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Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

COM ATRASO DE ANOS INAUGURARAM, EM AGOSTO DE 2018, A EVOCAÇÃO ESCULTÓRICA DOS 500 ANOS DA EMISSÃO DA «CARTA DE FORAL DA TERRA E CONCELHO DE SOAJO», MAS FOI REDUZIDA MATERIALMENTE E SEM ABORDAGEM DOS NOMES DAS FREGUESIAS!….

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 DE FACTO A ESCULTURA COMPLETA AO «FORAL DA TERRA DE SOAJO» NÃO FOI AINDA INTEGRALMENTE INAUGURADA, PORQUE MATERIALIZARAM EM “BRONZE” APENAS, MENOS DE METADE DO QUE HAVIAM PROMETIDO! ASSIM, O FALHANÇO NÃO FOI TOTAL...

EM 1514 O REI D. MANUEL I DEU CONTINUIDADE AO MUNICÍPIO DE SOAJO MANTENDO TODAVIA A GENERALIDADE DAS PRERROGATIVAS ANTES EXISTENTES, NOMEADAMENTE, EM MATÉRIAS DE PRIVILÉGIOS ÍMPARES EM PORTUGAL, MOTIVADOS PELO ENVIO ANUAL DE «CINCO CÃES SABUJOS DA SERRA DE SOAJO» E, POR NA «TERRA DE SOAJO» EXISTIR UMA DAS MONTARIAS DO REINO, SEMELHANTE ÀS DE LEIRIA, ÓBIDOS, SINTRA, COIMBRA, ÉVORA, E POUCAS MAIS, PARA QUE A NATUREZA FOSSE PROTEGIDA ATRAVÉS DA VIGILÂNCIA DE GUARDAS-MONTEIROS ACOMPANHADOS DOS GRANDES E VALENTES CÃES DA RAÇA DE SOAJO... 

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Como se pode observar o Foral não foi dado à freguesia ou paróquia de Soajo, mas sim ao município de Soajo, ou seja à «TERRA E CONCELHO DE SOAJO», contemplando, portanto, todas as povoações e pessoas das freguesias de Ermelo, Gavieira e Soajo.

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 À data da emissão do «FORAL DA TERRA E CONCELHO DE SOAJO» apenas havia duas freguesias no município de Soajo, porém, após duas décadas, constituiu-se uma terceira paróquia com o nome retirado de um lugar de Soajo, chamado Gavieira.

De facto, à data da emissão do Foral, a extensão geográfica e de administração autárquica da «TERRA E CONCELHO DE SOAJO» ia desde a Portela do Lagarto (a limitar actualmente com Lamas do Mouro) até à «Laje das Cruzes» (situada à beira Lima e limitando com Gração/S. Jorge) que fica, aproximadamente, em frente do rio Tamente (município de Ponte da Barca)!

Cerca de duas décadas, depois de 1514, foi criada a paróquia da Gavieira, pelo que o disposto no Foral enquanto vigorou, que foi até 13 de Agosto de 1832, aplicou-se nas três paróquias: ERMELO, GAVIEIRA E SOAJO.

Todas as três paróquias gozaram das mesmas isenções de foros, tributos e rendas, perante o rei e a Coroa Real (“Estado”).

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Ao ser assim, então, as freguesias de Ermelo e Gavieira não deveriam ver-se DESPREZADAS pois não mereceram quaisquer alusões tanto ao nível descritivo no texto da placa metálica, fixado no pedestal da escultura, como ainda nas parcas palavras usadas no momento da inauguração!

Por parte dos não Soajeiros não causa espanto, mas a impreparação e a falta de verdadeiro amor a Soajo do autarca em minoria na Junta de Freguesia já não causa estranheza.

Quem não o viu votar na Assembleia Municipal contra a saída da lama da qualidade de «vila», da sede de Soajo, para se tentar na Assembleia da República solucionar essa vergonhosa situação muito alimentada ao longo dos tempos, directa e indirectamente, pelo poder municipal sedeado na vila do Vez, e por alguns arcuenses influentes, cultos ou não?!

Quem não vê o autarca-mor de Soajo, mais ou menos às claras a APREGOAR e a COLOCAR-SE, quase sempre, contra o solucionar da humilhante e indigna situação do nome «Serra de Soajo» que apesar de contar com muitos e muitos séculos de existência, nos últimos trinta anos tem o uso do seu nome caído a pique, em grande parte por não ter sido incluído no nome do Parque Nacional, mas também pela política cultural do município de Arcos de Valdevez que tudo fez no tempo da influência de Francisco de Araújo para o arrasar em definitivo?!

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 Legenda: Em território do Mezio, da autarquia de Soajo, a águia-real foi exposta mas nehuma referência foi feita para a relacionar com o Foral da Terra de Soajo, e com a Montaria Real de Soajo!

 

Quem não tem visto o autarca-mor a COLOCAR-SE contra SOAJO na questão dos limites da freguesia com Cabana Maior que pretendiam ficar com todo o território do planalto do Mezio, e mandar o de SOAJO para as RAMPAS, e ainda, apropriar-se do restante território até perto da Travanca, onde houve um MARCO CHAMADO DE MOSQUEIROS, mandando Soajo, para a Branda de Mosqueiros, para de lá se sair por «ÁGUAS VERTENTES» PARA GUIDÃO, contrariando assim, por absurdo, as POSSIBILIDADES DA MÃE-NATUREZA?!

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 Legenda: O nome «Peneda», donde resultou a DIVULGAÇÃO inicial, mas ERRADAMENTE do nome da SERRA e mais tarde por inclusão deste nome no do Parque Nacional, fica, PARADOXALMENTE, fora dos limites externos do Parque Nacional! A cota na falsa "PENEDA" é de 1373,6 m mas só no cimo da torre onde instalaram o marco geodésico de 1ª ordem. O ALTO DA PEDRADA  tem 1416  m e, na «SERRINHA», situada no lado nascente da Fonte das Forcadas  a cota sobe a 1390 m , portanto superiores à do Pedrinho (falsa Peneda)!  A freguesia de Sistelo não tem território dentro do Parque Nacional, EMBORA, funcionários da sede do PARQUE NACIONAL digam que tem...

 

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 Legenda: Tiveram de colocar uma etiqueta a azul mais escuro com o no nome SERRA DE SOAJO, mas só depois de advertidos, num mapa, QUE SUBIU AO Mezio, sobre uma EXPOSIÇÃO acerca do lobo ibérico! Remediarem, MAS MAL parte da provocação, PORQUE não tiraram o nome errado da serra que haviam colocado! Serra genérica há uma apenas! Dividir o RIO, em VEZ e em BRAGADELA, NUNCA O FAZEM, porque dizem ser UNO E INDIVÍSIVEL!

 CONTINUAM PORTANTO IGNORANTES E ATREVIDOS COM O TRATAMENTO NOMINAL DA SERRA DE SOAJO...

 

Mas veio O AUTARCA-MOR com o pretexto de se ceder um «bocadinho» aqui e, outro «bocadinho» acolá, a Cabana Maior, sem acautelar, DEVIDAMENTE, OS INTERESSES DE SOAJO, para seguir as directrizes do grande inimigo de Soajo, Francisco de Araújo, que retirou TERRITÓRIO QUE FOI, DURANTE MUITOS SÉCULOS NO PLANO AUTÁRQUICO, DE SOAJO, entregando-o a S. Jorge!

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 Legenda: A serra é só uma, e uma só, mas há "SÁBIOS IGNORANTES" que apresentam FENÓMENOS BURLESCOS porque dizem existir dentro do território AUTÁRQUICO oficial de Soajo, do Mezio à vila de Soajo, a TRAVESSIA DE duas serras, num percurso de 6,8 Km. Quem foram os "SÁBIOS IGNORANTES"? Quem pagou esta tamanha estupidez?

O autarca-mor vai convidar o RANCHO FOLCLÓRICO DA VILA DE SOAJO, para INAUGURAR ESTA SINALÉTICA, e aproveitar para dizer mais asneiras, como a de que os MALES FEITOS NÃO TÊM REMÉDIO [talvez com o seu veneno cerebral], com o objectivo de ENGANAR os SOAJEIROS para os desinteressar de lutar CONTRA AS FALTAS DE VERDADE QUE AMORDAÇAM SOAJO!

 

Castro Laboreiro puxou para si Lamas do Mouro, passando a haver um território autárquico com 106 km2! SOAJO, deixa que Cabreiro, tenha área territorial de Soajo, e prepara-se para que Cabana Maior retire a SOAJO precioso território do Mezio à Travanca, se os outros elementos da Junta, e fundamentalmente, da Assembleia de Freguesia se DEIXAREM ENGANAR!

Quem não sabe que o autarca-mor de Soajo, votou contra na sessão da Assembleia Municipal de Junho de 2018, para que se NÃO corrigisse o mapa cartográfico do município, em que, na zona mais EMBLEMÁTICA em termos orográficos, DA FREGUESIA, DA SERRA, DO MUNICÍPIO, E DO DISTRITO DE VIANA DO CASTELO, figuram, ABERRANTE E INDEVIDAMENTE, GONDORIZ E CABREIRO, a PARTILHAR TERRITÓRIO ADMINISTRATIVO DE SOAJO que, por ESCRITURAS CENTENÁRIAS DESTAS DUAS FREGUESIAS NÃO ADMITEM LÁ SEQUER UM MILÍMETRO DE TERRITÓRIO?!

ESPANTOSA ESTA ATITUDE  DE INDIFERENÇA, DE INSENSIBILIDADE, DO AUTARCA NATURALIZADO CANADIANO!

 

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Voltando ao assunto central, direi que falar em «Foral de Soajo» não é o mesmo que referir «FORAL DA TERRA DE SOAJO»!

Se no monumento que ergueram na Vila do Vez consagraram e RESPEITARAM todos os nomes das paróquias, à data existentes, que contribuíam com obrigações fiscais, quer pagas em espécie ou em moeda, por que não seguiram o mesmo critério com a escultura alusiva à evocação do «Foral da Terra e Concelho de Soajo»? 

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É certo que no caso da «TERRA E CONCELHO DE SOAJO», pelas isenções MOTIVADAS COM AS ENTREGAS ANUAIS DE «CINCO SABUJOS», não se mencionou Ermelo, mas havia pelos conteúdos do Foral obrigações a satisfazer, não em função dos moradores de cada paróquia em concreto, mas perante o «Monteiro Mayor», e ainda, para cumprimento de outras normas relativas às «PENAS DE ARMA, DE SANGUE E DE FORAL», ESTA ÚLTIMA POR INCUMPRIMENTO DO PRECEITUADO NO FORAL», como, ainda, por outras OBRIGAÇÕES NELE ESPECIFICADAS!

ATENTAS TODAS ESTAS RAZÕES LOGO SE VÊ QUE O PODER MUNICIPAL NÃO ESTEVE BEM AO MARGINALIZAR A GAVIEIRA E, SOBRETUDO, ERMELO, por ser já paróquia em 1514!

Na «CARTA DE FORAL DA TERRA E CONCELHO DE SOAJO» são referidos alguns mamíferos bravios e, apenas uma ave, animais que deveriam ser os que mais cuidados suscitariam ao «monteiro mayor» para serem objecto de controlo populacional. Foram estes: o urso, o corço, o porco-bravo ou javali, e a águia. Deles, na toponímia local ficaram a «Torre da Águia» (um dos limites de fronteira de Soajo com a Gavieira), o «Coto das Águias» (muito próximo do cemitério da vila de Soajo), o «Porco», a uma altitude de 779 m, situado muito a poente da Trapela e do Murço, e a sudeste da Asssureira.

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O autor do projecto da escultura quando o apresentou , não incluiu nenhum dos seres vivos constantes no «Foral», apenas lhe mereceu interesse o falcão, talvez pensando que os caçadores de Soajo, embora VIGIADOS pelos OFICIAIS monteiros ao serviço do Rei e da Coroa Real, pudessem usar este ave na caça!

Na altura disse ao escultor que não era correcta a escolha do falcão, e se não quisesse optar pela águia, então sugeri o gavião pois teria mais sentido até porque o

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Reverendo Padre Manuel José Rodrigues Afonso, que foi pároco na Gavieira, desde 1940 até falecer em 1995, admitiu que o nome Gavieira resultou de haver muitos gaviões naquela zona da serra. Ao figurar na peça escultórica o gavião ao menos adequava-se, de algum modo, ao território da «Terra e Concelho de Soajo»!

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Mas o que também surpreendeu muito, por disparatado, foi ter ficado consignado na placa metálica apensa à escultura que o gavião é um «símbolo da Serra de Soajo e da liberdade», porventura, digo eu, da liberdade dos Soajeiros anteriores aos tempos idos de 1852 e 1853!

 

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Lamentamos que o talento, engenho e arte do escultor Fernando Cerqueira, não tenham podido ser revelados na sua plenitude, em boa parte, por causa do emagrecimento e da muito menor altura do monumento projectado que, sem as devidas e justas pressões, já nem seria feito...

 

 

 

PARTICIPAR EM REPASTOS É UMA MANIFESTAÇÃO DE SOLIDARIEDADE ENTRE SOAJEIROS, MAS NÃO CHEGA PARA EXPRIMIR SENTIMENTOS DE APEGO À TERRA DO NOSSO NASCIMENTO E DOS NOSSOS ANTEPASSADOS!

 

 

 

 

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QUEREMOS QUE O NOME  «SERRA DE SOAJO» SEJA O VERDADEIRO E  RESPEITADO PELO PODER MUNICIPAL DE A. DE VALDEVEZ COMO O FAZ O PORER MUNICIPAL DO PORTO QUE, DESDE 1946, NÃO RETIROU O NOME DA «RUA DE SOAJO» PARA CONTINUAR A HONRAR O NOME «SERRA DE SOAJO»!

NA CIDADE DO PORTO HONRAM O NOME DA SERRA DE SOAJO, MAS PROVOCADORES NO MEZIO HUMILHAM A NOSSA TERRA NA EXPOSIÇAO QUE NELE ESTÁ PATENTE NESTE MÊS DE AGOSTO!

OS SOAJEIROS NÃO DEVEM CONSENTIR QUE OS ÓRGAÕS AUTÁRQUICOS DE SOAJO NÃO SE MANIFESTEM CONTRA A VERGONHOSA EXPOSIÇAO QUE DECORRE NO MEZIO!

SE NÃO HOUVER O SENTIDO DE RESPONSABILIDADE NESTAS PRÓXIMAS 48 HORAS TEMOS DE NOS MOBILIZAR PARA UM ENÉRGICO PROTESTO NO MEZIO E EM FRENTE DO EDIFÍCIO DA CÂMARA MUNICIPAL DE A. DE VALDEVEZ...

SOAJO E OS SOAJEIROS DEVEM SER RESPEITADOS E CONSIDERADOS EM TODAS AS VERTENTES DOS SABERES GENUÍNOS!

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Gostaria que o convívio entre os Soajeiros fosse encarado num âmbito mais alargado, pois os SOAJEIROS espalhados desde o Minho ao Algarve e a viverem nos arquipélagos da Madeira e Açores MERECEM também consideração!

Falar em “Convívio de Migrantes” tem mais sentido, até porque os que vivem noutros países da União Europeia, actualmente, já não estão à luz da legislação comunitária na mesma situação do antes da adesão de Portugal.

Sei que várias das pessoas que participaram no repasto já não sabem que Soajo por leis que vigoraram durante séculos e séculos, e depois por tradição era quem organizava no âmbito da SERRA DE SOAJO as batidas aos lobos feitas ano após ano, com a participação de várias outras freguesias situadas em diferentes concelhos.

Soajo era a cabeça da «MONTARIA AOS LOBOS», sendo os Soajeiros em exclusivo que organizavam e geriam o essencial das batidas aos lobos, de tal modo que os animais abatidos tinham de vir para a vila de Soajo.

A última à revelia do Parque Nacional foi organizada pelo presidente da Junta de Soajo e saudoso SOAJEIRO, António Fernandes Enes, pelos anos de 1980.

Se vivo fosse e estivesse na JUNTA DE FREGUESIA OU NA ASSEMBLEIA DE FREGUESIA já teria feito um pé-de-vento mobilizando os Soajeiros para irem ao Mezio, de Soajo, e exigirem a RETIRADA IMEDIATA DOS CARTAZES EXPOSTOS SOBRE O LOBO, ONDE ESCREVERAM EM ENORMES LETRAS QUE, OS LOBOS DESTA SERRA, SÃO, PARA NOSSO ESPANTO, DA “SERRA DA PENEDA”!  

Embora parcialmente com erro a CARTA ADMINISTRATIVA OFICIAL DE PORTUGAL, que tem força de lei, diz que parte da única serra, abrangendo as montanhas de maiores altitudes da serra, se chama «SERRA DE SOAJO»!

NÃO OBSTANTE ISTO, NÃO CUMPREM A LEI E DESAFIAM OS SOAJEIROS DENTRO DO SEU PRÓPRIO TERRITÓRIO AUTÁRQUICO COM ESTA ILEGALIDADE MONSTRUOSA!

POR ISSO ESCREVI NO OUTRO MEU ARTIGO QUE, NOS ÓRGÃOS MUNICIPAIS, HÁ PESSOAS QUE TÊM ATITUDES RELES, ORDINÁRIAS, DESAVERGONHADAS E PROVOCADORAS!

Só me faltou dizer que, face aos saberes da ciência geográfica rigorosa, e nos termos da lei incumprida, são uns autênticos MENTIROSOS!

Aqui fica a minha alerta e a justificação de que as “JANTARADAS” sendo positivas deveriam ser acompanhadas, antes ou depois, também com REFLEXÕES dos casos mais gritantes que ofendem, QUE HUMILHAM, a MEMÓRIA E O PRESENTE, da nossa TERRA!

A INAUGURAÇÃO DA ESCULTURA AO «FORAL DA TERRA E CONCELHO DE SOAJO» REALIZA-SE, HOJE, 15 DE AGOSTO DE 2018, MAS FOI TAMBÉM ARRANCADA A FERROS APÓS VÁRIOS ANOS DE INSISTÊNCIAS!

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 Esta rua é dedicada, não à vila de Soajo, mas sim à SERRA DE SOAJO! Mas segundo os propagadores de INTRUJICES, do poder municipal sedeado na "VILA DAS USURPAÇÕES DOS MILHÕES" é preciso pedir à Câmara Municipal do Porto, para retirar o nome da «RUA DE SOAJO», dado que os "sabichões" que obtiveram nas universidades o curso de "BEM ALDRABAR"é que decidem SOBRE AS TOPONÍMIAS EM PORTUGAL!...   

 

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Não queria o poder municipal com sede na “vila dos milhões” fazer a escultura que havia prometido no início de 2014!

Pressionados através, principalmente, da Assembleia de Freguesia de Soajo, por Cristina Martinho e Rosalina Araújo, e na Assembleia Municipal por um Soajeiro [que não se naturalizou canadiano] e, ainda também por artigos publicados nos blogues, “Soajo em Notícia” e “Soajo em Noticiário”, acabaram por fazer a escultura alusiva ao foral de 1514, documento que não fez nascer o município de Soajo mas que apenas lhe deu continuidade como sucedeu a todos os outros concelhos do continente português!

Estas atitudes dos homens que sucederam a outros da antiga Terra de Vale de Vez,  que só no século XVI,  obteve uma sede, uma vila, uma cabeça de concelho, na povoação de «Arcos do Vez», para lograrem, lenta e gradualmente, o uso do estatuto de «arcoenses», não surpreende, porque em 1852, ao conseguirem, oportunistamente, conquistar à revelia dos Soajeiros a «TERRA DE SOAJO», ainda não abandonaram os procedimentos de ORDINÁRIOS colonizadores!

Actualmente, CONTINUAM a ter atitudes RELES, DESAVERGONHADAS, DESCARADAS, e PROVOCADORAS, pois no território de Soajo tem em curso uma exposição da “MONTARIA DA PENEDA” sobre o lobo, sustentada em GRANDES QUADROS OU PAINÉIS, com MENTIRAS infames sobre a identidade milenar do nome da «SERRA DE SOAJO»!

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Como o monumento a inaugurar se encontra todo tapado, não sabemos se nele vai constar o "FORAL DA TERRA DA PENEDA", e se nele está algo escrito com o "FALAR DA PENEDA", pois alguém embora intitulasse uma monografia por «TERRA DE VALDEVEZ E MONTARIA DE SOAJO» nela escreveu que os SOAJEIROS falam o português da "serra da Peneda" [nome aldrabado, originado, divulgado e consolidado a partir de um marco geodésico da montanha do Pedrinho, da freguesia de Sistelo], e ainda teve o desplante de nesta obra, incompreensivelmente,  relacionar a «MONTARIA DE SOAJO», não com a «Serra de Soajo», como seria lógico, porque a palavra "montaria" deriva de "monte", mas articulou-a com o disparatado e aldrabado nome da serra! Todavia soube muito bem harmonizar a "Terra de Valdevez" com o acidente geográfico, vale do rio Vez!

Para rebaixarem a «TERRA DE SOAJO» e os  SOAJEIROS estão sempre disponíveis com SACANICES IDIOTAS!

(continuará)

O SOLAR da raça CACHENA é a SERRA DE SOAJO, desde há muitos séculos! O Parque Nacional tem menos de 50 anos, e ocupa apenas parte da serra! Os netos nunca são pais dos AVÔS, e descendem também das AVÓS!

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Os valores e as regras de mercado não devem ser alicerçadas em MENTIRAS, porque embora alguém com bastante responsabilidade na escolha do nome do PARQUE NACIONAL tenha deixado em obra de relevo que os SOAJEIROS falam o português da Peneda e, ainda tenha feito ataques reles e indignos a SOAJO e aos Soajeiros, nem todos estamos dispostos a aceitar as CALINADAS MAL-INTENCIONADAS para desprestigiarem a nossa TERRA E AS NOSSAS GENTES!  

Se Sistelo não tem território dentro do Parque Nacional e se Cabreiro tem a maior parte fora do Parque Nacional, como pode ser o PN o solar fundamental da Cachena?!

Também nunca é demais repetir que o nome «cachena» era usado apenas na área geográfica e administativa do SOAJO ancestral, especialmente nas paróquias da Gavieira e Soajo! Vacas «cabreiras», «vilarinhas ou «carramelhas» não eram nomes pronunciados pelas gentes do antanho na parte mais oriental da serra...

Se também existem lugares e territórios da freguesia de Soajo que não estão dentro do PN e que criavam também algum gado «cacheno» é despropositado dizer que o seu solar se reduz a uma restrita área de montanha!

Se os antigos guardas florestais tivessem continuado é muito provável que as frondosas florestas da Serra de Soajo ainda existissem... 

 Sobre o solar da raça vacum parece que vale tudo!

O nome «SERRA DE SOAJO» tem mais de 500 anos pelo que o nome "Peneda", em vez de Pedrinho, como nome geral da serra resultou, essencialmente, de asneiras e intenções mal-dizentes de alguns  personagens que viveram, nos séculos XIX e XX, ligados à "casa dos pássaros de arribação"...

 A montanha com a maior altitude da serra é o Outeiro Maior no sítio da Pedrada com 1416 m, mas há ainda outra montanha próxima desta, um pouco mais a nascente a que chamam «Serrinha» que tem 1390 m de alitude máxima. Ao ser assim a máxima altitude de toda a única serra do Alto Minho oriental  que se estende do Minho ao Lima, denominada ao longo dos séculos por «serra de Soajo», é a da Pedrada!

 

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 Legenda: Um grupo de Soajeiros, acompanhados por Dom Abílio Rodas Ribas e Alexandre Ferraz Lage, em 2014, subiu à Pedrada, para relembrar os dias em que por lá vigiavam as cachenas e as jornadas em que participavam nas «BATIDAS AOS LOBOS» para ajudar a fazer a "linha", ou seja, uma barreira de humanos para encaminharem os lobos para o lado das paredes do fojo. Para a posteridade fica mais  esta imagem.

 

 

A altitude na montanha do Pedrinho [falseada com o nome de Peneda], verdadeiramente, não chega aos 1370 m, uma vez que descontando a altura da torre ou “castelo”, com cerca de seis metros, ficará nos 1368 m, aproximadamente!

(para continuar…)

ANTES DO REINADO DE D.MANUEL I A GENERALIDADE DOS CONCELHOS DO ALTO MINHO JÁ TINHAM HÁ SÉCULOS UMA VILA COMO CABEÇA MUNICIPAL, MAS «VALDEVEZ» NÃO A POSSUÍA!

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 Soajo festejou os "500 anos" de ELEVAÇÃO A VILA antes de os completar, mas para se porem os pontos nos ii, às vezes têm de ser contornados os muitos obstáculos postos pelos adversários e pelos inimigos de Soajo...

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O que já existia, desde o século de 1500, foi reafirmado, mas não voltou, a não ser para os ignorantes e colonizadores...

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Para fazerem o foral levantaram nos anos de 1500 os aspectos mais RELEVANTES do já antiquissimo «concelho de SOAJO» onde os cães sabujos eram "reis" e, iam, muito antes do FORAL manuelino, para os monarcas de PORTUGAL, quando os SOLICITASSEM ou QUANDO os SOAJEIROS os levassem!

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 Um FORAL a dar grande notoriedade à raça não estandardizada do «CÃO SABUJO DE SOAJO», mas que por BATOTAS, ERROS E MUITAS MENTIRAS, em 1935, foi padronizada com outro nome|

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 No solar de SOAJO procriam-se muitos SABUJOS como antigamente, apesar da caça grossa e dos rebanhos de gado «miúdo» já não abundarem no SOAJO! 

A «SABUJA», por nome próprio e, também por raça, tem sido a grande reprodutora no SOLAR MULTISSECULAR, donde partiam os «GRANDES E VALENTES CINCO SABUJOS, ANUALMENTE, PARA OS REIS DE PORTUGAL» permitindo uma fiscalidade singular e, ainda, outros privilégios ímpares no país!

Nas outras terras onde predominavam os "rafeiritos", não partiam para LISBOA e para os PARQUES REAIS DA NATUREZA, nos séculos da monarquia portuguesa, porque não apeteciam!  Mas ao que parece só quando os SOAJEIROS abalaram, às centenas, para os USA, nos anos de 1910/1920, é que a raça começou a declinar fortemente!

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 Soajo, uma VILA, em 1706, e a «cinco léguas de Ponte de Lima»!

A vila de Soajo ficava a "ZERO LÉGUAS"  da notável vila de Arcos de Vale de Vez, pese embora não fosse notada, porque a LENDA sobre a batalha inexistente no VALE DO RIO VEZ nunca constitui facto histórico, além do mais porque não existe UM ÚNICO DOCUMENTO QUE A COMPROVE!

Isto não se devia dizer, porque a «cimeira» entre os primos Afonso Henriques e Afonso VII, NA PORTELA DO VEZ (Extremo), à vista DO  VALE DO VEZ e do CASTELO DE PENHA RAINHA (Abedim,MONÇÃO),  embora culminasse com uma espécie de "jogo de esgrima" (pois o futebol em 1141 ainda não se praticava como desporto), não deixou de ser um sucesso! Mas encenadores de teatro, falam num "CONTRATO" para que um "PORTUGAL dos pequeninos" nascesse!!!...Qualquer dia a HISTÓRIA DE PORTUGAL vai continuar a ser feita com o recurso a Fantasias Lendárias, porque os documentos históricos não são para levar a sério!DSCF9604.JPG

 SOAJO, UMA VILA, EM 1912, e DO CONCELHO DE ARCOS DE VALDEVEZ! Não será isto outro tipo de "milagre genético" suscitado antes de 2009?! 

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 Os rebanhos em Soajo, eram protegidos pelos «SABUJOS DA SERRA DE SOAJO», para não faltar carne e  a matéria-prima lã! Com esta confeccionavam-se, localmente, os tecidos de burel que vestiam os Soajeiros, depois de nos «FIADEIROS», à luz das velas  e das candeias, se fiarem as lãs! Eram  os serões muitas vezes acompanhados por concertinas para se fazerem os bailaricos, onde nas noites longas de inverno, alegremente,  os jovens pares se aqueciam...

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Justifiquemos a seguir a razão do título deste post:

Pode dizer-se que vários forais foram dados referenciando, não uma «terra e concelho», mas sim uma «vila e seu termo».

O rei Dom Manuel I procedeu à reforma dos forais e no actual distrito de Viana foram dados a vilas e seus termos os seguintes:

«Foral da vila de Ponte do Lima dado pela rainha Dona Teresa e confirmado por El-Rei Dom Afonso II»;

«Foral da vila de Melgaço dado pelo rei Dom AFONSO III e por Dom João I»;

«Foral da vila de Castro Laboreiro dado por Dom Afonso III;

«Foral da vila de Viana da Foz do Lima dado pelo rei Dom Afonso III»;

«Foral da vila da Caminha dado pelo rei Dom Dinis»; «Foral da vila de Valença dado pelo rei Dom Afonso III»; «Foral da vila de Monção dado pelo rei Dom Afonso III».

O foral da Nóbrega foi dado, não a uma vila, mas sim à «Terra de Nóbrega» pelo rei Dom Manuel I por inquirições do tombo», porém, no seu texto faz-se referência à existência de uma vila que por outros documentos se constata ser a de Ponte da Barca!

 O foral da «Terra de Valadares» fora dado pelo rei Dom Afonso III, mas nele já está referida a existência de uma vila na multissecular «Terra de Valadares» que só foi extinta em 1855, repartindo-se os territórios das suas paróquias pelos concelhos de Melgaço e Monção.

A «Terra e concelho de Soajo» continuou nesta qualidade, em 1514, embora os dados para elaborar o seu foral fossem recolhidos por inquirições prévias, anos antes, mas não mencionaram vila alguma.

O foral dado ao «Lugar de Lindoso» não alude também a vila.

No foral da «Terra de Valdevez», emitido em 1515, não se refere uma vila porque não existia, mas em 1518, ela é criada, ao fazer o rei Dom Manuel I do lugar de «Arcos de Vez» a vila e cabeça do concelho de «VALDEVEZ»!

Emplumarem Arcos de Valdevez, no século XX, com uma «CARTA DE VILA», e concluirem por exemplo que a colonizada «Terra e concelho de Soajo» por não ter um diploma específico para esse efeito nunca tivera uma vila ou cabeça é um ENORME DISPARATE, porque várias cartas régias e muitíssimos documentos oficiais aludem à «Vila, Concelho e Montaria de Soajo»!

A decisão da escolha e fixação da «cabeça ou vila ou sede» do concelho de «VALDEVEZ» ao que parece é que não teria sido fácil de estabelecer talvez por várias povoações pretenderem, à época, ser a sua capital!

Por tudo isto convirá dizer que, os festejos dos 500 anos do foral manuelino do concelho de «VALDEVEZ» nunca se devem CONFUNDIR com o aniversário de 500 anos da «CARTA DE VILA DOS ARCOS», PORQUE O CONCELHO DE «VALDEVEZ», ATÉ 1518, NÃO TEVE UMA «CABEÇA», UMA «VILA», UMA «SEDE», como sucedera desde séculos anteriores com a generalidade dos outros concelhos do ALTO MINHO!

Em função deste estado de coisas, dizer-se, «ARCOS DE VALDEVEZ ONDE PORTUGAL SE FEZ», é uma desvairada IMAGINAÇÃO!

 

NÃO FOI POR ESTRATÉGIA POLÍTICA, MAS SIM POR DESCUIDO QUE NÃO COMEMORARAM A 4 DE JULHO DE 2018, OS 500 ANOS DE ESCOLHA DA ALDEIA DE «ARCOS DO VEZ», PARA SER A CABEÇA DO CONCELHO DE «VALDEVEZ» E, POR CONEXÃO, A SUA «VILA»!

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No distrito de Viana do Castelo, pensem bem, quais foram os títulos de vila emitidos por reis ou rainhas para definir a sede de qualquer dos seus municípios actuais ou extintos, ou, o que é o mesmo, com o propósito de elevar uma aldeia à categoria de vila?

Pode dizer-se que vários forais foram dados referenciando, não uma «terra e concelho», mas sim uma «vila e seu termo».

Dom Manuel I procedeu à reforma dos forais e no actual distrito de Viana temos os seguintes reformados, antes dados a estas vilas e seus termos: «Foral da vila de Ponte do Lima dado pela rainha Dona Teresa e confirmado por El-Rei Dom Afonso II»; «Foral da vila de Melgaço dado pelo rei Dom Afonso III e por Dom João I»; «Foral da vila de Castro Laboreiro dado por Dom Afonso III; «Foral da vila de Viana da Foz do Lima dado pelo rei Dom Afonso III»; «Foral da vila da Caminha dado pelo rei Dom Dinis»; «Foral da vila de Valença dado pelo rei Dom Afonso III»; «Foral da vila de Monção dado pelo rei Dom Afonso III». O foral da Nóbrega, foi dado à «Terra de Nóbrega» pelo rei Dom Manuel I por inquirições do tombo», mas no texto do foral faz-se referência à existência de uma vila, que por outros documentos se constata ser a de Ponte da Barca. O foral da «Terra de Valadares» fora dado pelo rei Dom Afonso III, mas nele já está também referida a existência da vila de Valadares.

O foral da «terra e concelho de Soajo» foi feito por inquirições prévias, e não se menciona vila alguma. O foral dado ao «lugar de Lindoso» não menciona também uma vila.

No foral da Terra de Valdevez emitido em 1515 não há menção a vila alguma, mas em 1518 ela é criada, fazendo do lugar de «Arcos de Vez» a  vila e cabeça do concelho!

Vem isto a propósito por nos órgãos autárquicos do município de Arcos de Valdevez - Câmara Municipal e Assembleia Municipal - nada ter sido decidido sobre as comemorações ou não, dos 500 ANOS da definição da sede municipal por intervenção régia!

Algum ingénuo aceitará a explicação dada para só sobre a hora fazerem qualquer coisita e, só porque foram alertados para a grave falha?

Relembro, o que foi dito, noutro post:

 EM 4 DE JULHO DE 1518, O REI D. MANUEL I, NÃO CONCEDEU O «TÍTULO DE VILA E CONCELHO A ARCOS DE VALDEVEZ»! APENAS FIXOU NESTA DATA A SEDE DO CONCELHO E POR INSEPARABILIDADE ELEVOU A ALDEIA «ARCOS DO VEZ» A VILA!  

O concelho de Valdevez, em 1518, já tinha séculos de existência!

O rei Dom Manuel I, em 1515, através do foral limitou-se apenas a reformar os “direitos e deveres” da «terra e concelho de Valdevez», e NÃO CRIOU a «terra e concelho de Valdevez»!

Na data de 1518 não existia ainda uma localidade ou/e um concelho com o nome Arcos de Valdevez!

Embora na «Carta da Vila» conste «Ao lugar dos Arcos de Valdevez além Douro […] a faz vila», se pontuação fosse usada no documento original e, ainda, se mais precisão na linguagem houvesse, teria sido escrito, possivelmente, isto: «Ao lugar dos Arcos, do concelho de Valdevez». O topónimo «Arcos de Valdevez» como nome de localidade ou/e de concelho, ainda não existia em 1518, pelo que se é verdade o que vem declarado no jornal N.A., de 19/7/2018, pelo actual presidente da Assembleia Municipal, dito nestes termos, «Este ano de [2018] assinalamos os cinco séculos da vila e concelho de Arcos de Valdevez, cujo título foi concedido por D. Manuel I [a 4/7/2018]», então, tudo isto é muito grave, e IMPERDOÁVEL!

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Em 1527, o concelho tinha ainda o nome de «VALDEVEZ» e, já com alguns séculos, mas a sua «vila», a sua «sede» era «ARCOS DE VEZ» e, ainda, estava na sua infância, pois tinha apenas  NOVE ANITOS!  Foi esta a informação enviada da «cabeça do concelho» conforme rezam estes extractos de documento oficial!

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 Em 1706, o «CONCELHO de SOAJO» já vinha, pelo menos do século de 1200, mas a sua «VILA», a sua «SEDE», a sua «CABEÇA» [também da sua «MONTARIA» ou PARQUE REAL»], em 1535, era TAMBÉM AINDA uma VILA jovem! Portanto, em 2018, a VILA DE SOAJO, embora não tenha "certidão de nascimento", porque a escolha não foi objecto de disputa, já conta com pelo menos 483 ANOS de VELHICE! 

COMO A HISTÓRIA SE FAZ COM DOCUMENTOS AUTÊNTICOS,  OS SOAJEIROS, DEVERÃO EM 2O38, COM A COLABORAÇÃO DO PODER MUNICIPAL ( já sem "xiquistas") FESTEJAR, uma LONGEVIDADE de pelos menos 500 ANOS de escolha de uma aldeia do concelho de Soajo para ser a sua sede ou VILA! 

MUITAS FELICIDADES PARA A MINHA PREDILECTA E DITOSA MÁTRIA QUE, APESAR DE, DEPOIS DE 1852, ESTAR SOB "OCUPAÇÃO DOS COLONIZADORES" CONTINUARÁ A DESAFIAR OS TEMPOS, CARREGADA SEMPRE COM A SUA IMORREDOIRA MEMÓRIA E HISTÓRIA!

DSCF9810.JPGMas esta, da VILA DE SOAJO, ficar a cinco léguas da VILA DE PONTE DE LIMA, e de nada se dizer, a quantas léguas ficava da VILA - «ARCOS DO VEZ» - "onde Portugal se fez", não se entende muito bem, porque ao ter sido tão notável e muito importante como a apregoam, então não a deviam olvidar, a não ser por as FANTASIAS não serem levadas a sério pela ciência chamada HISTÓRIA!

 

Os «CINCO SABUJOS» se fossem enviados pelo concelho de VALDEVEZ, já teriam suscitado cinco esculturas talvez (!), na  VILA, NÃO com tanta carga histórica para ser "berço" de Portugal, e que se chamou «ARCOS DO VEZ»!

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 Quem governou ou ajudou a governar nos últimos trinta anos o MUNICÍPIO que tem como vila-sede Arcos de Valdevez, e não conhece essenciais conhecimentos históricos, demonstra falhas intoleráveis e muita ignorância!

Eu não sou, nem nunca fui historiador, sou por formação académica economista, e estive no ensino superior, sobretudo, mais ligado à MICROECOMIA, onde instrumentos muito utilizados são os conhecimentos matemáticos de Álgebra, Cálculo Infinitesimal e Diferencial, Geometria e outros, que devidamente articulados com a linguagem económica verbal ou escrita, têm de ser coordenados para permitirem uma maior compreensão dos conteúdos da ciência económica…

Sei pouco de História, mas tal deve-se a, em termos académicos, eu ter apenas estudos, fundamentalmente, ao nível do ensino secundário...

Ora os autarcas de topo no município de ARCOS DE VALDEVEZ têm formação universitária e como tal deveriam ter mais cuidado com estes assuntos de natureza histórica…

Mas apesar de tudo isto, da minha parte, fui capaz de redigir este texto que discerne, VILA, de SEDE ou CABEÇA de CONCELHO e, ainda, do conceito de  CONCELHO!