneda, mas isto, é contraditado pelo que constava no original completo do Foral de Soajo de 1514. Este texto do foral foi em 1795  reproduzido para o Tombo de Soajo, passando de maior antiguidade no tratamento de fronteira a maior modernidade.

Sobre a adopção do nome Senhora das Neves, quiseram relacioná-la com as neves da "serra da Peneda". Mas esta designação não foi usada regular e consistentemente, pelos eruditos em matérias geográficas e por cartógrafos, senão a partir de 1875.

Os ditos aparecimentos da Senhora a uma pastora de cabras na serra de Soajo não lograram consagração num altar juntamente com a Sua imagem.

a lenda da imagem de NOSSA SENHORA DA PENEDA DE SOAJO ser encontrada pelo criminoso de Ponte de Lima é que mereceu acolhimento num altar, porventura por ser menos fantasiosa, e mais aceitável espiritual, religiosa e em simbolismo. 

E digo, Peneda de Soajo, dado que até ao século XVI, Tibo e Rouças não pertenciam à Gavieira, porque nesses séculos, paroquialmente, a Gavieira era como Rouças, Tibo, Adrão, Várzea, Paradela, Bairros e Vilar de Suente e a sede, sendo todas meras povoações (casais) que se foram congregando para formar no plano religioso a paróquia de Soajo, e sob o ponto de vista do direito civil, para constituírem o CONCELHO DE SOAJO.

O que foi trazido para o conhecimento público e que, Bernardo Pintor desconheceu ou propositadamente ignorou, foi o da lenda do milagre ao galego Jacinto Gonçalves, natural de S. Tiago de Calvos, o que pode justificar a muita devoção na Galiza a Nossa Senhora da Peneda de Soajo, embora só pela muita fé e transcendência os muito crentes a não recusassem como fenómeno de mera ficção imaginativa...

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O culto a nossa Senhora da Peneda do Soajo, dizem que foi iniciado em 1220, mas não há documento algum para o comprovar, pelo que esta afirmação não tem rigor histórico...não passando de uma mera hipótese.

Os homónimos "Peneda", um ligado ao marco geodésico do Pedrinho, mas a que chamaram, erradamente, "Peneda", situado na freguesia de Sistelo, e o outro nome do sítio da Peneda, antiquíssimo de séculos, num local da autarquia de Soajo, na serra de Soajo, passaram a ser confundidos a partir de 1875, quando Gerardo Pery o guindou a nome da serra, ainda que muito pouco seguido até 1907, embora só com recurso a várias erros e aldrabices.

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Falar é positivo, mas não chega...

Quando se discorda do que está mal desencadeiam-se as acções para tentar acabar com o  que não está correcto, e apoiam-se as causas publicamente. 

O  Parque Nacional não é um partido político e deve estar na questão do seu nome acima dos jogos políticos partidários... 

Em 2001, quando o Presidente da República, Jorge Sampaio, visitou Soajo, o autarca presidente do executivo de SOAJO, disse e bem que,  o Parque Nacional, devia chamar-se SOAJO-GERÊS. 

É fácil de compreender que, se SOAJO, não entrar no nome do Parque Nacional, sendo detentor de nome de uma SERRA PRINCIPAL de Portugal, passará a ter um débil nome de serra, de relativa pouca importância!

Reconheceu, e bem, o presidente do executivo autárquico de Soajo, em 2001, que era necessário «LUTAR ATÉ ÀS ÚLTIMAS CONSEQUÊNCIAS» para defender a IDENTIDADE verdadeira da SERRA DE SOAJO!

Sabemos que há pessoas e autarquias que não  QUEREM que a VERDADE DO NOME DA SERRA seja REPOSTA! 

Bem sabemos que se o povo de SOAJO não se mobilizar seria derrota quase certa, mesmo admitindo que os órgãos locais se disponibilizem para concretizar este objectivo,  apesar das minhas fortes dúvidas.

Só haverá força suficiente se o POVO de SOAJO, AMIGOS DE SOAJO, E OS AMIGOS DA VERDADE, SE JUNTAREM AOS ÓRGÃOS AUTÁRQUICOS DE SOAJO, para EXIGIREM que respeitem o que é inteiramente JUSTO, face à documentação autêntica, muito abundante, para que sejam afastados os efeitos das batotas que lograram efeitos nocivos muito consequentes, apesar de sustentados em deploráveis aldrabices...

Mas se o não fizeram o POVO DE SOAJO não irá trair os legítimos direitos da milenar terra de SOAJO...

 

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 Estas «PORCARIAS» foram em 1908, ao BRASIL, para dar a conhecer Portugal!

Um grande vulto da CIÊNCIA GEOGRÁFICA em Portugal foi, nesta época, o Professor SILVA TELES! Enganado por CHOFFAT escreveu e fez vingar pelas sucessivas repetições estas MENTIRAS, ERROS e BATOTAS, constantes neste seu texto e, no manual escolar de "COROGRAFIA DE PORTUGAL" [Geografia de Portugal] para o ensino primário de que foi autor!

Ainda, perduram, em 2020, estas «PORCARIAS» por causa de serem do AGRADO DO PODER MUNICIPAL de A. DE VALDEVEZ e, pela passividade demonstrada, pelo autarca de Soajo, que vem colaborando, sistematicamente, há décadas, embora, por vezes, se pressinta que o faz, manhosamente, porque sabe quanto eles não gostam de SOAJO!

ÀS «PORCARIAS» JUNTAM -SE, POR VEZES, AINDA MAIS DEJECTOS PARA INFECTAREM O RIO VEZ E A SERRA DE SOAJO, NOMES QUE FORAM MUITAS VEZES PARCEIROS NOS SÉCULOS PARA DESCREVER PORTUGAL! 

 

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Sabemos muito bem que o poder municipal, com sede na vila do Vez, sempre vai dizendo que "JÁ É TARDE" para se alterar o nome do Parque Nacional, para nada se fazer, sobre a relevantíssima identidade da SERRA DE SOAJO

Incrível!

É mais um vergonhoso TRUQUE para desmobilizar os SOAJEIROS de lutar pela VERDADE!

Nas descrições sobre PONTE DO LIMA, quando abordam o nome da serra em causa, referem-na naquela autarquia como «SERRA DE SOAJO».

Os limianos sabem bem que o criminoso de Ponte de Lima se refugiou na SERRA DE SOAJO, e não na falsa “Peneda” e, ainda, para cúmulo dos disparates,  ligado ao "penedo geodésico do Pedrinho", de Sistelo!

Os limianos sabem que o cargo de monteiro-mor da MONTARIA REAL DE SOAJO foi pago, durante séculos, na vila de Ponte de Lima.

Também é sabido que o «TRIBUNAL DO JULGADO DE SOAJO» esteve muito tempo ligado à «COMARCA DE PONTE DO LIMA».

As pessoas afectas ao pelouro da cultura no município de Ponte de Lima, em geral, são competentes e não MENTEM, para atacarem valores patrimoniais intangíveis de Soajo!

                                                                           Serra de Soajo, 22/07/20

                                                                       Jorge Ferraz Lage

FUI O ÚNICO A PROPOR QUE O NOME SOAJO (SERRA) FIZESSE PARTE DO NOME DO PARQUE NACIONAL, MAS FUI ACUSADO, POR UM AUTARCA MENTIROSO, NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL, DE NADA TER FEITO!

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MAIS DE UMA CENTENA DE CANASTROS DE GRANITO E MUITOS OUTROS DE VERGA EXISTIAM EM SOAJO PARA ARMAZENAR E SECAR AS ESPIGAS DE MILHO AINDA PELOS ANOS DE 1960/1970!

QUEM FALA À TOA  SOBRE AS PROPRIEDADES AGRÍCOLAS "EM COMUM" E OUTROS EQUIPAMENTOS, É PORQUE NÃO CONSEGUE VER TANTAS E TANTAS PAREDES QUE PRIVATIZARAM ESPAÇOS.

QUEM VÊ SOLIDARIEDADES APENAS ENTRE AS PESSOAS NO ANTIGO  SOAJO É PORQUE NUNCA VIU NOS LIVROS DOS NOTÁRIOS DE SOAJO, OS EMPRÉSTIMOS DE DINHEIRO A JUROS COM TAXAS NOS LIMITES MÁXIMOS LEGAIS, E BEM  TITULADOS E COM GARANTIAS HIPOTECÁRIAS!

QUEM NÃO ASSISTIU AO JULGAMENTO DO CASO JUDICIAL MAIS EMBLEMÁTICO DO TRIBUNAL DE SOAJO POR CAUSA DE UMA DISPUTA DE ÁGUAS DE REGAS DE MILHOS, NÃO SENTE A EXACERBADA NOÇÃO DE APROPRIAÇÃO PRIVADA DOS MEIOS DE PRODUÇÃO E DA PRODUÇÃO, PELOS SOAJEIROS AO LONGO DOS ÚLTIMOS SÉCULOS!

A SENTENÇA DO JUIZ, MANUEL DOMINGUES SARRAMALHO, DEMONSTRA A DIGNIDADE DO EXERCÍCIO DO CARGO DE UM MAGISTRADO JUDICIAL E, AO MESMO TEMPO, A DESONESTIDADE DAS MUITAS TESTEMUNHAS NUMA AUDIÊNCIA ESPECÍFICA, E JAMAIS DE TODO O POVO DO CONCELHO E JULGADO DE SOAJO!

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A «EIRA DA LAJE» É UM OUTRO ESPAÇO PÚBLICO DA VILA DE SOAJO, ALÉM DE OUTROS PRIVADOS E PÚBLICOS, ONDE SE PROCEDIA À "MALHADA DAS ESPIGAS DE MILHO", SOBRE ÁREAS DE LAJES NATURAIS OU EM EIRAS LAJEADAS POR PROPRIETÁRIOS PRIVADOS.

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Em Janeiro de 1970, houve uma sessão pública na Casa do Povo da Vila de Soajo, promovida pela Comissão Instaladora do Parque Nacional, em que além do seu futuro director Engenheiro Lagrifa Mendes, também estiveram presentes, entre outros, alguns colaboradores e simpatizantes do regime fascista/salazarista de entre os quais, o presidente da Câmara de Arcos de Valdevez, Fernando Freitas, o Eng. Eugénio Castro Caldas, professor no Instituto Superior de Agronomia em Lisboa, mas por laços familiares ligado à «Casa da Andorinha» sita em Arcos de Valdevez, e o professor do ensino primário Alexandre Fernandes Enes, natural de Soajo.

O objectivo da muito concorrida sessão era sensibilizar e conquistar o povo de Soajo para a aceitação do próximo futuro Parque Nacional em que já estava tudo decidido sem consultas prévias, portanto tudo foi feito nas costas das populações locais, como era timbre nos tempos da ditadura salalazarista.

O anfitrião em Soajo, se assim se pode dizer, foi o professor Alexandre Enes que, embora tivesse sido em jovem um forte opositor à ditadura salazarista mudara de “ideário político”, o que lhe permitiu mais fácil colocação em Soajo.

E esta condição deu-lhe possibilidades de ter a confiança política dos fascistas de A. de Valdevez.

Quem havia ganhado o concurso à nova vaga existente na escola de Soajo, e que anos antes já ocupara, foi desterrado de Soajo por instâncias de alguns fascistas de Arcos de Valdevez que o acusaram, entre outras coisas, de ser democrata, de colaborar com artigos em jornais democráticos, e de defender demasiadamente os interesses de Soajo…

 O regresso a Soajo não foi possível ao ganhador do concurso, pese embora, ter sido a causa de várias iniciativas de vulto, desde a organização do processo para a construção do edifício escolar da Eira do Penedo, da criação do Centro Regional Soajeiro, da instituição Casa do Povo, e de se bater pela concretização do primeiro empedramento do Largo do Eiró, obras concretizadas antes de 1942. Mas o facto de continuar anti-fascista e de não desistir de ser activo defensor da satisfação de outras graves carências básicas de Soajo, nomeadamente, a da construção de uma estrada rodoviária e a de uma ponte sobre o Lima, mobilizaram de novo alguns fascistas do “Vale do Vez”, que não queriam uma saída rodoviária para o concelho de Ponte da Barca onde já havia uma estrada a cerca de 3,5 km da sede de Soajo e a 1,5 km de Vilarinho das Quartas!

Porém, desta vez, chegaram ao cúmulo de anularem o concurso apesar do resultado já ter sido publicado através de uma portaria no «Diário do Governo»!

Que refinados e influentes fascistas de entre os quais esteve um muito conhecido da “casa do pássaro de arribação”…

 Voltando ao assunto do lançamento do Parque Nacional direi que com o salão da Casa do Povo à pinha, algumas informações e considerações foram prestadas pelo Eng. Lagrifa Mendes acerca dos propósitos do PN.

Disse que a nível local, além dos impactos sobre o turismo, iriam recuperar algumas habitações em Soajo, a título gratuito, e que os lavradores deixariam de poder fazer batidas aos lobos mas que seriam indemnizados com dinheiros do Estado quando os animais fossem mortos pelas feras.

Referindo-se ao nome do parque, disse que se iria chamar Parque Nacional da Peneda-Gerês!

Com esta designação concretizar-se-ia mais um agressivo golpe na identidade da orografia regional que já fora em parte do seu cenário ambiental uma área também da conservação da natureza pelo menos, desde o século de 1200 até 1821, com o nome «MONTARIA DE SOAJO»!

Se a palavra «montaria» provem de «monte», e se em tempos muito remotos se agregavam acidentes geográficos numa designação plural de «Montes», já utilizada também na época romana, como sucedeu com os «Montes Hermínios», portanto nome anterior ao de «Serra da Estrela», também os «Montes de Soajo» passaram há mais de quinhentos anos a «SERRA DE SOAJO», sendo que esta em termos cartográficos já vem compaginada no primeiro mapa conhecido de Portugal, atribuído a Fernando Álvares Seco!

Muitas asneiras sobre o nome da serra passaram a dizer-se sobretudo a partir de 1907.

Constituem agressões inacreditáveis aos exactos saberes, as afirmações recentes, como seja a da narrativa de que “o rio Vez nasce na Serra da Peneda”.

Este disparate foi referido em recente locução televisiva em emissão da vila do Vez, pelo ilustre arcuense, que não por nascimento, Dr. António Cacho!

E isto, dito depois do nome da serra ter sido clarificado com inúmeras provas documentais que são reveladoras das mentiras, erros e batotas sobre o verdadeiro e multissecular nome da serra!

O anfitrião de Soajo, em 1970, prof. Alexandre Enes [1915-1974], na Casa do Povo da Vila de Soajo, não esboçou qualquer objecção, qualquer contrariedade, qualquer reparo, ao nome que escolheram para o Parque Nacional, mas também não pediu benesses  de espécie alguma para Soajo, apenas se limitou a reforçar os argumentos do Eng. Lagrifa Mendes para que aceitassem o Parque Nacional nos termos pronunciados.

Mas de uma coisa estou certo se tivesse observado os efeitos tão nefastos que causou o nome do Parque Nacional sobre o nome da serra de Soajo, e as políticas dos camaristas arcuenses tão abafadoras do nome da serra, reagiria como o fez perante o inacreditável artigo do Padre "Belchior", pese embora não tenha dado a cara, pois, foi o artigo subscrito em nome do presidente de Junta de Freguesia, José de Sousa Alves!

Não faria o Prof. Alexandre Enes o mesmo que a grande maioria dos seus alunos que tiraram cursos médios e superiores os quais aceitam todas estas consequências e atitudes com a máxima passividade, não vindo a público mostrar que estão algo indignados com estas situações!

Perante o que foi dito na Casa do Povo pelo Eng. Lagrifa Mendes e pelo Prof. Alexandre Enes, solicitei a palavra, fundamentalmente, por duas razões:

A primeira para pedir que no nome do Parque Nacional figurasse também Soajo, enquanto nome de uma das mais altas serras de Portugal, em termos de altitude, e por ser nome largamente conhecido no país nessa altura, conforme me ensinara também o competente e exigente professor Alexandre Enes na minha quarta classe;

A segunda foi que sempre que houvesse cortes de árvores na área florestada da freguesia de Soajo, esta participasse nas receitas geradas.

A estes pedidos respondeu negativamente o Eng. Lagrifa Mendes dizendo que para SOAJO entrar no nome do Parque Nacional também teria de entrar o nome, Serra Amarela, e que a participação no valor da venda das madeiras ultrapassava as suas competências!

Em face destas respostas de imediato vários dos presentes levantaram cadeiras no ar de entre os quais o António Augusto, o Manuel Enes Sequeira, o António Fidalgo (“Viana”) e vários outros, mas de cujos nomes não me lembro. Nesta ocasião de cima de uma cadeira pedi seneridade... Em voz alta o meu saudoso e grande amigo, e de Soajo, António Viana, indignado disse - o que ficou durante tempo na memória popular -, «vocês querem proteger muitas coisas, mas nós não comemos passarinhos...»!

O Parque Nacional foi inaugurado nas Caldas do Gerês, em 11 de Outubro de 1971, com a presença das mais altas figuras do Estado.

Ao ler o decreto-lei que instituiu o Parque Nacional verifiquei que o nome Soajo não constou na identidade do PN, para dar como que continuidade à organização congénere, MONTARIA REAL DE SOAJO, pelo que as reacções havidas não susceptibilizaram sequer, indirectamente, o Secretário de Estado que criou o PN, eng. Vasco Leónidas.

Porém, na sessão da Casa do Povo esteve presente, o Prof. Eugénio Castro Caldas, que havia sido contactado por este Secretário de Estado para o informar de que fora ultimada a decisão para poder ser criado um P.Nacional em Portugal.

Quando em Soajo, depois, encontrei Lagrifa Mendes fiz-lhe sentir que nem sequer em simples publicações, mapas e prospectos do PN se referiam à inclusão de parte da «Serra de Soajo» apesar de ter significativa área geográfica no PN!

Nessa época não sabiamos que um só nome - Soajo - dera durante séculos a exclusiva designação à serra, mas que depois de acabar o concelho do nome da serra fizeram batotas...

A errada Peneda, do Pedrinho, além de figurar como inapropriada alcunha, é referido ainda como um dos limites do PN no mal denominado "Alto da Peneda" quando deveria ser dito «Alto do Pedrinho»!

Verifiquei que, tempos depois, já se usava o nome «Serra de Soajo» em prospectos do PN!

Lagrifa Mendes que me ofereceu no Largo do Eiró, um documento medieval de SOAJO, suponho que nunca se apercebeu de que existira a «MONTARIA REAL DE SOAJO» e que fora  também um parque real [nacional] para protecção e conservação da natureza…

Lagrifa Mendes era um homem competente, honesto e dedicado à missão de levantar bem alto o Parque Nacional, mas a revolução do 25 de Abril travou-lhe os sonhos e a vida…

Também me pareceu que Lagrifa Mendes não se apercebeu dos ataques feitos ao nome, «Serra de Soajo», feitos por iniciativas de algumas pessoas ligadas a Arcos de Valdevez desde que Soajo perdeu a sua autonomia municipal... Estes, muito fizeram para o substituírem pelo nome “Peneda”, mas, nos últimos vinte e cinco anos, com a maior divulgação do PARQUE NACIONAL, alcunhado por “Peneda-Gerês”, tem-se reforçado cada vez mais o desconhecimento de Soajo….

Por tudo isto se conclui que o autarca de SOAJO mentiu, sem vergonha alguma, ao dizer que não fiz nada, para a inclusão do nome SOAJO na designação do Parque Nacional!

MENTIR DESTA FORMA É UMA ATITUDE DE GRANDE INDIGNIDADE...

Se o professor Alexandre Enes que me ensinou os nomes das serras de Portugal NÃO REAGIU, talvez porque já o HAVIAM ENGANADO sobre o verdadeiro nome da serra, eu REAGI, mas o AUTARCA DE SOAJO, não acusou o professor Alexandre Enes que foi o ANFITRIÃO neste importante evento, e eu bem sei que o conheceu…

APÓS ESTES CONSIDERAÇÕES NÃO POSSO DEIXAR DE DIZER, MAIS UMA VEZ QUE, O AUTARCA EM CAUSA QUE MIGROU DO PCP, PARA O PS, DEPOIS PARA O PSD, E SE A DITADURA VOLTAR, LÁ SE COLOCARÁ, PORQUE FOI SEMPRE IGUAL A SI PRÓPRIO, EM TERMOS DE FALTA DE VERTICALIDADE….

 

 

COMO SE DEVESSEM EXORBITAR PODERES AUTÁRQUICOS E VIOLAR LEIS NO MUNICÍPIO DE ARCOS DE VALDEVEZ!

 

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 SOAJO É VILA, PELO MENOS DESDE 1535, E, EM 1865, ESTE EXTRACTO DE UMA CARTA OFICIAL DE PORTUGAL, DE 1865, BEM EVIDENCIA QUE MANTINHA A SUA CATEGORIA, NÃO OBSTANTE O CONCELHO TER SIDO EXTINTO DURANTE O GOVERNO DA REGENERAÇÃO.

FOI CAPTURADO PELO MINISTRO "RAPOSA", AMIGO DO ARCUENSE E GOVERNADOR CIVIL, NO DISTRITO DE VIANA DO CASTELO, PROPRIETÁRIO DO EDIFÍCIO ONDE ACTUALMENTE FUNCIONA A BIBLIOTECA MUNICIPAL E A CASA DAS ARTES.

OS TUMULTOS HAVIDOS NUMAS ELEICÕES MUNICIPAIS DE SOAJO FORAM HABILMENTE APROVEITADOS POR GASPAR DE ARAÚJO E GAMA.

COMO O GOVERNO DA REGERAÇÃO FOI CONSOLIDADO, AS EXPECTATIVAS DOS MAIS INFLUENTES SOAJEIROS FICARAM GORADAS, E, EM 1854, O ÚLTIMO PRESIDENTE DA CÂMARA DE SOAJO RENDEU-SE, E ENTREGOU LIVROS E PRESTOU CONTAS DO SEU EXERCÍCIO À FRENTE DE UMA MUNICIPALIDADE QUE CONTINUOU AQUANDO DA FUNDAÇÃO DE PORTUGAL...

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 A FREGUESIA DE CABREIRO TEM CERCA DE CINCO QUILÓMETROS DE DELIMITAÇÃO COM A DE SOAJO, NUMA DIRECÇÃO NORTE/SUL, MAS APENAS É APRESENTADA COM CERCA DE MEIO KM, E, AINDA,ERRADAMENTE, NUMA DIRECÇÃO NE/SW!

Um dos “artilheiros” USADO para argumentar contra a pretensa correcção dos territórios autárquicos no município foi o mesmo INIMIGO que combateu na primeira década de 2000, para que não fosse feita a clarificação do estatuto da categoria de «vila», da sede de Soajo, na Assembleia da República!

Tem este "opositor" exercido, desde há MUITOS ANOS, ininterruptamente, a “movimentação dos dinheiros com origem pública”, nas matérias das “FOLIAS”...

Desta vez na Assembleia Municipal de Arcos de Valdevez "palrou" em voz alta e grossa para dizer que a Câmara Municipal seria como que “corrida” se tentasse intrometer-se nos poderes [quais?] da União de Freguesias a que preside. Este agrupamento autárquico, permitiu-lhe ficar à cabeça de um poder local alargado ao espaço de três freguesias, e continuar no exercício político como se fosse uma "profissão" de "serviço público"...

Pelo que se pode subentender em sessão da Assembleia Municipal só deixa ingressar o PODER camarário no “seu” espaço alargado, quando levarem os “tostõezinhos” para se poder FOLIAR, ou desde que,  a Câmara Municipal  não cumpra uma LEI em vigor em matéria de nome de ruas!

 Talvez que para o "mestre das FOLIAS", a Câmara só poderá “entrar”, sem constrangimentos, no território administrativo da autarquia de Soajo, desde que defenda o licenciamento do projecto do PARQUE BIOLÓGICO sem o concurso das autoridades autárquicas de Soajo, porque normas legais não são para respeitar e cumprir...

Mas se o PARQUE fosse projectado em território autárquico da “sua” União “correria” com a Câmara, a não ser que do “milhão e tal” para investir, sobrasse algum “tlim, tlim”… para gastar nas pândegas com “FOLIÕES”…

Porém, deve dizer-se que alguma coerência teve, mas apenas no NÃO CUMPRIMENTO de outra LEI EM VIGOR, porque não deixou entrar a CÂMARA no espaço autárquico da sua UNIÃO, para que o órgão executivo municipal pudesse estabelecer, COMO EXIGE A LEI, o nome de uma rua.

Violando a lei 75/2013, de 12 de Setembro, relativa ao regime jurídico das autarquias locais, “correu” com o executivo municipal da “COUTADA DO FOLIÃO” em que é rei, pois não se limitou a contribuir apenas com um mero «parecer» não vinculativo!

Avançou, não obedecendo a esta LEI, e criou de uma assentada a «RUA DO SENHOR DOUTOR COMENDADOR…»!

E à beira da placa toponímica gritou BEM ALTO, sem insolência: «QUEM MANDA NESTA MINHA AUTARQUIA, NÃO É A CÂMARA, SOU EU»!

O “REI FOLIÃO” FOI CORAJOSO, PESE EMBORA VIOLASSE A LEI 75/2013!

Esta “generosidade” bem se entende, noutra perspectiva, pois o “Estatuto do Direito de Oposição”, não impede que se cumpram as convenientes SOLIDARIEDADES perante os “adversários políticos”, quando e se as situações não forem oportunistamente aproveitadas, para bajular e sabujar…

 

 

 

 

O “AUTARCA CIDADÃO CANADIANO” MUITO GOSTA DE PREJUDICAR SOAJO, POIS ATÉ INTERPRETOU «ÁGUAS VERTENTES» COMO SIGNIFICANDO, DISPARATADAMENTE, AS QUE CORREM DO CUME DA SERRA DE SOAJO, OU SEJA, DO ALTO DA PEDRADA!

  INVESTIGAR E DESCOBRIR PARA SOAJO, FACTOS HISTÓRICOS, GEOGRÁFICOS E CULTURAIS DE GRANDE RELEVÂNCIA, SÃO PARA O "CANADIANO" «RESSUSCITAR MORTOS»!

NEM PARECE QUE FEZ A «QUARTA CLASSE» POR VOLTA DE 1953!

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A FREGUESIA DE S. JORGE É IDENTIFICADA COMO SENDO «VILAR DE LOBOS»!!!

Que disparate apresentado no portal da Câmara!...

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Por causa de querer que quase todo o Mezio passe para Cabana Maior o presidente de junta de Soajo faz todos os esforços para se colocar do lado dos “arcuenses de lá, no poder municipal” que querem BENEFICIAR Cabana Maior para que Soajo perca cada vez mais território!

DAÍ INTERPRETAR «ÁGUAS VERTENTES» COMO LHE CONVEM PARA TENTAR ENGANAR OS SOAJEIROS MENOS AVISADOS!

SÓ UM "COITADINHO" É QUE SE PRESTA A ESTES DISPARATES!...

Os autarcas de Cabana Maior perceberam e percebem tanto das fronteiras com Soajo que até afirmavam, ainda em 2017, que a «LAJE DAS CRUZES», se situava no Gião para delimitar fronteiras de Soajo com Cabana Maior, e ainda que no Mezio nunca houve «marcos» para delimitar territórios eclesiásticos e administrativos!

Porém, o grande bloco de granito designado por «LAJE DAS CRUZES», existe incorporado actualmente na parede de uma bouça, junto da via antiquíssima que margina o rio Lima quase em frente do rio Tamente, para ligar o vetusto Soajo a Ponte da Barca, a Ponte de Lima, a Braga, a Viana Foz do Lima, etc.! Será a «LAJE DAS CRUZES» também um conhecimento para "desenterrar um morto"?  O "autarca de cidadania canadiana" dirá, talvez,  que sim!

A pouca distância da «LAJE das CRUZES» estão datas, em numeração árabe, ou, se quiser, feita na base 10, para atestar ainda, no século XIX, a importância daquele local em termos de fronteiras administrativas entre Soajo e Arcos de Valdevez!

Quem percebe a “potes” do assunto de fronteiras entre Soajo e Cabana Maior são os actuais presidentes de Junta de Cabana Maior e Soajo!

Eles vão sabendo alguma coisa, também por meu intermédio, mas como sempre POR INTERFERÊNCIAS DO MENTIROSO "CANADIANO" e dos camaristas, querem politicamente marginalizar-me, mas quando for a altura OPORTUNA, o resultado das minhas investigações mais completas sairão a terreno para os NÃO deixar PREJUDICAR SOAJO!

PEÇO MUITO CUIDADO AOS SOAJEIROS, POIS A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA SÓ PODERÁ ALTERAR, O TERRITÓRIO EXPRESSO NA CAOP PERTENCENTE A SOAJO, SE O "AUTARCA DE CIDADANIA CANADIANA" CONSEGUIR ENGANAR OS OUTROS MEMBROS DA JUNTA E OS MEMBROS DA ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE SOAJO, PARA MUITO PREJUDICAREM SOAJO!

ESTANDO OS TOMBOS DE CABANA MAIOR  EM CONFORMIDADE COM O QUE CONSTA NA CAOP, DADO QUE A NOÇÃO DE «ÁGUAS VERTENTES» EM CONTEXTO DE DIVISÓRIAS DE TERRITÓRIOS NADA TEM A VER COM O CONCEITO QUE LHE QUER DAR O MENTIROSO «AUTARCA DE CIDADANIA CANADIANA», SÓ POR GRANDES MANOBRAS DELE É QUE,  SOAJO, PODERÁ, REPITO, FICAR SEM O TERRITÓRIO QUE A CAOP LHE ATRIBUI, DOS MARCOS DO MEZIO AO «MARCO DE MOSQUEIROS», SINALIZAÇÃO ESTA QUE FOI COLOCADA À BEIRA DA TRAVANCA, PASSADOS QUE SÃO MAIS DE TREZENTOS ANOS!

A IDIOTICE DO PRESIDENTE DE JUNTA DE QUE AS «ÁGUAS CORRENTES» PARA EFEITOS DE DELIMITAÇÕES DE TERRITÓRIOS DE MOSQUEIROS, À TRAVANCA, PARA GUIDÃO, SÃO AS QUE CORREM DA PEDRADA, NO OUTEIRO MAIOR, REVELAM BEM QUE FEZ AFIRMAÇÕES MUITO GRAVES, PORQUE DEMONSTRAM COMO ELE TRATA ASSUNTOS MUITO SÉRIOS E RELEVANTES DE SOAJO, EMBORA NÃO O SEJAM PARA O CANADÁ…

ACUSOU-ME DE NÃO SER SOAJEIRO, AQUANDO DO TRATAMENTO DO ASSUNTO DO PROCESSO DA VILA DE SOAJO, PARA SE IR À ASSEMBLEIA DA REPUBLICA, PORQUE PENSA QUE NASCI NO CANADÁ, E AINDA PORQUE TAMBÉM NÃO QUERIA QUE A «SITUAÇÃO DA VILA DE SOAJO» SAÍSSE DA PODRIDÃO POSTA POR MUITOS MALDIZENTES!

A EXPRESSÃO DE QUE EU ANDO A “RESSUSCITAR MORTOS”, TALVEZ SEJA PARA DIZER QUE AS BATOTAS, AS USURPAÇÕES, AS MENTIRAS, OS ERROS, ACERCA DAS MUITAS “GATUNICES” FEITAS A SOAJO, É QUE VENCEM AS VERDADES HISTÓRICO-CULTURAIS! TUDO ISTO MOSTRA COMO O “AUTARCA DE CIDADANIA CANADIANA” ATACA OS LEGÍTIMOS INTERESSES PATRIMONIAIS DE SOAJO!

BEM SABEMOS QUE MUITOS DOS DISPARATES VINDOS DELE, JÁ POUCO OU NADA SURPREENDEM…  MAS COMO AINDA MUITAS PESSOAS NÃO O CONHECEM, ALERTO-OS PARA MAIS ESTAS SUAS MONSTRUSIDADES!

 POR VÁRIOS E DIVERSOS MOTIVOS AVISEI, NA SEQUÊNCIA DAS ELEIÇÕES DE 2017, QUE COM ELE SOAJO MUITO TERIA A PERDER…

O PROF. ANTÓNIO DOMINGUES, AUTARCA EM SOAJO, DURANTE VÁRIOS MANDATOS, OPÔS-SE ÀS PRETENSÕES DE MANUEL BRANCO QUE, ATÉ NEGAVA, OS CENTENÁRIOS MARCOS DO MEZIO!

 

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Não fosse a firmeza do autarca de Soajo, Professor António Enes Domingues, na década de 1990, e já os cabanenses, por várias intercessões do autarca Manuel Branco, se teriam apoderado, em termos de entendimento popular, de todo o planalto do Mezio e restante território até à zona de Mosqueiros, situada esta na proximidade da Travanca.

Os marcos da Portela do Mezio, como se sabe têm pelo menos mais de meio milénio, e muitos documentos os referem, até ao século XIX, em escrituras notariais assinadas junto aos marcos e feitas por tabeliães a exercer no concelho de Soajo, mas Manuel Branco, quando um septuagenário de Boimo, os confirma na antiga via de Soajo para Cabana Maior/Arcos de Valdevez, opõe-se ao seu testemunho! Incrível a posição mentirosa de Manuel Branco para usurpar a Soajo território que documentos afirmam categoricamente...

Queria tomar conta de todo o Mezio pois, inacreditavelmente, pretendia apenas que o território da freguesia de Soajo limitasse com Cabana Maior a partir do começo da inclinação do terreno, isto é, no começo das vertentes para Soajo.

Quando se instalou a Porta do Mezio andava preocupado, e perguntava pelo menos, a uma funcionária, para saber se os de Soajo barafustavam, pois bem sabia que as instalações estavam em território de Soajo…

Confundia a Branda de Mosqueiros, com Mosqueiros (de “Cima”), mas o autarca de Soajo, Professor António Enes Domingues, não se deixou enganar…

Se os marcos do Mezio estivessem nas proximidades da Travanca, já teriam desaparecido como sucedeu ao «marco» de Mosqueiros.

Os de Vilar de Suente porque usavam antigamente o território até quase à FONTE DAS SETE BICAS, defenderam a água desta, e canalizaram-na por rego, e pela Corga de Mosqueiros. Tal só foi possível, porque desde muito antigamente usavam esta fonte por estar à beira do território da freguesia de Soajo. Se limitassem com Soajo apenas na Branda de Mosqueiros perderia muito sentido o uso da água das Sete Bicas para regas por pessoas de Vilar de Suente!

Era muito falada e conhecida a grande CONTENDA da gente de Soajo/Vilar de Suente com os de Cabana Maior por causa da água da Sete Bicas, a ponto de os gavieiros, em solidariedade com os de Soajo, para incentivarem os Vilar de Suente a defenderem costumes ancestrais, perguntavam se a “Água tomba cá, ou tomba lá”, isto é, se já corria a àgua para Soajo, ou não!

Quem avista, por exemplo, do Empalme, verifica que todo o território com inclinação, com vertentes, desde a proximidade da Travanca, em direcção às proximidades do alto de Guidão, bem se apercebe que tem lógica aquelas encostas viradas para o Lima serem da freguesia de Soajo.

De igual modo todo o território com vertentes para o “Rio Grande” ou “Rio Ázere”, nas vertentes das próximadades de Guidão, têm sentido pertencerem à freguesia de Cabana Maior.

No século XVII foi colocado um marco na margem do ribeiro de BRAGADELA (Vez) conforme se atesta em documento oficial, na zona próxima da Branda do Real, onde convergiam os concelhos de Arcos de Valdevez, Valadares e Soajo. Mas, este marco desapareceu, como desapareceu o «marco de Mosqueiros», colocado próximo da TRAVANCA.

O nome Travanca significa também barreira, obstáculo, sendo possível usá-lo para demarcar uma fronteira, uma separação, numa zona de delimitação de Soajo com Cabana Maior.

Cabana Maior quer apoderar-se de apreciável território de Soajo, e sabemos que o actual presidente de junta de Cabana Maior, Joaquim Campos, em 2017, ainda continuava a defender na Portela do Mezio, a fronteira pelo critério das «VERTENTES» como o havia feito Manuel Branco!

Porém, o Prof. António Costa Amorim, mostrou-lhe os MARCOS, e, ao que parece, meses depois abandonou o DISPARATE de os não aceitar, pois, felizmente, ainda existiam!

Já evoluiu, mas muito pouco, e tem de perceber que  TODOS OS TOMBOS são importantes para se esclarecerem as fronteiras, mesmo o PRIMEIRO do século XVIII, de Cabana Maior, que sofrendo ligeiras alterações em 1782, permite ver que as interpretações de «VERTENTES» e «ÁGUAS VERTENTES» correspondem a ideias diferentes!

  

NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL VOTARAM PELO NÃO RESPEITO E CUMPRIMENTO DE UMA LEI ONDE, AUTÊNTICAMENTE, SE OBSERVA QUE AS EDIFICAÇÕES APROVADAS, PARA SE INSTALAR O PARQUE BIOLÓGICO, SE SITUAM SÓ EM TERRITÓRIO AUTÁRQUICO DE SOAJO!

 

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A freguesia de Soajo sendo uma autarquia, segundo a Constituição, tem um território próprio, o qual está delimitado e demarcado na actualidade de 2018, por força de lei, através do que consta na Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP).

Foi licenciado pela Câmara Municipal um projecto apresentado pela ARDAL, instituição ligada à Câmara Municipal, para se instalar um Parque Biológico, na zona do Mezio, em área pertencente por lei à freguesia de Soajo.

De facto, por lei em vigor, a área para instalar o Parque Biológico está, totalmente, dentro da circunscrição territorial e administrativa da freguesia de Soajo.

 Por ser assim, para efeitos do licenciamento da obra, os órgãos autárquicos de Soajo, Junta e Assembleia de Freguesia, deveriam intervir, para se pronunciarem nos termos da lei, sobre a implantação dos pretendidos e importantes equipamentos.

Poderão vir a suscitar-se problemas ambientais ou de outras naturezas e, como tal, se advierem as responsabilidades não se devem imputar apenas à autarquia municipal, mas também aos órgãos administrativos da freguesia de Soajo!

 O que sucedeu com o denominado “Hotel do Mezio” em matérias de saneamento e agressão paisagística mostraram claramente que a Câmara Municipal não acatou certos procedimentos legais…e, por via disso, surgiram problemas na autarquia de Soajo.

Portanto, o que é inteiramente verdade, foi que à data da apreciação dos assuntos na Assembleia Municipal, em 2018/06/29, não esteve em causa, decidir para se desencadearem acções para se elaborar uma nova lei na Assembleia da República com o intuito de enquadrar territorial e administrativamente o Parque Biológico, fora da autarquia de Soajo.

Como é óbvio, potenciais leis supervenientes nada condicionam, sobre matérias de um licenciamento feito nos termos da lei vigente sobre o aprovado projecto do Parque Biológico.

Também, em matérias de exclusividades ou não, das competências e atribuições dos órgãos autárquicos municipais ou/e das freguesias, vale apenas a legislação actual, para se poder apreciar e deliberar sobre os assuntos concernentes ao mapa geográfico e administrativo das autarquias locais inseridas no município de Arcos de Valdevez.

Foram invocados argumentos falaciosos que bem serviram para iludir…

Em próximo artigo se me permitirem e, também, no meu blogue, soajoemnoticiario.blogs.sapo.pt, demonstrarei recorrendo à legislação vigente e aos tombos das freguesias que, argumentos enganadores, podem não proceder…

                                   

DOS QUATRO SOAJEIROS, SÓ O PRESIDENTE DE JUNTA É QUE VOTOU NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL CONTRA OS INTERESSES DE SOAJO!

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Como conheço as manhas, as tendências para mentir, e o uso de má-fé, do presidente de junta apercebi-me pelo que disse na Assembleia de Freguesia que estava a tentar enganar as pessoas.

Se na actual Assembleia de Freguesia não tem possibilidades de manobrar como no passado, e se está a presidir à Junta não foi pela escolha do órgão autárquico deliberativo, nem pela maioria dos SOAJEIROS votantes, mas por a lei determinar que quem encabeça a lista mais votada é que assume a presidência, nem que por hipótese tivesse apenas 20% dos votos!

Veio justificar na Assembleia Municipal que VOTAVA CONTRA a proposta com quatro assuntos para deliberar, com um argumento inacreditável, pois quer que valha para o licenciamento já dado para instalação do Parque Biológico, uma outra LEI que poderá vir a existir ou não no FUTURO, pois a Assembleia da República é que tem, presentemente, a competência legislativa nas matérias de alterações dos limites das autarquias!

Quer dizer segundo o que saiu da cabeça deste autarca de Soajo, o país, as autarquias, instituições, etc., são GOVERNADAS POR LEIS QUE NÃO EXISTEM, E AS QUE EXISTEM NÃO TÊM QUE SER OBEDECIDAS! Nem o maior pacóvio é capaz de dizer tamanha aberração, tamanho disparate! INACREDITÁVEL! INSÓLITO! ISTO É, DE FACTO, UMA MONSTRUOSIDADE!

É este ser humano na JUNTA DE FREGUESIA o presidente! Se não forem os outros membros a usar de sensatez, SOAJO, tem uma vez mais muito território a perder! Mas gaba-se de num período de MILHÕES E MILHÕES de euros, vindos da Europa, de a Câmara Municipal gastar apenas uns magros “TOSTÕES” e, principalmente, na sede da freguesia! Mas estes só foram conseguidos depois de uma “excursão de Soajeiros” se ter manifestado frente à Câmara Municipal, e ainda de, o “Campo da Feira”, só ter sido executado depois de um desafio de Soajeiros que estacionaram numa faixa de rodagem da Avenida 25 de Abril as suas viaturas num dia de feira, ao lado das tendas dos feirantes que ocupavam a outra faixa de rodagem!

Para ele chegavam quase os gastos mínimos em Soajo, mas aceitava, ALEGREMENTE, os “batelões de dinheiros” gastos na sede do município! Mais, esteve sempre contra quem defendeu DIGNA E HONROSAMENTE OS INTERESSES DA FREGUESIA DE SOAJO!

Outra tirada do "Dr. Costa", autarca que se naturalizou canadiano, perdendo a nacionalidade portuguesa, foi TENTAR RIDICULARIZAR a expressão «ÁGUAS VERTENTES», em contexto de delimitações das freguesias de Cabana Maior com Soajo, pensando que elas apenas figuram no tombo para embelezar o texto!

O tombo de SOAJO de 1795 reproduz o que constava no Foral do CONCELHO de Soajo de 1514. Porém, mesmo em 1514, embora não se tenha recorrido ao termo «vertentes», usou-se a expressão «águas vertentes» (estas significando que as águas das chuvas num dado monte são apartadas com naturalidade nas linhas das respectiva cumeada, para cada um dos lados, isto é, para cada uma das freguesias), para delimitar onde houve possibilidades de recorrer a este tipo de critério.

O tombo de Cabana Maior de 1541 refere «marcos» para se fazerem delimitações, mas como ignorou a Portela do Mezio, os marcos nesta não são, obviamente, referidos!

No entanto o tombo, de 1795, de Soajo, reproduzindo o foral completo de 1514, fala do Mezio e nele menciona a delimitação através de «MARCOS»! Também este último fez ainda constar no texto o «MARCO DE VISCONDE» (não confundir com "Porto à Vizconde" na zona da Seida) que ficava junto ao RIO VEZ, embora este curso de água tivesse o nome «água de Bragadela», que quer dizer o mesmo que «ribeiro de Bragadela»! Este último marco estava situado no sítio onde se encontravam os concelhos de SOAJO, VALADARES E VALDEVEZ, muito próximo da chamada «Branda do Real»!

 

Soajo tem de saber defender com LEGITIMIDADE o que é seu, porque dialogar para ceder, ERRADAMENTE, não deve acontecer!

Nestes assuntos não devem ter prioridade as "SIMPATIAS" e, muito menos deixar à vontade os que, ESCONDIDAMENTE, querem obter proveitos próprios...

O autarca presidente "Dr. Costa", quer entregar o que é de Soajo, para se servir e servir alguns camaristas, de molde a que Cabana Maior, fique praticamente com todo o planalto do MEZIO, e restassem para Soajo apenas as beiras do lado nascente, no começo da descida, e as vertentes!

A FORMA DE O FAZER, RECORRENDO A MÉTODOS MANHOSOS, NÃO SE LHE REVELAM FÁCEIS NESTA SITUAÇÃO, E SÓ CONSEGUIRÁ OS SEUS INTENTOS SE OS SOAJEIROS ESTIVEREM A "DORMIR"...

ELE NÃO DESCANSA, PARA SABER, COMO OS PODE DRIBLAR…

 Na ASSEMBLEIA MUNICIPAL com a lição mal APRENDIDA, também "fez das dele", como aconteceu noutras situações, de entre as quais, a de votar contra outros interesses importantes de SOAJO! Quando se quis tratar da situação da CATEGORIA DE VILA DA SEDE DE SOAJO associou-se a alguns raivosos camaristas arcuenses que a ENLAMEAVAM E ENXOVALHAVAM! Mesmo depois de solucionada a sua categoria COM NOVA LEI não repudia as malévolas atitudes dos camaristas, que não QUEREM OBEDECER À LEI DA REPÚBLICA que claramente solucionou a questão de a sede ser UMA DAS VILAS DE PORTUGAL!

DESTA VEZ, NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE 29/7/2018, O SEU NOVO MALQUERER FOI VOTAR CONTRA AS BENDITAS PRETENSÕES QUE A SEGUIR SE APRESEMTAM, que foram antecedidas de doze considerandos:

 « (...)Tendo em atenção estes considerandos e, ainda, várias outras razões que poderiam ser aduzidas, propõe-se que sejam apreciados os assuntos seguintes para que:

  1. a) Se delibere, na próxima sessão de 29 de Junho da Assembleia Municipal, no sentido de encarregar o executivo camarário, para desencadear as devidas acções correctivas, com o intuito de se alterar, onde necessário, o estado das delimitações e demarcações das circunscrições administrativas locais autárquicas das freguesias do município de Arcos de Valdevez, constantes na CAOP, junto do órgão do Estado com competência legal;

  2. b) Se delibere respeitar e cumprir, escrupulosamente, o que está disposto em termos legais na CAOP, ao tempo da aprovação do licenciamento do projecto do Parque Biológico, quanto à localização integral no território da circunscrição administrativa local da autarquia da freguesia de Soajo;

  3. c) Se delibere dar ao nome do «Parque Biológico», o acréscimo, «da Serra da Soajo», além do mais, por ter sido, parte do seu território, durante anos de sete séculos, objecto de abrigo em cenário natural de liberdade, a fauna e flora do Parque da Natureza que foi a «Real Montaria de Soajo» e, também a partir do século XVI, a «Montaria dos Lobos e mais Bichos»;

  4. d) Se delibere que neste «Parque Biológico» se inclua também como animal a cuidar e preservar, à semelhança do «Jardim Zoológico de Lisboa», a raça canina autóctone da Serra de Soajo.»

QUEM NÃO QUIS FOI SÓ ELE, POIS OS TRÊS OUTROS SOAJEIROS, SERVIRAM SOAJO COM A DIGNIDADE, A LEALDADE, DOS VERDADEIROS HOMENS DE SOAJO DE TODOS OS TEMPOS...

SOAJO VOLTOU A TER A CATEGORIA DE VILA EM 2009? NÃO! NUNCA A SEDE DE SOAJO HAVIA DEIXADO DE SER VILA!

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 ESTE TÍTULO É UMA TENTATIVA DE APOUCAMENTO DA SITUAÇÃO DE VILA ANTERIORMENTE EXISTENTE, POIS, TODOS OS CÓDIGOS ADMINISTRATIVOS PUBLICADOS, DEPOIS DE 1836, E AS LEIS AVULSAS SAÍDAS, APÓS 1852, NUNCA DESPROMOVERAM, LEGALMENTE, A SEDE DE SOAJO!

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 MAS AS CONVICÇÕES DO POVO, COM RAZÃO OU SEM ELA, E A DE OUTROS MALFEITORES,  DEVEM,  EM CERTAS CIRCUNSTÂNCIAS SER LEVADAS EM CONTA! 

 FOI  AO PARLAMENTO PORTUGUÊS A QUESTÃO DA VILA, PARA OS NÃO DEIXAR FAZER TÃO FACILMENTE OS SEUS ATAQUES  DIFAMATÓRIOS.

 

EXISTEM MILHARES DE DOCUMENTOS DE COMO A SEDE DE SOAJO JÁ ERA VILA DESDE OS ANOS DA DÉCADA DE 1530, SENDO CENTENAS E CENTENAS DELES OFICIAIS!

NÃO ESTEVE BEM NESTE ASPECTO O PROBO ARCUENSE, DR. FÉLIX ALVES PEREIRA, QUANDO DISSE QUE SOAJO NUNCA FOI VILA, SERVINDO-SE DE DOCUMENTAÇÃO ANTERIOR A 1500! 

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  A GRANDE MAIORIA DOS COLONIZADORES AO VOLANTE DO PODER MUNICIPAL, VIZINHO DO RIO Bragadela/Vez, SEMPRE QUISERAM SUGAR E REBAIXAR A VILA DE SOAJO! 

POR TAL FOI NECESSÁRIO REAGIR ÀS AFRONTAS!

EXISTEM, SEM DÚVIDA, RAZÕES MATERIAIS E HUMANAS PARA UMA TERRA SER VILA!

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 PRESERVAR A MEMÓRIA DA «TERRA DE SOAJO» É UM DEVER ELEMENTAR, SE "MASSA CRÍTICA" HOUVER!

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LIMITAR AS IDENTIDADES EMBLEMÁTICAS DOS MUITOS  SÉCULOS DA «TERRA E CONCELHO DE SOAJO» APENAS A UM PELOURINNO,  ERA  ESCASSEZ QUE URGIA CORRIGIR!  

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DE FACTO, TAMBÉM, VALORES IMATERIAIS CONTAM PARA APRECIAR A CATEGORIA DE UMA TERRA, AS QUAIS EVITAM QUE NÃO DESÇA PARA UMA CATEGORIA INFERIOR, APESAR DAS MALEDICÊNCIAS E INVEJAS!

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ESTA EDIÇÃO DE NATUREZA HISTÓRICA QUE, NÃO SE SITUA NO PLANO DE MEROS ROMANCES COMO «A  BRASILEIRA DE PRAZINS», ONDE UM CASTREJO RECORRE PARA HISTORIAR O CÃO SABUJO COM NOME FALSO, ATRAVÉS DE UMA ÚNICA LINHA, ESCRITA PELO COMPANHEIRO DA ADÚLTERA ANA PLÁCIDO, É ALGO MUITO CURTO!

CAMILO CASTELO BRANCO E ANA PLÁCIDO SÃO EVOCADOS, EM ESCULTURA DE BRONZE, COM ANA DESNUDADA, EM FRENTE DA CADEIA  DA RELAÇÃO DO PORTO, ONDE CRIMINALMENTE PAGARAM O QUE SEGUNDO A MENTALIDADE DA ÉPOCA SE REPERCUTIA NO DIREITO POSITIVO... MAS O CÃO SABUJO DE SOAJO NÃO LATIU...

TAMBÉM, ARNALDO GAMA, IMORTALIZADO, JUNTO DAS MURALHAS FERNANDINAS, NO PORTO, ROMANCEOU E NÃO ABORDOU NO PLANO DA HISTÓRIA LOCAL O CÃO DE GADO DE CAÇA GROSSA E GADO, DA AMPLA SERRA DE SOAJO.

AO NÃO ESGARAVATAREM SUFICIENTEMENTE COLHERAM ASNEIRAS...

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 Neste texto publicado em 1912, revelam-se alguns interessantes aspectos históricos de Soajo, em que a VILA e o CÃO DOS PASTORES DE SOAJO, não são revelados como "rafeiros bastardos" como ousou escrever um castrejo de apelido Rodrigues...

 

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QUATRO IMAGENS  DA «RUA DE SOAJO», NA CIDADE DO PORTO!

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SEM PASSEIOS, TEM ESTA A CATEGORIA DE «RUA» NA MUI NOBRE E INVICTA CIDADE DO PORTO!

NA MODESTA VILA DE SOAJO A BITOLA DOS "CÉREBROS" É, INCOMENSURAVELMENTE, SUPERIOR.

QUE CRITERIOSOS!

O SOAJO ANTIGO FICOU NA BELA CIDADE DO PORTO MUITO PRIVILEGIADO, O QUE NÃO ADMIRA, PORQUE A «TERRA DE SOAJO» ERA UMA DAS ESPECIAIS, D`EL REI!

COMO TAL OS ESPAÇOS DO MARÃO E O DO GERÊS NÃO GOZAM, EXCLUSIVAMENTE, NA CIDADE DO PORTO DE DISTINÇÕES!!

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TRÊS FOTOS DE UMA MESMA RUA DO PORTO, DEDICADA À MESMA SERRA, EMBORA NUMA VIA SEM PASSEIOS!

NUMA SESSÃO DA ASSEMBLEIA AUTÁRQUICA DE SOAJO IRÃO PROTESTAR E EXIGIR PASSEIOS PARA ADORNAR UMA VIA RELACIONADA COM A AMPLA SERRA DE SOAJO?

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 NA MESMA RUA COMO SE PODE OBSERVAR CONTINUA  A NÃO HAVER PASSEIOS, MAS  FIGURA NA TOPONÍMIA DA CIDADE DO PORTO, COM PLACA IDÊNTICA À DA «RUA DE SOAJO»!

SERÁ RETIRADA A CATEGORIA DE RUA PELOS "SÁBIOS DE SOAJO" POR NÃO QUEREREM QUE HAJA DUAS RUAS DEDICADAS À MESMA SERRA?

SERÁ RUA POR ENTENDEREM SER DUPLO PRIVILÉGIO MUITO ANTIGO DA «TERRA DE SOAJO» E DA «REAL MONTARIA DE SOAJO»?!

 

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 O BRASÃO DA «VILA DE SOAJO» SEMPRE CONTRIBUIRÁ PARA PRESTIGIAR A «TERRA DE SOAJO» CUJO INÍCIO MUNICIPAL REMONTA À ÉPOCA MEDIEVAL.

 NO MUNICÍPIO FORMADO TAMBÉM POR SOAJO, O PODER LOCAL AUTÁRQUICO, DE SOAJO E MUNICIPAL, MENORIZOU E REBAIXOU «A VILA DE SOAJO» AO NÃO QUEREREM SEQUER QUE HAJA UMA SÓ VIA TRATADA POR «RUA»!

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 A GENIAL SENTENÇA DO JUIZ MANUEL DOMINGUES SARRAMALHO DEIXOU DE FIGURAR APENAS NO LIVRO MONUMENTAL, «MINHO PITORESCO", AINDA PUBLICADO NO TEMPO DOS CONTEMPORÂNEOS  DESTE MAGISTRADO JUDICIAL!

AINDA DESPACHOU ESTE JUIZ, EM 23 DE NOVEMBRO DE 1823, NA CÃMARA MUNICIPAL DE SOAJO, NAS QUALIDADES CUMULATIVAS DE JUIZ DO CÍVEL, CRIME,  ORFÃOS E CAPITÃO-MOR DA «VILA E CONCELHO DE SOAJO»,  POR CONCESSÕES OUTORGADAS POR MAJESTADE O REI D. JOÃO VI.

ESTAS FOTOCÓPIAS DOCUMENTAM UM DESPACHO DO DESTACADO JUIZ DE SOAJO.

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A RUA,  COM O NOME «JUIZ DE SOAJO», DEDICADA A MANUEL SARRAMALHO, TEM AS PLACAS FEITAS E GUARDADAS NAS INSTALAÇÕES DA JUNTA DE FREGUESIA, MAS AGUARDA QUE ALGUÉM AS MANDE COLOCAR, POIS DESCURAR  RELEVANTE FEITO DE UM SOAJEIRO, FOI ATITUDE, NÃO LOUVÁVEL, POR DESACERTADA DECISÃO QUE TALVEZ O AUTARCA MANUEL GOMES CAPELA, NÃO CONSEGUIU SUPERAR! 

DESTES PROCEDIMENTOS NÃO GOSTAM OS SOAJEIROS COM NOBREZA DE ALMA...

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A RUA DOM ABÍLIO FOI "EXILADA" POR FORTE (SOBRES)SALTO!

NA VILA DE SOAJO O CONCEITO DE RUA FOI TRAZIDO DO "EXÍLIO MENTAL" DOS PASSEIOS FEITOS AO PLANETA MARTE, E A ESTÁTUA FICOU ATRÁS DAS GRADES, PELA  MUITA "DISPONIBILIDADE E MUITO EMPENHO" DOS RETORNADOS QUE  PROGREDIRAM MENTAL E ESPIRITUALMENTE NO "EXÍLIO"!

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A «RUA DOM ABÍLIO RODAS RIBAS», DEDICADA EM HONRA DO ILUSTRE SOAJEIRO QUE FOI AGRACIADO E NOBILITADO COMO «CONDE DE SOAJO», FOI COLOCADA NA FREGUESIA DE GIELA, ENRIQUECENDO HISTÓRICA E CULTURALMENTE AS VIZINHANÇAS DO PAÇO E TORRE, DOS SIMPLESMENTE VISCONDES DE VILA NOVA DE CERVEIRA, ANTIGOS DONATÁRIOS DE VÁRIAS TERRAS, DE ENTRE AS QUAIS, A «TERRA DE VALE DE VEZ».

NA «TERRA, CONCELHO E MONTARIA DE SOAJO» NUNCA OS VISCONDES MANDARAM, POR OS REIS DE PORTUGAL NUNCA A CEDEREM A DONATÁTIOS CIVIS, MAS OS PLEBEUS NO PODER ACTUALMENTE, COLONIZAM-NA!

A RUA QUE FOI PROMETIDA PARA A VÁRZEA, ALDEIA NATAL DO SENHOR DOM ABÍLIO, CONFORME FORA  DECLARADO NA IMPRENSA LOCAL, AGUARDA QUE OS ACTUAIS AUTARCAS NÃO SEJAM TÃO "MAUZINHOS"!

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 Em 1865, Soajo, é neste mapa assinalado com a categoria de vila, embora já sem ser sede de um concelho com seu nome!

 

SOAJO FOI DE FACTO UMA VILA NOTÁVEL!

SIM NOTÁVEL, POIS:

- FOI CABEÇA DE CONCELHO;

-FOI SEDE DE PARQUE NATURAL;

- DEU OU RECEBEU NOME DE UMA DAS PRINCIPAIS SERRAS DE PORTUGAL;

- FOI BERÇO DE NOTÁVEL RAÇA CANINA;

- FOI CABEÇA ADMINISTRATIVA DE UM JULGADO JUDICIAL ONDE SE OPEROU FAMOSA SENTENÇA DO JUIZ MANUEL SARRAMALHO;

- FOI SEDE DE ABADIA ONDE SE CRIOU E DESENVOLVEU UM NOTÁVEL SANTUÁRIO MARIANO;

- FOI VILA QUE ABRIGOU UMA POPULAÇÃO COM PRIVILÉGIOS SEM PARALELO EM PORTUGAL, ETC.

SÓ QUE ALGUNS DOS SEUS EXECUTIVOS AUTÁRQUICOS SERVEM-NA MAL..

AINDA, HOJE, COM A INDIFERENÇA DE QUEM A DEVIA DEFENDER, CONTINUAM NAS TVS, JORNAIS, E NOUTROS MEIOS, A DESCONSIDERÁ-LA, TRATANDO-A POR ALDEIA, A PEDIDO DE AUTARCAS MUNICIPAIS ARCUENSES! 

MAS, LÁ DIZ O POVO, QUEM NÃO SENTE, NÃO É "TETRANETO" DE BOA GENTE...

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