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Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

A REAL MONTARIA DE SOAJO, A PARTIR DE 1498, FOI A ÚNICA ÁREA NATURAL PROTEGIDA A NORTE DO RIO DOURO, MAS UM CASTREJO QUIS DESACREDITÁ-LA, ORA OMITINDO-A OU DESQUALIFICANDO-A !

1- INTRODUÇÃO

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No começo dos anos de 1930 o Largo do Pelourinho, popularmente, designado por Largo do Eiró,  deixou de ser completamente térreo, ao receber o seu primeiro empedramento. Neste local, por volta de 1535, haviam estabelecido a vila, como sede da montaria real e do concelho de Soajo. O foral de 1514 fora dado à terra e concelho de Soajo e, até 1528, não existia ainda uma vila, pelo que se deduz que o pelourinho foi levantado entre 1528 e 1535. A partir desta altura, por uma disposição normativa contida nas «Ordenações manuelinas», Soajo, passou a ter uma sede de concelho, ou seja, uma vila.

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O elenco da Junta de Freguesia, em 1951, era constituído por Alexandre Enes Fernandes, Alexandre Fernandes Baptista e Eduardo Pires Barreira. Nesta foto podem ainda ver-se da esquerda para a direita, na segunda posição, o Prof. Alexandre Fernandes Enes a exercer docência em Soajo, e na quarta, o Prof. Manuel Gonçalves Lage, a leccionar na vila da Ponte da Barca, depois de o fazer em Caminha e Viana do Castelo. Segundo escreveu em 1942 o Prof. Enes, mais tarde aderente ao salazarismo, foi o Prof. Lage a quem Soajo muito devia pelo  empenhamento no seu progresso, sendo que esta obra do Largo, a escola da Eira do Penedo, a vinda para Soajo da instituição da Casa do Povo, tiveram através da sua caneta e da sua máquina de escrever usos dedicadíssimos...

 

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O primeiro nome relativo a Soajo como nome de serra remete para Amarela como nome alternativo da serra, devido ao facto do geólogo suíço Paul Choffat, em 1907, ter cometido este inacreditável disparate, pelo que esta obra, embora não datada, tem de ser forçosamente posterior a 1907. E indagando vê-se que, na página 481, consta o ano de 1908, o que confirma que acolheu a aldrabice da confusão da identificação da serra Amarela, como sendo indevidamente também designada por serra de Soajo!

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Este texto sobre Soajo bem manifesta que os sabujos do foral de 1514 continuavam a dar preciosos contributos para um melhor bem-estar dos Soajeiros.

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Os cães destas fotos, datada de 1907, e publicada em edição anual do Clube Português de Canicultura, pertencem, ao que  parece, à raça do cão sabujo da serra de Soajo e à raça do cão da serra da Estrela que, embora fossem, na década de 1931, inseridos como cães de gado, no grupo dois, pela Federação Cinológica Internacional (FCI),  eram também usados como cães de caça, não obstante, não virem a ser inscritos no grupo oito que respeita a esta última funcionalidade.

Será que o cão da serra da Estrela, é só da freguesia de Moimenta da Serra, ou da de Folgosinho, ou de uma qualquer outra do concelho de Gouveia, ou será de uma das quatro freguesias do montanhoso concelho de Manteigas?

Será que o cão da serra da Estrela degenerou quando passou a ser criado por uma qualquer freguesia dos concelhos por onde se estende a serra mais extensa e de maior altitude de Portugal Continental?

Não haverá ninguém que siga as teorias infantis, para as aplicar ao cão da serra da Estrela, iniciadas em 2002, com o fim de repudiar preciosos documentos sobre o cão sabujo da serra de Soajo, imaginadas pela cachimónia do castrejo do lugar de Várzea Travessa?

Só na de Soajo o cão não poderia passar para Castro Laboreiro, nem do território montanhoso desta para Soajo?

A teoria das "lérias" engana muita gente pois há quem caia na esparrela como os "patinhos"...

Serve-se o castrejo, de coisas relativamente secundárias, não oficiais, de "lana caprina", que não respeitam a aspectos essenciais do cão, como engodo, exagerando-as, e as leis e valiosas obras que ao longo dos séculos abraçaram o assunto do cão SABUJO de Soajo interpreta-as a seu belo prazer e recomenda "historiadores de nomeada com cientificidade" aos outros, e para ele as suas trafulhices gozam de imunidades perante os "geniais" das sapiências!....Coitadinho...

 

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Foto anterior que deformada não permite visualizar com a mesma definição os CÃES, como as das fotos publicadas por mim diversas vezes.

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Foto publicada pelo castrejo com metade da imagem escondida para os leitores não compararem os corpos dos dois cães situados à esquerda! Na legenda fala-se da «RAÇA da Serra da Estrela», mas no texto das suas charlatanices ataca o uso do termo RAÇA, dizendo que não existem raças, sem estalão! Ora o cão desta serra só teve estalão em 1934! 

Por que não atacou o termo RAÇA escrito na LEGENDA da foto que divulgou ao não estar de acordo com as suas lérias teóricas expostas nas inventonas da sua "TESE PARA PEQUENINOS"?

 

Sobre a consideração rácica dos cães da foto deformada, publicada na página 12, no seu texto, alusiva aos cães portugueses fez mais "barulho" que um cão a latir, para no mesmo artigo, na página 24, publicar outra foto, muito provavelmente de dois cães mastins da Estrela, atendendo ao posicionamento da inserção das orelhas, e perguntar, qual a origem, prometendo prémio a quem os identificar!

Por que não propõs, o castrejo, um prémio para identificar o cão de cor negra na foto publicada com o rei D. Carlos, reproduzida do livro publicado, em 2016, pelo Clube Português de Canicultura (CPC)?

Por que demorou tanto tempo, o castrejo a reagir, se sentiu que  enganei MILHARES de pessoas com a foto que publiquei?

Por que não divulga a origem da foto que diz possuir, a  que atribuiu data de 1905 ou até anterior, se é diferente de 1907?

Por que não adverte e culpa o CPC por a imagem da foto ser considerada como tirada em 21/11/1907?

Por que diz que a foto é uma falsidade quase viral e, não arranjou antídoto com prontidão, nos dias seguintes, para alertar do perigoso vírus?

Por que escreveu sobre o caso da publicação da foto: «Como é possível alguém INVENTAR desta forma?». Isto, foi escrito, por quem TEVE A SUPINA IDIOTICE DE ESTROPIAR, MALTRATAR, INTERPRETAR, ESTUPIDAMENTE, A LEI FUNDAMENTAL DO CONCELHO DE SOAJO -  O FORAL - QUE VIGOROU DURANTE SÉCULOS!

Que coragem! Que malvadez! Por causa de uma foto que eu não datei, não viciei, FEZ TANTA ALGAZARRA, e nos fundamentais elementos da LEI DO FORAL e de obras histórico-geográficas suportadas por documentação oficial de autenticidade indubitável, deturpa objectivas e claras menções, comportando-se como um irreparável "IRRESPONSÁVEL"!

Por que me acusa o castrejo de ter abastardado a foto que eu publiquei, de  não ser verdadeira, e se atreve a difundir apenas parte da que diz possuir como sendo de 1905 ou anterior?

 É que não expôs gatos escondidos com os rabos de fora, mas  CÃES abordados em contexto de ACESAS polémicas!

O castrejo teve o desplante de falar em «documentos históricos IMPOLUTOS», mas os apresentados de Soajo, degenera-os,  poluindo-os!...

Escreveu ainda no seu texto que em Castro Laboreiro usavam as pessoas os cães por causa dos perigos, talvez de potenciais ladrões e feras, quando andavam nas matas, mas, para nas cerca de oito montarias de todo o país, em 1605, que substituiu  pela ILUSÓRIA expressão EMPOLADA, de dezenas e dezenas de matas, os vigilantes, segundo o castrejo das "arteirices" não precisavam dos cães para nada! Como se tratava do mesmo cão, mas nomeado por sabujo, de SOAJO, já não eram precisos os cães para proporcionar uma maior segurança aos guardas-monteiros! Tapa buracos num lado e abre outros...

2 .- A REAL MONTARIA DE SOAJO

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No título deste documento está: « DEMARCAÇÃO DO LUGAR DO CONCELHO DE SOAJO QUE É MONTARIA D´EL REI NOSSO SENHOR».

O que no título não foi escrito foi que o concelho era d´el rei, como de facto o foi, porque não foi cedido a um donatário, ficando sempre na dependência dos sucessivos reis, diferentemente, do que sucedeu a centenas de concelhos de Portugal. O que foi salientado foi a MONTARIA REAL, porque era uma instituição muito especial e escassa no país que, o FORAL DE SOAJO, revelou, indirectamente, através do  MONTEIRO-MOR local, como figura central!

 

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Neste documento constata-se a primeira expressão gráfica que se conhece sobre a «VILA» de Soajo, na qualidade de cabeça ou sede de concelho, como acima se referiu  ao tratar do primeiro empedramento do Largo do Pelourinho.

Quis o castrejo fustigá-la, mas, muitos outros documentos contrariam os seus desejos como veremos!

(N.B. - Continuará a elaborar-se este artigo...)

Cão castro-laboreiro e cão sabujo de Soajo são dois nomes da raça da SERRA DE SOAJO! O pároco Aníbal Rodrigues afirmou a UNICIDADE CANINA, mas há quem considere haver nesta serra, por desacerto, duas notáveis raças diferentes!

 

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Uma bela e genuína cadela de nome «Rainha», nascida e criada, na década de 2011, na vila de Soajo, da RAÇA SABUJO DA SERRA DE SOAJO, que por sua vez já procriou várias ninhadas, como as da cadela, na década de 1931, do Barbosa, que foi mais conhecido pelo "Manso da Caixeira".

É de indubitável qualidade, muitíssimo superior à que foi fotografada com cachorros, pelo autor do estalão, MANUEL F. MARQUES, em 1935, na sede de Castro Laboreiro.

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Disse o Pe. Aníbal Rodrigues, pároco em Castro Laboreiro, na imagem anterior: «Aparece-nos também no Soajo o cão sabujo nos primeiros reis de Portugal»!

Claro que o cão sabujo em Soajo não aparece só nos primeiros reis de Portugal, uma vez que reis das quatro dinastias se relacionaram com o cão sabujo de Soajo, pois que até, em 1815, o rei D. João VI confirmou os privilégios aos moradores de Soajo e aos monteiros, guardas da Real Montaria, entre os quais a carta de privilégios onde está referida a proteção aos SABUJOS de Soajo!

Para o Padre Aníbal os cães SABUJOS de Soajo eram «com toda a certeza» da RAÇA de Castro Laboreiro! Então, se os SABUJOS eram os "castro-laboreiros", pode também concluir-se que os "castro-laboreiros" são SABUJOS!

Esta forma de ver, levaria noutros escritos, o Pe. Aníbal, a ter assumido o que está em pé de página na imagem seguinte:

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Mas, o castrejo perversor de factos verdadeiros e documentados de Soajo, não mencionou que o Pe. Aníbal Rodrigues escreveu que o cão se chamava SABUJO «DEVIDO AO SEU EXTRAORDINÁRIO FARO»!

Por estes sentires do Pe. Aníbal e, pelo que me disse em conversas tidas em Castro Laboreiro, e também por cães das serras de Soajo e Estrela caçarem na Tapada de Mafra, e, ainda, por eu ter visto vários veados, no voltar da década de 1950/1960, no planalto da Matança, onde existia a casa para os pastores de Soajo, na fronteira com Castro, é que eu induzi que caçou e viu caçar com sabujos, sendo certo que, objectivamente, não mo disse. 

Aproveito para repudiar a acusação que me fez este indivíduo da incrível "TESE DA INVENTONA" ao avançar com mais uma, para adicionar às muitas MENTIRAS antes feitas. Eu NUNCA fui a Castro Laboreiro para me encontrar com o Padre Aníbal e, NUNCA, NUNCA,..., nunca, tive o mínimo intuito de usar de «covardia e grande hipocrisia» para com o ilustre castrejo. Alíás, até posso provar que informei o Padre Aníbal de elementos que  gostaria de ver se tivesse ensejo de se deslocar ao Arquivo onde se encontram. Dado que o saudoso clérigo deixou escrito e assinado, com data de 1999,  pelo seu próprio punho o contacto que estabeleceu, em que fala da minha pessoa, passa a haver mais um "papelinho" [que ironia cínica!] PROBATÓRIO, como o da consulta do ARQUIVO DO MONTEIRO MOR DO REINO, para AR dizer, PRIMEIRAMENTE que nunca fui ao ARQUIVO, e DEPOIS que fui, mas que não o consultei! A mentir é um ser compulsivo, imbatível!

A obrigatoriedade do envio dos «CINCO SABUJOS» esteve em vigor até à terminar a lei do foral do concelho de Soajo, em 1832.

Como não são os bisnetos e os netos que dão os nomes aos bisavós e avós, também o cão NÃO recolheu o nome dos castrejos na segunda metade do século dezanove  ou na primeira metade do século XX. Os efeitos não determinam as causas, ou seja, os consequentes não produzem ou originam os antecedentes!

Como o castrejo trouxe à baila a Professora Paula Pinto Costa para se socorrer de uma  minha apreciação aos escritos que fiz à obra «SOAJO, quinhentos anos  FORAL DE SOAJO, deveria ter em conta também que a ilustre docente não apontou as suas negatividades sobre o cão pois escreveu: «ficavam apenas obrigados a dar ao monarca, ANUALMENTE, cinco sabujos criados no monte». Quase a seguir disse mais: «O rei apreciava esta RAÇA de cães, talvez pelas suas características no que toca à caça e à DEFESA DE REBANHOS. Estes cães poderiam ser, IGUALMENTE, usados nas caçadas empreendidas em outros coutos do reino.»

Perante isto NÃO quererá o castrejo das "INVENTONAS DISPARATADAS" repudiar os dizeres desta HISTORIADORA MEDIEVALISTA que, TALVEZ, satisfaça, as suas exigências  de «CIENTIFICIDADE» ao "atrever-se" a usar as palavras: «ANUALMENTE», «RAÇA», e «DEFESA DE REBANHOS»? 

Sentir-se-á o castrejo, VEXADO, pela autora, quando escreveu  na sua "Adenda" de 32 páginas de 2/2/2019, o seguinte:  «que os cães de caça do foral, POSSIVELMENTE NUNCA OFERECIDOS OU PEDIDOS PELO REI»?

Serão os meus escritos, anteriores aos da Doutora Paula Dias, de VALOR HISTÓRICO NULO, quando usei as mesmas palavras referidas na penúltima interrogação? Constituem uma «loucura» total»?

Os BONS cães rafeiros de Soajo, e não reles rafeiros ou abastardados, eram CÃES DE GUARDA DE GADO, e chamados pelos SOAJEIROS, no final do século de 1600, como SABUJOS! Mas quem sabe para que serviam os SABUJOS é o CASTREJO DA "TESE DAS INVENTONAS", das charlatanices, das intrujices, das idiotices, mas que me recomendou honestidade e responsabilidade!

Os sabujos só em Castro Laboreiro é que "sempre" serviram para guardar os "palacetes com coberturas de colmo", ainda, em boa parte da primeira metade do século passado, e também para guardar os quintais? Para Lisboa os sabujos não eram enviados nem serviriam para nada!

Não é verdade que  é uma criancice do castrejo considerar que, ao ler-se o texto, sem outras informações, em «UN CAN NA PENEDA», publicado na internet por «Melgaço,do monte à ribeira», em 25/6/2013, qualquer pessoa se convence que se trata não de uma ficção, mas de uma crónica jornalística. Se nesta crónica se refere a data de 6 de Agosto, o nome do professor, José de Sousa Mendes, e o acontecimento da morte numa área triangular cujos  vértices foram em Celanova, Montalegre e Arcos de Valdevez, seria necessário gastar tempo para aferir da verdade ou não, do que fora apresentado como  um  simples exemplo entre os três mencionados?! Fez o castrejo deste caso, um "fait divers", para sugestionar os leitores e, aproveitar para persuadir que este meu exemplo foi catastrófico para a RAÇA SABUJO DE SOAJO que tarda em reconhecer!

Apontou, também um escritor italiano Umberto Eco, que soube tanto da raça do «CÃO DA MINHA TERRA», Soajo, como eu sei da língua russa!

O que é inteiramente certo é que a raça foi conhecida TAMBÉM como «CÃO DE SOAJO», embora o autor do estalão Manuel Marques afirmasse que era nome impróprio, porém, considerou-o «CÃO SABUJO» de «poderoso domínio» sobre os animais selvagens. Mas, infelizmente, tomou outros documentos relevantes de Soajo como se fossem de Castro! Em 1935, M. Marques, teve conhecimento que nas povoações e nas montanhas da serra de Soajo, existiam cães da raça que caracterizou funcional e fisicamente.

Mais tarde eu conheci cães SABUJOS em Soajo, e tive informações recentemente que, pelo menos, o "MANSO DA CAIXEIRA" [talvez de AMANCIO, com a alcunha devido a terem familiares comerciantes cujo apelido era BARBOSA, casado que foi com uma irmã de Joaquim Enes, de alcunha, a  TANOTA],  na década de 1931, morando no lugar do Teso, da vila de Soajo, possuiu uma cadela progenitora de várias ninhadas, das quais o meu pai obteve dois cachorros.

O castrjo AR escreve sobre o que não sabe, pois na primeira metade década e mais tarde várias pessoas em Soajo tiveram cães desta raça...

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Legenda: Imagem obtida pela Eng.a Eva Marques e colocada na sua tese de licenciatura, na qual se vê uma cadela originária de Soajo.

 

Convém referir que, falar «em Soajo» e em «CÃO DE SOAJO», não quer dizer que se referia, com total certeza, à sede de Soajo ou à freguesia de Soajo! Quando se referiam a Soajo vários autores de obras quiseram dizer SERRA DE SOAJO! 

Quando antes da criação do Parque Nacional se falava do Gerês no país, em geral, não queriam referir-se à vila de Caldas do Gerês, mas sim à SERRA DO GERÊS.

CÃO DE SOAJO, mais significava, CÃO DA SERRA DE SOAJO! Cão da "ESTRELA" não tinha razão de ser, uma vez que "Estrela" é palavra comum a outras designações que nada tem a ver com a serra.

Importante, deveras interessante, foi o ABADE ANÍBAL RODRIGUES, reconhecer que nas montanhas vizinhas de SOAJO E CASTRO não houve DUAS RAÇAS CANINAS DISTINTAS, mas apenas UMA, e UMA SÓ!

Quem lançou  a existência, a ioditice, de DUAS RAÇAS DIFERENTES, em montanhas da mesma serra, foi, pela PRIMEIRA VEZ, em 2002, a cachimónia do outro castrejo também de apelido Rodrigues, o das INVENTONAS, o das TRAFULHICES, das ideias néscias, das estultices, das loucuras totais, dos abastardamentos, dos reles cães de Soajo, de que o cão só foi conhecido por um único nome. dos sabujos só serem medievais, dos cães de Soajo serem apenas rafeiros de guarda de gados,  do aparecimento de raças só se conseguir com o aparecimento dos estalões, da vergonhosa admissão de axiomas, da lei do foral de Soajo não conter normas de cumprimento obrigatório, de não haver remessas de cinco sabujos por ano,  das mentiras de estátuas falsas, de publicação de foto relevante reduzida a menos de metade, de cães do grupo dois serem exclusivamente cães de guarda e, portanto, categoficamente, excluídos do grupo oito onde estão os cães de caça, embora depois dê o dito por não dito e metesse o serra da Estrela neste grupo oito, sem que fosse considerado sabujo como o da serra de Soajo, do solar do cão de SOAJO se limitar, em exclusivo, à sua terrinha, do rebaixamento da Montaria Real de Soajo, de nunca na vila de Soajo  terem nascido cachorros sabujos no século XX, etc, etc,..., enfim, agride, absurdamente, o que fizeram os SOAJEIROS pelo cão ao longo de  séculos,  vertendo destes modos os muitos disparates na sua "TESE PARA PEQUENINOS OU PARA NÉSCIOS", em que proliferam tantos e tantos agravos a Soajo!

Várias desdas arremetidas serão escalpelizadas mais detalhadamente para o remeter o autor castrejo das intrujices para um pedestal lugar onde merece ter perenidade como enganador-mor!

Entretanto ainda farei neste post mais algumas considerações

Quem se atreveu a interpretar, infantilmente, a lei do Foral de Soajo, e queria que no concelho de Soajo, ao longo dos séculos, chamassem, não JURISTAS, para interpretar o Foral de Soajo de 1514, mas antes e simplesmente HISTORIADORES, tem uma preparação cultural pueril!

Quem queria que os «CINCO SABUJOS» não fossem enviados ANUALMENTE, mas antes, EVENTUALMENTE, ou seja, quando calhasse, quando acontecesse, se acontecesse, foi o mesmo indivíduo castrejo, só com o INTUITO DE DESVALORIZAR A IMPORTÃINCA DA RAÇA DE SOAJO, só por ser de SOAJO, para tentar credibilizar que foi SEMPRE, SEMPRE, ao longo dos séculos, exclusivamente, do SEU PAÍS castrejo! O que ele escreveu sobre o assunto em causa, em geral, não merece aceitação alguma!

Os "cães rafeiros bastardos de Soajo", para ele, é que têm cabimento numa "tese não só ILÓGICA mas, muito mais do que isso, grave e rigorosamente, NÉSCIA"! Saída de uma cachimónia autenticamente IRRESPONSÁVEL, porque se opõe, tontamente, a  LEIS, que vigoraram CENTENAS DE ANOS! Claro que as atacou e desvalorizou porque sabia que as suas congeminações eram INDEFENSÁVEIS no enquadramento legal que vigorou, para tratar os SINGULARES CÃES DE SOAJO!

Desvalorizados como "reles rafeiros bastardos", não justificariam, não teriam razão para serem enviados, nem para serem usados pelos guardas das escassas MONTARIAS DO PAÍS, ou «COMARCAS», de protecção da Natureza, aprovadas para continuarem, em 1498, pelo rei D. Manuel I.

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O castrejo A. Rodrigues (AR) escreveu na imagem anterior, não sobre o estalão do sabujo da península ibérica como mal dissera noutra parte do seu artigo desastroso, mas serviu-se das características dos cachorrinhos desta raça, nas primeiras semanas de vida, para efeitos de serem escolhidos os melhores. Retirou estes elementos do «Livro da Montaria» da autoria do rei português D. João I. Claro que neste livro não vem o estalão da raça mesmo que em termos incipientes, porque só se abordam os cachorros! Todavia AR mesmo neste contexto, falou em estalão da raça do sabujo ibérico, o que não é sério, nem rigoroso, nem objectivo! Mesmo assim, concluiu o que está  sublinhado a cores na imagem anterior...

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Aos seus disparates repliquei com as considerações seguintes em 2013:

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Nenhum soajeiro se tinha, de facto, por escrito debruçado sobre o assunto «SABUJO», mas a palestra/debate resultou muito provavelmente por na exposição CANINA, de 9 de Junho de 2002, em Soajo, Rodrigues, tomar conhecimento que as ALDRABICES sobre a raça, feitas pelo autor do estalão, Prof. Manuel Marques, foram DESCOBERTAS, através das análises de diversos documentos de Soajo!

Ao aperceber-se que as coisas não iriam correr como no passado, no fim do mês de Junho, reagiu AR promovendo a palestra, todavia, sem fazer grande alarido , para não dar a impressão de acção reactiva...

Os argumentos que apresentou foram disparatados e compatibilizaram-se com o propósito de arranjar a RAÇA SABUJO DE SOAJO, COMO NÃO SENDO A MESMA CRIADA EM CASTRO!

A raça do SABUJO IBÉRICO nunca passou ao território da autarquia de Laboreiro, segundo o fantasista AR, embora existisse em  muitas terriolas de Portugal, mas à ÚNICA especial, não !

Chegou, portanto, só a Soajo o SABUJO IBÉRICO, mas NUNCA calcorreou o solo das montanhas vizinhas, ditou anedótica e ridiculamente o AR das inventonas !