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Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

O cão sabujo da SERRA DE SOAJO foi considerado muito acertadamente como animal de caça grossa e de guarda por um natural de Castro Laboreiro! O cão «labrador» também descende deste cão do SOAJO...

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O livro intitulado «Labrador com dois propósitos» abriu pistas para tornar mais fácil a origem do cão «Terra Nova» que, na segunda metade do século XIX , foi rebaptizado por cão «Labrador». As fotos disponíveis na Internet da autora Maria Roslin com os cães, mais evidenciam enormes semelhanças com o antigo «cão de Soajo» que foi através de bacalhoeiros de Viana, no século de 1500, para a Terra Nova.

A investigadora Mary Roslin a outra conclusão não chegou senão a de que, a origem do Labrador, procede do SABUJO aqui abordado. Outros argumentos, nomeadamente, a de uma imagem do Sabujo, existente num Museu Italiano, datada do século de 1600, e os estudos genéticos das duas raças, dão seguríssima solidez a que o «Labrador» descende do «CÃO DE SOAJO»!

 

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A estátua levantada em Viana do Castelo em dedicação a um dos seus filhos deve-se ao facto de ter sido um dos pioneiros portugueses a  navegar para a ilha da Terra Nova.

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O homem dos barcos que de Viana do Castelo demandava a Terra Nova chama-se João Álvares Fagundes e, curiosamente, foi vereador e juiz ordinário em Viana do Castelo, desempenhando portanto cargos iguais aos dos juizes de Soajo,  nos anos em que exerceu. 

O célebre juiz de Soajo, Manuel Domingues Sarramanlho foi, igualmente, vereador e juiz ordinário.

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Por Viana da Foz do Lima, iam também de barco para Lisboa, os «cinco SABUJOS», em cada ano, enviados da Montaria e Concelho de Soajo para os REIS DE PORTUGAL, conforme prescrevia o Foral de 1514 e outros documentos anteriores, com força de lei.

O contacto dos navegadores de Viana, na navegação de cabotagem e do alto mar, com os FAMOSOS SABUJOS DE SOAJO, ajudam a explicar o seu aparecimento na Terra Nova.

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O monumento a Fagundes resultou de preciosas e trabalhosas investigações do Dr. WILLIAM CANONG investigador canadiano que,  Viana do Castelo, também quis homenagear gravando em bronze o seu nome e feito. Sem as suas pesquisas o CONHECIMENTO de relevante descoberta continuaria na escuridão.

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Dois cachorros da raça do «Cão de Soajo», com pouco mais de três meses de idade, mas que não fazem parte do lote especial de «CINCO SABUJOS» que o concelho e montaria de SOAJO, TODOS OS ANOS, enviava aos "REIS de Portugal", pois a monarquia já não vigora...

Pelo menos um cachorro, o de "cor do monte", subiu a cotas mais altas da serra de Soajo para aprender a proteger os gados.

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O texto anterior teve como autor Bernardo Pintor que, pese embora não apreciar o que de muito errado foi escrito na Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira no tema «Castro Laboreiro», onde se afirma ser esta terra que entregava os «cinco sabujos», em cada ano, não deixou Pintor de considerar que os cães de Soajo serviam, quer para caçar,  por serem sabujos, quer para guardar gado! 

 Com a escrita de Bernardo Pintor conclui-se que não foi só o Padre Aníbal Rodrigues que declarou os cães em Castro como sendo SABUJOS, também Pintor declarou os SABUJOS, em Soajo, como «CÃES DE GUARDA»!

As falsidades escritas pelo castrejo que comigo polemizou no jornal "Notícias dos Arcos", em 2013, acabam por ser, com as declarações de B. Pintor, ainda mais reforçadas.

De facto muitas provas existem de que o cão sabujo de Soajo servia para guarda de gados e outros bens, mas  para tentar arranjar duas raças diferentes pretendia o castrejo A. Rodrigues dizer que o sabujo só era útil como cão de caça grossa!

Inacreditável tamanho descaramento...

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O nome da serra da criação do «CÃO SABUJO» está devidamente documentado e provado, mas a partir de 1875 alguns valdevezenses intervieram para baralhar quer o nome da serra quer o nome do cão...

O ataque que fizeram à SERRA DE SOAJO que o Ministério da Economia, em 1941, interpretava como compreendendo as freguesias montanhosas dos concelhos de Melgaço [uma das quais onde abundava o CÃO SABUJO], de Monção e de Arcos de Valdevez, foi DEMASIADO injusto ao não colocarem Soajo, serra, no nome doPARQUE NACIONAL!

A influência de uma criatura com raízes familiares na vila valdevezense foi de uma injustiça clamorosa...

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Admirável SOAJO que tantas HONRAS E PRIVILÉGIOS conseguiu, de entre os quais o da LIBERDADE, dentro do  concelho para os seus FILHOS,  mas que fidalgos valdevezenses, OUSARAM DESTRUIR, sobretudo no século XX,  para mais fácil ocupação! 

O escritor Tomaz de Figueiredo, nascido em Braga - com um sentido coração valdevezense em resultado de vivências desde tenra idade - bem conheceu algumas TRAMAS de uma família "fidalga" especial, que, aliás, o motivaram a escrever uma obra intitulada  "GATA BORRALHEIRA".

Um outro seu livro teve como razão de ser a PERDA DE IMPORTÂNCIA DE SOAJO, e a SUBIDA DE OUTRAS FREGUESIAS, devido a ALDRABICES CONSEQUENTES, como teve ensejo de divulgar na sua obra «Noite das Oliveiras»!  

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A MONTARIA REAL DE SOAJO, DESDE O REI D. FERNANDO, COMO TODAS AS DEMAIS CIRCUNSCRIÇÕES PASSOU A SER SUPERVISIONADA PELO MONTEIRO-MOR DO REINO. AFIRMAREM-NA, ALGUNS, COMO UMA ORGANIZAÇÃO PARA TRATAR DAS BATIDAS AOS LOBOS É UM DISPARATE!

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O juiz de Soajo foi rebaptizado com o nome "João Cangosta", talvez em substituição de "João Lagosta",  pelo ajuizado escritor Teixeira de Queiroz. A pia "baptismal usada" foi a da "Casa das Cortinhas", em 1914... Fartou-se o juiz  de Soajo de esperar para ser crismado pelo ilustre padrinho valdevezense, apesar de, juntamente, com o ABADE DE SOAJO ser exaltado, embora em estilo nada petulante e sem mordacidade disfarçada. UM TRIBUNAL E UM INSENSATO JUIZ bem mereciam ser lisonjeados pelo categorizado escritor...

O papel da sentença dada no Tribunal de Soajo e a toga ficaram no chão do Tribunal da Relação do Porto? Quem  decidiu foi o juiz de Soajo, Manuel Domingues Sarramalho...

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Em todas as terras existem coisas menos boas...

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Escreveu B. Pintor`: «...só os de Soajo podiam convocar as montarias ou seja as batidas aos lobos...». Mas estas caçadas, a partir do século de 1500, estiveram incorporadas numa estrutura organizacional chamada «Montaria dos lobos e mais bichos» que também era dirigida, em acumulação, pelo monteiro-mor de Soajo, quando se fizessem as caçadas aos lobos que eram relativamente poucas durante cada ano...

Bernardo Pintor não soube destrinçar a «Real Montaria de Soajo», da «Montaria aos Lobos e mais bichos», e assim influenciou outros autores que aos seus escritos recorreram, de entre os quais Eugénio Castro Caldas. Esta confusão suscitou tamanhas desconformidades e percepções que ao serem expostas no livro «Terra de Valdevez e Montaria de Soajo», muito prejudicaram Soajo ! De facto ao não as enquadrarem numa área autárquica, detentora de um Parque de Protecção da Natureza, nas vertentes das arborizações e animais silvestres, provocaram efeitos desastrosos..

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Neste documento alude-se a um monteiro-mor que acumulou funções nas duas organizações de Montarias. Nas batidas aos lobos participavam muitas pessoas das freguesias vizinhas que embora não tendo território na Real Montaria de Soajo, a colaboração nas batidas era do interesse de todos.

Manuel da Costa, que assina em último lugar, como testemunha num acto religioso, em 15 de Outubro de 1738, era natural da vila de Soajo e, morou, perto do Largo do Eiró, no lugar de Carreiras.

A penúltima assinatura foi feita por Ventura de Sousa Menezes, nascido na vila [não na do Vez, nem na da Barca!] de Soajo, como nos atestam também outros documentos, e nesta altura era o monteiro-mor [«monteiro-mayor] da Real Montaria de Soajo, fazendo a vigilância e a gestão quotidiana da Montaria de Soajo, juntamente com vários monteiros-menores.

Miguel de Azevedo Ataíde de Menezes era o capitão-mor de Ponte da Barca. Não sei como conseguiu subir até aos trezentos metros de altitude da vila de Soajo, onde as poucas folhas do foral do concelho de Soajo de 1514, não teriam chegado, porque estes "Himalaias de Soajo" tinham mais altura do que a do Padre Himalaia nascido em Cendufe!

Coitada da Real Montaria de Soajo que foi, ao que presumimos, tão bem interpretada pelo Dr. Nuno Soares como sendo uma «Lata de Conserva de Caça» para reserva alimentar de quem tanto e tanto esforço fez para levar o cavalo às costas até chegar à que foi tida por « NOTÁVEL VILA DE SOAJO», à volta  de 1730, pelo PÁROCO DE TÁVORA»! 

Coitadinho do FORAL DE SOAJO que conseguiu ultrapassar o "GRANDE BLOCO DE PEDRA" da «Laje das Cruzes»  onde gravaram o  nome do soajeiro Manuel da Costa, também juiz no tribunal de Soajo!

Coisas destas, no «Concelho e Montaria de Soajo», onde existiam «CÃES DE GUARDA CHAMADOS SABUJOS» mais parece uma outra "lendinha" de um outro juiz... para encantar os homens da SABENÇA...que não souberam aldrabar...

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Na "Laje das Cruzes", referida no original do Foral de Soajo de 1514, já constava uma data do século de 1200, para assinalar a separação do «CONCELHO E MONTARIA DE SOAJO» do concelho de Valdevez ! Nas várias inscrições feitas, de facto, pode ler-se «Manuel da Costa», juiz de Soajo no século XVIII.

Valdevezenses e outros INVENTORES DE "LENDAS DO JUIZ DE SOAJO" e, também, os que ganharam sabedoria depois de 1980, devem atender a documentos e ao que foi dito por um ALUNO que se sentiu baralhado com a substituição do nome da Serra de Soajo!

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Deve  o Ministério Público ser restaurado em Soajo junto do multissecular Tribunal (Juízo) de Soajo, por causa de "assassinato" na forma tentada, do bom nome «SERRA DE SOAJO» ! Os que achincalharam um dos juízes de Soajo e o Tribunal local irão também ser ouvidos pelo subdelegado do procurador régio no Ministério Público, na «VILA DE SOAJO»?

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Surpreendente!

Este juiz de Soajo que assinou em 1740 desta forma, não era tão analfabeto como os SEUS PARES juízes que exerceram também como MAGISTRADOS com a mesma categoria máxima, na primeira metade do século de 1700, na vila do Vez! 

Mas se, Teixeira de Queiroz,  Manuel Boaventura, Manuel António Couto Viana, Eugénio Castro Caldas e, outros copiadores de ASNEIRAS, os fantasiassem com umas deturpadas "LENDAS" , achincalhando o Tribunal e seus juízes, com o recurso a um ABADE DE S. PAIO DOS ARCOS,  a dar lições jurídicas e judiciais e a escrever as sentenças aos juízes, não usariam de "um estilo petulante com mordacidade disfarçada, dirá o encapuzado "J.L." ... Estes sonhadores e criadores de LENDAS não eram nada INGÉNUOS, pois não «sinhores»?

Nada, mesmo nada,..., «SINHORES», pois eram de muita SABENÇA...

Por tanta difamação a Soajo e aos Soajeiros até houve quem viesse  a Soajo à procura dos "gambuzinos do Vez", como nos elucida a foto seguinte:

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Seria que os "selvagens", que teriam existido lá para o lado do "famoso rio", julgariam que os soajeiros eram todos como eles? Talvez, talvez...

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Referir o nome falseado "Serra da Peneda", na época medieval, é a mesma coisa que se falar do Brasil antes de 1500!  «Montes de Laboreiro» como nome geral da serra não existem provas...

Quanto às confusões do nome da serra já foram ditas milhentas vezes que na ciência geográfica só a partir de 1875 é que começaram a atacar e a baralhar, alguns desonestamente, o nome  consagrado nos séculos...

Mas vejam-se também a seguir os argumentos do aluno, natural de Castro Laboreiro, que frequentou a escola primária na freguesia da Gavieira, vivendo com familiares no lugar da Peneda, aldeia esta que teve os primeiros nascimentos de crianças só na segunda metade do século XVIII...

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O nome do Parque Nacional resultou de alguns valdevezenses quererem decapitar o nome, Soajo, e, das influências de quem, em 1941, transcreveu para uma obra editada em 1994, o que antes escrevera, de que existiam umas «doces terras do Vez» e umas "salgadas" terras da «Montaria da Serra de Soajo»!  Mas, em 1994,  a mesma pessoa teve a "SIMPÁTICA" ideia de escrever que a «Terra de  Valdevez» se identifica com a realidade geográfica em resultado da paisagem formada pelo vale do rio Vez [ não do rio Coura?!], e que, a «Montaria de Soajo»,  tirou o seu nome do espaço precioso da «serra da Peneda »[esqueceu-se de falar da serra algarvia do «Espinhaço de Cão» ou da outra serra a que chamam Caldeirão ou Mu !]  OU do nome «SERRA DE SOAJO»!  Que IRONIA !... O colarinho branco tem a cor vermelha!... É cada uma, e cada um...

Uso a palavra "erradadamente" porque no início de um livro intitulado «TERRA DE VALDEVEZ E MONTARIA DE SOAJO»,  ABSURDAMENTE, FACE AO NOME DA OBRA, escolhe só como nome a "SERRA DA PENEDA", e pasme-se, a culminar, a 1416 metros!  Que BONDADE!...

Quem viveu no planeta Marte, e desembarcou noutro planeta que também orbita a estrela Sol  não poderia tecer considerações mais "certinhas"...

Mas, nos últimos tempos, apareceu um escondido "J.L.", a substituir-se, em termos de penitência, para  fazer a apologia da «INESQUECÍVEL serra da "penedinha"!...Interessante....

Todavia o VERGONHOSO NOME DO PARQUE NACIONAL só existe porque ainda não se uniram os que se sentem verdadeiramente SOAJEIROS!...

E só por isso abusam de SOAJO e das IDENTIDADES que ORGULHARAM UM POVO ALTAMENTE ROUBADO...

EM LIVRO ABERTO DE INTERVENÇÃO, SOBRE ASSUNTOS DE SOAJO, SEM UMA ÚLTIMA PÁGINA A LHE DAR FINALIZAÇÃO...

 

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Por volta de 1968 um grupo de soajeiras deixou-se fotografar no antigo arruamento que do Largo do Eiró passava pela igreja matriz da vila de Soajo. Neste dia deveria ter sido feito um casamento, porque era habitual irem pessoas ver os noivos e convidados, dos bancos ou "conversadeiras" que existem ainda no quintal sobranceiro a esta via pública. Por volta de 1814 foram as "conversadeiras" edificadas porquanto a residência paroquial [actual casa do Adro], foi confiscada no pós implantação do regime republicano em 1910.

Também havia três "conversadeiras" embutidas na parede do terreno que ladeava a via pública, mas,   apenas tinham visibilidade para o Largo do Eiró. Foram estas construídas no tempo dos antigos cirurgiões António Manuel Sequeira e Manuel José de Sequeira, um dos quais foi casado com Maria Joaquina Gomes de Abreu, descendente da nobre família dos Abreus, do Pico dos Regalados, portanto de sangue "avermelhado"...

Foram familias que viveram ainda no tempo do concelho e montaria de Soajo.   A parede foi demolida, por volta da década de 1980, quando fizeram um primeiro alargamento da antiga Praça do Pelourinho ou do Eiró. Baptizada de "Eiró", por ser o maior largo da vila de Soajo. Antigamente também identificada de «Peloirinho» por razões de localização do monumento da autarquia concelhia que, não andou a passear, como sucedeu  ao da ""Vila dos Milhões".

 

O ABADE ROCHA PEIXOTO INFORMOU, CERCA DE 1884, O AUTOR DE «O MINHO PITORESCO» DA SENTENÇA DO CÉLEBRE JUIZ DE SOAJO

 

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Uma  foto extaída do documentário filmado no dia da inauguração da «Casa do Povo da Vila de Soajo», em 1953, vendo-se um grupo de pessoas de Soajo trajando com vestimentas antigas.

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Os dois ícones - corda da forca e a toga do juiz - serviram para exaltar numa distinta sentença a LIBERDADE para viver por repulsa à forca e uma JUSTIÇA exercida com  rectidão, honra e civilidade.

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O Reverendo Abade António Rocha Peixoto, nascido na vila da Ponte da Barca e falecido em 3 de Abril de 1886, na vila de Soajo, com 59 anos de idade, foi sepultado na Igreja Matriz de Soajo, e era filho do farmacêutico Francisco António Rocha Peixoto e de Dona Maria Joaquina Dias, naturais da vila de Ponte da Barca, onde residiram na Rua Direita. Chegou  o distinto Abade à vila de Soajo, em 1876.

Esta pequenina biografia justifica-se porque este barquense ficou para sempre ligado à sentença que no país foi muito conhecida através de jornais com tiragens de âmbito nacional e, de outras muitas publicações que a ela se referiram.

Em 1882, foi Rocha Peixoto contactado na vila de Soajo, por parte de quem viria a ser um distinto etnólogo português, o sábio Leite de Vasconcelos. Já antes chegara mesmo a comunicar ao arqueólogo Martins Sarmento a conveniência de pedir elementos sobre Soajo ao Abade Rocha Peixoto, conforme tomei conhecimento através da «Revista de Guimarães», que consultei no Museu Martins Sarmento, numa das minhas muitas idas à cidade berço.

Quando recebeu Rocha Peixoto, por volta de 1884, José Augusto Vieira, na abadia de Soajo, corrigiu as aldrabices recolhidas, na vila valdevezense, por Dom António da Costa, as quais foram escritas no livro «No Minho», colocando os Soajeiros no primitivismo mais remoto!

Alguns valdevezenses sentiram-se especialistas em falsidades, sobre Soajo e Soajeiros, porque alguns valdevezenses e castelhanos bem tomaram conhecimento, por diversas vezes, dos infortúnios que sofreram, como  nos informam as crónicas militares de Castela do século de 1600, e outras crónicas portuguesas...

O abade Rocha Peixoto narrou ao autor de «O Minho Pitoresco» a célebre SENTENÇA produzida no Tribunal do Julgado de SOAJO  pelo juiz Manuel Domingues Sarramalho, nos termos em que se reproduzem nas seguintes imagens:

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Comparando o que foi redigido por Teixeira de Queiroz e o que se constata no desdobrável da responsabilidade do poder municipal valdevezense, bem como o que recolheu, na década de 1890,  José Cândido Gomes e que publicou num jornal local arquivado nas bibliotecas do Porto e Lisboa, bem ainda, o que ouvi desde a minha infância  a pessoas de várias famílias soajeiras e, também do que compulsei por aturadas investigações, não poderei deixar de continuar a afirmar que houve quem quisesse ser muito injusto ao achincalhar o juiz Manuel Sarramalho, o tribunal de Soajo e, ainda, os Soajeiros...

Em artigos que escrevi e subscrevi no jornal «Voz de Soajo» e no «Noticias dos Arcos»,  deixei expresso factos e documentos que me permitiram afirmar com indubitável certeza o que sobre a notável sentença ficou gravado no granito que deu corpo ao monumento «MEMORIAL DE FACTOS HISTÓRICOS DE SOAJO».

Mas, o texto seguinte da resposabilidade da autarquia municipal valdevezense, descreve, indevidamente, um interessante e meritoso facto histórico que afamou, um juiz e o tribunal judicial, de Soajo.

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Por todas estas estruturadas consolidações apontadas acima não é aceitável que tivessem escrito o texto anterior de divulgação, afirmando, que o local onde se deu a notável sentença foi o TRIBUNAL DA RELAÇÃO DO PORTO.

 Com a exposição divulgada, em vez de informarem, deformam!

Mas, curiosamente, parece que não há razões cívicas que impulsionem alguns SOAJEIROS para a defesa da verdade, do amparo dos superiores interesses de Soajo, e que os convidem a repudiar estas desconsiderações, estas incorrecções, estas investidas, contra importante património imaterial de SOAJO!

 

 

O poder camarário valdevezense e um castrejo interpretaram, muito mal, a Real Montaria da Vila de Soajo como sendo uma «Reserva de Caça»! Algum concelho, a norte do rio Douro, teve um Parque Real como em Soajo, após 1498?

 

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No declínio do século de 1600, aparece no mapa geográfico seguinte, Soaio [SOAJO], e não aparece, um só nome das povoações do "vale do VEZ, onde Portugal se FEZ"!  Que ingratos!...

A «VILA DOS MILHÕES», desconsiderada!  A «VILA DOS TOSTÕES», glorificada!

Vamos protestar...  Se onde Portugal NASCEU nada apareceu, este mapa só podia ter sido feito por um FARISEU!

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Na foto seguinte, com pertinência, referem-se os professores que, em 1953, aquando da inauguração de edifício próprio da Casa do Povo da Vila de Soajo  discursaram, e que nas décadas anteriores por determinação da lei vigente exerceram o cargo de «juiz de paz», porquanto o tribunal de primeira instância de Soajo terminara, precisamente, em 1853. Podem ver-se na foto em segunda linha, logo depois dos representantes do governo central e do distrito. Do lado direito, junto ao comandante da Guarda Republicana, caminhava, de chapéu na cabeça o Prof. Alexandre Fernandes Enes, e do lado esquerdo da foto, aparece o Prof. Manuel Gonçalves Lage que foi quem teve a iniciativa do pedido do organismo corporativo objecto desta inauguração, se bem que, depois, destacados bairristas Soajeiros muito contribuíram para a CONSTRUÇÃO do novo edifício!

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No dia da inauguração, ainda se pode ver o espigueiro de granito que, tempos depois, foi removido do recinto do terreno que fora agrícola. A indumentária das Soajeiras estava muito em uso no norte do país.

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Como na altura da inauguração a estrada rodoviária terminava no local da «Mina das Aranhas» [sendo que Aranha era apelido de antigas proprietárias da mina que originou o nome do local] o trajecto para a Vila - onde se situa o Largo do Eiró, Igreja e Casa do Povo - fazia-se pelo centro do lugar de Bairros. Este belo espigueiro da foto, ainda, em 2019,  permanece no mesmo local.

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Nestes textos retirados do tema «JUIZ DE SOAJO» incluídos no livro a «CANTADEIRA», embora fantasiosos, não deixam de ser desrespeitadores de nomes, cargos e instituições de Soajo. Nada Queiroz fez de semelhante para o tribunal do mesmo nível que durante séculos funcionou na vila do Vale do Vez para tratar de qualquer causa judicial! Colocou, o Abade de Soajo, a intrometer-se na vida judicial para poder achincalhar uma digna e nobre instituição.

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Claro que o inventado "Cangostas" tinha de saber ler e a metáfora da "vaca e do bezerro" só em Soajo teria sentido, uma vez que à entrada da casa das audiências, com arcadas, nos Arcos, onde se vendia peixe e carne, e onde os suínos se passeavam livremente, bem revelam um nível civilizacional em VALDEVEZ muito evoluído...  Mas em Soajo tinha de o papel onde o  ABADE "escrevera" a sentença, de ser obscurecido pelo fumo, e o juiz de Soajo, só podia saber ler a SOLETRAR!

Texto muito amável, cortês e nada, nada, desrespeitador!

O juiz de Soajo era um verdadeiro SALOMÃO não era, Senhor escritor?

Era, era, um genuino SOAJEIRO...mas aparecia na minha vila de Valdevez, por vezes, para ajudar a cacetar os que tinham colarinhos brancos...

Na foto seguinte estão três assinaturas de pessoas familiares, sendo que os dois últimos Soajeiros foram contemporâneos do juiz Manuel Sarramalho [do "Cangostas João", imaginado pelo escritor destas "lérias fantasiadas"], e, também exerceram como ele o cargo de juiz no tribunal de Soajo. Mas como foram juízes no TRIBUNAL de Soajo, não sabiam também ler sem soletrar, nem escrever, e por tal pediram ao ABADE para lhes escrever as sentenças que deram, porque além do mais, os funcionários do TRIBUNAL de Soajo não frequentaram  escolas, apenas se prepararam para caçar, vindimar e dançar... A escola pública de Soajo era só frequentada por «VACAS E BEZERROS", para depois irem servir como formadores, fora do concelho de Soajo, no vale de um rio formoso...

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Segue o artigo que motivou o título acima:

 

No Arquivo Distrital de Braga/Universidade do Minho e noutros arquivos do país, encontram-se muitos documentos que claramente demonstram que a Montaria Real [Nacional] de Soajo era uma circunscrição administrativa do Estado, com um território demarcado, com pessoal próprio [guardas monteiros], com gestão específica, com poder judicial próprio em matérias cíveis afectas aos seus assuntos, com leis e regimento adequados ao seu serviço, e com outros instrumentos para se proteger a vegetação e a fauna, dentro de um perímetro delimitado.

Não obstante estarem consagradas normas com força de lei no Regimento do Monteiro Mor do Reino,  publicado em 1605,  e que vigorou até 1821, para disciplinar o funcionamento das Montarias de Portugal, proporcionando direitos e exigindo obrigações, e de no Regimento, se determinar que só algumas áreas periféricas de Lisboa ficavam reservadas para os reis caçarem, mesmo assim sendo, o poder valvezense toma a MONTARIA DE SOAJO, exclusivamente, como uma "RESERVA DE CAÇA", e um castrejo, sem escrúpulos, banaliza-a, afirmando, no seu artigo com «20 páginas», que a "Montaria de Soajo"  era uma «montaria dos lobos e mais bichos», igual à de Melgaço e de tantas e tantas outras terras do país!

Quer o poder valdevezense, quer o castrejo, são imbatíveis em ignorância e em aldrabices...

O extracto que se apresenta mais abaixo, como o de muitos outros documentos, serve para ATESTAR  que a MONTARIA DE SOAJO, em Portugal, era uma instituição de grande relevância!

O Regimento de 1605 das MONTARIAS REAIS, era aplicado nas de SOAJO, como nas restantes  Montarias de Portugal que se cifravam à volta de umas oito!

A norte do rio Douro, depois de 1498, só a Montaria Real de Soajo continuou como ÁREA NACIONAL DE EXCELÊNCIA PARA PROTECÇÃO DA NATUREZA!

Em inúmeros documentos oficiais ligados a SOAJO  pode ver-se escrita «MONTARIA», que mais não era do que uma instituição específica e de grande prestígio em SOAJO e no país, como o é, nos nossos dias, o PARQUE NACIONAL!

Os diferendos entre pessoas de Soajo e o monteiro-mor  de Soajo não foram poucos, de tal modo que em matérias criminais, houve até recursos para o Tribunal da Relação do Porto, como se pode constatar por procurações passadas nos tabeliães de Soajo a favor de advogados do Porto.

Um documento de 1666 também nos elucida que a descrição feita, em 1913, por TEIXEIRA DE QUEIRÓS, in «JUIZ DE SOAJO», é ridícula e atentatória não só das DIGNIDADES DOS CARGOS OFICIAIS mas também das INSTITUIÇÕES  que funcionavam em SOAJO !

 ABADES a ESCREVEREM SENTENÇAS JUDICIAIS, talvez que só, Teixeira de Queiroz, as encontrasse no território da «TERRA DE VALDEVEZ», mas  nunca no « TERMO DA VILA E MONTARIA DE SOAJO»! Quereria, Queiroz, que na VILA DE SOAJO imitassem o que se fazia no JUÍZO de Vale de  Vez, domiciliado na freguesia de S. Paio dos Arcos?

 Feitas as anteriores considerações, apresentamos parte de um documento do ano em que, na CAPELA do Espírito Santo, de TIBO, autorizou a DIOCESE BRACARENSE,  o exercício de actos religiosos.

Foi a permissão transcrita por tabelião da «vila e montaria de Soajo» nestes termos :

 

«Saibam quantos este instrumento de obrigação virem que no ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil e seiscentos e sessenta e seis anos ao primeiro dia do mês de Junho do dito ano nesta vila e montaria de Soajo nas pousadas de mim escrivão aqui, perante mim escrivão e testemunhas todas ao diante nomeadas, apareceram presentes a este os outorgantes Braz Domingues, de Tibo, juiz ordinário nesta dita vila e seu termo, por el-rei nosso senhor etc., e António Domingues e Domingos Fernandes o velho, e Domingos Fernandes o novo e Domingos Gonçalves e João Afonso e Domingos Esteves Loureiro, e Francisco Domingues e Francisco Dias e João Dias e Domingos Rodrigues e Domingos Esteves o novo, e Domingos Fernandes da Chouza Velha todos moradores no lugar de Tibo freguesia do Salvador da Gavieira do termo desta dita vila e montaria de Soajo pessoas por mim escrivão e testemunhas reconhecidos serem os próprios e por eles todos juntamente cada um deles de per si foi dito e disseram que eles por sua devoção mandaram fazer no dito lugar de Tibo uma ermida da invocação do Espírito Santo para nela se encomendarem a Deus Nosso Senhor e ouvirem missa por ficarem a uma légua da dita igreja matriz do Salvador da Gavieira e por mais comodamente se poderem administrar os sacramentos.»

Concluímos dizendo que, com tanta «VILA E MONTARIA»,será desconsideração tanta profusão, tanta abundância, tanta fartura, de IDENTIDADES tão significantes? Talvez, talvez...dirá o poder valdevezense e, também, o castrejo das rafeirices bastardas e promotor das montarias para se pescarem búfalos...

 

O PODER MUNICIPAL VALDEVEZENSE REDIGINDO SOBRE O «CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO», CONFUNDE VERDADES HISTÓRICAS E, REDUZ OS SEUS SERVIÇOS, ESSENCIALMENTE, A CAÇA GROSSA!

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Tem procurado a Câmara Municipal limitar as valências históricas e actuais do mais emblemático cão de Portugal não obstante ser o mais referenciado, ao longo dos séculos, conforme nos informam documentos das chancelarias reais arquivados na Torre do Tombo em Lisboa.

Sabendo da discordância que existe sobre o cão sabujo português devidas às aldrabices que o autor do estalão oficial engendrou, as quais têm sido lamentavelmente aproveitadas por alguém de Castro Laboreiro,  o poder municipal em vez de defender bens relevantes do actual município, antes os prefere atacar e prejudicar…

Sabendo os RESPONSÁVEIS PELA CULTURA VALDEVEZENSE que por manifesto interesse bairrista e comercial, embora suportado em mentiras, alguém de Castro Laboreiro, sem o mínimo de escrúpulos, recorre a um chorrilho de asneiras, reunidas até ao gravíssimo DISPARATE de que em Soajo, unicamente, se geraram, através dos tempos, apenas «RAFEIROS BASTARDOS” e a de que o cão em Castro foi sempre e apenas “cão de guarda”,  manda redigir o poder valdevezense, no desdobrável publicado sobre Soajo, informando aos leitores, turistas e visitantes que, o «CÃO DE SOAJO» só servia para caça!

Assim, enganam as pessoas, APREGOANDO que os cães pertencem a duas raças diferentes! Ao mesmo tempo, malbaratam MARCANTES E NOTÁVEIS VALORES DE SOAJO!

No texto DEFORMAM e restringiram ao escreveram no desdobrável o que na foto exposta acima se pode ler sobre a raça do «CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO»: «companheiro inseparável dos monteiros nas actividades cinegéticas [de caça] e no controlo deste território»!

Persistem nos ERROS, MENTINDO, ao tomarem os «monteiros», não como GUARDAS vigilantes da MONTARIA REAL DE SOAJO, MAS APENAS COMO MONTEIROS CAÇADORES, APESAR DE OS SABUJOS, NO QUOTIDIANO, SE USAREM NA PROTECÇÃO DE GADOS.

CONFUNDIDO E INTERPRETANDO OS MONTEIROS COMO CAÇADORES DE CAÇA GROSSA, AO CONTRÁRIO DO QUE ESTABELECIAM AS NORMAS REGIMENTAIS QUE IMPEDIAM A CAÇA LIVRE, E PARA TAL É QUE HAVIA OFICIAIS MONTEIROS, ACOMPANHADOS DOS PODEROSOS SABUJOS, PARA VIGIAREM OS ANIMAIS E AS MATAS  NA MONTARIA REAL DE SOAJO.

Sempre prontos paraa atacar, neste caso para DENEGRIR E DESRESPEITAR  A ESTRUTURA INSTITUCIONAL QUE FOI A NOTÁVEL «MONTARIA REAL DE SOAJO!

Sabendo-se que os privilégios eram concedidos em específico aos MONTEIROS em SOAJO, como nas outras zonas de PROTECÇÃO DA NATUREZA do país, enquanto serviçãis nos OFÍCIOS de guardadores da CIRCUNSCRIÇÃO OU COMARCA ADMINISTRATIVA DO REINO, que tinha território demarcado e um corpo de agentes próprios, um tribunal especifico em Soajo diferente do tribunal comum, com recurso nas matérias cíveis para instância superior no TRIBUNAL adstrito ao Monteiro-Mor do Reino, com penas de prisão e pecuniárias, com reformas de aposentação muito específicas só para os oficiais monteiros regimentadas quando atingiam a idade de 60 anos [ MAS NUNCA POR SEREM CAÇADORES], com a possibilidade de usarem armas adequadas, com SABUJOS e outros instrumentos inspeccionados duas vezes ao ano, etc.

SABENDO TUDO ISTO E, AINDA QUE HAVIA UMA OUTRA ORGANIZAÇÃO DESIGNADA POR «MONTARIA DOS LOBOS E MAIS BICHOS» QUE SE OCUPAVA DAS MATÉRIAS RELATIVAS À CAÇA DE VÁRIOS ANIMAIS COMO JAVALIS, CORÇOS, URSOS, VEADOS, LOBOS, RAPOSAS, ETC., COMTINUA, O PODER CAMARÁRIO VALDEVEZENSE A PUBLICAR ALDRABICES  SOBRE ESTAS MATÉRIAS!

 

A Câmara Municipal Valdevezense promoveu o Juiz do Tribunal de Soajo, Manuel Sarramalho, a Juiz Desembargador do Tribunal da Relação do Porto! Descaracterizaram um notável juiz, um tribunal multissecular e outros valores eternos de Soajo!

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A confusão é inimiga da verdade...

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Para além da «natureza & tradições» não existem outros aspectos relevantes a merecerem atenção?!

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No opúsculo desdobrável, «SOAJO»,  para efeitos de informação a turistas e visitantes, desenvolvido sob os temas, «natureza & tradição», redigiram-se textos que primam pela faltam de rigor e clareza.

Mais parece que os objectivos a alcançar são destinados a gerarem confusões que desacreditem alguns preciosos valores e relevantes factos históricos!

Será que o juiz proferiu a sentença perante os juízes desembargadores no Porto?

Não ficarão baralhados os leitores?

Será feita esta narrativa com intuitos de se não revelar um tribunal de 1.ª instância em Soajo?

Um tribunal que já existia no Portugal monárquico, durante a primeira dinastia, é colocado em descrédito, ao ser redigido, num contexto de informações de destaque, de uma forma tão CONFUSA e com tantos EQUÍVOCOS!

O gozo, por parte de alguns valdevezenses, não termina...

O escritor Teixeira de Queiroz INDUZIU EM ERRO vários autores gerando e reforçando perturbações graves sobre as instituições, municipal e judicial, de Soajo, mas com este escrito aldrabado CONTINUA-SE, INTENCIONALMENTE, A HUMILHAR O PATRIMÓNIO HISTÓRICO E CULTURAL DE  SOAJO!

Através do título do desdobrável, «JUIZ DE SOAJO», transparece-se que só exerceu no "Tribunal do Porto", um, único juiz, natural de Soajo! Quantos mais JUIZES DESEMBARGADORES  houve no TRIBUNAL DE SOAJO, a acumularem funções no TRIBUNAL DA RELAÇÃO DO PORTO? Só cem?!

O nome «João Cangostas» alcunhou o juiz Manuel Domingues Sarramalho, com os fingimentos do escritor valdevezense!

Todavia, o Prof. Eugénio Castro Caldas, como historiador de factos bem reais por bem documentados, ao consultar os Registos Paroquiais da freguesia da Gavieira e ao visitar a Capela de Tibo, com a máxima fidelidade não quis expurgar as fantasiosas conjecturas de Queiroz, porque deixou em «Terra de Valdevez e Montaria de Soajo», não a objectiva realidade, mas  o que transmitiu o distinto escritor naturalista, Teixeira de Queiroz!

Consequentemente, as ironias e os sarcasmos, gozos,  zombarias, chacotas,  contidos em «JUIZ DE SOAJO»,  constante no livro «A Cantadeira», por sua vez integrado in «Comédia do Campo», ficarão nesta, mas também em «TERRA DE VALDEVEZ E MONTARIA DE SOAJO», a HUMILHAR ETERNAMENTE UMA FIGURA MUITO GRADA DE SOAJO E DOS SOAJEIROS !

Não se lembraram, QUEIROZ e CASTRO CALDAS, de Braz Domingues, também juiz de Soajo e natural de Tibo, porque nascido no «termo da Vila e Montaria de Soajo», tal como o juiz Sarramalho. É que Braz Domingues foi um dos que intervieram na construção da Capela na sua terra natal, no século XVII, que viria a recolher, talvez, os seus restos mortais, bem como, no século XIX, os do CÉLEBRE JUIZ SARRAMALHO. Este magistrado por via das suas funções no Tribunal e por ser de Tibo, viu, de perto da levada do Teixo, ao Pial das Pombinhas, ao passar na zona do ribeiro e dos terrenos da Branda de Bordença, o homicídio que o imortalizaria, o qual resultou de um conflito por o assassinado ter esburacado a levada de água do Teixo.

Quanto aos conhecimentos e literacias dos juízes, escrivães, meirinhos, oficiais de diligências, tabeliães, etc., com ligações ao JUÍZO ou TRIBUNAL de Soajo, iremos, através de documentos, e não por meras imaginações, falar, oportunamente, recorrendo aos livros dos tabeliães [notários], escrivães do judicial e câmara municipal de Soajo, para repudiar aldrabices, lançadas em detrimento de Soajo, como o haviam feito, directa e indirectamente, alguns naturais da vila e concelho de A. de Valdevez, sobre os nomes da serra, do parque nacional e do cão sabujo!

Pela minha parte, continuarei com fortes DIVERGÊNCIAS e oposições às inexplicáveis  malquerenças que fazem a sublimes grandezas do vetusto Soajo  ...e, se querem "queimar" factos verídicos devem os que têm especiais responsabilidades ganhar consciência que se auto ridicularizam...

 

O geógrafo e catedrático da U. de Coimbra corrigiu parcialmente em 1941 as asneiras que copiou em 1915, sobre o nome e posicionamento geográfico da SERRA DE SOAJO, mas deixou apenedado o espaço desta!

 

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Uma imagem de elementos do Rancho Folclórico de Soajo por altura de 1976/77, época em que Pedro Homem de Melo já não dedicava a mesma energia ao folclore nacional na RTP como nas décadas anteriores.

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Legenda:  No livro «O Minho Pitoresco» foi incluída esta imagem. A primeira pessoa do lado esquerdo representa uma soajeira, e a segunda,  uma castreja, com os tamancos típicos da época de 1886, em Castro. Como curiosidade deve dizer-se  que os barretes tingidos de azul feitos com lã das ovelhas dos rebanhos criados na SERRA DE SOAJO, depois de passarem pelos costumados serões nocturnos onde rapazes e raparigas ao toque de concertinas nos «fiadeiros» colaboravam no ciclo produtivo  para que os soajeiros defendessem as cabeças das baixas temperaturas. Destas peças de vestuário, nos informou, quatro anos antes, o sábio Leite de Vasconcelos.

Os da "carapuça azulada", afinal, preferiam ver os valdevezenses de negro, aquando, do jogo do pau...

 

Segue o texto relacionado com o título:

O autor da obra que segue foi depois catedrático da Universidade de Coimbra. Trata-se do categorizado geógrafo Doutor Amorim Girão, a quem os soajeiros devem obedecer por ter escrito e ensinado o que aprendeu com o general Pery e com o cientista Choffat!

Quem afirmou «que pairava sobre Soajo uma autoproclamada verdade suprema» por parte de quem «não atendia a contraditório por maiores que fossem os dislates [de um soajeiro, mas não das aldrabices do  "encapuzado", J.L.?] » quer que o deixemos asnear e mentir para defender as aldrabices de um dos maiores geógrafos de Portugal do século XX! 

O incompetente nas matérias que quis defender sobre o nome da Serra de Soajo e do nome da raça canina desta serra arvorou-se em "fina flor" de asneiras, e procurou ridicularizar recorrendo a disparates e mais disparates... O que tem de fazer o "inteligente J.L." é remeter-se a ser um escondido  "sábio em provocações"...

Como não arranjou provas para defender os seus disparates e a sua atitude desonrosa, oferecemos-lhe as informações que seguem para juntar aos quadros pitorescos que adornam a sua casa...

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Este «SUAJO» apareceu nos manuais escolares que se usaram pelos anos das décadas de 1940 e 1950, e são explicadas no quadro seguinte para esclarecer a «inesquecível serra da Peneda» abordada pelo escritor José Saramago, e a "esquecível" Serra de Suajo que percorreu o notável escritor que recebeu o Prémio Nobel só quando viajou a sul do Lima de Ponte da Barca para Lindoso, por ter aprendido estes disparates de alguns geógrafos incluídos na "fina flor". De facto em Lisboa, o Prof. Silva Teles transmitiu ao catedrático Orlando Ribeiro que a SERRA DE SOAJO se situava a sul do rio Lima, e, com esta falsidade o espaço orográfico desta ficava tomado pela aldrabada "Peneda" a culminar na culminãncia da verdadeira SERRA DE SOAJO a 1416 m de altitude!

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Duas das "dez maravilhas" podem saborear-se neste quadro do relevo de Portugal... mas que não motivam para que se leve ao ridículo a exposição  do encapuzado "J.L.", fiel seguidor de alguns da "fina fllor" que, aderiram ao ensinamento aldrabado do suiço, revelado no quadro anterior publicado in «Notícia do Sr. P. Choffat»!

O catedrático de Coimbra, A. Girão, em 1941, no seu ATLAS DE PORTUGAL reconheceu que SERRA DE SOAJO não era sinónimo de SERRA AMARELA, e desfez esta aldrabice, todavia, não a recolocou a norte do Lima, permitindo que a "APENEDADA" se apoderasse do espaço com mais de quinhentos anos de denominação, e com o GRAVÍSSIMO disparate de considerar a "APENEDADA"  com a altitude máxima de 1373 metros no marco geodésico de 1ª ordem que, indevidamente, não chamaram PEDRINHO!

 

 

ARTIGO DO «NOTICIAS DOS ARCOS», INTITULADO “PENEDIAS E CÃES”, GEROU OPOSIÇÃO EM DEFESA DOS SABUJOS, JUIZ, TRIBUNAL DE SOAJO, SERRA DE SOAJO, VILA DE SOAJO E ESTÁTUAS CANINAS, PARA REPUDIAR FARPAS DE AUTOR “ENCAPUZADO”!

 

 

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Os usurpadores não gostam do nome da serra que, no século de 1500, já vem consagrado no primeiro mapa de Portugal, não sendo preciso, portanto, esperar por esta carta geográfica escolar dos anos de 1950 que não acolheu as aldrabices lançadas por G. Pery e Paul Choffat! Mas muito gosta delas o "encapuzado" J. L." porque no seu artigo não quis obedecer à VERDADE, antes se imergiu nos DISPARATES! 

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Erguido o pelourinho num dos anos, entre 1528 e 1535, no concelho de Soajo passou a existir  também uma VILA na autarquia municipal.

 

A SEGUIR O CONTRADITÓRIO AO ARTIGO DE "J.L." PARA QUE NÃO ENGANE OS LEITORES:

 

Sem nome que se veja, um “J.L.”, partiu da vila valdevezense para revisitar tractos na alta e ampla serra de Soajo, e, depois, pelo seu grande desconhecimento e alguma malvadez lançou farpas inexactas e imponderadas!

O antigo pároco “Belchior” também escondeu o seu nome e quis disfarçar-se com este falso quando escreveu, no fim da década de 1950, para enlamear o património cultural de SOAJO, mas um banco, um alguidar e uma faca apareceram no hall de entrada do presbitério…e depois abalou...Isto mo disse um dos autores, cerca de quarenta anos volvidos!

O viandante, “J.L.” tal como Dom António da Costa, ao editar “No Minho”, em 1874, não precisou de pesquisas e reflexões, antes quis imaginações, recolhendo em antiga casta valdevezense papéis defumados para se precaver dos “bárbaros” que, em Soajo, deixaram sangue e o costume de se indumentarem com amoldadas tangas de peles de “javardos e lobos”!

 Dom João I, em Março de 1401, cultivando ideias civilizacionais conformadas a novo tempo, ordenou aos juízes da Terra e Julgado de Soajo procedimentos para solucionar as queixas apresentadas pelos Vereadores e Procurador do concelho de Soajo. Actualiza a lei para dar continuidade ao que já vinha de séculos anteriores  confirmando: «que nenhum fidalgo viva e tenha bens no concelho de Soajo, nem se aproprie de cães sabujos». O “toca a andar” e sabujos amparados, foram a síntese popular desta lei retocada que apenas vigorou até 1832, pondo fim ao “in saecula saeculorum” que impedia os que, por transfusões de “sangue vermelho”, quisessem estar mais tempo de que o arrefecimento de um pão…

O originário de algum casal plebeu primevo que, por uma qualquer razão pelejou e recebeu mercê para transfusão sanguínea, ao ajustar o seu status genealógico, transmitiu aos descendentes, o consentimento de retroceder na ascendência familiar, não até ao desaparecido casal plebeu de que por primeira causa procedeu, mas apenas ao do estádio da transfusão. 

 “J.L”, com novas acessibilidades, subiu pela serra de Soajo até alcançar território dos descendentes de ancestrais moradores da Real Montaria da Vila de Soajo. Não o consegue passando, no caminho antigo, pelos muito centenários «marcos do Mezio» que, o original do foral de 1514, recebido no concelho, relatou.  Porém, como a fronteira com a «igreja e montaria de Soajo» foi desenhada destes marcos para norte através da extensa planura do Mezio, então, na estrada rodoviária horizontalizada, antes do mais emblemático exemplar das «ANTAS DA SERRA DE SOAJO» já se move em Soajo (freguesia) conforme atestam documentos antigos. 

Aqui chegado, com boas ópticas viu muitas estátuas evocando antigos animais protegidos na circunscrição administrativa do reino, MONTARIA REAL DE SOAJO, mas que não eram enviados, sistematicamente, aos reis, para Lisboa! Uma estátua, ao «CÃO SABUJO», que colaborou na preservação e conservação destes, não o lembra! Por castigo? Inexplicável…

Em jeito de reparação de agravos, poucos anos depois, um casal de sabujos, sobe da vila serrana ao Mezio, para fazer companhia e ajudar a guardar os estatuados!

 Dentro de SOAJO (freguesia e serra), no Mezio, não ficou “J.L.” boquiaberto com uma placa de sinalização terrestre a recolher a sabedoria da “fina flor” de geógrafos que, sabiamente, ensinou à vereação valdevezense que para a vila de Soajo se percorrem 6,8 kms, em duas serras! Mas, Gerardo Pery, em 1875, não usou Soajo como nome de serra, e meteu Peneda, em vez de Pedrinho, atribuindo-lhe 1446 m como altitude máxima de toda a única serra, no sítio da torre de seis metros, encimada por marco geodésico! Humilhou-se o Alto da Pedrada, por ser muito “baixinho”! O nome, «Serra de Soajo», desterrou-o a contragosto, P. Choffat, em 1907, para o sul do rio Lima para que aderissem às aldrabices lançadas a norte do rio!

Decisões hilariantes aceites pela “fina flor” que não merecem ser zurzidas!

A “fina flor” não proclamou depois mentiras supremas, antes autoproclamadas verdades absolutas, insinuou “J.L.”, mas sem disparatar! José Saramago, com esta exactíssima sabedoria, convenceu in «Viagem a Portugal», que só viajou na Serra de Soajo, quando, a sul do Lima, deixou Ponte da Barca para Lindoso! Virar no entroncamento do Empalme para a vila de Soajo não quis o escritor José Saramago experimentar talvez porque a estrada que o poder municipal valdevezense havia contrariado nas décadas de 1930 e 1940 com veemência, precipitava enormes temores, mas “J.L” arranjou desculpas para enganar inocentes, ao imaginar uma qualquer "barbárie"…

 Está, pois, muito “certinha” a placa no Mezio a identificar serras, faltando contudo as companheiras de séculos, MARÃO E GERÊS, que valdevezenses pouparam, para concentrar energias aniquiladoras no nome SOAJO!

 Lembrou-se “J.L.”, de Teixeira de Queirós. Este abalizado escritor, pediu a um idoso de Soajo para lhe narrar o que um «Juiz de Soajo» sentenciou! Assumiu o soajeiro o que de mal foi dito, com a mudança do nome do famoso juiz, de este só saber ler, de ser o pároco de Soajo a escrever-lhe a sentença [porque os escrivães do Tribunal de Soajo, eram analfabetos…], de ser lida a sentença na Igreja, de a sede de Soajo não ser vila, a de o juiz ser tratado por “avô, tio ou primo” no exercício da função…! Em face disto, quem na narrativa usou o estilo desrespeitoso ou «petulante», para com o juiz, tribunal, Soajo e soajeiros? Quem usou perante os mesmos a «mordacidade disfarçada», que o mesmo é dizer, maledicência encoberta, para demolir verdades históricas?

Do desajustado texto ao «JUIZ DE SOAJO» feito por Teixeira de Queirós, resultou, para alguns, uma mera e cobiçada «lenda» para continuarem a achincalhar, como se nota in «Terra de Valdevez e Montaria de Soajo», e em «Lendas do Vale do Lima»! Chega a ser ridícula a interpretação feita ao texto por Castro Caldas ao admitir que ele era real, objectivo e verdadeiro, quando ele, em muito, foi  fruto de FANTASIAS...

Teixeira de Queirós, com notável imaginação e como admirável artista da palavra, embora ficcionando, convenceu também por ser cultor da corrente literária do realismo que, in «Juiz de Soajo», se retratou com objectividade e veracidade a realidade social e institucional vivida em Soajo, mormente, no funcionamento do seu Tribunal de primeira instância! 

 O poder judicial em Soajo e no país, confundia-se com o poder eclesiástico? 

Na Universidade de Coimbra ser «bacharel em leis», era o mesmo que obter o curso de cânones ou de teologia? 

Mas, o que é inteiramente certo foi que, no texto, Queirós, fantasiou, recorrendo a subjectividades e falsidades, para poder depreciar como por exemplo ao escrever «ia à vila [Arcos]», pois, sentindo-se um soajeiro na vila de Soajo naquela altura, como na segunda metade do século XX,  sempre dizia «ir aos Arcos» ou «ir à Barca»! Haverá, nas suas vilas, algum barquense ou valdevezense, que diga "vou à vila", ou que não diga o nome da terra a que quer ir, se estiver numa destas vilas? Alguém que viva numa cidade, diz que vai "à cidade" quando se quer ausentar daquela em que vive para ir a outra?!  Se o dissessem estariam a negar o estatuto da sua própria terra...

José Cândido Gomes publicou uma lista, ainda que incompleta, de juízes de Soajo, num periódico local, por volta de 1900, onde declarou que o juiz da genial sentença foi Manuel Sarramalho e não outro com o nome ridicularizado num "Cangostas"!

  Como “J.L.” aprecia os sabujos, e relembrou, indirectamente, Pinho Leal, autor de «Portugal Antigo e Moderno» onde, em 1874, sobre Castro Laboreiro, afirmou existirem corpulentos e vigorosos cães capazes de um qualquer matar um lobo! Em 1880, escreveu Leal que, a maior parte dos homens de Soajo eram pastores e possuidores de óptimos e valentes cães, capazes de despedaçar os lobos nas muitas vezes que atacavam os rebanhos! 

Em «O Minho Pitoresco» só foi abordado o que Leal disse sobre Castro. 

Com este conhecimento foi mais fácil a “J.L.” iludir, afirmando que haveria cão castro-laboreiro, sem que para tal fosse necessário, num outrora anterior a 1873, ter de passar por Castro um casal de cães! O «Sabujo de Soajo representado em pedra seria, uma ficção, num estilo petulante e de mordacidade disfarçada», insinuou, questionando! Porém, extenso acervo documental, relacionando o CÃO SABUJO, nos muitos séculos, exclusivamente, com Soajo, impede “J.L.” de desrespeitar a VERDADE, através desta sua desvirtuante maledicência!

Quis, “J.L.” baralhar, também, a essência do «CÃO SABUJO DE SOAJO» ao pretender diferenciá-lo dos proclamados «SABUJOS» em Castro, mas o padre Aníbal e o Prof. Manuel Marques identificaram-nos como sendo a mesma raça! 

As duas estátuas de pedra, firmadas em pedestal, sendo uma privada, simbolizam o «CÃO DA SERRA DE SOAJO», e convivem, desde 2016, com os muito enérgicos cães sabujos possuídos pelos diversos moradores da vila de Soajo, mas, infelizmente, na vila de Castro, fora do canil comercial, já muito escasseiam.

 “J.L.” deveria corrigir o que obteve, por inquérito, de apenas um (!) castrejo: «eles em Soajo têm a estátua e nós temos os cães». Mas, serão cães, para vender, ou para matar o lobo?!…

Ficou chocado, “J.L.”, pela abundância de lápides - umas meras quatro dispersadas - se não foi ao cemitério local, e com uma única estátua canina em espaço público! Talvez preferisse que imitassem a profusão de cruzes dos canastros (espigueiros) ou das várias dezenas de brasões com «cruz da ordem de Cristo», apostos no chafariz do recinto intercalado do Mosteiro dos Jerónimos ao Padrão dos Descobrimentos, para não falar da “centena” na Torre de Belém…

Será a sobriedade em Soajo, pecado?

Quererá, “J.L.”, que se exibam as muitas pinturas em quadros parietais de uma casa que muito o orgulha? Talvez, talvez…

   6/6/2019                                                                             Jorge Ferraz Lage

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