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Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

O CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO É UMA NOTÁVEL ACTUALIDADE, MEMÓRIA E IDENTIDADE DE SOAJO QUE UM "FALSO SÁBIO" PRETENDE ELIMINAR E OBTER EM EXCLUSIVO PARA CASTRO LABOREIRO, RECORRENDO A MAIS FRAUDES!

O inventor de "Inventonas" não sabe que o CÃO DA SERRA DE SOAJO, bem como o CÃO DA SERRA DA ESTRELA, servem para guardar gados, para caça grossa, etc, e têm também aptidões para buscar, correr, agarrar, amarfanhar... e dominar, LOBOS, JAVALIS, CORÇOS, LINCES, etc. É certo que alguns poderão desempenhar melhor determinadas tarefas devido à sua estrutura corpórea e a aptidões natas, mas o ensino também é muito determinante. As teorias de alguns são tão "absoluta e perfeitamente correctas" que a imagem seguinte, dá-lhes cabal resposta.

Tentativas de puritanismos levados aos limites nos século XX e XXI sobre certos aspectos da cinologia, nunca poderão deixar de ser considerados irreais. 

Há sempre critérios  epistemológicos com alguma arbitrariedade, até porque também o são na ciência biológica em geral, e portanto as  CLASSIFICAÇÕES  das RAÇAS CANINAS encontram-se sujeitas a iguais imperfeições.

Embora para classificar os cães num determinado grupo se tenham em atenção caracteres comuns essenciais, como há também algumas diferenças que os  distinguem física e funcionalmente, levá-los para um grupo ou para outro, é tarefa que não é fácil. Estas dificuldades, é certo que obrigam os classificadores a tomar em atenção certos princípios. Um destes, diz-nos que os englobados num grupo devem ter, pelo menos mais SEMELHANÇAS entre si do que DIFERENÇAS, e ainda, que PERANTE os animais que fazem parte de outros grupos,  devem ter com eles MENOS afinidades. 

Com as considerações anteriores pretendemos afirmar, concretamente, que embora o CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO [falso Castro Laboreiro] pertença ao GRUPO 2, tem de ter mais CARACTERES COMUNS ESSENCIAIS com o CÃO DA SERRA DA ESTRELA que também está no Grupo 2, do que com os CÃES do GRUPO 6, onde estão os SABUJOS. Mas, isto não quer dizer que o CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO não tenha também com os cães SABUJOS do GRUPO 6  caracteres em comum, daí serem ambos os tipos, CÃES DE CAÇA!                                            

 As pretensões de considerar como sendo de rigidez absoluta as arrumações das RAÇAS em GRUPOS e suas SECÇÕES, não é minimamente aceitável.

Vem isto a propósito para dizer que só por ignorância é que se podem aceitar as tretas enganadoras, as verborreias, a "palha", do "SÁBIO" castrejo que, apareceu uma vez mais para defender a tese de duas raças na SERRA DE SOAJO, sendo uma delas a do reles "RAFEIRO BASTARDO"!

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No livrro «CÃES PORTUGUESES» editado pelo «CLUBE PORTUGUÊS DE CANICULTURA» foi publicada esta imagem. Eu não ABASTARDEI NADA! Da cabeça, e não da «cachimónia» do "SÁBIO" castrejo é que brotam falsidades...

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Nesta imagem está escrito «CÃES PORTUGUESES»/«ESTALÕES DAS SUAS RAÇAS»/«Clube Português de Canicultua». Apresento esta foto para dizer que ela consta no cimo da imagem anterior, mas como não é legível quis justificar...

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O "SÁBIO" castrejo não apresenta a imagem na totalidade, e deste modo coloca as comparações das imagens num ambiente de grandes limitações. Acusa, mas esconde, criando dúvidas aos leitores sobre a veracidade da foto.

O rei D. Carlos não se vê, os corpos dos cães, ditos da serra da Estrela, não aparecem no lado esquerdo da foto para se poder aquilatar da maior ou menor nitidez, o cavalo «Bolero» não é referido na legenda. Refere «espécimes de matilhas» mas não se concretiza se eram para caça grossa ou para caça miúda.

Enfim, a legenda da fotocópia que, gentilmente, me disponibizaram na dependência do Porto, do Clube Português de Canicultura, é aquela em que os leitores são esclarecidos. A "encapuzada" carece de ser investigada para se saber se foi ou não adulterada...

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Na legenda, consta a palavra «Sabujo», mas publico outra foto, embora menos nítida na parte do pescoço e cabeça, para confirmação.

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A legenda, «Sabujo», da imagem anterior foi desenhada em papel, não sendo  pintura sobre  azulejo ou em... Irá o "Sábio" acusar-me de também ter ABASTARDADO esta imagem desenhada do cão e a legenda? Sem máquinas fotográficas teriam de recorrer a desenho icónico de um cão muito parecido com o cão dos Esquimós?

O "FALSO SÁBIO" sugere que as linhas, os contornos corporais, configuram o pastor alemão...

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Em livro publicado em Terras do Bouro, no ano 2000, tem escrito nas duas fotos anteriores uma referência NOTÁVEL AO CÃO DE SOAJO, mas o "Sábio castrejo das  INVENÇÕES de «INVENTONAS» qualificou o Cão Sabujo», de Soajo, que é terra de Portugal, como reles "RAFEIRO BASTARDO".  Quem trafulha e engana os Soajeiros é um Jorge Lage, que nasceu na Conchinchina, e quem defende os notáveis valores de Soajo é o "castrejo das sabedorias".

Segue o que consta noutra obra:

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Nos textos das imagens anteriores o autor soube distinguir os tempos verbais, «FOI» de «É», portanto, o passado do presente, este último referido ao âmbito temporal de 1911, data da publicação deste texto.

Os rebanhos de ovelhas e outros gados na SERRA DE SOAJO sempre foram defendidos dos «ABUNDANTES LOBOS», não por "grilos", mas por «VALENTES E GRANDES SABUJOS» que passavam os "muros SEM vergonha" de cá p´ra lá  na fronteira de Soajo com Castro Laboreiro!

A SEGUIR UMA OUTRA ACUSAÇÃO DO ROL DAS «INVENTONAS» DO "SABIDOLA" PARA TENTAR SALVAR A TESE QUE CONGEMINOU :

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O crime foi praticado no dia 6 de Agosto e, não no dia 7, dia em que centenas de vacas de Soajo desciam da Veiga da Matança, zona de fronteira com Castro Laboreiro, passando no caminho que ladeia o SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA DAS NEVES! O "SÁBIO" castrejo informaria a Polícia Judiciária que o horrendo assassinato foi feito no ribeiro Fragoso, a dia 30 de Agosto, à beira do lugar Ribeiro de Baixo?

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Vi este texto, como uma suposta crónica de viagem à Peneda, e  apresentei alguns elementos dele como um simples exemplo, com mais outros dois, entendendo que era de uma verdadeira viagem à Peneda.

Mas, eu, é que andei a fazer PROPAGANDA DE UM CÃO ASSASSINO e, a estragar o negócio dos cães...Vale tudo! Ele é que não atacou o "fogo" a tempo, antes deixou arder a boa imagem da RAÇA DE SOAJO durante dois (?) anos ! Inacreditável...

O texto feito por Camilo Castelo Branco, no romance «A Brasileira de Prazins», PUBLICADO EM 1882, é um verdadeiro testemunho para a eternidade, no entender do "SÁBIO", ficando-se a saber que o ficcionado em que se  conta que os "Caninos de Soajo, arreganharam os dentes aos assaltantes da casa de uma quinta", não é uma fantasia, mas uma pura realidade!

Com Camilo nada é ficção, tudo é realismo puro, sem carência da AXIOMÁTICA!

Ah, que grande génio nasceu em Castro Laboreiro, para onde também emigraram, ao que parece, já na segunda metade do século XIX, as vacas da Serra do Barroso sem passaporte, para nascerem naquela parte da «SERRA DE SOAJO", criaturinhas barrosãs...

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Não foi este desenho de um cão «SABUJO» que serviu de modelo à escultura seguinte exposta em 2011:

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Uma raça documentada através dos séculos, incluindo o  XX como acima se expôs, que esta escultura defende e, concomitantemente, ajuda a  REPUDIAR  a gravíssima alteração do nome multissecular que foi feita, INDEVIDAMENTE, em 1935,  as ser NEGADO o nome «CÃO DE SOAJO» considerado sabujo por sucessivas gerações de soajeiros ao longo de séculos! Com esta atitude foi mais fácil atribuir, seculares PROPRIEDADES DE SOAJO expressas em LEIS do tempo da monarquia, como se fosse PATRIMÓNIO material e imaterial de Castro Laboreiro!

Que aberração para que o contras senso não fosse tão notado...

Achincalharam Soajo e os nossos antepassados, e uma resposta era absolutamente necessária, não como vingança, mas para  colocar no caminho da verdade, uma ETERNA glória de Soajo: o CÃO DE SOAJO (serra)!

 

 

EM 1401, O REI DOM JOÃO I, COLOCA SOB PROTECÇÃO REAL O CÃO SABUJO DE SOAJO! AFINAL, O MUNICÍPIO DE SOAJO EXISTIA, MAS MUITOS HISTORIADORES AINDA O IGNORAM, TAL COMO AO SABUJO NELE CRIADO!

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O Professor Catedrático da Universidade do Porto, Baquero Moreno, que eu bem conheci, mas apenas no século XXI, investigou na TORRE DO TOMBO, em Lisboa, para não copiar aldrabices...

A história é uma ciência e nela só cabem as VERDADES comprovadas. Estas exigem respeito, pelo que devemos repudiar as ALDRABICES com mais ou menos veemência...

Muitas pessoas com boa formação académica enganaram-nos quando escreveram que o concelho de Soajo foi criado aquando da emissão do foral de Soajo de 1514!

Esta obra, publicada em 1987, vem negar, rigorosamente, o que muitos andaram a divulgar sobre o início da municipalidade de Soajo.

Tantos escreveram que o cão SABUJO, criado e enviado, durante séculos, para os reis de Portugal, servia para usar como CÃO DE CAÇA GROSSA, mas poucos referiram  a sua função como precioso CÃO DE GUARDA!

E os SABUJOS treinados nos montes, ou «feitos no monte», conforme se diz no  foral de Soajo, foram interpretados por um castrejo INVENTOR de ficções, como APENAS preparados para caçar, ignorando que os «moços do monte» ao serviço dos reis os utilizavam também para proteger os gados dos ataques dos lobos e outras feras.

Os pastores do município de Soajo com milhares de ovelhas de que obtinham as lãs para produzirem os seus vestuários de burel, cobertores, meias, aventais, etc, como as defenderiam dos muitos lobos que, abundantemente, existiram no antanho em toda a serra de Soajo ?

"Sabujos só para caçar", não obstante possuirem «poderoso dominio» sobre os javalis, corços e outros animais, nomeadamente os LOBOS, é uma afirmação que só inocentes podem aceitar de aldrabões sem escrúpulos!

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Nesta obra, publicada em 1987, fala-se do concelho de Soajo, mas esqueceram-se de nela mencionar um qualquer outro documento - do concelho de VAL DE VEZ  - autarquia em que Portugal nunca notoriamente se fez, nem se fará, A NÃO SER EM DIA DE NEVOEIRO CERRADO...

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Em 1401, as freguesias não eram autarquias locais,  mas apenas os municípios, sendo que aquelas eram simplesmente paróquias onde não havia administração civil. Todavia, nesta data, os pequenos lugares de Tibo, Rouças e Gavieira, até na perspectiva religiosa, se encontravam simplesmente na paróquia de Soajo.

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Lei  para cumprirem os fidalgos e, quaisquer outros não fidalgos, que quisessem USURPAR, não o NOME DOS SABUJOS, mas os próprios CÃES SABUJOS.  Ordem, DEVIDAMENTE objectivada, para que os JUÍZES não fizessem "jeitinhos"...

Pena foi que o Prof. Manuel F. Marques, autor do estalão, ou seja, da descrição das características do CÃO DE SOAJO, NEGASSE, em 1935, esta denominação de relevância histórica, sem a justificar minimamente!

IRIA PARA A CADEIA, O MÉDICO VETERINÁRIO E PROFESSOR DA UNIVERSIDADE DE LISBOA, PELAS ALDRABICES que divulgou para o grande público, se as tivessem investigado ?

Infelizmente, continuam ainda a ser reproduzidas as FALSIDADES, na actualidade, até a MAIS SURPREENDENTE, exposta nos imprecisos termos de que os «CINCO SABUJOS» eram enviados a «SENHORES», já no século de 700 ! 

Com inimagináveis ALDRABICES, continuam a ser MUITO ANTIGUINHOS os SABUJOS DE SOAJO, mas não só em «CRASTO LABOREIRO» !

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Este admirável exemplar do CÃO SABUJO DE SOAJO  NASCIDO, na notável VILA DE SOAJO, onde era imperativo preservar o NOME DA RAÇA mais documentada na travessia dos séculos em Portugal, bem contribui para ajudar a entender que houve uma acertada e pertinente SENSIBILIDADE para incluir os SABUJOS como um ícone notável no brasão de Soajo e, para ser exaltado em amoldado MONUMENTO EVOCATIVO.

Tudo isto foi concretizado, pese embora alguns vendilhões de ALDRABICES tentassem nos bastidores obstaculizar a um indispensável reconhecimento de gratidão pelo muito que os CÃES SABUJOS DE SOAJO proporcionaram à economia de Soajo e à fiscalidade privilegiada de que beneficiaram muitas e muitas gerações de SOAJEIROS!

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Em baixo, um excelente comprovativo de que o CÃO SABUJO DE SOAJO,  deveria ter honras de destaque em consideração da BIODIVERSIDADE PROTEGIDA, durante séculos, na TERRA E MUNICIPALIDADE DE SOAJO!

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O rei através de CARTA RÉGIA não definiu, em 1401, que o concelho de SOAJO passaria a ter uma vila, mas estabeleceu que os SABUJOS não podiam ser roubados aos Soajeiros e, quem não cumprisse esta determinação estava sujeito a pesada multa. As JUSTIÇAS por via dos juízes teriam de satisfazer o que esta carta de lei prescrevia.

Só em 1832, foi extinta a protecção ao CÃO SABUJO EM SOAJO, mas esta preservação perdurou ao longo dos séculos, como pode ser comprovada, através de vários documentos manuscritos,  existentes nas chancelarias reais da Torre do Tombo!

Passados, 103 anos (de 1832 a 1935), o autor do estalão do cão, NEGA o nome CÃO DE SOAJO, e atribui a Castro Laboreiro este documento, não obstante ter usado informações de livros saídos nas décadas de 1870 e 1880, onde se refere o notável cão de guarda, ainda a viver em Soajo! E com esta aldrabice e outras, AINDA há quem queira negar EVIDÊNCIAS...

OFERTA DE CACHORROS DA RAÇA DE SOAJO, QUE POR GROSSEIROS E INACREDITÁVEIS ERROS, PASSOU A SER IDENTIFICADA COMO SENDO DE “CASTRO-LABOREIRO”!

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Legenda: Em Novembro de 1907 o rei Dom Carlos integrou na sua matilha de caça grossa o cão de Soajo para caçar na Tapada de Mafra...

 

No sentido de contribuirmos para preservar e expandir a raça que, ao longo de muitos séculos, foi enviada, obrigatoriamente, de SOAJO, na quantidade anual de «cinco», para sucessivos reis de Portugal, irão oferecer-se alguns exemplares, na tarde de 14 de Julho de 2019, pelas 16 horas, na «Eira dos Espigueiros».

Os potenciais interessados deverão assumir o compromisso de os tratarem com o carinho e zelo adequados.

Depois de alguns anos de repovoamento no seu solar de séculos -  o SOAJO -, chegou o momento de se adoptarem NOVOS critérios de preservação da raça, ao que parece, mais antiga, exclusivamente, de Portugal, e a mais documentada de toda a Europa em chancelarias reais!

OS GRAVES TUMULTOS NA VILA DE SOAJO MOTIVARAM CONTACTOS DO PRESIDENTE DO TRIBUNAL DA RELAÇÃO DO PORTO E O MINISTRO DA JUSTIÇA, DÉCADAS DEPOIS DO FAMOSO JUIZ M. SARRAMALHO O VISITAR!

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Os relacionamentos ou intercomunicações com e das autoridades municipais e  tribunal de Soajo, à semelhança dos outros municípios e tribunais do país, obedecia às mesmas formalidades legais e de etiqueta, pelo menos, desde os séculos XVII ao XIX.

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O governador civil de Viana do Castelo organizou um dossier onde agrupou os muitos ofícios emitidos e recebidos de outras instituições com quem se relacionou por causa de actos de natureza pessoal e política praticados no município de Soajo que determinaram os gravíssimos tumultos, na noite de 13 para 14 de Janeiro de 1852. Estes comportamentos viriam a ter consequências arrasadoras para a municipalidade  de Soajo iniciada na Idade Média.

Quem anda a escrever, e foram muitos valdevezenses, que o concelho de Soajo acabou devido a uma REFORMA ADMINISTRATIVA, também, poderá dizer que o concelho de Valdevez se situa na China!

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Em 1914 a categoria de «VILA» não se limitava apenas às sedes dos concelhos do distrito de Viana do Castelo. O abandono das vilas dos concelhos extintos por parte dos poderes anexantes, provocou no povo com o decorrer dos anos a convicção de que não havia outras vilas senão as das cabeças dos concelhos subsistentes. Mas ao nível do Direito Administrativo Português não houve alterações do estatuto de vila nas povoações onde as sedes municipais se deslocaram.

A "Peneda" [sem aldrabice, Pedrinho], pequenina, da antiga Terra de Valdevez exibe-se como que fosse mais alta do que o ALTO DA PEDRADA, de Soajo! As deturpações deram muito jeito para tentarem ANIQUILAR a fortaleza do SOAJO milenar...

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Do Tribunal da Relação do Porto, através do juiz presidente, com a categoria, não de desembargador, mas de juiz conselheiro, faziam-se ofícios em que a VILA DE SOAJO não era uma aldeia como a de Arcos, do concelho de Valdevez, antes de 1518...

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Tratarem os Soajeiros, a sede de Soajo por VILA era uma prática normal, mas também foi de uso comum por parte de reis, tribunais, municípios, universidade de Coimbra, entidades eclesiásticas, e de outras instituições de natureza militar e de protecção da natureza,  mas um ilustre VALDEVEZENSE escreveu que falar em «VILA DE SOAJO» não passava de mera PROSÁPIA dos Soajeiros!

Afinal, muita bazófia, jactância, orgulho desmedido, tiveram durante muitos séculos, os valdezenses, porque a vila do seu concelho nem sequer foi declarada no primeiro mapa de Portugal, publicado em 1561, ao contrário da VILA DE SOAJO!

O tribunal de Valdevez foi durante muitos séculos da mesma categoria HIERÁRQUICA do de Soajo. Pelo menos foi-o até à primeira metade do século XVIII.

O tribunal de Soajo pertenceu em termos judiciais à comarca de Ponte do Lima e de Viana, dado que a pequenina vila de Valdevez, também teve um pequenino «Paços de Concelho» instalado em modesto edifício até aos anos de 1870, no qual, sobressaíam uns arquinhos...

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A seguir um documento copiado e registado por um  escrivão do Tribunal da Relação do Porto que bem manifesta as articulações do tribunal de primeira instância de Soajo com aquele para onde havia recursos judiciais.

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No documento seguinte revela-se uma comunicação feita pelo Administrador do Concelho de Valdevez, António de Sá Sotomaior, ao Governador Civil do Distrito de Viana, onde se evidencia que a sede de Soajo era tida, correntemente, como uma «Vila» de Portugal, mas alguns destacados valdevezenses, a partir de 1914, negaram-na, e mesmo depois da "prova dos nove" de 2009, tirada na Assembleia da República, continuam a detestar o seu estatuto de igualdade com o da sede do actual município! E estamos em democracia...

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(continuará ...)

SEM SER AINDA PATRIMÓNIO MUNDIAL EXISTIRAM RELACIONAMENTOS DE PESSOAS E INSTITUIÇÕES DA VILA E MUNICÍPIO DE SOAJO COM O PALÁCIO E TAPADA DE MAFRA !

Serão «Cães Sabujos da Serra de Soajo» junto a uma parede na Tapada de Mafra?

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Cachorro em vias de atingir um tamanho compatível com os requisitos e as boas práticas de "marketing mix" para promover, valorizar, desenvolver e fazer crescer o turismo longe da vila valdevezenze...

Chegará este exemplar visível na imagem a esclarecer, devidamente, os visitantes e os turistas?

Será que o cachorro irá enquadrar-se no standard da raça como grande, óptimo e valente, para ter a capacidade de «poderoso domínio» sobre os animais de caça grossa e poder intimidar na sua função de guarda de pessoas, gados e outros bens?

Quem, ainda, não os percebeu na escolha de "um Deus para nós e o diabo para os outros"?....Até os mais inocentes já os vão descobrindo...

Porquê que no texto do desdobrável não referem a «Montaria Real de Soajo» enquanto «Circunscrição ADMINISTRATIVA do Reino, ou «COMARCA» para efeitos também da defesa das matas florestais da SERRA DE SOAJO?  Não convém...

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No recinto da Casa do Povo da Vila de Soajo, dois exemplares SABUJOS, vindos da freguesia de Castro Laboreiro, participaram, na década de 2001, numa exposição canina, realizada no SOLAR da raça que, durante séculos, enviava «CINCO SABUJOS», anualmente», da «VILA DA MONTARIA E MUNICÍPIO DE SOAJO» para os reis de Portugal, depois de adestrados nos montes da SERRA DE SOAJO! Mas em Castro Laboreiro havia melhores exemplares para virem à exposição...

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Em, 7 de Julho de 2019, o Palácio Nacional de Mafra, ao tempo da emissão do documento aqui apresentado e assinado pelo Bispo de Viseu, embora fosse mencionado apenas como Palácio de Mafra era um Palácio Real, mas hoje passou a ser classificado como PATRIMÓNIO DE INTERESSE MUNDIAL, PELA UNESCO, juntamente com a Basílica, o Convento e a Tapada.

Foi o rei Dom João V que o mandou edificar com os recursos da extracção do ouro no Brasil.

Sabemos que vários soajeiros trabalharam na sua edificação, tendo morrido um em acidente de trabalho.

Uma casa, pelo menos que foi construida no lugar de Riobom, no local chamado Ferrada, foi mandada fazer por João Gonçalves Taças com recursos financeiros obtidos, sobretudo, em Mafra. João Taças foi um dos intervenientes no Tombo de Soajo de 1795. Passou depois a interessante casa, via herança, para o seu filho Padre Manuel Gonçalves Taças. Este clérigo, com outros clérigos naturais da vila de Soajo e muitos outros soajeiros,  participaram na força que do concelho de Soajo  partiu para o vale do Minho para ajudar a obstar à entrada do exército napoleónico pelo Alto Minho.

O rei Dom João V continuou a confirmar os diversos privilégios aos monteiros e aos habitantes de Soajo, em 1716, desde que cumprissem a obrigação expressa na lei especial contida no «foral da terra e concelho de Soajo» de 1514, de enviarem, anualmente, os «cinco sabujos». Caso não fosse cumprida a norma foralenga seriam extintos os privilégios, o que bem demonstra a continuação da apetência pela excelente raça que, já vinha, pelo menos, do século de 1300!

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Os cães de Soajo foram muito usados como se sabe pelos reis de Portugal e, até na Tapada de Mafra, agora considerada PATRIMÓNIO MUNDIAL, se comprova, via fotografia, que o rei Dom Carlos, ainda, em 1907,  caçou com «sabujos» da raça da Serra de Soajo porque os integrou na sua matilha de caça grossa, não obstante a evolução das armas de caça.

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O Bispo de Viseu por ordem de Dom Miguel, rei que usurpou o poder à sobrinha, toma decisões sobre a substituição do professor da escola da «Vila e Concelho de Soajo» no Real Palácio de Mafra, em 1830.

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DSCF3825Estes documentos escritos e assinados por entidades oficiais reconhecem não só o ensino oficial, criado no século de 1700, no concelho de Soajo, como também provam que a sede municipal era uma das muitas VILAS DE PORTUGAL...

Se existiam milhares de documentos a afirmar a «VILA» de Soajo, porquê que tantos valdevezenses erraram e/ou MENTIRAM para a negar?!

TEIXEIRA DE QUEIRÓS E OUTROS VALDEVEZENSES, ACHINCALHARAM NÃO SÓ O TRIBUNAL DE SOAJO, MAS TAMBÉM A VILA DE SOAJO!

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Soajo, constituiu uma autonomia municipal, ao que parece, pelo menos, desde tempos anteriores ao Reino de Leão, autogovernando-se, durante muitos séculos, com usos e costumes que perduraram após a formação de Portugal.

Porém, no município a existência de uma vila só apareceu entre 1527 e 1538.

Andaram enganados muitos valdevezenses quando repudiaram a existência de uma vila antes do século XXI. Não chegou a alguns valdevezenses aproveitarem-se de uma municipalidade muitíssima antiga, também a desejaram amputar de glórias que a patrimonializaram.

Aos detractores do século XX que enveredaram pelas blasfémias de que a sede administrativa de Soajo nunca foi vila, à luz de critérios mesquinhos, com o propósito de rebaixarem...as milhares de vezes em que aparece escrita a referência da vila de Soajo, não lhes permitem dizerem asneiras sem que sejam confrontados com os epítetos de falsários e/ou mentirosos. Documentos emanados da arquidiocese de Braga, do século de 1600 e posteriores, para a criação de edificações destinadas ao culto sagrado no município de Soajo, expressam clara e objectivamente no texto «a montaria e vila de Soajo e seu termo», os livros dos registos paroquiais dos baptizados, casamentos e óbitos,  intervenções para instalação de novos párocos, de inventário dos bens da paróquia, têm milhares de registos onde se alude à vila de Soajo.

Pensar que, apenas se referiu a Vila de Soajo em cenários relacionados em registos eclesiásticos é ERRADO! Em muitíssimos  registos oficiais de diferentes naturezas,  se encontra classificada a cabeça do concelho, do julgado e da montaria, como VILA!

O escritor valdevezense Teixeira de Queiroz desconheceu que os escrivães do Tribunal de Soajo, do tempo do célebre juiz Manuel Domingues Sarramalho, sabiam escrever sentenças! Inacreditável...

 

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Incompreensivelmente, não foi só o talentoso escritor Teixeira de Queiroz que pensava que quem escrevia as sentenças dadas no Tribunal de Soajo era o abade de Soajo, no tempo da jurisdição do magistrado judicial Manuel Sarramalho! Outros houve...

O Reverendo, Domingos Lopes Martins, pároco que sustentou, em década anterior à da sentença, corajosa querela para defender os direitos e réditos dos abades de Soajo nos ofícios religiosos celebrados no Santuário da Peneda, foi contemporâneo do juiz Sarramalho.

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O abade de Soajo deixou exarado nos livros de registos paroquiais centenas de assinaturas suas e de referências à «Vila», de Soajo, estatuto este que alguns valdevezenses se atreveram a negar sem  apresentarem provas e fundamentos. Apenas afirmavam que a aldeia de Arcos, da freguesia de S. Paio de Arcos tinha ascendido a vila por «carta régia», ignorando que havia, por volta do ano de 1515, ao que parece, outros centros de administração pública no concelho de Valdevez que disputavam também a exclusividade de vir a ser a cabeça única do concelho. Por estas situações teve de haver intervenção do rei para tomar posição sobre a escolha. Isto se deduz do diploma da «carta de vila», outorgado em 1518.

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O pároco de Soajo e um escrivão de Soajo que assinavam como acima se mostra, também, em 3 de Novembro de 1822, juntamente, com todos os membros da Câmara Municipal de Soajo [presidida pelo novo juiz João Gonçalves do Outeiro, desde 8 de Outubro] e, ainda os restantes funcionários públicos, juraram obedecer à primeira Constituição do Reino de Portugal, mas admitir que quem lavrava as sentenças judiciais era o abade só um "iluminado" valdevezense o poderia escrever, não para humilhar um juiz e o tribunal de Valdevez...

Nas matérias relativas à situação do JUÍZO ou TRIBUNAL judicial e do célebre JUIZ que o notabilizou,  há algumas considerções pertinentes que devem ser conhecidas.

Em, 6 de Junho de 1823, foi aclamado Dom João VI como rei absoluto e aplaudiram a abolição da Constituição de 1822. Fazendo-se festa rija na VILA DE SOAJO iluminaram, profusamente, com lamparinas a Praça do Pelourinho ou Largo do Eiró e os Paços do Concelho. A Câmara Municipal, anterior, de índole liberal  caiu dando lugar a outra presidida, novamente, pelo juiz Manuel Domingues Sarramalho.

Os constrangimentos determinados pelas opressões do Monteiro-mor José António Barbosa, levaram a que fosse pedida a supressão da «Montaria Real de Soajo» que foi conseguida em 1821, mas havendo perda de privilégios dos que desempenhavam os cargos de monteiros menores, suscitou-se a formação de grupos a favor e em desacordo.

Parte da população de Soajo, temeu que o liberalismo lhes viesse a acabar com os maiores privilégios concedidos em Portugal, daí muitos optarem pela monarquia absolutista.

Mas cerca de dez depois, em 1832, tudo mudaria em termos dos privilégios originados nos primeiros séculos de portugalidade...

A colocação da vida municipal em Soajo, sob a alçada da igreja, num concelho habituado a decisões autárquicas tomadas sempre em ambiente  de relativa liberdade, por privilégio aos seus moradores, não teria sentido. Por razões mais ponderosas não se aceitavam intromissões directas dos abades de Soajo nas matérias judiciais.

Eu também julgava que quem no Tribunal de Valdevez as escrevia era o talhante que vendia a carne nas arcadas do demolido Paço do Concelho, onde existiam duas portas, para aceder à sala das audiências!

Mas para não fazer dos pensamentos, realidade, fui indagar quem eram os funcionários que exerciam as funções de escrivães, e  certificar-me se eram de facto analfabetos!

Verifiquei que nos anos em que foi juiz do cível e crime, o magistrado Manuel Domingues Sarramalho, um dos que exercia formalmente funções de escrivão no Tribunal de Soajo, em 1821, chamava-se José Maria da Costa Pereira.

Observei que este e os outros cumpriam, escrupulosamente, os actos públicos nos mesmos termos em que o faziam os escrivães dos Tribunais do Porto e de Viana do Minho!

As minhas ILUSÕES desfizeram-se, confesso, surpreendentemente!

Julgava que tratavam os juízes por "Ti Fulano", mas reparei que obedeciam a um código de conduta rigoroso de boas maneiras e respeitadoras das formalidades legais!

Que pena!

Afinal, tanto o nobre médico Queiroz, como um plebeu economista não percebiam patavina das normas de cortesia e das formalidades que se praticavam nos Tribunais Judiciais, ao tempo do juiz Manuel Sarramalho!

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Neste documento, assinou um dos escrivães em exercício, do tempo do juiz Domingues Sarramalho, que Teixeira de Queiroz, Eugénio Castro Caldas, Manuel António Couto Viana, Manuel Boaventura e outros sonhadores deveriam ter pesquisado para não se auto ridicularizarem...

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Referência de que o célebre juiz era o magistrado Manuel Domingues Sarramalho e não, o inventado "Ti João Cangosta", ou o José Lagosta...

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Várias assinaturas do escrivão, António Joaquim de Sousa, que exerceu actividade no Tribunal de Soajo no tempo do juiz Manuel Sarramalho, elucidam-nos também que não era preciso pedir, ao tasqueiro Vieira que vendia tintol, na rua da Valeta, em Valdevez, pelos anos de 1817 a 1836, para ir à vila de Soajo escriturar os livros dos registos das sentenças lavradas no Tribunal de Soajo.

Curiosamente, o escrivão Sousa, também não era analfabeto!

Até parece milagre que no Tribunal de Soajo, houvesse alguém com caligrafia mais interessante do  que a do nosso juiz de Valdevez do ano de 1852, José Maria de Azevedo Araújo e Gama, diria o médico Teixeira de Queiroz, das Cortinhas, de Valdevez!....

O PROF. EUGÉNIO CASTRO CALDAS E O PADRE BERNARDO PINTOR OMITIRAM MUITO ESTRANHAMENTE QUE À SERRA AMARELA MUITOS GEÓGRAFOS DE NOMEADA CHAMARAM SERRA DE SOAJO. NÃO CONVINHA ACLARAR!...

 

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O autor do livro «Terra de Valdevez e Montaria do Soajo» arranjou um título que interpretado devidamente não deixa de manifestar um grave ataque e desrespeito para com o mais relevante passado de Soajo.

É que Valdevez é assumido como «terra e concelho», e sendo Soajo, igualmente, «terra e concelho», não foi criterioso ao não o identificar no título da obra, também, por igual prestígio!

É que, embora, Soajo, tivesse uma outra autonomia, consubstanciada noutra circunscrição administrativa, tida como «comarca», e identificada por «Montaria Real» ou «Montaria d´El-Rei», esta não foi entendida por Castro Caldas nesta precisa dimensão de área ou parque de protecção e conservação das matas florestais e fauna selvagem.

Um regimento apropriado permitiu, ao principal administrador da comarca de Soajo, designado por monteiro-mor, disciplinar e governar o abate das árvores e autorizar as caçadas, bem como controlar as peças de caça bravia abatidas através das entregas de partes delas.

É verdade que houve nuances no decorrer dos séculos quanto à importância ou preponderância relativa da fauna face às matas florestais, mas a partir de 1605, a maior relevância pendeu, objectivamente, para os arvoredos.

Ainda temos como certeza indubitável que, a partir da segunda metade do século de 1500, foi criada uma outra organização destinada mais especificamente para dirigir e organizar as batidas aos lobos e outros bichos, mais com os intuitos de satisfazer os interesses directos dos povos, por causa dos prejuízos provocados nas culturas agrícolas e nos seus animais domésticos. Mas estas caçadas, ou batidas, ou montarias, nada têm a ver com os objectivos das «Montarias Reais» existentes em,  relativamente, poucas terras de Portugal.

Mas Castro Caldas confundiu a «Montaria Real» com a «Montaria dos Lobos», e o termo Montaria usado no título da sua obra foi o da última acepção!

Então, atendendo, aos conteúdos das palavras usadas, no livro, em vez de «TERRA DE VALDEVEZ E MONTARIA DO SOAJO», bem poderia ter sido dado o título, «TERRA DE VALDEVEZ E CAÇADAS AOS LOBOS NO SOAJO»!  Foi por esta razão que, eu, acima referi que Castro Caldas desprestigiou Soajo, ao ignorar a «TERRA [CONCELHO] DE SOAJO» como relevante valor identitário.

 Mas neste livro, além de outras desconsiderações, apresentou diversas versões sobre o nome da serra, numa manifesta falta de coerência identitária.

Ainda, em vida do autor, fiz adequadas mas ásperas críticas à forma como denominou, nesta obra, a serra, e por não ter feito qualquer abordagem ao assunto para apreciar minimamente tamanha baralhada...

Neste livro encontram-se CINCO versões sobre a IDENTIDADE DE UMA ÚNICA SERRA!

Espantoso, chocante!... Uma primeira identidade afirma-a como se chamando «SERRA DE SOAJO»; outra, «SERRA DA PENEDA»; uma terceira, considerou uma só serra com dois nomes alternativos, pois usou SERRA DE SOAJO OU SERRA DA PENEDA; numa quarta variante admitiu uma só serra, com um conjunto de dois nomes unidos, «SERRA DE SOAJO E PENEDA»; a quinta versão contém dois nomes, admitindo duas serras distintas, para o mesmo maciço montanhoso, SERRA DE SOAJO E SERRA DA PENEDA!

No entanto o autor, Castro Caldas, perante um naipe das cinco versões que expôs, sem absolutamente nada fundamentar fez na introdução da sua obra a opção pelo nome Serra da Peneda! 

Escolher o nome, SERRA DE SOAJO, exigia-lhe uma lavagem ao cérebro, não tivesse alma valdevezense, embora nascendo em Lisboa...

E, isto, apesar de intitular a obra por «TERRA DE VALDEVEZ E MONTARIA DE SOAJO»!

Obviamente que se furtou a uma justificação mas o espírito de rigor e de justiça deveria ter presidido, em  respeito pela verdade em matérias de carácter científico. Como este não se harmonizava com a escolha da sua preferência ousou mesmo assim escolher o errado e aldrabado nome Serra da Peneda!

Apesar de "grassar no país a epidemia" de o nome SERRA DE SOAJO dar, absurdamente, nome ao espaço montanhoso da SERRA AMARELA, nos  primeiros cinquenta anos de vida do Eng. Eugénio Castro Caldas, sobretudo, ao nível dos dicionários corográficos de melhor qualidade, nas mais credenciadas enciclopédias portuguesas e, nos manuais de ensino de Geografia de Portugal  da autoria de vários geógrafos de nomeada, esta gravíssima situação, espantosamente, não o chocou! 

De facto, nem uma única  palavra dedicou a esta humilhante ofensa ao património da TERRA DE SOAJO! 

Claro que não convinha tocar neste assunto porque iria dar luz a um maior conhecimento de que só por trafulhice é que vingou e se robusteceu o nome falso, serra da Peneda, fundamentalmente, através da fraude de deslocarem o nome SERRA DE SOAJO  para o sul do rio Lima, como identidade alternativa da designação SERRA AMARELA e a de passar a ter, também, no marco geodésico da Louriça a sua culminância!

No Alto da Pedrada, da freguesia de Soajo, fez Caldas culminar a sua adorada  "serra da Peneda"!

Noutro seu livro, «Agricultura através dos tempos», Caldas ignorou o nome «SERRA DE SOAJO», fugindo dele como o diabo da cruz...

Ao ler-se esta última obra refere o episódio "militar" que alguns consideram como a lenda da "Batalha de Valdevez", porém, para a localizar  recorre ao cenário montanhoso que denominou por Serra da Peneda, seguindo as asneiras do Padre Bernardo Pintor! 

Esqueceu-se,  Caldas, de dizer uma outra aldrabice equivalente à de se poder considerar a Madeira como já existente em Portugal, antes da sua formação...

Sobre este encontro "militar" escondeu Caldas, na sua obra intitulada "Agricultura através dos tempos", o que o notável historiador Alexandre Herculano escrevera, referindo a expressão: «os  pendores da serra de Soajo»!

O nome Serra de Soajo, para Castro Caldas, só tinha cabimento como  identidade certa e definitiva,  na China do Sul...

O que o professor catedrático e competentíssimo investigador, Carlos Manuel BAETA NEVES, escreveu sobre a protecção da natureza na Serra de Soajo, colocando nos píncaros a «MONTARIA DE SOAJO» e os MONTEIROS DE SOAJO,  Castro Caldas, despreza-o, embora estas considerações fossem todas baseadas em sólidos documentos, recolhidos nos livros das chancelarias dos reis, existentes em Lisboa, no arquivo nacional daTorre do Tombo!

 O professor catedrático Baeta Neves considerou a «MONTARIA REAL DE SOAJO» como uma instituição histórica equivalente, em objectivos, ao actual Parque Nacional!

  Castro Caldas ignorou a verdadeira essência, alma, valência, fundamento, da «MONTARIA REAL DE SOAJO».  Que parcialidade!...

O inadequado nome do Parque Nacional foi pretendido e influenciado por Castro Caldas.

O Subsecretário de Estado da Agriculura , Vasco Leónidas, foi quem tratou da criação do Parque Nacional, e manteve contactos com Castro Caldas.

Claro que, Caldas, não repudiou o nome do P.N., antes o acarinhou, pela simpatia que sempre nutriu pela Terra de Valdevez, e pelas antipatias que herdou e cultivou por influências dos familiares "fidalgotes" da "casa dos andorinhas"!

Os limites exteriores do Parque Nacional evidenciam claramente, mais uma vez, a golpada de identificarem o «ALTO DO PEDRINHO» pelo nome «ALTO DA PENEDA"!

Esta trafulhice ou falsidade, resultou de chamarem ao PEDRINHO, Peneda! 

Com esta burla, dissimulada com base na mudança do nome do sítio onde montaram a pirâmide geodésica de 1ª ordem no cimo de uma torre, a que o povo sempre chamou "Castelo do Pedrinho", originou-se, na ciência geográfica, que não no dizer do povo, o falso nome «serra da Peneda»!

A foto do documento seguinte comprova como deturparam e intrujaram o nome do monte, donde retiraram o nome da serra, que nada tem a ver com o Santuário de Nossa Senhora das Neves iniciado, desenvolvido e consolidado na paróquia de Soajo, mas que, só no século XVI, pela criação da anexa à paróquia de Soajo, passou a ser da Gavieira, nos termos das normas do direito canónico, continuando, contudo, a ser de SOAJO, na perspectiva autárquica, ou seja no plano do direito civil e, mais tardiamente, nos termos dos primeiros dois códigos administrativos :

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Com maior visibilidade se nota na foto seguinte que, das Lamas do Vez para o Mezio, vai a fronteira do P. Nacional, pelo "ALTO DA PENEDA", quando deveria constar em obediência à verdade o nome «ALTO DO PEDRINHO»!

Com esta mentira foi mais fácil o desrespeito pela designação, SERRA DE SOAJO, e a imposição do nome errado do Parque, para nele não figurar, SOAJO!

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Seguem duas fotos da publicação do Padre Bernardo Pintor :

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 Bernardo Pintor clara e objetivamente não alcançou como se vê nesta escrita o que foi o MONTARIA REAL DE SOAJO, confundindo-a com a outra instituição organizativa que houve em SOAJO, mas só a partir dos meados do século de 1500.

A Junta da Colonização Interna foi uma instituição criada, em 1936, pelo governo de Oliveira Salazar, e  tinha como principal objectivo o aproveitamento dos baldios para desenvolver e aumentar  o espaço da agricultura e das florestas, sobretudo, nos baldios serranos. A esta organização estiveram ligados Castro Caldas e Vasco Leónidas.

Foi presidente da Junta de Colonização Interna, o Engº Agrónomo Vasco Leónidas, antes de ser membro do Governo, o que lhe possibilitou mais conhecimentos para criar o Parque Nacional.

Sendo a Serra de Soajo, o nome usado pela Junta de Colonização Interna, em 1941, a qual abrangia as freguesias montanhosas dos três concelhos referidos acima segundo relatou Bernardo Pintor, não entendemos que não tivesse o engenheiro agrónomo Vasco Leónidas considerado a abrangência da serra de Soajo, ao criar em 1971, o novo parque da natureza!

Não escolheu Vasco Leónidas, um nome do parque fora das aldrabices, respeitador das verdades seculares, com base nos dois principais e clássicos nomes das duas serras nortenhas, de modo a  lhes chamarem PARQUE NACIONAL SOAJO-GERÊS!...  

Quem disse que houve uma «MONTARIA DA SERRA DE SOAJO» e, depois, articula esta Montaria  com o espaço serrano da inventada "serra da Peneda"?

Tanto apedrejamento a Soajo devido às "partidarites" de Eugénio Castro Caldas - que não obstante ser um optimo professor e investigador em assuntos de agricultura, prestou-se a serviços pouco dignificantes para prejudicar as boas identidades de Soajo!

Melhor que ninguém, sabia o Prof. Castro Caldas o nome mais justo, mais antigo, mais racional da serra, mas não o defendeu como seria lógico à luz dos conhecimentos históricos e geográficos.

Fez o mesmo que nas suas publicações, pois quis "MATÁ-LO"!

Também não se entende a opção de Bernardo Pintor pelo nome errado da serra, depois de saber que o «aproveitamento de culturas [florestais ?], pastagens e caça» estavam intensamente relacionadas com Soajo, aqui observado na dimensão de «SERRA DE SOAJO» que integrava os montes das proximidades do SANTUÁRIO MARIANO, e como nome, até único, de TODA A SERRA! 

Por que razão, também, não falou Bernardo Pintor da confusão do nome «SERRA DE SOAJO»,  ao vê-lo aplicado como sinónimo de SERRA DA AMARELA, pela idiotice de Choffat, em 1907?!

Defender a aldrabice Serra da Peneda foi fruto de um bairrismo injusto, em virtude de o nome, em termos geográficos, ter brotado do aldrabado nome  "Peneda", com base na "torre geodésica" de que serviu Gerardo Pery, em 1875, e que o PARQUE NACIONAL acolheu com base do nome do sítio, apesar de mal denominado, até para estabelecer a fronteira exterior do próprio Parque.

Concluindo, um falso nome, deu nome ao Parque Nacional e aos seus limites fronteiros!

Que ALDRABICES!

QUE DESONRAS PARA SOAJO!

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No livro, «O MINHO PITORESCO», o jovem médico José Augusto Vieira, desloca, a altitude de 1446 metros, erradamente atribuída por G. Pery, no marco "Peneda", em Sistelo, e atribui esta altitude  ao ponto culminante  do ALTO DA PEDRADA, que sempre pertenceu à autarquia do Soajo.

Cabreiro, não tem limites no ALTO DA PEDRADA, como atesta, oficialmente, o seu próprio tombo do ano 1795!  Esta montanha pertence só a Soajo!

A seguir apresentam-se mais disparates, não de Bernardo Pintor ou de Castro Caldas, escritos em 1914, como se revela  na legenda sob a foto seguinte.

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Três nomes de "serrinhas" foi o que considerou em «A NOVA CARTA COROGRÁFICA DE PORTUGAL», o General Marquês D´ÁVILA E BOLAMA!

Para este autor, parte de Cabreiro e de Sistelo, constitui uma NOTÁVEL E MUITO FABULOSA "serra da Peneda", como que presa por forte corrente de ferro e cadeado ao "CASTELO" da Peneda, e considera esta falsa serra a poente de outra inventada «SERRA DA GAVIEIRA"! 

A minúscula, em extensão, e com a altitude máxima de "90 milímetros" está virada para a "aurdeia" que de avermelhada passou à cor amarelada!  

Chofatt tinha razão, alguns valdevezenses assim quiseram, porque o Dr. Félix Alves Pereira, embora enviasse ao inventor das "QUINTAS DE ÁVILA, ESPINHAÇO DE CÃO E CALDEIRÃO OU MU", outros nomes das serras locais do ALTO MINHO, outros "amigalhaços" de Soajo mais confusões desejaram para a serra do nome martirizado, mas que foi nas obras literárias e na cartografia dos dois países ibéricos o nome mais regular e vulgarmennte usado até se gerarem os insólitos ataques perpetrados por alguns valdevezenses ! 

Como não foi despromovido, por tamanhos disparates, o marquesado de Bolama e Ávila continuou...

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O nome da serra que atravessou muitos séculos de Portugal,  a que o erudito ANDRÉ DE RESENDE atestou em ANTIGUIDADES DA LUSITÂNIA,  com nome em língua romana, anda a ser tratada em termos nominais desta forma! 

A equipa da actual JUNTA DE FREGUESIA DE SOAJO, irá pedir ao poder orientado por alguns valdevezenses para darem uma ajudinha no sentido de mais derrotar a denominação SERRA DE SOAJO?

Talvez sim, segundo uns, talvez não, na opinião de outros...

 

 

 

RECOLOCAR A SERRA DE SOAJO NO SEU ÂMBITO TERRITORIAL ANCESTRAL E COM O NOME QUE OFICIALMENTE TEVE EM 1941 PARA EFEITO DA UTILIZAÇÃO DOS BALDIOS EM PORTUGAL!

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O marco geodésico colocado no sítio que os valdevezenses escolheram foram uma importante estratégia para atacar o nome SERRA DE SOAJO, e pese embora não fosse colocado na montanha mais elevada desta serra foi, habilmente, usado para baralharem e tentarem mudar o nome da serra a partir de 1875!

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O paço dos donatários de Valdevez, intitulados por Viscondes de Vila Nova de Cerveira, embora não  tivessem cimento nas paredes na sua casa em Giela, não mudaram de residência para Ponte do Lima por causa das paredes desnudadas e do incómodo das moreias, ou seja, das medas de palha de milho...

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As paredes das casas do Largo do Eiró não tinham cimento como a dos fidalgos em Giela!

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Uma placa do Porto deveria ter o nome «RUA DA SERRA AMARELA»! Enganaram-se...

 

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Em 1821 o Povo e a Câmara Municipal de Soajo fizeram uma exposição ao rei Dom João VI afirmando que não podia suportar as opressões do monteiro-mor da sua «comarca», designada desde pelo menos o século de 1300, por «Real Montaria de Soajo». Os objectivos fundamentais desta visavam proteger as matas florestais e os animais silvestres em parte da serra de Soajo. Coincidia a área do "Parque Real" com o território do município de Soajo, já definido antes do foral de 1514.

Em consequência desde abaixo-assinado ou representação, como se dizia mais comummente, foi aprovada uma lei nas Cortes, em 1821, para acabar com a «Montaria-Mor do Reino», estrutura oficial que teve o seu primeiro Monteiro-Mor do Reino, no tempo do rei D. Fernando I. .

Em, 1824, foi criada uma nova organização de protecção da natureza, portanto com intuitos similares à da Montaria Real, que designaram por «Administração-Geral das Matas»  do Reino».

No ano de 1886 criam os «Serviços Florestais», e foi através destes que foi florestada, pouco anos depois, a muito conhecida mata de Albergaria, na serra do Gerês.

Em 1919, dentro do Ministério da Agricultura, é instituída a «Direcção-Geral dos Serviços Florestais».  Através desta é levado a cabo, em 1938, o plano de «Povoamento Florestal» das serras de Portugal,  de entre as quais os montes da SERRA DE SOAJO. Neste plano de arborização foram incorporados os montes da Serra de Soajo sob a designação «NÚCLEO OROGRÁFICO DE SOAJO», onde um suposto "Núcleo da Peneda" não se lê...

  Apesar de tudo isto as árvores plantadas no «Núcleo orográfico [da Serra] de Soajo», quando arderam com os incêndios verificados nas primeiras décadas de 2000, morreram as matas não no território onde nasceram, mas na serra de nome falseado! Novo "país" devido a milagreiros...

A palavra "orográfico" dizendo respeito à descrição dos montes, claramente manifesta que o nome, Peneda, foi muito mal escolhido para fazer parte do Parque Nacional!

Se no texto, contido na foto anterior, da autoria do Padre Bernardo Pintor, publicado em 1981, é referido que «ALGUÉM SE TEM INSURGIDO POR SOAJO NÃO FIGURAR NA DESIGNAÇÃO DO NOME DO PARQUE NACIONAL», é altura de o fazermos, uma vez que muitas provas mostram que o nome do Parque Nacional resultou de várias FRAUDES e, de más vontades contra Soajo, especialmente, de alguns valdevezenses!

Se, em 1941, foi escrita a expressão  «MONTARIA DA SERRA DE SOAJO» e se, em 1993, a mesma pessoa escreveu na obra «TERRA DE VALDEVEZ E MONTARIA DO SOAJO» que esta foi meditada, «PREDOMINANTEMENTE À VISTA DO ENCANTO DO VALE DO VEZ E DA SERRA DA PENEDA», sem que o "país" tivesse mudado, isto só pode ter sido  fruto de castelhanice ou valdevezice!  O autor não foi um castelhano mas sim um alfacinha oriundo da «Casa da Andorinha» que se chamou Eugénio Queirós Castro Caldas...

De facto só por grande MALDADE se pode justificar o nome «Terra da Valdevez e Montaria de Soajo», escrevendo a seguinte aberração:  «a Terra e Montaria que estudamos, identifica-se com duas realidades fundamentais: o rio Vez e a serra da Peneda ou do Soajo»!

Como foi possível introduzir no parágrafo anterior a expressão «serra da Peneda», sem ser por motivo de enorme MALDADE?!

Por que DESRESPEITOU, SOAJO E OS SOAJEIROS, AO NUNCA USAR O NOME: «PARQUE NACIONAL SOAJO-GERÊS»?

Ironizando, devo dizer que não se enganou Castro Caldas, porque a «Terra de Valdevez» é nome do espaço moldado física e culturalmente pelo rio Coura, e a «Montaria de Soajo», atendendo a que, montaria é palavra que tem como raiz a palavra "monte", até se justifica o nome da obra «Terra de Valdevez e Montaria de Soajo» na parte de «Montaria de Soajo», em função do «MONTE SINAI !

Talvez que haja até quem diga que Valdevez deve o seu nome, à palavra Soajo; e, Soajo, por homogeneização de critério recolhe o seu nome do rio Vez!

Eugénio Queirós C. Caldas ao tratar na obra «Terra de Valdevez e Montaria de Soajo», o tema «OS TEMPOS ACTUAIS», diz não que o nome de Portugal mudou, mas o que transcrevo: «o concelho de Arcos de Valdevez compõe-se de dois grandes espaços geossociais, como tem sido assinalado. A serra da Peneda e o Vale do Vez, seus afluentes e encostas, onde os centros urbanos, de entre os quais a vila, dominam como área mais povoada. A Serra tem a sua história, de ambiente de fabulosa reserva natural (...)» !

Comento o parágrafo anterior adiantando que tem Casto Caldas a maior razão do mundo, pois o povoamento da Serra de Soajo, iniciou-se com os penedenses nascidos antes de haver Mumadona  Dias, e os soajeiros apareceram no mundo com a implantação da grande "TORRE OU CASTELO DA PENEDA [PEDRINHO]" por volta da década de 1865!

Tudo isto não é espantoso, nem lunático, nem fabuloso...

Castro Caldas ao ter escrito certas coisas deveria ter pensado que os leitores da sua obra não seriam pessoas escorreitas, nem dotados de poder crítico mínimo, antes seriam, ao que parece, uns autênticos IMBECIS!...

(continua noutro post)