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Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

AS MONTARIAS REAIS E AS MONTARIS DOS LOBOS ERAM INSTITUIÇÕES QUE PROSSEGUIAM FINS DIFERENTES E ESTAVAM SUJEITAS A REGIMENTOS QUE NADA TINHAM DE IGUAL.

COMEÇO POR APRESENTAR FOTOCÓPIAS DE CARTAS OFICIAIS DE NOMEAÇÃO DE MONTEIROS-MORES, NATURAIS DA VILA DE SOAJO, QUER PARA A MONTARIA REAL - CUJO OBJECTIVO ERA PROTEGER A NATUREZA -, QUER PARA A MONTARIA DOS «LOBOS E MAIS BICHOS», CUJA FINALIDADE ERA, ESSENCIALMENTE, ABATER ANIMAIS NOCIVOS.

TODAS ESTAS CARTAS RÉGIAS FORAM MANUSCRITAS E FORAM EMITIDAS NO SÉCULO DE 1600. ENCONTRAM-SE ESTES DIPLOMAS EM LIVROS ENCADERNADOS NAS CHANCELARIAS DOS REIS, ARQUIVADOS NA TORRE DO TOMBO, EM LISBOA:

NOTA: ESTE POST ESTÁ AINDA A FAZER-SE......

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 APRESENTAM-SE A SEGUIR EXTRACTOS DO REGIMENTO DO MONTEIRO-MOR DO REINO PUBLICADO EM 1605:

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Esta informação de que todos os moradores de SOAJO eram MONTEIROS, é contrariada por muitos documentos ao longo dos séculos, pois os OFICIAIS monteiros tinham privilégios específicos que não eram usufruídos pela generalidade da população. Como não quis o rei acabar de vez com a Montaria de Soajo usou ambiguidade no caso, ao que parece por causa da continuidade do envio dos «CINCO SABUJOS» em cada ano.

 (CONTINUARÁ EM ELABORAÇÃO)

 

A PRIMEIRA GEOGRAFIA CIENTÍFICA DE PORTUGAL, BEM COMO OS PRIMEIROS MAPAS GEOGRÁFICOS DOS SÉCULOS DE 1500 A 1600, MENCIONAM, DEVIDAMENTE, A SERRA DE SOAJO!

Tomar conhecimento de assuntos muito essenciais de Soajo que, afirmam e sustentam o seu passado, é absolutamente necessário, para entregar ao futuro as suas verdadeiras realidades patrimoniais, para não continuarem a deturpar SIGNIFICATIVAS preciosidades IDENTITÁRIAS, com muitos séculos, como é o caso do nome da SERRA DE SOAJO!

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Só passado, meio século, de ser feita a primeira GEOGRAFIA DE PORTUGAL, de teor CIENTÍFICO, resultante da excelente tese de  DOUTORAMENTO do PROF. DOUTOR HERMANN LAUTENSACH  - após intensa e profunda INVESTIGAÇÃO E DO BOM CONHECIMENTO DO TERRITÓRIO PORTUGUÊS, QUE MUITO CALCORREOU -, é que foi traduzida para português! 

Este facto impossibilitou a CORRECÇÃO das asneiras grosseiras sobre o nome  SERRA DE SOAJO, cometidas, através de BATOTAS, pelo geólogo suíço Paul Choffat!

Escreveu, Choffat, numa pequena obra, que tinha de dar nomes às serras de Portugal para tratar da geologia [estudo da crosta terrestre, movimentos tectónicos, rochas, etc.] de Portugal, mas APENAS, atacou UM NOME - o da SERRA DE SOAJO - , dizendo que NÃO ERA CORRECTO como nome do espaço montanhoso da SERRA AMARELA! Depois, na mesma obra, quando apresenta a LISTA DAS PRINCIPAIS SERRAS DE PORTUGAL, considera AMARELA E SOAJO como nomes EXACTOS da mesma serra, a sul do rio Lima! Não foi, nesta matéria, Choffat, senão um grande ALDRABÃO, copiado pela maioria dos autores de obras de Geografia...

De facto, escrever então que, a serra Amarela também se chamava SERRA DE SOAJO, lançou quase o atestado de óbito da serra de Soajo, ao possibilitar que o nome, serra Peneda, tomasse conta do nome do espaço da Serra de Soajo!

 

Segundo a geógrafa Suzanne Daveau Ribeiro, o Doutor Hermann Lautensach, foi um «grande geógrafo alemão, e pioneiro da geografia moderna de Portugal», que publicou uma  notável obra de Geografia de Portugal, em dois volumes, sustentada  com observações no terreno que calcorreou através de viagens próprias, e de profunda investigação da bibliografia da geografia portuguesa!  Mas como a sua obra havia sido publicada em alemão não foi conhecida pela generalidade dos geógrafos portugueses, infelizmente,  antes de ser traduzida para português.

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Quando o Parque Nacional começava a dar os primeiros passos em 1971, superiormente dirigido pelo engenheiro silvicultor Lagrifa Mendes, falecia na Alemanha o distinto Professor Universitário H. Lautentensach, sem que corrigissem como ele  os GRAVÍSSIMOS ERROS, de chamarem à Serra Amarela,  Serra de Soajo, e de trocarem o desta, pelo nome Serra da Peneda! 

Apesar de Lautensach chamar à atenção e emendar estas incríveis e aberrantes asneiras, cometidas pelo geólogo suíço, a ignorância de uns e, o desejo de outros pretenderem humilhar os soajeiros,  ao abaterem um nome que tirou, ou deu identidade à antiquíssima autarquia soajeira, o que é certo, é que se criou um Parque Nacional baseado nas ANORMALIDADES do suíço P. Choffat!

Por não procederem correctamente, comos Soajeiros, temos de brevemente tentar colocar o que está errado, no devido lugar, daí o GRITO QUE DEVE ECOAR NO NOSSO CORAÇÃO E NA NOSSA CABEÇA:

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A seguir o que foi considerado pela Professora e investigadora da Universidade de Lisboa, como fazendo parte da «extraordinária produção científica do Doutor Hermann Lautensach:

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Ao levantar  obras de naturezas tão diversas, incluindo geográficas e cartográficas, pôde com total segurança concluir que Paulo Choffat quis "baptizar" as serras há muitos séculos INTITULADAS!  Espantosa IGNORÂNCIA de quem, erradamente, desconheceu que, os nomes das principais serras de Portugal, já se usavam desde os séculos da Idade Média, ao ponto de, nos séculos de 1500 e 1600, terem sido colocadas nos primeiros mapas cartográficos de Portugal!

 

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Não tentou Choffat, apenas,  fixar a  nomenclatura  das serras, que o mesmo é dizer, fixar os nomes das serras na relação que fez, enquadrando-as em  quatro GRUPOS ou SISTEMAS, de que é exemplo o «GALAICO-DURIENSE» onde meteu a errada Peneda ("Pedrinho"), AMARELA a que também chamou SOAJO (?!), e o Gerês.

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Contudo, o CIENTISTA e professor universitário, Hermann Lautensah, não hesitou em corrigir o nome das serras e, o seu correcto espaço territorial, como se observa neste mapa!

Se o suíço Choffat tivesse dito que a Serra de  Soajo se chamava também "SERRA DE MONTE ALEGRE" também haveria quem o copiasse!

Intolerável, mas por estas ASNEIRAS cometidas pelo  suíço, o nome do Parque Nacional nasceu com nome VICIADO, FALSO, ENGANADOR!

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Lautensach, fora do mapa, no texto da sua Geografia científica, também, para SEMPRE, deixou atestado o nome VERDADEIRO, purificado, límpido, legítimo e originado há muitos séculos - SERRA DE SOAJO!

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«PORTUGAL, auf Grund eigener Reisen und der Literatur», é o título da obra de Geografia, que traduzido para a língua dos lusíadas significa "Portugal, Baseado nas Próprias Viagens e na Bibliografia."   A tradução de «Das Land als Ganz»  significa " O País no seu Conjunto".

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Esta obra publicada em 1932 como se verifica nesta imagem.

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Extracto da obra de H. Lautensach, em língua alemã, onde consta a serra de «SUAJO».

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Esta publicação em latim ignorou o nome "Saxum" que substituiu, por erros e aldrabices, o da Serra de SOAJO, mas não esqueceu e bem o de Gerês, embora nunca fosse, antes de 1970, área protegida, como o foi a Serra de SOAJO desde os primórdios de Portugal até ao século XIX!

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Ainda dizem que a Serra de Soajo tem 1416 m! Quem o possui é a sua sombra muito negra...

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Como se chegou a situações tão CONFUSAS sobre o nome e posicionamento da SERRA DE SOAJO, não foi difícil à COMISSÃO que instalou o PARQUE NACIONAL, em 1970, convencer o povo de Soajo que só podiam utilizar os nomes das serras dos extremos do território proposto para o PN, com base nas ASNEIRAS que se espalhavam pelo país!

 

 

 

 

A NOTORIEDADE E COERENTE PREPONDERÂNCIA, NO DECURSO DOS SÉCULOS DE PORTUGAL, DA IDENTIDADE SERRA DE SOAJO, FOI TAMBÉM AGREDIDA PELO CASTREJO DAS FALSAS TEORIAS SOBRE O «CÃO SABUJO DE SOAJO»!

Não foram apenas pelo castrejo AR, vilipendiadas, a Real Montaria de Soajo e a raça do cão sabujo, apesar de documentadas ao longo de séculos, também irou contra o nome da serra que o primeiro mapa geográfico de Portugal, do século de 1500, atesta com objectividade, bem como os que lhe seguiram, nos séculos de 1600 e 1700, assim como textos sobre nomes das serras de Portugal de autores  eruditos notáveis! Quer iludir, iludir, deturpar, deturpar...

Se "uma andorinha não faz a primavera", e, se um eucalipto no seio de um pinhal, não origina um eucaliptal, também, as "dezenas e dezenas de matas" contendo milhões de pinheiros, não devem substituir as OITO REAIS MONTARIAS, referidas no REGIMENTO DO MONTEIRO MOR DO REINO, de 1605, porque estas são instituições administrativas de protecção da natureza, portanto, unidades orgânicas que, tiveram centros de gestão específicos, com seu pessoal e seus cães sabujos! Confunde, por conveniência, o pouco, com o muitíssimo, com intuito de enganar os leitores, em que muitos não  se apercebem das suas falsidades!

Baralhou, intencionalmente, fazendo-se  lorpa, ao agrupar, «centenas de remessas  de cinco sabujos» que passaram pelo caminho de Ermelo, Gração, etc, obviamente, executadas nos anos seguidos de vários séculos, juntando-as num só ano, e, em um único grupo,  para  organizar o que designou como «PROCISSÃO»! Com esta habilidade embusteira, do muitíssimo, reduziu a "pouquíssimo", pois reduziu, centenas de vezes, a uma só vez! Espantoso!!!

Através de outros expedientes ardilosos sustentados em aldrabices, como os inadequados axiomas sobre assuntos que exigem provas documentais e demonstrações seguras e claras, vai enganando os seus leitores!

Arrojou-se o castrejo AR, a diminuir a importância da SERRA DE SOAJO, ao ter o desplante de escrever, nas suas 53 páginas as distorções, que se apresentam a seguir:

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 Não se referindo um outro nome da serra de uma forma corrente e consistente pelos autores eruditos ao longo dos séculos, e se SEMPRE  houve o nome SERRA DE SOAJO, como se pode escrever «POUQUÍSSIMAS VEZES»  e, que Castro Laboreiro, se situava «ERRADAMENTE» nesta serra?!

Como pode, AR, tanto MENTIR, ao dizer que o cão foi SEMPRE conhecido pelo nome errado, se até em 1935, o autor do estalão o coloca como existindo em Soajo, o que aliás é inteiramente verdade porque, nesta década de 1930, até nasceram cachorros na vila de Soajo, e se  também o referiu com o nome «CÃO DE SOAJO», e, ainda, como «CÃO SABUJO»!

 Se, SEMPRE, SEMPRE, SEMPRE, ao longo dos séculos, foi conhecido como «SABUJO», em documentos oficiais régios sobre Soajo; se até duas OBRAS FULCRAIS, uma de 1706, exclusivamente, o consideram, em Soajo, como « bom cão de guarda de gados» e «sabujo», e, outra, da segunda metade do século XIX, falando dele, também, como «óptimo e valente cão de guarda de gados» em Soajo, e usando  linguagem parecida em Castro Laboreiro, então, como se pode MENTIR, escrevendo, AR, no seu texto, tamanhos  disparates, ao dizer que foi "SEMPRE" conhecido com o actual nome, mesmo sabendo AR que, como nome exclusivo, resultou de batotas !

Ao longo dos MUITOS séculos de Portugal, nem "serra de Laboreiro", nem "cão de laboreiro" na linguagem dos lusíadas!

Em 2011, tive o cuidado de mandar inscrever numa escultura, «CÃO DO SOAJO OU SABUJO PORTUGUÊS» «IMPROPRIAMENTE [CHAMADO] CÃO CASTRO LABOREIRO», porque me apercebi de vários equívocos em resultado do termo «SABUJO», ter homónimos, mesmo encarado, apenas, no universo de raças caninas!

 AR, só em 2013, avançou com um pretenso estalão de uma outra raça de sabujos. Eu quis separar águas, se bem que, em certas circunstâncias da interpretação do termo não seja fácil discernir no que respeita  a que tipo de raça sabujo se querem referir. Daí a pertinência da palavra "português"! Os seus ataques, ao valdezense Félix Alves Pereira e, ao lisboeta Eugénio Castro Caldas, são nalguns aspectos desajustados e injustos, pois perante realidades bem mais objectivas e claras, não cometeram como AR, os disparates sobre os envios dos cinco sabujos aos reis, nomeadamente, no que concerne à interpretação dos conteúdos do FORAL DE SOAJO.

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Arrojou-se a dizer, AR, que uns "sarrabiscos" pintados numa rocha, talvez parecidos com o perfil de um cão do tempo do pai Adão, numa gruta, mas  que apenas diz datarem de 7000 a 8000 anos atrás, e que por aceitação dele, representam o cão, também conhecido por cão sabujo ou cão de Soajo!

Com uma data de todo o tempo em que existiu o concelho e a paróquia de Castro Laboreiro, anterior a 1855, não arranja sequer uma única provinha! À falta de uma credível, segura, recorreu, AR, ao fantasioso, ao inventado, ao não claro e objectivo, dando ainda mais escuridão à sua "TESE PARA ENGANAR PEQUENINOS"!

Será que, AR, julga que nesses tempos, já lá viviam os Soajeiros, e que iam do rio Lima de canoa até não longe da gruta, ou que, caminhavam do Alto da Pedrada de trotinete, acompanhados de sabujos, para na presença deles os gatafunhar?!

Na madrugada da minhas investigações, sobre o nome da serra, falei deste mapa que abrangeu apenas uma parte de Portugal, feito pelo malogrado Vilas Boas, morto como jacobino em Braga, mas como verifiquei que não foi sucessiva e consistentemente adoptado, e muito menos usado no ensino de Geografia, não o relativizei como importante, em face de tantos outros MAPAS DE PORTUGAL de autores nacionais e estrangeiros, onde consta a SERRA DE SOAJO em curso continuado...

O nome, serra da Gavieira, aparece excepcionalmente, pois, ao longo dos tempos e no ensino não fez, também, corrente ou se quisermos escola...  Reconheço que seria mais aceitável que, Castro Laboreiro e Gavieira, dessem o nome geral à serra,  e até com mais razões justificativas do que o saído, disparatadamente do  nome Pedrinho [substituído por Peneda]. Mas a verdade é que não o deram consistentemente porque nestes aspectos os erros e as batotas não foram neste sentido...

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Desprestigiantes são as absurdas e falsas tretas de AR, desenvolvidas, à margem da lógica exposta  no decurso dos  séculos, ao se ATREVER a falar: - em "RAFEIROS BASTARDOS"; - em MENTIR TÃO DESCARADAMENTE, NEGANDO, O QUE DIZ UMA LEI, REPITO, UMA LEI, QUE VIGOROU DURANTE SÉCULOS,  SOBRE A OBRIGAÇÃO DE SE MANDAREM OS CINCO SABUJOS AOS REIS; - em ousar deturpar  o que foi a REAL MONTARIA DE SOAJO; - em banalizar e desrespeitar de forma tão ignorante, o nome, SERRA DE SOAJO.

Mente muito, ao dizer que, em Soajo, no século XX não houve cães SABUJOS CRIADOS  POR SOAJEIROS! Estes SABUJOS até por norma baseada no «COSTUME», de época em que até  era fonte de direito, já eram cinco exemplares da raça de SOAJO, enviados aos Reis de Portugal, portanto, antes do consagrado no FORAL DE SOAJO, de 1514!

Conheci  cães em anos de 1950/1960, que foram de José Gonçalves  Pequeno, João Gonçalves Fidalgo, Manuel Gonçalves Baptista, Joaquim Fernandes, entre outros, e tive conhecimento que, na década de 1930, o «Manso da Caixeira» teve uma cadela parideira, e, soube que António Esteves da Silva, morador no Outeiro, em casa onde funcionou o JUÍZO DE PAZ, teve um cão que lhe chegou a fugir para os montes da Peneda (Felgueira Ruiva) por estar habituado a acompanhar as suas vacas, sendo até mordido por lobo em luta.

Meu pai, que foi também professor, em anos da década de 1930, em Soajo, teve dois cães sabujos aqui nascidos, mas que eu não conheci, porém, os meus familiares disso me informaram.

AR, fala sobre o que não sabe e, atrevidamente, até disse que não consultei o Arquivo do Monteiro-Mor do Reino, quase sem me conhecer e ver!

Sobre a morte do cão não fui eu que a inventei, colhi a informação explicitada do artigo publicado, na Internet, por alguém de Melgaço, como já referi, mas que eu saiba, AR, não a repudia!

O retrato do rei D. Carlos, publiquei-o e irei continuar a fazê-lo, porque me merece muita mais credibilidade a publicada pelo Clube Português de Canicultura com sua legenda. Até prova em contrário, a referida por AR, tenho-a como inadequada, portanto, não probatória! Assim a "meia foto" publicada por AR mostrando só as pernas dos cães em causa, sem indicar a fonte , não VALE NADA!

 Comparando, se a foto inteira com o rei D. Carlos, na Tapada de Mafra, inteira, tem relativo pouco interesse, todas as outras provas de NATUREZA OFICIAL sobre o cão sabujo relacionadas com Soajo, são deveras muitíssimo mais IMPORTANTES!

Quanto ao REGIMENTO, quem, tão primariamente deturpa a fácil interpretação do foral de Soajo ao nem sequer reconhecer o envio sistemático dos CÃES SABUJOS DE SOAJO, ANUALMENTE, para os reis, facilmente, se apercebe que, Américo Rodrigues, é uma pessoa DESPROVIDA DE VERGONHA, nestes aspectos da abordagem do CÃO, e como tal, como poderia ele aceitar os SABUJOS da RAÇA CANINA DE SOAJO, tão notoriamente referidos, neste diploma de 1605, que teve força legal até 1821, em todas as montarias reais, incluindo a de Soajo?

Os seus posicionamentos da  SEMPRE, AO LONGO DOS TEMPOS, EXCLUSIVA VIVÊNCIA do cão sabujo, em Castro Laboreiro, são, COMPLETAMENTE um ABSURDO, uma "LOUCURA"!

Iniciou, em 2002, pela primeira vez, em toda a vida deste tipo de cão, uma teorização que não merece ser tida, senão, como "tese para enganar pequeninos"! 

Continuarei a esfarrapá-la, para a deitar ao caixote do lixo, pois, só o valor, VERDADE, entra no CONHECIMENTO CIENTÍFICO, de forma segura e duradoira, merecendo o respeito da RAZÃO humana!

 

 

 

JOSÉ MÁRIO BRANCO ERA FILHO DE UM PROFESSOR QUE FOI AUTOR DE VÁRIOS MANUAIS DE GEOGRAFIA, ONDE SE ENSINAVA A «SERRA DE SOAJO» COMO ERA NORMALÍSSIMO, ANTES DA CRIAÇÃO DO PARQUE NACIONAL!

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Perante o que disse o Prof. António Branco, e o que eu refiro abaixo, continuarão, os que lerem os textos que seguem, a culpar, a responsabilizar, os SOAJEIROS, que viveram no tempo em que foi criado o PARQUE NACIONAL sobre o seu nome desajustado?

Tendo em conta o que foi ensinado nos livros do Prof. António Branco, e depois do que eu escrevi, fruto de muito trabalho de pesquisa e divulgação, nos últimos vinte anos, convido os SOAJEIROS em geral, se são capazes de corrigir as   várias ASNEIRAS, sobre as serras, entre os rios MINHO E HOMEM, cometidas por este autor, ao copiar quem as originou directa ou indirectamente. Serão capazes de dizer porque foram muito eficazes os erros cometidos, até para serem usados no PARQUE NACIONAL, fazendo com que nascesse um nome torto, muito INJUSTO e LESIVO dos interesses de Soajo e dos seus naturais e residentes?

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Os alunos portugueses aprendiam nas escolas primárias, depois ditas do ensino  básico, as serras de Portugal Continental da forma descrita neste livro e noutros publicados, nas décadas de 1930 a 1970, sem que, fora dos mapas, referissem na maior parte deles, entre que rios se situavam as serras, o que facilitou os equívocos de considerarem duas serras a norte do rio Lima, quando na realidade muitos dos autores não pretendiam este posicionamento!

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No âmbito territorial de parte de algumas serras do norte do país decidiu o Governo Central criar um parque nacional à semelhança do que já existia noutros países europeus.

A serras escolhidas foram as do Alto Minho, com penetração em parte de montes contíguos de Trás os Montes.

O parque nacional deveria ter o seu nome ligado  e ADEQUADO ao das serras onde iria ser implantado.

Como se chamavam as serras deste Portugal que escolheram para proteger e que foram consideradas como melhor satisfazendo as características de um parque a classificar como nacional?

Segundo os conhecimentos geográficos que o país foi adoptando  ao longo dos séculos de Portugal no território para instalar o parque, com intuitos de conservação e protecção da natureza, tinham sido, com larga predominância, as serras: Soajo, Amarela e Gerês.

Mas que nomes de serras se usavam no ensino /aprendizagem nas décadas anteriores à criação de um parque nacional?

Dos três referidos apenas o do Gerês se encontrava imune a confusões! Os da Amarela e Soajo, a partir de uma certa altura,  encontravam-se  numa baralhada incrível, mas que nem o souberam os alunos de Soajo e do país, nem a generalidade dos professores! 

Os livros de Geografia do Prof. António Branco reflectem este estado de coisas!

Mas esta sabedoria só foi conhecida e explicada, cabalmente,  no século XX, apenas o tinha feito o Professor Hermann Lautensach que, por motivos de fazer o seu doutoramento em Geografia de Portugal se apercebeu dos ERROS cometidos sobre os nomes das serras de Soajo e Amarela. Só que isto não foi do conhecimento da generalidade dos autores portugueses que escreveram nos seus manuais escolares os nomes das serras de Portugal, devido ao facto de a sua Geografia de Portugal ter sido escrita e publicada, exclusivamente, em língua alemã, em 1932.

Embora esta - considerada pelos melhores especialistas em Geografia  de Portugal como a primeira a ser feita com características científicas - só foi verdadeiramente conhecida muito depois de criado o Parque Nacional, ao ser traduzida para português!

Uma comissão instaladora dirigida pelo Engenheiro Lagrifa Mendes, e outras personalidades convidadas, percorreram várias localidades para informar  as populações dos objectivos de um parque nacional a criar e as vantagens que resultariam paras as terras e pessoas que iriam viver dentro da sua área territorial. Pretendiam, também, como foi evidente, preparar as pessoas para suavizar potenciais resistências e contrariedades...

 Nos primeiros dias de Janeiro de 1970, a comissão visitou a vila de Soajo.

O presidente da comissão instaladora deu-nos a conhecer o futuro nome do Parque Nacional!

Foi-lhe colocada a nossa discordância por nele não ficar o nome SOAJO (serra), ao que respondeu que se figurasse Soajo, também tinha de constar a Amarela!

Como aprendemos o que vinha nos compêndios escolares não tivemos argumentos para o contrariar, porque não sabíamos dos ERROS, BATOTAS E MENTIRAS, que originaram dois nomes de serras a norte do Lima!

Também, não tínhamos consciência de quão seria importante, ficar o nome Soajo, no nome do Parque Nacional!

Desconhecíamos, ainda, o passado de Soajo, enquanto área da protecção e conservação da natureza, em exclusividade, a norte do rio Douro, ao longo dos séculos de Portugal!

Tínhamos, aquando da criação do PN, muita população em Soajo que estaria disponível para não deixar prejudicar Soajo, mas faltava-nos o CONHECIMENTO SOBRE A SERRA, E O  IMPACTO QUE VIRIA A TER O NOME DO PARQUE NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO ESCRITA, ÁUDIO E TELEVISIVA, para que Soajo continuasse a ser nome conhecido!

Como não o incluíram, SOAJO, passou quase ao desconhecimento no país, e o Gerês e o substituto de Soajo guindaram-se para patamares impensáveis!

A ignorância nunca foi boa conselheira!

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Será que o castrejo, AR, da falsa teoria do sabujo, irá, arranjar uma serra específica para a sua freguesia, ou dizer que a serra de Soajo não se estende pelo território de Castro Laboreiro?

Ousará o castrejo também contrariar o nome da(s) serra(s) que está no texto escrito pelo  autor  que oficializou o estalão do cão, mas que o castrejo esconde e  suprimiu nos seus escritos para dizer que nada tem o cão a ver com Soajo (serra e autarquia)?

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A CASA DO POVO DA VILA DE SOAJO FOI CRIADA POR DIPLOMA LEGAL, EM 1939, PORTANTO HÁ OITENTA ANOS!

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Faltava para terminar, colocar o brasão na frontaria do novo imóvel, que se retardou por causa das dissidências motivadas pelos camaristas de Valdevez ao se oporem para que nele figurasse a expressão, «CASA DO POVO DA VILA DE SOAJO». Não queriam que constasse a palavra vila! O governo central foi consultado e o poder valdevezense, sempre muito "amável e amigo" de Soajo não conseguiu levar para diante os seus propósitos de impedimento de um estatuto velhinho de séculos...

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Em 1952 prosseguia a bom ritmo a construção de um edifício próprio para a Casa do Povo que seria inaugurado em 1953.

 

 

Sendo certo que a Casa do Povo já não existe como instituição que motivara a sua criação, continua, felizmente, ainda viva como designação no vocabulário da população de Soajo por o edifício em que funcionou a memoriar. A sua "pedra de armas" exposta na fachada principal mais reforçará a perduração no tempo do seu nome de baptismo.

Rejubilemos com a sua já relativa provecta idade, embora saibamos que  o edifício que a ajudou a consolidar tenha menos catorze anos de idade. Continua, em 2019, o belo edifício a proporcionar serviços de grande interesse para a comunidade soajeira e a  manter viva a denominação concebida na sua génese.

Nesta efeméride relembro o artigo publicado no jornal "Notícias dos Arcos", à data da comemoração dos setenta anos da fundação da Casa do Povo da Vila de Soajo, como instituição pública do Estado Novo, o qual ajudará a perdurar algo de essencial da sua memória, no futuro:

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UM FACTO HISTÓRICO DETURPADO PARA LENDA, E O POVO DE SOAJO ESCARNECIDO, HUMILHADO E RIDICULARIZADO EM LIVRO PATROCINADO COM DINHEIRO DA CÂMARA MUNICIPAL DE A. VALDEVEZ QUANDO PRESIDIDA POR F. ARAÚJO!

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Imagem em dedicação muito sentida ao Alexandre Morgado Oliveira que há dias deixou de figurar como um dos ainda vivos! Bem me lembro de, em 1958, o ver vestido com roupa de burel, para participar através das ruas de Viana do Castelo,  com trajes antigos da Serra de Soajo, nas festas em honra de Nossa Senhora da Agonia. Nessa altura Soajo era a mais representativa terra serrana da Serra de Soajo, que os vianenses conheciam, em termos de nome, tão exactamente como o do rio que margina a sua princesa cidade!

Grande amigo de Soajo foi Alexandre Oliveira que, em diversas ocasiões, marcou presença para defender INTERESSES SUPERIORES DA SUA TERRA! Partiu, sem ver concretizada a ideia do levantamento de um memorial aos EMIGRANTES DE SOAJO.

De uma forma insistente, contactou-me para este objectivo nestes últimos dois anos, como é do conhecimento de algumas outras pessoas que quiseram marcar presença na sua última viagem pelo Largo do Eiró, onde passou os melhores anos da sua infância!

Iremos, proxima e, juntamente, com os que com ele concordaram nesta intenção,  tentar satisfazer os seus nobres ideais e sentimentos, para homenagear TODOS   quantos,  como filhos de Soajo, e como o ALEXANDRE, embora longe, fisicamente, durante a maior parte do tempo das suas vidas, SEMPRE ENCHERAM A ALMA, COM ACRISOLADO AMOR, AO SEU SOAJO, NAS SUAS VÁRIAS POVOAÇÕES!

 

 

A seguir a exposição de razões que justificam o título:

O "john cangostas" que o escritor Teixeira de Queirós, parece ter descoberto em livro de baptismos da sua freguesia banhada pelo "Envez", continua, de livro em livro, a manifestar que não houve só sábios na Grécia Antiga, também existiram no século XX, vestindo ainda peles deixadas pelos bárbaros a alguns lusos originários de famílias ancestrais em todas as terras  das vertentes  da Serra de Soajo!

Colocar a ridículo Soajo, as suas instituições, seus servidores, seu povo, são atitudes que  merecem os nossos mais enérgicos protestos e manifestações de desagrado.

Fazem-no, além do mais, porque sentem que a grande maioria dos soajeiros não toma conhecimento do que é lançado em livros.

O autor António Manuel Couto Viana, não reproduziu para um seu livro o que vem descrito, em apêndice, no manual escolar de Geografia, da autoria do Padre José de Sousa Amado, sobre a então vila de Viana Foz do Lima, onde a simplicidade de vida ainda vigorava pelos anos de 1846. De facto, se os porcos, as galinhas, os cães vagueavam pelas ruas de Viana conforme foi recolhido nesta obra escolar, cerca de vinte anos depois do juiz de Soajo, Manuel Domingues Sarramalho ter proferido a sua notável sentença,  não gostaria Couto Viana de aplicar as expressões que usou, para o povo da sua terra natal,  Viana. Nem os valdevezenses, mesmo os da sede do seu concelho viveriam, diferentemente, dos Soajeiros, no concelho e julgado de Soajo.

Consultando os livros dos tabeliães de Soajo, afinal, verificámos, que os modus vivendi dos vianenses, em termos das relações económicas, jurídicas e sociais eram em quase tudo idênticas às de Soajo. No município serrano, como no marítimo, faziam-se contratos de empreitadas, testamentos,  empréstimos de dinheiros garantidos por fianças e hipotecas, doações, procurações a advogados, contratos de compra e venda de prédios urbanos e rústicos, reforma de letras de câmbio, arrendamentos, etc. 

António Couto Viana imaginou, imaginou, imaginou,..., deturpou, gozou, rebaixou, a vivência dos soajeiros, esquecendo-se de dizer que Viana era também muito mal servida, ainda, em tempos do século XIX, em termos de comunicações terrestres! Só, na segunda metade do século XIX, com a clarividência do ministro Fontes Pereira de Melo é que se deram passos significativos na criação de vias de comunicação terrestres, beneficiando, também, mais tarde, o Alto Minho. Quando a rainha Dona Maria II visitou  Viana, foi convidada também a visitar a vila do Vez, mas como os caminhos estavam tão lastimáveis, foi necessário contactar as freguesias para os arranjarem, limpando os regos por onde a água fluía para os campos agrícolas, de modo a possibilitar que o coche real e a comitiva acompanhante, pudessem chegar ao vale do Vez! Ainda durante o tempo do Soajo municipal foi pedido para o poder municipal de Soajo fazer também uma representação, isto é, um abaixo-assinado a solicitar a construção de uma estrada para facilitar a mobilidade dos meios de transportes de tracção animal de Braga, para o Alto Minho. Os motorizados, os automóveis, eram ainda uma miragem!

Viana, é certo, que tinha estrada marítima e barcos para atingir quer Lisboa, como outras terras e países longínquos, pelo menos, desde os tempos dos descobrimentos marítimos. Mas, o juiz  Manuel Domingues Sarramalho, autor da notável sentença, não viveu no tempo em que  foi juiz ordinário de Viana, o navegador João Álvares Fagundes. Os recursos  de segunda instância faziam-se  no tempo do juiz Sarramalho, para o Tribunal da Relação do Porto, e não para  Lisboa, como ousou fantasiar, ridicularizando, o escritor António Manuel Couto Viana!  Um facto histórico transforma-o em Lenda!

Ao escritor vianense engenho e arte para bem escrever, não lhe faltaram, mas não se dispensou de desrespeitos, difamações e aviltamentos a  Soajo, ao seu povo, e a um digno e multissecular JULGADO DE SOAJO que, perdurou como vocábulo identificador de circunscrição administrativa judicial, antes e  para além, do uso do termo concelho, como entidade municipal, desde a Idade Média até ao século XIX!

Colocando-me fora do método da história direi que o recurso ao espezinhamento não resultou apenas da ignorância de Couto Viana, foi do interesse da  edilidade valdevezense que, uma vez mais, aproveitou a ocasião para desfigurar a imagem  de Soajo e dos Soajeiros, em vez de enaltecer uma notável Terra e um POVO que deu mostras, desde SEMPRE, ao longo dos séculos, ESTAR DO LADO DE PORTUGAL, quando a pátria esteve em perigo! 

Conhecimentos básicos para presumir que, na Praça da Erva, ao lado da Praça da República, em Viana, o cavalo, garrano, do juiz Sarramalho, não meteu gasóleo, não ousou dizer Couto Viana...

Gozar, achincalhar a terra dos outros foi mais fácil e conveniente; salvar da chacota a sua, foi atitude que lhe tocou fundo na consciência, com sensibilidade de não a depreciar! De facto, vias arcaicas "não havia", mas um OCEANO À MERCÊ E EMBARCAÇÕES, ESTAVAM À DISPOSIÇÃO, PARA O JUIZ DE SOAJO ESCOLHER, UM "HAVEMOS DE IR POR VIANA"!

Se Couto Viana, da história judicial do Tribunal de Soajo foi um grande ignorante, de Geografia  de Portugal esteve habilitado academicamente, para dar lições ao castrejo A. Rodrigues e, ao alfacinha F. Araújo, pois sabia e registou que, a VILA DE  SOAJO se situa na SERRA DE SOAJO!

As de Sistelo e de Castro, não ousou referir para não partilhar a SERRA DE ARGA em várias, talvez seguindo o poeta e professor PEDRO HOMEM DE MELO, que só escreveu SERRA DE SOAJO, embora, não a incluísse num fado de AMÁLIA RODRIGUES, como fez com a que vizinha, Afife!

António Manuel Couto Viana foi diversas vezes à vila de Soajo, na década de 1940, acompanhando o seu pai, Dr. António Couto Viana, em visitas à Casa do Povo, que supervisionou na qualidade de dirigente distrital destas agremiações do Estado Novo.

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O furto do anhinho para vender nas feiras da romaria da Senhora da Agonia e não passar pelo Juízo de Viana, não conviria!

Comer as coives da horta, plantadas junto do Largo de São Donmingos, sem as pagar, não era causa de ir parar ao Tribunal de Viana!

Partir o marco de separação da freguesia de Santa Maria Maior era facto irrelevante em Viana, para ir à barrra do tribunal!

Os não rústicos de Viana pescavam no rio Lima em águas conspurcadas pelas bordas das cachenas da Serra de Soajo, e estas, talvez, deliciassem, os nadadores que nunca se queixaram no Tribunal de Viana, das muitas poluições que as bem alimentadas cachenas de Soajo e Gavieira iam diluindo!

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Os ricos pescadores rústicos de Viana, felizmente, que não eram estúpidos e ignorantes como o sagaz juiz de Soajo!

Embarcarem os CINCO CÃES SABUJOS DE SOAJO, em Viana, para chegarem a Lisboa, e aos Reis de Portugal, é uma "fantasia inventada"  que repugna  ao castrejo A. Rodrigues, pois não quer UM SÓ CÃO QUE SEJA, fora da SERRA DE SOAJO, porque o que não prestava, ficava apenas nos montes desta serra, na paróquia de Laboreiro!

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Os não «parolos» das vertentes dos montes de Santa Luzia, não podiam ir a Lisboa, ver os cavalos a puxar as carroças e a defecar nas suas ruas por falta de WC, como sucedia em Viana! Só podia ter ido a Lisboa um brilhante juiz de SOAJO!

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As não boçalidades de Couto Viana não agrediam o juiz de Viana, ou, o de Valdevez, porque um João Cangostas, embora, nunca fosse juiz em Soajo, poderia ter sido, talvez, magistrado, sem que o saibamos, num destes Concelhos que também foram JULGADOS JUDICIAIS!

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Lá voltou de Lisboa o João Gangosta, na segunda década de 1800, para viver junto dos matagais das pequeninas serrinhas, onde se acoitavam as feras que fugiram da Serra de Arga e da Serra de Soajo, para conviverem e comerem os porcos,  galos e rafeiros que de Castro Laboreiro saíram, para caminharem em total liberdade nas ruas de Viana ou nas de A. de Valdevez.

Como nestas terras não havia cadeiras nos caminhos, talvez o João Cangostas enrolasse as ervas secas, os fenos, no meio do seu capote, e desta forma se refastelasse ao sol, junto do pelourinho, a cogitar como deveria livrar da forca os injustiçados pelo "feroz juízo" nos escritos de António Couto Viana!

TEIXEIRA DE QUEIROZ E MAIS ALGUNS VALDEVEZENSES DENEGRIRAM NÃO SÓ O TRIBUNAL DE SOAJO, MAS TAMBÉM A VILA DE SOAJO! O "JOÃO CANGOSTAS" TERIA SIDO JUIZ EM VALDEVEZ?

As corrupções que, o mesmo é dizer, as adulterações fraudulentas, desonestas, deformadoras das características de instituições de SOAJO devem ser combatidas por quem preza a sua terra natal, mormente, através de sadio espírito crítico e com recurso a provas que não sejam falseadas... O nome da serra de Soajo, a montaria de Soajo, a vila de Soajo, o cão da serra de Soajo, a duração do concelho de Soajo, a extensão territorial da freguesia civil de Soajo, o tribunal de primeira instância de Soajo, não devem ficar à mercê de quem os quer corrumper por incríveis e injustas acções deformadoras e denegridoras...

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Na reprodução da imagem que foi copiada, a seguir apresentada, o Governador Civil de Viana do Castelo, Gaspar de Azevedo Araújo e Gama, valdevezense [arcuenses há muitos de outras terras de Portugal], dirige-se oficialmente ao PRESIDENTE DO TRIBUNAL DA RELAÇÃO DO PORTO, com intenção de não serem julgados no TRIBUNAL DE SOAJO as pessoas que estiveram envolvidas nos tumultos na noite de 13 para 14 de Janeiro de 1852, na vila de Soajo. Com o argumento de serem familiares do juiz de Soajo, João Gonçalves do Outeiro, preparava o valdevezense terreno para acabar com o TRIBUNAL DO JULGADO DE SOAJO.  O futuro viria a demonstrar que os favoritismos, as parcialidades, vieram depois, e foram relatadas em jornal de Lisboa de âmbito nacional, manifestando que na vila do Vez se julgava à "moda dos Arcos"!

Neste contexto verifica-se que em Soajo havia uma povoação com o estatuto de VILA, o que PROVA que muito de ERRADO e INJUSTO foi ESCRITO, pelo escritor Teixeira de Queirós, também no que respeita a desconsiderações, pois não existia em 1914, apenas, no município, a que era banhada pelo rio Vez!

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A VILA DE SOAJO foi retirada em 2009 do terreno enlameado em que alguns, sobretudo por instâncias de valdevezenses a envolveram, mas esta consideração não foi do agrado de muitas pessoas. Em retóricas alardeiam a NECESSIDADE de COESÃO MUNICIPAL em todo o espaço territorial dos antigos concelhos de VALDEVEZ E SOAJO, mas só muito INSUFICIENTEMENTE o defendiam e realizavam na prática quotidiana...

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Soajo, constituiu uma autonomia municipal, ao que parece, pelo menos, desde tempos anteriores ao Reino de Leão, auto governando-se, durante muitos séculos, com os seus ESPECÍFICOS  usos e costumes que, continuaram e perduraram, após a formação de Portugal.

Todavia, no município de Soajo,  a existência de uma povoação com o estatuto de vila só apareceu entre 1527 e 1538.

 Enganados, estiveram muitos valdevezenses através de alguns outros, quando repudiaram a existência de uma vila antes do século XXI. Não bastou a alguns valdevezenses aproveitarem-se de uma municipalidade muitíssima antiga, ainda quiseram alguns,  amputar glórias imateriais que, a patrimonializavam!

Alguns detractores valdevezenses  após o derrube da municipalidade e julgado resolveram enveredarar pela blasfémia de que a sede administrativa de Soajo nunca foi vila, recorrendo a argumentos mesquinhos com o propósito de rebaixarem a autarquia soajeira...Mas as milhares de vezes em que aparece escrita a referência, «VILA de Soajo», não lhes permitem dizer asneiras sem que sejam confrontados com os epítetos de falsários e/ou mentirosos!

Documentos emanados da arquidiocese de Braga, do século de 1600 e posteriores, para a criação de edificações destinadas ao culto sagrado no município de Soajo, expressam clara e objectivamente nos textos «a montaria e vila de Soajo e seu termo», assim como os livros dos registos paroquiais relativos a baptizados, casamentos e óbitos, e nas intervenções para instalação de novos párocos,  inventários dos bens da paróquia,.

Milhares de registos  aludem à vila de Soajo!

De facto não foi apenas referida a Vila de Soajo em cenários relacionados com os registos eclesiásticos! Admitir esta ideia é ERRADO!

Em muitíssimos  registos oficiais de diferentes naturezas encontrámos classificada e categorizada a cabeça do concelho, do julgado e da montaria, como VILA!

Alguns exemplos exibidos a seguir demonstram e provam, que assim foi:

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Este registo de um contrato de empréstimo de dinheiro a juros foi feito em 27 de Abril de 1848, e nele constam claramente menções relativas à VILA DE SOAJO!

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Aqui referenciada roupa que queria levar para a sepultura e o número de padres para assistirem na missa do seu funeral a realizar na igreja da Vila de Soajo.

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Em 3 de Dezembro de 1849 faz-se na vila de Soajo uma escritura em tabelião da vila e concelho de Soajo de dinheiro emprestado pela Irmandade de São Bento do Cando de  que era juiz da Confraria Manuel José de Sequeira, natural desta vila.

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Em 1853, como o Tribunal, do Julgado de Soajo, continuava, um tabelião na fronteira de Soajo com Arcos de Valdevez, no sítio da Laje das Cruzes, fez uma escritura em que intervieram pessoas de Vilar de Lobios, freguesia de S. Jorge. Talvez por sentimento saudosista e acalentando o regresso do concelho, ainda se escreveu «concelho da vila de Soajo»!

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Dona Delfina Engrácia Soares, pessoa fidalga, natural de Britelo, Ponte da Barca, deslocou-se à Vila de Soajo, em 1849,  ao lugar de Bairros, da sede do concelho de Soajo. Várias pessoas de Soajo assinaram juntamente com esta nobre barquense de Britelo.

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.Em 8 de Abril de 1825, o escrivão Manuel Rodrigues Sarmento, que exerceu no tempo do notável juiz Manuel Domingues Sarramalho, continua em funções, mas  a magistratura judicial já era desempenhada pelo juiz Manuel Gonçalves da Torre. Neste acto oficial intervieram entre outros, João Gonçalves Taças, morador em Riobom, lugar da VILA DE SOAJO, e Manuel Gonçalves Fail, natural do lugar de Paradela, do concelho de Soajo. O juiz "João Cangostas" segundo algumas pessoas foi juiz em Valdevez, porque em SOAJO ninguém vê rastos dele...

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A comarca judicial de A. de Valdevez não existiu ao longo dos séculos, foi criada ao que parece neste século dezanove, pelo que a categoria do juiz de A. de VALDEVEZ foi ordinariamente, isto é, HABITUALMENTE, do mesmo nível que o JUIZ a exercer no JULGADO de Soajo!

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Com estes exemplos fica claro que maltratar SOAJO não são procedimentos que contribuam para uma sadia coesão municipal.

Como se pode dizer que a extinção do concelho de SOAJO resultou de uma REFORMA ADMINISTRATIVA?

Continuou como concelho Castro Laboreiro que tinha apenas uma freguesia, e o de Soajo com um passado mais relevante, com mais recursos, com mais freguesias, com mais população, com mais extensão geográfica, etc, é que teria de ser extinto antes do seu vizinho?

Poucos diriam que foi por reforma administrativa, de entre os quais, o tal castrejo Américo Rodrigues (AR), porque predisposto com sua cachimónia especial para deformar e mentir habilidosamente  na sua "tese para enganar pequeninos" ...

A REAL MONTARIA DE SOAJO FOI MUITO DESTACADA EM DOCUMENTOS OFICIAIS DOS SÉCULOS XVI AO XIX, MAS HÁ QUEM A DESCONSIDERE, TAL COMO FAZ À RAÇA CANINA DA SERRA DE SOAJO!

Não deixaremos de contradizer os desacertados escritos sobre o cão originário da serra de Soajo, iniciadas em 29/6/2002, depois de numa exposição canina realizada na vila de Soajo, em 9/7/2002, no recinto de jogos da Casa do Povo.

Nesta exposição esteve presente o castrejo Américo Rodrigues (AR), pessoa que eu desconhecia e  que, por tal, não me apercebi que tivesse participado no concurso canino. Mas como afirmou no texto que publicou em Fevereiro de 2019, ter ouvido desferir algumas contestações nesta exposição sobre o nome do cão, passei a saber há cerca de seis meses, porque promoveram uma palestra em 2002, sobre o cão, afinal, no mesmo mês do concurso de "belezas"!

Obviamente que, houve discordâncias, porque ignoraram quaisquer referências da terra do solar do cão sabujo de Soajo dado que vociferavam, apenas, o nome resultante de erros, batotas e mentiras que é o de cão "castro-laboreiro"!

Só pelo que escreveu o castrejo, em 2/2/2019, associei os factos que desencadearam as motivações que levaram a repudiar, no mesmo mês de Junho de 2002 pela PRIMEIRA VEZ, os elementos históricos correctos do cão, contidos em LEIS que o relacionavam unicamente com Soajo.  As meras ficções fantasiosas de dois escritores de romances portugueses que se referiram ao cão criado, nos séculos e séculos, em várias povoações da Serra de Soajo, nunca haviam servido de suporte para justificar o nome fruto de adulterações.

Foram, de facto, as verdadeiras referências ao cão de Soajo, alterado por batotas para "cão de Castro", repudiadas na " II Palestra/Debate" sobre o cão, com a promessa de "regresso às origens"! Este encontro foi realizado na Casa da Cultura de Melgaço. Mas decorridos que foram 17 anos o cão sabujo continua sobretudo ligado, documentalmente, às suas ORIGENS muito remotas, que é o serrano SOAJO!  Só acrescentaram depois desta palestra duas fantasiosas linhas relativas a um "GIGANTESCO CÃO" num romance  do portuense Arnaldo Gama, intitulado "O SATANÁS DE COURA". Ora, este acréscimo em texto ficcionado, é quase coisa nenhuma! Nesta impossibilidade, AR, começa como que sorrateiramente a apontar para uma nova estratégia com ORIGENS, não nos séculos e séculos, mas em tempos mais próximos, para tentar solucionar algumas saídas para as suas INVENTONAS!

Curiosamente, este castrejo, atacando e deturpando o verdadeiro significado da Real Montaria de Soajo, confunde e reduz como tantos outros, todos os Soajeiros a uns meros monteiros caçadores! Assim, os Soajeiros, não seriam lavradores, criadores de gados, construtores de casas, comerciantes, produtores de mel, burel,  cereais, vinhos, madeiras, telhas, espigueiros, lenhadores, empreiteiros, levantadores de socalcos, escrivães, juízes, tabeliães, padres, padeiros, pedreiros, carpinteiros, ferreiros, arroteadores em terrenos incultos, promotores de regos de água, feitores de pontes e caminhos, desbravadores de matas, produtores de campos de cultivo e bouças, tamanqueiros,  guardadores ou vigilantes da Montaria desmarcada, etc.

O castrejo  como escreveu  que os "monteiros de Soajo" eram apenas  caçadores de caça grossa  arranjou-lhes um cão que, ridiculamente, designou por «sabujo medieval», mesmo vivendo, se ibérico, ao longo dos séculos até às Idades Moderna e Contemporânea!

Por via destas ideias e destes sentimentos idiotas, CONTRADITORIAMENTE, transcreveu parte do escrito sobre a palestra, que não passam de patéticas afirmações, para o seu artigo publicado no «Jornal dos Arcos», em 28 de Março de 2013: «( 1º) pagamento de cinco sabujos ao monarca era tributada aos monteiros de Soajo e não aos castrejos; (2º) foram os mesmos monteiros de Soajo que se queixaram ao monarca dos importunos dos nobres galegos; (3º) o cão de Castro Laboreiro não é o sabujo medieval».

Reparem  bem, em 2002, sendo que eram os moradores e, não apenas os "monteiros", que "PAGAVAM CINCO SABUJOS AO MONARCA COMO TRIBUTAÇÃO", digo eu, em cumprimento da LEI foralenga de 1514, mas em 2013 e 2019, o castrejo A.R, nega a obrigação prescrita no foral dizendo que,  "NÃO PAGAVAM OS CINCO SABUJOS AO REI" como "tributação anual" !

Sem perceber nada do assunto coloca todos os MORADORES DE SOAJO como monteiros de caça grossa!

Se fossem os moradores de Soajo todos oficiais monteiros ainda teriam mais privilégios que como SOAJEIROS comuns, dado que até estariam todos DISPENSADOS DOS CARGOS E DE ENCARGOS, PERANTE O CONCELHO DE SOAJO E PERANTE O ESTADO!

Enfim, um ignorante, que diz não haver raças sem estalões, mas os especialistas em assuntos de canicultura, fartam-se de escrever o contrário do que ele diz! 

Antes do  castrejo AR ter nascido já eu estava cheio de falar e ouvir falar em raças de cães, mas diz este individuo que eu falava em sabujos sem saber o que eram sabujos, que falava em raças sem saber o que são raças! 

É um doutorado "em tretas caninas" e, por isso, é que deve explicar que a teoria que escreveu de um CÃO DE GUARDA - o serra da Estrela -, POR ESTAR  INCLUÍDO NO GRUPO 2 (DOIS), NÃO SERVE PARA CAÇAR, PORQUE NÃO FAZ PARTE DO GRUPO 8 (OITO) NO QUAL ESTÃO OS CÃES DE CAÇA, ENTRE OS QUAIS OS SABUJOS! Mas, HÁ UMA CERTEZA,  o "serra da Estrela", caçou na Tapada de Mafra, com o rei Dom Carlos !

É UM PRIMÁRIO EM ASSUNTOS DE BIOLOGIA, E POR TAL, NÃO IRÁ CONSEGUIR QUE A F.C.I. ALTERE O POSICIONAMENTO DO "SERRA", DO GRUPO 2, PARA O GRUPO 8, COM UM PROPÓSITO NÉSCIO DE FUNDAMENTAR MAIS UMA SUA BABOSEIRA!...

Na legenda da "meia foto" das pernas de cães não refere que é uma «matilha de caça grossa» do rei Dom Carlos, na Tapada de Mafra! Prefere a legenda em que se diz «MATILHAS DAS RAÇAS FRANCEZA E DA SERRA DA ESTRELA». Com esta legenda e com meia foto não se pode ver, se ESTAVA OU NÃO NA MATILHA,  O SABUJO DE SOAJO!

Mais ainda, na legenda da foto que eu publiquei, INTEIRA, consta a «matilha de caça grossa», mas na, da meia foto, que o castrejo publicou, ao que parece, para esconder a sua ENORME IDIOTICE, DE CÃES DE GUARDA, ESTAREM AO PÉ DO REI COM UMA ESPINGARDA, TALVEZ PARA QUE SE PREPARASSEM PARA EXPULSAR  OS GRILOS DA TAPADA, OU/E, PARA IMPEDIR, COM A CANZOADA, A ENTRADA DE LADRÕES NA TAPADA! Para segurança, para guarda, é que os da Estrela serviam na matilha [não para caça grossa], dirá o castrejo, AR, na sua "humilde opinião", porque confundir estes rafeiros, é coisa de somenos, e "em qualquer pespectiva", «errare humanum est». Mais uma solução milagreira do DOUTOR EM TRETAS CANINAS, para salvar as suas INVENTONAS  repudiando do cão SABUJO as LEIS que o consagraram como UMA RAÇA GLORIOSA DA SERRA DE SOAJO, ao longo de séculos!

 

Como se pode MENTIR DESTA FORMA?!

Como se pode TRAFULHAR NA INTERPRETAÇÃO DA LEI FUNDAMENTAL CRIADA PARA O CONCELHO  DE SOAJO?! 

PAGAM!...NÃO PAGAM!... QUE CONTRADIÇÃO!

QUE "TESE MONTOU PARA ENGANAR PEQUENINOS"!

QUALIFICOU MAL OS MONTEIROS!... QUALIFICOU MUITO MAL OS SABUJOS!...

A táctica entende-se porque havendo para o castrejo, AR, um só tipo de sabujo, os de Soajo eram iguais aos "sabujos medievais da Ibéria", muito abundantes em Lisboa, então que necessidade haveria de os mandar de Soajo, para Lisboa?!

Demorou, tanto e tanto tempo, do Verão de 2017, até Fevereiro de 2019, para SALVAR "o prestígio de um CÃO NÃO MATADOR DE HUMANOS, e para rigidamente  tomar a função do CÃO, como sendo APENAS DE GUARDA, mas NUNCA PARA SERVIR COMO CÃO DE CAÇA GROSSA"!

Arvorou-se em salvador, todavia, a raça originária das montanhas da Serra de Soajo foi mal defendida por AR, pois só veio MUITO TARDIAMENTE como bombeiro ineficaz apagar o FOGO, que, segundo ele, já havia feito  "milhares de vítimas"! Com o seu andar a passo de caracol  permitiu que se  fizessem mais "milhares" de enganinhos! 

Com um castrejo  "sapo-concho" acontecem destas coisas... 

Teve vergonha de dizer que tardou porque BUSCOU, BUSCOU, BUSCOU... para ver se encontrava umas novas provinhas, para salvar as suas imbecis INVENTONAS!

Só encontrou meia foto das pernas dos CÃES DE GUARDA DE GADOS, que por genéticas MILAGREIRAS fizeram com que, na TAPADA DE MAFRA, passassem a cães de CAÇA GROSSA!

O método de MUITO EMPOLAR E EXAGERAR as ninharias secundárias, muito serve para defender uma "tese de enganar os pequeninos", e daí, os seus "ABSURDOS DOS ABSURDOS" serem potenciados, até ao infinito, conforme convém a um obstinado mentiroso que por "TRANSMUTAÇÕES GENÉSICAS", consegue ELEVAR, UM PERÍODO DE TEMPO, DO ENVIO DE «CINCO CÃES SABUJOS», referido a  UM ANO», para um período de tempo estendido a «UM NUNCA, SEMPRE!».

Mas há pessoas que acreditam neste obstinado mentiroso que não tem relutância em recorrer a expedientes trafulhas para com "uma ladra cachimónia" tentar tomar conta de um nome  exclusivo e deturpado, e do solar de uma raça canina, criada em Soajo,  durante tantos e tantos séculos!

Chegando os sabujos de Soajo aos guardadores das florestas e animais selvagens das poucas circunscrições protegidas em todo o país, colaboraram e contribuíram,   muito e muito, na protecção  e conservação da natureza, bem assim fizeram com que durante muito mais tempo continuassem a existir na serra de Soajo as matas e animais relevantes!

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Do cume da SERRA DE SOAJO, a 1416 m de altitude, fica o ALTO DA PEDRADA, onde  levantaram um  marco geodésico de 2ª ordem, a partir do qual se avistam no sentido do ponto cardeal norte e seus colaterais e intermédios, algumas das suas notáveis montanhas que estão inseridas nas freguesias da Gavieira, Gave, Sistelo, Cabreiro, Parada do Monte, Lamas do Mouro e Castro Laboreiro. Dele se atingem a pé, mais ou menos rapidamente, as da Gavieira e de Soajo que foram, ao longo dos séculos, vigiadas pelo monteiro-mor e monteiros pequenos da Real Montaria de Soajo, acompanhados por poderosos cães SABUJOS que os defenderiam de ursos e outras feras, enquanto existiram, não escassamente, nesta serra.

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Em 1605 foi publicado um novo REGIMENTO das zonas protegidas, no qual sobressaem cerca de OITO MONTARIAS REAIS, nalgumas das quais se passou a dar mais importância à defesa, guarda e protecção das MATAS do que à conservação da fauna bravia. A norte do rio Douro, continuou SOAJO  a merecer cuidados especiais em termos de administração pública, ao ver a sua área natural dirigida, centralmente, a partir de Lisboa, pelo Monteiro Mor do Reino de Portugal.

A seguir, apresenta-se um documento, datado de 1 de Março de 1647, em que na específica «montaria da terra», aqui de Soajo, é provido como monteiro-mor da «Montaria e monteiros da Vila de Soajo», António Rodrigues de Lima, natural desta vila, por estar vago o cargo por falecimento do monteiro-mor anterior, Martim Alves. Ao ter confirmado o rei Dom Filipe de Castela os privilégios dos moradores do concelho de Soajo, de entre os quais os específicos dos monteiros de Soajo, exceptuando o privilégio de poderem vender na Galiza os gados que criavam, por deixar de ter sentido pela união das duas coroas, tem de concluir-se que foi restabelecida a Montaria de Soajo, em termos de autonomia, face à de Coimbra. De facto, em 1605, havia sido inserida na Montaria da cidade de Coimbra, pelo que, verdadeiramente, não foi necessário esperar pela restauração de Portugal para voltar a ter um monteiro-mor próprio. O facto de em Soajo haver os especiais cães SABUJOS que eram enviados aos reis, permitindo também abastecer os guardadores das outras montarias do reino, poderia ter sido o motivo da recuperação da autonomia face à de Coimbra.

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DSCF5993 Relembra-se que o concelho, julgado e montaria de Soajo, passou a ter uma sede, no tempo do rei Dom João III, pelo que permite concluir que o pelourinho devia ter sido erguido, entre 1528 e 1538, uma vez que, nesta última ano, já havia uma VILA no Soajo municipal, conforme consta em documento oficial.                                                                                                                                                           São inúmeros os documentos oficiais que reportam a «VILA, CONCELHO E MONTARIA DE SOAJO», mas alguns VALDEVEZENSES atreveram-se a dizer que  SOAJO nunca tivera uma povoação com a categoria de vila! Esta asneira foi interiorizada pelo que quando na ASSEMBLEIA MUNICIPAL se quis na década de 2000 repôr a VERDADE, face às desconsiderações,  muitos deputados municipais gozaram com o status da vila de séculos,  manifestando as suas fortes oposições, não só por profundas ignorâncias, mas também por malquerenças! Na altura, o autarca municipal F. R. Araújo, natural de uma das freguesias, Pedreira, da cidade de Lisboa, tudo fez para impedir o restabelecimento da verdade, mas nada conseguiu e por isso a sede de Soajo, afirmou-se como  uma vila actual e histórica, reforçando e recuperando socialmente  a sua qualidade de ancestral vila histórica!

Como os "cérebros" não se medem aos palmos, também o entendimento deste edil sobre  coesão municipal, por ser vazio de conteúdo, não foi para levar a sério!     

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O Padre Aníbal Rodrigues, pároco castrejo, ao escrever o texto anterior disse que as pessoas que tinham em Castro Laboreio  o apelido «Monteiro» eram provenientes de Soajo e que assim eram chamados porque «guardavam os montes». Mas deveria o pároco castrejo ter aclarado que eram os guardadores da «MONTARIA DE SOAJO», cuja área territorial  coincidia com a do concelho e julgado de Soajo, na qual se protegiam os arvoredos e animais de caça grossa. Também os «tibeiros» poderiam ser monteiros ao serem naturais do lugar de Tibo, do concelho e montaria de Soajo, pelo que poderiam ter  servido como guardas-monteiros.

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Uma requisição que nesta data era preciso preencher para se acerder aos livros das chancelarias reais e a várias outras fontes documentais. Como publiquei o impresso seguinte, pedindo ao castrejo AR - o tal da "tese das teorias caninas para pequeninos" - para se retratar pedindo aos seus leitores desculpas por os ter  enganado, ao inventar que eu nunca tinha bolido no Arquivo do Monteiro Mor do Reino! Mas, em vez de o fazer, safadamente, atirou mais uma nova parvoíce escrevendo: «Publicou papelinho como prova da ida ao Arquivo da Montaria-Mor do Reino (1583-1833). Eu estive algumas horas no aeroporto de Frankfurt, desconheço a pátria de Johannes Brahms.»!

Volto a publicar o mesmo "papelinho" para, AR, de novo, cinicamente, continuar a dizer idiotices, e junto mais algumas notas, para ele CONTINUAR A MENTIR, ao negar o que não sabe! Entre outros apontamentos, resolvi  transcrever em "papelinhos", no uso das minhas decisões livremente tomadas, o que a seguir revelo, para poderem aquilatar quão especial é este detractor de assuntos de Soajo!

                                           

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A data refere-se a 6 de Fevereiro de 2003, e até apontei a hora do começo do consulta... A escassez de tempo forçou a uma rapidez, fazendo com que as notas apareçam poucas claras, quase a um ritmo estenográfico.

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Foram as notas seguintes que me permitiram saber que este «CABRIL» não se situava na serra do Gerês e no concelho de Montalegre.... Como o AR diz ter bolido no Arquivo do Monteiro-Mor deveria saber localizar a «MONTARIA REAL DO CABRIL», não no Gerês, de Montalegre, mas a sul do rio Douro, no actual  concelho de Castro Daire. A minha pergunta ficou sem resposta. Divulgou que conhece o aeroporto alemão...

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 Serve o documento seguinte para provar que Ventura de Sousa Menezes, natural da vila de Soajo, exercia em 1739, o cargo de monteiro-mor da circunscrição ou comarca, Real Montaria de Soajo, onde dirigia outros monteiros pequenos que também estavam dispensados de suportar os encargos e outros cargos oficiais do concelho de Soajo !

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Américo Rodrigues, natural de Castro Laboreiro, atreveu-se a MENTIR e a DESANCAR a instituição «REAL MONTARIA DE SOAJO» velha de séculos, escrevendo na página 13, do seu artigo, publicado em 28/3/2013, a bacoquice: « Das maiores RÁBULAS [ Peças cómicas? Desonestidades? Vigarices?] de Lage é a simples montaria dos lobos do Soajo (igual a centenas em todo o país)» ! Mais abaixo ainda escreveu que, Melgaço tinha em 1800 um «Monteiro-Mor» sem especificar se era de lobos ou de protecção da natureza!  Ainda a seguir redige mais tontices de que «António Rodrigues Lima, recebe Cartas de Monteiro-Mor dos lobos e mais bichos da comarca de Ponte do Lima e, da Vila de Soajo»!

Apresentamos antes, a carta da sua nomeação do mesmo António R. de Lima, como monteiro-mor da «MONTARIA DA VILA DE SOAJO» que não respeitava a batidas de lobos mas para protecção, essencialmente, de MATAS, embora secundariamente protegessem também a fauna selvagem de caça.

Publicamos, agora, a carta para nomeação da mesma pessoa como monteiro-mor da  «Montaria dos lobos»:

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Começa o documento por dizer : « Dom João IV . Faço saber que confiando eu de António Rodrigues de Lima morador na Vila de Soajo, comarca de Ponte do Lima, (...) e por me enviarem dizer por sua petição que naquela vila se faziam antigamente montarias aos lobos e mais bichos e hoje se não faziam em muitas partes da dita comarca por não haver oficial particular que os ordenace a seus tempos devidos (...)».

Ora o castrejo, AR, para lograr os objectivos de negar a raça do CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO, que se atreveu a qualificar como reles "rafeiros bastardos", disse que A. R. de Lima foi nomeado, apenas, para a montaria dos lobos de Soajo da Vila de Soajo, que na época pertencia à comarca judicial de Ponte do Lima!  Mente sem qualquer vergonha...

ENGOLIU o castrejo, a notável «MONTARIA REAL DE SOAJO», como área administrativa de protecção da natureza, da qual partiam os valentes e grandes SABUJOS de Soajo para os reis que, depois, pelo menos desde o tempo do rei D. João I, embora continuando  propriedade do rei, eram distribuídos pelos guardadores das montarias reais ficando apenas nas suas posses, conforme rezam  diferentes regimentos do Monteiro-Mor do Reino, anteriores ao de 1605!

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A seguir mais alguns dos muitos documentos que fazem alusão, não às batidas aos lobos, mas à instituição que se preocupava desde tempos remotos com o meio ambiente, nas vertentes dos arvoredos e animais selvagens que, como dissemos, por tão abundantes motivaram em Arquivo da Torre do Tombo, identificá-los como pertencendo, não só a uma VILA, com a antiguidade de séculos, mas também, à dignificante «Montaria» de que Soajo se orgulhava pela sua unicidade, no aquém Douro, e que levou, nos anos de 1700, um pároco de Távora, do concelho de A. de Valdevez, a deixar exarado, ao visitar a Montaria e o Concelho de Soajo, em documento, «NOTÁVEL VILA DE SOAJO»! Não a distinguiu, apenas, por simples apreciação feita em termos físicos de uma modesta VILA!

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De facto, por tantos e tantos documentos oficiais existirem, e expressarem «VILA E MONTARIA DE SOAJO» bem justificam o acerto desta QUALIFICAÇÃO em catalogação, que também depõem contra os ABSURDOS, AXIOMÁTICOS E ESTULTOS escritos do castrejo, AR, que nem sequer conseguiu interpretar o significado da frase «PORQUE SÃO OBRIGADOS A NOS ENVIAR EM CADA ANO CINCO SABUJOS FEITOS NO MONTE» que, um normal e jovem aluno principiante das primeiras letras não hesitará, em enviar para um "CENTRO DE INTERPRETAÇÃO DO CÃO DA RAÇA DA SERRA DE SOAJO, se alguma vez for criado, na região de ARCOS DE VALDEVEZ E SOAJO!

Mas, as suas inventonas, não se limitaram a vociferar contra a raça «CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO», iniciadas em 2002, estenderam-se também, com inqualificáveis agressões dirigidas a outras instituições e identidades do património histórico do «concelho, vila e montaria de Soajo»!

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Nesta foto em título e depois no texto refere-se «vila e montaria de Soajo» a propósito da emissão em notário de Soajo de uma procuração feita em 1739, para que em tribunal pudessem valer os seus direitos várias pessoas de Soajo, em querela judicial contra o monteiro-mor, Ventura de Sousa Meneses, da VILA E MONTARIA DE SOAJO.

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A HISTÓRIA CONFIRMA QUE A REAL MONTARIA DE SOAJO, SOBREVIVEU EM 1498, ALÉM DO MAIS, POR SER UMA ÁREA PROTEGIDA MUITO ANTIGA DEMARCADA E GUARDADA POR OFICIAIS MONTEIROS COM CÃES SABUJOS CRIADOS NOS MONTES DA SERRA DE SOAJO!

DSCF5963Nesta obra NOTÁVEL, de GAMA BARROS, prova-se que Soajo «NÃO TEM NO PRESENTE O QUE, VERDADEIRAMENTE, TEVE» e, o Gerês, «TEM, ERRADAMENTE, EM TERMOS HISTÓRICOS, O QUE NÃO TEVE, EM MATÉRIAS DE PROTECÇÃO DA NATUREZA»!

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Embora quando construída, na década de 1931, já existissem muitos dos "caniços de pedra" o que temos como certo é que foi este edifício escolar que mais pessoas atraiu de Soajo, na frequência do dia-a-dia,  para o local da Eira do Penedo.

Esta porta frontal à via pública destinou-se, durante pelo menos o governo salazarista, à entrada dos professores. Lateralmente, existe uma outra entrada com grande largura para uso do corpo discente...

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Mais uma das infindáveis fotos de "caniços de pedra ou canastros" que são uma das mais fortes razões de atracção turística,  apesar de a concepção dos "arquitectos" ter sido quase sempre a "chapa 6"!

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O nome da SERRA que foi acolhido na primeira área natural instituída a norte dos rios Homem e Cávado para ser protegida e defesa , isto é, coutada, não foi incluído no nome do PN, por terem dado ALGUNS, repito, alguns, geógrafos portugueses  cobertura a falsidades e mentiras!

A seguir recorre-se a um texto de Henrique Gama Barros, inserido na "História da Administração Pública em Portugal" onde no tema «Monteiros das coutadas reais, seus privilégios e obrigações», se transparecem aspectos que permitem elucidar sobre as «comarcas» ou circunscrições administrativas  criadas para protecção da natureza, embora focadas essencialmente em aspectos mais restritos de uma biodiversidade centrada  nalguma fauna e e em matas.

 

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A partir destes elementos é possível compará-los com os emitidos em específico para prover os oficiais monteiros da Montaria Real de Soajo, os quais gozaram de privilégios distintos dos moradores do concelho de SOAJO confirmados diversas vezes por sucessivos monarcas de Portugal nos quatro períodos dinásticos.

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Existem várias rochas no sítio da «Laje das Cruzes», à beira rio Lima, com marcações dos limites do concelho e montaria de Soajo, junto das quais vários tabeliães (notários) de Soajo procederam à feitura de actos notariais. De salientar que até ao dia 31 de Dezembro de 1853 existiu o JULGADO DE SOAJO, onde no tribunal se continuaram a lavrar sentenças judiciais, pelo que escrivães e notários, continuaram a exercer no Soajo apesar do MUNICÍPIO ter sido extito quase dois anos antes! Junto da «LAJE DAS CRUZES» foram assinados vários instrumentos jurídicos de pessoas de várias freguesias pertencentes a concelhos diferentes.

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Na mata do Botão, nas cercanias serranas de Coimbra, o rei D. Afonso II, já preservava a natureza através de uma circunscrição devidamente coutada, ou seja, com limites estabelecidos, para serem total e devidamente vigiadas por guardas-monteiros e sabujos ("sabugios") desempenharem úteis tarefas. Os sabujos de Soajo tendo características morfológicas e funcionais diferentes dos sabujos, ditos ibéricos ou peninsulares, mais se prestavam a estas funções por terem poderosos domínios sobre possantes animais, e por serem  exímios «sentinelas».

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Embora não se conheçam documentos datados do tempo do rei D. Afonso II,  cognominado por «o GORDO», aquando das inquirições de D. Afonso III, em  1258, se constata que em Soajo não existiam FIDALGOS, nem o poderoso dirigente ou «RICO-HOMEM» de Valdevez caçava nos MONTES de Soajo à semelhança  do que fazia em muitas das freguesias do Julgado de Valdevez, e, ainda o facto de os MONTEIROS de Soajo, serem obrigados a dar, EM CADA ANO, portanto, ANUALMENTE, por ser «TERRA FOREIRA DE MONTARIA» que, o mesmo é dizer, TRIBUTADA em caça grossa. Estes factos são TRÊS FORTES INDÍCIOS de que Soajo já era terra apetecível como COUTADA desde os primeiros tempos como o foram em Larçã, Botão e Paçõ, terras coutadas, defesas e protegidas, não só em termos de matas mas também em termos de caça grossa de animais silvestres.

Se tivermos, ainda em atenção que em 1288, foi negada a existência de HONRAS (de fidalgos)  e que, em 1401, foi informado o rei D. João I, da presença de fidalgos em Soajo, em desobediência à determinação que «SEMPRE DE ANTIGAMENTE ATÉ ESTA ALTURA SE USOU E COSTUMOU QUE NENHUM FIDALGO» podia viver e ter bens em Soajo, mais nos convence que a MONTARIA de Soajo foi precoce para a preservação de animais silvestres e de que estranhos pudessem vir caçar e comer "carne produzida na área serrana de Soajo"!

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Na monumental obra «HISTÓRIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA EM PORTUGAL», de Gama Barros, no sexto volume, declara-se que, em 1498, as «MONTARIAS DE SOAJO E CABRIL» continuavam no  grupo das ONZE áreas  defesas, protegidas, coutadas, onde os SABUJOS acompanhavam os guardas para uma vigilância eficiente, não fossem eles grandes,  valentes e excelentes sentinelas paras  se  detectarem  caçadores furtivos, furtadores de madeiras, lenhas, e para os defender, sobretudo nos sítios com brenhas mais cerradas, de perigosos animais, etc.

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A conclusão inadequada deste texto da autoria da geógrafa que foi professora da Universidade do Porto, Nicole Devy-Vareta, que embora tendo feito um excelente trabalho de grande mérito no âmbito das florestas e fauna silvestre, sob a epígrafe «Para uma geografia histórica da floresta portuguesa», "AS MATAS MEDIEVAIS E A «COUTADA VELHA» DO REI», não deixou de cometer alguns erros  que, a não serem corrigidos, colocariam em causa o título escolhido pelo investigador e catedrático Carlos M. L. Baeta Neves, que foi «MONTARIA DE SOAJO, PRIMÓRDIO HISTÓRICO DO PARQUE NACIONAL»! É que em todo o território da serra do Gerês nunca houve uma Montaria Real, enquanto durou a Montaria Mor do Reino, porque, de facto não foi o Gerês uma área natural protegida e demarcada. Um segundo erro é cometido quando Nicole Vareta trata o tema da diminuições das matas naturais no século XIII ao  escrever : «As vertentes húmidas da montanha, da Peneda ao Marão e da Serra da Estrela à Lousã estavam cobertas por maciços mais extensos, cujo limite vinha a descer em altitude.» Com esta prosa a Prof.a caiu  na confusão de designar a serra por Soajo também por Peneda! Colheu os frutos dos efeitos, sobretudo do suíço P. Chofatt!  Escrever na Idade Média a gafe, Peneda, é o mesmo que falar nesta época no Brasil!

Como se nota o Gerês tem o que não teve, e Soajo teve o que não lhe atribuem

Assim, Soajo, é PREJUDICADO, enquanto o Gerês é BENEFICIADO!

A  Montaria de Soajo desde cedo teve os seus limites geográficos.

O sítio da  «Laje das Cruzes» é uma das principais referências da demarcação não só do concelho de Soajo mas também da montaria real. Deveriam as rochas com as suas inscrições, já referidas na versão completa do Foral de Soajo de 1514, que são muito mais antigas do que o pelourinho de Soajo, beneficiar de preservação especial. A sua elevação à  categoria de MONUMENTO NACIONAL, ou pelo menos de monumento de INTERESSE PÚBLICO, deve ser uma preocupação das entidades que tem a seu cargo o património histórico-cultural.

Sabemos hoje que a Peneda, como nome de serra só se guindou à categoria de serra como nome usado por geógrafos e cartógrafos através de três erros  cometidos por Gerardo Pery : PRIMEIRO, por chamar ao Pedrinho, Peneda; SEGUNDO, de levar à consideração de ser no marco geodésico do Pedrinho (mal chamado por Peneda) o sítio MAIS ALTO DE TODA Á ÚNICA SERRA, em VEZ DO «ALTO DA PEDRADA», no nordeste serrano do Minho ao Lima; TERCEIRO, por lhe atribuir a altitude de 1446 m quando era já sabido que tinha no local do marco apenas 1373 metros de altitude!

Ora, em Geografia de Portugal já era ensinada até serem cometidos em 1875, os ditos erros a SERRA DE SOAJO, e não despegando este nome, a eficácia só resultou ao mandar CHOFATT o nome serra de Soajo para dar nome alternativo à SERRA AMARELA.

Mas a SERRA DE SOAJO em parte dela já voltou à toponímia oficial antiga, e retomou a sua altitude máxima, usurpada pela de nome errado, no ALTO DA PEDRADA com os seus imorredouros 1416 metros, GRAVADOS PARA DEFESA DA VERDADE E EXACTIDÃO, em material granítico, COLOCADO EM LOCAL DE MAIOR VISIBILIDADE:

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Em 1821, o "PARQUE" REAL DE SOAJO foi extinto porque os ventos dos valores da LIBERDADE e igualdade apareceram para combater as opressões do poder monárquico absolutista com um actividade parlamentar livre nas cortes.

Um documento enviado de Soajo que se encontra arquivado no Palácio de S. Bento, onde funciona a Assembleia da República, foi mal interpretado por Albert Silbert, na sua publicação de 1985, em 2ª edição, designada como «O problema agrário português ao tempo das primeiras cortes liberais», ao não o enquadrar, devidamente,aa na singularidade da «Montaria Real de Soajo».

O que consta no abaixo-assinado manifesta, claramente, que em Soajo, ainda vigoravam em 1821, portanto, no SÉCULO XIX, os privilégios específicos concedidos na IDADE MÉDIA aos oficiais monteiros que desempenhavam funções na circunscrição administrativa local do Estado que em terminologia actual se designaria por PARQUE NACIONAL DE SOAJO.

Não foi encontrada, também neste caso, nenhuma referência a uma barreira física para impedir a mobilidade de pessoas e papéis entre Soajo e Lisboa, no vai e vem, como foi suposto, incrivelmente, com a imaginada dificuldade da chegada ao CONCELHO DE SOAJO, da sua CARTA DE FORAL...

Esta «circunscrição administrativa», territorialmente, com um espaço coincidente com o do antigo concelho de SOAJO foi na IDADE MÉDIA categorizada como constituindo uma «comarca». Nela exercia jurisdição o monteiro-mor de Soajo, que gozava de prerrogativas legais sobre os monteiros oficiais, podendo em matérias cíveis mandá-los para a cadeia se não cumprissem as suas tarefas de forma diligente, nomeadamente, nas matérias de vigilância de árvores e animais silvestres.

Albert Silbert interpretou que todos os homens de Soajo estavam isentos da obrigatoriedade do exercício de cargos públicos para servir o concelho de Soajo, e da participação em encargos do concelho, tanto a nível de certos impostos, construção de caminhos, pontes, etc.

Ora destes privilégios, sabe-se, documentalmente, que só gozavam os guardas monteiros e, não os Soajeiros em geral, como objectivamente, se observa no texto da petição enviada ao rei D. João VI para afastar o monteiro-mor José António Barbosa e para repudiar a instituição que já existia, pelo menos, no século de 1200!

Que Albert Silbert cometesse esses ERROS, não é de admirar, mas que o poder valdevezense, em 2014, mandasse ao Dr. Nuno Soares influenciar a autora do livro «Soajo, 500 anos do foral manuelino» para considerar todos os SOAJEIROS dispensados dos «CARGOS E ENCARGOS DO CONCELHO DE SOAJO» é anedótico!

A imagem de miserabilismo que pretenderam evidenciar do concelho de Soajo neste livro mais serviram para REVELAR O GRANDE ÓDIO QUE TÊM PELA HISTÓRIA, PATRIMÓNIOS E IDENTIDADES DE SOAJO!

Quiseram no livro dos «500 ANOS DE FORAL DA TERRA E CONCELHO DE SOALO» fazer uma história orientada, em várias vertentes, para o «NÃO FOI», uma história do «NÃO SER» e do «NÃO TER», isto é, uma «HISTÓRIA DE MISÉRIA» que, analisada devidamente, não passa de uma «MISÉRIA DE HISTÓRIA», parafraseando um outro uso paralelo de apreciação sobre  conhecimentos em sede da “amiga da sabedoria"…

Os diversos artigos que eu publiquei eram mais que suficientes para não deixarem verter nos assuntos da Montaria Real de Soajo os ATAQUES desdenhosos, infamantes e aviltantes desta instituição plurissecular, reduzindo-a no seu historial  a conteúdos de uma mera «RESERVA DE CAÇA»!  

 Bem sabemos que não querem argumentos, factos e provas que possam equiparar a «MONTARIA REAL DE SOAJO» a um «PARQUE NACIONAL» para que não se AVULTE e, antes se enfraqueça, a contestação ao nome que incorporaram INDEVIDAMENTE na designação deste PARQUE , ao não o erguerem, face ao passado de muitos séculos, como PARQUE NACIONAL SOAJO-GERÊS !

  Se houve evolução no conceito e definição do primeiro, no decorrer dos séculos, não é menos verdade que o mesmo sucede na relativa curta duração do PN, embora nos dois as suas essências não deixam de ser, fundamentalmente, a protecção e conservação da natureza numa área escolhida do país considerada da maior relevância!

Contudo, na MONTARIA REAL DE SOAJO os procedimentos de vigilância para protecção e conservação do ambiente natural silvestre sempre foram feitos por significativas pessoas com fardas adequadas, que viviam no interior ou na proximidade da «comarca» de Soajo, ou seja, nas «circunscrição administrativa local do Estado» com sede na vila de SOAJO para melhor a defenderem.

 Os bens e a paisagem natural e humanizada, observadas nos tempos modernos enquadram-se, é certo, em nomenclaturas e conteúdos inseridos e designados por biodiversidade, geodiversidade, geossítios, etc., mas os propósitos nucleares focam-se no PN, essencialmente, na protecção e salvaguarda da valiosa área da NATUREZA biológica e geológica.