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Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

A SERRA DO GERÊS SÓ A CONFUNDE COM A «SERRA DE SOAJO», QUEM DESPREZA A VERDADE VERTIDA NESTES LIVROS ESCOLARES, QUEM FOR IGNORANTE OU ALDRABÃO! ARRIBA O P N. SOAJO-GERÊS PARA DESFAZER A ALDRABICE...

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 AS MUITAS FOTOGRAFIAS DE LIVROS ESCOLARES, APRESENTADAS MAIS ABAIXO, PROVAM QUE O NOME OFICIAL DO PARQUE NACIONAL FOI CONSEQUÊNCIA DE GRAVE MENTIRA....

Serão expostos mais elementos justificativos de que a SERRA DE SOAJO, mesmo depois de Gerardo Pery, ter publicado, em 1875, a sua «Geografia de Portugal», continuou a ser larga e predominantemente usada esta denominação! 

Contudo a «Geografia» de Pery, como o havia sido, cerca de cinquenta anos antes, a de Adriano BALBI foi um marco referencial de capital importância, nalguns aspectos, nomeadamente, em termos do estudo das serras, pelo facto de apresentar pela primeira vez, três sistemas ou agrupamentos de serras, ainda que sustentados em critérios meramente convencionais, designados por "Transmontano, Beirense e Transtagano"! 

As serras incluídas em cada um destes sistemas foram  expostas com as respectivas altitudes tidas por máximas, mas ainda com medidas erradas.

Uma outra NOVIDADE, na obra de Pery, consistiu, pela primeira vez, em TER ELIMINADO o nome SERRA DE SOAJO, apesar de já ter SÉCULOS E SÉCULOS de inclusão na principal toponímia orográfica de Portugal!

 A ERRADICAÇÃO do nome SERRA DE SOAJO  na obra de GERARDO PERY  resultou de, a partir de 1856, o autor ter acompanhado os trabalhos geodésicos (marcos e construção do "Castelo do Pedrinho" com seu marco) nas montanhas da Serra de Soajo.

Nestas andanças, Pery, CONVIVEU COM O PODER MUNICIPAL DE ARCOS DE VALDEVEZ, que o influenciou a SUPRIMIR o nome da SERRA DE SOAJO, que vinha exposto, exclusivamente, nos manuais de ensino! 

 A passagem para a falsidade "Peneda", em vez de PEDRINHO, e a consideração MENTIROSA desta montanha ser a mais EMINENTE de toda a serra  CONSTITUIU, depois das extinções do CONCELHO, em 1852, e do JULGADO JUDICIAL DE 1ª INSTÂNCIA, em 1853,  o ATAQUE MAIS MORDAZ À PRINCIPAL IDENTIDADE relacionada com SOAJO, levada a cabo por alguma gentalha sem escrúpulos do poder municipal colonizador!

Acabar com o brio, com o orgulho, com a forte personalidade das gentes de Soajo na ligação à TERRA-MÃE foi SEMPRE a estratégia de alguns fidalgotes MALVADOS, desde a fundação do constitucionalismo em Portugal!

 O sucesso, a eficácia, o  êxito, o efeito de um novo nome da SERRA, passava por destronar o nome SERRA DE SOAJO, o que não era empresa fácil, pelo peso do seu multissecular passado e, por se basear em INTRUJICES!  Mesmo, nestas condições LANÇARAM o expediente de atribuírem à FALSA "PENEDA", na realidade chamada «MONTANHA DO PEDRINHO», A MÁXIMA ALTITUDE DE TODA A SERRA!

Que tamanha e espantosa ousadia!

Inicialmente, de facto, considerou Pery, no Pedrinho (falsa Peneda) a altitude máxima de 1446 m, portanto superior à da SERRA DO GERÊS a que atribuiu 1442 metros, para tornar ainda mais importante o novo e falso nome "Serra da Peneda"!

Era necessário que começasse forte para fazer vingar as batotices!

Mas, mesmos com estes execráveis procedimentos, os resultados práticos da burla, da BATOTA, foi aparecerem APENAS alguns compêndios ESCOLARES a considerar a altitude de 1446 m como sendo a máxima, e fora da maior montanha de toda a SERRA DE SOAJO que  é o OUTEIRO MAIOR  com seu cume no Alto da Pedrada! 

 De facto, a quase totalidade dos compêndios escolares não mandaram o nome histórico «SERRA DE SOAJO» para o caixote do lixo, uma vez que continuou largamente a predominar no ensino da Geografia de Portugal, até 1907! 

A  falsidade de uma "Peneda" relacionada com Sistelo, e não com a Gavieira, não logrou, portanto o sucesso  almejado pelos  ESTRATEGAS do poder de Valdevez !

Por via disto OUTRAS ALDRABICES apareceram em 1907 que, mais detalhadamente, serão explanadas e provadas com testemunhos, noutro "post"!

AS IDENTIDADES RELACIONADAS COM SOAJO, LANÇADAS PARA O FUNDO DOS ABISMOS DO DESCONHECIMENTO, FORAM, de facto OS OBJECTIVOS A QUE DE NOVO SE PROPUSERAM ALGUNS  "HOMENZINHOS", EM 1907!

Que  a identidade «SERRA DE SOAJO», entre 1875 e 1907, persistiu FORTÍSSIMA e de que NUNCA SERIAM satisfeitos os desejos dos detractores, no poder municipal de Valdevez, prova-se a seguir com mais fotocópias da quase totalidade dos manuais escolares usados em Portugal neste período:

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Esta edição saiu em 1880.

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 Apesar de, Francisco Perdigão, utilizar os sistemas de agrupamentos (orográficos) das serras criados por GERARDO PERY, não aceitou a aldrabice da alteração nome da serra com base na montanha do Pedrinho (falsa Peneda) , pois continuou com a denominação «SERRA DE SOAJO»!

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Editada em Coimbra, em 1881, pela Livraria Central, domiciliada no Largo da Sé Velha.

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 Em 1882 sai a 15ª edição com um mapa de Portugal.

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Este mapa reproduz o anterior para que se consiga ler o nome «SERRA DE SOAJO» e se observe que o território da Serra Amarela está indevidamente denominado!

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Esta edição elaborada por Alfredo Campos, foi impressa em Braga, em 1885.

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Este manual escolar apresenta como principal afluente do Lima o rio Vez, mas como a serra tem em 1885 o nome ancestral, então este afluente continua a sair das primícias águas do seu ventre, não da falsa madrasta Peneda, de Sistelo, mas da que fora ao longo dos séculos tida como Serra de Soajo, como nos revela o texto fotocopiado seguinte desta obra.

A máxima altitude resulta da conversão de «pés» em «metros» devido à adopção do Sistema Métrico Decimal.

Como Adriano Balbi tinha  na seu histórico «Tratado de Geografia», considerado a SERRA DE SOAJO como a mais alta de Portugal com 7400 pés, então, pelo facto de cada pé medir em termos de metros 0,3048 m, aparecem muitos manuais escolares a indicarem que se elevava na Pedrada, a SERRA DE SOAJO a mais de 2200 metros! 

Talvez que este destaque dado à Serra de Soajo, e, indirectamente à vila de Soajo, mais motivasse alguns dos "hipócritas" e invejosos, com os pés no poder municipal de Vale do Vez, a tudo fazerem para MORDEREM raivosamente os interesses e prestígios de Soajo!

Bem sabiam que um nome de concelho, no meio de centenas de concelhos, não conseguia guindar VALDEVEZ à altura dos famosos e sonantes nomes das quatro mais importantes serras de Portugal: Soajo, Gerês, Marão e Estrela!

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 Contem um mapa das principais serras de Portugal.

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 A vila de Arcos de Vale de Vez, erradamente, banhada pelo rio Coura, não foi a causa para que em 31 de Dezembro de 2017, houvesse a preocupação por parte da Câmara Municipal de pagar a grande propaganda feita também com várias focagens à placa do «RIO VEZ».

Na verdade, à TVI, deram específicas recomendações para anunciar que esta vila do distrito de Viana do Castelo, é banhada pelo principal afluente do rio Lima! 

Mas o que não disseram foi que ele nasce na Seida, em plena SERRA DE SOAJO!

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 Nesta quarta edição, saída em 1888, o autor Augusto Luso da Silva, professor de Geografia no único liceu existente na cidade do Porto, diz-nos que  a «SERRA DE SUAJO» fica no Minho e não em Trás os Montes, pelo que inseri-la no Sistema Transmontano é uma afirmação sem lógica. Por ventura, porque sentisse que Gerardo Pery, em 1875, escreveu muitos disparates, não copiou o nome aldrabado da serra que afastava o verdadeiro e  muito antigo que já constou, no século de 1561, no primeiro MAPA DE PORTUGAL conhecido que indicou apenas 12 serras, e na descrição das serras anunciadas no período 1524-36, em «LONGITUDO ET LATITUDO LUSITANAE» onde  referiram 29 serras segundo  k.Haufman, ao que parece à medida que iam sendo determinadas estas coordenadas terres

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Esta obra destinava-se a ser usada nos LICEUS E NAS ESCOLAS NORMAIS (estabelecimentos para preparação de professores do ensino primário).

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A «SERRA DE SUAJO» é o maciço montanhoso de MAIOR LATITUDE em Portugal!

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 Esta edição de Edmundo Bettencourt, publicada em 1889, tem uma chancela do «Centro dos Estudos Geográficos» de Lisboa, que estava instalado na então Universidade Clássica, e pertenceu ao prof. Orlando Ribeiro, conforme nos informa um carimbo que diz «Orlando Ribeiro»!

Isto, é deveras importante, porque nos informa que este notável geógrafo soube que o nome «Serra de Soajo» estava posicionado entre o Minho e o Lima no mapa de Portugal.

Ainda  que no texto viesse colocada em primeiro lugar, não fosse ela a MAIS SETENTRIONAL DE PORTUGAL!

Mas nos seus textos de Geografia nunca fez qualquer apreciação crítica aos DISPARATES do seu prof. Silva Teles, que OUSOU dizer que a Serra de Soajo ficava a sul do rio Lima e, como nome alternativo, da «Serra Amarela»! 

O Professor Orlando Ribeiro, embora fosse um geógrafo de grande mérito, na tese apresentada, em 1948, por RAQUEL SOEIRO DE BRITO, sua aluna,  foi solidário com  a batota, com a GRANDE ALDRABICE, com a viciação, COM A FALSIFICAÇÃO DO SABER CIENTÍFICO QUE RESULTOU DE SÉRIAS E PROFUNDAS INVESTIGAÇÕES FEITAS PELO MUITO COMPETENTE E PROBO PROFESSOR HERMANN LAUTENSACH! 

De facto MUDAR, numa CITAÇÃO, a referência «SOAJO, GERÊS e MARÃO», publicada em 1932, na sua Geografia de Portugal, para «PENEDA, GERÊS e MARÃO», é acto muito condenável não por ser ERRO explicitado numa TESE DE UMA LICENCIATURA EM CIÊNCIAS GEOGRÁFICAS, mas também por ser assumido por ambos!

Nas ciências, quaisquer que elas sejam, só cabem as VERDADES!

Deve, todavia, ser dito que a crítica de Hermann Lautensach sobre os ERROS DOS NOMES DE SERRAS, cometidos por P. Choffat, foi feita na obra «BIBLIOGRAFIA GEOGRÁFICA DE PORTUGAL», esta ampliada com a incansável colaboração do prof. Mariano Feio, em 1948, ano desta publicação, que foi o mesmo da apresentação e defesa da tese de Raquel Soeiro de Brito!

                                                        (CONTINUARÁ)

AS FALSIDADES E O DESCONHECIMENTO NÃO DEIXARAM CRIAR O PARQUE NACIONAL SOAJO-GERÊS! (9)

 ( deve o leitor saber que este post encontra-se inacabado, e até sem correcção dos textos)

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 Sim, o «MOVIMENTO PARA A VERDADE», porque ao NÃO terem distinguido o CONHECIMENTO VERDADEIRO DO FALSO criaram uma IDENTIDADE que não respeita o «princípio de identidade» que nos diz «O QUE É, É»! De facto «O NOME SERRA DE SOAJO É O QUE É, TAL QUAL É»!

O «princípio da não contradição» como uma expressão do princípio de identidade bem nos avisa no assunto do nome aqui tratado que «A SERRA DE SOAJO NÃO PODE SER SERRA DE SOAJO E NÃO SER SERRA DE SOAJO AO MESMO TEMPO E SOB O ASPECTO DO NOME SERRA DE SOAJO!»

O SER SERRA DE SOAJO AO NORTE DO RIO LIMA, NÃO É NÃO SER SERRA DE SOAJO A NORTE DO RIO LIMA!

O NÃO SER SERRA DE SOAJO AO SUL DO RIO LIMA, NÃO É SER SERRA DE SOAJO A SUL DO RIO LIMA!

Pelo lado do princípio de alternativa, outra faceta do princípio de identidade, no caso concreto do nome da serra não permite que se diga que «A SERRA DE SOAJO SE SITUA A NORTE DO RIO LIMA, OU QUE, A SERRA DE SOAJO NÃO SE SITUA A NORTE DO RIO LIMA»!

 TAMBÉM QUE «A SERRA DE SOAJO SE SITUA A SUL DO RIO LIMA, NO ESPAÇO DA SERRA AMARELA, OU QUE, NÃO SE SITUA A SUL DO RIO LIMA, NO ESPAÇO DA AMARELA»!

Mas se não foi e se não é respeitado o princípio de identidade, para cúmulo dos atropelos, infelizmente, há ainda outro princípio lógico que também é posto em causa. Efectivamente, o «princípio da razão suficiente»  elucidando-nos que «tudo o que existe tem a sua razão de ser», também foi atropelado no caso do nome da serra, uma vez que o falso nome "Serra da Peneda" substitui o nome SERRA DE SOAJO! Ora isto é manifestamente desrespeitador porque não tem  «razão de ser» uma substituição suportada em aldrabices!

Também a falsidade da alternativa do nome «SERRA AMARELA» [constante superabundantemente em manuais de ensino] pelo FALSO nome "SERRA DE SOAJO" no espaço a sul do rio Lima que se integra objectivamente na SERRA AMARELA, não é senão uma absurdidade! Não há, de facto a mínima «RAZÃO DE SER» que justifique inteligentemente tamanho atrevimento para denominar o espaço da SERRA AMARELA por SERRA DE SOAJO ! 

Sabe-se que um boa parte do espaço da SERRA DE SOAJO foi a primeira ou uma das primeiras áreas montanhosas onde se organizou, protegeu e conservou a flora e a fauna silvestres ao se institucionalizar a «REAL MONTARIA DE SOAJO».  Sabe-se que foi esta última a única que subsistiu como área protegida a norte do rio Douro, em 1498, e que continuou até 1821! Sabe-se que só neste ano foi extinta a estrutura organizativa com sede em Lisboa que vigorou desde a Idade Média e que foi liderada por um MONTEIRO-MOR DO REINO desde o tempo do rei D. Fernando!

Havendo o conhecimento que em grande parte da SERRA DE SOAJO se organizavam as «montarias aos lobos», até à fundação em 1971 do Parque Nacional, e que desde remotos tempos sempre foi liderada por sucessivos poderes ligados a SOAJO, não se deve aceitar tamanha aldrabice do outro nome da serra lançado contra a VERDADE MULTISSECULAR! 

Sabe-se que as convocatórias, dias marcados, logística e orientações das batidas aos lobos na área montanhosa delimitada no ALTO MINHO pelos rios Minho, Lima e Vez, eram apenas da iniciativa de poderes instalados em SOAJO !

Sabe-se que o FOJO mais notável da SERRA DE SOAJO, sempre esteve e está ainda [ 2018] localizado na ÁREA ADMINISTRATIVA DA FREGUESIA SOAJO, se FOR RESPEITADO o que está consagrado nos documentos dos LIMITES das autarquias locais que CONFRONTAM verdadeiramente com Soajo!

 

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NA "MONTARIA AO LOBO" E, EM TEMPOS MAIS AFASTADOS, A "MONTARIA AO LOBO E MAIS BICHOS", EM QUE POR EXEMPLO O LINCE OU LOBO CERVAL E OS JAVALIS CAUSAVAM GRANDES DANOS AOS PASTORES E LAVRADORES, ORGANIZAVAM-SE MONTARIAS EM QUE CASTRO LABOREIRO, GAVE PARADA DO MONTE, VALE, SISTELO, CABREIRO, ETC., E OUTRAS POVOAÇÕES ESPANHOLAS  TAMBÉM COOPERAVAM NAS BATIDAS, MAS CUJA COORDENAÇÃO E SUPERINTENDÊNCIA SE CENTRALIZAVAM EM SOAJO! 

A RAZÃO DE SER DO NOME «SERRA DE SOAJO», EXISTENTE DESDE OS TEMPOS MEDIEVAIS, JUSTIFICA-SE PLENAMENTE, ATÉ PELA IMPORTÂNCIA QUE SEMPRE TEVE SOAJO NESTA  VERTENTE!

SE POR RAZÕES DE BATOTAS SE PASSOU A REALÇAR UM MERO «MARCO GEODÉSICO» NA PENEDA [PEDRINHO] PARA TENTAREM FORTALECER UM OUTRO NOME DE TODA A SERRA, ISSO NÃO PASSOU DE UMA ARGUMENTAÇÃO DESCABIDA FEITA POR P. CHOFFAT! 

 OS ACTOS CONTINUADOS DOS HOMENS ATRAVÉS DOS SÉCULOS ELEVAM-SE A PATAMARES MUITO SUPERIORES AO DE UM MARCO GEODÉSICO COMO MOTIVO PARA JUSTIFICAR O ERRADO NOME "SERRA DA PENEDA"!  AS ENTRELAÇADAS  GEOGRAFIAS FÍSICA E HUMANA DEVEM CONSTITUIR UMA  RAZÃO DE SER MUITO MAIS ATENDÍVEL PARA REPOR EM EXCLUSIVO A VERDADE HISTÓRICA DO NOME «SERRA DE SOAJO!»

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 O ITINERÁRIO DA «MONTARIA AO LOBO» ELABORADO PELA DOUTORA RAQUEL SOEIRO DE BRITO, EM 1948, MOSTRA BEM QUE O FOJO E A SEIDA CONSTITUIRAM AO LONGO DOS SÉCULOS O NÚCLEO CENTRAL OU SE SE QUISER O CORAÇÃO DA SERRA DE SOAJO NESTA IMPORTANTE ACTIVIDADE! 

DISSE A AUTORA QUE HOUVE EM MATÉRIA DA MONTARIA AO LOBO UM PRIVILÉGIO DADO À VILA DE SOAJO PARA SER ESTA A SUA "CABEÇA"! ISTO, MANIFESTAMENTE, DEMONSTRA QUE SOAJO TINHA NA AMPLA SERRA DE SOAJO UMA POSIÇÃO DE GRANDE DESTAQUE.

A ALTERAÇÃO DA IDENTIDADE DA SERRA FOI UM ROUBO COM IMPLICAÇÕES NO NOME DO PARQUE NACIONAL!

 O VERDADEIRO NOME «SERRA DE SOAJO» É O ÚNICO QUE  ESTÁ SOLIDAMENTE ENQUADRADO NA REGRA LÓGICA QUE NOS ENSINA: «TUDO TEM A SUA RAZÃO DE SER»!

 

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 Se, em 2013,  se editou um MAPA como este publicado no «DICIONÁRIO PRÁTICO ILUSTRADO»,  tal só foi possível pelas muitíssimas repetiçoes das ALDRABICES de Choffat, feitas ao longo do século XX! Tamanhas anomalias geográficas, como vamos  COMPROVAR é que deram lugar a uma inacreditável sucessão de erros copiados, sem tivesse havido pela genenalidade  dos autores o menor poder crítico, apesar de serem autores de mauais escolares!

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Capa do obra do trabalho de Choffat que deu ORIGEM, OU QUE FOI A «CAUSA PRIMEIRA» da designação «SERRA DE SOAJO» como nome alternativo da «SERRA AMARELA»!

 FOI IGNORÂNCIA, ERRO, OU BATOTA?

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 Quadro onde se exprimiu a FALSIDADE de dizer «QUE É, AQUILO QUE NÃO É»!

DIZER QUE A AMARELA TEM TAMBÉM O NOME «SERRA DE SOAJO» FOI UM ERRO DESCOMUNAL, MAS QUE AINDA TEM SEGUIDORES NO SÉCULO XXI! HÁ 111 ANOS QUE SE ENGANAM PESSOAS!

O FACTO DE O NOME DO PARQUE NACIONAL NÃO RESPEITAR OS VALORES HISTÓRICOS CONTRIBUI TAMBÉM PARA ESTA LASTIMOSA DESIGNAÇÃO!

 

Um ignorante não sabe se uma afirmação é falsa ou se é verdadeira.

 No caso concreto, Choffat, não foi ignorante, pois as obras que consultou bem elucidam que o espaço que G. Pery  designou por "Serra da Peneda" não era a designação predominante em 1907, e antes de 1875 o nome «SERRA DE SOAJO» era genericamente o usado! Aliás, Choffat, até argumentou que a Amarela não se devia chamar SERRA DE SOAJO, mas acabou por assim a designar! 

Claro que se não estivesse a relacionar o nome «PENEDA» com o sítio onde está o marco geodésico de primeira ordem, então teria de estar a pensar no lugar da Peneda, onde se situa o Santuário Mariano [como julgam muitas pessoas]!

Obviamente que,em termos de espaço montanhoso o clássico nome «SERRA DE SOAJO»,ao estar ligado ao nome da «Terra de Soajo», onde existiu  a capital, da montaria, do concelho, do julgado, da freguesia, do espaço tradicional, da mais intensa humanização da serra, é o  que mais justifica, o que tem maior razoabilidade, como nome certo! 

Mas em concreto o que se verificou foi o nome «SERRA DE SOAJO» passar a ser ensinada por muitos professores como tendo a altitude máxima de 1361 m, e pasme-se na Louriça à vista do curso do rio Homem, afluente do Cávado! 

Sim, na Louriça, onde colocaram também UM MARCO GEODÉSICO DE Iª ORDEM! Mas apesar de ser a LOURIÇA o sítio do ponto de altitude máxima da serra, o seu nome não foi catapultado para designar a serra como «SERRA DA LOURIÇA» como nome principal!

Choffat quis fazer prevalecer o nome antigo AMARELA!

Mas CHOFFAT USOU DE INCOERÊNCIA, PARCIALIDADE e INTENCIONALIDADE, porque não argumentou para a AMARELA nos mesmos termos em função do marco geodésico, como o fez  para impor o nome "Serra da Peneda»! 

A serra como AMARELA nem havia sido ensinada antes de 1875, nem o foi praticamente entre 1875 e 1907!

O nome «SERRA DE SOAJO» antes e após a edição de Geografia de G. Pery continuou sempre como em nome muitíssimo referido e NOTÁVEL! 

CHOFFAT soube através da bibliografia apresentada que  H. Link, A. Balbi, Pinho Leal, Leite de Vasconcelos, Júlio Henriques, etc. usaram a «Serra de Soajo» colocando-a norte do rio Lima, mas omitiu este nome, nem sequer o admitindo como alternativo da falsa designação "Serra da Peneda"! 

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 Choffat disse QUE ERA, O QUE NÃO ERA! Disse Choffat que era " Serra da Peneda", o que não era!

Designou, de facto, o espaço da SERRA DE SOAJO, por "Serra da Peneda", recorrendo à GEOGRAFIA DE PORTUGAL, de G. Pery, donde retirou o nome errado, mas corrigiu a altitude máxima da serra, não o seguindo neste aspecto! Ora Choffat não questionou o nome, apesar de a generalidade dos autores de manuais de ensino lhe chamarem SERRA DE SOAJO, contrariamente ao que escreveu Choffat, porque afirmou que a GEOGRAFIA DE PORTUGAL  de G. Pery, era tida como «a base actual [1907] da geografia de Portugal», pelo menos, nas matérias dos nomes das serras! 

Se tivesse sido imparcial, se não tivesse havido intencionalidade, pelo menos considerava os nomes em causa como sinónimos ou alternativos!.

Mas não os colocou como sinónimos, nem disse que deviam ser considerados como sinónimos, porque  fez de conta que não sabia QUE O TERRITÓRIO MONTANHOSO DA «SERRA DE SOAJO» SE SITUAVA A NORTE DO RIO LIMA!

No entanto no caso do espaço da Amarela, Choffat acabou por admitir que eram nomes sinónimos, mas que NÃO DEVERIAM SER NOMES DE SERRA SINÓNIMOS, argumentando para criticar a aplicação do nome Serra de Soajo com um exemplo muito insensato e completamente descabido!

Mas o que é certo é que as obras que consultou e que referiu no fim do seu trabalho claramente o informaram que a «SERRA DE SOAJO» se situava a norte do rio Lima!

Desejou seguir o nome da serra adoptado por G. Pery que era contrariado por muitos cartógrafos, corografias, geografias,  e  "exportar" o nome «SERRA DE SOAJO» para o sul do Lima, satisfazendo os desejos dos detractores deste antiquíssimo nome!

E, assim, para os menos avisados cometeu apenas ERROS, quando efectivamente fez opções conscientes para ENGANAR! 

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 Foi este o primeiro texto a constar numa obra  Geografia de Portugal em que não foi incluído o nome SERRA DE SOAJO! O autor da obra Gerardo Pery, em 1875, não apresentou as obras a que recorreu para a elaborar, o que não deixa de ser muito estranho! Como já antes dissemos a falsa altitude máxima na falsa PENEDA [Pedrinho] foi de 1446m como se vê no texto acima; porém na apresentação geral das altitudes das serras, num quadro existente no fim do livro, já a considera como sendo  obtida no marco geodésico de iª ordem que admite não ser o ponto mais alto da serra! Disto se conclui que o sítio considerado com o nome PENEDA, é diferente do outro relativo ao nome de toda a serra! Por outras palavras considerou o MESMO NOME para conteúdos diferentes!  Mas  tem de concluir-se que SE aplicam  a três ENTIDADES a mesma identidade:PENEDA !

Apesar de todas estas peripécias a SERRA DE SOAJO com 1446 m, com 1372 m  [ambas no sítio falsamente chamado Peneda], ou com 1415 m na Pedrada, ou ainda com 1361 m na Louriça, aguentou sempre apesar de tão INCRÍVEIS ATROPELOS!

 

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 APESAR DE TUDO O «MONUMENTO À SERRA DE SOAJO» ENCONTRA-SE EM TERMOS GEOLÓGICOS, HISTÓRICOS E, SOBRETUDO, EM CIÊNCIA GEOGRÁFICA, MUITO SEGURO!

 COMO DIZ O POVO, "ESTÁ DE PEDRA E CAL"!

 

 

O NOME DO PARQUE NACIONAL REFLECTE AS ALDRABICES! (12)

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 NÃO ACEITAMOS AS ALDRABICES. CORRIJAM-NAS!

Pela nossa parte como Soajeiros, seguiremos o que nos legou o genial Victor Hugo: «AMAR É AGIR»!

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As falsidades continuaram em 1915 através também de quem viria a ser um prestigiado catedrático da Universidade de Coimbra, o Prof. Amorim Girão, que procurou corrigir o limite sul do SISTEMA GALAICO-DURIENSE determinado por P. CHOFFAT; mas, assimilou as aldrabices ligadas à Peneda (Pedrinho) e, ao posicionamento da SERRA DE SOAJO, no território da Amarela!

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 Amorim Girão refere a SERRA DE SUAJO, dentro do sistema Galaico-Duriense e  como sínónimo da Amarela, na esteira de Choffat, pois, recorreu à sua obra. Como não indicou os rios pode parecer que este Soajo ´dá nome a uma parte da serra a norte do Lima. Mas não, em 1915, este equívoco ainda não existia. Soajo, neste texto, dá nome ao espaço da Amarela! Esta obra de Girão não se destinava aos alunos do ensino liceal (secundário), mas ao universitário. Amorim Girão conhecia as obras de Fortunato de Almeida que vinha também plagiando, o que escrevera Choffat sobre a serra, mas, preferiu dizer Soajo por ser nome de serra muito mais sonante !

O DISPARATE DE DIVIDIR, O ESPAÇO FÍSICO DA  «SERRA DE SOAJO», EM DUAS PARTES, COMO SE HOUVESSE CONDIÇÕES NATURAIS PARA O FAZER, FOI EXPEDIENTE DE "SAPATEIROS" QUE APARECERAM MUITO MAIS TARDE,  PORQUE CONFUNDIDOS PELAS TRAPALHADAS, DESEJARAM REMEDIAR AS ASNEIRAS, COM OUTRAS ASNEIRAS!

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 Em 1917, em Portugal, iam-se enganado os ESTUDANTES, frequentadores  dos Liceus, com as FALSIDADES de G. PERY E PAUL CHOFFAT acima expostas! Vergonhas vertidas no nome do Parque Nacional e nas publicações que a ele se reportam! As mentiras não se atacam, cultivam-se, dirão alguns falsos inocentes e como tal não inculpados!

 

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 O nome do espaço da VERDADEIRA «Serra de Soajo», em 1918, continuava a ser ALDRABADO, e o da serra AMARELA desprezado!

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 O Professor  Mário de Vasconcelos e Sá foi um dos mais prestigiados autores de obras de Geografia na primeira metade do século XX, sendo, aliás, da sua autoria o texto de introdução geográfica de Portugal, constante na «Edição Monumental» da História de Portugal coordenada pelo Prof. Damião Peres. Esta foi publicada com o intuito da «Comemoração do oitavo centenário da fundação de Portugal». 

No que respeita às duas serras que são separadas pelo rio Lima, verteu as asneiras de Pery e de Choffat!

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 Este autor, também professor de Orlando Ribeiro, colaborou como docente com  Silva Telles na Universidade de Lisboa.

Em 1920, muito conhecedor das colinas de LISBOA deu abrigo às ALDRABICES, entregando-as aos seus alunos com a maior das naturalidades.

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 Fortunato de Almeida evoluiu porque passou a saber que, afinal, a serra a norte do Lima já não tem o máximo valor na falsa Peneda (rigorosamente Pedrinho) de Sistelo, mas sim, na Pedrada (Outeiro Maior), situada na autarquia de Soajo, onde efectivamente existe a máxima altitude de 1415 m ou mais. rigorosomente, 1416 m, na que é CHAMADA, HÁ MUITOS SÉCULOS, COMO «SERRA DE SOAJO! 

 MAS A BURLA ENCOMENDADA, por alguns fidalgos de Valdevez, fez que designassem por PENEDA, nome antes inexistente no âmbito científico do ensino das matérias que se prendiam com a disciplina de Geografia de Portugal!

«SERRA DE SOAJO» ERA UM PRESTIGIADO NOME ENTRE AS MAIS IMPORTANTES E CONHECIDAS SERRAS DE PORTUGAL que infelizmente ATACARAM com recurso a ALDRABICES!

Nesta obra,  Fortunato, abandonou o sistema «TRANSMONTANO» criado sem justificação alguma por G. Pery e, aderiu ao sistema Galaico-Duriense, formulado por Choffat! Porém, apesar de colocarem a máxima altitude em território de Soajo, o nome «Serra de Soajo» continuou emigrado no sul do rio Lima, a exibir a máxima altitude da montanha da LOURIÇA onde também haviam construído um MARCO GEODÉSICO DE 1ª ORDEM!

Mas este MARCO não serviu para Choffat seguir, o que argumentou ao escolher o nome das serras, pois colocou a  LOURIÇA como nome ainda mais secundarizado que o de Soajo!

Fortunato de Almeida não COLOCOU como nome da frente a AMARELA OU A LOURIÇA, antes preferiu dizer que a serra, a sul do Lima, tinha o nome de «SERRA DE SOAJO» e que se elevava à altitude de 1361 m!

Portanto foi ensinado, seguindo CHOFFAT, que  a «SERRA DE SOAJO» tinha na montanha da Louriça a altitude de 1361 m como vem exposto exposto no livro de Choffat!

Não nos custa ADMITIR  que, se Choffat tivesse escrito que a altitude era simplesmente de 900 m, e numa montanha suíça, FORTUNATO acreditaria!

 Para «Portugal e suas suas colónias», Fortunato de Almeida, copiou com exatidão as altitudes máximas e nos locais correctos escritos por Choffat. Quanto aos nomes das serras continuaram os destemperos do estrangeiro Choffat que veio  da Suíça para "decretar" os nomes das serras de Portugal, sem ter feito primeiro  a instrução primária e a secundária em Portugal!

Como certo temos que, Fortunato de Almeida, respeitou SEMPRE o nome «SERRA DE SOAJO»!  De facto, em 1909, ano da edição da sua primeira obra de geografia, chegava à cidade da única Universidade de Portugal o nome da serra que predominantemente se ensinava em Portugal! 

Por tal Fortunato de Almeida ao seguir Choffat, pela primeira vez, apenas, na segunda edição em 1920, continuou a usar o nome «SERRA DE SOAJO» em primeiro plano, remetendo o nome AMARELA  para pé de página!

Ao fazê-lo Fortunato, CONTRARIOU o suíço que havia MARGINALIZADO o nome «SOAJO», em 1907, pois adoptou-o apenas como nome inadequado e por tal "ESPANCOU-O" para mais facilmente o derrotarem ao não o usarem!

Enfim, agiu deste modo Choffat, em 1907,  para AGRADAR a alguns influentes "FIDALGOS" do "VALE DO VÊS", mas Fortunato não se deixou enganar totalmente, ao fazer com que o nome «SERRA DE SOAJO» continuasse como identidade importante no contexto das serras de Portugal, se bem que em detrimento do nome da «SERRA AMARELA ! 

 

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A MUITISSECULAR ÁREA DE HABITAÇÃO DA RAÇA «CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO», EMBORA MUITO FALSAMENTE TIDA COMO EXCLUSIVA DE CASTRO LABOREIRO, FOI MAL ENQUADRADA ATÉ GEOGRAFICAMENTE!

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APRECIAREI O TEXTO EXPOSTO EM MONUMENTAL EDIÇÃO LITERÁRIA, EM QUE SE AFIRMA O NOME FALSO «CÃO DE CASTRO-LABOREIRO», E SE NEGA, POR OPOSIÇÃO, O NOME GENUÍNO - «CÃO DO SOAJO» - AQUI OBSERVADO NA DIMENSÃO GEOGRÁFICA COMO NOME DE UMA DAS PRINCIPAIS SERRAS DE PORTUGAL MAS QUE, TAL COMO O NOME DO CÃO, FOI OBJECTO DE ENORMES DETURPAÇÕES!

ESCREVEU O PROF. FERNANDES MARQUES, AUTOR DO ESTALÃO DA RAÇA, EM 1935, QUE «CÃO DE SOAJO», ERA NOME IMPRÓPRIO, O QUER DIZER NOME INEXACTO, OU MAIS INCISIVAMENTE, QUE ERA  NOME FALSO, EMBORA  A TIVESSE CARACTERIZADO COMO RESPEITANTE AO CÃO SABUJO DE SOAJO!

MAS, PROFUNDAMENTE FALSO, É O NOME “CÃO CASTRO-LABOREIRO”, PORQUE A NOTORIEDADE DO CÃO  ORIGINÁRIO DA SERRA DE SOAJO, SEMPRE ENGLOBOU AO LONGO DOS SÉCULOS DE PORTUGAL O ESPAÇO ADMINISTRATIVO DE CASTRO LABOREIRO, E SEMPRE FOI A RAÇA, ARTICULADA APENAS, COM SOAJO, ATÉ AO INÍCIO DA SEGUNDA METADE DO SÉCULO DEZANOVE!

CONSTA NO TEXTO DA MONUMENTAL «GRANDE ENCICLOPÉDIA PORTUGUESA E BRASILEIRA» QUE, A «ÁREA NATURAL DE DISPERSÃO (…) FICA COMPREENDIDA ENTRE AS SERRAS DE PENEDA E SUAJO»! 

QUER ISTO DIZER QUE O CÃO HABITAVA, AO TEMPO DA FEITURA, 1935, DESTES ESCRITOS DA PADRONIZAÇÃO DA RAÇA, NAS MONTANHAS DAS SERRAS ANUNCIADAS!

AO ESCREVER-SE  ASSIM, ENTÃO, O CÃO SABUJO EXISTIA, TAMBÉM, NA OU DENTRO DA «SERRA DE SOAJO»!

MAS É PRECISO DIZER QUE NA EXPRESSÃO «ENTRE AS SERRAS DA PENEDA E SUAJO», A PALAVRA «ENTRE» É UMA PREPOSIÇÃO COM O SIGNIFICADO DE «SITUAÇÃO EM MEIO OU DENTRO DE», E NÃO COM O SIGNIFICADO DE «SITUAÇÃO ENTRE DUAS COISAS»!

 DIZER «NO MEIO» PODE NÃO SER O MESMO QUE DIZER «EM MEIO».

TODAVIA, TAMBÉM É PRECISO DIZER QUE NA REGIÃO MONTANHOSA APONTADA NÃO EXISTEM DUAS SERRAS, MAS APENAS, UMA, E UMA SÓ, SERRA, CHAMADA,  EM CONCORDÂNCIA E RESPEITO PELO PASSADO DE SÉCULOS E SÉCULOS, POR «SERRA DE SOAJO»! 

O FACTO DE CONSIDERAREM DOIS NOMES, PARA O ESPAÇO FÍSICO DA SERRA DE SOAJO, RESULTOU DAS GRANDES ALDRABICES E IMBECILIDADES DO SUÍÇO PAUL CHOFFAT,  AO TER NEGADO  O NOME  «SERRA DE SOAJO» A SUL DO RIO LIMA, MAS QUE, CONTRADITORIAMENTE, ACABOU POR O ACEITAR,  E, AINDA, POR TER MUITO DISPARATADAMENTE DENOMINADO O TERRITÓRIO DA «SERRA DE SOAJO», DO LIMA AO MINHO, POR “SERRA DA PENEDA”, MAS QUE, DEVIDO À SUA GRANDE ANTIGUIDADE SUSCITOU ENERGIAS PARA SER MAIS TARDE, PELO MENOS, RECOLOCADO, EM PARTE DO SEU VERDADEIRO TERRITÓRIO, POR OUTRAS PESSOAS QUE ABORDARAM AS SERRAS DE PORTUGAL! 

POUCO  FALTOU AO SUÍÇO PAUL CHOFFAT PARA DIZER QUE O TERRITÓRIO DO NOSSO PAÍS NÃO TINHA NOME E QUE TERIA DE O ATRIBUIR...

AS APARENTES INSANIDADES MENTAIS SOBRE OS NOMES DE SERRAS DE PORTUGAL DO SUÍÇO CHOFFAT, SÓ ATINGIU UMA DAS PRINCIPAIS SERRAS DE PORTUGAL, POR SINAL, UMA QUE ATÉ TEVE A HONRA DE TER O SEU NOME DECLARADO A NÍVEL DO PRIMEIRO MAPA CONHECIDO DE PORTUGAL, TAL COM O DO MARÃO, DURANTE MAIS 100 (CEM) ANOS  QUE OS NOMES DAS SERRAS DO GERÊS E ESTRELA! 

ARGUMENTOU, DE FACTO, O SUÍÇO QUE POR NÃO HAVER ANTERIORMENTE NOMES DAS SERRAS -  CONSTITUINDO ESTA AFIRMAÇÃO UM TREMENDO DISPARATE -  TERIA DE OS ATRIBUIR PARA PODER TRATAR DOS ASSUNTOS DA OROGRAFIA  E DA TECTÓNICA DO NOSSO PAÍS!

PARA O ESPAÇO FÍSICO DA SERRA DE SOAJO, QUE ERA EM 1907, JÁ UM NOME COM SÉCULOS, ENTRE AS PRINCIPAIS SERRAS DE PORTUGAL, ARGUIU CHOFFAT, DESATINADAMENTE QUE, SE BASEAVA, NA «CARTA COROGRÁFICA DE PORTUGAL», PUBLICADA EM 1865, A QUAL EMBORA NÃO TIVESSE O NOME DAS SERRAS, TINHA OS NOMES MUITO VISÍVEIS DOS SINAIS QUE SIMBOLIZAVAM OS MARCOS GEODÉSICOS DE PRIMEIRA ORDEM, APESAR DE ALGUNS NÃO CORRESPONDEREM AOS DOS CUMES MAIS ALTOS DAS SERRAS, MAS QUE SERVIRIAM, MESMO NESTAS CONDIÇÕES, PARA DELES SE OBTEREM OS NOMES DAS  SERRAS DE PORTUGAL!

COM ESTA HIPÓCRITA ARGUMENTAÇÃO,  SUBSTITUIU O NOME DA «SERRA DE SOAJO», POR SERRA DA PENEDA, POR NO SINAL DO MARCO DO PEDRINHO, ESTAR ESCRITO "PENEDA"!

MAS O MESMO CRITÉRIO NÃO USOU CHOFFAT, POIS PARTINDO DO SINAL DO MARCO GEODÉSICO DA LOURIÇA, NÃO ESCOLHEU "SERRA DA LOURIÇA, COMO NOME PRINCIPAL DA CADEIA DE MONTANHAS SITUADA AO SUL DO LIMA, ATÉ AO RIO HOMEM!

O NOME QUE ESCOLHEU COMO PRINCIPAL, FOI O DE «SERRA AMARELA» [AQUI RESPEITOU O ANTIGO], E SÓ COMO ACESSÓRIOS, SECUNDÁRIOS, ALTERNATIVOS ADMITIU OS DE SERRA DE SOAJO E O DE SERRA DA LOURIÇA! 

COM ESTES DASATINOS INTENCIONAIS CONSEGUIU LOGRAR O INTENTO DE OFUSCAR O NOME «SERRA DE SOAJO» COMO NOME PRINCIPAL OU DE PRIMEIRA LINHA, DAS MONTANHAS A NORTE DO LIMA, NÃO SEGUINDO, O NOME SERRA DE SOAJO COM SÉCULOS...

FOI MAIS LONGE NA OUSADIA AO FAZER CULMINAR A SERRA COM O NOME ADULTERADO DE  "PENEDA", COMO NÃO TENDO NESTE MARCO GEODÉSICO COM 1373 M DE ALTITUDE A ALTITUDE MÁXIMA, AFIRMADA COM OUTRO VALOR POR G. PERY, MAS CONSAGROU-LHE A DO SÍTIO REALMENTE MAIS EMINENTE, COM 1415 M DE ALTITUDE MÁXIMA,  NO ALTO DA PEDRADA, MAS SEM O NOME GERAL USADO NOS SÉCULOS ANTERIORES!

A INTERPRETAÇÃO DO TEXTO APRESENTADO POR F. MARQUES NO TEXTO EM QUE ABORDOU O CÃO, EM QUE SE REFERIU «ENTRE AS SERRAS DA PENEDA E SOAJO», ESTA EXPRESSÃO NÃO DEVE SER TOMADA NO SENTIDO MAIS VULGAR, POR DUAS RAZÕES: A PRIMEIRA, É PORQUE EXISTE EM RIGOR APENAS, FISICAMENTE, UMA SERRA; A SEGUNDA, É DE A PALAVRA «ENTRE» TER SIDO USADA COM O SIGNIFICADO DE «DENTRO DE», E NÃO EM  ESPAÇO INTERCADO INDEPENDENTE, ENTRE DE DUAS SERRAS DIFERENTES!

 AINDA É NECESSÁRIO DIZER QUE OS DOCUMENTOS MENCIONADOS SOBRE O CÃO, NESTE TEXTO, SÃO EXCLUSIVAMENTE DO MUNICÍPIO DE SOAJO!

 A GRANDE BATOTA, A ENORME ALDRABICE, FOI A DE MUDAREM A ÉPOCA QUE ESTAVA NOS TEXTOS ORIGINAIS, ONDE SE DIZIA «PRINCÍPIOS DO SÉCULO DEZOITO», OU SEJA, SÉCULO XVIII, ESCRITO EM NUMERAÇÃO ROMANA, QUE FOI, INACREDITAVELMENTE, DESVIRTUADO PARA SÉCULO OITO!

 PARA CÚMULO DAS ALDRABICES OS «CINCO CÃES SABUJOS», ENVIADOS PELA CÂMARA DO CONCELHO DE SOAJO, PARA «OS REIS DE PORTUGAL», EM CONFORMIDADE COM A NORMA MATERIALIZADA NO «FORAL DA TERRA DE SOAJO», DE 1514, PASSAREM A SER «OS CINCO SABUJOS», NO MESMO TEXTO TAMBÉM MUDADOS, AO DIIZEREM QUE, ERAM  ENVIADOS A UNS «SENHORES»!

TALVEZ QUE QUISESSEM DIZER QUE OS «CINCO SABUJOS» ERAM MANDADOS A UNS «SENHORES» ALDRABÕES DO SECULO XX (VINTE)!

E FOI, TUDO ISTO, PARAR AO MAIOR MONUMENTO CULTURAL, ALGUMA VEZ EDITADO POR PORTUGAL E BRASIL, A «GRANDE ENCICLOPÉDIA PORTUGUESA E BRASILEIRA»!

QUANTO ÀS «QUEIXAS», PELOS ROUBOS DOS «SABUJOS», FORAM FEITAS AO REI DOM JOÃO I, EM 1401, PELOS OFICIAIS VEREADORES, PROCURADOR E HOMENS BONS  DA «TERRA E JULGADO DE SOAJO»!

POR PRIVILÉGIOS, JÁ MUITO ANTIGOS EM 1401, DADOS AOS SOAJEIROS, NÃO PODIAM OS PODEROSOS FIDALGOS VIVER NA TERRA DE SOAJO, NEM LHES ROUBAR OS «PRECIOSOS SABUJOS»!

ATÉ 1832, FORAM OS «CÃES SABUJOS DE SOAJO», SEMPRE PROTEGIDOS PELOS REIS DE PORTUGAL, MAS SÓ O FORAM NO MUNICÍPIO DE SOAJO E, NUNCA, NO CONCELHO FRONTEIRO DE CASTRO LABOREIRO.

PELO PASSADO DA AFIRMAÇÃO E USO DO NOME  «SERRA DE SOAJO», SÓ TEM SENTIDO INTERLIGAR O NOME DA SERRA COM O O NOME DO PARQUE NACIONAL NOS TERMOS QUE SEGUEM:

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 MAIS UM SABUJO NASCIDO EM SOAJO HÁ UM ANO! PASSEIA COM OS DONOS E POSA PARA UMA FOTO.

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 APESAR DE TER SIDO APENAS ESCULPIDA METADE, EM GRANDIOSIDADE, DA OBRA PROMETIDA, RELATIVA À ESCULTURA PARA COMEMORAREM OS 500 ANOS DA EMISSÃO DO «FORAL DA TERRA DE SOAJO ELA FOI LOUVADA POR ALGUNS...

MAS O QUE É UMA REALIDADE É QUE ESTA OBRA NÃO FOI  CONSENSUAL  PORQUE MAIS PARECE UMA SIMPLES PEÇA DE ADORNO NÃO SÓ PELA SUA DIMINUTA DIMENSÃO, MAS TAMBÉM PORQUE SE OMITIU INTENCIONALMENTE OS NOMES DAS FREGUESIAS QUE COMPUNHAM, EM 1514, A «TERRA E CONCELHO DE SOAJO», COM O OBJECTIVO MATREIRO DE APEQUENAR O MUNICÍPIO DE SOAJO!

SEMPRE QUEREM DESRESPEITAR  OS VALORES E PATRIMÓNIOS DOS SOAJEIROS, PORQUE SE COMPORTAM, NÃO COM ESPÍRITO VERDADEIRAMENTE MUNICIPALISTA, MAS COMO AGENTES REQUINTADOS DE COLONIZAÇÃO, QUER NOS PLANOS MATERIAIS, COMO NAS PERSPECTIVAS DOS VALORES, DE ORDEM MORAL, SOCIAL E ECONÓMICA...

A ESCULTURA, FEITA NA VILA DO VEZ É UM EXEMPLO MARCANTE, QUER PELO SEU TAMANHO, QUER PELO SEU SIMBOLISMO FORALENGO, RESPEITADOR DE TODAS, REPITO, DE TODAS AS FREGUESIAS DE VALDEVEZ, À DATA DE 1515, PORQUE APARECEM TODAS NOMEADAS NA IMPONENTE E MONUMENTAL ESCULTURA! 

 HISTORIAL COM RELEVÂNCIA DO MUNICÍPIO DE SOAJO TINHA DE SER DESPREZADO, À SEMELHANÇA DO QUE FIZERAM COM O NOME RAÇA DO CÃO, COM O NOME DA SERRA, COM O NOME DO PARQUE NACIONAL, COM O NOME DA VACA CACHENA, COM A A RECOLOCAÇÃO DA VILA DE SOAJO NO ESTATUTO DE SÉCULOS, COM O NOME DO  FAMOSO JUIZ, COM A HISTÓRIA DA MAIS CÉLEBRE SENTENÇA, COM A INSTITUIÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DE PROTECÇÃO DA  NATUREZA, COM A DURAÇÃO DO MUNICÍPIO DE SOAJO, COM AS CAUSAS DA EXTINÇÃO DO MUNICÍPIO DE SOAJO, COM O NOME DA PORTA DO PARQUE NACIONAL, COM A REJEIÇÃO DE ATRIBUÍREM O NOME A UMA VIA NA AUTARQUIA DE SOAJO AO IUSTRE SENHOR DOM ABÍLIO RODAS RIBAS, ETC.

SÃO UNS AUTÊNTICOS DISCRIMINADORES NEGATIVOS DE VALORES DE SOAJO, UNS POTENCIADORES DE MAIORES ASSIMETRIAS!

SÃO UNS "RELES COLONIZADORES", NO SENTIDO MAIS PEJORATIVO DESTA EXPRESSÃO...

 

 

 

 

 

...

REPETIMOS A APRECIAÇÃO DO TEXTO NUMA EDIÇÃO MONUMENTAL, ONDE SE AFIRMA O NOME FALSO «CÃO DE CASTRO-LABOREIRO», E SE NEGA, POR OPOSIÇÃO, O NOME GENUÍNO «CÃO DE SOAJO»!

DIZER-SE QUE «CÃO DE SOAJO» É NOME IMPRÓPRIO, QUER DIZER QUE É NOME INEXACTO OU QUE É O MESMO QUE DECLARAR QUE É NOME FALSO!

ORA O QUE É PROFUNDAMENTE FALSO É O NOME “CÃO CASTRO-LABOREIRO”, PORQUE A NOTORIEDADE DO CÃO ESTEVE AO LONGO DOS SÉCULOS SEMPRE ARTICULADA APENAS COM SOAJO!

CONSTA NO TEXTO DE EDIÇÃO MONUMENTAL PORTUGUESA E BRASILEIRA QUE A «ÁREA NATURAL DE DISPERSÃO (…) FICA COMPREENDIDA ENTRE AS SERRAS DE PENEDA E SUAJO»!  QUER ISTO DIZER QUE O CÃO HABITAVA AO TEMPO DA FEITURA DESTES ESCRITOS NAS MONTANTANHAS DAS SERRAS ANUNCIADAS! A SER ASSIM O CÃO EXISTIA, TAMBÉM, NA OU DENTRO DA «SERRA DE SOAJO»!

MAS É PRECISO DIZER QUE NA EXPRESSÃO «ENTRE AS SERRAS DA PENEDA E SUAJO», A PALAVRA «ENTRE» É UMA PREPOSIÇÃO COM O SIGNIFICADO DE «SITUAÇÃO EM MEIO OU DENTRO DE», E NÃO COM O SIGNIFICADO DE «SITUAÇÃO ENTRE DUAS COISAS»!

 DIZER «NO MEIO» PODE NÃO SER O MESMO QUE DIZER «EM MEIO».

TODAVIA TAMBÉM É PRECISO DIZER QUE NA REGIÃO MONTANHOSA APONTADA NÃO EXISTEM DUAS SERRAS, MAS APENAS UMA, E SÓ UMA SERRA!  O FACTO DE ESCREVEREM AS DUAS SERRAS, RESULTOU DE O AUTOR SUÍÇO PAUL CHOFFAT TER INVENTADO, EM 1907, O “NOME «MACIÇO GALAICO-DURIENSE», E APONTAR, DISPARADAMENTE, QUE O NOME DA SERRA, SITUADA ENTRE-OS-RIOS MINHO E LIMA, SE CHAMAVA “SERRA DA PENEDA”, A CULMINAR A 1415 M DE ALTITUDE, EM VEZ DE LHE CHAMAR «SERRA DE SOAJO», NOME GERAL ESTE, COM SÉCULOS E SÉCULOS DE USO!

A INTERPRETAÇÃO DE QUE «ENTRE AS SERRAS DA PENEDA E SOAJO» NÃO HÁ ESPAÇO ALGUM POR SE DIZER QUE SÃO PEGADAS, OU CONTÍNUAS, NÃO TEM SENTIDO, POR DUAS RAZÕES: A PRIMEIRA É PORQUE EXISTE EM RIGOR APENAS UMA SERRA; A SEGUNDA, É DE A PALAVRA «ENTRE» TER SIDO USADA COM O SIGNIFICADO DE «DENTRO DE»!

 AINDA É NECESSÁRIO DIZER QUE OS DOCUMENTOS MENCIONADOS SOBRE O CÃO, NESTE TEXTO, SÃO EXCLUSIVAMENTE DO MUNICÍPIO DE SOAJO!

 A GRANDE BATOTA, A ENORME ALDRABICE, FOI A DE MUDAREM A ÉPOCA QUE ESTAVA NOS DOCUMENTOS ORIGINAIS, ONDE SE DIZIA «PRINCÍPIOS DO SÉCULO DEZOITO» OU SEJA, SÉCULO XVIII EM NUMERAÇÃO ROMANA, PARA SÉCULO OITO!

 PARA CÚMULO DAS ALDRABICES OS «CINCO CÃES SABUJOS», ENVIADOS PELA CÂMARA DO CONCELHO DE SOAJO, PARA «OS REIS DE PORTUGAL», EM CONFORMIDADE COM A NORMA MATERIALIZADA NO «FORAL DA TERRA DE SOAJO», DE 1514, PASSAREM A SER «OS CINCO SABUJOS», ENVIADOS A UNS «SENHORES»!

TALVEZ QUE QUISESSEM DIZER QUE OS «CINCO SABUJOS» ERAM MANDADOS A UNS «SENHORES» ALDRABÕES DO SECULO XX (VINTE)!

E FOI, TUDO ISTO, PARAR AO MAIOR MONUMENTO CULTURAL, ALGUMA VEZ EDITADO POR PORTUGAL E BRASIL, A «GRANDE ENCICLOPÉDIA PORTUGUESA E BRASILEIRA»!

QUANTO ÀS «QUEIXAS», PELOS ROUBOS DOS «SABUJOS», FORAM FEITAS AO REI DOM JOÃO I, EM 1401, PELOS OFICIAIS VEREADORES, PROCURADOR E HOMENS BONS  DA «TERRA E JULGADO DE SOAJO»!

POR PRIVILÉGIOS, JÁ MUITO ANTIGOS EM 1401, DADOS AOS SOAJEIROS, NÃO PODIAM OS PODEROSOS FIDALGOS VIVER NA TERRA DE SOAJO, NEM LHES ROUBAR OS «PRECIOSOS SABUJOS»!

ATÉ 1832, FORAM OS «CÃES SABUJOS DE SOAJO», SEMPRE PROTEGIDOS PELOS REIS DE PORTUGAL, MAS SÓ O FORAM NO MUNICÍPIO DE

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 MAIS UM SABUJO NASCIDO EM SOAJO HÁ UM ANO PASSEIA COM OS DONOS E POSA PARA UMA FOTO.

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 APESAR DE TER SIDO APENAS ESCULPIDA METADE DA OBRA PROMETIDA NA ASSEMBLEIA DE FREGUESIA E NA ASSEMBLEIA MUNICIPALELA  FOI LOUVADA  POR ELEITOS DO PSD, EMBORA UM COMO LEITOR, E OUTRO COMO AUTOR DO TEXTO LIDO! MAS ESTÁ LONGE DE SER CONSENSUAL ESTA OBRA QUE MAIS PARECE UMA SIMPLES PEÇA DE ADORNO PELA SUA DIMINUTA DIMENSÃO E SIGNIFICÂNCIA E AINDA PELO ESCONDER DAS FREGUESIAS QUE COMPUNHAM EM 1514 A «TERRA E CONCELHO DE SOAJO»|

A FEITA NA VILA DO VEZ É MARCANTE PELO SEU TAMANHO E PELO SEU SIMBOLISMO COMO ESCULTURA FORALENGA! AS FREGUESIAS DE VALDEVEZ À DATA DE 1515 APARECEM REVELADAS NA MONUMENTAL ESCULTURA!

SOAJO E, NUNCA, NO CONCELHO FRONTEIRO DE CASTRO LABOREIRO!

 

 

 

AS HUMILHAÇÕES FEITAS ATRAVÉS, DA INCULTURA IGNOMINIOSA DO NOME DO PARQUE TRANSFRONTEIRIÇO, DO LIVRO «SOAJO. 500 ANOS DE FORAL MANUELINO», E DO MAL BAPTIZADO PARQUE NACIONAL…

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 Uma obra editada também para DESPRESTIGIAR IDENTIDADES E VALORES DE SOAJO, e da  antiga «TERRA DE SOAJO»!

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No blogue “Soajo em Notícia” referem o «Parque Transfronteiriço», mas ocultaram o seu nome completo, talvez por ser um atentado à ciência geográfica, a históricos nomes de relevância nacional, à dignidade de uma TERRA, que MANIFESTA um «cartão de identidade» onde o nome «Serra de Soajo» figura também desde o primeiro MAPA CARTOGRÁFICO DE PORTUGAL elaborado com dados toponímicos levantados nos finais do século de 1400!

O seu nome completo é «PARQUE TRANSFRONTEIRIÇO GERÊS-XURÊS», e inclui o espaço serrano da «TERRA DE SOAJO»,  onde os HERÓICOS HOMENS DE SOAJO se bateram para defender um Portugal liberto do jugo dos REINOS DE CASTELA E LEÃO!

Porquê, mais este ataque feito, SEM QUE, os órgãos autárquicos de Soajo e, os mais apetrechados com formação académica e intelectual esbocem repúdio, desaprovação e descontentamento através dos canais oficiais e/ou dos meios de comunicação?!

A serra do Gerês só a partir de 1971 é que passou a ser pela primeira vez uma área de protecção da natureza, querendo isto dizer que, tem menos de meio século de existência, como área especialmente protegida!

Porém, a «Serra de Soajo», desde o século de 1200 até 1821, foi sempre Parque Natural, em boa parte do seu território, sob o nome institucional de «Montaria de Soajo».

O Prof. Eugénio Castro Caldas, no século XX, embora não alcançasse verdadeiramente quais os seus essenciais objectivos, deixou escrito em 1943, no «Inquérito à Habitação Rural» em que participou para a Universidade Técnica de Lisboa, a designação de «MONTARIA DA SERRA DE SOAJO»!

Todavia, este mesmo autor, em 1994, portanto, passados 51 anos, na sua obra, intitulada «TERRA DE VALDEVEZ E MONTARIA DE SOAJO», teve o descaramento de dizer, por opção sua, na parte relativa à «Localização, Limites e Principais Características do Concelho [de Arcos de Valdevez]» que toda a serra se chamava “serra da Peneda” e que culminava no Outeiro Maior à altitude de 1415 m!

Escreveu ainda, o Prof. Eugénio Castro Caldas, o que adiante reproduzo: «O Vale do Vez e a serra da Peneda constituem espaço geográfico (…) suporte da Terra de Valdevez e Montaria de Soajo». Noutra parte da mesma obra ousou também escrever que «a Terra [de Valdevez] e a Montaria [de Soajo] identifica-se com duas realidades fundamentais: o rio Vez e a serra da Peneda ou de SOAJO.»!

Destes pedaços de textos podemos concluir que para Castro Caldas, o Parque Nacional poderia ter sido chamado «Peneda-Gerês» como o foi por sua influência, mas também poderia chamar-se «SOAJO-Gerês»!

Embora o nome “serra da Peneda”, de facto, não se harmonizasse em termos cronológicos e em termos de essência com a designação «Montaria de Soajo» ou «Montaria da Serra de Soajo», ambas usadas e reconhecidas por Castro Caldas, por influência sua o Parque Nacional não se chamou «SOAJO-GERÊS», mas antes «Peneda-Gerês», porque além do mais, vários «fidalgos» antigos e seus descendentes da «Casa da Andorinha» não gostavam de Soajo nem dos Soajeiros, porque não eram pessoas submissas a poderosos!

Assim, a «MONTARIA DA SERRA DE SOAJO», que usou Castro Caldas, em 1943, virou RIDÍCULA E ABSURDAMENTE, como que a “Montaria da Serra da Peneda”!

Prestou Castro Caldas, nestes aspectos, uma péssima influência ao CONHECIMENTO, por NÃO SUTENTADO EM VERDADES, colaborando desastrosa e indirectamente, na escolha de um nome viciado, corrompido e desfigurado para baptizarem MAL o PARQUE NACIONAL!

Mas, para cúmulo dos DISPARATES e para rebaixar SOAJO e os SOAJEIROS, afirmou que o nome «MONTARIA DE SOAJO», usado em paralelo com o de «TERRA DE VALDEVEZ», era como que uma expressão que significava «TERRA E CONCELHO DE SOAJO»! Castro Caldas bateu-se para que fosse criado o Parque Nacional em 1971, nesta região, mas como atrás se disse, também influenciou a escolha do seu nome para que não fosse chamado «PARQUE NACIONAL SOAJO-GERÊS», provocando na antiga «Terra de Soajo» enormes e gravíssimas consequências!

O poder Municipal de Valdevez continua, como nas últimas décadas, através de um seu “ponta de lança” ou, noutra linguagem se quiserem, de um seu «pau mandado», a influenciar... Desta vez foi na pessoa da Professora Paula Pinto Costa, autora do livro «Soajo. 500 anos de foral manuelino», para chamarem à única serra genérica, «Serra da Peneda/Soajo», ou só «Serra da Peneda», ou, ainda, também em alternativa, «serra do Gerês»! Nunca esta autora em todo o seu livro escreveu, explicitamente, o nome «SERRA DE SOAJO», apesar de dedicado ao «FORAL DA TERRA DE SOAJO»! Antes, indevidamente influenciada, andou à “cacetada” a Soajo e aos Soajeiros em vários pontos da obra para HUMILHAR, como demonstraremos noutros posts, até ao ponto de admitir que a Carta do Foral não chegaria a Soajo por dificuldade de acessos! As duas pontes românicas da Idade Média existentes em Soajo, não permitiam que poucas folhas de papel, FUNDAMENTALÍSSIMAS, por conterem LEIS A APLICAR NO MUNICÍPIO DE SOAJO, não chegassem aos “HIMALAIAS” OU AO “TIBETE”, SITUADOS DO LADO NASCENTE DA SERRA!

APRE! FOI DEMAIS!

Os “caminhos de Soajo para Santiago de Compostela” é que permitiriam levar as “cabacinhas” e o farnel, mas não a sintética «CARTA DE FORAL DA TERRA DE SOAJO», para governo deste município em pleno século XVI!

É cada uma ..., que nem parece vir de uma professora universitária, mas como rebaixar, humilhar, AMESQUINHAR, apequenar, era ponto de ordem, desligou a autora os seus fusíveis, no cérebro!

 Ainda mais, em jeito de analfabetismo de Geografia Física e Humana, de História, de Direito, etc., escreveu esta autora que os «MONTEIROS DE SOAJO» não vigiavam e caçavam na «Serra de Soajo», mas sim no MESMO ESPAÇO designado, PROVOCANTE e INIQUAMENTE, por «serra do Gerês»!

Mais uma desconsideração ESPANTOSA E HUMILHANTE!

Pior do que isto só faltou dizer que o município de Valdevez se situa a nascente de Montalegre, ou que dois, mais 2, são 572!

Se a «Rua de Soajo», fica na cidade do Porto, a escassos metros da «Rua do Gerês», no que toca à distância real entre as serras, elas situam-se tão afastadas como o município de Arcos de Valdevez do de Vila Verde! Mas, sem ESCRÚPULOS, considerou O SEU ESPAÇO numa mesma única serra, para enganarem as GERAÇÕES FUTURAS!

 Balas, balas, e mais balas, tinham de ser descarregadas sobre a história e as IDENTIDADES muito HONROSAS de um SOAJO que, maravilhosamente  tem um GLORIOSO passado ao serviço de Portugal, não só pelos combates denodados dos valentes Soajeiros no município de Soajo, e em LINDOSO, contra as forças militares do reino de CASTELA!

Será que o referido “pau mandado”, na sua própria IDENTIDADE INDIVIDUAL, também consente que o identifiquem com o nome de “ZECA SIMPATIA/DIABO”?

Se sim, talvez seja, dos pés ao meio do pescoço, o “Zeca Simpatia”, pelo seu coração de apreciáveis bondades, mas, do meio do pescoço ao topo da cabeça, é um autêntico “Zeca Diabo”, pelos vários corrompimentos que consente, faz e influencia!

 Será esta síntese aglutinada de “apelidos” que lhe dá foros de boas prestações em “servicinhos” aos autarcas profissionalizados?

Pensamos que sim…

O gavião é uma ave de rapina que nunca foi símbolo da «Serra de Soajo» e da liberdade, como fazem constar na placa metálica colocada na escultura que alude ao Foral da Terra de Soajo! Mas, que liberdade? A de rapinar, ou seja, de roubar?!

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  Legenda: Ao cimo pode ver-se a grande casa que foi da «Montaria Real de Soajo» adquirida em 1823 pelo que viria a ser, em 1852, o último Administrador do Concelho de Soajo. Juntamente ficava a eira e o canastro ou espigueiro usados pelo monteiro-mor, beneficiário dos produtos e outras compensações declaradas na «CARTA DE FORAL DA TERRA DE SOAJO». Este edifício é, incomparavelmente, maior e melhor do que o existente em Braga como sede do actual Parque Nacional!

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 Outra vista do casarão que serviu a «REAL MONTARIA DE SOAJO», instituição congénere ao actual PARQUE NACIONAL! Nos anos de 1890 parte deste serviu de instalação hospitalar para albergar muitos enfermos acometidos por grave epidemia que grassou na Vila de Soajo. Em anos da primeira metade do século XX serviu de quartel à secção local da Guarda Fiscal.

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 Mais outra panorâmica que permite ver as últimas instalações da «REAL MONTARIA COM CABEÇA NA VILA DE SOAJO»!

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 Vista parcial do lado norte do edifício que foi da «REAL MONTARIA DA VILA DE SOAJO» onde,  imposições legais prescritas no «FORAL DA TERRA DE SOAJO» eram pagas e prestadas ao monteiro-mor.

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 Apenas com um ano de idade, este «cão sabujo», nascido na Vila de Soajo, vive em Riobom (Ferrada), junto a um espigueiro que foi do Padre Manuel Taças [atacado sem sucesso neste local, uma vez pelo quadrilheiro «Tomás Quingostas»], à vista da maior concentração de canastros de guardar milho! Pode e deve ser considerado o «cão sabujo da serra de Soajo», um elemento figurativo ou simbólico da PROTECÇÃO da NATUREZA pela sua especial relevância como instrumento de grande valia, pois na "Montaria de Coimbra" o seu uso é atestado em documento como acompanhante dos vigilantes - os monteiros - das matas do Botão e outras, na centúria de 1200, com uma alusão de preservação da natureza  já ao tempo do rei Dom Afonso II, «o Gordo», que nasceu nesta cidade em 1185 e reinou de 1211 a 1223.

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O «Foral da Terra de Soajo» tinha como principais conteúdos o «CÃO SABUJO» e o «MONTEIRO-MOR da «MONTARIA DA TERRA DE SOAJO». No acervo desta instituição muito centenária a ÚNICA AVE mencionada é a «ÁGUIA», que nela vivia em liberdade!

Mas a caça à ÁGUIA seria na «Real Montaria de Soajo» condicionada, presumivelmente, pelo «regimento da montaria» que sabemos ter existido, porque documentos o atestam. O facto de ser obrigatório entregar uma unha da águia ao monteiro-mor não enxergamos outra razão que não fosse o controlo e gestão desta ave de rapina por parte de quem dirigia este Real Parque Natural situado no extenso território de cerca de 140 Km2 da «Terra e Concelho de Soajo», estendido desde a Portela do Lagarto e Bouça dos Homens, ao sítio da Laje das Cruzes, junto do rio Lima na fronteira com Gração/S. Jorge.

Todavia não nos parece legítimo extrapolar destas situações que a ÁGUIA seria uma ave emblemática ou simbólica da liberdade na serra da «TERRA DE SOAJO», pois o seu habitat estendia-se a muitas regiões do país.

Que andava a águia, o gavião, o cuco, o melro, a cotovia, etc., em liberdade no espaço territorial e no aéreo sobreposto à serra de Soajo, é inteiramente verdade, pois não viviam em gaiolas. Mas dizer-se que qualquer destas aves era um símbolo da serra de Soajo e da liberdade é pura fantasia!

E as aves de rapina andando em liberdade faziam com que outros seres vivos não gozassem de plena liberdade … As pombas da paz que sobrevoam a serra de Soajo são mais justamente símbolos de não RAPINAR patrimónios, factos históricos, geografia física e humana, culturas … para deixarem apenas tostões e afastarem milhões…

                                              Setembro/2018

OS DOIS LIVROS SAÍDOS NO ÂMBITO DA COMEMORAÇÃO DOS QUINHENTOS ANOS DO FORAL DA TERRA DE SOAJO TÊM VÁRIAS OFENSAS A SOAJO E AOS SOAJEIROS, E BASEIAM-SE NUMA SUPOSIÇÃO DE QUE TODOS OS SOAJEIROS ERAM MONTEIROS, ISTO É, CAÇADORES, ATÉ EM 1514!

 

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Um documento de 1396 emitido pelo rei D. João I para isentar os monteiros vigilantes da Montaria Real de Soajo da qualidade de militares besteiros, demonstra que SOMENTE os agentes ao serviço da defesa e protecção da natureza, sobretudo nas vertentes biológicas da flora e da fauna selvagem, é que estavam indisponíveis para o serviço de guerra.

Inacreditavelmente a Professora Doutora Paula Costa, apesar de ser uma docente com muito prestígio na Faculdade de Letras Universidade do Porto, não quis enveredar pela admissão de que a Montaria Real da Terra de Soajo era uma circunscrição administrativa local, não autárquica, que prosseguia fins de defesa do meio ambiente nos domínios supramencionados.

O poder autárquico do município de A. de Val de "Bragadela/Vez" tem feito uma tenaz resistência ao reconhecimento de que a Montaria da Terra de Soajo foi um verdadeiro Parque Natural suportado por parte da área geográfica da SERRA DE SOAJO. A principal razão deste posicionamento prende-se com o facto de o poder municipal de Arcos de Val de "Bragadela/Vez" querer ANIQUILAR a identidade de séculos do nome da serra, e concomitantemente impor o nome errado do Parque Nacional com base na escolha do nome feito por FASCISTAS, que tiveram de se refugiar no Brasil após a revolução do 25 de Abril de 1974!

O nome do Parque Nacional nasceu de mentes fascistas, directa ou indirectamente, conforme demonstraremos, brevemente. Mas antes queremos clarificar com diplomas legais, sustentadamente, que a  Montaria desta TERRA do REINO DE PORTUGAL, era MESMO um Parque da Natureza, em que os seus VIGILANTES COM SABUJOS, gozavam do privilégio de não ir à guerra fora de Soajo e, ainda, de outros ESPECIAIS PRIVILÉGIOS que os MORADORES de Soajo, na Idade Média, não tinham, embora, também fossem muito privilegiados!

O POVO DE SOAJO FOI DURANTE MUITOS SÉCULOS O MAIS PRIVILEGIADO PELOS REIS EM PORTUGAL, MAS DEPOIS DE 1852, PASSOU A SER DOS MAIS HUMILHADOS, ESPECIALMENTE, PELAS INTROMISSÕES DE ALGUNS FIDALGOS DE ARCOS DE VALDEVEZ!

 

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O Julgado de Soajo figura na primeira coletânea de leis mandada organizar peio rei Dom Afonso V sob a designação de «ORDENAÇÕES AFONSINAS» onde se contêm normas que foram  criadas e publicadas pelos reis anteriores e que continuavam em vigor.

Todavia nesta lista publicada com o número de militares besteiros [nesta época ainda não havia armas de fogo] não figuraram besteiros do Julgado de Valdevez, mas havia-os do Julgado de Ponte do Lima, da Nóbrega e Ponte da Barca [já sede ou vila], de Monção, de Melgaço, de Bouças (actual Matosinhos) e  e em todos os outros mencionados no rol da província de Entre Douro e Minho. 

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O Município de Soajo participava também no corpo militar do país e eram os besteiros preparados e treinados dentro do próprio concelho para quando chamados às guerras agirem com eficácia. Em 1421 foi publicado este rol dos militares besteiros mandado fazer por D. João  I  e por isso quando organizaram a codificação das leis em livros designados por «ORDENAÇÕES AFONSINAS» no tempo do rei D. AFONSO V foram nestas integradas..

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Como se disse noutras oportunidades a nobreza estava impedida por cartas régias, com força de lei, de residir na «Terra e Concelho de Soajo», mas o povo deste com os efeitos decorrentes da revolução liberal de 1820 ficou desprotegido e aquele, décadas depois, foi «conquistado» por dois arcuenses nas secretarias, criando-se condições para noutro ambiente municipal e de governação central se imiscuírem fidalgos e plebeus influentes, sobretudo, a partir de 1854, com a extinção do tribunal judicial de 1ª instância do multissecular Julgado de Soajo, criado na medieval centúria de 1300.

 

O CONCELHO DE SOAJO TERIA SIDO EXTINTO DEVIDO A UMA ESPECÍFICA REFORMA ADMINISTRATIVA? NÃO, NÃO FOI!

ALGUNS ESCREVERAM QUE SIM, MAS POR ERRO E, OUTROS, POR ALDRABICE!

 

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Foram razões de oportunismo político por parte de dois influentes políticos naturais do concelho de Arcos de Valdevez que estiveram na origem da extinção do concelho de Soajo, em 1852, ao agirem em ambiente circunstancial favorável.

 Gaspar de Azevedo Araújo e Gama, foi Governador Civil de Viana do Castelo ainda no ano de 1852. Era ARCUENSE e amigo do Ministro do Reino, Rodrigo da Fonseca Magalhães, casado com a filha de um brasileiro, natural de Geraz do Lima. A circunstância de Rodrigo Magalhães visitar VIANA com frequência facilitou a extinção e consequente anexação do concelho de Soajo ao de Arcos de Valdevez.

Mas se não fosse ainda a estabilidade do Governo da Regeneração, presidido pelo Marechal Saldanha, o insucesso da anexação de SOAJO ao de Valdevez, seria idêntico, àquele de 1836, pois os Soajeiros conseguiram recuperar o seu velhinho concelho no final de 1837 porque entretanto o governo mudou!

O último presidente da câmara municipal de Soajo, só em Março de 1854 saiu da vila de Soajo para deixar em Arcos de Valdevez os documentos que antes não quis entregar e se ultimar o processo de "rendição"!

Foram iludindo o administrador do concelho António de Sá Sotomayor na expectativa  de que o Governo caísse, mas tal não sucedeu! Também a sociedade Soajeira estava dividida, e a traição do assassino Manuel Pires Tróia ao seu companheiro e amigo José do Outeiro, filho do último juiz de Soajo, João Gonçalves do Outeiro, ajudou a consolidar a anexação do concelho. O Zé do Outeiro, natural da vila de Soajo, casou em Cunhas, mas por confirmação da decisão do Tribunal de 1ª instância de Arcos de Valdevez no Tribunal da Relação do Porto, foi degradado para a ÁFRICA e o TRAIDOR por recompensa de Sotomayor e Gaspar de Araújo e Gama continuou por Cunhas e a visitar a vila-sede desfrutando das hipócritas “amizades” destes ARCUENSES, fortes inimigos de Soajo e dos Soajeiros! Tróia, nem sequer foi julgado, o que deu grande brado por parte da oposição, mesmo em Arcos de Valdevez! A sorte do TRAIDOR foi o ZÉ DO OUTEIRO não voltar do degredo porque o ajudou a agarrar numa luta corpo a corpo com Sotomayor quando este estava já em perigo pela força descomunal do Soajeiro. Tudo se passou dentro de uma casa na Branda de Ramil sobranceira ao conhecido «Poço Negro»!  

 

Quem ler a disposição legal que suprimiu o concelho de Soajo logo se apercebe que foram razões circunstanciais que motivaram a queda abrupta em Fevereiro de 1852. O argumento da sua diminuta população invocada não foi a CAUSA PRINCIPAL da queda!

 VEJA-SE O DECRETO PARA SE AQUILATAR A RAZÃO FUNDAMENTAL DA EXTINÇÃO DO CONCELHO DE SOAJO ONDE REZA O SEGUINTE:

«Atendendo ao que foi representado [ou seja comunicado] pelo Governador Civil [que era o arcuense Gaspar de Araújo e Gama] em Conselho de Distrito de Viana do Castelo [ nele estiveram para decidir este assunto, menos de metade das poucas pessoas que o compunham], sobre a urgente necessidade de suprimir o Concelho de Soajo [Gaspar Gama já o queria "gamar" pelos anos de 1840, mas os soajeiros ainda unidos quiseram-no cacetar] o qual pela sua diminuta população [em Portugal continuou a haver concelhos com menos população e até no distrito de Viana como era o caso de Castro Laboreiro, para não falar da maioria dos concelhos da Inglaterra, França, Suíça e da vizinha Espanha, ainda hoje existentes, apesar de serem mais pequenos que o de Soajo] e OUTRAS CIRCUNSTÂNCIAS [estas é que foram a causa principal porque os funcionários da Câmara de Soajo e do Tribunal de Soajo andavam apavorados e abandonaram Soajo quando os PERIGOSOS SOAJEIROS os espancaram, refugiando-se depois na Galiza, mas voltaram logo que as tropas de INFANTARIA OITO deixaram a vila de Soajo e regressaram ao Quartel de Braga depois de uma estada de quase um mês], não pode, sem graves inconvenientes, continuar a existir como Concelho separado; e usando da autorização concedida ao Governo (…) hei por bem decretar o seguinte:

Artigo 1º - É suprimido o Concelho de Soajo (…).

Artigo 2º - As três freguesias de Soajo, Ermelo e Gavieira, que constituem o referido concelho, são anexadas ao Concelho de Arcos  de Valdevez.

O Ministro e Secretário de Estado dos Negócios do Reino assim o tenha entendido e faça executar.

Paço das Necessidades, em 17/2/1852.»

Assinaram o Decreto, a Rainha Dona Maria II e o Ministro Rodrigo da Fonseca Magalhães.

Como observações complementares direi que o Palácio das Necessidades localiza-se na freguesia da Estrela, em Lisboa, e a Rainha assinou o DECRETO na Sala Azul ou Sala dos Despachos, tendo sido a primeira a habitar o Palácio depois do convento ter sido confiscado, e o último foi o rei D. Manuel II até 5/10/1910.

Este Decreto acabou com o Concelho, mas não com o Tribunal do Julgado de Soajo, nem com o nome da serra, nem com a categoria da vila de Soajo!

Mas, alguém, de ascendência fidalga, escreveu numa obra reeditada em 2016 no enquadramento dos «500 ANOS DOS FORAIS DE SOAJO E DE VALDEVEZ» que se Rodrigo de Magalhães «tivesse assinado o decreto na serra da Peneda, não sabemos o que fariam os monteiros de Soajo»! Este arrazoado, além de conter o erro geográfico do nome da serra usado nos manuais escolares de Geografia em 1852, repugna porque em 1821, a pedido dos Soajeiros, da Serra de Soajo, foi extinta a «Real Montaria, existente, em parte da Serra de Soajo» e como tal deixou de haver os vigilantes «Monteiros»! Isto, além de ridículo, é ironia mordaz e insultuosa a Soajo e aos Soajeiros por parte do autor da obra, como se pode verificar noutros inqualificáveis ataques, alguns aparvalhados e contraditórios, ao longo da mesma obra! 

 

Outros ataques de naturezas diferentes continuaram para subjugar a "COLÓNIA" DE SOAJO e tentar APAGAR-lhe as SUAS PRINCIPAIS IDENTIDADES, A SUA MEMÓRIA E A SUA HISTÓRIA GLORIOSA,  como é apanágio dos colonizadores! 

(continuará)