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Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

AS MUITO BOAS QUALIDADES DO CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO DESCRITAS EM DUAS OBRAS RELEVANTES, SÃO, INTENCIONALMENTE, NÃO APRESENTADAS POR UM NATURAL DE CASTRO LABOREIRO!

Não vou neste texto tratar de duas RIDÍCULAS afirmações escritas pelo castrejo na sua "Tese canina para enganar pequeninos", ao pretender superiorizar o concelho de Castro Laboreiro, relativamente, ao de Soajo, com base nos anos das emissões dos respectivos forais manuelinos, e de se servir de outro argumento FALSÍSSIMO, para NEGAR a possibilidade de se terem criado tantos cães em Soajo embora negando a entrega ANUAL aos reis de cinco sabujos, por até haver em Soajo menos de "90 moradores"!

Interpretou o "génio de disparates" que, havendo menos de 90 moradores em Soajo, então,  também nele habitavam menos de 90 pessoas! 

Não sabe o "sábio ignorante" que na altura da contagem, iniciada em 1527,  a palavra «moradores» correspondia, grosso modo, ao número de fogos, e pelo facto de a cada fogo corresponder um agregado familiar com 4 a 5 pessoas, então, Soajo, como o número referido foi de 92, e não o que lhe serviu para REDUZIR para menos de 90, até poderia ter mais de 400 pessoas!

Mas, os censos feitos nos dois séculos seguintes, elaborados já sem tanta falta de rigor, sempre SOAJO apresentou mais gente do que Castro Laboreiro!

 Convém saber que Portugal teria uma população absoluta no século de 1500, que excedia, não em muito, UM MILHÃO de habitantes.

A freguesia de São Paio de Arcos, em Valdevez, nos seus diversos lugares incluindo o da então, muito recente, vila de Arcos, tinha pelo mesmo censo apenas 34 «moradores»!

Mas o outro disparate  de querer superiorizar Castro Laboreiro perante Soajo, pelo facto de o seu foral ser concedido em 1513, e o de Soajo, em 1514, então, com o critério do "falso sábio", Castro,  até seria mais importante que Guimarães e Porto, porque ambos só tiveram os seus forais manuelinos concedidos em 1517!

O "sábio ignorante" de C. Laboreiro em idiotices é imbatível, mas tem-se como o melhor "cientista" na aldeia de Várzea Travessa e em toda a extensa freguesia montanhosa de Castro Laboreiro !

 

Em 2011, depois de estarmos conscientes dos ERROS e MENTIRAS sobre a identidade do cão de Soajo, avançamos com os escritos na base da escultura ao cão de SOAJO, sem qualquer tipo de influência do castrejo A.R., pois só reagiu, pela primeira vez, aos meus artigos, em 2013!

Um dos objectivos dos escritos na base da escultura do cão, foi, claramente,  chamar à atenção que houve ROUBOS de um notável valor patrimonial histórico-cultural de todo o antigo Soajo que incluía a Gavieira e Ermelo.

Uma notável realidade de muitos séculos, viria, no século XXI, a transformar-se numa imagem icónica ao fazer parte do brasão de Soajo: o «Cão Sabujo da Serra de Soajo»!

Mereceu ser glorificado este adorável animal, criado na principal serra do Alto Minho e do distrito de Viana do Castelo, pois além do muito mais, permitiu aos moradores do concelho de Soajo não pagar impostos directos sobre os seus rendimentos, durante a maior parte do tempo do Portugal monárquico, enquanto existiu a instituição autárquica que teve como sede a vila de Soajo.

Avançando para o tema reportado no título deste post, começo por reproduzir o que o castrejo A. R. surrupiou do essencial exposto em duas obras de grande referência e consulta em Portugal, onde as qualidades de excelência do CÃO DE SOAJO estão muito justamente evidenciadas:

 Em 1706, portanto, no princípio do século XVIII [não, século VIII, como aldrabaram depois], o matemático Padre António Carvalho da Costa, autor  da obra «Corografia portuguesa e descrição topográfica do famoso reino de Portugal», abordou, entre outros assuntos, as  cidades, vilas e lugares.

Sobre o concelho e a vila de Soajo, no respeitante ao cão mais salientado em  foral português, escreveu nesta sua obra: «Tem bons rafeiros com que guardam os gados a que chamam sabujos, e pagam a el-rei cinco cada ano».

Esta frase é nuclear para se entender o passado do cão da Serra de Soajo, por este motivo convém analisá-la mais detalhadamente.

Se consultarmos um dicionário verifica-se que a palavra «rafeiro», tanto significa, cão de boa qualidade, isto é, de raça, como pode querer dizer "cão vulgar", ou seja, sem ser de raça.

Por causa desta dupla significação foi precedida a palavra «rafeiro» do qualificativo «bom». Mas, o mentiroso de Castro Laboreiro, retirou a palavra «bom» no texto que publicou, desqualificando, surpreendentemente, o cão que também existe na sua terra, para depois o maltratar como: «rafeiro bastardo»!

Também no que toca à serventia do cão de Soajo, diz-se na obra que era usado para «guardar os gados», mas o que escreveu o aldrabão de Castro: «confundiu [o Padre Carvalho da Costa] os rafeiros  que guardam gado com os sabujos que vinham referidos no Foral»!

Confundiu? Que provas arranjou o castrejo para apoiar este ataque? Nenhuma!

Mas com a sua cachimónia ladra o que SURRUPIOU foi, armando-se em imbecil, NÃO COLOCAR, na frase, uma RELEVANTE PALAVRA ao NÃO escrever nestes termos: «confundiu os BONS rafeiros que guardam gados com os sabujos que vinham referidos no Foral»!!!

Ah, grande LADRÃO, não só de uma palavra MARCANTE para qualificar os cães, como também o fez a outros notáveis aspectos históricos do cão da SERRA DE SOAJO!

Como pretendeu o castrejo explicar a «sina» do cão, com a sua mão, na mão do cão, como faziam as ciganas para descobrirem também o  destino das pessoas que acreditavam nas suas pantominices?  Vamos ver.

Inventou muitas intrujices ao recorrer a disparatadas ilusões para tentar enganar os mal informados e  ingénuos que nele acreditam...

Entre as muitas aldrabices, o castrejo A. R., até ATACOU os destinos mais notáveis dos sabujos que constam no significativo diploma que consagrou a LEI mais representativa do município de SOAJO, criada pelo rei Dom Manuel I, em 1514, para regular procedimentos dentro do concelho e importantes relações com o poder central!

Esta LEI não foi em todos os seus conteúdos INOVADORA, dado que, em vários aspectos deu seguimento a outra lei anterior de direito local suportada em «usos e costumes». De facto, as normas costumeiras de cumprimento, também obrigatório, até foram usadas nos municípios citadinos mesmo durante as IDADES MODERNA E CONTEMPORÂNEA.

Carvalho da Costa, de forma totalmente correcta, deixou para todo o sempre, REPRODUZIDO destas duas LEIS os relevantes conteúdos que lhe mereceram estas dignas atenções:  «pagam ao rei cinco sabujos cada ano»!

  Mas o castrejo A. R.,  como MENTIROSO sem limites, inventou como que uma «sina», eivada de faltas de sorte, para o cão que era ensinado na serra de Soajo, a fim de desempenhar várias funções, antes de ser remetido aos monarcas de Portugal! 

Porém, este castrejo, não o fez nos mesmos termos em que o faziam as ciganas que sempre diziam, fazendo de conta que adivinham o futuro, que uma mordidela de cão raivoso mataria os/as que recorriam aos seus presságios...

Leu a "sina", o falso adivinhador, ao cão sabujo, traçando-lhe outras "causas para a morte", mas a que as ciganas, sendo inteligentes, nunca ousariam  dizer: escondeu a qualidade de «BOM» do cão; atreveu-se a NEGAR os PAGAMENTOS feitos com cães, ANUALMENTE, por Soajo aos reis; NEGOU a serventia como cães de GUARDA DE GADOS; NEGOU a sua qualidade de SABUJO, fora da época medieval, ao etiquetá-lo, já não por «SABUJO MEDIEVAL», mas como «RAFEIRO BASTARDO», apesar de no FORAL DO CONCELHO DE SOAJO, que vigorou até 1832, ESTAR GRAVADA a expressão «CINCO SABUJOS»!

Só um MENTIROSO CRÓNICO seria capaz de expor estas vergonhosas ideias!

NA VERDADE, ABASTARDOU, DEGENEROU, CORROMPEU E VICIOU QUASE TUDO SOBRE A HISTÓRIA DOS SABUJOS DA SERRA DE SOAJO, PARA ENGANAR E CONSEGUIR OS SEUS DEPRAVADOS OBJECTIVOS!

 Como os "rafeiritos" nada valiam, e eram acometidos de raiva, ainda por cima, seriam perigosos para Suas Magestades, por isso, eram detestados pelos reis, ditou o castrejo das aldrabices!

O "SENHOR castrejo" como adivinhador, em cada sina que lia aos sabujos com as suas mãos esticadas para as deles, como as ciganas, fartou-se de dizer baboseiras!

Só que as ciganas não pediam às pessoas PROVAS para as advinhações! 

Mas, o "senhor castrejo" exigiu «provas» e, das «IDÓNEAS», ou seja, apropriadas, para não ser tido como mau adivinho, e isto, apesar do Padre Carvalho da Costa, ter dito tudo direitinho...

Estando, tudo nas leis seculares, sobre a entrega obrigatória, anual, de cinco  sabujos, IGNOROU  E NEGOU o falhado adivinho de Castro Laboreiro, até a FORÇA DA LEI, sobre estes assuntos dos cães, que vigorava também quando o Padre Costa escreveu a sua obra!

Não quis o falhado adivinho, apesar de conhecer as teorias de outros cães, PROVAR AS SUAS PRÓPRIAS "VISÕES" ABSURDAS, SOBRE A INTERPRETAÇÃO QUE FEZ  DA DESTACÁVEL LEI, de 1514!

Nesta espécie de Constituição Municipal ficou  consagrado o CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO, da qual, na última década de 1600, foi recolhida informação, para em 1706,  já com uma validade de quase duzentos anos, ser integrada na Corografia Portuguesa!

Os  disparatados «AXIOMAS» para serem usados em História, só cabem na cachimónia de A.R., e foram tidos como premissas tão imediatas e evidentes que não precisavam de justificações!

Os castigos contidos na chamada «PENA DO FORAL» para quem não cumprisse o estatuído no Foral eram para o presunçoso e falso adivinho como que meros ornamentos!

As ciganas liam as sinas, mas não se atreviam senão a interpretar os sinais das mãos e, usando de esperteza, só queriam que lhes pagassem os serviços, não pedindo das consultas quaisquer provas, mesmo inidóneas, porque sentiam que seria moralmente incorrecto pedi-las!

Os incríveis, danosos e astutos procedimentos, de um natural da freguesia de Castro Laboreiro, são tendenciosamente feitos com intuitos de distorcer a história do cão da Serra de Soajo, e sem limites...

A seguir, noutro post, apresentarei outra obra em que os cães de Soajo foram superlativamente BEM QUALIFICADOS, mas mesmo assim o castrejo OMITE, intencionalmente, os notáveis ADJECTIVOS apresentados pelo autor da obra!!!...

                                     Serra de Soajo, Janeiro de 2020

 

 

 

A IDENTIDADE, SOAJO, REBAIXADA PELO PODER MUNICIPAL COMANDADO PELO LISBOETA, FRANCISCO ARAÚJO!

Gasto inútil e descabido em placas de informação rodoviária na Portela do Mezio, em que foram tratadas MUITO INJUSTAMENTE, ou seja, de forma discriminatória duas VILAS do mesmo município! No tempo da governação salazarista em que o elitismo foi, em termos práticos, protegido e desenvolvido, nunca se chegou a desconsiderações como as que revelam os sinais apresentados do lado direito da imagem que segue:

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Se já havia uma placa indicativa de sentidos de orientação, para alcançar as duas VILAS e, até uma antiga mais informativa que anunciava as distâncias a percorrer, para quê gastar dinheiro com outra menos satisfatória?

A intenção mais provável para se justificar este procedimento não equilibrado, desproporcional e surpreendente, só se pode explicar para colocar na posição superior a vila de A. de Valdevez, e ainda para, simultaneamente, rebaixar a vila de Soajo, ao escrevê-lo com letras mais pequeninas!

Afigura-se-me, menos provável, que fosse para afirmação da identidade «Valdevez», que tem mais de 850 anos, dado que na placa só se lê «Arcos», cuja idade na categoria de sede ou vila não atingia ainda, no ano 2000, quinhentos anos!

De certeza que não foi por haver no país várias povoações com o nome «Arcos», e com seus habitantes, também, «arcuenses», enquanto, Valdevez e valdevezenses, são denominações únicas no país! Os 13 km desfaziam potenciais equívocos....

A cerca de oitenta metros do sítio destas placas, está uma outra placa a indicar que deste Mezio, da parte de Soajo, percorrem-se 6,8 km, até ao Parque polivalente, junto dos caniços de pedra [vulgo espigueiros] da Eira do Penedo, mas AVISANDO que se atravessam duas serras: Peneda ( duplamente por aldrabices) e Soajo!

Já no início do 2000, Francisco Araújo mandou pagar, com dinheiro de todo o município, um livro, em que se situa o Largo do Eiró, a Eira do Penedo, a Casa do Povo, a Mina das Aranhas, a Eira da Laje, o Miradoiro dos Cruzeiros, a Laje da Cardeira, o Souto de Bairros, o lugar de Carreiras, etc, na serra da Peneda!!!

Atitudes que no mínimo devem ser tidas como vergonhosas e humilhantes para a vila dos Soajeiros e todo o povo de Soajo!

Que reacções há, quer por parte do colectivo da Junta de Freguesia, quer por parte da Assembleia de Freguesia?

Só reagem quando há  ondas de indignação, de protestos gerais do povo de Soajo?!

Em tudo que pode, lá está o "lisboano" Francisco Araújo, pronto para puxar Soajo para baixo !

Quase ninguém acredita nestes golpes tão humilhantes e detestáveis, vindos de pessoa tida como idónea!

No ano 2000, o jornal «Voz de Soajo» publicou esta foto em artigo que redigi! Foi legendada nos termos declarados acima.

Francisco Araújo era quem presidia à Câmara Municipal. 

Como se nota foi imune às considerações feitas, pois anos depois reincidiu ao cometer os mesmos erros, as mesmas desconsiderações, os mesmos ataques, quando mandou colocar placas rodoviárias, no entroncamento, da estrada de Ermelo, com a da vila de Soajo para a ponte "não Salazar", sobre o rio Lima!

Cultivou o espírito do "QUERO, POSSO E MANDO" , com mais vigor ainda, quando lhe apreciavam atitudes descabidas e injustas!  Sentiu-se proprietário do município, por vezes, como se este fosse uma quinta pessoal!

Os usos de direitos de cidadania, civismo e oposição, encarou-os como se fossem perseguições de natureza pessoal e/ou política.

Não entendeu que em democracia todos os cidadãos no exercício das suas liberdades constitucionais dispõem dos seus direitos e deveres para apreciar ou depreciar decisões tomadas pelos governantes, quaisquer que sejam os níveis na hierarquia da governação.

Este caso das placas toponímicas na Portela do Mezio ilustra, claramente, como se procedeu no município de Arcos de Valdevez, em matérias que não são inócuas, ou seja, inofensivas, ou não prejudiciais!

Todas as povoações, grandes ou pequenas, mais ricas ou mais pobres, têm direito a um tratamento igualmente respeitoso e digno.

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Mas as placas de informação de localidades, rodoviárias,  no Mezio, de responsabilidade municipal, foram por Francisco Araújo objecto de um tratamento indigno, por desigual e não razoável!

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O salazarismo tido como regime politicamente injusto, não discriminou as duas povoações, pois mandou escrever  Soajo e A. de Valdevez com tamanhos iguais das letras, considerando, portanto, os seus nomes com igual dignidade!

Mas, neste município com muitas carências, não foi  observado o princípio do tratamento igual, nem também se respeitou o principio da racionalidade económica, ao esbanjar recursos municipais que são sempre relativamente escassos, face à satisfação das necessidades em tão amplo município.

Não é verdade que, desde há décadas, existiam as placas com os nomes das povoações, colocadas no tempo do salazarismo?

Não é verdade que não houve tratatamento injusto, com a escrita dos nomes, Soajo e A. de Valdevez, por parte do governo salazarista?

Não é verdade que havia muito espaço livre, e portanto, mais que suficiente, para se escrever o nome Soajo com letras do mesmo tamanho que as usadas na escrita do nome A. de Valdevez, na placa paga pelo município?

Porquê que Francisco Araújo discriminou Soajo?

Porquê que rebaixa Soajo para o humilhar?

Porquê que retaliou e/ou perseguiu os Soajeiros que  têm um posicionamento crítico construtivo e que, não se limitam a ser uns «YES MAN»?

Uma «Ponte Salazar» sobre o rio Lima, inaugurada em 1951, de Soajo para o município de Ponte da Barca, foi pedida ao governo central por um grupo de salazaristas soajeiros!

Após a inauguração da ponte nova de Soajo para se alcançar a via rodoviária junto do empreendimento da Electra d´el Lima, um grupo de Soajeiros, salazaristas, pediu superiormente para que ela tivesse o nome: PONTE SALAZAR!

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A pretensão não foi, ao que parece, atendida pelo facto de esse nome estar já reservado para a já projectada ponte sobre o Tejo, de Lisboa para Almada. A esta ponte, iniciada a construir em 1962, é que viria de facto a ser dado, o nome «Ponte Salazar»!

Não logrou, contudo, longevidade porque, a revolução de Abril, abriu caminho para que lhe fosse dado outro nome, precisamente, o de «Ponte 25 de Abril»!

Seria, muito provavelmente, a razão pela qual, a de Soajo-Britelo, ficaria sem um nome oficial!

Foi este projecto de ponte, objecto de alguma polémica, porquanto o poder de feição salazarista, sediado na vila de A. de Valdevez, quis repudiá-la, obstando à sua construção!

A acessibilidade rodoviária só devia fazer-se para a "Roma imperialista", nunca para o outro país vizinho [que apenas distava cerca de três  quilómetros], ditou o hiper-inteligente poder valdevezense!

Primeiro nós, depois nós ... só muitíssimo depois os desprezados soajeiros, pois deviam continuar a ser castigados,  transportando os seus haveres, às costas ou à cabeça, até o Largo do Eiró, desde a pedonal «ponte de  arame», existente no mesmo local!

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Foi categórico, generoso, em nada eivado por esclarecido despotismo, todo o conteúdo do ofício mandado, em 1933, pelo poder em nada absolutista, instalado na sede concelhia, ao avisarem os Soajeiros, nos termos seguintes, sobre a pretensão de se quererem ligar ao muito vizinho local com estrada:

«É pouca judiciosa, ou tanto ou quanto atentatória do nosso brio de arcuenses, a ligação feita à custa do município para um concelho vizinho.»!!!

Da vila de A. de Valdevez as estradas para os municípios vizinhos de Paredes de Coura, Ponte de Lima, Monção e Ponte da Barca, é que já não eram atentatórias do BRIO dos que, em nada pareceram ser deficientes mentais, tendo em vista, o gesto tão agradável, que em nada esteve imbuído de desumanismo!

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Nas placas rodoviárias com o govemo salazarista isto não se fez?!

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Até nas  indicações das localidades colocadas nas estradas se rebaixam as povoações, porque o espírito do 25 de Abril, não chegou a todos os MUNICÍPIOS!

No sítio das Quartas, há o entroncamento, da estrada vinda de Ermelo, com a que vem da vila de Soajo para a ponte sobre o rio Lima, situada à beira da antiga «Casa das Máquinas». Esta, até há década de 1980, gerava a totalidade da electricidade da empresa «Electra d´El Lima». Actualmente, parece que há apenas um único gerador em funcionamento. A água da albufeira retida pela barragem Lindoso-Soajo faz mover os geradores, instalados a cerca de 6 km a montante da belíssima ponte de granito de um só arco que, foi inaugurada em 1951.

Não deram um nome específico a esta singular construção, todavia, foi feito um pedido formalizado, através de uma representação, de um grupo de Soajeiros, talvez mais salazaristas que Oliveira Salazar,  para que lhe dessem o nome PONTE SALAZAR.

Não foi acolhida em Lisboa esta intencionalidade pelo Estado Novo! 

O poder autárquico de Britelo/Ponte da Barca ao saber que não foi baptizada chama-lhe «ponte de Britelo», e o brasão heráldico desta autarquia acolheu-a como símbolo!

Sentiriam os admiráveis Britelenses que só ficariam ligados à "civilização mundial" passando por Soajo, e como tal foram eles que se empenharam tão, dedicadamente, para construírem esta obra de arte?

Como os Soajeiros e os Valdevezenses gostam muito de ver estrelas não cadentes e navios, constatam que o município de Ponte da Barca, em termos de nomes de pontes, ganha por CINCO A ZERO aos adormecidos "atletas vicelianos"!

Tudo isto, veio aqui à baila, por termos deparado com um sinal rodoviário vertical com toponímias altamente discriminatórias de povoações do município, que reuniu em 1852, os concelhos de Valdevez e Soajo.

Custaria muito mais à autarquia municipal colocar o tamanho das letras das povoações com caracteres do mesmo tamanho?

As freguesias onde se situa a vila de Arcos de Valdevez teriam de beneficiar, por razões de necessidades prementes, de destaque especial, em termos do tamanho das letras, por causa de não suscitar aumentos de MIOPIA aos transeuntes?

Seria por motivos de desviantes PRIVILÉGIOS, para até nesta vertente mais  prestigiar e favorecer a vila muitíssimo enriquecida pela exagerada aplicação de FUNDOS EUROPEUS ?

  Seria por causa dos neurónios estarem adormecidos, momentaneamente, aquando da tomada de decisões, a fim de mostrar simpáticas e generosas afeições pelas povoações vizinhas?

Quando nos jornais diários se anunciar que irá ser feito um passeio da vila valdevezense para a cidade olisiponense  gostarão de ver : "Interessante passeio irá realizar-se de Arcos de Valdevez a LISBOA"?

Até nisto, até nisto, até nisto...

 

 

O cão sabujo da serra de SOAJO e o da serra da ESTRELA com o rei D. CARLOS, em foto inteira não apareceram, e os textos cheios de falsidades desapareceram da leitura livre na Internet!

 

Quase a completar dois anos, embora já desafiado duas vezes, um natural de Castro Laboreiro, continua a mentir copiosamente, para defender a usurpação da identidade, «CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO», raça criada no concelho e montaria de Soajo, donde se enviaram, TODOS OS ANOS, durante séculos e séculos, cinco cães sabujos aos reis de Portugal...

Convidamos o castrejo Américo Rodrigues (A.R.), a provar que não mente, mais uma vez, com a arteirice de que a foto de 1907 foi viciada e, a que diz ter é a verdadeira, mas não a mostra publicamente...

A mesma foto com o rei D. Carlos aparece noutro livro do competentíssimo investigador, professor e historiador, Doutor RUI Manuel Monteiro Lopes RAMOS, e coincide, totalmente, com a que publiquei, tendo a legenda a mesma data de 1907! Todavia,  a que eu publiquei, foi considerada pelo castrejo, A.R., como ALDRABADA!

Um homem de Castro Laboreiro chamado Américo Rodrigues (AR) é autor de três artigos que estiveram expostos, em acesso livre na Internet, com 53 páginas, os quais incluem também os disparates na derradeira página de um tal Serra Lopes (SL) que daqui convido também a explicar e a contestar, a foto legendada, publicada pelo castrejo AR... 

É que  SL defendeu com argumento ridículo  que o cão sabujo de Soajo - tido burlescamente por cão "castro-laboreiro" - e o cão "serra-da-estrela" não prestam para a caça grossa,  por terem sido pela FCI incluídos no grupo 2, onde incorporam apenas os cães de gado!

Para os muito "amiguinhos" do CÃO DA SERRA DE SOAJO, tanto este como o da "ESTRELA" para caçarem teriam de estar no grupo SEIS, mas como a FCI  os meteu no grupo DOIS, então, SEMPRE, segundo estes génios de disparates, FORAM "PROIBIDOS" de serem usados na caça grossa!

Se o rei Dom Carlos caçou com eles, em 1907, na Tapada de Mafra, é porque não estaria bem da "cachimónia", segundo a sentenciosa "cabecinha" do castrejo AR!

Sentiria o rei D. Carlos que estes cães eram DÓCEIS e muito frágeis perante os porcos bravos da Tapada de Mafra e, por tal,  apenas se limitavam a beijá-los?! 

Talvez que, SL, habitante em Soajo, num dia de CERRADO NEVOEIRO, explique o grande MILAGRE operado que fez com que o rei DOM CARLOS os incluísse na sua MATILHA DE CAÇA GROSSA!

Será que, SERRA LOPES, se desculpará, dizendo também que, um tal JL, duvidosamente, natural de Soajo, tem uma especial cachimónia que até conseguiu ABASTARDAR O «RETRATO ICÓNICO» tirado na Tapada de Mafra?

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Esta foto consta no portfólio fotográfico de uma obra sobre o rei Dom Carlos, da autoria do destacado historiador, Doutor Rui Ramos, e faz parte de uma colecção com 34 volumes, cada um biografando um só rei, editada pelo "Círculo de Leitores", abrangendo desta forma todos os reis de Portugal. Esta grandiosa edição teve na sua direcção o Prof. Roberto Carneiro, que foi antigo ministro da Educação.

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Como legenda da foto tirada na Tapada de Mafra o historiador Rui Ramos, escreveu no seu livro:

«D. Carlos durante uma caçada na tapada de Mafra. Dezembro der1907. Fotografia de A. Bobone. Foto: Jorge Almeida Lima/Centro Português de Fotografia/Arquivo Fotográfico de Lisboa». 

Em, 29 de Julho de 2019, eu apresentei as fotos seguintes  que fiz acompanhar de algumas considerações:

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Nesta legenda que está associada a esta foto consta a data, 21 de DEZEMBRO de 1907, conforme foi publicado em livro editado pelo CLUBE PORTUGUÊS DE CANICULTURA.

Não fui eu, portanto, quem fez a legenda da foto tirada em 1907, apenas me LIMITEI a interpretar e a identificar um exemplar da RAÇA MULTISSECULAR DE SOAJO, embora ainda sem ESTALÃO neste ano dos tempos hodiernos!

Obviamente que, em 1907, quer o «CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO», quer o «CÃO DA SERRA DA ESTRELA», não estavam classificados segundo as suas funcionalidades...

 Na Idade Média o mal designado "estalão" de cachorrinhos da RAÇA do SABUJO IBÉRICO foi feito apenas com base em recém-nascidos, de escassas semanas, mas tidas como suficientes para caracterizar uma raça, segundo o castrejo AR,  grande "sábio" em matérias  de asneiras caninas!

Foi AR quem se arvorou em ter descoberto numa obra MEDIEVAL muitíssimo conhecida o "estalão indevido mas que considera muitíssimo completo e rigoroso" do cão SABUJO adulto, "elaborado" pelo rei português D. João I, o de MUITO BOA MEMÓRIA!

Grande e muito CONVENIENTE descoberta para AR conseguir a sua muito disparatada "tese canina para enganar pequeninos"!

  Não obstante os cachorrinhos estarem em idade muito precoce, mesmo assim serviram de modelo, segundo o disparate de A.R. para o feitura de um  estalão de um cão adulto!

Como ainda existem muitos SABUJOS dos ibéricos, em Espanha, qualquer dia, AR,  ou até, SL, irão, recorrendo a  uma foto com legenda, SALIENTAR, o grande tamanho das suas ORELHAS CAÍDAS!

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O castrejo, AR, escreveu que  a foto foi publicada em 1905, mas ONDE, é que não disse!

Ao que parece, não sabe, senão dizia-o...

 Os responsáveis pelas duas obras diferentes contendo a foto de 1907, informam ter sido tirada a imagem objecto de polémica, no mês de DEZEMBRO, sendo que a do Clube Português de Canicultura até pormenorizou a data indicado o DIA 21? Enganaram-se nestas duas obras?!

Quem mentiu foi AR ao dizer que eu ABASTARDEI A FOTO e CLAMADO COM TAMBOR DE GRANDE RESSONÂNCIA ao ter, desproporcionalmente, enfatizado com o fito de impressionar e enganar os leitores menos informados sobre o assunto da legenda citada na foto  e, ainda, de ter elevado aos píncaros o caso do cão matador no ribeiro da Peneda que fora apresentado por alguém em termos de crónica jornalística, com a indicação do professor assassinado através do nome próprio e dois apelidos!

  O castrejo, AR, para não deixar os leitores com GRANDES SUSPEITAS de poder não ser falso o "pedacinho" de foto que publicou, deve dizer em que, DIA E MÊS, foi fotografado o REI com sua matilha, e a foto INTEIRA da fonte (?) escondida, do ano de 1905 (?) ou até de ano anterior? 

O castrejo irá revelá-la  quando acordar de outra enorme soneca,  mas não de quase SEIS longos anos, porque estão, ansiosamente, esperando os leitores da sua "tese canina para enganar pequeninos" mais esclarecedora e inteirinha ...

Muita paciência, porque só será feita a transparência, ao que parece,  quando os sebastianistas dissiparem o nevoeiro muito cerrado nas suas cachimónias...

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Contudo, redobradas precauções, pois, o castrejo, AR, nem sequer soube distinguir :

UM BOM CÃO DE GADO DE SOAJO de UM VULGAR CÃO RAFEIRO;

UMA REMESSA ANUAL DE CINCO SABUJOS, do seu INVENTADO FORNECIMENTO DE MILHARES DE SABUJOS, IDOS EM PROCISSÃO DE UMA SÓ VEZ; 

UM MERO ANO CIVIL E ECONÓMICO,  de UM SÉCULO;

UMA LEI -  FORAL DE SOAJO - que exigia cumprimento obrigatório, de UMA simples SUGESTÃO, que não impunha obrigatoriedade de cumprimento!

Discernir, um boi de um gato, ainda consegue!

Como poderá, então, ENTENDER, AR, que o cão existente, a partir da segunda metade do século DEZANOVE, também em Castro Laboreiro [segundo o que consta na obra de Augusto Pinho Leal] não é, senão, da mesma RAÇA do notável CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO, pretendido, durante SÉCULOS E SÉCULOS, pelos REIS de Portugal?!

Se, AR, tinha a foto e não a publicou na totalidade, há quem diga que deveria ser, talvez, por causa do simplesmente amastinado cão de pêlo negro ser o CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO e, estar metido na MATILHA DE CAÇA GROSSA, ou, possivelmente, também de comparativamente se poder ver como sendo de porte mais baixo do que o verdadeiramente MASTIM, BRANCO E ESCURO, da outra RAÇA portuguesa, também AINDA sem estalão, em 1907 !

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A propósito da meia foto, "envergonhada", foi dito o que aqui a seguir é relembrado:

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O artilheiro, contra o CÃO DE SOAJO, na impossibilidade de provar a antiguidade deste, apenas no seu "GRANDE PAÍS" castrejo, já começou muito devagarinho a disfarçar, mudando a agulha para uma ANTIGUIDADE que não PODE ir além de 200 anos!

Se assim fosse, os cães das raças que não sejam de caça, e do GRUPO 6 (seis), descobriu, o AR, e SENTENCIOU, seriam muito "jovenzinhos"...

Noutra perspectiva, como o sabujo, em Castro, nunca serviu para CAÇAR javalis, embora na obra de Pinho Leal de 1873 se diga que em C. Laboreiro havia «abundantíssima caça de todo o género», para AR, só na TAPADA DE MAFRA e por MILAGRE, no dia 21 de Dezembro de 1907, é que conseguiu ser cão de caça!

Alterar os "GRUPÓIDES", de DOIS para SEIS, e vice-versa, apenas se consegue com muitíssimo esforço por cálculos dificílimos no âmbito da "ARITMÉTICA IRRACIONAL"!

 Deve-se, PORTANTO, por tudo isto, e atendendo à cachimónia brilhante do castrejo AR, considerar como "ABSOLUTA e EXCLUSIVAMENTE" certo, que só serviram a 100%, desde tempos muito seculares [nos seus escritos iniciais] como CÃES DE GADO, nos territórios das serras chamadas ESTRELA e SOAJO, e só, uma ÚNICA VEZ caçaram na Tapada Real de Mafra, milagrosamente! 

Jamais,  merecerão emigrar para o notável GRUPO SEIS, em que não podem estar  os puríssimos CÃES para GUARDA de GADOS, segundo o perfeito entendimento do "sábio" castrejo, perito em cães, apesar de ter tantos desconhecimentos da ciência ZOOLÓGICA!

A imaginação criadora do castrejo em deformações carregadas de vigarices não tem limites...

Os pastores de Soajo, dos vários séculos, rir-se-iam em prolongadas gargalhadas, dos conceitos caninos, e da interpretação classificativa, da autoria de dois  fundamentalistas, viventes nos séculos XX e XXI, em EXCLUSIVISMOS de teorias caninas! 

Quem não tem noções básicas do método científico e dos princípios a ter em conta na classificação de animais em Biologia, é que pode separar de forma  tão absoluta, os cães integrados no grupo 2 (dois), dos que foram englobados no grupo 6 (seis) pela FCI, que tinha de optar por um, e um só grupo!

NB - Revisto em 20/12/2020

                                                                 Jorge Ferraz G. Lage

 

Conhece, Serra Lopes, alguma raça de cães em que, no século OIT0, já eram entregues, em remessas de «CINCO », anualmente, a SENHORES, por C. Laboreiro? Não viciaram um X e reis?!

DSCN8182 O rio de Soajo, que se vê parcialmente nesta foto, desce da parte nascente da montanha Outeiro Maior - quase na linha de águas vertentes à Fonte das Forcadas - correndo na sua fase inicial pela Corga da Baja e, depois de ter recebido o ribeiro de João Cão, passa por Bordença, onde mais a jusante recebe o rio Adrão, para seguir no sentido do Poço Negro e, desaguar no rio Lima, num sítio chamado Farrimão.

Nesta foto, tirada em Agosto de 1959, muito perto do Poço do Bento, podem ver-se entre outras pessoas, os soajeiros, José Souto e Manuel António Ferraz Lage. Este, foi um fundadores do clube de caça de Ponte da Barca por ser grande amante da caça, sobretudo de perdizes, e possuía muito bons perdigueiros em Soajo e Ponte da Barca. Nessa altura, os porcos bravos, só se podiam ver numa cerca afecta à  Casa Florestal, na Portela do Mezio.

 Na foto seguinte apresenta-se uma vista parcial da vila de Soajo, em 1952. Nesta altura, os campos de milho verdejavam embelezando e exalando agradáveis aromas sobre o  casario envolvente. Cenários deslumbrantes de montanhas, casario, e férteis terras aráveis...

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A separação de Portugal com a Espanha, faz-se na zona da Várzea, neste enquadramento bucólico e pitoresco:

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Uma belíssima vista da soajeira Várzea num dos anos da década de 2010.

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Por volta de 2005, este sabujo com cerca de 4 meses de idade, vindo dos arredores do PORTO, prepara-se para  contactar com ares da vila situada na zona meridional da SERRA DE SOAJO onde, desde longínquos séculos, habitaram os seus antepassados.  Claro que se a vila com este pelourinho, referenciada nesta foto, fosse do tamanho de outra do nordeste desta mesma serra, todos os cães nela existentes, se veriam fácil e rapidamente...

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A foto seguinte é da década de 1960, e mostra alguns Soajeiros, que viviam nos arredores de Paris, os quais deixaram fotografar-se para a posterioridade. Em 2019, destes, sobrevivem apenas seis. Como os outros que emigraram nas primeiras décadas de 1900 não puderam dar aos SABUJOS as atenções necessárias para abundarem em Soajo.

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Segue o texto que motivou o título desta publicação:

Serra Lopes e o castrejo, A.R., são dois especialistas em TEORIAS CANINAS disparatadas e, por isso, argumentaram ambos do mesmo modo, no assunto reproduzido abaixo, conforme revela um texto do castrejo, elaborado em 2013. 

De facto, o professor Serra Lopes que vive num bairro da vila soajeira, próximo de Reigada, seguiu a mesma disparatada ideia, no seu artigo, publicado em 2016.

Como não fossem asneiras a mais, A.R., em Fevereiro de 2019, numa nova publicação insiste que leiam o assunto que escrevera, desta forma, em 2013, porque não quer corrigir os disparates:

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Vejam, com atenção, aquilo que o castrejo Rodrigues - "SÁBIO DE CÃES DAS SERRAS DA ESTRELA E SOAJO" - redigiu, em 2013, para negar a função, cão de caça,  de uma qualquer destas raças, uma vez que, ambas, foram lançadas no mesmo Grupo 2 : « OBRIGATORIAMENTE, teriam de estar incluídos [os cães do nordeste minhoto]  no Grupo 6 pela Federação Cinológica Internacional (FCI) quando é sabido que ele [o da serra de SOAJO] está e bem, incluído no Grupo 2. Substituímos os CÃES DAS MATILHAS DE CAÇA GROSSA? Alteramos as REGRAS DE CLASSIFICAÇÃO seguidas pela FCI?

Escreveu o castrejo, "não estultices", como quando, começou, em 2013, a ofender-me pessoalmente, por muito convencido que estava, para tomar conta, em EXCLUSIVO, do CÃO DA MINHA TERRA - SOAJO -, que também viveria, muito provavelmente, em Castro Laboreiro, antes de 1873, embora, até 2019, o seu habitat, não esteja, documentalmente, provado !

  Com intuito de se apropriar da raça, em exclusivo, A.R., afirmou, categoricamente: o CÃO SABUJO, EM SOAJO, foi sempre só CÃO DE CAÇA GROSSA, e, o CÃO DE CASTRO, não é cão de caça, é apenas CÃO DE GUARDA! 

Que absoluta e interesseira rigidez!!!

Embora ninguém, como se disse, o provasse ainda, como existindo em Castro, em tempos anteriores ao século DEZANOVE, por isto se nota, quão frágil foi a argumentação de A.R., ao vermos que cães, tidos por ele como, EXCLUSIVAMENTE, de GUARDA, servem, AFINAL, para usar para  CAÇA GROSSA!

Mas, mesmo além destas circunstânciais considerações, escreveu, A.R., que existe uma "MÃO LADRA" em Soajo, e que, desde SEMPRE, em Soajo, só houve «sabujos medievais»  e, em todos os séculos seguintes, apenas «RAFEIROS BASTARDOS»!

Que calculista, sem o mínimo sentimento de vergonha!

Leite de Vasconcelos escreveu, em 1882, que ouviu dizer a castrejos:    «os SOAJEIROS SÃO UNS BREJEIROS», ou seja, uns reles, uns ordinários, uns desonestos, uns vadios, uns grosseiros, uns garotos, uns patifes!...Todas estas "qualidades" ou algumas delas...

Mas valha-nos Deus que, pelos vistos, já não é toda a "floresta", todo o colectivo soajeiro, qualificado tão insultantemente, dado que, em 2019, só uma  única "árvore" continua como antigamente!... Ainda bem, que grandes purificações se verificaram!...

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O  "simpático homem" de uma aldeia de Castro Laboreiro resolveu premiar o habitante na vila de Soajo, Serra Lopes, com a inclusão na sua "ADENDA", publicada em 2 de Fevereiro de 2019, do tal argumento desatinado que o "lisboano escravinhou" em 2016, na precisa altura do levantamento da GLORIOSA, MARCANTE E INDISPENSÁVEL ESCULTURA, que pretende  homenagear os SOAJEIROS, desde remotos tempos seculares, que criaram, gostosamante, a  REPUTADA RAÇA,  ambicionada, ANUALMENTE, pelos reis de Portugal, com tão  rígida e duradoura cifra de  «CINCO SABUJOS», a que a LEI foralenga de 1514 deu continuidade, em subordinação ao que já vinha de antigamente :

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A resposta a estes dois cavalheiros é dada através da foto do rei D. Carlos, tirada na Tapada de Mafra, em 1907, em que cães que pertencem ao grupo 2, desempenharam trabalhos de CAÇA como os do grupo 6!

Ao servirem para guardar gados e para caçar, tanto os sabujos da serra de Soajo, como os serra-da-Estrela, então, tem de  concluir-se que os argumentos destes dois "sábios" são coisa quase nenhuma, pois basearam-se em escolhas, subjectivas e que não foram suficientemente abrangentes nas suas funções essenciais pelo FCI, pois consideraram apenas algumas das características dos cães, a fim de os arrumarem em «Grupos» classificativos!

Não é verdade que está escrito na legenda da foto: «MATILHA DE CAÇA GROSSA»? Terá, Sua Majestade, El-Rei, D. Carlos, uma "pistola de alarme" ao ombro, para espantar pássaros?

"Bom informante" foi, Serra Lopes, habitante em Soajo, natural de Lisboa (?) que discorda, em alguns aspectos, do Prof. Manuel Fernandes Marques!

De facto, o médico veterinário caracterizou o cão no estalão que fez, em 1935, e, num trabalho que publicou, escreveu que o nome CÃO DE SOAJO - ou SABUJO - é nome errado, e que é "rigorosamente apropriado", pelas suas asneiras, cão de Castro Laboreiro!

A foto seguinte prova o que, disparatadamente, escreveu o M. F. Marques:

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Reparem que neste texto consta Soajo, mas a "cachimónia ladra" de A. R., até chegou ao ponto de ROUBAR esta riqueza da história da RAÇA DO CÃO DE SOAJO!

É um detestável USURPADOR, um ruim APAGADOR, de verdades HISTÓRICAS seculares!

Se era em Soajo que se criaram, comprovadamente, os cães desta raça, que OBRIGOU, durante tantos séculos, os moradores de Soajo à entrega de «CINCO SABUJOS», ANUALMENTE, como  pode, A.R., fazer tamanho APAGÃO no que escreveu sobre a área geográfica da habitação do cão, e também Manuel Marques o DISPARATE de considerar errado o nome «CÃO DE SOAJO»?!

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A seguir apresentam-se os nomes que, de facto, se usavam, também, antes de Marques enganar as pessoas, ao atribuir a Castro Laboreiro, elementos do mesmo cão que Soajo, ao longo dos séculos, criava, usava e mandava aos reis.

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 Manuel Fernandes Marques escreveu que o cão existia em Soajo, em 1935 - o que é perfeitamente verdade -  porque várias pessoas os tinham, e donde nasceram «cadelinhos», e, também disse que foram muito apreciados estes SABUJOS de Soajo pelos reis, na caça, devido  ao seu «PODEROSO DOMÍNIO», naturalmente sobre porcos-bravos e outros animais ferozes, como lobos, ursos, etc.

Tenha, Serra Lopes, a palavra, SE QUISER, para se redimir dos "PECADOS" (ERROS) que cometeu, ao desmentir tão seguros factos históricos afirmados em abundante DOCUMENTAÇÃO oficial autenticada, e, que também ficou e, está retida, respectivamente, na memória de Soajeiros viventes no século XX, e, em alguns, ainda, do XXI.

Estará, ainda,  em Dezembro de 2019, Serra Lopes, de «CONSCIÊNCIA TRANQUILA», como acima se lê no extracto do seu texto, quando «INFORMOU», através do blogue, "SOAJO EM NOTÍCIA", os seus destemperos?

Um salutar estado de espírito, uma atitude que enobrece, poderá passar por Serra Lopes reconhecer que ERROU, ao ser enganado pelo castrejo dos malabarismos...

Uns textos, a seguir,  demonstram que, pelos vistos, "não SABUJOS", só haveria num país que ficava a "MUITÍSSIMAS léguas" da nação de  Laboreiro, em que havia "castelos de pedra" altíssimos, para impedir a mobilidade de tão úteis animais domésticos, através da extensa fronteira que separava as municipalidades, CASTREJA E SOAJEIRA:

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Tantos e tantos, "cães SABUJOS de Castro Laboreiro", que nem couberam no Largo do Eiró, mesmo sem o pelourinho, num dia em que  uma "procissão com mil sabujos", vinda do maior país do planeta TERRA - Castro Laboreiro -, se destinava a Lisboa para Rei de Portugal...

 

OS «SUBSÍDIOS SOBRE A RAÇA» E O NOME FALSO «CÃO DE CASTRO LABOREIRO» SUBSTITUINDO POR BATOTA INCRÍVEL O NOME «CÃO DE SOAJO» FORAM PARAR, COM MAIS INTRUJICES, À GRANDE ENCICLOPÉDIA PORTUGUESA E BRASILEIRA!

 

 Antes de mais vejamos aspectos pertinentes que ajudam a compreender a problemática dos ferimentos engendrados contra o nome «CÃO DE SOAJO» recorrendo-se a ignóbeis procedimentos!

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JÁ SEM A AJUDA DOS «MOÇOS DO MONTE», E DO USO DE «ASCUMAS»,E APESAR DO  USO DE EVOLUÍDA CARABINA, O «CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO» CONTINUOU A SERVIR PARA CAÇA GROSSA! PORTANTO, MESMO ALTERADAS AS TÉCNICAS E OUTRAS CIRCUNSTÂNCIAS, O CÃO AINDA ACOMPANHOU UM REI DE PORTUGAL NA IDADE HISTÓRICA CONTEMPORÂNEA, PELA SUA ENÉRGICA FORÇA E BOM FARO PARA CAÇA AO PORCO BRAVO E OUTROS ANIMAIS! 

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 Perguntou o "SÁBIO DAS TRETAS", face ao que eu havia escrito: «Apresentou alguma prova que ateste que os CASTROS são os sabujos (...)  nos desenhos e pinturas e Palácios de Vila Viçosa, Ajuda, Mafra, etc, conforme mail cominador que me fez chegar no início de 2013?»

.Perante potenciais aldrabices que antevia, de facto avisei-o, de que tivesse cuidado... pois provas iriam desmenti-lo!

A resposta está a seguir, pois funcionários do Palácio de Mafra e o rei Dom Carlos, aparecem numa foto mostrando, provando que, a famosa raça tida, pelo Padre Carvalho da Costa, pelo Padre Aníbal Rodrigues e pelo Prof. Manuel Marques, como de cães SABUJOS, serve, de facto para a caça grossa! 

MAS, O FALSO SÁBIO DE CASTRO, CONTINUA A NEGAR ESTA SUA CARACTERÍSTICA FUNDAMENTAL!

 O FALSO SÁBIO, MENTIU E MENTE! NÃO SE CORRIGE, NEM RETIRA O TEXTO DA INTERNET QUE ESTÁ CHEIO DE DISPARATES SOBRE O ANTIQUÍSSIMO «CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO»! É UM SEM VERGONHA...

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 O MENTIROSO DE CASTRO LABOREIRO - «SÁBIO DAS TRETAS» -,  ENGANOU E CONTINUA A ENGANAR OS LEITORES, AO DIZER TAMBÉM QUE O «CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO», É SÓ DA SUA FREGUESIA E QUE SÓ SÓ SERVE PARA GUARDAR GADOS E CASAS! ESTA FOTO COM O REI DOM CARLOS PROVA, DE FACTO, O SEU DESNORTE!

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 Numa antologia escolar publicada nos anos de 1960 deveriam desenhar o sabujo segundo o modelo do pequeno e orelhudo sabujo, mas nunca o deveriam esboçar para que fosse ASSEMELHADO ao «CÃO DE SOAJO», caracterizado em 1935, pelo professor universitário Manuel Marques! Comentando esta IMAGEM DO SABUJO, clamará o castrejo "SÁBIO": - Ah, deveriam delineá-lo ainda mais parecidinho com os da minha TERRA NATAL!

 

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 O SOLAR DE SOAJO, MUITO DIMINUÍDO A PARTIR DE 1920, PELA EMIGRAÇÃO MASSIVA DE SOAJEIROS PARA OS U.S.A., FOI RECUPERADO, APESAR DA FORTE EMIGRAÇÃO PARA FRANÇA NA DÉCADA DE 1960!

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 NO NOTÁVEL SOLAR QUE FOI A «REAL MONTARIA DE SOAJO», ONDE SE CRIARAM, PRESERVARAM E SE ENTREGARAM NO DECURSO DOS SÉCULOS, AOS MONARCAS DE PORTUGAL, POR OBRIGATORIEDADE LEGAL, «OS CINCO SABUJOS», ANUALMENTE, SUBSISTE A VELHA RAÇA QUE CAÇAVA E GUARDAVA CASAS, GADOS E PESSOAS, EFICIENTEMENTE!

 

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Minuta recolhida para a feitura do foral de 1514 que bem demonstra haver em Soajo uma Real Montaria para protecção da natureza, onde para controlo e gestão de espécies abatidas eram obrigados a entregar um pé, uma mão, e uma unha, ao monteiro-mor! Em 1498, o rei Dom Manuel ordenou que a «Montaria de Soajo» persistisse como outras que o Regimento do Monteiro-Mor do Reino, em 1605, regulamentou. Confundiu, o “Sábio da retórica de trivialidades”, a «Real Montaria de Soajo», que foi uma circunscrição administrativa local do Reino, com a instituição «Montaria do Lobos» que Soajo também teve em simultâneo, mas não, no tempo do rei Dom Manuel. O seu nível de conhecimentos nestas matérias é manifesto!

Como quis banalizar a «Real Montaria de SOAJO», deveria explicar qual a razão de Damião de Góis não ter referido qualquer outra, reportada a 1498, em Melgaço e em Castro Laboreiro e em todos os restantes concelhos a norte do rio Douro.

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 Como se nota o concelho era obrigado, para não pagarem os SOAJEIROS impostos à COROA DE PORTUGAL, a enviar obrigatoriamente, em cada ano, CINCO CÃES SABUJOS DE SOAJO! O foral, como lei, impunha essa ENTREGA ANUAL, mas o “Sábio”, por atitude aparvalhada, pediu provas de envios !!!

O «CÃO DE SOAJO» era um reles rafeiro pois não era dos de boa qualidade ou de RAÇA ESPECIAL, mas dos vulgares, dos «SEM SEREM DE RAÇA», apregoa o “Sábio” castrejo!

A «ESPECIAL RAÇA», diz o “Sábio”, nascido em CASTRO LABOREIRO, provém de tempos imemoriais, mas nunca foi pedida aos CASTREJOS pelos reis, pois estes viviam num «MUNDO DE ACÉFALOS», isto é, eram uns IMBECIS!

 

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 Este documento tinha força de lei, pelo que se os «CINCO SABUJOS», CAUSA PRIMEIRA, DO NÃO PAGAMENTO DE IMPOSTOS AO REI E À COROA DE PORTUGAL, não fossem entregues, bastaria a ameaça da "bomba atómica" para  TERMINAREM os PRIVILÉGIOS DOS SOAJEIROS, como ainda o fez o rei D. José, em 1752, ao RENOVAR AVISO, nestes termos: «COM DECLARAÇÃO QUE TODOS OS ANOS ME DARÃO CINCO SABUJOS E COM TODOS OS MAIS CONTEÚDOS DO FORAL» DO CONCELHO!

NÃO OBSTANTE TUDO ISTO O "SÁBIO" PEDE PROVAS DA ENTREGA DOS SABUJOS AOS REIS!

É UM COITADINHO!

 

No FORAL DE SOAJO, DE 1514, três aspectos SOBRESSAEM: OS «SABUJOS», OS PRIVILÉGIOS, E A PROTECÇÃO DA NATUREZA, ATRAVÉS DA FIGURA DO MONTEIRO-MOR, DA «REAL MONTARIA DE SOAJO»!

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 No relacionamento do CONCELHO de SOAJO, com o PODER CENTRAL DO REINO, o elemento fulcral para gozo de privilégios, foi o «CÃO DE SOAJO»!

Não recebiam OS MONARCAS DE PORTUGAL apenas, um ÚNICO exemplar, por ano, mas sim o NOTÁVEL número de «CINCO SABUJOS»!

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 Este fojo situa-se em território de SOAJO, terra capital de «CAÇADAS AO LOBO», mas o "SÁBIO" entende que os vulgares "RAFEIROS" mais que chegavam para defender os gados de Soajo dos lobos! Os "BONS RAFEIROS" só eram usados em «CRASTO»!

 Ao que parece, segundo o "SÁBIO DAS TRETAS", para os REIS, bastou talvez que tivesse ido apenas UM, e um só rafeiro dos insignificantes, dos que só existiam em Soajo, dos que nem sequer eram bons para proteger os gados de SOAJO, onde em toda uma única serra os LOBOS mais abundavam!

QUATRO preciosidades do «cão de Castro Laboreiro»,  FAMOSO E DE BOM NOME, segundo o Prof. Manuel Marques, nunca deveriam ir do CONCELHO DE SOAJO, pois era falso o nome «CÃO DE SOAJO» embora nesta última autarquia já VIVESSEM os valentes SABUJOS amastinados há muitos séculos!

Para servir na SERRA DE SOAJO os SOAJEIROS criadores de gados, os monteiros caçadores e, ainda, os guardadores de vacas da condessa MUMADONA DIAS, o «CÃO DE SOAJO» era um instrumento dispensável, dirá o "Sábio", pois remoto, remoto, só, EXCLUSIVAMENTE, em UMA TERRA NATAL...! 

Continuamos no próximo post a apresentar provas, de mais DESTEMPEROS, para depois apreciarmos criticamente, as MENTIRAS e mais vergonhosas IMAGINAÇÕES, extremamente férteis, lançadas no artigo de vinte páginas, no sítio da internet da Associação do Cão Castro-Laboreiro (accl)!

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SENDO NATURAL DAS FREGUESIAS DE ERMELO, GAVIEIRA E SOAJO, TODAS DOS EXTINTOS CONCELHO E JULGADO DE SOAJO, QUEM NÃO CONCORDA QUE DEVAM SER REABILITADOS O NOME DO BRILHANTE E HUMANO MAGISTRADO JUDICIAL M. D. SARRAMALHO E, A SUA ADMIRÁVEL SENTENCA?

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Nesta vetusta casa dos Paços do Concelho de Soajo, o tibeiro Manuel Domingues Sarramalho, Juiz do Julgado de Soajo, proferiu uma inédita e enigmática sentença em primeira instância que, por interposto recurso, subiu ao Tribunal da Relação do Porto, onde, diferentemente, de outros apelos e agravos, procedentes do Tribunal de Soajo, não necessitaram da deslocação de um juiz de Soajo ao edifício frontal do Jardim da Cordoaria, na cidade do Porto.

Sarramalho disse à parte que não concordou com a sentença para APELAR, ou seja, recorrer, a fim de tentarem AGRAVAR a pena, que o mesmo foi dizer, para ver se conseguiam PIORAR o que foi sentenciado com degredo por toda a vida, porém, com 100 anos de espera para sair do concelho de Soajo. O crime de assassinato foi cometido junto a um rego da água, vindo do Teixo [a oeste da ponte de Bordença] para a vila de Soajo. Esta conduta de água de regadio circundava um monte com encosta   muito íngreme e, em que por a esburacarem, levou a que se travassem de razões os contendores, no sítio chamado «Peal das Pombinhas», onde se perpetrou o crime. Por ser local muito rochoso e, portanto, de difícil segurança da água, levou a que fosse aberto, muito antes, um longo e estreitíssimo túnel,  mas só no tempo do Estado Novo, colocando  esta fracção do primitivo  rego em estado de abandono, à vista da Ponte de BORDENÇA (não Fervença) e da Branda com o mesmo nome !

As testemunhas mentirosas de Soajo e os familiares do assassinado não conseguiram que, - o NÃO condenado à pena de morte pelo magistrado MANUEL SARRAMALHO - tivesse a SALVAÇÃO modificada!

O juiz SALVADOR do inocente, acusado, ganhou a IMORTALIDADE, mas não como "john CANGOSTA"!

Enalteçamos o que contem muito merecimento,  e não se brinque com factos sérios, relevantes  e  históricos!...

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Esta casa que há muito tempo já devia ser PATRIMÓNIO NACIONAL carrega o enobrecimento, o prestígio e a dignificação de um genial SALVADOR, mas por favor, não MINTAM, sublimem o TALENTOSO, o HOMEM ÀS DIREITAS, que honrou O TRIBUNAL DE SOAJO E A JUSTIÇA, e que outro nome não teve, senão: MANUEL DOMINGUES SARRAMALHO!

Não lhes fica bem enxovalharem o seu HONROSO NOME e o glorioso TRIBUNAL em que exerceu, de que os SOAJEIROS já informados e conhecedores do assunto muito se orgulham!...

Como é sabido a sentença judicial do juiz SARRAMALHO - que nasceu na aldeia de Tibo, da antiga paróquia da Gavieira -, foi distorcida quer para LENDA, quer para um mero CONTO, e a identidade do juiz foi considerada como sendo «JOÃO CANGOSTA»!

Face a estas situações muito divulgadas, e admitidas como verdadeiras, pretendemos saber quem NÃO CONCORDA com estes desajustes e que TUDO deve ser feito para repor o que são certezas históricas indubitáveis.

 

NA CASA DO POVO DA VILA DE SOAJO HOUVE UMA BIBLIOTECA

 

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Legenda: Aguarela pintada pelo Prof. F. Cerqueira, autor da escultura do Foral de Soajo, de 1514.

De um texto feito, aquando da inauguração, em 1953, do edifício próprio da Casa do Povo, extraímos uma parte, relativa ao que um  cronista teceu para descrever esta magnífica obra do tempo do Estado Novo, e ainda como decoraram o seu interior, para deste modo trazer para o presente, o passado, e por esta via, também contribuir na sua entrega ao futuro:

 

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A Casa do Povo teve uma sala de biblioteca onde até se podiam requisitar obras literárias e  consultá-las na sala disponível. Foi um organismo polivalente!

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Por paradoxal que pareça, não publicaram uma foto da nova Casa, mas incluíram a de uma procissão do dia das Festas da SEMANA SANTA, tirada no arruamento do lugar do Teso para a Laje, ou seja, no Caneiro, em que ressalta a ramada do campo da Laranjeira.

Nesta época, de 1953, a vila de Soajo estava pejada de pessoas, e desse facto também nos dá conta a tese de formatura defendida na Universidade de Lisboa, da que viria a ser uma das geógrafas distintas do país, coordenadora do último ATLAS OFICIAL DE PORTUGAL, datado de 2005, em que deu a "mão à palmatória" ao considerar que a SERRA DE SOAJO, com 1416 m de altitude máxima, não foi ao longo dos séculos uma figura de retórica. Na verdade, a Prof.ª Doutora Maria Raquel Soeiro de Brito, já com outra maturidade científica, reconheceu que P. Choffat, a havia enganado.

Lamentamos, mais uma vez que, na Portela do Mezio continue sem correcção, o informe sinaléctico de que no percurso de 6,8 km, para a vila de Soajo, se atravessam não, vários montes e pequeninos vales, mas DUAS SERRAS!  DUAS?!!!...

 

 

UM TESOURO HISTÓRICO DE SOAJO FOI TRANSFORMADO EM CONTO, PELO ESCRITOR VALDEVEZENSE TEIXEIRA DE QUEIROZ QUE, AO CONVENCER DESPREVENIDOS, PREJUDICOU UMA TERRA NOTÁVEL, APESAR DE MODESTA!

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Legenda: Em meados de 1930, os trabalhadores da primeira pavimentação em granito do LARGO DO EIRÓ posam acompanhados pelo Prof. Manuel G. Lage.  Pelo muito abandono a que havia sido votada a sede da antiga municipalidade de Soajo, esta personalidade, muito insistente e justamente, bateu-se, conforme relatam os jornais da época, para que fosse alterada, com benfeitoria adequada, a principal praça histórica da vila de Soajo. Com saudável e acendrado bairrismo lutou por obras de premente necessidade, mas seria  pouco depois, com trinta e tal anos, desterrado da sua pátria natalícia por perseguição do poder fascista municipal...

DSCF6302O resultado dos trabalhos operados, na década de 1930, alteraram o visual da «Praça do Pelourinho», ficando mais interessante e bem enquadrados os materiais utilizados, numa época que se afasta da actual  há quase um século.

No muitíssimo antigo e humilde Paços do Concelho, situado neste castiço «Largo do Pelourinho» foi lida a célebre SENTENÇA DO JUIZ DE SOAJO,  proferida pelo soajeiro, natural de Tibo, Manuel Domingues Sarramalho.

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Começou a «Comédia do Campo», ao ser reeditada, com a novela «A Cantadeira», figurando o conto denominado por «Juiz de Soajo» , em quinto lugar, num total de dez  títulos.

 

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Neste caso não começou a "lendinha do john Casngosta" por "ERA UMA VEZ", talvez, por se convencer que "ERAM MIL VEZES"!...

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Esta narração, desviada para «conto», acabou por ser tomada como algo sem suporte na realidade...o que fez com que a SENTENÇA JUDICIAL passasse para o campo do inautêntico, como se fosse uma mera fantasia, imaginada por Queiroz. De facto, arrastou as pessoas para a convicção de que não se tratava de um juiz, de um tribunal a sério, e de um crime concreto e verdadeiro, julgado no tribunal de Soajo e no da Relação do Porto... Enfim, a história de Soajo, também neste aspecto, foi posta a patacos!

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Só faltou, de facto, ao médico e escritor Teixeira de Queiroz - nascido em 1848, altura em que a VILA DE SOAJO era sede do seu Concelho e de um Julgado Judicial de primeira instância -, começar o seu conto por «era uma vez», como o fez, no século XXI, Couto Viana, no seu escrito Lenda do Juiz "João Cangostas", para que mais escarnecesse, como era habitual, por parte de muitos valdevezenses, que não perdiam oportunidade para ridicularizar Soajo e os Soajeiros!

O imaginado e fingido narrador do conto que foi T. Queiroz, escreveu:  «Houve, em Soajo um home de tanta fama pelo seu juízo, que o nome dele chegou a esse Porto e ainda por lá se conserva pela grande sentença que deu».

Não se entende porque foi desprezado no conto, o episódio  passado no Tribunal da Relação do Porto, apesar de ter escrito que o juiz de Soajo, "John Cangosta" ganhou fama no Porto!

Soube Teixeira de Queiroz, através do livro «O Minho Pitoresco» que, quem proferiu a sentença famosa foi o juiz Sarramalho, e que no Porto, se rematou todo o processo judicial, todavia, ignorou esta fase e empobreceu uma HONRA de Soajo!

Com os seus escritos Teixeira de Queiroz lançou na baralhação, no descrédito, na confusão interpretativa, uma GLÓRIA de Soajo, que foi uma verdadeira SENTENÇA JUDICIAL!

 Não foi agradável ver o valdevezense Queiroz a negar, implicitamente, a «vila» de Soajo no seu conto!

Os soajeiros não diziam ir à vila, se queriam ir aos Arcos, ou à Barca, porque tinham consciência que a sede de Soajo era uma plurissecular vila! 

Em 1953, ficou ESCULTURADA EM BRASÃO na fachada da Casa do Povo, esta dignidade, e o papel timbrado para usos oficiais, expressava-o sempre com toda a clareza, num espírito de acarinhar a antiquíssima vila dos Soajeiros!

Não interessou, de facto, a Queiroz relacionar o Tribunal de Soajo, de primeira instância, com o de segunda instância, do Porto, para o afastar do realismo, mergulhando-o no fingimento de um mero conto dos do tipo "era uma vez um hominho ou uma princesinha.."!

Assim, uma verdade notável caiu no anedótico, como convinha...

De facto, por tudo isto, resultou que quase toda a gente, fora de Soajo, ficou convencida que não houve uma verdadeira sentença notável e, que o "john Cangosta" seria um boçal com uma tola, uma cachimónia, não superior à dos juízes do Tribunal de Valdevez!

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As pessoas, da «Vª e Montaria de Soajo», ou mais, expressivamente, da VILA DE SOAJO e da MONTARIA DE SOAJO não gostaram do que escreveu o castrejo AR, na sua "tese para enganar pequeninos" sobre o cão de Soajo, com a  mediocrização de  "uma não montaria" - por ele e para ele, uma "caçada", por ignorar não haver no português palavras homónimas -, nem apreciaram o que escreveu Teixeira de Queiroz no inventado conto! 

Contudo, os SOAJEIROS muito gostam e aplaudem o que subscreveu o magnânimo rei  Dom  João V, ao assinar o original deste documento, copiado para um livro da sua chancelaria !

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A rica, preciosa e milenar  história da Pátria dos Soajeiros colocada, mais uma vez, em cenário anedótico, como se fosse uma simples fantasia! Alguns valdevezenses,   deleitaram-se em fazer abater e a depauperar glórias, valores e identidades de Soajo!

O talentoso escritor Teixeira de Queiroz foi um dos que empobreceu  Soajo, ao transformar uma genial sentença judicial num "conto tipo corochinha", usando a habilidade de colocar um suposto soajeiro a ser o autor de um faz de conta, para não assumir a responsabilidade da deturpação! E, assim, passou uma nobre e histórica SENTENÇA JUDICIAL, à condição de um "conto", não de vigário, que se alastrou depois por vários trabalhos literários ficcionados!

O essencial de uma realidade histórica foi transformado num chorrilho de gozos, ao tribunal, ao juiz, e, de uma forma generalizada, ao povo de Soajo! Enfim, com brincadeiras de mau gosto, transformou o verdadeiro, em fantasia, que bem analisada desprestigiou um TESOURO DE SOAJO...

Teixeira de Queiroz publicou em «COMÉDIA DO CAMPO», não um assunto de gozo à «vila dos Arcos», mas à de  Soajo, sem vila, como convinha, para mais achincalhar!

Não obstante publicar o seu imaginado CONTO, não na edição quotidiana do jornal «DIÁRIO DE NOTÍCIAS» de Lisboa, vendido cada exemplar a 10 reis,  optou pela revista anual de luxo deste jornal, saída no NATAL DE 1912, designada por «DIÁRIO DE NOTÍCIAS ILUSTRADO», vendida cada unidade por 500 reis, acompanhando a sua ficção com uma aguarela do notável pintor Alfredo Roque Gameiro!

A data do "DNI" foi 24 de Dezembro de 1912, mas na compilação «Comédia do Campo», o conto "Juiz de Soajo", apareceu com a data de «8 de Maio de 1913», e imaginada ao que parece na sua casa das "Cortinhas", situada próxima da vila valdevezense, na freguesia de Paçô.

Por, no Porto, não ter encontrado o mencionado «DIÁRIO DE NOTICIAS ILUSTRADO», deste Natal, não posso publicar o que mais desejaria, aguardando a oportunidade de o encontrar na Biblioteca Nacional de Lisboa. Por enquanto, publico o que foi anunciado na tiragem diária:

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Como se nota a sentença dada no Tribunal de Soajo não se apresenta intitulada como "lenda", mas pior, como um "conto", e sem vigário!

No livro «TERRA DE VALDEVEZ E MONTARIA DE SOAJO» o seu autor Eugénio Casro Caldas seguiu Teixeira de Queiroz na reprodução do "conto", mas usou a designação «Lenda do Juiz de Soajo», ignorando por tal as peripécias no Tribunal da Relação do Porto, apesar de mencionar que leu cuidadosamente «O Minho Pitoresco», onde também se refere o nome correcto do JUIZ interveniente, Manuel SARRAMALHO!

Castro Caldas não referiu onde foi publicada a magnífica ilustração concebida por Roque Gameiro, não obstante ter escrito no seu livro que reproduzia nele a aguarela do consagrado artista. Mas não o fez, porquê ?!

Caldas, também, não aclarou o que havia sido a «MONTARIA DE SOAJO», através dos tempos, e qual a razão que o levou a não preferir, ou melhor, a preterir, a expressão «TERRA DE SOAJO», exposta no FORAL MANUELINO DE SOAJO!

O que mais interessou a Castro Caldas foi deformar o nome da serra de Soajo, a sentença e o nome do notável Juiz, e contribuir para o afastamento de Soajo no nome do Parque Nacional, etc.

CONCLUÍMOS QUE, UM "ERA UMA VEZ", NÃO DEU INÍCIO AO CONTO DE TEIXEIRA DE QUEIROZ, PORÉM, CASTRO CALDAS, CONTRIBUIU PARA DESVIRTUAR AINDA MAIS A SENTENÇA DE SARRAMALHO, COM OUTRAS FANTASIAS, ESPECULANDO ATÉ SOBRE O TEXTO DO CONTO COMO SE FOSSE A EXACTA REALIDADE HISTÓRICA!  INCRÍVEL...