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Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

A INVESTIGADORA DONA M. ADELAIDE MARTINS, TÉCNICA DA CÂMARA MUNICIPAL VALDEVEZENSE, JUNTAMENTE, COM O DOUTO HISTORIADOR J. SILVA FERREIRA, DISSERAM QUE SUZANE DAVEAU USOU O NOME «SERRA DE SOAJO»!

Este post está a fazer-se ainda...

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A PROPÓSITO DA PUBLICAÇÃO DO TEMA «ALGUNS CAMINHOS VELHOS DO CONCELHO DE ARCOS DE VALDEVEZ, JOSÉ DA SILVA FERREIRA E MARIA ADELAIDE MARTINS, DISSERAM QUE S. DAVEAU ESCREVEU O SEGUINTE: «TIVERAM DE ATRAVESSAR AS SERRAS DE SOAJO E CASTRO LABOREIRO»!

MAS ESTA ÚLTIMA AFIRMAÇÃO É ESPANTOSA UMA VEZ QUE S. DAVEAU ADERIU ÀS ALDRABICES SOBRE O NOME DA SERRA, AO TER ESCRITO EM VÁRIOS LIVROS QUE O NOME DA SERRA É O RESULTANTE DE MENTIRAS, COMO ALIÁS SE COMPROVA TAMBÉM PELO QUADRO EXPOSTO NESTE TEXTO!

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 ONDE ESTÁ NO QUADRO A SEGUIR A "SERRA DE CASTRO LABOREIRO" PARA DAVEAU A REFERIR? APARECEM, É CERTO OUTROS NOMES, METIDOS POR DAVEAU, MAS NOS TEXTOS E MAPAS ORIGINAIS ESTÃO «PORTELAS», QUE SÃO ACIDENTES GEOGRÁFICOS DIFERENTES DE SERRA! DSCF2874.JPG

SE O NOME DA SERRA MUDOU TALVEZ QUE TAMBÉM POSSA MUDAR O DA ILUSTRE PROFESSORA!

S. DAVEAU DEFENDE O NOME DA SERRA ALDRABADO, SOBRETUDO, ARGUMENTANDO QUE, SOAJO, PAGAVA TRIBUTOS POR CAUSA DOS PASTOS DA PENEDA, COM BASE NO QUE ESCREVEU O PADRE CARVALHO DA COSTA.

MAS DAVEAU INTERPRETOU ESSES PAGAMENTOS POR CAUSA DO USO DAS PASTAGENS EM QUALQUER ZONA DA SERRA. DESCONHECE A ILUSTRE PROFESSORA QUE TAL PAGAMENTO SE CIRCUNSCREVIA A UMA ÁREA SETENTRIONAL DA SERRA DE SOAJO PELO FACTO DE A CÂMARA MUNICIPAL DE SOAJO TER ARRENDADO EM ANOS DO SÉCULO XVII OS SOLOS COM AS SUAS  PASTAGENS A PESSOAS RESIDENTES EM PARÓQUIAS VIZINHAS  DO ANTIGO CONCELHO DE VALADARES!  

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   NOTE BEM:   Continuará a fazer-se  o post, estando ainda muito incompleto!

A PRINCIPAL IDENTIFICAÇÃO DE SOAJO É A NOTÁVEL SERRA DE SEU NOME, MAS NO BOLETIM «TERRA DE VALDEVEZ» CONTINUARAM A DESRESPEITÁ-LA, EM VEZ DE COMEÇAREM A CORRIGIR AS VÁRIAS ALDRABICES QUE AO LONGO DE DÉCADAS EM SUCESSIVOS NÚMEROS DIVULGAM!

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Legenda: A doutora Raquel Soeiro de Brito, por volta de 1948, ainda viu nas vias públicas da vila de Soajo, porcos e galinhas, panorama que ainda poderia ser observado na vila de Viana do Castelo, no século anterior, como se pode ler num livro escolar  de  Geografia, disponível na Biblioteca Nacional em Lisboa. 

Na foto um gavieiro posou junto do pelourinho que também representa singular valor simbólico da sua terra...

 

Segue o texto relativo a este post:

Para apreciar o tratamento de supostas e desejadas serras tomadas, indevidamente, como pertencentes ao grupo das principais e notáveis serras de Portugal, embora fossem por muitos párocos, em 1758, consideradas no mero âmbito de cada «TERRA», serviram-se os autores dos «CAMINHOS VELHOS» no boletim TERRA DE VALDEVEZ , de caricatas versões de um pároco do século dezoito.

Este, de facto,  apresentou respostas curiosas à  lista  de perguntas que lhes foram enviadas pelo governo dirigido pelo marquês de Pombal, para  saber, além do mais, dos efeitos do terramoto de 1755.

De entre as sessentas perguntas enviadas aos párocos do país destacamos, apenas, as seguintes quatro:

Uma delas respeitava em saber se a terra «é couto, cabeça de concelho, honra ou beetria»;

Outra tratava de saber, se a terra «está situada numa campina, vale ou monte»;

Uma outra questionava como «se chama a serra», mas embora nada se diga directamente, conclui-se em função de outras perguntas relacionadas com o tema serra, que a noção de serra não se refere restritamente à área montanhosa de uma paróquia. De facto, tendo em conta estas outras perguntas,  feitas no contexto do tema "serra", claramente se nota que o foi num sentido lato: «que vilas e lugares estão assim na serra, como ao longo dela»; «os nomes dos principais braços dela»; «quantas léguas tem de comprimento e de largura e onde principia e onde acaba».

A quarta pergunta que escolhi tem a ver com o nome do rio da terra e seus afluentes, bem como os sítios onde nele confluem outros rios. Através desta pergunta também nos é lícito concluir que o âmbito do rio não foi só visto na terra que atravessa, não se circunscrevendo, portanto, apenas ao território de uma paróquia, a não ser que um rio nasça e acabe dentro dela.

Mas a generalidade dos párocos dos concelhos de SOAJO e ARCOS DE VALDEVEZ tomaram como noção de serra em muitos casos, quase apenas, o espaço do território montanhoso da freguesia inquirida. Deste entendimento de serra pelos párocos apareceram respostas insólitas e, em várias situações pouco claras, mas, mesmo assim, na opinião dos autores dos "Caminhos Velhos"  foi tomada como modelar a resposta ao tema serra feita pelo pároco de «SANTA MARIA DO EXTREMO, DE MALTA, DA PORTELA DE VEZ», ao  considerá-la como «JUDICIOSA», isto é, acertada, sensata, ponderada, sentenciosa! 

Antes de abordar o tema serra, vou refirir primeiramente  a forma  como o vigário do Extremo apreciou  o rio Vez.  Considerou-o como «RIBEIRA DOS ARCOS», ligando-o, assim, a uma povoação que só, definitamente, em 1518, ascendeu à categopria de SEDE do concelho de «VAL DE VEZ».   

O rio Vez e a serra de Soajo,  já eram nomes geográficos muitíssimo antigos quando a aldeia Arcos foi escolhida para ser a sede de concelho!

Ainda este pároco disse ser a «RIBEIRA DOS ARCOS», chamada,VULGARMENTE, por «RIBEIRA DE VALE DE VEZ»!

Por isto se observa que este clérigo foi em matérias GEÓGRAFICAS um autêntico leigo, nada «judicioso», nada criterioso, na informação da geografia da paróquia de Santa Maria da PORTELA DE VEZ!

Tem pertinência, aproveitar a designação de «Portela de Vez» para analisar, onde, em 1141, se desenvolveram os episódios relativos a jogos que motivaram o facto memorizado como «BAFORDO DE VALDEVEZ»!  Segundo reza uma das duas crónicas coevas, designada por «CHRONICA ADFONSI IMPERATORIS», ao  relatar o «Ludus Bafurdii» entre elementos das duas hostes comandadas pelos primos AFONSO HENRIQUES e AFONSO VII rei de Leão e Castela, este último beligerante acampou no lugar da «PORTELA DE VEZ», de onde se via o CASTELO DE PENHA RAINHA. Por não haver nesta época jogos de futebol, bilhar livre, «TORNEIOS de bridge», etc, assistiram as forças belicistas na ausência de uma BATALHA, a diversos  jogos medievais a que chamavam na época «TORNEIO OU BAFORDO».

Nestas disputas os adversários tinham de ser homens que montados em cavalos utilizavam LANÇAS EMBOTADAS, isto é, que fossem menos cortantes para não se ferirem com facilmente os diversos jogadores em contenda! 

A moderna historiografia passou, quando ao assunto se refere, não a descrevendo como "batalha", mas  jogos de «BAFORDO»! Referido que foi a Portela de Vez e o castelo de Penha Rainha, a imaginada BATALHA, TRAVADA NA VEIGA DA MATANÇA, LOCALIZADA ESTA NA FREGUESIA DE PAÇÔ, NÃO ,É SENÃO, UM CONTO POPULAR, UMA LENDA!  Mas há até quem, sem escrúpulos e sem base alguma documental  a pretenda designar pelo DISPARATE DE,  "BATALHA DE ARCOS DE VALDEVEZ"! Ora este nome só foi adoptado passados que foram mais de QUATROCENTOS ANOS, após a jogatina dos CAVALEIROS ACTUANTES NO JOGO MEDIEVAL CHAMADO BAFORDO!

 Onde se jogou, então, POSSIVELMENTE,  O BAFORDO?

A crónica  diz que o  «JOGO DO BAFORDO» foi à vista do Castelo roqueiro de Penha Rainha, fortaleza   inexistente desde o século XV, mas cujo sítio é bem visível da cumeada dos montes que ficam   no âmbito geográfico da PORTELA DE VEZ e, sobretudo das encostas pendentes para o lado do actual município de Monção. Estes solos ainda estavam inseridos na amplitude do destacado topónimo «PORTELA DE VEZ». Ora, segundo o texto seguinte,  esta portela compreendia, na verdade, também espaços montanhosos da freguesia de «SANTA MARIA DO EXTREMO, DE MALTA, DA PORTELA DO VEZ», cujo território se espalhava pelos actuais municípios de MONÇÃO e  A. de VALDEVEZ, como se pode ler:

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Não quiseram os autores dos «Caminhos Velhos» aproveitar o extracto desta freguesia para abordar a «serra da PORTELA DO VEZ» a propósito do «JOGO DO BAFORDO», antes, optaram, para fazer de uma forma velada,  um ATAQUE, ao nome geral «SERRA DE SOAJO», que foi consagrado nos séculos, ao nível da Geografia e Cartografia de Portugal, como sendo um notável e um dos principais nomes de serras de Portugal!

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A designação no texto da «RIBEIRA DOS ARCOS», tendo como nome "popular" o de  «RIBEIRA VALE DE VEZ», não suscitou aos co-autores, nenhum comentário ou reparo, talvez por ser também  um "JUDICIOSO" NOME DE RIO!

 

NB: CONTINUA NO NOVO POST

A «SERRA DE SOAJO» EM PESQUISAS, DOS NOMES ANTIGOS DAS SERRAS DE PORTUGAL, FEITAS PELA GEÓGRAFA SUZANNE DAVEAU FOI REFERIDA MAIS VEZES QUE A DO GERÊS! MAS QUEM ESCREVEU QUE SIMPLES NOMES DE PORTELAS SÃO DE SERRAS, NÃO SABE O QUE DIZ!...

Suzanne Daveau foi a um texto de 1706, na obra do Padre Carvalho da Costa, em que se diz que o concelho de Soajo pagava um «CRUZADO PELOS PASTOS DA PENEDA" e, a partir desta informação, com ligeireza e irresponsavelmente conclui que isto justifica o nome errado da serra, ensinado ao ilustre geógrafo, Orlando Ribeiro, por Silva Teles, que ousou também dizer que a SERRA DE SOAJO se situava a sul do RIO LIMA, e era sinónimo de SERRA AMARELA!...

Não sei se Daveau consegue extrapolar que por ter havido pastos na estrada pedonal muita antiga de Benfica se justifica que o SPORT LISBOA E BENFICA retirou o seu nome do uso destes pastos com que  se alimentaram os cavalos em épocas remotas, por não consumirem gasolina...

Sabemos que no foral de Soajo se diz que:  «não há montados nem maninhos porque é tudo dos moradores da terra»!

Os «CINCO SABUJOS» ao rei e os foros de animais abatidos eram pagos pelos moradores de Soajo ao monteiro-mor, mas não pelos usos de pastos! 

Não pagavam, de facto, os moradores de Soajo o imposto designado por «montado» pela utilização das pastagens nas altas montanhas, uma vez que no foral se diz objectivamente que estavam ISENTOS dele os MORADORES DA TERRA E CONCELHO DE SOAJO!  

Pagava-se UM CRUZADO ao rei e à Coroa Real, porque o CONCELHO DE SOAJO arrendava terrenos com pastagens às paróquias de Parada do Monte, Gave e Cubalhão e, sendo réditos provindos  de moradores do concelho de VALADARES, e não de SOAJO, então ERAM tributados.

 DOCUMENTO, DE 1650, PUBLICADO NO NOTÍCIAS DOS ARCOS DÁ LUZ PARA COMPREENDER A RAZÃO DO PAGAMENTO DE UM CRUZADO, SEM SE VIOLAR A LEI DO FORAL DE SOAJO! 

Eram estas as razões e não o imaginado por DAVEAU!

Elaborar, Daveau, artigos a referir o nome errado da serra é proceder de forma tão desatinada como o fez o médico goês que muito contribuiu por o tomarem como detentor de conhecimentos científicos acertados, quando tratou de assuntos das montanhas de SOAJO  E AMARELA APESAR SDE SER SEGUIDISTA DOS DISPARATES DO SUÍÇO CHOFFAT!

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Na Geografia [COROGRAFIA] de Portugal de Emiliano Augusto Bettencourt, publicada na edição 17ª em 1895, o nome de uma das mais notáveis serras de Portugal era desta forma mencionado.

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Este mapa de Portugal  tem o carimbo, para lhe conferir maior validação e autenticidade, da «SOCIEDADE DE GEOGRAFIA DE LISBOA», instituição de que foi co-fundador EMILIANO A. BETTENCOURT,  e não obstante o agressivo e injusto ataque perpetrado por Gerardo Pery, nunca seria bem sucedida a sua ousadia, sem a torpe, repugnante e disparatada aldrabice do suíço, Paul CHOFFAT, que resolveu expatriar o nome SERRA DE SOAJO para o TERRITÓRIO DA SERRA AMARELA!

Mas APESAR de tudo isto, vários autores  tornaram-se seus discípulos, confiando nele por manifesta IGNORÂNCIA! 

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Na edição publicada por Emiliano Bettencourt em 1870, portanto, vinte e cinco anos antes da última sua edição de 1895, ensinavam-se, em TODOS, sim, em todos os MANUAIS ESCOLARES, de diferentes autores, aos alunos portugueses, APENAS o nome «SERRA DE SUAJO», escrito, também com a grafia «SOAJO»!  A serra do Gerês também era ensinada...

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Um ano depois de instituído o mal denominado PARQUE NACIONAL, em 1972, o cientista e professor catedrático CARLOS TEIXEIRA, natural do Minho, muito ligado a Rossas, Vieira do Minho, bom conhecedor das serras de SOAJO, GERÊS E CABREIRA, quando coordenou a feitura do MAPA GEOLÓGICO OFICIAL DE PORTUGAL, não se deixou influenciar pelas trafulhices, erros e mentiras...  

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O Prof. Carlos Teixeira não se deixou iludir pela altitude de 1373 m e pelo nome da falsa "Peneda", a substituir o topónimo PEDRINHO, pois consignou como nome único e correcto o velhinho de séculos e séculos: «SERRA DE SOAJO»!

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A professora Suzanne Daveau, autora desta investigação sobre os nomes das principais serras de Portugal, cometeu alguns erros graves, nomeadamente, ter considerado a «Portela da serra da Estrica» como nome  geral da serra. Mas uma "Portela" é, pura e simplesmente, uma portela, isto é, «uma passagem ou depressão entre montes ou montanhas». Nas diversas listas das serras que Daveau compulsou não viu uma só vez "PORTELA DA SERRA DE SOAJO" mas apenas «serra de Soajo». 

A «Portela do Homem» é uma passagem na Serra do Gerês, não é a Serra do Gerês! Todavia, nem a serra do  Gerês  foi referida, nem nenhuma portela no PRIMEIRO MAPA DE PORTGAL, que só foi destronado, 100 anos depois, em 1662 pela carta geográfica de Pedro Teixeira ALBERNAZ.

Concluiu, Suzanne Daveau, que no mapa de Fernando A. Seco, estava escrito "serra da Peneda", mas isto é uma FALSIDADE LASTIMÁVEL pois, o que nele consta é «PORTELA DOLELA PENEDA», que outra coisa não é , senão, uma portela, CONHECIDA, no século XX, por «PORTELA DE TIBO»!

 «DOLELA» significa «DE OLELAS» que é o nome do vizinho lugar galego Olelas.

Se Susanne Daveau escreveu, indevidamente, «Peneda», como nome de serra, por que não considerou que a serra de Soajo ou "SOAIO", tinha também um nome "SERRA DE OLELA"?!

Também, no mapa de Pedro Teixeira Albernaz aparece «PORTELA  DA SERA DA PIN E DA» (sic) que, pelas mesmas razões não é o nome geral de toda a serra, mas simplesmente uma «portela» situada antes no começo do íngreme DESFILADEIRO DE TIBO! 

Que uma PORTELA não é uma serra, observa-se  no decorrer dos séculos, uma vez que o nome Estrica não sobreviveu para designar uma verdadeira serra, e o nome "Peneda" só pegou por causa das batotas de ao, «Pedrinho», ter sido chamado "Peneda", e, ainda, por desterrarem a denominação «Serra de Soajo» para dar nome alternativo, ou seja, como sinónimo da «SERRA AMARELA».

Concluo esta apreciação, dizendo que, a distinta professora Suzanne Daveau, forçou  por mal interpretar uma "portela" como "serra", para TENTAR e justificar, ERRADAMENTE, como nome actual a falsidade  "serra de Peneda", talvez para salvar a face ao Prof. Orlando Ribeiro que nunca quis corrigir os DISPARATES do seu mestre SILVA TELES, que enganou, em 1906, Paul Choffat, ou foi por ele enganado, pois ambos INVENTARAM E ESCREVERAM, EM 1907 E 1908 que, o nome SERRA DE SOAJO, DÁ NOME TAMBÉM À SERRA AMARELA!

Aliás, Suzanne Daveau, organizou, comentou e actualizou uma «GEOGRAFIA DE PORTUGAL» editada em 1987, a que atribuiu a autoria a  Orlando Ribeiro e HERMANN LAUTENSACH, e nela se observa que a serra tem para o primeiro o nome de Peneda, seguindo assim a intoxicação do seu mestre, mas,  Lautensach, apelidou-a muito exactamente por SERRA DE SOAJO! 

E não foi de ânimo leve que Lautensach o fez, pois, PARA ELABORAR A SUA TESE DE DOUTORAMENTO SOBRE «GEOGRAFIA DE PORTUGAL», muito dedicadamente, levantou, analisou e publicou a bibliografia das obras geográficas e da cartografia portuguesa, feitas ao longo dos séculos, o que lhe permitiu criticar construtivamente e, não seguir, os deploráveis ERROS cometidos por G. Pery e P. Choffat, usando por tal como que SAGRADAMENTE, na sua «Geografia de Portugal», os nomes antigos - SERRA DE SOAJO e SERRA AMARELA - nos seus espaços adequados, e rejeitou o nome "serra da Peneda", por resultar de ALDRABICES ! 

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Não obstante todo o panorama conhecido do nome da serra, EXPOSTO neste post e em muitos artigos publicados anteriormente, em que se afirma e PROVA, com  SEGURÍSSIMA exactidão a  SERRA DE SOAJO, ainda há, mesmo assim, quem RECORRA A SUZANNE DAVEAU e, a "curiosos" de assuntos geográficos  sobre o nome da SERRA em causa, que se permitiram discorrer, como por exemplo, o vigário do Extremo, citado num contexto de «CAMINHOS VELHOS»! Estas trajectos foram desbravados e usados como tendo sido sempre da «TERRA DE VAL DE VEZ», mas que na verdade um deles, tem também a ver com a «TERRA E MONTARIA DE SOAJO», se quisessem respeitar a história e os povos de três antiquíssimas circunscrições administrativas de Portugal [sim três, pois a MONTARIA referida como sendo, e bem, um couto, em 1758, não era nenhuma simples «reserva de caça» como julgam e dizem alguns detractores] :DSCF2778.JPG

Estas mordazes posições do verdadeiro e único autor deste texto que, pese embora tenham sido, apresentadas em co-autoria por duas pessoas, ao que parece para disfarce de  "encomendas" e suavizar responsabilidades,  constituem mais uma TENTATIVA para continuar a BARALHAR, DENEGRIR E ATACAR O BOM NOME DA SERRA DE SOAJO!

Mas, irá SER, BREVEMENTE, FEITO O CONTRADITÓRIO AO EXPOSTO, COM ARGUMENTOS , DEVIDAMENTE, APROPRIADOS, E TAMBÉM, com o objectivo de COLOCAR AS DESENXABIDAS PALAVRAS DO IGNORANTE VIGÁRIO, CRIADOR NA SUA PARÓQUIA "SERRA DA PORTELA DE VEZ" (!), NO LOCAL AJUSTADO, pois,  CORGAS, RIBEIROS, RIBEIRAS, RIBEIRINHOS, MONTES, MONTINHOS, SERRINHAS E "SERROTES"...são como que visões microgeográficas que não se coadunam com o nome geral de uma ampla SERRA!

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Parte do mapa de Portugal, de Fernando Álvaro Seco editado em 1561, usando nomes recolhidos ao que parece no século anterior, e o facto de não ser mencionada o lugar de Arcos,  de Vale de Vez, nem  o estatuto de passar a sede de concelho, em 1518, como vila do concelho de Vale de Vez, muito reforça a antiguidade, pelo menos,

da recolha de dados.

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Nesta parte do mapa de Fernando Álvaro Seco, podem ver-se, quer a «PORTELA DOLELA PENEDA», como acidente geográfico de local de travessia,  ou de passagem entre as elevadas montanhas do lado de OLELAS ( Galiza) e as elevadas montanhas da mencionada da«SERRA DE SOAIO» (SOAJO), quer a referência à «PORTELA DA SERRA DA ESTRICA», que fica a poente da actualmente designada Portela do Alvite, mas cujo nome se estende desde o sítio do lugar da Estrica, até um pouco acima do nome «SERRA DE SOAJO», por não caber todo no local próprio. Mas, uma portela, não é uma serra, e vice-versa.

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Nota final: Continua brevemente em novo post.

«SERRA DE SOAJO» É NOME NUNCA USADO ANTES DE 1914, AFIRMOU TÃO DISPARATADAMENTE UM ARQUEÓLOGO VALDEVEZENSE! NEM SOUBE QUE OS DOIS PRIMEIROS MAPAS GEOGRÁFICOS DE PORTUGAL, DOS SÉCULOS DE 1500 E 1600, JÁ TINHAM ESTA DESIGNAÇÃO GENÉRICA!

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Em 1914 duas autarquias foram tratadas pelo ilustre arqueólogo que organizou o processo para elevar a monumento nacional, em 1910, as «ANTAS DA SERRA DE SOAJO», mas não obstante este relevante feito, não foi o Dr. Félix Alves Pereira quem criou a orónimo «Serra de Soajo», pois já era muito velhinho de séculos e séculos!  Parece ter sido Alves Pereira o aglutinador de Vale-de-Vez numa única palavra, VALDEVEZ, mas a sua ASNEIRA de dizer que a serra nunca teve o nome «SERRA DE SOAJO» antes de 1914, quando este é que foi o nome exclusivo cartografado em mapas geográficos de Portugal, até aparecer a obra de Gerardo Pery, em 1875. Que inacreditável fantasia de um valdevezense!

O OUTEIRO MAIOR não é senão a montanha de maior altitude da Serra de Soajo, embora alguns  tenham confundido a parte com o todo!

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Este mapa que esteve em uso exclusivo até 1661, só tinha a Serra de Soajo, embora referisse duas «Portelas de...». Mas uma portela numa montanha ou serra, em sentido restrito, não é um nome geral de montanhas encadeadas!

  DSCF2833.JPG Em 1662, outro MAPA GEOGRÁFICO DE PORTUGAL CONTINENTAL,considerado também um «MONUMENTO da CARTOGRAFIA PORTUGUESA» foi editado, sendo seu autor o cartógrafo português PEDRO TEIXEIRA  ALBERNAZ. Neste MAPA a «SERRA DE SOAJO» continua na senda da IMORTALIDADE, todavia, a «Portela» de passagem na  Estrica não foi mencionada, apesar de se situar num caminho medieval importante!

Voltaremos a este assunto para desbaratar um outro recente DESARRANJO exposto no "boletim cultural" do GEPA, publicado em 2018, na casa dos sucessores  dos "CONQUISTADORES" que, mais uma vez, quiseram dizer ASNEIRAS para seguir as posições "bem-intencionadas" de antigos  "valdevezenses"... 

AUTORES VALDEVEZENSES ESCREVERAM QUE A SEDE DE SOAJO NUNCA FOI VILA, COPIANDO ASNEIRAS DE FÉLIX ALVES PEREIRA, ESCRITAS EM 1914, PORQUE OS “CONQUISTADORES,” EM 1852, NÃO OS ENSINARAM…

Os conquistadores do MUNICÍPIO de Soajo, em 1852, e do JULGADO de Soajo, em 1853, Gaspar de Araújo e Gama e António Sotomaior, nestas alturas, respectivamente, Governador Civil de Viana, e  Administrador do Concelho de A. de Valdevez, relacionavam-se em termos OFICIAIS, usando o correntíssimo estatuto de VILA, que detinha em termos das leis vigentes do Direito Administrativo Português. E como os códigos ADMINISTRATIVOS que foram vigorando e a legislação avulsa, nunca desqualificaram a Vila de Soajo, então  temos de considerar vários autores naturais do Vale do Vez, como ignorantes nesta matéria, e/ou, também, aviltadores, humilhadores, de Soajo e dos Soajeiros! 

Além de só nela aplicarem uns parcos tostões, ainda por cima, a prejudicam na sua dignidade de ser UMA VILA DE PORTUGAL!

Eis um documento que manifesta que alguns arcuenses e  valdevezenses, no século XXI, não se portam bem pois desrespeitam SOAJO e os Soajeiros, julgando que prejudicando-a no campo económico, não sabem que há outros ASPECTOS que catapultam SOAJO para uma posição de destaque:

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Lamentámos, PROVANDO, que o Dr Félix Alves Pereira NÃO TEVE RAZÃO, no aspecto da categoria da sede de Soajo, dentro da hierarquia das povoações em Portugal, mas enganou, sobretudo, a intelectualidade valdevezense, a ponto de quase todos se COMPRAZEREM, escrevendo em obras que SOAJO nunca foi VILA! Isto, antes, obviamente, de 2009, embora num texto da revista «Passos do Concelho» de 2014, tenha havido uma "apreciação" da sede de Soajo categorizando-a no mesmo patamar da aldeia de Arcos do concelho de Valdevez em 1517!

Fartam-se de atacar o nome do cão, o nome da serra, o estatuto histórico da SENTENÇA do Juiz Sarramalho, a Real Montaria de SOAJO, o tempo da duração do CONCELHO, a denominação da raça cachena...!

ENFIM, GOSTAM DE ALDRABAR, PARA MAIS AMESQUINHAREM SOAJO E OS SOAJEIROS!