Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

UMA APETITOSA SALADA NÃO SOAJEIRA, LEVOU A QUE "SUMIDADES DA IGNORÂNCIA", EM 1971, TIVESSEM UM "KNOW HOW" PITORESCO PARA NÃO PODEREM ESCOLHER O PARQUE NACIONAL SOAJO-GERÊS!

 

DSCF1429.JPG

Há autarquias que não tendo suficiente segurança e provas para afirmarem certos valores culturais e históricos promovem-nos como se objectivamente lhes pertencessem, e outras que os possuem não notam suficientes interesses dos seus órgãos locais para os concretizarem!

Na sequência do post anterior apresento de seguida os contributos de destacados professores da cidade do Porto para considerarem o território da SERRA DE SOAJO situado entre os rios Lima e Homem, de tal modo que por via disso ganhou Soajo o falso estatuto de entrar na história da produção do vidro em Portugal! Admirável falsidade por causa de "geograficamente" a SERRA DE SOAJO ter emigrado! 

O Dr. Mário de Vasconcelos e Sá foi um prestigiado professor do Instituto Superior de Comércio do Porto e do Liceu Alexandre Herculano, tendo sido autor de sucessivos manuais de Geografia que, não sendo oficialmente livros únicos, pelas suas qualidades intrínsecas como que ganharam estes estatutos. Também a Introdução Geográfica da «Monumental História de Portugal», editada para as comemorações centenárias da fundação e restauração de Portugal é da sua autoria.

Com o seu prestígio e a larguíssima aceitação dos seus manuais escolares causou graves prejuízos a SOAJO, e ao sobrepor ao espaço da SERRA DE SOAJO, uma falsa Peneda, e tomando aquela, como sinónima da SERRA AMARELA, copiou para as suas obras os DISPARATES de P. Choffat.

SOAJO tem sido muito DESVIRTUADO e, além do mais, não o devia ser, porque muito contribuiu para a fundação de Portugal e, fundamentalmente, para a  restauração de Portugal, com o concurso de acções gloriosas para combater «as muitas invasões dos castelhanos» à área administrativa do «CONCELHO E MONTARIA REAL DA VILA DE SOAJO» e, também, junto ao castelo de Lindoso, onde foi travado, em 1657, um renhido combate,  considerado como FEITO «MARAVILHOSO» DOS HOMENS DE SOAJO, conforme escrito coevo, publicado por Avelino de Jesus Costa, professor catedrático da Universidade de Coimbra.

O rei Filipe II , em 1605, não nomeou o monteiro-mor de Soajo,  pois subordinou a Montaria de Soajo, ao monteiro-mor da «Montaria da Cidade de Coimbra», e fê-lo, estrategicamente, porque numa Montaria Real situada numa fronteira não convinha que houvesse um monteiro-mor para continuar a preparar, coordenar e dirigir militarmente os Soajeiros.

Porém,  D. João IV , tomando conta do reino, nomeou novamente, um monteiro-mor exclusivo para a Montaria Real da Vila de Soajo, a fim de proteger os interesses defensivos de Portugal e, em boa hora o fez!

Vejamos, a seguir, como geógrafos do Porto DISPARATARAM, através da deslocalização nominativa da SERRA DE SOAJO, para o sul do rio Lima:

DSCF1298.JPG

DSCF1300.JPG

DSCF1406.JPG

Como se observa a norte do Lima a Serra de Soajo (falsa Peneda) tem1415 m, a sul do Lima a falsa Serra de Soajo (verdadeira Amarela) tem1525 m de altitude máxima!

DSCF1302.JPG

DSCF1409.JPG

DSCF1412.JPG

DSCF1413.JPG

DSCF1414.JPG

DSCF1415.JPG

DSCF1417.JPG

DSCF1420.JPG

DSCF1421.JPG

Neste livro a Serra de Soajo (falsa Peneda) tem uma altitude de 1379 m a substituir a de 1373 m no marco geodésico do  Pedrinho, em vez da altitude na Pedrada de 1415 m, mais tarde precisada para 1416 m , como máxima altitude de toda a única serra no nordeste do rio Lima. 

DSCF1423.JPG

DSCF1427.JPG

Neste mesmo livro apresentam-se as altitudes máximas das serras, para efeitos comparativos, e a norte do Lima, a serra de SOAJO (falsa Peneda) tem menos de 1400 m, talvez os 1373 m ou os 1379 m!

A sul do Lima no gráfico aparece a falsa Serra de Soajo a representar a AMARELA, com mais de 1400 m; mas no mapa só aparece o nome Serra AMARELA e não consta Soajo!

Convém dizer que a SERRA DE SOAJO apresentada como 4ª em altitude, em termos de elevação acima da cota mínima da serra é muita mais ALTA que o Larouco e disputa o primado com o Gerês e a Estrela.

ENFIM, UMA MUITA VARIADA SALADA RUSSA QUE, SOBRETUDO A PARTIR DE 1907, SE INSTALOU NO PAÍS POR CAUSA DE QUEREREM MATAR O NOME SERRA DE SOAJO!

MAS, A APETITOSA SALADA, LEVOU A  QUE "SUMIDADES DA IGNORÂNCIA", EM 1971, TIVESSEM UM "KNOW HOW" PITORESCO PARA NÃO PODEREM ESCOLHER O PARQUE NACIONAL SOAJO-GERÊS!

O  SAUDOSO PADRE  BERNARDO PINTOR  PINCELOU O «BAFORDO DE VALDEVEZ» COMO ENTENDEU E, AINDA , INVENTOU UMA MUDANÇA FANTASIOSA A PARTIR DOS IMAGINADOS "MONTES DE LABOREIRO", DIRECTAMENTE, PARA A OUTRA FALSIDADE "serra da peneda"! MAS HOUVE QUEM SEGUISSE A ESCOLA PLÁSTICA DO REVERENDO BERNARDO PINTOR, E QUEM QUISESSE TRAZER PARA O ENSINO DE GEOGRAFIA A  ILUSÃO «SERRA OUTEIRO MAIOR» PARA CONFUNDIR A SERRA COM UMA SUA MONTANHA! 

 AINDA, HOUVE QUEM ARRANJÁSSE OUTRO PINCEL DESTOANTE LANÇANDO UMA OUTRA CORRENTE PLÁSTICA, NÃO PARA MUDAR O SEU PRÓPRIO NOME, ANTES PARA INVENTAR A «SERRA PENEDA/SOAJO»!

(C0NTINUA A EXPOSIÇÃO DOS QUADROS PICARESCOS, JUSTIFICATIVOS DO "JUSTO" NOME DO PARQUE NACIONAL!)

ANO NOVO, NOVO NOME NO PARQUE NACIONAL! SOAJO MUDARAM-NO PARA SUL! REGRESSARÁ, EM 2019, A NORTE PARA ENTRAR NO PARQUE NACIONAL SOAJO-GERÊS!

 Vejamos QUANDO,  COMO, ONDE e QUEM fez as INTRUJICES, as ARMADILHAS, as ALDRABICES, ou melhor dizendo, as TRAFULHICES, para mudança do nome de «SERRA DE SOAJO», para Peneda.

Sim, para MUDANÇA porque antes o nome usado desde os muitos séculos anteriores, até à forte viragem, era simplesmente «SERRA DE SOAJO», como os seguintes exemplos vão demonstrar:

Em 1875, temos de facto, como anteriormente, apenas o nome «SERRA DE SOAJO» :

DSCF1260.JPG

DSCF1397.JPG

DSCF1262.JPG

Ainda em 1875 outro exemplo:

DSCF1263.JPG

DSCF1264.JPG

DSCF1266.JPG

Uu outro exemplo de 1878:

DSCF1267.JPG

DSCF1269.JPG

DSCF1270.JPG

DSCF1273.JPG

DSCF1274.JPG

Outro exemplo de 1891:

DSCF1283.JPG

DSCF1285.JPG

Ou em 1882:

DSCF1275.JPG

 

DSCF1276.JPG

DSCF1277.JPG

Até, 1907, a generalidade dos livros do ensino de Geografia ensinavam a «SERRA DE SOAJO» , mas devido à publicação seguinte de Paul Choffat, começaram os DISPARATES da seguinte forma, o que ao mesmo tempo, permite elucidar QUEM, QUANDO, COMO e ONDE isto aconteceu.

Comecemos a ver ONDE foi feita a MAROSCA:

DSCF1324.JPG

DSCF1330.JPG

DSCF1332.JPG

DSCF1254.JPG

O enorme disparate está em ter deixado o nome da SERRA DE SOAJO a sul deste rio, apesar de dizer que o nome SERRA DE SOAJO não devia usar-se como nome do espaço da SERRA AMARELA!

O nome «SERRA DE LINDOSO», era designação que nem sequer constava deste quadro, nem noutros mapas, nem nos manuais de Geografia, mas Choffat criticou-o e, NÃO ESCREVEU, uma única linha para dizer que a «SERRA DE SOAJO» não é nome alternativo da «SERRA AMARELA» e, ainda que, teria muito mais razoabilidade em usar-se o nome "SERRA DE LINDOSO" como sinónimo de SERRA AMARELA! 

O suíço  CHOFFAT  escreveu que, para fazer a «CARTA GEOLÓGICA DE PORTUGAL», tinha de dar  nomes às serras portuguesas!

MAS AFINAL adoptou os nomes já antes existentes, com EXCEPÇÃO do nome da «SERRA DE SOAJO», mas, disparatadamente, deixou-o como um segundo nome da AMARELA, embora na «CARTA TECTÓNICA» OU «MAPA TECTÓNICO» só mencionou  «SERRA AMARELA»! 

O nome «PENEDA» sobreposto ao marco geodésico de 1ªordem, no «PEDRINHO», com 1373 m de altitude máxima, guindou-o para a «PEDRADA», aceitando o nome disparado «SERRA DA PENEDA» que introduzira, em 1875, GERARDO PERY, na sua Geografia.

Choffat ao divulgar o quadro em que a altitude máxima da única serra a norte do Lima, cujo nome deturpou, apresentava 1415 metros, contribuiu  muito para o potenciar e, para rebaixar o de SOAJO!  

Com TODAS estas ASNEIRAS, na verdade,  a partir de 1907,  o nome «SERRA DE SOAJO» não morreu, em definitivo, porque o facto de TER SIDO sempre MENCIONADO através dos séculos, ganhou FORTES RAÍZES, as quais AJUDARAM-NO A PRESISTIR como um NOME, ainda muito potente ou importante, entre os nomes das principais serras de Portugal! 

A ANTIGUIDADE do nome, portanto, permitiu-lhe continuar, mas o facto de vários dos mais importantes geógrafos o atribuirem ao espaço a sul do rio Lima, fez com que o seu verdadeiro espaço montanhoso fosse em termos de nome, SUBSTITUÍDO, OU MELHOR, ROUBADO, pelo disparatado nome "Peneda", que por sua vez substituiu o PEDRINHO  (sítio do "meco" geodésico)!

Do quadro das serras supramencionado saíram  nomes de serras para a «CARTA TECTÓNICA» que, P. Choffat, apresentou neste mesmo seu trabalho:

DSCF1336.JPG

Há como se observa uma certa continuidade dos nomes das serras avançados por GERARDO PERY, em 1875, só que o de  «SERRA DE SOAJO»,resistiu porque foi adoptado pela generalidade dos autores de manuais escolares de Geografia, mas com o ATAQUE de CHOFFAT passou a haver EFEITOS AVASSALADORES, ou seja, DOMINANTES, pelo facto do NOME FALSO se impor SOBRE O VERDADEIRO , por causa de a ele terem aderido os mais IMPORTANTES GEÓGRAFOS de LISBOA. COIMBRA e PORTO, ou seja, no fundo, os das três cidades com ensino superior que, depois de 1911, passaram a ter UNIVERSIDADES.

OS PRINCIPAIS SEGUIDORES, OU MELHOR, OS PRINCIPAIS COPIADORES INICIAIS, DAS ASNEIRAS DE CHOFFAT. FORAM VÁRIOS. 

As obras e seus autores, onde o nome «SERRA DA PENEDA» ficou com PRIMAZIA, e o da  MULTISSECULAR «SERRA DE SOAJO», começou a ser DESFOCADO, ou se preferirem a ficar muito DESVIRTUADO, ABATIDO, BARALHADO, CONFUSO, enfim, DESNORTEADO, por o terem passado do norte para o sul do rio Lima foram então:

Começo pelo que aconteceu com autores de LISBOA que seguiram CHOFFAT, e apresento em primeiro lugar, o geógrafo Professor SILVA TELES que foi quem pontificou, nas primeiras décadas do século XX, ou se quiserem quem ENSINOU DOGMATICAMENTE, no ensino da Geografia, que o vetusto nome «SERRA DE SOAJO», se aplicava às principais montanhas, entre o rio Lima e o rio Homem

DSCF1286.JPG

DSCF1287.JPG

DSCF1288.JPG

 Com esta obra o nome "SERRA DE SOAJO" desfigurou-se ao sul do Lima e, uma nova rainha emerge, para avassalar o espaço das MONTANHAS, que no decurso dos séculos anteriores, se relacionavam com o nome SOAJO, e não com o "MECO" do PEDRINHO!

DSCF1388.JPG

DSCF1390.JPG

Claro que para Silva Teles dizer que "Peneda e Soajo" ficam entre o Lima e o Homem, é porque o nome SOAJO substitui o de AMARELA!

 

Para aquilatarem da relativa grande importância do Prof. Silva Teles, recorro a um dos meus livros de História, pelo qual estudei no então meu último ano do ensino secundário (ou liceal), e em que vem destacado no ensino de Geografia este docente, formador de professores para os ensinos universitário e secundário.

DSCF1340.JPG

DSCF1343.JPG

DSCF1348.JPG

DSCF1349.JPG

DSCF1350.JPG

Silva Teles, sendo fiel seguidor dos DISPARATES de Choffat com o seu prestígio muito ajudou a VICEJAR, A PREVALECER, a grande ASNEIRA do nome "Serra da Peneda" e, a maltratar, a deslustrar, a difamar, a desacreditar, a rebaixar, a DERRUBAR, por retirar do seu espaço, o nome de séculos e séculos, que sempre foi o de «SERRA DE SOAJO»!

Um outro autor de manuais de Geografia, de Lisboa, aluno de Silva Teles, e que viria a ser professor da Faculdade de Letras e, também seu director foi Luis Shwalback Lucci,  copiador taxativo das asneiras de Choffat como a seguir se constata:

DSCF1379.JPG

DSCF1380.JPG

DSCF1381.JPG

DSCF1382.JPG

De facto este autor copiou tão taxativamente da obra de Choffat, pois, ao ter este autor errado o nome da «SERRA D ´ARGA», na CARTA TECTÓNICA , onde consta «Serra d´Arge», Lucci, até reproduz o erro "ARGE" no nome desta serra!

Todavia, em 1922, noutra edição, Lucci, não disse entre que rios se situavam  as serras, embora se entenda que o forte nome «SOAJO», substitui o de «AMARELA»!

DSCF1392.JPG

DSCF1393.JPG

 

Na cidade de Coimbra destacou-se a DESABONAR, a DESONRAR  o nome «SERRA DE SOAJO», seguindo as CALINADAS de Choffat no seu posicionamento a sul do Lima, Fortunato de Almeida, autor de uma História de Portugal, da conceituada «História da Igreja em Portugal» e, ainda, de manuais escolares de Geografia de Portugal, 

DSCF1289.JPG

DSCF1290.JPG

DSCF1400.JPG

No texto anterior aparecem também algumas referências de Pery, se bem que este tivesse engolido o nome «SERRA DE SOAJO», porém só "ressusciou" a de Soajo ao sul do Lima seguindo Choffat.

Outro autor de Coimbra seguidor de Choffat, em 1915, foi AMORIM GIRÃO, e mais tarde como catedrático, lançou uma Geografia de Portugal, com várias asneiras, pois ocultou o nome SERRA DE SOAJO e, a falsa "Peneda" maximizou-a com a altitude do Pedrinho (falsa Peneda) a 1373 m, e já NÃO usou SOAJO como sinónimo da AMARELA.

DSCF1402.JPG

DSCF1403.JPG

Neste texto se não fosse a imagem seguinte poder-se-ia pensar que o espaço com o velhinho nome SERRA DE SOAJO seria como que dividido em dois, para ser chamado numa parte mais a norte por "Peneda" e, numa parte mais a sul, por SOAJO! Mas não o segundo nome dá nome ao espaço da SERRA AMARELA!

DSCF1404.JPG

(CONTINUARÁ PARA SE APRESENTAREM OS SEGUIDORES DE CHOFFAT, PROFESSORES NA CIDADE DO PORTO)

 

 

 

 

«CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO» E A ALDRABICE, “CÃO CASTRO-LABOREIRO”

DSCN6756.JPG

 DOM CARLOS, CERCA DE 40 DIAS ANTES DE SER ASSASSINADO, ESTEVE ACOMPANHADO PELA SUA MATILHA DE CAÇA GROSSA EM QUE SE INTEGRAVA O PEQUENO SABUJO ESPANHOL QUE SE VÊ DE COSTAS COM UMA MANCHA BRANCA, DO PESCOÇO PARA A CABEÇA E, ORELHAS PENDENTES GRANDES.

PODE VER-SE O SABUJO IBÉRICO NA FOTO, ENTRE O REI E SEU COLABORADOR SITUADO DO LADO DIREITO, ESTANDO-SE VOLTADO PARA O CAVALO.

DO LADO ESQUERDO DA FOTO VÊ-SE O CÃO SABUJO DE SOAJO, QUE AO LONGO DOS SÉCULOS FOI ENVIADO, CONFORME SE ORDENOU ANTES E DEPOIS DO FORAL DE SOAJO, DE 1514.

 USADO PELO REI, EM 1907, COMO CÃO DE CAÇA GROSSA E NÃO, NESTA CIRCUNSTÂNCIA, PARA GUARDA DE CASAS E GADOS! 

MAS DIZ O BATOTEIRO DE CASTRO LABOREIRO QUE SÓ NA IDADE MÉDIA ERA USADO O CÃO DE SOAJO PARA  A CAÇA GROSSA E, QUE ERA DIFERENTE DO QUE CONTINUA A EXISTIR EM 2017 EM SOAJO E CASTRO LABOREIRO!

LÁ DIZ O POVO: «APANHA-SE MAIS DEPRESSA UM MENTIROSO DO QUE UM COCHO.»

REIS, AVÓS DE DOM CARLOS, AMEAÇARAM OS PRIVILÉGIOS DOS SOAJEIROS SE NÃO ENVIASSEM OS «CINCO SABUJOS, ANUALMENTE» MESMO ANTES DA TAPADA DE MAFRA SER CONSTRUIDA.

NO PALÁCIO DE VILA VIÇOSA D.JOÃO IV  TAMBÉM USOU OS SABUJOS IDOS DE SOAJO!

DSCN6758.JPG

DSCN6759.JPG

 O «CÃO SABUJO DA SERRA DE  SOAJO», FALSAMENTE, DESIGNADO POR "CÃO CASTRO-LABOREIRO", FOI TAMBÉM USADO PELO REI DOM CARLOS, EM 1907, POR MOTIVO DO «SEU PODEROSO DOMÍNIO» SOBRE A CAÇA GROSSA! MAS O GRANDE MENTIROSO DE CASTRO LABOREIRO - "O LÉRIAS" - DISSE QUE SÓ SERVIA E SERVE PARA GUARDAR GADO E CASAS!

OBVIAMENTE QUE IRÁ DIZER QUE NÃO É  O REI DOM CARLOS NA TAPADA DE MAFRA, NEM QUE NÃO HÁ NA FOTOGRAFIA SEQUER UM SÓ CÃO SABUJO  DOS GRANDES E VALENTES DA SERRA DE SOAJO!

DOS DOIS SABUJOS, UM DEITADO E OUTRO DE PÉ, FORAM USADOS APENAS PARA EMBELEZAREM A MATILHA OU PARA PROTEGEREM OS GADOS DOS TIROS, INVENTARÁ O LÉRIAS «AXIOMÁTICO»!

NO SÉCULO DE 1300 NO TRATADO DO MESTRE GIRALDO, SEGUNDO O LÉRIAS, SÓ SE CAÇAVAM AS FERAS NAS MONTARIAS DA IBÉRIA COM OS PEQUENINHOS SABUJOS, MUITO ORELHUDOS! OS GRANDES SABUJOS DA SERRA DE SOAJO QUE ABRANGIA O ESPAÇO MONTANHOSO DE C. LABOREIRO NÃO PRESTAVAM PARA CAÇA GROSSA!

SÓ SERVIAM OS GRANDES SABUJOS PARA GUARDAREM AS VACAS DOS CASTREJOS!  SEGUNDO O "ILUMINADO DE CASTRO" AS VACAS DOS REIS, DE MUMADONA DIAS E DOS SOAJEIROS, OS CÃES SABUJOS NÃO SE USAVAM!

COMBATIAM-SE OS LOBOS E FAZIAM-SE AS MONTARIAS AOS LOBOS COM OS SABUJOS MUITO "PEQUENININHOS"  DA IBÉRIA, DOS TAIS JÁ CONTEMPLADOS PELO MESTRE GIRALDO QUE CITOU NAS TRETAS DO ARTIGO DAS «20 PÁGINAS»!

 

DSCN8570.JPG

 Este é o documento servindo de prova que, em 2003, estive a consultar o ARQUIVO DO MONTEIRO-MOR do reino, em Lisboa, mas o castrejo mentiu  DESCARADAMENTE quando escreveu no seu artigo de "20 páginas" escarrapachado na INTERNET que eu nunca o vi!  Ah, que grande mentiroso! Porém, o "Lopes da Serra" recomenda a  leitores todas as suas ALDRABICES sobre o cão!

DSCN8592.JPG

 Quase ao lado da primeira escultura em granito do «CÃO SABUJO DE SOAJO«, posam dois belos exemplares no HISTÓRICO SOLAR DA RAÇA QUE ABASTECIA OS REIS DE PORTUGAL!

DSCN6665.JPG

 Vista parcial da vila de Soajo tirada antes dos tremendos fogos da década de 2011.

 

DSCN7436.JPG

 

20171112_100405.jpg

 Mais um sabujinho nascido em Soajo, com dois meses e meio, irá ficar na sua terra com a boa vontade do José António, morador junto da Eira do Penedo! Os turistas que fotografarem o monumento à raça SABUJO, irão ver facilmente o vizinho «reizinho» pulando de alegria por não ter sido desterrado! Mais três irmãos ficaram também na vila de Soajo! Outro seu irmão, com o nome «Soajo»,  está radiante por ter viajado para as imediações de Vila Viçosa, onde os seus ancestrais levados pelo rei Dom João IV viveram agregados ao palácio dos «Braganças». Eram tão desejados por lá que, até este rei, ameaçõu os Soajeiros com a extinção dos privilégios se os «cinco» não chegassem, anualmente, a Lisboa, para ficarem à sua disposição! 

QUANTOS IAM DE CASTRO LABOREIRO?

ZERO, vírgula, ZERO! Ou AINDA menos?

 

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Segue o texto que motivou este  título:

 Sou acusado, desde 2013, pelo castrejo Américo Rodrigues de nunca ter consultado o Arquivo do Monteiro-mor do Reino, na Torre do Tombo, em Lisboa!

Desafiado, desde 2015, para aceitar uma aposta pelo valor que quisesse, o mentiroso não só se quedou mudo, como continua a afirmar, através de artigo publicado na Internet, a mesma aldrabice! Corajoso...

 Acumula esta, a outras aldrabices, usando “retórica de tretas” para iludir os leitores, pois documentos para fundamentar a autenticidade e antiguidade muito remota do nome do cão que diz ser apenas da freguesia de Castro Laboreiro, não arranja, bem como outras referências na profundidade dos séculos, para poder historiá-lo com rigor e segurança. O tempo mais antigo a que chega reporta-se aos tempos posteriores à extinção do concelho de Castro Laboreiro, na segunda metade do século XIX! Porém, Soajo, tem-nos ao longo dos séculos em que foi montaria, concelho e julgado judicial, respectivamente, extintos, em 1821, 1852 e, 31 de Dezembro de 1853.

Em 1935, é pela primeira vez, negado o nome «cão de Soajo», pelo autor da caracterização do cão, ou seja do estalão, escrevendo no entanto que o cão também habitava no Soajo! E, ainda, mentirosamente, documentos, exclusivamente, reportados ao «cão de Soajo», foram tidos como sendo de Castro Laboreiro!

Com estas aldrabices e batotas generalizou-se um outro exclusivo nome de uma raça de cão que havia, durante os séculos anteriores, originado a emissão de documentos régios abordando o cão sabujo de Soajo!

Tenho a requisição da consulta feita na Torre do Tombo, em Lisboa, como prova de que acedi ao sobredito Arquivo do Monteiro-mor do Reino, às 11 horas e trinta minutos do dia seis de Fevereiro de 2003!

Se alguém estiver interessado mostrar-lhe-ei o original. Aliás já enviei fotocópia a várias pessoas e instituições.

 Se Rodrigues fosse pessoa honesta e idónea o mínimo que devia ter feito era um pedido de desculpa, a mim e aos leitores. Mas, intencionalmente, continua a mentir, porque atrevimento não lhe falta...

                 Serra de Soajo, Junho de 2017

                                              Jorge Lage

UMA AUTARCA EM FRANÇA, DESCENDENTE DO ÚLTIMO JUIZ DO TRIBUNAL DE SOAJO E QUE FOI O ÚNICO PROVEDOR DO CONCELHO DE SOAJO, POR MOUZINHO DA SILVEIRA TER ADOPTADO O MODELO FRANCÊS, VAI HOJE "FAZER AS PAZES" COM O PODER VALDEVEZENSE!

DSCF1219.JPG Corria o ano de 1953, precisamente 100 depois do último juiz de Soajo, João Gonçalves do Outeiro, entregar as chaves do Tribunal de Soajo, ao seu homólogo, em exercício no juízo de Valdevez, quando uma nóvel casa de Soajo foi destacada!

Com a inauguração do edifício, a instituição «Casa do Povo da Vila de Soajo» passou a servir ainda melhor a população em várias valências, nomeadamente, nos campos cultural, recreativo, médico, medicamentoso e, na realização de eventos vários em que havia maior ou menor necessidade de satisfazer e acolher algumas solenidades com mais dignidade.

A nobre "CASA DOS PLEBEUS" foi contrariada por alguns valdevezenses que não a desejaram e invejaram...mas perderam a batalha...

 

 

Segue o texto do título em epígrafe:

Rosa Macieira [do Outeiro], filha e neta de uma família que viveu junto do edifício que foi dos «Paços do Concelho de Soajo», desde pelo menos os meus tempos de infância, tem afinal, como ascendente um dos mais destacados autarcas do Soajo municipal e judicial do século XIX (dezanove).

Refiro-me ao também notável juiz, João Gonçalves do Outeiro que, em 1822, alternou no poder com o imortalizado juiz Manuel Domingues Sarramalho, mas que, não obstante ter sido o último magistrado do JUÍZO ou TRIBUNAL de primeira instância do JULGADO JUDICIAL DE SOAJO e, líder de Soajo, em 1846, nas façanhas dos tumultos da «Maria da Fonte» para derrubar o governo de Costa Cabral, não logrou na memória popular, tão marcante perpetuidade como o juiz com quem disputou o poder municipal no ano da publicação da primeira CONSTITUIÇÃO DE PORTUGAL!

Efectivamente, estando o juiz João Gonçalves do OUTEIRO, já em avançada idade, ao tempo da extinção, em 31 de Dezembro de 1853, do multissecular Tribunal de Soajo, por pressões de oportunistas de Arcos de Valdevez, não logrou este  magistrado a distinção do juiz Sarramalho!

Se SARRAMALHO foi depositário das sisas do Concelho de Soajo, em 1816, e vereador, em 1818, OUTEIRO participou com outros Soajeiros na defesa do país, aquando das tentativas das invasões, do exército francês de Napoleâo Bonaparte, pelo norte do Minho.

Como diversas obras sobre Soajo afirmam, ERRADAMENTE, que em Soajo apenas houve um Julgado de Paz, convirá dizer que muito antes do primeiro corpo de leis - «ORDENAÇÕES AFONSINAS» - ou mais, detalhadamente, no «CÓDIGO E ORDENAÇÕES D´EL REI D. AFONSO V», publicadas em 1446, onde também figurou uma referência ao  «JULGADO DE SOAJO» já este existia, mas  nenhuma referência neste código aparece sobre o Julgado de Valdevez, embora tal resultasse de não ser obrigado a ter «besteiros do conto» como acontecia com Soajo.

Foi ainda, em 1846,  que João Gonçalves do Outeiro, na qualidade de PROVEDOR (nome alternativo ao do cargo de Administrador de Concelho) se deslocou ao Santuário da Peneda, para elegerem uma nova Mesa da Confraria. Nesta, o Abade de Soajo, Reverendo Dr. Manuel Félix Cerqueira Lima, passou a ser o tesoureiro, mas seria por pouco tempo, uma vez que foi anulado este acto eleitoral.

Rosa Macieira (do Outeiro), tal como o seu pentavô João do Outeiro, em Soajo, desempenha em Antony, funções municipais. Mas é bom que saiba que os seus avós João e José travaram lutas renhidas com os matadores do Concelho e Julgado de Soajo, sendo que o José Gonçalves do Outeiro, só foi CAPTURADO numa casa de branda em Ramil, em 1852, por António Sotomayor, administrador do concelho de A. de Valdevez, por causa de uma inacreditável traição do soajeiro Manuel Pires Tróia. Este convidou-o com o pretexto de ver um excelente "automóvel" cavalar que tinha roubado! 

Cometendo ambos vários crimes, a JUSTIÇA injusta do Tribunal de Valdevez só condenou ao degredo o José do Outeiro, e o seu comparsa dos crimes foi absolvido, gerando estas discriminações forte polémica em Soajo e Valdevez, e a que um jornal de Lisboa deu eco!

As contestadas injustiças, por parcialidades, no Tribunal de Soajo, apregoadas por António Sá Sotomayor e expostas ao governo central, com intuito de acabar com o JUÍZO de Soajo, não passaram de mera estratégia...

Uma vez que hoje, dia 5 de Julho de 2019, é recebida uma tetraneta do relativamente injustiçado, José Gonçalves do Outeiro, deveria oferecer documentos em que as assinaturas dos seus avós revelam que, MUITO MENTEM alguns valdevezenses, sobre o analfabetismo dos autarcas e juízes de Soajo.

Não deixa de ser curioso verificar alguns relacionamentos, de ontem de hoje, entre os, "Outeiros" de Soajo, com relevantes interesses culturais de França, nomeadamente, o exercício do cargo de PROVEDOR E DAS INVAÇÕES FRANCESAS A PORTUGAL

Termino, por agora, dizendo que algumas considerações humilhantes, para rebaixar Soajo e os Soajeiros, feitas  pela autora do livro, "Soajo, 500 anos do Foral" , com a colaboração da Câmara Municipal do "Val de Vez", sobre certos aspectos do passado de Soajo, não ridicularizam Soajo e os Soajeiros como pretenderam, antes revelam por parte de quem as produziu e consentiu medíocres "infantilidades" e insuficiência de conhecimentos do notável Soajo! 

Talvez que ROSA MACIEIRA [Outeiro, em termos genéticos] sugira aos elementos afectos ao poder actual municipal valdevezense que, andarem à TRANCADA A SOAJO E A ALGUNS SOAJEIROS, além de ser muito injusto, é muio feio!

Um bom exemplo, de atitudes maledicentes e vergonhosas, é, de facto, o livro, «Soajo, 500 anos do foral manuelino»!

PROVÁVEL DESCENDENTE DE UM PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE SOAJO TERÁ INTERESSE NUMA COOPERAÇÃO DA VILA DE SOAJO COM A CIDADE DE ANTONY?

 

DSCF1192.JPG

DSCF1193.JPG

DSCF1191.JPG

Legenda: Um importante testemunho da existência de um antigo templo religioso, de estilo românico, era dado por esta sepultura rupestre que, a incompetência do pároco em exercicício no ano de 2017, lamentavelmente, decidiu destruir! Visitantes conhecedores da sua valiosa importância em termos históricos muito a apreciavam e valorizavam!

 

SEGUE O CONTEÚDO QUE MOTIVOU O TÍTULO SUPRA:

Não encontrei no meu arquivo elementos para confirmar que João Enes Maceira foi juiz, o que não quer dizer que não o fosse ao nível do Tribunal de 1ª instância ou no Julgado de Paz.

No entanto, João Enes Macieira, foi um activo soajeiro que, no século dezanove, exerceu vários cargos na Administração do Concelho de Soajo e na Câmara Municipal da Vila de Soajo e seu termo.

Em 1821 sendo a Câmara presidida pelo famoso juiz Manuel Domingues Sarramalho, foi João Enes Macieira, Procurador do Concelho de Soajo.

DSCF1182.JPG

DSCF1072.JPG

Legenda: Continua escondida e adiado o preito ao único magistrado que ficou na memória popular, porque a área urbana de Soajo não tem dignidade, segundo afirmou, em sede de sessão da ASSEMBLEIA MUNICIPAL a pessoa que em 2018 está na liderança do executivo da autarquia de SOAJO!

DSCF1165.JPG

DSCF1167.JPG

Legenda: O juiz António Gonçalves Lage, tetravô e pentavô de muitos actuais Soajeiros, que embora não tenham nos seus nomes os seus apelidos, efectivamente dele descendem. E, não obstante ter sido o último Administrador do Concelho de Soajo, não teve o reconhecimento e a honra de continuar na memória dos SOAJEIROS, porque não produziu tão genial sentença como o juiz SARRAMALHO, nem presenteou, muito delicadamente, juízes no Tribunal da Relação do Porto!

DSCF1164.JPG

Legenda: António Joaquim Sousa e José Maria Costa Pereira dois competentes notários de Soajo intervêm para o reconhecimento de uma assinatura num documento oficial, em 1830, procedimento muito comum durante muitos séculos, para dar autenticidade formal a documentos.

 

 Em 1836 e 1838, João Enes Maceira, desempenhou o cargo de Administrador do Concelho de Soajo.

DSCF1141.JPG

 Legenda: O A dministrador do Concelho assinava desta forma.

 

Foi João Macieira quem, em Janeiro de 1838, na qualidade de Administrador do Concelho, e em «nome de Sua Majestade a Rainha D. Maria II», aprovou as contas do Real Santuário de Nossa Senhora da Peneda, por este se situar em termos geográficos e de administração municipal, no concelho de Soajo.

Já agora aproveito para dizer que em Setembro de 1838, o abade de Soajo, Dr. Manuel Félix Cerqueira Lima, presidindo à Confraria do Santuário da Peneda, de que fazia parte também, entre outros, o juiz do Tribunal de Soajo, de 1ª instância, António Pereira de Amorim, foi lançada a construção da então nova Igreja.

Quando deixou de presidir à sobredita Confraria, por decisão tomada em 3 de Setembro de 1851, estava a IGREJA do SANTUÁRIO MARIANO, praticamente concluída!

DSCF1161.JPG

DSCF1160.JPG

LEGENDA: O tabelião e notário DOMINGOS ANTÓNIO PEREIRA DOS SANTOS protagonizou tão graves episódios no seu exercício funcional em Soajo que foram causa de problemas muito desagradáveis numa eleição dos órgãos municipais de SOAJO. Porém, neste acto público, reconhece a assinatura do ilustre ABADE que esteve na origem da construção do grandioso templo do Santuário da Peneda.

DSCF1155.JPG

DSCF1156.JPG

 

 Cerca de dez anos depois, lançou o abade Dr. Cerqueira Lima a Igreja do «Senhor da Paz do Mundo», em Adrão, deixando construída a capela-mor e os alicerces da parte restante, que não pôde concluir, de tal modo que, em 1882, ainda se encontrava no mesmo estado, pois por razões de saúde e abandono da paróquia não a conseguiu concluir.

Foram, portanto, dois grandes e dignos SOAJEIROS, sendo um por coração, grande alma e empenho - o Abade Dr. Manuel Félix Cerqueira Lima -, o outro, António Pereira de Amorim, além de o ser por nascimento, sempre teve grande disponibilidade para as causas públicas de toda a vila de Soajo e seu termo, no qual estava incluída a benquista Peneda, da Gavieira.  

  Voltando a, João Enes Macieira, provável ascendente da conselheira municipal da cidade de Antony, refiro que ocupou, em 1843 e 1844, o cargo de Presidente da Câmara Municipal de Soajo.

Para conhecimento de alguns aspectos do passado de Soajo e, de nomes de antigos antepassados de Soajeiros, familiares de actuais, deixo algumas “peugadas” que legaram para sempre, mas que, infelizmente, por envio de importantíssimos livros de registos, da câmara, da administração do concelho, do tribunal judicial de Soajo, para Arcos de Valdevez, ficamos impossibilitados de erguer muitas das vivências seculares do tão específico concelho que era no país tido como notável pelo espírito dos SOAJEIROS e por ser detentor de um património natural e humano invulgar!

Todavia, a Torre do Tombo, em Lisboa, faculta-nos a possibilidade de suprir algumas lacunas, com documentos que nos permitem perscrutar ainda parte do historial do antigo SOAJO MUNICIPAL, para que muitas das ASNEIRAS CRASSAS que descaracterizam VERDADES, não ganhem jus a sustentação séria no decurso do tempo.

A VILA DE SOAJO E A CIDADE DE ANTONY IRÃO COOPERAR?

DSCF1181.JPG

Junto da Central Hidroelétrica, mal apelidada de Lindoso, que começou a fornecer energia à cidade do Porto, na década de 1920, foi a terceira ponte em granito sobre o rio Lima, construída para servir fundamentalmente, na altura, Soajo. Foi inaugurada, em Abril de 1951, com a presença do Ministro das Obras Públicas, Eng. José Frederico Ulrich, que integrava um ministério de Salazar.

 Na foto, um típico par de "noivos" de SOAJO preparado para entregar ao ilustre visitante o símbolo mais emblemático do CONCELHO DE SOAJO, município que perdurou também nos séculos de Portugal, mas só até 1852, por causa de incríveis tumultos, ocorridos na sequência de uma eleição dos órgãos municipais de SOAJO, em Janeiro, deste ano.

 

Segue o post:

A descendente de um soajeiro, Rosa Macieira Dumoulin, é conselheira municipal de Antony,

  cidade e município (comuna) dos arredores de Paris, com uma área territorial de 9,56 Km2 e 61793 habitantes. 

Rosa  Macieira desenvolve esforços para que se faça um acordo de cooperação e amizade, não com a autarquia de Soajo, mas sim com a autarquia de Arcos de Valdevez.

Lamentamos que Soajo seja preterido, tanto mais que um equipamento emblemático de ANTONY é um moinho, factor produtivo em que Soajo é terra pródiga. Embora a autarquia municipal se envolvesse também no assunto seria muito interessante que houvesse uma colaboração directa com Soajo.

DSCF1112.JPG

Sob o aspecto de Soajo ser, em 1914, «uma freguesia como qualquer outra», não se entende muito bem a razão pela qual Félix Alves Pereira consagrou a Soajo uma «Notícia Sumária», e apenas outra mais, a Arcos de Valdevez. Não tratou, portanto, igualmente, todas as freguesias!

Uma outra distorção de Félix Pereira foi ter escrito que na freguesia de Soajo havia somente quatro povoações! E considerou-as todas muito serranas, quando algumas ficam realmente no sopé, quase à beira do rio Lima e da albufeira Lindoso/Soajo!

DSCF1113.JPG

DSCF1139.JPG

DSCF1140.JPG

O rio Vez e a serra de Soajo figuram em mapas, de 1895, inseridos  no manual escolar "Noções de Corografia [Geografia] de Portugal", para os alunos da instrução primária. O seu autor foi Emiliano Augusto Bettencourt, co-fundador em 1875, da Sociedade de Geografia de Lisboa.

Em Portugal ensinavam, portanto, em 1895, aos alunos que o rio Vez nascia na SERRA DE SOAJO, mas Felix Alves Pereira ousou dizer que não havia o nome «Serra de Soajo»! 

Não disse este arcuense que, ao rio Vez, nos tombos de Soajo e de Cabreiro, elaborados em 1795, lhe chamavam no tracto mais altaneiro, ribeiro de Bragadela ou «água de Bragadela»! 

Admirável esta tamanha descoberta de NUNCA ter havido um nome, SERRA DE SOAJO, dirão alguns "arcuenses de lá" e pouquinhos do lado de "cá"! 

O Dr. Félix A. Pereira foi colaborador do famoso  etnólogo, Prof. José Leite de Vasconcelos, e soube da existência do nome  da serra, porque o refere em «Notícia Sumária de Arcos de Valdevez». Na verdade, escreveu que, em 1882, houve «Uma Excursão à Serra de Soajo», e que foi descrita com este título, e também que no texto se revela ser a «SERRA DE SOAJO», frequentemente falada, entre as principais serras de Portugal!

Ao ter escrito Félix Alves Pereira que NUNCA,  o nome da serra, foi «SERRA DE SOAJO», é uma afirmação tão errônea como dizer que Arcos de Valdevez NUNCA foi nome de vila portuguesa

Se até aconteceu que, a SERRA DE SOAJO , foi por vários autores ensinada como a serra de maior altitude em Portugal, como pôde Alves Pereira dizer este disparate?!

 O naturalista ADOLFO MOLLER ao serviço do «Jardim Botânico» da  Universidade de Coimbra, visitou e escreveu, nos ANAIS da Universidade, um texto sob o título «UMA EXCURSÃO À SERRA DE SOAJO, EM 1890». Neste disse que tentou medir a sua altitude máxima, mas duvidou pelo valor calculado, que o guia acompanhante da visita à serra o tivesse levado ao local apropriado!  Concluiu, mesmo assim, que não era verdade, o que transmitiam em vários compêndios escolares de ser a Serra de SOAJO a de maior altitude do país!

DSCF1114.JPG

 

Félix Pereira quis, infantilmente, provar também através de documento emitido pelo rei D. Manuel, na primeira década de 1500 que, a sede de Soajo, nunca foi vila! 

Vários autores o copiaram, neste profundo desacerto, especialmente, arcuenses ou com ascendentes em Arcos de Valdevez!

DSCF1115.JPG

 

Félix Pereira esteve na famosa eira dos canastros de pedra e, numa atitude normal, deveria apresentar um destes como modelo. Mas não, figurou na sua «Notícia Sumária» um de madeira que eu bem conheci. O canastro de madeira situava-se a cerca de vinte metros do Largo do Eiró, e era de  Elisa Baptista de Brito, que também era proprietária de um comércio junto dos «Paços do Concelho», nome este ainda usado por algumas pessoas mais idosas, nos anos de 1950/1960! 

Neste espaço do comércio funcionou uma botica, ou seja uma farmácia, no tempo do seu pai, segundo ouvi dizer em criança.  Numa das prateleiras da antiga botica ainda vi, entre outros equipamentos, um robusto almoxariz, usado para fazer fármacos manipulados!

Com o falecimento do boticário, pai de Elisa de Brito, as instações foram adaptadas para uma Casa de Pasto/Taberna, explorada pelo marido Francisco Fernandes (o "Viúva"), estabelecimento este aludido por ilustres visitantes e muito usado pelos romeiros da Peneda e por feirantes vindos à vila de Soajo.

Este prédio foi adquirido, na década de 1980, pela Junta de Freguesia, onde depois funcionou uma agência do Banco Português do Atlântico a nível do r/c e,  no 1º andar estavam instalados os serviços da Junta de Freguesia.

A partir de 2016, um posto de Turismo e serviços de Correio, têm funcionado no r/c, do edifício construído na segunda metade do século XIX com a finalidade de nele se instalar uma «BOTICA DE SOAJO»!

O JUIZ SARRAMALHO TALVEZ QUE INQUIRISSE: ONDE ESTÃO OS MEUS DESPACHOS FEITOS NOS LIVROS DE REGISTOS DA CÂMARA DA VILA E CONCELHO DE SOAJO, IDOS PARA A. DE VALDEVEZ?!

DSCF0330.JPG

Simbolizados no monumento do «Memorial de Factos Históricos» estão visíveis, quer a «corda com nó que não corra», não usada na forca, por decisão sentencial  no TRIBUNAL DO JULGADO DE SOAJO dada pelo juiz, Manuel Domingues Sarramalho, quer a «beca» a que recorreu para improvisar uma "cadeira rasa" no Tribunal da Relação do Porto para explicar e justificar a razão da sentença tomada em 1ª instância em Soajo, e ainda, para o motivar a pronunciar de forma cortês a falta de gentileza que sentiu!

A seguir uma outra intervenção do juiz SARRAMALHO, feita em 23 de Novembro de 1823, para despachar a autorização ao «escrivão da CÂMARA DA VILA E CONCELHO DE SOAJO» para que emitisse uma certidão ao «PROFESSOR RÉGIO DAS PRIMEIRAS LETRAS», que lecionava  na «vila e concelho de Soajo». Esta certidão foi passada,  com base no que constava nos Livros de Registos da Câmara, com o «teor das provisões pelas quais o suplicante», Prof. João Gonçalves Fidalgo, exercia oficialmente o seu magistério. 

DSCF1043.JPG

Como se pode verificar em 2003 estive mais uma vez em Lisboa para recolher  elementos, entre os quais o do assassinato do Presidente da Câmara de Soajo, João Manuel Domingues, natural de Tibo, que no exercicício das suas funções de autarca, geria  a segurança pública na ROMARIA DA SENHORA PENEDA, em Setembro de 1837,  mas foi abatido pelo ladrão Tomaz Quingostas, de Melgaço! 

Porque não participei esta minha visita ao mentiroso de Castro Laboreiro que ainda continua a aldrabar sobre a naturalidade do cão sabujo, então não fiz esta viagem! Só pesquiso em livros corográficos que segundo ele, só contem asneiras, a não ser a corografia de Pinho Leal que aborda o cão em Castro, mas com menos realce do que em «SOAJO»!

DSCF1060.JPG

Em face destas informações e atitudes, tem pertinência perguntar:

Onde estão escondidos os livros que foram  da vila de Soajo para a Câmara  que, por vezes, mais parece ser do "MUNICÍPIO DA PENEDA", por tanto se bater pela FALSEAÇÃO do nome da multissecular «SERRA DE SOAJO»?

Não querem que a relevante REALIDADE DA HISTÓRIA DE SOAJO SEJA EXPOSTA COM EXACTIDÃO, porquê?

Porquê que deturparam ALGUMAS DAS VERDADES que foram sendo descobertas e provadas dos VÁRIOS ASPECTOS DOS ASSUNTOS do Tribunal do Julgado de Soajo, da Montaria de Soajo, do Concelho de Soajo, da vila de Soajo, do CÃO SABUJO DE SOAJO, das «ANTAS DA SERRA DE SOAJO», das FRONTEIRAS DA FREGUESIA DE SOAJO, etc? Porquê?! Porquê?!

É QUE OS SOAJEIROS EM GERAL NÃO GOSTAM DESSAS VOSSAS ATITUDES! O CULTO DA VERDADE É MUITO IMPORTANTE TAMBÉM PARA O CONCELHO E PARA O PAÍS!DSCF1072.JPG

Neste documento pode ler-se: «Em cumprimento do despacho supra de Manuel Domingues Sarramalho juiz ordinário no cível, crime e orfãos (...)»

DSCF1073.JPG

Como passou para outra folha o escrivão, repetiu as últimas palavras escritas e, continuou: «crime e orfãos e Capitão Mor nesta vila e concelho de Soajo por sua Majestade Fidelíssima que Deus etc. Certifico e dou fé que António Joaquim de Sousa escrivão e Tabelião do público judicial e notas orfãos e da Câmara por alternativa nesta dita vila e concelho pelo mesmo Senhor(...)». 

DSCF0339.JPG

Casa mandada construir pelo Abade de Soajo, Manuel Joaquim Fernandes, último dos tempos da monarquia e primeiro do regime republicano. O facto de ser confiscada a abadia de Soajo pela República obrigou a que o Reverendo Abade edificasse uma  residência privada que começou a usar em 1914.

Este conhecimento recolhi-o ainda na minha juventude! Conheci a empregada deste Senhor Abade   que ficou depois com esta casa. Faleceu num dos anos próximos de 1960 e, era conhecida por «Senhora Maria», tratamento diferenciado de outras "Marias" que não gozavam desta honraria pois eram o "Ti"  ou melhor o "Tê" que precedia o nome "Maria" completado por outra referência. Foi em frente desta casa que me despi numa madrugada dos pais do ZÉ AFONSO e restante família, quando emigraram para os USA, suponho que nos primeiros anos de 1960 quando governava o democrata Presidente John Kennedy!

 

DSCF0340.JPG

Outra perspectiva da casa do Abade, Manuel Joaquim Fernandes, que se situa junto à «Praça do Pelourinho», onde continuou em Soajo, o seu múnus pastoral, bem perto da Igreja e da anterior residência, a «Casa do Adro», de que saiu de forma coerciva para esta mais tarde ser vendida em hasta pública.

 

Segue o texto do artigo:

 

SOAJO NÃO CEDEU NA SEIDA A SUA ÁREA TERRITORIAL A CABREIRO, E NUNCA TAMBÉM, CABANA MAIOR, CABREIRO E GONDORIZ TIVERAM TERRITÓRIO NA ÁREA MONTANHOSA DO ALTO DA PEDRADA!

 

Sabe-se que a montanha do Outeiro Maior com o seu alto da Pedrada e suas VERTENTES é exclusivamente da freguesia de SOAJO, conforme vários documentos o indicam, ainda que implicitamente. Não se enquadra este conhecimento com as meras opiniões de uma qualquer pessoa, pois resulta das DELIMITAÇÕES das fronteiras da freguesia e do concelho de Soajo, que OFICIALMENTE consideraram, numa perspectiva administrativa,  no ano de 1514!

Também se sabe que estas fronteiras foram de novo CONFIRMADAS, em 1795, por um juiz nomeado pela rainha D. Maria I.

Ao ter sido assim, não é um qualquer Pedro, Álvaro, Jorge, José, etc., que vem dizer quais são os locais relevantes das fronteiras, nem confundir alguns dos seus sítios como: a Branda da Seida com o PLANALTO DA SEIDA; a Branda da Bouça dos Homens com o Planalto da Bouça dos Homens; a Branda de Mosqueiros (ou do Mezio segundo alguns) com o âmbito geográfico de Mosqueiros e sua corga que se inicia perto da Fonte das Sete Bicas (à Travanca)!

Da branda que vizinha a rechã do Mezio só por MILAGRE se conseguiria sair para os morouços de GUIDÃO por «ÁGUAS VERTENTES»!

O marco de Mosqueiros e os marcos de “Vizconde” (um destes últimos junto das antigas ALPONDRAS de “Vizconde”, embora alterados pelo “estradão florestal”), nunca poderiam originar uma fronteira a passar na Fonte das Forcadas, nem pelas marcações numa padieira da porta de um cortelho na Branda que ladeia o Mezio. Esta última branda nem sequer consta, ao contrário da Seida, Soenga, Bezerreiras, Arieiro, Cercadinhas, Bostejões, Cova, Bordença, Bragadela, Real, Furado e, tantas mais, na pormenorizada «Carta Corográfica de Portugal» que foi levantada pela «Direcção Geral dos Trabalhos Geodésicos do Reino» e, mais tarde publicada, com a data de 1887.

Ora a ausência da branda nesta carta indicia a não existência de cortelhos, à época do levantamento dos elementos, dado que os dois pequenos riachos que ladeiam os actuais cortelhos e o caminho que passa junto dos cortelhos, estão muito bem assinalados na folha desta carta geográfica.

Sabe-se também entre outras coisas que o território eminentemente serrano, exclusivo da freguesia de Soajo, foi apresentado em 1758, em termos de largura, como indo da Portela de Tibo a “Vizconde”, o que determina que o Alto da Pedrada não foi tomado como limite de fronteira de Soajo com Cabana Maior (?) ou Gondoriz (mapa) (?). Esta concordância foi redigida e assinada pelos párocos da Gavieira e Soajo, sendo que Soajo vai até, em termos de largura serrana, até Vizconde. Este local situa-se na ampla zona da Seida, que fica como se sabe para norte da Pedrada.

A Seida era o núcleo nevrálgico da montaria aos lobos cuja organização e supervisão era feita por autoridades de Soajo, pelo que ficar este território fora do âmbito geográfico de Soajo, não seria só um contra-senso, mas também uma anormalidade! 

Como vimos os lugares das outras freguesias têm as suas brandas de pastoreiro dentro dos seus limites territoriais e, as dos lugares de SOAJO tidas como mais relevantes nas grandes altitudes da serra, são as de Cova, Chã da Cabeça, Seida (de Paradela, Várzea e Cunhas) e Muranho (de Adrão) as quais foram edificadas também dentro do perímetro territorial da freguesia.

Alguma vez no Tombo de Cabreiro de 1795 se podia dispensar que, se o território desta freguesia passasse pelo ALTO DA PEDRADA, não seria mencionado como sítio de limite de fronteira?

Alguém acredita que se o ALTO DA PEDRADA fosse sítio de fronteira, não seria referido no Tombo de Soajo, se nele constam Guidão, Vizconde e outros de relativa menor importância?

Só se houver incapacidade mental de alguns, é que “espertalhões” conseguirão enganar os SOAJEIROS e, prejudicar muitíssimo o SOAJO mais que milenar!

                                                             Jorge Ferraz Lage

IDENTIDADES DO PATRIMÓNIO IMATERIAL DE SOAJO FORAM AINDA MAIS DETURPADAS COM DESACERTOS DO CASTREJO PADRE BERNARDO PINTOR!

DSCN7034.JPG

Viatura que, na primeira década, da chegada da estrada rodoviária à sede de Soajo, alcançou a também  designada, antigamente, por «Praça do Pelourinho». Encontra-se ladeada, ao que parece, pelo sempre disponível António "Capela", sacristão que foi durante várias décadas.

DSCN7038.JPG

DSCN7039.JPG

Participação, por volta de 1960, numa batida ao lobo, subindo, até às montanhas mais elevadas, da SERRA DE SOAJO, denominação esta que os enganados por mentirosos, às vezes, dão outro nome!

DSCN7288.JPG

Um protótipo genuíno do «cão sabujo» da Serra de Soajo, nascido na vila de Soajo, com cerca de três anos, sendo da mesma raça da que o município de Soajo, enviou, anualmente, e durante os séculos da monarquia, aos reis de Portugal! Os povos de Soajo também, antigamente, lhe chamavam "cão-lobo" pela suas parecenças fisionómicas com a principal fera da Serra de Soajo, a qual alcunhou alguns dos mais destemidos universitários, em Coimbra, naturais das fraldas das montanhas desta serra!

 

 

Segue o texto :

Apresentado que foi, anteriormente, um muito mau argumento do Pe. Bernardo Pintor para tentar persuadir, erradamente, que os “montes de Laboreiro” foram a primeira designação genérica do espaço que em Portugal, apenas se designou por «MONTES DE SOAJO» (enquanto não se usou a palavra serra) irei prosseguir para provar que os argumentos do Padre castrejo não são razoáveis pois resultam de um descomedido e apaixonado bairrismo!

De facto, quando se evoluiu de «montes» para «serras», nas exposições gerais das principais SERRAS DE PORTUGAL, apenas, sólida e verdadeiramente foi, no decurso dos séculos, usado o nome «SOAJO», e nunca, repito, mesmo nunca, o nome «Laboreiro» aparece, dado que a designação multissecular exposta foi só a de «SERRA DE SOAJO» até que, consequentes ALDRABICES, lançadas em 1875 e 1907, viessem DETURPAR, CONFUNDIR E BARALHAR a designação da serra através dos recursos a uma falsa “Peneda”e a um incrível degredo do nome Soajo para a Amarela!

 O Pe. Bernardo Pintor esteve, de facto, muitíssimo mal quando afirmou que a designação “montes de Laboreiro” deixou de dar o nome à serra, passando a chamar-se “serra da Peneda”, sem adiantar, minimamente, em que ano, década ou século, se deu a mudança! Ora isto nunca Pintor, o podia provar, porque estas afirmações são autenticamente DUAS DISPARATADAS E ESPANTOSAS FALSIDADES!

 Estas FANTASIAS IMAGINADAS POR BERNARDO PINTOR, autênticas LEVIANDADES, foram e são copiadas, inacreditavelmente, para obras literárias e, também, para dissertações tendentes à obtenção de graus académicos!

Devido a estes comportamentos continuarei a repudiar os inapropriados ditos de Pintor, para tentar, pelo menos, atenuar as reproduções do DISPARATE de que o nome da serra foi “montes de Laboreiro”!

Uma via, entre várias, para comprovar que Pintor disparatou, e enganou, ao não denominar em termos gerais e de uma forma consistente a que efectivamente se chamou «SERRA DE SOAJO», recorro ao trabalho de investigação da geógrafa Suzanne Daveau, professora que foi na Universidade de Lisboa, a qual pesquisou e publicou  umas listas de como foram designadas, por relevantes autores portugueses, as mais notáveis serras portuguesas, ao longo dos séculos, quer através da cartografia (mapas geográficos), quer em obras literárias que abordaram o principal relevo do solo de Portugal!

 Do quadro com as diversas listas de serras, elaborado por Suzanne Daveau, extrai-se que a norte do rio Tejo os maciços montanhosos mais citados foram os da Estrela, Soajo, Montemuro e Buçaco/Caramulo!

Porém, destes principais maciços os nomes mais conformes aos usados, nos finais do século XX, foram os das serras de Soajo e Montemuro, uma vez que, a serra da Estrela foi também chamada por Hermínio Maior, embora já figurasse com o nome Estrela, na primeira metade de mil e quinhentos!

Embora as serras do Marão e Gerês fossem menos citadas do que a «SERRA DE SOAJO», nestas listas das serras de Portugal, levantadas por Daveau, por razões diversas, actualmente, sobressaem como nomes muito mais sonantes que o de Soajo!

A serra, que albergou, durante muitos séculos, uma notável área de protecção da biodiversidade designada por «REAL MONTARIA DE SOAJO», e, onde se criou a raça «CÃO SABUJO DE SOAJO» (mentirosamente apenas chamado “castro-laboreiro”) e, ainda, onde se originou a raça vacum «CACHENA DO SOAJO» (nome constatado e usado pelo sábio José Leite de Vasconcelos, em pleno século XX, em conferência na cidade de Orense, Galiza), encontra-se muito INFERIORIZADA por causa de FRAUDES SUCESSIVAS, feitas, após 1875, e SOBRETUDO, NO SÉCULO XX!

Alguns “plebeus do vale do Vez” marcaram o gado cacheno como sendo denominado com o nome falseado da serra, porque apostaram em querer fazer desaparecer o nome «SERRA DE SOAJO»! 

E, se alguns sucessos conseguem, é porque os órgãos autárquicos de Soajo, infelizmente, nas últimas décadas, não reagem energicamente, também a esta PROVOCAÇÃO!

SOAJO é uma autarquia local nos termos da actual Constituição da República mas, mais parece, uma simples paróquia!  

Voltando, ao assunto das FALSIDADES de B. Pintor, surpreendentemente, talvez para se adaptar ao nome da serra usado sempre pelo seu marido, Doutor Orlando Ribeiro, Suzanne Daveau, disse que a serra na actualidade se chama “serra da Peneda”, em virtude do professor do marido na Universidade de Lisboa, Silva Teles, ter chamado à SERRA DE SOAJO, Peneda, e à serra AMARELA também Soajo!

Silva Teles seguindo as ALDRABICES do suíço Choffat, lançadas em 1907, foi também responsável pelos prejuízos materiais e morais causados a Soajo e aos Soajeiros.

Ao longo dos séculos os Soajeiros nunca foram geresianos, muito menos “penedenses” ( do "Meco" de Sistelo), e falam o português de Portugal, e jamais usaram o português da “PENEDA” ( ou do Meco)!

A terra de Soajo, encontra-se EXTREMAMENTE PENALIZADA, por inacreditáveis MENTIRAS E ERROS, mas não deve ser vítima deles, porque tantas e tantas ASNEIRAS acumuladas podem e devem ser CORRIGIDAS!

Os Soajeiros que não colaborarem para que o PATRIMÓNIO DE SOAJO esteja de acordo com a SUA IDENTIDADE, que mudem, eles próprios, o seu “cartão de identidade”!

O POVO SOAJEIRO, antigamente, dizia que era respeitado e ouvido, por causa dos SOAJEIROS terem fama no jogo do pão!

A última manifestação destes seus atributos foi exibida em 1953, embora em cenário de lembrança e comemoração, aquando da inauguração da CASA DO POVO, mas mesmo sem este argumento do RECURSO ÀS VARAS DE PAU, é possível fazer com que RESPEITEM SOAJO E OS SOAJEIROS!

Para tal basta que os órgãos autárquicos de Soajo e o  POVO DE SOAJO, façam SENTIR, nos locais apropriados, que AS ALDRABICES E OS ALDRABÕES, nem sempre conseguem ficar VITORIOSOS, deixando na lama o PATRIMÓNIO DE SOAJO, devido a IDENTIDADES deturpadas!

                               (CONTINUA)

UMA MOEDA, COM IDENTIDADE DUVIDOSA, TERÁ ALGO A VER COM A VILA DE SOAJO?!

DSCN7288.JPG

Uma expressão do cão sabujo de Soajo que não lambe os líquidos porque os sorve! Não tivesse ele características lupinas pela grande abundância de lobos que antigamente havia na «Montaria dos Lobos» da grande «SERRA DE SOAJO» cujo nome falsearam bem como o nome do cão, apesar de durante sete séculos, serem enviados «cinco sabujos» em cada ano para os reis de Portugal!

DSCF0189.JPG

Camilo Castelo Branco não "afagou" as características dignificantes dos SOAJEIROS com a mesma afectividade da sua amada adúltera, Ana Plácido, mas, os insultos a Soajo e aos Soajeiros não o levaram a esta cadeia onde estiveram os dois dentro, antes de serem esculturados cá fora!

Neste edifício do antigo Tribunal e Cadeia da Relação do Porto passaram alguns Soajeiros, de entre os quais o notável juiz de Soajo, Manuel Domingues SARRAMALHO, para explicar a sentença no TRIBUNAL DE 1ª INSTÂNCIA, antes dada na VILA DE SOAJO, instituição onde mais se ENGRANDECEU, entre 1821 e 1824, ao dar licões, de bem aplicar as leis e desempenho de normas de cortesia, aos juízes desembargadores,  apesar de não ter aprendido leis e normas cívicas na então única  escola universitária de leis do país, em Coimbra!

Este JUIZ DO TRIBUNAL DE SOAJO soube usá-las , aplicá-las e explicá-las com elevada genialidade, tanto na modesta sala de audiências da casa camarária e judicial da vila da SERRA DE SOAJO, como na categorizada casa doTribunal da Relação da cidade do Porto onde com magistralidade se apreciaram recursos!

DSCF0195.JPG

O antigo edifício do Tribunal da Relação do Porto visitado pelo juiz de Soajo, Manuel Sarramalho, na década de 1821, bem ao lado da emblemática Torre dos Clérigos, do nobre edifício da actual Reitoria da Universidade do Porto, e do actual Palácio da Justiça onde está instalado o Tribunal da Relação.

Neste edifício deixou para sempre o JUIZ DE SOAJO, Manuel Domingues SARRAMALHO, a sua admirável advertência por não lhe terem disponibilizado  um  assento de comodidade,  recorreu à sua indumentária de juiz que dobrou e colocou no chão, não a levantando no fim da audição: «JUIZ DE SOAJO, CADEIRA EM QUE SE SENTOU, NUNCA CONSIGO A LEVOU !»

DSCF0283.JPG

Um notável Soajeiro, também grades adentro, não por decisões judiciais como Camilo, mas apesar de ser exemplo de grandes virtudes e obras de merecimento, não mereceu, até hoje, de um gesto cortês pela  cedência de um metro quadrado de terreno, em local nobre e público da vila de Soajo, em reconhecimento e gratidão por ter HONRADO tão, admiravelmente, a  sua terra natal!

DSCF0284.JPG

DSCF0169.JPG

DSCF0176.JPG

A cidade do Porto cultiva a gratidão num cenário de grande dignidade perante quem enfrentou corajosamente as arbitrariedades possibilitadas pelo regime corporativista de Salazar que resvalou para pendores de índole fascista!

DSCF0173.JPG

            Lê-se:   D. ANTÓNIO FERREIRA GOMES

                                    BISPO DO PORTO

                                           1906-1989

DSCF0317.JPG

Um cão SABUJO de SOAJO, aqui com menos de dois anos de idade, vive junto de um canastro de pedra, donde pode avistar o maior e mais famoso agrupamento de canastros de pedra da VILA DE SOAJO!

DSCF0374.JPG

Uma pequena escultura, aqui proporcionada na dimensão real, para comemorar a emissão da «CARTA DE FORAL», datada de 1514, com a finaldade de especificar algumas particularidades da vida fiscal, económica, jurídica, social e de natureza ambiental da «TERRA E CONCELHO DE SOAJO», tanto perante a Coroa Real, como para disciplinar algumas relações internas do município! 

DSCF0421.JPG

Lamentámos que na Vila de Soajo erguessem apenas uma "escultura bibelot" que ficou, em simbolismo e tamanho, muito aquém da prometida e, comparativamente, muito mais modesta do que a levantada para o mesmo efeito na vila do Vez! 

 

 

Segue um novo artigo para chamar à atenção que as gentes de Soajo deveriam merecer mais considerações e mais respeito, porque dão ao actual concelho, muitissimo mais do que aquilo que recebem: 

 

Dom António da Costa nos primeiros anos de 1870 passou na vila do Vez onde recolheu dos fidalgos que conquistaram, oportunistamente, o MUNICÍPIO DE SOAJO e, porventura de outros fidalgos rurais, que os Soajeiros eram como que “bárbaros” primitivos que se vestiam ainda com peles de animais. Deixou estas ideias na sua obra intitulada «No Minho» publicada em 1874.

Camilo Castelo Brando passou por A. de Valdevez na década de 1870, poucos anos depois de D. António da Costa, aquando da feitura as suas “Novelas do Minho”. e, também, deixou numa publicação jornalística que os homens de Soajo eram estúpidos e que as mulheres de Soajo eram as mais feias de Portugal! Duas parvoíces, duas intrujices, recolhidas de fidalgos rústicos da vila do Vez!

Os ditos de Dom António da Costa de que em Soajo vivia um povo primitivo, com uma organização social primitiva, com um dialecto específico, e com costumes asselvajados, propagaram-se pelo país de tal modo que motivaram os etnógrafos, Martins Sarmento e José Leite de Vasconcelos, a fazer uma visita à «SERRA DE SOAJO» para visitarem sobretudo Soajo e Peneda, terras que localizaram, em 1882, exclusivamente, na serra assim denominada frequentemente pelos portugueses!

De facto, escreveu o sábio Leite de Vasconcelos: «De entre o grande número de serras de Portugal, ouve-se frequentemente falar de Soajo».

O nome “Serra da Peneda” ainda não era ALDRABICE conhecida pelos portugueses, mas os fidalgotes amigos do Vez iriam arranjar uma estratégia eficaz para alavancar esta falsa designação da serra e, morder a que tinha mais de quinhentos anos!

Desvalorizar Soajo e os Soajeiros através de PROVOCAÇÕES de alguns destacados “homenzinhos” da época de 1870,  da pequenina, em casario e população, vila do Vez, foram intuitos de alguns ignóbeis...

Percorrendo estes visitantes a «estrada» sem macadame e, muito menos, sem alcatrão, saíram de Ponte da Barca, pela margem direita do Lima, passando em Gração e Ermelo até alcançarem a “bila” de Soajo! A estrada de Ponte da Barca à vila do Vez, apenas de macadame, tinha sido inaugurada em 1859, portanto uns escassos 23 anos antes desta visita à SERRA DE SOAJO!

Não deixaram qualquer referência negativa sobre a antiga via que ladeava o Lima até à sede de Soajo e, apesar da pouca chuva, ainda confessaram ter sido AGRADÁVEL por jornadearam, segundo escreveu Leite de Vasconcelos, «ora debaixo de latadas cobertas de cachos, ora através de campinas vestidas de canas de milho, ou de montanhas bravias povoadas de penedos enormes», e ouvirem alegres cantigas de quem guardava os gados nas brandas e dos murmúrios românticos das águas do Lima!

Pena foi que não tivesse Leite de Vasconcelos escrito à Sra. Doutora Paula Costa que transportar as poucas folhas do FORAL DE SOAJO era empresa muito fácil e reconfortante!  O seu informador morde muitas vezes  Soajo, não só por ignorância, mas também algumas vezes em cumprimento das ordens que recebe de alguns superiores hierárquicos! 

Deviam mentir menos, porque o concelho é  de todas as suas gentes e de todas as suas dezenas de autarquias!

Bem bastaram as atitudes inacreditáveis dos do tempo da conquista do concelho de SOAJO!

As civilizações primitivas vendidas por estes fidalgotes desvaneceram-se à medida que os visitantes de 1882, contactavam com os naturais de Soajo.  

Leite de Vasconcelos expressou com vigor: «Os soajeiros eram gente como os mais»!

Adiantou a seguir: «Apenas entrámos na povoação, vimos logo algumas casas grandes, e a igreja paroquial com as suas paredes brancas como lençóis de neve, e as suas pirâmides erguidas a apontarem o céu, como suspiros de pecadores.»

Sobre o POVO DE SOAJO narrou ainda o futuro sábio português: «Os soajeiros são agradáveis, hospitaleiros, e nada desconfiados, ao contrário de tudo quanto se repete ao longe. Usam em geral uma carapuça (barrete) azul; possuem muito gado graúdo e miúdo»!

Os mentirosos que muito mal disseram de SOAJO e dos SOAJEIROS, motivaram quando a maioria dos SOAJEIROS não usava “paninhos quentes”, mais uma ida, anos depois, à então pequenina vila do Vez, para cacetarem não os das INTRUJICES E PARVOÍCES, mas outros que só os imitavam!

Mas continuaram os inimigos de Soajo e dos Soajeiros, anos depois, ao fazerem com que se lançasse um outro nome da serra, um falar, já não de Soajo, mas da Peneda, e um nome “fascista” do Parque Nacional, e ainda que não EXISTE e que nunca houve a vila de SOAJO! E mais outras e outras...

E alguns, poucos, dos residentes permanentes em Soajo, deixam-se enganar, como se fossem ingénuos, pelos novos “FINÓRIOS” que continuam a deturpar muitos dos aspectos materiais e imateriais legados do tempo da notável «Serra, Vila e Concelho de Soajo»!

Mas, a questão da emissão da MOEDA de cariz etnográfico, tem laivos dos mesmos sentimentos e acções!  

Então, reflictamos a seguir sobre a emissão desta específica série de moeda com canastros:

Alguém tem a certeza que estes caniços de pedra são os de Soajo? Ou presumem que são?

Se forem, então SOAJO dá o corpo, mas não dá o nome! Porquê?!

Será que SOAJO ocupa todo o NOROESTE PENINSULAR?

Soajo nem sequer ocupa TODO o território do noroeste português!

 É certo que aparece o escudo português, mas ele nunca poderá servir para simbolizar a província da Galiza!

 Os construtores dos primeiros canastros de Soajo foram, ao que parece, os galegos que se instalaram na vila de Soajo no século de 1800, onde deixaram vários descendentes, de que destaco os de apelidos, Abelheira, Couto, Dias, Pires Barreira, etc.

Porém foi só, no século XX, que se  construiu a maior parte dos canastros ou caniços de pedra (no léxico soajeiro não se usava a palavra espigueiro), ficando instalados alguns na pública «Eira do Penedo»,  pois muitos mais estão espalhados por diferentes zonas da vila.

 Os seus construtores no século XX foram os vários pedreiros de Riba do Mouro que, nos anos de 1940, migraram em definitivo para a vila de Soajo, deixando nesta muitos descendentes!

Uma foto, tirada por Rocha Peixoto, mostra bem que havia muito poucos «caniços de pedra» na Eira do Penedo, nos primeiros anos de 1900.

Todavia, o etnógrafo Leite de Vasconcelos, deixou escrito em “Uma Excursão ao Soajo em 1882” o seguinte: «Em volta da povoação avultam muitos canastros de pedra ou de vergas para conter o milho, colocados sobre pilares encimados de pedras redondas para evitar a acção dos ratos”.

Sem terem indicado que os canastros figurados na moeda são de Soajo, como poderão quem as adquire saber se expõem os canastros da vila de Soajo?!

Dizer que o muito pouquinho é melhor que nada, é afirmação básica!

Mas com esta emissão monetária mais parece que  se quis um outro bibelot para dar continuidade ao da escultura do foral, embora se saiba que a moeda pode ser colocada sobre um móvel de casa e, não em suporte imobilizado numa rua, praça ou largo!

O nome SOAJO deve ficar tão conhecido no país como o lugar de Murilhões da freguesia de São Paio dos Arcos, conforme jurou, ao que parece, o comandante-mor a gozar licença sabática durante dois mandatos autárquicos! 

 

                                                  Jorge Ferraz Lage