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Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

NÃO, "CÃO CASTRO LABOREIRO"! SIM, «CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO»! OS FALSÁRIOS DO SÉCULO XX E, OS DA ACTUALIDADE, FAZEM CORRUPÇÃO PARA CONTINUAREM A USURPAR...

 

A REFEÊNCIA MAIS ANTIGA DO CÃO SABUJO DE SOAJO, EM CASTRO LABOREIRO, FOI FEITA NA OBRA DE PINHO LEAL, EM 1874, DAÍ AJUSTAREM ALGUNS CRIADORES NOS SEUS TEXTOS A SUA ANTIGUIDADE AO SÉCULO DEZANOVE, ARGUMENTANDO QUE AS RAÇAS DE CÃES DE GADO SÃO POUCO ANTIGAS...

IMPRESSIONANTE MUDANÇA DE ARGUMENTOS DE QUEM ANDOU A DEFENDER UMA ANTIGUIDADE DE MUITOS SÉCULOS, DA RAÇA DO CÃO DA SERRA DE SOAJO, MAS INDEVIDAMENTE CHAMADA POR OUTRO NOME, MAS SÓ ATRAVÉS DO RECURSO A BATOTAS! 

ORIGINÁRIA, EXCLUSIVAMENTE, DA FREGUESIA DE CASTRO LABOREIRO SÓ ATRAVÉS DE CHINESICES! 

O CASTREJO AMÉRICO RODRIGUES, SEM POSSIBILIDADES DE DEFENDER E SUSTENTAR A "TESE DE ENGANAR PEQUENINOS", LANÇA NOVA TRAFULHICE, AO QUERER ORIGINAR A RAÇA APENAS NO SÉCULO XIX, QUANDO DESDE A IDADE MÉDIA É REFERENCIADA EM SOAJO, TERRA FRONTEIRA COM CASTRO LABOREIRO!  

CONTRARIADO POR DOCUMENTOS AUTÊNTICOS E POR MUITOS SEGUROS ARGUMENTOS, LANÇA UMA NOVA TÁBUA DE SALVAÇÃO, AO QUE PARECE, POR INFLUÊNCIAS DE TACTICISTAS...

 

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O castrejo Pe. Bernardo Pintor, na publicação de 1965, «Castro Laboreiro e seus forais», escreveu que a sua freguesia natal é terra no país «bem conhecida pela fama dos seus corpulentos cães de guarda»!

Esta afirmação continua ainda verdadeira, só que à custa da usurpação do genuíno nome «CÃO SABUJO DE SOAJO» e, de outras aldrabices já com barbas brancas. Mas, eis que, recentemente, apareceu mais uma novidade idiota, feita por um solidário de SINTRA, criador de sabujos, que desconhece que este velho concelho também teve uma circunscrição administrativa de protecção da natureza que era vigiada por oficiais monteiros com cães sabujos de Soajo, desde pelo menos o século de 1400!

 Na verdade não disse o Pe. Pintor que esta fama se deve também ao facto de ter sido negado, em 1935, pelo Prof. Doutor Manuel F. Marques, o nome do cão usado durante muitos séculos.

Este último autor publicou uma pequenina obra, um opúsculo, sobre a raça canina mais antiga e documentada em Portugal, intitulando-o, erradamente, com o NOME falseado, não obstante ter sido a raça criada, durante séculos, em boa parte da SERRA DE SOAJO, e com o nome ligado ao «concelho e montaria» de Soajo.

O facto de terem, também, atribuído a Castro Laboreiro um documento de Soajo, de 1401, que aborda a raça de Soajo, em Soajo, e o considerarem, aberrantemente, como sendo de C. Laboreiro, contribuiu para o sucesso da fraude do nome do cão!

Com estes expedientes tentou no seu opúsculo sobre o cão, justificar o Prof. Doutor Manuel F. Marques, mentirosamente, o nome aldrabado que escolheu!

Como se isto, ainda, não chegasse, ousou, o Prof. Manuel Fernandes Marques para difundir as ALDRABICES anteriores, recorrer a mais uma incrível e eficaz TRAFULHICE, através do principal canal de comunicação literário de GRANDE DIVULGAÇÃO, à época de 1940, que foi a «Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira»!

!Nesta obra enciclopédica, de facto, os «CINCO CÃES DE SOAJO», referidos no seu opúsculo, deixaram de ser enviados, anualmente, aos REIS DE PORTUGAL, pelos habitantes de Soajo!

 Lamentavelmente, com mais TRAFULHICES, os «CINCO CÃES SABUJOS», OBSERVEM BEM, passaram a ser remetidos pelos habitantes de Castro Laboreiro, no século de 700, e a “SENHORES”!  

INCRIVELMENTE, através destas condenáveis deturpações expostas na «GRANDE ENCICLOPÉDIA» veicularam-se para o público do país e doutros, TRÊS CHOCANTES E ESPANTOSAS ALDRABICES!

SIM, TRÊS INCRÍVEIS ALDRABICESpois, as mudanças - do nome  da TERRA do envio dos cães, do SÉCULO da emissão do documento, e dos DESTINATÁRIOS dos SABUJOS - foram feitas INTENCIONALMENTE para que vingasse, em exclusivo, o nome falseado e, fosse MORTO, o nome CÃO DE SOAJO -, usado ao longo de séculos|

 O Prof. M. F. Marques REJEITOU, como sendo IMPRÓPRIO o nome «CÃO DE SOAJO», que o mesmo foi dizer que, era INCORRETO OU ERRADO! 

Mas se era incorrecta a designação «CÃO DE SOAJO», quais as razões que levaram o Prof. Manuel Marques a ALDRABAR, servindo-se de várias e enganosas APARÊNCIAS, e porquê que não justificou em que estava errado o nome «CÃO DE SOAJO»?!

Como também não foi especificado quem eram estes “SENHORES”, ironizo este ATAQUE ABERRANTE do Professor Manuel F. Marques, admitindo que, talvez fossem os “SENHORES ÁRABES”, invasores da IBÉRIA, comandados por TARIQUE, no ano 711, os recebedores de «CINCO SABUJOS DA SERRA DE SOAJO»!

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Esta ENCICLOPÉDIA tem também o currriculum vitae do autor do estalão do «CÃO DE SOAJO»! Foi elaborado na década de 1940, e através dele se vê que Manuel Marques, em 1935, ano da feitura da caracterização desta raça, tinha 48 anos de idade.

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O Pe. Pintor manifestou outra opinião quase tão disparatada como a do seu conterrâneo, Rodrigues das “Lérias” sobre o envio dos CÃES SABUJOS DE SOAJO, que só, na segunda metade do século XIX, é que  foram referenciados como existentes, também, em Castro Laboreiro!

Escreveu, o Pe. Pintorm no «Notícias dos Arcos», de 1/11/ 1953, que os «cinco sabujos» referidos no Foral de Soajo, eram «cães de raça próprios para a caça de montaria, isto é, porco-bravo e semelhante. É natural que este tributo não fosse recebido pelo rei directamente mas sim por qualquer donatário.»

Que fantasias inventou, PINTOR, para tanto disparatar!

No entanto, em 1953, os «cães de Soajo» mencionados no FORAL de SOAJO, de 1514, foram todavia, pelo Pe. Pintor, considerados de «raça» e, não como «RELES RAFEIROS», como se atreveu a escrever "nas cinquenta e três páginas"  o  castrejo das “Aldrabices” e  “Lérias”!

De facto, no «NOTICIAS DOS ARCOS»,  em 1953, ao escrever o Reverendo Pintor que os «CINCO SABUJOS» eram recebidos por «qualquer donatário»,  tal não passa  de uma mera  “pintura”  surrealista, por tanta valorização do fantasioso!

Sucede que, PINTOR, transcreveu, em 1981, na obra «Por terras de Soajo, São Bento do Cando na freguesia da Gavieira», o documento de 1401, em que se diz: «Queixaram-se os moradores [de Soajo] de que fidalgos se haviam ali vindo estabelecer…» e (…) lhes tiravam os cães de guarda, chamados sabujos (…)».

 Também, Pintor, na obra «Santuário da Senhora da Peneda, uma Jóia do Alto Minho», publicada em 1976, escreveu que «O Pe. Carvalho da Costa informa na Corografia Portuguesa que o povo de Soajo pagava ao rei apenas 5 cães sabujos».

 Ainda, Pintor, na sua obra de 1976, sobre o «Santuário da Peneda» disse que, Frei Agostinho de Santa Maria, recolheu na sua extensa publicação «Santuário Mariano», em princípios do século XVIII [1710], acerca da Peneda, do concelho de Soajo, que os habitantes desta autarquia pagavam somente «cinco cães sabujos» a el-rei!

Uma vez que, neste ano, se vivia era apenas uma família, no sítio da ermida da Senhora da Peneda, e não seria ela, com certeza, que pagaria a el-Rei, os «cinco cães sabujos».  

Perante este panorama, dos CÃES DE SOAJO,  que o Pe. Bernardo Pintor apresentou,  claramente, se constata, que teve ensejo de os ver declarados com a POLIVALÊNCIA de cães SABUJOS e de GUARDA!  

Mas não teceu Pintor, que eu saiba, qualquer tipo de relacionamento entre os dois nomes destes cães, que SÓ PASSARAM A AFAMAR, especialmente,  Castro Laboreiro, depois das batotas. A MESMA RAÇA de cães,  ao longo de muitos séculos, APENAS CELEBRIZOU  SOAJO, e , ainda, desobrigou os Soajeiros, a viver em qualquer lugar do concelho, a não terem que pagar vários foros e tributos à Coroa de Portugal, isto é, ao Estado!

Pintor, não quis  dizer nada sobre os cães, em termos comparativos, para evitar expor que os cães eram da mesma serra e raça! 

 Mas, Pintor, soube muito bem, através do que escreveu sobre os «cães de Soajo», que havia grandes ALDRABICES contidas na «Grande Enciclopédia», sobre os «cinco sabujos»!

Todavia, não os explorou e TRANSPARECEU para não DAR A SABER AS GRANDES BATOTAS SOBRE A PROBLEMÁTICA DA RAÇA CANINA MAIS GENUÍNA E ANTIGA DE PORTUGAL!

No entanto, Bernardo Pintor, procurou escrever sobre outros assuntos, nomeadamente, para dizer que as pessoas da sede de Soajo, em 1953, continuavam «no verão a apascentar seus gados nos montes próximos da Peneda», especialmente, na branda de Felgueira Ruiva, que se situa muito perto da fronteira com C. Laboreiro!

As antigas fronteiras de Soajo com Castro Laboreiro quis, Pintor, defendê-las pelo ribeiro da Peneda! Porém, confrontando-se, o tombo de 1565, de Castro Laboreiro, nota-se que ignorou as fronteiras explicitadas no foral de Soajo de 1514!  Embora estas sejam mais antigas ganharam modernidade, com a sua TRANSPOSIÇÃO, para o tombo de Soajo, de 1795!

Disto, resulta que Soajo tem mais e melhores trunfos do que Castro para que se justifiquem as fronteiras desviadas do ribeiro da Peneda...

Também se referiu, Pintor, ao «Coto da Veiga Longa», local a que os soajeiros chamavam «Penedo dos Ramos» onde se colocava um ramo verde  para sinalizar e anunciar aos castrejos que as pastagens passariam a ser só usadas pelos gados de Soajo, desde 11 de Julho ( em tempos mais antigos eram utilizadas desde 26 de Março), dia da festa de São Bento do Cando, até 8 de Setembro. Manifestou, Bernardo Pintor, o quanto estes usos desagradavam aos seus conterrâneos, mas o que é verdade é que a  fronteira de Soajo com Castro faz-se, não pelo coto mas sim pelo fundo da Veiga Longa como reza o tombo de 1795!

Com a florestação mandada fazer pelo Estado Novo houve deslocação da branda de gados de Felgueira Ruiva para a  «Veiga da Matança», mas os castrejos do Ribeiro de Cima,  abusivamente, destruíram a casa dos pastores feita na «VEIGA DA MATANÇA» pelos SOAJEIROS, imediatamente, no pós revolução do 25 de Abril de 1974!  Esta casa que demoliram estava em território que não pertencia aos castrejos e, tinha sido construída,  nos primeiros anos de 1950, com donativos angariados entre os soajeiros residentes e não residentes, especialmente, pelos que viviam em Lisboa e periferias, e também nos USA.

Outro aspecto abordado por Pintor, no "Notícias dos Arcos", em 18/10/1953, foi o da designação do  «Monte de Laboreiro» que interpretou como abrangendo «uma série de montes que vinham da Galiza e chegavam à serra da Peneda que a mesma coisa é que a SERRA DE SOAJO.» 

 Pintor, DE FACTO, afirmou, em respeito pela verdade que a serra, embora com outro rebaptismo, não é senão a que nos séculos e séculos os cartógrafos e abalizados homens de cultura designavam apenas como SERRA DE SOAJO!

Comento esta última afirmação, dizendo que Pintor, em 1953, diz que existe UMA ÚNICA SERRA  e que tem DOIS NOMES alternativos DIFERENTES!

Porém, em 1977, Pintor, na segunda edição de «O Recontro de Val-de-Vez onde foi», apresenta  este assunto mais baralhado, porque foi dizendo «que dizem alguns que há DUAS SERRAS e, cada uma delas, COM SEU NOME ESPECÍFICO! Também  escreveu nesta obra, em vez de «Monte Laboreiro», «Montes de Laboreiro», e que a abrangência destes foi muito mais ampla! 

Termino este texto com algumas ironias para dizer que:

Pintor não explica como as conseguem separar fisicamente, se é pelo vale do INFERNO, se pelo rio EUFRATES, ou pelo rio RENO! 

Segundo os "MARQUESES VALDEVEZENSES", a autarquia, SOAJO, que é uma realidade em termos constituicionais, tem o privilégio de ficar em DUAS SERRAS, O QUE NÃO ADMIRA PORQUE O "MARQUÊS DE MARIPRETO" GOSTA MUITO QUE SOAJO SEJA "MUITO GRANDE" E, PARA TAL, O MAPA DAS FREGUESIAS É TÃO CERTINHO QUE UM MENINO VALDEVEZENSE, DE DOIS ANOS, DIZ QUE NÃO HÁ IGUAL EM TERMOS DE PERFEIÇÃO EM TODOS OS RESTANTES MUNICÍPIOS DE PORTUGAL! 

HÁ QUEM ENTENDA QUE O CÃO SABUJO SE MULTIPLICA TAMBÉM EM SEGMENTOS CORPORAIS, DE TAL MODO QUE, NA CABEÇA TEM UM NOME, NO PESCOÇO DOIS NOMES, E NO RABO CINCO NOMES.

O VIGÁRIO DE "ALGUIDARES DO EXTREMO" TAMBÉM VETERINÁRIO, EM 1758, COM A SUA ALTA CULTURA DE GEOGRAFIA EVANGÉLICA DISSE QUE HAVIA UMA MULTIDÃO DE SERRAS ENTRE O MINHO E O LIMA, UMA VEZ QUE JUDICIOSAMENTE NÃO ERA CAPAZ DE CONFUNDIR UMA SERRA COM UM MONTE! 

Estes últimos saberes aprendem-se no mais recente "boletim cultural" do GEPA, lá para as bandas do vale do rio Bragadela ou Vez! Nele ficámos ainda  a saber através de uma "IMAGINADORA DE PRAGA" que a Peneda foi uma branda de Bouças, desde o século dois, e que o santuário da Peneda foi totalmente feito na pré-história!  

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A SEGUIR APRESENTAM-SE MAIS ALGUMAS PROVAS DOCUMENTAIS RELEVANTES SOBRE O QUE FOI ESCRITO ACIMA:

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Este último extracto foi obtido do opúsculo relativo ao ESTALÃO da raça, elaborado por Manuel F. MARQUES. 

Neste último texto  notam-se as confusões resultantes das influências do suiço Choffat que foi quem criou a expressão «galaico-duriense» e, que considerou o nome serra de Soajo como sinónimo da serra Amarela com a altitude de 1361 m, no marco geodésico da Louriça! Todavia, no novelo das confusões colocaram alguns enganados a de Soajo (AMARELA) como sendo parte da serra a norte do Lima com a altitude da Louriça.

A Peneda, como nome da serra, na versão que a relacionava com o marco do Pedrinho tinha somente 1373 m!

Destas diversas distorsões resultou dizer, Fernandes Marques, que no espaço montanhoso do Lima ao rio Minho, as aparentes duas partes da única verdadeira SERRA DE SOAJO, não atingirem 1400 m de altitude, apesar de, muito exactamente, ter na freguesia de SOAJO, no Alto da Pedrada,  a serra do Lima ao Minho 1416 m de altitude máxima. 

 

A VILA QUE ATACARAM E AINDA ATACAM OS VALDEVEZENSES CONTINUA! ALARGARAM O ÂMBITO DO VEZ PARA ALÉM DE SANTO ANTÓNIO DE VALE DE POLDROS, ENGLOBANDO O RIBEIRO DE SISTELO E O RIO BRAGADELA PARA DIZEREM QUE PASSOU A NASCER NA SEIDA!

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AFINAL O RIO VEZ NA SUA EXTENSÃO E CAUDAL ERA GRANDE, MAS MINGUOU, PARA DEPOIS VOLTAR A CRESCER!  A SERRA DE SOAJO, ONDE  REGISTARAM QUE NASCIA O RIO VEZ COMPLETO DESDE OS MAIS RECUADOS SÉCULOS, TAMBÉM MINGUOU, E DEPOIS CRESCEU, E VOLTOU A SER FLÉXIVEL EM ALTITUDE,  EXTENSÃO, LOCALIZAÇÃO E DENOMINAÇÃO, CONFORME PRETENDERAM ALGUNS IGNORANTES E O PODER COLONIZADOR VALDEVEZENSE!

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«A CINCO LÉGUAS DA VILA DE PONTE DE LIMA» TINHA ASSENTO A «VILA DE SOAJO», SEDE DA MONTARIA REAL E DO CONCELHO DE SOAJO! FOI, PORTANTO, RELACIONADA COM A VILA PONTE DE LIMA, MAS NO LIVRO «TERRA DE VALDEVEZ E MONTARIA DE SOAJO», CORTARAM ESTA INFORMAÇÃO! NO LIVRO DO FORAL DO CONCELHO DE SOAJO, IGNORARAM AS MINHAS PESQUISAS, PARA PODEREM MENTIR À VONTADE, INTERPRETANDO A REAL MONTARIA DE SOAJO, COMO UMA «RESERVA DE CAÇA», TALVEZ JULGANDO QUE A «MONTARIA REAL DA CIDADE DE COIMBRA» TAMBÉM ERA UMA OUTRA «ÁREA NATURAL DE CAÇA»,  RESTRINGIDA AO PÁTIO DA UNIVERSIDADE!

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Uma perspectiva do edificío que o poder valdevezense não queria que se construísse...

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Legenda: EM 1953, TAMBÉM NÃO QUERIA O PODER  VALDEVEZENSE, DE PENDOR FASCISTA, QUE SE BRASONASSE O EDÍFICIO DA CASA DO POVO COM UMA INSCRIÇÃO ALUSIVA À «VILA DE SOAJO»!

MAS FOI CONTRARIADO PELA INDISPONIBILIDADE E PERSEVERANÇA DE UM SOAJEIRO QUE PERSEGUIRAM E DESTERRARAM, TREZE ANOS ANTES...

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VIANA DO MINHO, NA FOZ DO LIMA, JÁ ERA VILA EM 1820, SEGUNDO INFORMA O JORNAL ONDE O GOVERNO CENTRAL DAVA A CONHECER OS ASSUNTOS OFICIAIS !

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Legenda: O soajeiro  Prof. João Gonçalves Fidalgo ainda não vivia, em 1820, na "CIDADE" DE SOAJO, altura em que ainda existia a notável «MONTARIA REAL DE SOAJO». Se soubesse que, no século XXI, esta inspira os "caçadores" no poder valdevezense, pediria para lhe devolverem o subsídio dado à Monarquia! Nestas condições prefere continuar no Paraíso, para não ver o CONCELHO DE SOAJO e a sua VILA metidos noutra municipalidade e a serem governados pelos valdevezenses!

 

 

Segue o texto motivador do título deste post:

NO LIVRO DO FORAL O PODER MUNICIPAL DE VALDEVEZ ORIENTOU A AUTORA PARA NÃO USAR UMA SÓ VEZ A EXPRESSÃO «VILA DE SOAJO»!

QUASE TODOS OS AUTORES LIGADOS A ARCOS DE VALDEVEZ copiaram para os LIVROS que publicaram, AS ASNEIRAS DO DR. FÉLIX ALVES PEREIRA!

Revelou este notável valdevezense - OUTRA NEGAÇÃO (!) -  QUE A SEDE DO CONCELHO DE SOAJO  NUNCA FOI VILA! 

Os elementos na obra de Padre Carvalho da Costa e a «Gazeta de Lisboa» que servia, também, de Jornal Oficial, são DOIS exemplos entre CENTENAS E CENTENAS DE DOCUMENTOS OFICIAIS, ASSINADOS POR REIS E OUTRAS INSTITUIÇÕES DO ESTADO, que permitem constatar os DISPARATES de Alves Pereira quanto à multissecular categoria da VILA,  do concelho de SOAJO!

COMO SE NOTA O PODER MUNICIPAL VALDEVEZENSE COLONIZA SOAJO, não SÓ NO CAMPO ECONÓMICO, mas TAMBÉM, NOS ÂMBITOS HISTÓRICO E CULTURAL!

PARA REBAIXAR SÃO UNS  MUITO DISPONÍVEIS RAPOSÕES...

O MONTEIRO-MOR DE SOAJO COM MAIS DOZE MONTEIROS-MENORES VIGIAVAM AS «GRANDES MATAS» E, OS «DILATADOS MONTADOS», OU BALDIOS DA MONTARIA REAL DE SOAJO, PORÉM PARA O PODER VALDEVEZENSE ERAM ESTES MONTEIROS UNS CAÇADORES, TALVEZ DE ASNEIRAS! 

NA REALIDADE ERAM APENAS OS MONTEIROS-PEQUENOS  QUE ESTAVAM DISPENSADOS DE CERTOS «ENCARGOS» DO CONCELHO DE SOAJO E, DO EXERCÍCIO DE CERTOS «CARGOS» MUNICIPAIS, MAS AS AUTO-SUFICIÊNCIAS DE ALGUNS "SÁBIOS"  ESCREVERAM QUE TODOS OS HABITANTES DE SOAJO ERAM SERVIDORES DO PARQUE NATURAL DE SOAJO!

NO LIVRO DO FORAL DE SOAJO, PUBLICADO EM 2014,  TOMARAM A MONTARIA COMO UMA «RESERVA DE CAÇA», NÃO OBSTANTE, O REGIMENTO DE 1605, DO MONTEIRO-MOR DE TODO O PAÍS SER CATEGÓRICO QUANTO AO OBECTIVO PRIMORDIAL DAS MONTARIAS REAIS NESTES TEMPOS!

 AS ATRIBUIÇÕES DOS  GUARDAS-MONTEIROS TRADUZIAM-SE, FUNDAMENTALMENTE, NA VIGILÂNCIA E GESTÃO DAS FLORESTAS, OU SEJA, AS MATAS.

DETURPARAM, CONTUDO, NO LIVRO DO FORAL DE 1514, AS FUNÇÕES DOS MONTEIROS, E, NEM SEQUER CONSULTARAM UM DOCUMENTO DE 1821 QUE SE ENCONTRA NO ARQUIVO DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA QUE ESCLARECE MUITO BEM QUE, SÓ OS MONTEIROS AO SERVIÇO DO ANTIGO PARQUE NATURAL ESTAVAM DISPENSADOS DO EXERCÍCIO DE CERTOS CARGOS MUNICIPAIS!

INDIRECTA E, DELIBERADAMENTE, FIZERAM TÁBUA RASA DOS MUITOS TEXTOS QUE ENVIEI PARA A BIBLIOTECA DE ARCOS DE VALDEVEZ! 

HOUVE QUEM NÃO QUISESSE ENTENDER QUE AS MONTANHAS DE SOAJO , ABRANGIDAS PELA ÁREA DO ACTUAL PARQUE NACIONAL, FORAM AS ÚNICAS QUE OUTRORA FIZERAM PARTE DE UM PARQUE DE PROTECÇÃO DA NATUREZA!

OS RESPONSÁVEIS PELA PUBLICAÇÃO DO LIVRO SOBRE O FORAL DE SOAJO, SÃO A AUTORA E QUEM COLABOROU!

LAMENTÁMOS  QUE TIVESSEM  INTERPRETADO MUITO MAL ALGUNS DOCUMENTOS.

NÃO GOSTAM DE ALGUMAS VERDADES! 

QUANDO PRETENDEM AMESQUINHAR É ASSIM QUE PROCEDEM!

 

O «CÃO DE SOAJO» SOFREU UM APAGÃO! AUTORES DO LIVRO «CÃES DE GADO», EM 2010, RECONHECEM-NO COMO CÃO DE GADO E, COMO SENDO A MESMA RAÇA DO “CASTRO LABOREIRO”, CUJO NOME FALSEIAM!

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Em 1935, o autor da caracterização da RAÇA, Prof. Dr. Manuel Fernandes Marques, considerou-o  como «CÃO DE GADO» e como «CÃO SABUJO», mas em 2010, outros autores apagaram, aldrabadamente, quase todo o passado relacionado com o SEU SOLAR DE SOAJO, COM SÉCULOS E SÉCULOS!

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O CÃO DE GADO DE SOAJO TAMBÉM ERA UTILIZADO COMO CÃO SABUJO, ISTO É, COMO CÃO DE CAÇA GROSSA!

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No solar de Soajo existem em 2019, mais sabujos e cães de guarda de gado do que em Castro Laboreiro!

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A seguir a referência na obra do início do século XVIII feita por António Carvalho da Costa é ALDRABADA para o século VIII, deslocada em MIL ANOS, e o cão de gado e caça grossa de SOAJO, passou a ser de Castro Laboreiro, e daqui é que eram mandados, ANUALMENTE,  os famosos «CINCO CÃES»! Que  afirmações ridículas e vergonhosas abundam neste país sobre a NOTÁVEL RAÇA DE SOAJO!

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Segue o desenvolvimento do texto que originou este título:

 

Um apagão da mais documentada RAÇA DE CÃO portuguesa, foi efectuado pelos autores de um importante livro sobre os «CÃES DE GADO» PORTUGUESES, publicado em 2010! Seus nomes são Paulo Caetano, Sílvia Ribeiro e Joaquim Pedro Ribeiro. 

Não quiseram estes autores referir um relevante aspecto do texto do famoso CÃO DE SOAJO, apesar de não NEGAREM A VERDADE CONTIDA NO TEXTO do Padre Carvalho da Costa como o fez o castrejo das ALDRABICES, Américo Rodrigues!

Com estes procedimentos  séculos de vida do CÃO, relacionados com SOAJO, foram escondidos! QUE GRANDE APAGÃO!

Devem os autores do livro «CÃES DE GADO» PORTUGUESES explicar a razão pela qual omitiram que o CÃO DE GADO DE SOAJO, era enviado, ANUALMENTE, em número de «CINCO, AOS REIS» de Portugal. Foi por o não  poderem relacionar com CASTRO LABOREIRO?

Referiram que Pinho Leal em 1874 considerou cães de gado em Castro, mas esquececeram-se de dizer que, em anos posteriores, o mesmo PINHO LEAL, também AFIRMOU que os havia em Soajo! 

De facto, serviram-se os autores do livro «Cão de  Gado» de um texto  do Padre Carvalho da Costa que referia o CÃO DE SOAJO como CÃO DE GADO, mas desprezaram parte importante do texto.

Qual a razão de o castrejo, A. Rodrigues, não se atrever a CONTESTAR a descrição do CÃO SABUJO DE SOAJO como cão de gado, nesta edição de 2010, sobre os notáveis  "CÃES DE GADO" portugueses?

Conheceu Rodrigues, de certeza absoluta esta informação sobre o cão de SOAJO, mas aplicada ao cão com o nome viciado para castro-laboreiro. ENTÃO, porquê que a não desmentiu?

Estando os autores do livro muito familiarizados com a freguesia de Castro Laboreiro e, se atribuíram ao  CÃO DE SOAJO a função de CÃO DE GADO por que não os fustigou A. Rodrigues?!

Esteve à espera, Rodrigues, que eu dissesse o mesmo, para AFIRMAR que estava errada a afirmação do Padre Carvalho da Costa sobre a FUNÇÃO DE GUARDA DE GADO, QUE TAMBÉM TINHA O CÃO DE SOAJO, referida no início do século XVIII (1706)!

ATRIBUÍDA ao CÃO, com o nome falso de Castro LABOREIRO, já não estava, em 2010, MAL APLICADA?

Nestas condições, Rodrigues,  já não considerou os CÃES de gado de Soajo, como reles RAFEIROS! PORQUÊ?

Deve o castrejo AMÉRICO RODRIGUES explicar ao público porque não fez, na altura da edição da obra, UMA CONTESTAÇÃO TÃO VEEMENTE, sob este aspecto de consideração do cão de GADO de Castro ser, afinal, o CÃO DA TERRA QUE SÓ TINHA RELES RAFEIROS!

Eu apresentei e defendi que era totalmente verdade o que expôs o Padre Carvalho da Costa, de o CÃO DE SOAJO ser também um  CÃO DE GUARDA DE GADO, e, ainda, que é o cão que existe, actualmente, em Castro Laboreiro.

TINHA E TEM, SOAJO, INTEIRA RAZÃO, mas Rodrigues continua a ALDRABAR, a ENGANAR o público com as suas trafulhices EXPOSTAS NA INTERNET, para USURPAR PATRIMÓNIO DE SOAJO QUE, CONFERIU AOS SOAJEIROS, AMPLOS, RELEVANTES E SECULARES PRIVILÉGIOS!

 

AFIRMANDO DUAS MUNICIPALIDADES, DOCUMENTOS EM GRANITO, COM MAIS ANTIGUIDADE DO QUE OS PELOURINHOS DE VALDEVEZ E DE SOAJO, DEVEM SER VISTOS NA SUA FUNÇÃO MAIS ESSENCIAL E VALIOSA!

 

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  Esta foto foi tirada numa visita feita ao local na década de 2001/2010 por um pequeno grupo de soajeiros.DSCF2245.JPG

Aparecem datas muito relevantes relativas ao passado de Soajo que, provavelmente, irão ser interpretadas e explicadas pelo Dr. José Ferreira. Se o não forem poderemos depois apresentar alguns contributos...

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O arqueólogo e historiador Dr. José da Silva Ferreira, que também se licenciou em medicina, profissão que exerceu com grande desvelo, sempre procurou não secundarizar a formação académica que obteve apaixonadamente na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Já publicou vários trabalhos de grande mérito, continuando, como noticiou o jornal «Notícias dos Arcos» a empenhar-se em novos assuntos que se relacionam com o município onde  ligações de familiaridade o motivaram. Tal como o seu sogro, o saudoso Dr.  MárioTavarela, advogado, que deixou, em edições sobre «direito de águas» obra muito valiosa que tive ensejo de ver em montras de destacadas livrarias do Porto, uma das quais na Rua de Santa Catarina. Deixou, ainda, obras de muito mérito, relativas a assuntos históricos do município de que era natural e, em que viveu a maior parte da sua longa vida.

Foi, sem dúvida, Arcos de Valdevez a linda terra que muito o captou, sensibilizou e   enterneceu, e, penso que seu genro, de certo modo, está a dar passos, que muito seriam do seu agrado.

Centrando-me no assunto que motiva as considerações em epígrafe, quero publicamente afirmar, que estes «monumentos históricos», com inscrições no granito, historiam sobremaneira, o quanto representou esta via que ladeia o rio Lima, enquanto principal acesso ao SOAJO milenar, e, como tal, me levaram a fazer várias referências, nos últimos vinte anos, ao sítio da «LAJE DAS CRUZES»!

Tinha, entre mãos, uma nova abordagem, para ajudar a explicar a razão de ser das várias inscrições e os seus significados.

Vários e importantes documentos escritos que possuo, concorreram para alcançar os objectivos a que me propus.

A extinção do concelho de Soajo, em 1852, e o término do Julgado de Soajo, em 31/12/1853, bem como a construção da rodovia na margem esquerda do Lima, antes da aurora do anos vinte, do século XX, tornaram este valiosíssimo “CELEIRO DE HISTÓRIA”, em algo com muito menos visibilidade pública! 

É importante dizer que estas marcações limitavam também a área territorial jurisdicional da circunscrição administrativa que foi a  REAL MONTARIA DE SOAJO.

A designação de «BOUÇA DAS CRUZES» não era o topónimo original do local, e esta tapada deveria ter sido construída, no último quartel do século XIX, ou até, muito provavelmente, na primeira metade do século XX.

As tropas de Infantaria 8, de Braga, ainda em Janeiro /Fevereiro de 1852, tiveram ensejo de passar neste local, aquando se aquartelaram na Vila de Soajo para permitirem que as repartições públicas da Câmara Municipal e do Tribunal de Soajo, funcionassem!

Testemunham estes «MONUMENTOS HISTÓRICOS», entre outros factos, a continuação, em 1838, do multissecular CONCELHO E JULGADO, incorporados e adstritos a boa parte da SERRA DE SOAJO.

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Por este CAMINHO que ladeia o rio Lima, possivelmente, já existente em tempos anteriores à romanização da Ibéria, ficou nele testemunhada a existência da SEPARAÇÃO de duas municipalidades, INICIADAS nos tempos MEDIEVAIS, em que passaram muitas CENTENAS de destacáveis remessas de «CINCO SABUJOS» em direcção a VIANA FOZ DO LIMA, a fim de embarcarem para Lisboa, para servirem os REIS DE PORTUGAL!

Acabo esta minha pequena e despretensiosa notícia permitindo-me sugerir ao abalizado investigador Dr. José da Silva Ferreira, de que o enfoque não deverá descurar a principal e essencial causa e, razão de ser, nestes MONÓLITOS, de tão profusas INSCRIÇÕES, COM cruzes, datas, e, também, com um significativo nome, de uma personalidade especial do SOAJO antigo, que foi «MANUEL DA COSTA»!

Tenho consciência que se não fossem as aturadas pesquisas que fiz nos últimos vinte anos, muito dificilmente, conseguiria decifrar esta ANTIQUÍSSIMA RELÍQUIA DO PATRIMÓNIO CULTURAL DE SOAJO!

Acusaram-me de andar a querer levantar “mortos”, de ser um “provinciano, tipo Salazar”, de gastar demasiado tempo com assuntos de SOAJO, de querer ganhar muito dinheiro fazendo livros de SOAJO, de ter pretensões a uma carreira política activa nas últimas décadas da minha vida, etc… A esses digo que as suas insuficiências e limitações, nunca me serviram de travão, ou se quiserem, de catalisador negativo, para fazer opções e para ser tão perseverante na ajuda a recolocar SOAJO no seu justo e adequado patamar de notáveis e copiosas SINGULARIDADES, apesar de alguns o pretenderem humilhar, escarnecer, amesquinhar...  

ESTOU CERTO QUE SOAJO SE LEVANTARÁ DE NOVO PARA ALTURAS QUE IRÃO OMBREAR ATÉ AO NÍVEL DO SEU PRINCIPAL «MONUMENTO NATURAL» QUE, FOI E SERÁ SEMPRE,  A SERRA DE SOAJO!

A SERRA DE SOAJO TEM O SEU NOME OFICIAL E O SEU TERRITÓRIO DESRESPEITADO EM PLENA FREGUESIA DE SOAJO!

No planalto do Mezio em pleno território da autarquia de SOAJO, alguém com poder municipal mandou colocar um placard para informar que desde a zona onde estão instaladas as estruturas da PORTA DO PARQUE NACIONAL, para a sede ou vila de SOAJO, percorrem-se 6,8 km, através de DUAS serras! Porém, o MAPA OFICIAL, editado em 2005, por uma instituição do ESTADO PORTUGUÊS, COM COMPETÊNCIA LEGAL NA TOPONÍMIA DO PAÍS, diz-nos que APENAS neste trajecto existe a SERRA DE SOAJO!

Caro leitor parece impossível, mas é desta forma que se HUMILHA SOAJO, OFENDE OS SOAJEIROS e se ENGANA O PÚBLICO, SOBRETUDO, O VISITANTE E OS TURISTAS!

 

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A SEGUIR APRESENTA-SE UMA PEQUENA PARTE DA HERANÇA RECEBIDA DE P. CHOFFAT QUE VIGORAVA, AINDA EM 1951:

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PARA CORRIGIR TANTOS DISPARATES QUE FORAM ENSINADOS EM PORTUGAL APARECEU EM 2005, TAMBÉM ESTA INTERVENÇÃO DE UMA INSTITUIÇÃO DO ESTADO PORTUGUÊS:

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O NOME «SERRA DE SOAJO» NÃO É USADO E RESPEITADO, NORMALMENTE, PELO PODER CAMARÁRIO DE A. DE VALDEVEZ! NÃO QUEREM, PORTANTO, USAR O NOME DE UMA DAS PRINCIPAIS SERRAS DE PORTUGAL QUE TEM COMO ALTITUDE MÁXIMA 1416 METROS!

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MAPAS QUE REFLETEM A DIVISÃO DA SERRA DE SOAJO EM DUAS PARTES COMO CONSEQUÊNCIAS DE TENTAREM REMEDIAR OS DISPARATES DE CHOFFAT.

REPAREM QUE O NOME FALSO "PENEDA" OCUPA A PARTE POENTE DA SERRA DE SOAJO, ONDE SE MARCOU A ALTITUDE DE 1373 METROS.

COMO QUE SE CIRCUNSCREVE A TERRITÓRO FORA DO PARQUE NACIONAL, MAS ESTE, INDEVIDAMENTE, ACOLHEU UM NOME ERRADO!

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 NESTE MAPA OFICIAL FOI COLOCADO NO TERRITÓRIO DA SERRA AMARELA O NOME CERTO E O DE SOAJO REGRESSOU ÀS ORIGENS, MAS COM PARTE DO TERRITÓRIO OCUPADO POR UM NOME LANÇADO PELOS INVASORES E COLONIZADORES A QUE ALGUNS, GRACIOSAMENTE, CHAMAM "MOUROS"!

A SEGUIR UM LIVRO QUE MOSTRA O GOSTO DO NOME DA SERRA QUE UM "MOURISCO" QUERIA QUE FICÁSSE EM DEFINITIVO 

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ESTE LIVRO PAGO PELA CÂMARA DE A. DE VALDEVEZ, FOI EDITADO NO ANO 2000, E DAÍ PARA DIANTE NUNCA MAIS PAROU O RESPONSÁVEL MÁXIMO DO PODER MUNICIPAL DE ANDAR À TRANCADA AO NOME «SERRA DE SOAJO»!

QUANDO O MINISTRO DO AMBIENTE, VEIO CERCA DE TRÊS ANOS DEPOIS A PONTA DA BARCA, DISSE O AUTARCA "MOURISCO" A JORNALISTAS QUE ERA PRECISO RESPEITAR O NOME SERRA DE SOAJO, UMA REALIDADE LOCAL DE SÉCULOS!  MAS, DEPOIS POR SER INCORRIGÍVEL E VINGATIVO VOLTOU A FAZER O MESMO, O QUE OBRIGOU SOAJEIROS A QUEIMAR UM LIVRO NO PELOURINHO, EM QUE A ENTÃO SOCIALISTA E DESTACÁVEL SOAJEIRA, TERESA CERQUEIRA, AJUDOU A INCINERAR NAS BARBAS DO PRINCIPAL "AGRESSOR"!

 DE FACTO, CONTINUOU, O "MOURISCO" COM REPRESÁLIAS PAGANDO OUTROS LIVROS EM QUE  FOI TAPADO, IGNORADO, O NOME «SERRA DE SOAJO»! 

UM DOS QUAIS FOI O PUBLICADO PELO JOVEM C. BARROS QUE ADORA OS CORTELHOS NA SERRA DE SOAJO!

MAS PARA A CÂMARA "MOURISCA" FINANCIAR A SUA OBRA TEVE DE ALCUNHAR A SERRA  COM O FALSO NOME!  ESTE, PARA DISFARÇAR A FRAUDE TENTOU JUSTIFICAR  O ATAQUE, ENDOSSANDO A CULPA DOS DISPARATES  AOS SEGUIDORES DO BAIRRISTA B. PINTOR! 

PINTOR, SEGUIU EM PARTE, EMBORA, INCONSCIENTEMENTE, AS TRAFULHICES DE CHOFFAT! INTERESSANTE "CORRUPÇÃO" FOI A DESTE JOVEM QUE ADERIU, BARROS, CONSCIENTEMENTE, AOS DESEJOS DO "MOURISCO" PARA LHE PAGAREM O LIVRO COM DINHEIRO QUE TAMBÉM É DE SOAJO... 

RESPEITAR A TOPONÍMIA OFICIAL É PREZAR O VALOR SERIEDADE!

A VERGONHOSA  "CORRUPÇÃO", POUCO OU NADA VALE, FACE AO QUE REVELA O «ATLAS OFICIAL», PROMOVIDO, EM 2005, NÃO POR CAVACO SILVA, MAS PELO ACTUAL PRESIDENTE DAS NAÇÕES UNIDAS, ENG. ANTÓNIO GUTERRES, QUE SE DEIXOU FOTOGRAFAR DENTRO DE UM RESTAURANTE  LOCALIZADO NA VILA DE SOAJO!

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QUE LINDO NOME NUM LIVRO EM QUE MERECEU CONSTAR A SERRA DA ARGA E A SERRA DO EXTREMO!

O NOME COM SÉCULOS E SÉCULOS, POR TER, SOAJO, FOI EXCLUÍDO!

MAS PARA ELES, OS SOAJEIROS É QUE SÃO UNS PATIFES...

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DEPOIS, E DEPOIS, CONTINUARAM OS "MOURISCOS" A PAGAR LIVROS HUMILHANDO E A OFENDENDO A TERRA DOS HOMENS QUE VALENTEMENTE AJUDARAM A UM PORTUGAL INDEPENDENTE!

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O PROFESSOR DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA, JORGE DIAS, USOU O NOME «SERRA DE SOAJO».

O PROF. ORLANDO RIBEIRO USOU PENEDA, SEGUINDO AS TRAFULHICES DO SUIÇO P. CHOFFAT, NOME QUE A "MOURAMA" ADORA!

Segue o texto que justifica o título do post:

Apesar do mapa geográfico, ou seja, a «CARTA ADMINISTRATIVA OFICIAL DE PORTUGAL (CAOP), ser um documento de cumprimento oficial obrigatório, verificou-se, também que, no uso dos nomes das serras, ainda houve quem na Câmara Municipal de Valdevez, ao gerir parte da SERRA DE SOAJO, não respeite os comandos nominativos nele contidos!  

Igualmente, sucede que, o mais recente «ATLAS OFICIAL DE PORTUGAL» elaborado, em 2005, pelo então organismo estadual com a máxima competência nestas matérias, incluiu o nome SERRA DE SOAJO, todavia o Poder Camarário de A. de Valdevez não só o DESRESPEITA, como até, o DETURPA ! 

Sendo, aliás, o nome SERRA DE SOAJO o mais consagrado, ao longo dos séculos, por personalidades notáveis de Portugal, tem sido, nas últimas décadas, muito MORDIDO por um "reizinho" que abandonou os alfacinhas!

O primeiro-ministro, na altura de 2005, era o Eng. António Guterres, determinando que se fizesse um novo ATLAS DE PORTUGAL, por motivações e objectivos muito específicos!

Mas, infelizmente, a Câmara Municipal de A. de Valdevez, presidida e orientada, directa ou indirectamente, pelo eterno plebeu que aspirou a «visconde» nunca desiste de MORDER o verdadeiro NOME DA SERRA DE SOAJO, para o tentar MATAR!

Mas NUNCA, NUNCA, o irá conseguir porque MUITOS SOAJEIROS irão SEMPRE, SEMPRE, opor-se às suas MALDOSAS E DESTEMPERADAS tentativas! 

A seguir IREMOS demonstrar através de alguns excertos que o nome que brasona e aformoseia a serra em causa, não é APENAS, o que impingiram os antigos valdevezenses, conquistadores de SOAJO, nem o que têm USADO e aconselhado, nas últimas décadas, os actuais “mordedores”!

Insolitamente, têm conseguido, também, até o beneplácito e a indiferença de alguns “valdevezenses de cá”, voltando assim as costas aos interesses da autarquia sediada no vale do  Lima!

É REPUGNANTE O COMPORTAMENTO DE ALGUNS TRAIDORES!

Como curiosidade convém dizer que este ATLAS teve na sua coordenação, ou se quiserem, teve na sua direcção, uma personalidade de relevo que depois da sua formatura, em 1948, com uma tese ligada a Soajo (em que seguiu os disparates que o Prof. Orlando Ribeiro aprendeu com o seu Prof. Silva Teles) e conseguiu ser, mais tarde, catedrática e reitora da Universidade Nova de Lisboa.

Trata-se da Professora Doutora Raquel Soeiro de Brito. Em 2003, estando eu em Lisboa contactei-a para saber se tinha noção dos disparates sobre o nome da serra!

Creio que a alertei para o GRAVE erro, e, talvez, por tal, no ATLAS tivesse procurado remendar, parcialmente, os ERROS como entendeu! Embora Soajo, e não o Gerês, tivesse beneficiado com o seu trabalho académico, também é verdade que não só não ajudou a travar as asneiras de Choffat, como até as reforçou!

 Tendo, o grande académico Prof. Doutor Hermann elaborado e publicado a melhor «Geografia de Portugal», no século XX, e corrigido e PREVENIDO para os erros de P. Choffat, Raquel de Brito, não teve pejo de -  numa citação que fez da obra de Lautensach, onde estava, acertadamente, «SOAJO, GERÊS e MARÃO» -, aldrabar o texto deste categorizado professor mudando-o para «Peneda, Gerês e Marão» na sua tese! INACREDITÁVEL!

Isto, constituiu GRAVÍSSIMA viciação, tanto mais que, H. Lautensach, tinha advertido que Choffat errara nos nomes de serras!

 Eu não digo que errou, mas que VICIOU, que CORROMPEU!

Atitudes destas muito CONTRIBUIRAM para criar o PARQUE NACIONAL com um nome errado!

Soajo, e não o Gerês, é que pode ERGUER, bem alto, o ceptro, de que tem território serrano, com mais de OITOCENTOS ANOS, de PROTECÇÃO DA NATUREZA! 

Ao continuarem a ALDRABAR, não SÓ não respeitam o RIGOR CIENTÍFICO, como também humilham e OFENDEM uma TERRA cujo POVO esteve do lado certo na fundação de Portugal e, sobretudo na RESTAURAÇÃO de Portugal.

Se o povo de Soajo não tivesse sido muito CORAJOSO, VALENTE E HERÓICO, em 1657, talvez SOAJO continuasse  integrado em Espanha, como aconteceu a OLIVENÇA e a BADAJOZ!

SOAJO, sendo objecto de muitas invasões, BATEU-SE SEMPRE GALHARDAMENTE para DEFENDER e OPTAR por Portugal!

Os SOAJEIROS foram vencer uma batalha junto do CASTELO DE LINDOSO quase perdida, em que PARTICIPARAM, AO QUE PARECE, 2400 (DOIS MIL E QUATROCENTOS) ESPANHÓIS DE INFANTARIA E, 12O (CENTO E VINTE) CAVALOS, MAS MESMO COM TANTA GENTE  PERDERAM A BATALHA, devido, SOBRETUDO, à enorme HEROICIDADE DOS SOAJEIROS E DE UMA CENTENA QUE GUARNECIA O CASTELO DE LINDOSO!

Apesar de tudo isto, tem, SOAJO, sido muito DESCONSIDERADO por decisões do poder municipal valdevezense  que, contrariamente, ao que, FALSAMENTE APREGOA, muito pouco ou quase nada fizeram de notável, os valdevezenses, nas alturas da primeira e segunda independência, de Portugal!

HOJE, SÃO OS SOAJEIROS COMO QUE COLONIZADOS PELO PODER MUNICIPAL VALDEVEZENSE, MAS SE TIVESSEM OPTADO POR ESPANHA, AINDA, TALVEZ, SERIA SOAJO UM CONCELHO, E AS SUAS IDENTIDADES SERIAM RESPEITADAS!

«CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO» E A ALDRABICE, “CÃO CASTRO-LABOREIRO”

 

 O «CÃO SABUJO DA SERRA DE  SOAJO», FALSAMENTE, CHAMADO, " CÃO CASTRO-LABOREIRO», FOI USADO PELO REI DOM CARLOS, EM 1907, NA CAÇA GROSSA, POR SER CÃO COM PODEROSO DOMÍNIO SOBRE AS PRESAS!

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 Este é o documento que prova que em 2003 estive a consultar o ARQUIVO DO MONTEIRO-MOR do reino, mas o castrejo, mente ao dizer que nunca o vi! Ah, que grande mentiroso!

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 Sou acusado, desde 2013, pelo castrejo Américo Rodrigues de nunca ter consultado o Arquivo do Monteiro-mor do Reino, na Torre do Tombo, em Lisboa!

Desafiado, desde 2015, para aceitar uma aposta pelo valor que quisesse, o mentiroso não só se quedou mudo, como continua a afirmar, através de artigo publicado na Internet, a mesma aldrabice!

 Acumula esta, a outras aldrabices, usando “retórica de tretas” para iludir os leitores, pois documentos para fundamentar a autenticidade e antiguidade muito remota do nome do cão que diz ser apenas da freguesia de Castro Laboreiro, não arranja, bem como outras referências na profundidade dos séculos, para poder historiá-lo com rigor e segurança. O tempo mais antigo a que chegou, reporta-se aos tempos posteriores à extinção do concelho de Castro Laboreiro, na segunda metade do século XIX! Porém, Soajo, tem-nos também neste século como no XX, e ainda, ao longo dos séculos anteriores, em que foi concelho e julgado judicial, respectivamente, até 17 de Fevereiro de 1852 e 31 de Dezembro de 1853.

Em 1935, é pela primeira vez, negado o nome «cão de Soajo», pelo autor da caracterização do cão, ou seja do estalão, escrevendo no entanto que o cão também habitava no Soajo! E, ainda, mentirosamente, documentos, exclusivamente reportados ao «cão de Soajo», foram tidos como sendo de Castro Laboreiro! Com estas aldrabices e batotas generalizou-se um outro exclusivo nome de uma raça de cão que havia, durante os séculos anteriores, originado a emissão de documentos régios do cão sabujo de Soajo!

Tenho a requisição da consulta feita na Torre do Tombo, em Lisboa, como prova de que acedi ao sobredito Arquivo do Monteiro-mor do Reino, às 11 horas e trinta minutos do dia seis de Fevereiro de 2003. Se alguém estiver interessado mostrar-lhe-ei o original. Aliás já enviei fotocópia a várias pessoas e instituições.

 Se Rodrigues fosse pessoa honesta e idónea o mínimo que devia ter feito era um pedido de desculpa, a mim e aos leitores. Mas, intencionalmente, continua a mentir…

                 Serra de Soajo, Junho de 2017

                                              Jorge Lage

O «CÃO LABRADOR» É DESCENDENTE DO «CÃO SABUJO DE SOAJO»! ESTE CONHECIMENTO PASSARÁ A ENRIQUECER O PATRIMÓNIO IMATERIAL DE SOAJO!

Uma pesquisadora americana referiu que num MUSEU DE ITÁLIA encontra-se uma pintura do século XVI do cão a que viriam designar por "LABRADOR" no século XX!

Concluiu que a sua origem remonta ao cão português que, aldrabadamente, deixaram de DESIGNAR por «CÃO DE SOAJO» (SERRA)! 

DSCF1505.JPG Esta foto é de um cão «TERRA NOVA», de tempos em que, muitas pessoas ainda não usavam o nome «cão labrador»! Uma das minhas cadelas, a «Soaja», apelido de pessoas no século XVIII, cuja foto divulgarei, e, o «monarca», nome do meu cão, tem uma cabeça  muito semelhante ao cão aqui apresentado.

 Numa exposição canina na vila de Soajo, na década de 2000, participaram também estes dois «Sabujos da Serra de Soajo» que bem revelam que o «TERRA NOVA» não desmente a sua ancestral filiação!

Dizem que quem sai aos seus não degenerou... O cão do lado direito, na cabeça, é muito semelhante ao «TERRA NOVA» exposto na foto anterior.

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   A cadela "rainha" procriou, na vila de Soajo, em Novembro de 2018, mais uma ninhada de dez lindos SABUJINHOS, cujas características morfológicas dão continuidade à raça que, ao longo dos séculos, permitiram que em número de «CINCO», anualmente, os REIS de Portugal se sentissem devidamente compensados pela isenção de foros e tributos concedidos aos habitantes do CONCELHO E MONTARIA DE SOAJO!

Estes pequenos sabujinhos aguardam que criadores se disponibilizem para os acolherem, de preferência naturais de povoações da SERRA DE SOAJO.

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    UM «CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO» CUJO NOME FOI NEGADO, EM 1935, PELO PROF. MANUEL MARQUES!  MAS  O PADRE ANÍBAL RODRIGUES, PÁROCO, NATURAL DE CASTRO LABOREIRO RECONHECEU POR ESCRITO COMO SENDO O CÃO SABUJO, E NESTA QUALIDADE TAMBÉM O AFIRMOU O PROF. Dr. M. MARQUES, AUTOR DO ESTALÃO DA ANTIQUISSÍMA RAÇA!   

APENAS, ANTES DO SÉCULO DEZANOVE, FOI A RAÇA DOCUMENTADA ATRAVÉS DE SOAJO, E, NADA, ABSOLUTAMENTE NADA, PELO CONCELHO E FREGUESIA DA MESMA  SERRA: CASTRO LABOREIRO!

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O rei Dom Carlos, cerca de um mês e meio antes de ser assassinado, foi fotografado na Tapada de Mafra e na sua matilha pode ver-se o «CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO», RAÇA QUE O SEU ANTEPASSADO, REI D. JOÃO IV, MUITO GOSTAVA!

ANUALMENTE, OS «CINCO SABUJOS», CONFORME ESTIPULAM  VÁRIOS DOCUMENTOS, DE ENTRE OS QUAIS O «FORAL DO CONCEHO DE SOAJO», DE 1514, EMITIDO POR D. MANUEI I, DEU CONTINUIDADE AO CONCELHO E AO ENVIO ANUAL, OBRIGATÓRIO, DOS CÃES SABUJOS AOS REIS DE PORTUGAL.

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 O SABUJO SERVIA TANTO PARA GUARDA DE GADO COMO PARA CAÇA GROSSA, EMBORA DEPOIS DE 1935 FOSSE REGISTADO APENAS COMO CÃO DE GADO.

ESTA FUNÇÃO PRESTADA AOS PASTORES DA AMPLA E ALTA SERRA DE SOAJO, NOS SÉCULOS ANTERIORES, FOI ATÉ A ÚNICA DECLARADA EM 1706, ACERCA DO DESCRIÇÃO DO CONCELHO DE SOAJO, NA OBRA COROGRÁFICA DE PORTUGAL, COM AUTORIA DO PADRE CARVALHO DA COSTA!

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 Na parte da serra com as caracteríticas físicas mais adequadas para as feras se ocultarem e defenderem, situada em latitude do Lima ao Minho, os pastores da «SERRA DE SOAJO» valiam-se dos maiores e mais valentes «cães sabujos» para protegerem rebanhos de ovelhas, cabras e manadas de gado vacum, sobretudo, dos lobos, se bem que, diversos FOJOS LOBAIS, ajudavam, aquando das batidas a captar as feras!

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   O primeiro BRASÃO no Soajo autárquico foi esculpido na segunda metade do século de 1700, sendo que, os gastos nestas obras e nas que ergueram a seguir a este pórtico, levaram  a rainha D. Maria I, em contexto de grave epidemia que grassou nesta municipalidade, a recomendar que parassem de as fazer, e antes afectassem os recursos financeiros aos tratamentos dos doentes!

Argumentou a Raínha Dona Maria I referindo que de pouco valeriam as obras do Santuário de Nossa Senhora da Peneda, do  SOAJO autárquico, se neste não houvesse população!

 Nos primeiros anos da década deste mesmo século,  foi dito por Frei Agostinho de Santa Maria ( aquando da descrição da Peneda que na altura AINDA NÃO ERA SEQUER UMA MERA ALDEIAZINHA) que em Soajo (concelho) havia «GENTE LEVANTADA» e que «somente pagava a el-Rei CINCO CÃES SABUJOS»!

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 O FORAL DE SOAJO DE 1514, impunha às autoridades o cumprimento, anual, da entrega dos «CINCO» MAGNÍFICOS, como já sucedia, neste ano desde antigamente...

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  A colaboração, sempre disponível do meu querido irmão Alexandre Ferraz Lage, foi muito importante para o  repovoamento em força do cão sabujo, na sequência do seu  já admirável agrado pela antiga raça sabujo que, desde meados da década de 2000, já cuidava nas suas propriedades do lugar do «Crasto» de Soajo (situado à saída da antiquissima  Vila, em direcção a Adrão, Tibo e Peneda).

O seu belo exemplar criado no Crasto, de Soajo, viria a ser o pai deste possante animal que se vê na foto. Sem a  colaboração do Alexandre Lage o repovoamento em boa escala, não tteria sido possível.

Lembrando-se do belísssimo cão da sua infância, que nosso pai possuía, mais o motivou para a preservação da raça  do cão de Soajo, pese embora lhe tivessem aldrabado o nome, como fizeram ao nome da SERRA DE SOAJO:

A tamanha corpulência deste exemplar, relembra os «GRANDES E VALENTES CÃES DE SOAJO» que vários documentos evocam e caracterizam!

É este exemplar da mesma ninhada que outros que ficaram a viver em SOAJO. 

Os Soajeiros, em geral, felizmente, orgulham-se muito dos seus grandes e notáveis sabujos. 

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 Na zona dos «caniços de pedra», o soajeiro, Evaristo Amorim, que viveu muito tempo nos USA, gosta muito da raça e de passear na companhia destas duas lindas SABUJAS, que muito contribuiram para recolocar a raça, em ABUNDÂNCIA, no mais IMPORTANTE SOLAR da SERRA DE SOAJO, documentado, já no século de 1200!

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   A primeira escultura do CÃO SABUJO, no seu primevo Solar, data de 2011, e no seu pedestal, além de ficar consignado o seu nome ligado a SOAJO, ficou também em baixo-relevo configurado que, os REIS DE PORTUGAL estabeleceram a cifra anual de «CINCO SABUJOS» que lhe eram destinados, depois de devidamente treinados nos montes, obviamente, da SERRA DE SOAJO!

 

 

 

Segue o texto do artigo em epígrafe:

Orgulhem-se os Soajeiros quando virem um «CÃO LABRADOR»!

É uma honra servirmos, SOAJO, com esta nova DESCOBERTA!  

 Interiorizem, sintam, que a admirável raça «CÃO LABRADOR», com presença em muitos importantes países de todos os continentes foi ORIGINADA, foi PROCRIADA, através de cruzamento com o «CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO»!

O «CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO» que, em 1401, o rei DOM JOÃO I, MANDOU COLOCAR SOB A SUA PROTECÇÃO, NO SERRANO CONCELHO DE SOAJO, viria a ser seguramente PROGENITOR DO «CÃO LABRADOR»!

A protecção do «Cão Sabujo de Soajo» continuou a ser feita especificamente para SOAJO, pelos monarcas portugueses até à emissão da «carta régia de, 12 de Julho de 1752, pelo rei D. José, e, genericamente, depois, pela rainha D. Maria I, continuando, todavia, os procedimentos sobre o envio dos «CINCO SABUJOS» até à extinção dos forais em 1832.

Alguns reis, nomeadamente, D. João V, ameaçaram que se não enviassem, anualmente, os «CINCO SABUJOS» seriam extintos todos os AMPLOS PRIVILÉGIOS do concelho de Soajo! Esta AMEAÇA bem revela a importância e NOTORIEDADE do SOLAR dos «CÃES SABUJOS DA SERRA DE SOAJO»!

Navegadores portugueses mais preparados na arte de navegar em consequência das acções de «HENRIQUE, O NAVEGADOR», um dos da «CÉLEBRE GERAÇÃO», nos finais de 1400, ou, em décadas de 1500, levaram o «CÃO DE SOAJO» para a TERRA NOVA, muito provavelmente vianenses que, na pesca de bacalhau demandaram os bancos da TERRA NOVA.

Houve quem quisesse empobrecer notáveis e significativos valores históricos da TERRA, CONCELHO E MONTARIA REAL DA VILA DE SOAJO, mas tapar o SOL com a rede de uma peneira não resulta!

A riqueza de uma TERRA não se mede, não se aprecia, apenas pelas suas edificações em casario e/ou pela sua população humana. Quem a estes elementos se limita, não conseguiria chegar à Tropabana, ou ter demandado as latitudes da TERRA NOVA.

 Ao ouro e aos diamantes nem sempre na história da humanidade, inicialmente, lhes atribuiram os VALORES que vieram a adquirir, a partir de épocas posteriores.

Com atitudes muito desonestas conseguiram em 1935, negar a identidade do «cão sabujo de Soajo», altura do primeiro tratamento que padronizou a raça canina mais documentada de Portugal!

De facto, o Professor Dr. Manuel Fernandes Marques, ESCREVEU, em 1935, que a designação «CÃO DE SOAJO» era INCORRECTA, mas atribuiu no mesmo texto, à mesma raça de  CÃO, que qualificou como SABUJO, um nome relacionado com Castro Laboreiro, e ENTREGA-LHE, APENAS, OS DOCUMENTOS DO «CÃO DE SOAJO»!  INCRÍVEL! 

 Mas, ainda não satisfeito com estes ROUBOS, depois, nos anos que vizinham 1940, FEZ OU AUTORIZOU, Manuel  Marques  - num dos principais INSTRUMENTOS LITERÁRIOS DE DIVULGAÇÃO EM PORTUGAL, à época, intitulada «GRANDE ENCICLOPÉDIA PORTUGUESA E BRASILEIRA» - que se viciasse no texto sobre o cão que elaborou em 1935, a data SÉCULO XVIII, deslocando-a para o século VIII, subtraindo, portanto, o “X” que, neste caso não valia somente DEZ ANOS, mas DEZ SÉCULOS, ou seja, MIL ANOS!

Poderá o leitor argumentar que foi um mero erro gráfico!

Não foi!  No CONTEÚDO DO TEXTO original, referido por MARQUES, estava e bem que se entregavam, anualmente, «CINCO SABUJOS AOS REIS DE PORTUGAL»! Todavia, isto foi ALDRABADO,  porque o mudaram para, «CINCO SABUJOS ENVIADOS A SENHORES»!

Manipulou, PORTANTO, substituindo, REIS por SENHORES, pois se não fizesse esta mudança não FARIA PASSAR TÃO FACILMENTE A ENORME ALDRABICE por não estar ainda formado, no século de 700, Portugal!

Mas um outro ALDRABÃO, em 2013, aligeirou este ERRO CRASSO, deixando transparecer ainda que  mais um “X” ou menos um “X” como que não tinha importância!  Tamanha OUSADIA, FEITA OU CONSENTIDA, por Manuel MARQUES, pelos vistos não FOI um acto INDIGNO para  Américo Rodrigues!

Não admira, porque ele ALDRABOU E ALDRABA muito mais  que Marques, no seu texto de "20 páginas" exposto na INTERNET,  escrito que, "Lopes na SERRA", apoiou e aconselhou!

 Manuel Marques teve RESPONSABILIDADES MORAIS, nas diversas ALDRABICES, e o facto de ter fornecido elementos, POSTERIORMENTE, a outro autor português, mais indiciam as BATOTAS. Quem publicou os primeiros livros sobre raças, de entre as quais as portuguesas, dá-nos mais pistas sobre as INDIGNAS atitudes de Manuel Marques!

Serve este arrazoado, fundamentalmente, para dizer que, qualquer texto a relacionar o «CÃO TERRA NOVA», depois, «CÃO LABRADOR», com o ADULTERADO nome que substituiu o «CÃO SABUJO DE SOAJO», não tem racionalidade científica, porque a DOCUMENTAÇÃO, AO LONGO DOS SÉCULOS, REPORTA, ESTE TIPO DE CÃO SABUJO, SÓ, E TÃO SÓ, A SOAJO!

IMPORTANTES ELEMENTOS FORAM ENCONTRADOS POR PESQUISADORA DOS USA, QUE ASSEGURAM QUE O «CÃO LABRADOR», PRIMEIRAMENTE, CHAMADO «CÃO DA TERRA NOVA», É DESCENDENTE DO CÃO SABUJO DE SOAJO!

A divulgação de estudos genéticos já feitos, que isto comprovam, têm sido travada para não serem transparecidas as asneiras e, não colocarem em turbulência instituições e pessoas...

 

 

SOAJO RECEBEU UM ABADE JÁ DOUTORADO QUE CHEGOU A BISPO DE ANGRA E DO PORTO! APARECERIA NA VILA DO CONCELHO DE SOAJO, EM 1538, SEM OS CÓDIGOS E O NOVO TESTAMENTO PARA PODER TRAZER O “PESADO” FORAL?

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Um grupo que não se apressou a sair do Largo e ainda colaborou para se tirarem umas fotos junto do simbólico pelourinho que parece ser também representativo da específica Justiça que exercia o monteiro-mor, apenas em matérias cíveis, na jurisdição da circunscrição MONTARIA REAL DE SOAJO, AUTÊNTICO PARQUE DA NATUREZA!

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Legenda: Dom Rodrigo Pinheiro não ousou retirar junto ao templo a sepultura rupestre que testemunhava que existiu neste local uma igreja na Alta Idade Média.

 

 

Segue o texto deste post:

Como a autora do livro do foral de SOAJO, publicado em 2014, e os seus “conselheiros” do Vale do Vez, se preocuparam com a chegada do FORAL DA TERRA E CONCELHO DE SOAJO, é-nos lícito   investigar para saber se o DOUTOR RODRIGO PINHEIRO, abade que residiu neste concelho já com uma vila, em 1538 e 1539, teria aproveitado para carregar o pesadíssimo Foral, a fim de que o pudessem usar os VEREADORES E JUÍZES nesta municipalidade.

 Talvez que o graduado pela UNIVERSIDADE DE COIMBRA com a distinta categoria de doutor in utroque jure, ou seja, em leis canónicas (eclesiásticas) e em leis civis, aproveitasse a sua formação académica para dar umas lições profundas aos camaristas de Soajo, quer na interpretação, quer na aplicação das normas de direito civil então plasmadas no FORAL e no CÓDIGO DAS ORDENAÇÕES, onde neste já era referido o JULGADO DE SOAJO, mas onde não consegue avistar o do vale viceliano!

 A norma do envio anual dos «CINCO SABUJOS» nestes anos para El-Rei D. João, o terceiro, sentiu que era muito benéfica e que era de fácil concretização.

 Antes de sair  de Soajo - este membro da nobreza da importante família dos Pinheiros do  ramo dos Cogominhos - para o Conselho Geral do Tribunal do Santo Ofício por ser DOUTOR em direito canónico em Lisboa, e, para juiz Desembargador (no Tribunal Superior) na Casa do Cível por ser DOUTOR de leis (cível) -, viveu na ABADIA de Soajo que era do Padroado Real, querendo isto dizer que os abades de Soajo eram, nesta época, apresentados pelos reis ao Arcebispo de Braga.

 Não obstante ter sido, em 1540, nomeado pelo Santo Padre, Paulo III, para bispo de Angra de Heroísmo, de que foi o segundo prelado, nunca chegou a sair de Lisboa, porque o rei D. João III exigiu que continuasse em funções nesta cidade, e por tal bispos auxiliares  serviram a diocese de Angra em seu nome.

Em 1552, já com setenta anos, foi escolhido para bispo da diocese do Porto, onde permaneceu até morrer, em 1582 com a provecta idade de noventa anos.

No Porto ficou mais perto de Barcelos, sua terra natal.

Deixou obra de certo vulto na Sé Catedral do Porto e inaugurou  a interessante e bela Igreja da Santa Casa da Misericórdia, sita na Rua das Flores. Permitiu também que os JESUÍTAS se instalassem no Porto.   Foi fundador da casa de veraneio em Santa Cruz de Riba Leça, povoação que passou a chamar-se Santa Cruz do Bispo, em reconhecimento desta sua iniciativa.

Enquanto permaneceu à frente dos destinos da ABADIA com sede na vila do Concelho e Montaria de Soajo, deveria ter-se apercebido que já existia uma vila sediada na freguesia de S. Paio de Arcos, e que o topónimo “Arcos”, não resultou de uma conjecturada ponte mandada fazer pelo rei D. DINIS, porque no tempo de reis que o antecederam, já  “arcos“ há muito nela rodavam

Seria que este “Arcos” de S. Paio se originaria por causa das rodas dos muitos carros de bois serem ferradas com resistentes arcos, é algo que o Senhor Doutor Bispo do Porto, Dom Rodrigo, não deixou testemunho justificativo, assim como de todos os outros muitos topónimos “Arcos” espalhados pelo nosso Portugal!

 Mas uma coisa é certa, Dom Rodrigo, se visitou a vila de Arcos, fundada vinte anos antes de chegar à vila de Soajo, veria nos seus caminhos muitos carros de bois a circular, mas na cidade do Porto, em razão da alfândega viu nas ruas da cidade muitíssimos mais ferros arcados nas rodas  dos carros de bois!

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A bucólica via que ladeia o rio Lima que D. Rodrigo utilizou para  chegar  à ponte mediEval de Ermelo/Soajo e que a sua cavalgadura passou já em território do Soajo paroquial e municipal. Nesta foto o Soajeiro Manuel Esteves da Silva - tetraneto do último Subdelegado de Procurador Régio (Ministério Público) junto do Julgado Judicial de Soajo, Luis José Esteves -, depois de viver várias décadas nos USA delicia-se, em Agosto de 2017, com esta paisagem à beira Lima que, Soajeiros através dos séculos, desfrutaram ao calcorrear esta estrada antiquíssima!

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Se comparou o Senhor Bispo Dom Rodrigo, a via da margem direita do rio Lima que percorreu desde a Ponte da Barca até à interessante e sólida «ponte de Ermelo/Soajo», com as vias da margem muitíssimo alcantilada do rio Douro, na cidade do Porto, mil vezes, preferiria transportar vinte livros do FORAL de SOAJO, do que cinco à beira do Douro devido aos trajectos muito declivosos que se precipitam desde a Sé Catedral até às profundezas do rio Douro!

Sempre um "PODEROSO PODER", auxiliado por prestáveis acólitos, dispostos a muito qualificarem  e engrandecerem com louváveis desvios uma nova nobreza enriquecida que adorna a vila viceliana, para melhor ornamentar o passado e o presente da «MUI PLEBEIA E SEMPRE LIVRE VILA DE SOAJO» que não teve vias satisfatórias que possibilitassem o transporte de 50 toneladas de papel que preenchiam um só livro do «NOVO FORAL MANUELINO», de 1514!

As miragens muito iludem com ficções diabólicas quem, em termos cerebrais, se vem embrenhando nos meandros assertivos de um vale que em tempos idos foi muito íngreme e fragoso, mas que, presentemente, nalguns tractos ainda continua assaz tenebroso…