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Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

«SERRA DE SOAJO» FOI NOME MUITO CORROMPIDO PELA EFICAZ ESTRATÉGIA MENTIROSA DE O CONFUNDIREM COM A «SERRA AMARELA», MAS O GENERAL MARQUÊS D´ÁVILA E BOLAMA REFORÇOU AS CONFUSÕES!

 

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Em 1914, foi publicada pelo General José António d´Ávila, uma obra que se debruçou sobre a carta ou mapa, dividida em folhas, chamada inicialmente «CARTA GERAL DO REINO», feita na escala de 1/100 000, e mais tarde designada por «CARTA CHOROGRÁFICA DE PORTUGAL».

Esta carta geográfica de Portugal começou a ser publicada através de três primeiras folhas, entre 1856 e 1858, e só terminou em 1904. Paralelamente, para satisfazer necessidades prementes de obras públicas, sobretudo em estradas, em 1859, o governo manda elaborar um mapa na escala de 1/500 000 que se editou em 1865, participando na sua confecção Gerardo Pery. Foi este autor que, em 1875, publicou um livro de Geografia de Portugal onde o nome serra de SOAJO foi banido, para ser substituído pelo nome de Serra da Peneda, centrado nos disparates de que em Sistelo, se encontrava a máxima altitude da serra com 1446 m (em 1865 havia-a considerado com 1373 m !), quando ela é mais baixa do que a verificada na freguesia de Soajo, no Alto da Pedrada, na montanha Outeiro Maior!

 Estas corrupções de verdades deram origem a que se iniciasse uma corrente com base no nome DESACERTADO da serra, mas que não conseguiu destronar completamente o nome verdadeiro, de muitos séculos, ou seja o de SERRA DE SOAJO!

 Uma segunda estratégia, também recorrente a TRAFULHICES apareceu em 1907, quando o suíço PAUL CHOFFAT deixou ficar o nome CORROMPIDO, “Serra da Peneda”, a norte do rio Lima, lançado no ensino de geografia por PERY, e LANÇOU o nome «SERRA DE SOAJO» como outro nome da SERRA AMARELA, cujo espaço se situa a sul do rio Lima!

A razão dos seguimentos das PERVERSÕES lançadas por Pery e por Choffat devem-se aos factos de ambos terem criado agrupamentos das serras em «Sistemas Orográficos»! Foi a adopção destes sistemas que fizeram com que autores de manuais escolares de Geografia e de outras naturezas tivessem as suas publicações como FONTES!

 Mas, fontes viciadas, adulteradas, corrompidas!…

É exemplo cabal do seguimento de TRAFULHICES o que escreveu o General Marquês d´ Ávila na sua obra intitulada «A NOVA CARTA CHOROGRPHICA DE PORTUGAL», obra que uma professora e investigadora da Universidade de Lisboa, qualificou, em 1995, como sendo «uma monumental monografia», que foi «publicada entre 1909 e 1914»!

Reproduzo desta obra o seguinte: «Ao norte do rio Lima e a oeste do rio Castro Laboreiro encontram-se as serras da Gavieira, Peneda e Suajo ou Amarela, com as suas cotas de 1268, 1373 e 900 metros aproximadamente de altitude. Na serra da Peneda está construída a pirâmide geodésica de 1ª ordem, denominada Peneda.»

Como?  SOAJO OU AMARELA, numa outra versão, a norte do rio Lima!

Espantosamente, o marquês d´Ávila e Bolama, que reproduziu textualmene a «Notícia sumária acerca do concelho de Arcos de Valdevez» e a «Notícia sumária acerca de Soajo» que pedira ao Dr. Félix Alves Pereira, publicadas também em 1914, deveria rir-se das ASNEIRAS OU MENTIRAS escritas pelo autor valdevezense por ter dito que nunca a serra  teve outro nome senão o de Outeiro Maior! Nas obras que consultou, viu que em 1914 os nomes de Peneda, Soajo ou Amarela, já eram usados!

Por tal, no texto da sua lavra usou fontes que não acompanharam ALVES PEREIRA nas matérias sobre as denominações da serra, a norte do Lima! 

Mas o marquês, pelo que escreveu, também sobre o nome da serra suscita, igualmente, uma apreciação hilariante!

Foram e são estas e, outras muitas ASNEIRAS, que traçaram um passado no século XX DESNORTEADO sobre o nome da «SERRA DE SOAJO», mas por via disto, e de outros factos, o futuro do nome da serra, se nada for feito continuará muito NEGRO, ao continuar o poder municipal a tudo fazer para ATACAR a notável IDENTIDADE, velhinha de séculos, da singular serra  de SOAJO!

Deve dizer-se que na «CARTA COROGRÁFICA DE PORTUGAL», que o mesmo é dizer «Mapa Geográfico de Portugal», não são referidos os nomes de serras de Portugal, pelo que o Marquês d´ Ávila e Bolama, socorreu-se doutras obras para anunciar os vários DISPARATES, originados sobretudo como resultado de obras baseadas nos escritos de Pery e de Choffat.

Mas as consequências das FRAUDES, lançadas por PERY e por Choffat, repercutem-se ainda nos dias de hoje e, são amplamente alimentadas pelas posições tomadas pelo poder municipal valdevezense que não tem o mínimo escrúpulo em DESRESPEITAR, um nome com mais de 500 anos, e que tem ainda, em 2019, OFICIALMENTE, o nome «SERRA DE SOAJO»!

SABE QUE É UMA ILEGALIDADE, UMA TRAFULHICE, O ESCRITO DE SE DIZER NUMA PLACA DE INFORMAÇÃO A TURISTAS E A VISITANTES QUE, DA PORTELA DO MEZIO PARA A VILA DE SOAJO, SE PERCORREM 6,8 KM, NAS SERRAS DE SOAJO E PENEDA!

TANTA MALDADE E IMBECILIDADE PARA REBAIXAR SOAJO ...!

 Claro que o faz para amesquinhar o nome da Serra de Soajo e, para impor o nome originado em trafulhices, com base no marco geodésico, indevidamente, chamado Peneda, em vez de Pedrinho, e como sendo o de máxima altitude da ampla serra!

A REFINADA MENTIRA NÃO FAZ COM QUE O PODER AUTÁRQUICO DE SOAJO SEJA REACTIVO, E ATÉ PARECE COLABORANTE COM TÃO GRANDE CALÚNIA E DIFAMAÇÃO.

ADMIRÁVEL!...

A imagem de SOAJO foi tão amolgada por tantos cérebros que desaguou na podridão de um nome do PARQUE NACIONAL fraudulento, em resultado de sucessivas TRAFULHICES e, ainda não se elevou à exatidão SOAJO-GERÊS!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A QUERELA SOBRE A SERRA DE SOAJO FOI DECLARADA NO «BOLETIM CULTURAL VAL DE VEZ», MAS A OUTRA, INFELIZMENTE, TAMBÉM NECESSÁRIA POLÉMICA SOBRE O ESTATUTO DA VILA DE SOAJO NÃO O FOI!

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O poder municipal valdevezense esqueceu-se de na placa escrever para maior rigor e perfeição que se atravessa também a serra da Estrela!

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O soajeiro Fernando Pires posa junto do monumento histórico que documentou durante séculos e séculos a separação dos concelhos de Valdevez e Soajo...

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No livro «VALDEVEZ MEDIEVAL» escolheu o "visconde de S. Jorge" como nome aldrabado da serra o que acima figura, que tem duas altitudes máximas, 1373m ou 1416 m, segundo o critério do princípio da ignorância! Mas os "soajeiros" em massa nas eleições agradecem-lhe os ataques à verdade científica e ao respeito que manifesta por SOAJO!

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Para defenderem e levantarem a "aldrabada batalha de Arcos de Valdevez" que não passou de um mero jogo de bafordo disputado para as bandas do Extremo, na Portela do Vez, não precisaram de editar um livro nem de dois documentos suficientemente claros e conclusivos, mas para defenderem a raça canina de Soajo não envidam quaisquer esforços para corrigir as VERGONHOSAS TRAFULHICES LANÇADAS CONTRA O VERDADEIRO NOME DO CÃO DE SOAJO!

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A serra de Soajo como nome da serra AMARELA é que esteve bem para deixarem pegar a aldrabice do nome Peneda, como sinónimo de Pedrinho, dirá o poder municipal valdevezense!

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O minhoto, Prof. Doutor Carlos Teixeira, ao coordenar em 1972 o mapa oficial geológico é que se não deixou enganar com a trafulhice "Peneda" reduzindo-o a um mero sítio onde se encontra um MARCO GEODÉSICO DE PRIMEIRA ORDEM como se pode ver no mapa!

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No aniversário dos 150 anos do encerramento do Tribunal, em 2003, não por reforma administrativa judicial, mas por conquista de dois valdevezenses, um grupo de Soajeiros resolveu relembrar ao poder VALDEVEZENSE que o «juiz ordinário» de Soajo, tal como o «juiz ordinário» da vila do Vez, tinham de andar dentro dos perímetros das respectivas vilas, de Soajo e de Arcos de Valdevez, com a emblemática «VARA VERMELHA» sob pena de serem  multados em 500 réis se nela fossem achados sem a «VARA VERMELHA» como estipulava uma lei contida no código das «ORDENAÇÕES FILIPINAS»! Se SOAJO E ARCOS não fossem vilas só no "inferno" é que seriam penalizados! 

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Chamarem à serra de Soajo, Peneda OU Gerês, é o mesmo que dizerem que na antiga MONTARIA DE SOAJO, as normas  em vigor  serviam para impedir os "INCAS OU OS JAPONESES" de cortarem livremente as árvores do parque natural da "serra da ARÁBIA"! 

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Felizmente que os elementos que comprovam que o cão "TERRA NOVA" (agora chamado,  indevidamente, «LAVRADOR RETRIEVER») é um cão também descendente do cão sabujo da serra de Soajo, constituem um facto seguro e incortornável! Através da imagem de um quadro, do SÉCULO XVI, existente num MUSEU ITALIANO, e de outros seguros e preciosos elementos documenta-se a descendência do CÃO PORTUGUÊS, QUE É O SABUJO DA SERRA DE SOAJO!

Também não será por força de um MILAGRE GENÉTICO como aquela TREMENDA AFIRMAÇÃO MENTIROSA apregoada pelo natural de Castro Laboreiro A. RODRIGUES pois que, a imagem do rei Dom CARLOS, afinal  DOCUMENTA, CLARA E OBJECTIVAMENTE que o  versátil «CÃO DE GUARDA» não é senão o  «CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO»

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 Segue o texto do artigo:

O pároco de Santa Maria do Extremo de Malta da Portela de Vez, que chamou ao rio Vez, «ribeira do Valle de Vez», e que defendeu como que um nome de serra específico para cada  freguesia montanhosa, também escreveu em Maio de 1758,  que as vilas que marginam o rio Minho eram  Melgaço, Valadares, Monção, Valença, Vila Nova de Cerveira e Caminha.

Ainda, vou citar o que a seguir  transcrevo, mas que não interessa ao poder valdevezense que seja divulgado: «Nas margens do Lima está em primeiro lugar a povoação de Lindoso com um castelo, em 2º está a vila do Soajo, em 3º está a vila da Barca, em 4º está a vila de Ponte do Lima, em 5º está a vila de Viana»!

Como se nota o rio Lima não banha a vila de ARCOS,  mas a «ribeira do Vale do Vez» dá-lhe uma beleza pitoresca e, também, poética!

 

 

Outros párocos das paróquias dos concelhos de Monção, Valadares, Melgaço, Castro Laboreiro, Ponte da Barca revelaram como existente a «VILLA DE SOAJO», mas os autores valdevezenses de obras publicadas nos séculos XX e XXI, andaram a negar que a sede de Soajo nunca foi vila, não obstante os inúmeros documentos oficiais a atestá-la!

Além de PREJUDICAREM, significativamente, Soajo, no plano de aplicação de recursos financeiros, preocupam-se ainda muito em HUMILHAR ALGUNS DOS ASPECTOS RELEVANTES DAS SUAS, HISTÓRIA, GEOGRAFIA, CARTOGRAFIA E BIOLOGIA AMBIENTAL!

NA VILA E MONTARIA DE SOAJO E TODO O SEU TERMO, POR HOMOLOGAÇÃO DO REI DOM JOÃO V, DESEMPENHOU EM 1740, AS FUNÇÕES DE JUIZ DO CÍVEL E CRIME, E DE CAPITÃO-MOR, O LETRADO SOAJEIRO, MANUEL DA COSTA

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Legenda: O TÍTULO DE VILA , DE SOAJO, FOI APAGADO, INDO PELO RIO LIMA ACIMA PARA SER, TALVEZ, ESPEZINHADO PELOS FAMILIARES DOS MUITOS GALEGOS CAÍDOS NAS HEROICAS BATALHAS, EM QUE FORAM MARAVILHOSAMENTE VITORIOSOS OS SOAJEIROS NA RESTAURAÇÃO E CONSOLIDAÇÃO DE PORTUGAL...

PORQUÊ?!

 

 

Segue o artigo:

Serve este título para exemplificar que alguns valdevezenses não estiveram bem quando copiam e reproduzem várias afirmações sempre com o intuito de amesquinhar, depreciar, humilhar, apoucar SOAJO E OS SOAJEIROS! Colocando-se, de facto, num nível de sobranceria, de superioridade, certos valdevezenses aproveitam alguns erros e mentiras de conterrâneos que os precederam para desdenharem e muito injustamente, porque muita documentação comprova que disparatam...

Mais um exemplo, entre milhares que comprovam ter sido a sede de SOAJO uma vila com séculos, se refere a seguir.

Em 1738, paroquiava  a freguesia de S. Martinho da Vila de Soajo o «Reverendo Doutor Manuel Álvares de Barbosa» e exercia o cargo de «Monteiro Mayor da Vila e Montaria de Soajo» o soajeiro, Ventura de Sousa Menezes, natural desta vila.

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Nesta foto aparece o nome Manuel da Costa no monólito que estabeleceu a fronteira do concelho de Soajo com o do «Val de Vez», mas este pode não se relacionar com o juiz Manuel da Costa de 1740, porque nesta família «Costa» houve vários magistrados e destacados funcionários a exerxer no Tribunal de Soajo e noutros ofícios públicos em Soajo. Aparece igualmente gravado o apelido «SOUZA» que foi também  juiz em SOAJO.

Só em artigo específico se abordarão estes assuntos com o necessário e objectivo detalhe.

Deve, todavia, realçar-se por agora também a PRECIOSA DATA de 1278, a manifestar a separação fronteiriça dos territórios municipais dos SOAJEIROS e dos VALDEVEZENSES, nesta via limiana que margina o «RIO DO ESQUECIMENTO»!

 

TESTEMUNHA, PORTANTO, ESTA DATA EPIGRAFADA QUE, EM 1278, SOAJO E VALDEVEZ ERAM, INEQUIVOCAMENTE, MUNICÍPIOS  DIFERENTES!

 

Um documento solene informa-nos como tendo estado em Outubro de 1738, na Vila de Soajo, Miguel de Azevedo Athaide Menezes, «Capitão Mayor da Vila da Barca», o qual tendo o apelido Menezes, parece ser familiar do «Monteiro Mayor» da Montaria de Soajo. 

Para a Barca e Soajo as dignidades apresentam-se com toda a naturalidade nos mesmos termos. Andarem a dizer que, a circunscrição administrativa MONTARIA REAL DE SOAJO foi uma "reserva de caça",  quando o rei Dom Manuel I ordenou pagamentos através do ALMOXARIFADO DE PONTE DE LIMA,  ao monteiro-mor de SOAJO, para se preservarem as MATAS OU FLORESTAS DE SOAJO, é atitude MESQUINHA para desvirtuar a verdadeira essência da Montaria de Soajo!

Afirmarem que foi uma "reserva de caça" sabendo-se que o regimento do Monteiro Mor do Reino, determinou em 1605, que só eram áreas de caça dos reis as estabelecidas nas imediações de Lisboa, e que todas as outras visavam sobretudo a defesa e a preservação das matas florestais, é mais um arrogante e mesquinho ataque de "bota-abaixo" de alguns valdevezenses ligados ao poder municipal, que abusam e manipulam em diversos meios, especialmente, em livros, jornais, revistas e no digital, para desdenharem de Soajo! 

Copiarem e seguirem muitos autores, o escritor valdevezense Teixeira de Queirós que embora num contexto disfarçado de ficção e de realismo histórico não deixou de com certas subtilezas alfinetar instituições e pessoas de Soajo, nomeadamente ao descrever num estilo petulante e com mordacidade disfarçada, a roçar a ridicularização, o caso da célebre, sensata, humana, honrada, e judiciosa sentença do juiz Manuel Domingues Sarramalho, desrespeitando a sua figura ao alcunhá-lo por «JOÃO CANGOSTAS» e, concomitantemente,  ao ter apresentado como que depreciativamente o TRIBUNAL DE SOAJO  e a JUSTIÇA EM SOAJO,  e ainda como que fosse algo, completamente diferente do que vigorou, durante séculos, na terra de «VALE DE VEZ»  e, depois de 1518, na vila do Vez até às primeiras décadas de 1800!

Foi por isso que, quando a minha camarada, DISTINTA deputada municipal do PS e eloquente advogada Dra Madalena Alves Pereira  SUBMETEU  a votação na Assembleia Municipal em 

Fevreiro de 2019 para que se prestasse homenagem ao ilustre escritor, académico e político, no centenário da sua morte, eu votei a favor mas com reservas mentais,  mas  que na circunstância justifiquei o facto com o seu escrito in "Comédias do Campo" sobre a sentença aludida e o nome «João Cangostas» onde bebem muitos autores julgando que este era o nome do juiz!

  Não foi em razão de outras causas, nomeadamente, o da reabilitação urbana da vila de Soajo, como está dito no blog «Soajo em Notícia» que votei com algumas reservas...

A vila de Ponte da Barca ufana-se de ter à entrada do concelho, na estrada que vem de Vila Verde um suporte sinaléctico ou placa toponímica onde figura o seu brasão de armas, e em que, também, se  salienta a designação: «VILA DE PONTE DA BARCA»!

Em SOAJO que não tem afirmado o seu estatuto de vila robustamente, em termos populares, pela forte oposição feita, desde 1855, pelo poder camarário valdevezense, verificou-se que, pelo menos dois membros da JUNTA DE FREGUESIA DE SOAJO, tiveram comportamentos não igualmente edificantes! É certo que se preocuparam no plano cultural e bem, com os «caniços de pedra» edificados em toda a freguesia, para que não sejam vendidos e deslocados para fora dela, se tal vier a ser possível económica e legalmente, sem se atentar contra o direito de propriedade.

Mas o que assistimos  foi ver que «canastros de pedra» não deram imagem a SOAJO, mas ao NOROESTE PENINSULAR, na emissão de 2018 de uma colecção de moedas, da série etnográfica, argumentando não serem uma exclusividade de SOAJO, como de facto o não são.

Sabemos, todavia que, culturalmente, os «CANASTROS DE PEDRA» contribuem para dar uma imagem enriquecedora da nossa terra, embora não figurem também no brasão de armas de Soajo, entre outras razões, por serem marcadores comuns a várias outras autarquias locais. 

Mas, o facto de serem privados e de não haver normas legais que os protejam, a não ser para os localizados na EIRA DO PENEDO, sempre a eficácia para não serem vendidos se mostrará de difícil solução, no entanto, sempre são  de aplaudir as intervenções dos dois membros da Junta que por inerência e por eleição têm assento na Assembleia Municipal. 

SOAJO, todavia, tem outros assuntos de importância em matérias de grande relevância e, não se notam preocupações mínimas para os tentar resolver, apesar de não atentarem contra o livre direito de gestão da coisa privada, e se  integram nos campos cultural, económico e, até, por serem de  grande significância turística, muito beneficiariam de atitudes positivas dos órgãos autárquicos locais.

Falo hoje mais uma vez de um deles, para ver se água mole em "granito" duro...

Existe, de facto, um instrumento EMBLEMÁTICO, UM SÍMBOLO, UMA NOTÁVEL IMAGEM cultural de SOAJO, que tem na profundidade do seu cerne uma antiguidade que está a pouco mais de dez anos de perfazer a linda idade de CINCO CENTENÁRIOS! 

Refiro-me à dignidade de VILA que MUITO JUSTA e LEGALMENTE empluma  a sede de SOAJO!

E sobre esta preciosa e BRIOSA OSTENTAÇÃO, houve condutas POR PARTE DA JUNTA DE FREGUESIA, dentro dos parâmetros da razoabilidade? 

Que política cultural assumiu, pelo menos a maioria da JUNTA DE FREGUESIA, ao mandar deslocar uma placa QUE ESTAVA SITUADA DENTRO DA VILA, assinalando o estatuto de «VILA DE SOAJO», para junto do rio LIMA, e nela COBRIREM COM TINTA, APAGANDO o nobre, glorioso e notável título de VILA que orgulhou gerações e gerações de SOAJEIROS AO LONGO DE SÉCULOS?! 

Só que muito dificilmente, embora com grande aprazimento, se recolocou NO SEU HONROSO LUGAR, para se retirar da situação inqualificável promovida pelos IGNORANTES E MALDOSOS AUTARCAS VALDEVEZENSES QUE A CAPTAVAM EM ALAGADIÇAS ALDRABICES COMO FEROZES ALGOZES?!

FOI E É, ISTO, UM ACTO EXECUTIVO DIGNO, DA JUNTA? 

Será que, ao não se manifestar a generalidade dos SOAJEIROS, aceitam estas humilhações a SIGNIFICATIVOS VALORES DA TERRA EM QUE NASCERAM?

Não foram com CACETES  nas mãos, várias vezes, os SOAJEIROS, para desancarem os colonizadores VALDEVEZENSES na sua própria vila, embora também eles TENTASSEM disfarçar as suas MALDOSAS ATITUDES de aviltamento, difamação e ofensas, a ancestrais usos e costumes de SOAJEIRAS(OS)?

UM DOS MEMBROS DA JUNTA FOI MASCARADO E ENCABRUNHADO  PARA A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA PARA ENGANAR OS SOAJEIROS FINGINDO QUE ESTAVA DE ALMA E CORAÇÃO COM A CAUSA, QUE O PODER VALDEVEZENSE, DE 2009, FUSTIGOU  E REBAIXOU, SEGUINDO MUITÍSSIMOS AUTARCAS MUNICIPAIS DO PASSADO, QUASE DESDE OS TEMPOS EM QUE COMEÇOU A COLONIZAÇÃO E A DIFAMAÇÃO DE  SOAJO E DOS SOAJEIROS!

Continua coerente no detestar que a vila de Soajo SEJA ASSUMIDA E DEVIDAMENTE DIVULGADA, pelos vistos com  a cumplicidade dos restantes autarcas DA JUNTA DE FREGUESIA!

ARDILOSAMENTE,  valdevezenses, PARA ENGANAREM OS MENOS ATENTOS E AVISADOS MANDARAM NAS ENTRADAS DA VILA DE SOAJO COLOCAR OUTRAS PLACAS, MAS A INTITULAÇÃO DE VILA VOOU PORQUE SÓ INTERESSA SER EXPOSTA NA VILA DO VALE DE VEZ!

OS NOMES DE NOTÁVEIS, DILATADAS E GRANDES SERRAS DE PORTUGAL QUE FOSSEM RETIRADOS DE UM MERO MONTE OU DE POUCOS NÃO SERIAM PROCEDIMENTOS COERENTES E SENSATOS!

Considerar como «judiciosos» nomes de pequenas e insignificantes serras, bem como de pequenos ribeiros e colocá-los todos ao nível dos muito mais importantes para efeitos de serem ensinados como conhecimento geral a todos os cidadãos não são atitudes defensáveis. Divulgar o nome de uma grande floresta tem maior interesse e relevância  do que dar a conhecer, nominal e individualmente cada uma das suas árvores, ao grande público. Esse foi sempre o critério usado na geografia, para  o ensino das serras de Portugal e dos rios! 

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Nesta foto pode ver-se o panorama da saída do Largo do Eiró, no início de 1950, altura em que construíam a casa que se encontra nas costas  do pelourinho. Tal facto motivou o trabalho das pedras neste local.

É também visível o outão da grande e bonita casa ao fundo da rua onde funcionou o comércio de António Barbosa, precedida por outra mais baixa e arruinada que na década de 1950 foi também reconstruída para ampliar a casa que fora habitação e comércio. Na década de 1950 a casa de escadaria voltada ao pelourinho foi destruída para dar lugar à actual com arcadas. Do lado direito podem ver-se ainda a casa privada mandada construir  (acabada em 1914) pelo abade Joaquim Fernandes, último pároco em Soajo da monarquia e, o primeiro da república, que se viu forçado a fazer residência própria por causa da casa do Adro ter sido confiscada pelo regime republicano. A segunda casa da direita foi constuída em 1851 e, nela esteve instalada uma unidade comercial durante várias décadas de 1940/1980 do admirável soajeiro Alexandre Fernandes Baptista. Estas casas tinham nas suas fachadas umas videiras que produziam saborosas uvas de mesa do tipo «colhões de galo» que faziam a delícia da petizada...

Nestes tempos o  tio "Calisto" era um dos caiadores locais de serviço para dar ao granito a brancura que a natureza não prodigalizava...

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A aldrabada PENEDA, com 1373 m de altitude, é na verdade a montanha do «PEDRINHO»,  da freguesia de Sistelo, e nada tem a ver com a outra povoação Peneda, num vale da freguesia da Gavieira! São duas "Marias" que só têm de comum o nome.

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O itinerário Ermelo/Soajo na vizinhança dos anos de 1920, ainda subsistia para relacionar os povos de ERMELO  com SOAJO, não obstante os SOAJEIROS passarem a usar a estrada que chegava à Central Hidroelétrica. Infelizmente os ERMELENSES caíram no ardil montado pelo "visconde de S. Jorge" voltando as costas à terra onde os seus antepassados foram juízes, vereadores, monteiros, etc., e em que o PELOURINHO também  representa e simboliza a alma e ancestrais valores de inúmeras gerações destas gentes limianas que eram tão soajeiras como os da antiga sede concelhia!

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Assim se ensinava o nome SERRA DE SOAJO!

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Mas disparatadamente o primeiro autor da geração «MATTOSO» adere, em 1897, às três trafulhices de Gerard Pery, pois com base no nome falso Peneda, muda o nome da SERRA DE SOAJO, e em vez de 1373 m considera que tem no mesmo sítio 1446 m de altitude, e comete a 3ª aldrabice ao dizer que a serra tem esta como altitude máxima em toda a sua magnitude! A Pedrada, no OUTEIRO MAIOR, foi engolida para não a superiorizar!

E assim começaram a MATAR o nome SERRA DE SOAJO, substituindo-o pelo nome das ALDRABICES! 

Mas como apenas uma pequena MINORIA copiou e seguiu as ALDRABICES de Pery,   o nome SERRA DE SOAJO não morria, então, outra VERSÃO DE ALDRABICES foi lançada em 1907,  que foi o de enviar o nome SERRA DE SOAJO para o sul do rio Lima, isto é para o espaço da serra AMARELA!

A segunda geração de autores «MATTOSO», na pessoa do Dr. ANTÓNIO GONÇALVES MATTOSO,  recupera o nome SERRA DE SOAJO que a primeira geração «MATTOSO» queria ajudar a matar,

mas DEIXA O FALSO NOME PENEDA, A NORTE DO LIMA, A REFORÇAR-SE, E COLOCA O NOME SERRA DE SOAJO A SUICIDAR-SE COMO NOME ALTERNATIVO DE SERRA AMARELA!

A terceira geração «MATTOSO», através da pessoa do ilustre JOSÉ MATTOSO,  especialmente na obra « PORTUGAL, IDENTIFICAÇÃO DE UM PAÍS», identifica a SERRA DE SOAJO, num túmulo, tanto a norte do Lima, COMO A SUL!

E OS PORTUGUESES NA ACTUALIDADE APRENDEM AS ASNEIRAS, OS DISPARATES, DOS «MATTOSO»!

POR TANTA E TANTA MISÉRIA GEOGRÁFICA ESTÁ NA HORA DE OS SOAJEIROS SE UNIREM E DEIXARAM DE COLABORAR COM TRAFULHICES!

PARQUE NACIONAL SOAJO-GERÊS É A VERDADE SAGRADA, QUE TODO O SOAJEIRO DEVE PRONUNCIAR E PREZAR!