Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

A IDENTIDADE «SERRA DE SOAJO» EM PESQUISAS DA GEÓGRAFA SUZANNE DAVEAU FOI REFERIDA MAIS VEZES QUE A DO GERÊS, MAS AO ADMITIR QUE PORTELAS SÃO SERRAS E, POR ENSINAREM INCRÍVEIS ERROS A ORLANDO RIBEIRO, ALTEROU-A!

 

DSCF2873.JPG

Na Geografia [COROGRAFIA] de Portugal de Emiliano Augusto Bettencourt, publicada na edição 17ª em 1895, o nome de uma das mais notáveis serras de Portugal era desta forma mencionado.

DSCF2938.JPG

Este mapa de Portugal  tem o carimbo, para lhe conferir maior validação e autenticidade, da «SOCIEDADE DE GEOGRAFIA DE LISBOA», instituição de que foi co-fundador EMILIANO A. BETTENCOURT,  e não obstante o agressivo e injusto ataque perpetrado por Gerardo Pery, nunca seria bem sucedida a sua ousadia, sem a torpe, repugnante e disparatada aldrabice do suíço, Paul CHOFFAT, que resolveu expatriar o nome SERRA DE SOAJO para o TERRITÓRIO DA SERRA AMARELA! Mas, mesmo APESAR de tudo isto, vários autores  tornaram-se seus discípulos, confiando nele por manifesta IGNORÂNCIA! 

DSCF2939.JPG

Na edição publicada por Emiliano Bettencourt em 1870, portanto, vinte e cinco anos antes da última edição em 1895, ensinavam-se, em TODOS, sim, em todos os MANUAIS ESCOLARES, de diferentes autores, aos alunos portugueses, APENAS o nome «SERRA DE SUAJO», escrito, também com a grafia «SOAJO»!  A serra do Gerês também era ensinada...

DSCF8620.JPG

Um ano depois de instituído o mal denominado PARQUE NACIONAL, em 1972, o cientista e professor catedrático CARLOS TEIXEIRA, natural do Minho, muito ligado a Rossas, Vieira do Minho, bom conhecedor das serras de SOAJO, GERÊS E CABREIRA, quando coordenou a feitura do MAPA GEOLÓGICO OFICIAL DE PORTUGAL, não se deixou influenciar pelas trafulhices, erros e mentiras...  

DSCF8615.JPG

O Prof. Carlos Teixeira não se deixou iludir pela altitude de 1373 m e pelo nome da falsa "Peneda", a substituir o topónimo PEDRINHO, pois consignou como nome único e correcto, o velhinho de séculos e séculos: «SERRA DE SOAJO»!

DSCF2874.JPG

A professora Suzanne Daveau, autora desta investigação sobre os nomes das principais serras de Portugal, cometeu alguns erros graves, nomeadamente, ter considerado a «Portela da serra da Estrica» como um nome  geral de serra. Mas, uma "Portela" é, pura e simplesmente, uma portela, isto é, «uma passagem ou depressão entre montes ou montanhas»!

 Nas diversas listas das serras que Daveau compulsou não viu uma só vez "PORTELA DA SERRA DE SOAJO", mas apenas «serra de Soajo». 

A «Portela do Homem» é uma passagem na Serra do Gerês, não é a Serra do Gerês! Todavia, nem a serra do  Gerês  foi referida, nem nenhuma portela no PRIMEIRO MAPA DE PORTGAL, que só foi destronado, 100 anos depois, em 1662, pela carta geográfica de Pedro Teixeira ALBERNAZ.

Concluiu, Suzanne Daveau, que no mapa de Fernando A. Seco, estava escrito "serra da Peneda", mas isto é uma FALSIDADE LASTIMÁVEL, pois o que nele consta é «PORTELA DOLELA PENEDA», que outra coisa não é , senão, uma portela, CONHECIDA, no século XX, por «PORTELA DE TIBO»!

 «DOLELA» significa «DE OLELAS» que é o nome do vizinho lugar galego chamado Olelas.

Se Susanne Daveau escreveu, indevidamente, «Peneda», como nome de serra, por que não considerou que a serra de Soajo ou "SOAIO", tinha também um nome "SERRA DE OLELA"?!

Também no mapa de Pedro Teixeira Albernaz aparece «PORTELA  DA SERA DA PIN E DA» (sic) que, pelas mesmas razões não é o nome geral de toda a serra, mas simplesmente uma «portela» situada  no começo do íngreme DESFILADEIRO DA PORTELA DE TIBO, para a vertente norte e nordeste! 

Que uma PORTELA não é uma serra, observa-se  no decorrer dos séculos, uma vez que o nome Estrica não sobreviveu para designar uma verdadeira serra, e o nome "Peneda" só ganhou força por causa das batotas de ao «Pedrinho», ter sido chamado "Peneda", e, ainda, por desterrarem a denominação «Serra de Soajo» para dar nome alternativo, ou seja, como sinónimo da «SERRA AMARELA»!

No último quartel do século XX, o nome falso "Peneda" fortificou-se pela sua inclusão no Parque Nacional, por substituição vergonhosa do clássico  nome SOAJO. Inacreditável...

A distinta professora Suzanne Daveau, forçou o nome da serra, alterando-o, numa tentativa de justificar o injustificável,  ao considerar uma simples "portela", como sendo muito ERRADAMENTE uma "serra", como pretexto para afirmar que, actualmente, o nome do espaço montanhoso da SERRA DE SOAJO, é "serra de Peneda"!!!...

Daveau pretendeu salvar a face ao Prof. Orlando Ribeiro uma vez que nunca quis corrigir os DISPARATES do seu mestre SILVA TELES, enganado por Paul Choffat, embora, ambos escrevessem, em 1907 E 1908, que o nome, SERRA DE SOAJO, dava também nome ao espaço físico da SERRA AMARELA!

Porém, uma coisa é certa, Suzanne Daveau, organizou, comentou e actualizou a «GEOGRAFIA DE PORTUGAL» editada em 1987, a que atribuiu autoria a  Orlando Ribeiro e HERMANN LAUTENSACH, e nela se observa que a serra tem para o primeiro o nome Peneda, seguindo assim a intoxicação do seu mestre, mas,  Lautensach, apelidou-a muito exactamente por SERRA DE SOAJO

E não foi de ânimo leve que Lautensach o fez, pois, PARA ELABORAR A SUA TESE DE DOUTORAMENTO SOBRE «GEOGRAFIA DE PORTUGAL», muito dedicadamente, levantou, analisou e publicou a bibliografia das obras geográficas e da cartografia portuguesa, feitas ao longo dos séculos, o que lhe permitiu criticar construtivamente e, não seguir, os deploráveis ERROS cometidos de P. Choffat, usando por tal como que SAGRADAMENTE, na sua «Geografia de Portugal», os nomes antigos - SERRA DE SOAJO e SERRA AMARELA - nos seus espaços adequados, e rejeitou o nome "serra da Peneda", por resultar de ALDRABICES ! 

Não deixa de ser espantoso que na MAPOTECA, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, na coleccção de MAPAS ANTIGOS,  a SERRA DE SOAJO, é o nome REI da serra em causa, mas apesar desta constatação ainda pretendeu Suzanne DAVEAU dar cobertura ao nome errado da serra, servindo-se até de inconsistentes  argumentos ao forçar nomes de "portelas" à categoria de serras! 

Depois de eu lhe contestar o que escreveu sobre a alteração que fizeram sobre o nome da serra, ainda, inexplicavelmente, tenta DAVEAU, mais uma vez, salvar os seus próprios erros, com mais um disparate, ao seguir, «Manuel Serqueira», pároco, em 1758, da freguesia do Extremo, que afirmou mais uma portela como sendo uma "serrona" chamada "PORTELA DA SERRA DO EXTREMO"!!!

Tudo isto com o intuito de se querer provar que o nome SERRA DE SOAJO, não seria o nome PRINCIPAL, correcto e geral da agregação das montanhas, integradas, no entre Lima e Minho e, do vale do Vez à fronteira com a Galiza!!!.

 

DSCF2780.JPG

Não obstante, todo o panorama conhecido do nome da serra, EXPOSTO neste post e em muitos artigos publicados anteriormente, em que se afirma e PROVA, com  SEGURÍSSIMA exactidão a  SERRA DE SOAJO, ainda há, mesmo assim, quem RECORRA A SUZANNE DAVEAU e, a "curiosos" de assuntos geográficos! 

De facto, também em «TERRA DE VAL DE VEZ», como nome de boletim cultural, que é orientado pela direcção cultural local, "subordinada" ao poder municipal, sobre a «TERRA E MONTARIA DE SOAJO», não quiseram ter em conta a história e os povos de três antiquíssimas circunscrições administrativas de Portugal!! [

Sim, três!  A MONTARIA referida como sendo, e bem, um couto, em 1758, no sentido de área protegida, e não uma simples «reserva de caça», como ousou escrever Paula Dias Costa, foi deturpada e maldosamente INTERPRETADA por outros detractores, como mostra o texto seguinte:    DSCF2778.JPG

Estas mordazes posições do verdadeiro e único autor deste texto que, pese embora tenham sido, apresentadas em co-autoria por duas pessoas, ao que parece para disfarce de  "encomendas" e suavizar responsabilidades,  constituem mais uma TENTATIVA para continuar a BARALHAR, DENEGRIR E ATACAR O BOM NOME DA SERRA DE SOAJO!

MAS IRÁ SER, BREVEMENTE, FEITO O CONTRADITÓRIO AO EXPOSTO, COM ARGUMENTOS , DEVIDAMENTE, APROPRIADOS, E TAMBÉM, com o objectivo de COLOCAR AS DESENXABIDAS PALAVRAS DO IGNORANTE VIGÁRIO, CRIADOR NA SUA PARÓQUIA DA "SERRA DA PORTELA DE VEZ"!!!  

AS PORTELAS, CORGAS, RIBEIROS, RIBEIRAS, RIBEIRINHOS, MONTES, MONTINHOS, SERRINHAS E "SERROTES", não passam de visões microgeográficas, que nunca se coadunam como pretextos para se retirar de quaisquer deles, o nome geral de uma ampla SERRA!

DSCF2834.JPG

Esta parte do mapa de Portugal, é do cartógrafo Fernando Álvaro Seco, e foi editado, a partir de outro manuscrito em maior escala, na cidade de Roma, em 1561, usando nomes recolhidos, ao que parece, no século anterior. O facto de não ser mencionado o lugar de Arcos, no concelho de Vale de Vez, mesmo com a escolha já feita em 1518, de passar a ser a sede de concelho, ou seja, a sua vila,  indicia uma  recolha de dados anterior à decisão de D. Manuel I.

DSCF2847.JPG

Nesta outra parte do mapa de Fernando Álvaro Seco, numa outra impressão de outra casa editora, pode ver-se a «PORTELA DOLELA PENEDA», como acidente geográfico de local de travessia,  ou de passagem, entre as elevadas montanhas do lado de OLELAS ( Galiza) e  as elevadas montanhas do lado português pertencentes à«SERRA DE SOAIO» (SOAJO);  a referência à «PORTELA DA SERRA DA ESTRICA», também consta e fica a poente da actualmente designada Portela do Alvite. O nome da portela estende-se desde o sítio do lugar da Estrica, até um pouco acima do nome «SERRA DE SOAJO», pelo facto de não ter cabido todo no local próprio.

Na versão da porção de mapa a preto e branco não consta depois de «PORTELA» a palavra «DA», e assim é desfigurada a menção  «PORTELA DA SERA DA STRICA»!  Dá assim a impressão que PORTELA, nada tem a ver com o resto do nome...

Esta gralha no mapa pode  ter suscitado uma má interpretação levando à convicção de Daveau que haveria mesmo uma outra serra!!! Mas o caso relativo à Peneda não suscita dúvidas.

Se a memória, não me falha, DAVEAU, viu a versão onde fizeram constar a palavra «DA».

Que fique bem ciente, a Doutora Suzasse Daveau, e todos os que mal interpretaram fazendo igual dedução, nomeadamente, quem escreveu em "Terra  de Valdevez", como acima se observa no texto fotocopiado:  Em ciência geográfica, uma portela, não é uma serra, e vice-versa!

A palavra, «SERRA», pode ser palavra sinónima de «MONTE» e, reciprocamente, mas nunca de PORTELA!

DSCF2927.JPG

O cartógrafo Teixeira Albernaz, em 1662, não se esqueceu da SERRA DO GERÊS, como o havia feito o seu antepassado Fernando Alvares Seco! 

Ambos estes cartógrafos afirmaram, muito categoricamente, a SERRA DE SOAJO, talvez que para tal concorresse o facto, por nesta haver numa sua significativa parte a «REAL MONTARIA DE SOAJO», a ÚNICA área protegida, desde pelo menos, o século de 1200, a NORTE DO RIO DOURO, no seu percurso de nascente para poente!

DSCF2929.JPG

DSCF2932.JPG

 O que a seguir se apresenta não está completo, nem revisto...

Estranha-se muitíssimo que queira Daveau provar que não se designou por SERRA DE SOAJO, não obstante,  por pesquisas que fez sobre as designações das serras de Portugal, a mais nomeada que encontrou foi  precisamente a que teve este nome!!! 

Daveau e seu marido só usaram o nome Peneda em resultado do professor de Orlando Ribeiro, Silva Teles, só  ensinar o nome Peneda, a norte do rio Lima, em consequência das aldrabices do suíço Choffat.

Publicou o soajeiro, António Neto do Souto, algumas considerações feitas por Daveau, para esta professora tentar  afastar o nome da SERRA DE SOAJO que nunca usou, mas que quis repudiar.

Tomei a liberdade de abaixo reforçar ou enfraquecer, conforme a perspectiva,  a argumentação da ilustre geógrafa,  complementando com mais alguns elementos sobre o relevo, usados pelos párocos em 1758, em que muito confundiram e tomaram um simples "MONTE» como sinónimo de «SERRA»:

1 -  Na freguesia do Extremo há a «serra da Portela do Vez»;

2 -  A  serra de Sistelo, situou-a o pároco do Extremo na freguesia de Sistelo;

3 - A serra da Cotrina, dá nome ao relevo em Senharei;

4 - A serrania  de Vilela, tem como mais alto cabeço o chamado Outeiro Maior;

 5 - A serra de S. Cosme e Damião tem montes de pouca consideração, mas,..., para cima começa uma serra asperíssima, adonde, está o célebre Outeiro Maior, 

6 - A serra de S. Pedro de Sá, fica só em Sá;

7 - A  serra do Corno do Bico está em parte na freguesia de Rio Frio;

8 - A freguesia de Santo André da Portela, tem a serra, do "NÃO" ; 

9 - A freguesia de Paçô, tem a serra espaçosa da veiga da MATANÇA, onde o pároco com a designação, não de abade, mas de vigário, confessou que os primos Afonsos, travaram a mais afirmada e horrorosa "BATALHA DO MUNDO" , na qual saiu vencedor o Rei de Portugal [em ano que não era ainda rei!] e, por tão glorioso feito, «no sítio» que ainda hoje [1758] chamam os «ALTARES»,  ouviram missa. Este local, argumentou o "sábio em História" é um sinal de que o exército depois da refrega sangrentíssima quis agradecer uma batalha que não existiu, e muito menos em Paçô!  A historiografia, deixou de aceitar INTRUJICES, por os dois documentos que existem não admitiram senão para os lados da «portela do Vez", num ambiente natural mais ou menos próximo do Extremo  um mero "meeting" ou encontro,  a que se seguiu um vulgar JOGO, a que à época de 1141, chamavam "bafordo", que é uma espécie de "esgrima";

10 - O pároco da freguesia de MONTE REDONDO, talvez, a pensar e agradar ao Nunó, ao Chicó e ao Barró e, também à restante equipa da "cruel MATANÇA" escreveu [porventura por ter feito a primeira classe adiantada...]  que da sua freguesia, vejam bem, «se descobre a «SERRA DE SOAJO»!; 

 11 - O pároco da Miranda, muito bairrista, preferiu dizer que, vulgarmente, se chama à da sua paróquia, «SERRA DO CASTELO DA MIRANDA»;

 12-  o vigário de Loureda, disse que tem  uma «serra designada por Sam BRÁS»; 

13 - o abade de São Paio de Jolda ,  por não ser adepto da equipa da "CRUEL MATANÇA", dirigida pelo XICÓ,  e por  não padecer de "DOENÇA CRÓNICA",  sobre o assunto do nome da SERRA da sua paróquia, entendeu que pediram para referir o nome da TERRA, em vez de serra, talvez por ser palavra de quatro letras, com três iguais, e nesta conformidade respondeu: «Esta terra chama-se Jolda e são duas Joldas, Jolda de Baixo que é esta freguesia e Jolda de Cima que é Santa Maria Madalena de Jolda...»;

14 - Em Grade, embora o castrejo Padre Bernardo Pintor tivesse inventado que a serra  "montes de Laboreiro" chegava às portas da paróquia valdevezense, o pároco João Couto Ribeiro, não encontrou sequer um nome de uma serrinha na sua freguesia! Porém,  ao referir-se ao curso de água que passava na sua freguesia a que chamou rio Ázere, apontou como seu monte de nascimento o Outeiro Maior;

15 - Na Gavieira não há só uma serra, mas duas, tidas como  fronteiras, indo uma de Runfe até ao Alto dos Qualados (?), e a outra desde Prado Mó até à Portela do Lagarto;

15 - Ermelo tem a «serra do Gião»;

16 -  Em Carralcova não percebeu o pároco o que lhe perguntaram, pois trocou também, o nome da serra, pelo de terra!

17 -  Cabreiro tem várias serras, por ser "muita privilegiada em MONTES", mas a PRINCIPAL chama-se Outeiro Maior;  

18 -  O pároco de Sistelo diz que a serra principal é o Outeiro Maior, sendo  que não PERTENCE  apenas a Sistelo, mas a todo o concelho [de A, de Valdevez]! Ao concelho de Soajo pertencia a principal serra da Suiça.

Embora não tenha concluído esta parte, por agora, chamo à atenção que, o pároco da Portela do Vez, dissera que havia em Sistelo a «Serra de Sistelo», mas curiosamente o pároco de Sistelo, não a nomeou! 

Paul Choffat escreveu que tinha de dar nomes às serras para estudar a geologia, a tectónica, para falar da formação do relevo, em Portugal, recorrendo apenas aos agentes internos de formação do revelo, ignorando os agentes de dinâmica externa, revelou que não haviam nomes certos para as serras, como acontecia noutros países, de tal modo que até um simples monte era conhecido por nomes diferentes pelos habitantes dos diversos lugares nas suas fraldas. 

Só que, muito contrariamente, a vários disparates de P. Choffat, pelo menos, as MAIS IMPORTANTES, OU PRINCIPAIS,  SERRAS DE PORTUGAL, JÁ HAVIAM SÉCULOS, QUE OS ERUDITOS USAVAM OS SEUS NOMES!

 Paul Choffat, a propósito do nome que devia ter o espaço da serra AMARELA, embora o Xicó e o "Nunó" "não metessem prego sem estopa", perplexamente, disse o "sábio" suiço que, não se deveria chamar por SERRA DE SOAJO, mas, no quadro que publicou com  o nome das serras, deixou que nele ficasse gravado que, a serra Amarela também se chamava serra de SOAJO

Ao ter muita receptividade a publicação de Choffat, por causa de ter criado os agrupamentos das serras, em SISTEMAS, doravante, ao que chamou, Galaico-Duriense, espalhou por muitas "taprobanas" livrescas que, a «SERRA AMARELA, também se chamava SERRA DE SOAJO»!!!

 O nome científico, SERRA DE SOAJO, já tinha muitos séculos, e, o MAIS GRAVE, foi  que a quase TOTALIDADE dos MANUAIS ESCOLARES DE GEOGRAFIA, por volta de 1907, nas LISTAS das serras PRINCIPAIS, ainda era abundantemente ensinada a SERRA DE SOAJO e, no seu espaço apropriado!

O notável geógrafo HERMANN LAUTENSACH vendo, nas muitas e muitas obras literárias e nos mapas cartográficos,  os nomes das serras e suas localizações, remeteu para o caixote do lixo os vários DISPARATES que CHOFFAT escreveu, e, quanto às serras de SOAJO e da AMARELA, usou os seus nomes e colocou-os onde devia, portanto,  muito correctamente!

.

DOM JOSÉ MATTOSO, QUE FOI BISPO DA GUARDA, E PATRIARCA DOS MATTOSO, AINDA, EM 1891, NÃO SE DEIXOU INFLUENCIAR PELA CORRUPÇÃO DO NOME «SERRA DE SOAJO», INICIADA EM 1875, POR G. PERY

As influências de fidalgos valdevezenzes sobre o poder municipal de Arcos de Valdevez foram causa para decapitar as singularidades da vetusta TERRA DE SOAJO, situada no nordeste do distrito de Viana do Castelo, Alto Minho, mas estariam  votadas ao insucesso, pelas MENTIRAS da primeira investida, feitas na publicação, em 1875, da obra de Geografia de Portugal, da autoria do então capitão do exército Gerardo Pery! 

Não fosse um segundo grande ATAQUE, desencadeado  através da pequena obra do cientista suiço Paul CHOFFAT, em 1907, traduzido no DESTERRAMENTO, para o espaço montanhoso da serra AMARELA, que se situa a sul do rio Lima, da IDENTIDADE, SERRA DE SOAJO, que agrupa um conjunto numeroso de montanhas, situadas no lado norte do rio LIMA, aingindo na maior 1416 metros de altitude máxima, no sítio chamado PEDRADA, e, então, nunca uma cadeia de ALDRABICES se desenvolveria!

O espaço da AMARELA, para onde desterram o nome Soajo, é detentor da máxima altitude a 1361metros, no marco geodésico de 1ª ordem construído na montanha da Louriça, que faz parte da SERRA AMARELA! 

Sem o desterro, sem a emigração maldosa, sem a atribuição de SOAJO, ao nome de outra serra, NUNCA SE INSTALARIA, MAIS TARDE, UMA ESTÚPIDA CONFUSÃO de, no mesmo local -  ALTO DA PEDRADA -, a norte do Lima,  num sítio NUCLEAR, FUNDAMENTAL, DE TOPO, se passarem a usar  dois nomes numa ÚNICA SERRA, surpreendentemente, em que a altitude, obviamente, não se diferencia em um MILÍMETRO, neste local em que é maximizada a altitude deste maciço montanhoso, que nos séculos anteriores, sempre foram reconhecidos pelos mais ERUDITOS e mais antigos CARTÓGRAFOS portugueses e, por outros competentíssemos HOMENS DO SABER,  como se chamando, unicamente, SERRA DE SOAJO ! 

Foi o patriarca da clã MATTOSO, quem primeiro evidenciou vocação para os estudos de História e de Geografia. Conhecido no auge da sua carreira por Dom José MATTOSO, foi bispo na diocese da Guarda. Ainda, não prelado, nos seus livros de Geografia para uso liceal, usou a multissecular identidade, SERRA DE SOAJO, mas mais tarde aderiu às ALDRABICES lançadas por G. Pery. 

O seu sobrinho Dr António Mattoso deu continuidade à publicação de muitas edições de manuais, igualmente, escolares, de Geografia e História.

O ilustre historiador Doutor José Mattoso, é o terceiro da estirpe a consagrar-se a estes assunto.

Mas, infelizmente, para SOAJO, o advogado e professor no ensino secundário, Dr António Mattoso, foi um intenso divulgador, durante várias décadas, da ABERRANTE, ABSURDA, MONSTRUOSA, ANÓMALA, DESARRANJADA, INSENSATA, ANTINATURAL falsidade que, foi ensinada, aprendida, e avaliada em provas e exames finais, com este miserável conteúdo: «A SERRA DE SOAJO, TAMBÉM É CHAMADA  SERRA AMARELA» e, fica situada a sul do rio Lima! 

As MENTIRAS do suíço CHOFFAT, foram numa duradoura cadeia, a CAUSA MAIS EFICAZ,  de tantas e tantas ENORMIDADES  que encharcaram de esterco "conhecimentos",  em livros e outros meios, mas apesar da minha grande dedicação para demonstrar  o que, por tanto esforço pessoal, consegui apurar, e colocar em SEGURÍSSIMA  E ROBUSTA TESE, senti-me pouco acompanhado pelos SOAJEIROS que, tiveram o privilégio de como eu, ascenderem a conhecimentos de maiores níveis académicos. 

É inteira verdade e justo dizer-se que houve, honrosas excepções, que deram PROTAGONISMO, não a pessoas, mas sim à nossa TERRA-MÁE.

Os que se "reformaram" por motivos muito diversos, segundo os seus próprios critérios, mais objectivos ou de maior pendor subjectivo, serão sempre bem-vindos para colaborarem numa causa que por dever, também lhes pertence, mormente, quando já estão seguramente disponíveis, os conhecimentos explicativos de como foi gradualmente arruinada uma identidade que muito honrou, prestigiou e orgulhou sucessivas gerações de SOAJEIRAS e SOAJEIROS, que tiveram o ensejo de constatar, mesmo na distante Lisboa ou em Portimão, o sentimento que o nome SOAJO era conhecido, sobretudo por via do nome da serra, como o eram os nomes, Gerês, Marão e Estrela! 

Estes nomes de serras continuam ROBUSTOS, FIRMES, PERDURÁVEIS, porque não tiveram a infelicidade de serem ENXOVALHADOS por alguns fidalgos reles e, por pouquíssimos malvados plebeus, de origem muito modesta.

Devemos lutar para acabar com os ENXOVALHOS feitos pelos inimigos de SOAJO que não passam de uns energúmenos, que o mesmo é dizer, imbecis, idiotas e patetas...

Os SOAJEIROS INICIARAM A FASE ÚLTIMA DE UMA LUTA PARA EXPULSAR PARA TODO O SEMPRE O QUE ALGUNS DESCENDENTES DE ALGUNS FIDALGOS NÃO CONSEGUIRAM, EM 1401, PORQUE FORAM  POSTOS FORA DA TERRA, CONCELHO, MONTARIA E JULGADO DE SOAJO, POR INICIATIVA E VALENTIA DE CORAJOSOS SOAJEIROS.

MAS VOLTARAM, ALGUNS SEUS DESCENDENTES, DEPOIS DE 1855, MUITO SORRATEIRAMENTE, AGINDO NAS COSTAS DOS SOAJEIROS PARA PASSAREM DESPERCEBIDOS!

ASSIM, COM AS SUAS IDEIAS E ACÇÕES POSTAS EM MARCHA, RECORRENDO A MÉTODOS HIPÓCRITAS E ESCONDIDOS, GRADUALMENTE, FORAM DOMINANDO  E  "DECAPITANDO",  SOAJO E OS INTERESSES DOS SOAJEIROS, COM MUITA EFICÁCIA NOS SEUS PROPÓSITOS.

MAS, MESMO COLOCADOS NO PODER MUNICIPAL, MODESTOS E SIMPLES PLEBEUS, DERAM CONTINUIDADE AOS ENXOVALHOS, PONDO AINDA MAIS NA LAMA, ANTIGOS E GLORIOSOS TESOUROS QUE NO TODO SEMPRE ORNAMENTARAM, ENRIQUECERAM E CATAPULTARAM SOAJO PARA ELEVADOS NÍVEIS DE SEUS CONHECIMENTOS, CONSEGUIDOS NO DECURSO DE SÉCULOS, ATRAVÉS DE NOTÁVEIS PUBLICAÇÕES NACIONAIS E ESTRANGEIRAS...

SOAJO, ESTÁ EM LUTA, E, OU FICA VITORIOSO, OU, DIFICILMENTE RECUPERARÁ OS VALORES QUE LHE ROUBARAM, POR  INFLUÊNCIA, COMO REITERADAMENTE TEMOS DITO, DE ALGUNS HOMENS DO VALE DO VEZ...

SOAJO IRÁ PRECISAR, NOS PRÓXIMOS TEMPOS, DE CALOROSAS COLABORAÇÕES DAS SOAJEIRAS E DOS SOAJEIROS, COM SUAS COLUNAS NA VERTICALIDADE!

NUM QUADRO DE HONRA, CABERÃO TODAS E TODOS QUE VIEREM PELO BEM DA HONROSA PÁTRIA DOS SOAJEIROS...

 

 

AUTORES VALDEVEZENSES ESCREVERAM QUE A SEDE DE SOAJO NUNCA FOI VILA, COPIANDO ASNEIRAS DE FÉLIX ALVES PEREIRA, ESCRITAS EM 1914, PORQUE OS “CONQUISTADORES,” EM 1852, NÃO OS ENSINARAM…

Os conquistadores do MUNICÍPIO de Soajo, em 1852, e do JULGADO de Soajo, em 1853, Gaspar de Araújo e Gama e António Sotomaior, nestas alturas, respectivamente, Governador Civil de Viana, e  Administrador do Concelho de A. de Valdevez, relacionavam-se em termos OFICIAIS, usando o correntíssimo estatuto de VILA, que detinha em termos das leis vigentes do Direito Administrativo Português. E como os códigos ADMINISTRATIVOS que foram vigorando e a legislação avulsa, nunca desqualificaram a Vila de Soajo, então  temos de considerar vários autores naturais do Vale do Vez, como ignorantes nesta matéria, e/ou, também, aviltadores, humilhadores, de Soajo e dos Soajeiros! 

Além de só nela aplicarem uns parcos tostões, ainda por cima, a prejudicam na sua dignidade de ser UMA VILA DE PORTUGAL!

Eis um documento que manifesta que alguns arcuenses e  valdevezenses, no século XXI, não se portam bem pois desrespeitam SOAJO e os Soajeiros, julgando que prejudicando-a no campo económico, não sabem que há outros ASPECTOS que catapultam SOAJO para uma posição de destaque:

DSCF2767.JPG

DSCF2771.JPG

DSCF2772.JPG

Lamentámos, PROVANDO, que o Dr Félix Alves Pereira NÃO TEVE RAZÃO, no aspecto da categoria da sede de Soajo, dentro da hierarquia das povoações em Portugal, mas enganou, sobretudo, a intelectualidade valdevezense, a ponto de quase todos se COMPRAZEREM, escrevendo em obras que SOAJO nunca foi VILA! Isto, antes, obviamente, de 2009, embora num texto da revista «Passos do Concelho» de 2014, tenha havido uma "apreciação" da sede de Soajo categorizando-a no mesmo patamar da aldeia de Arcos do concelho de Valdevez em 1517!

Fartam-se de atacar o nome do cão, o nome da serra, o estatuto histórico da SENTENÇA do Juiz Sarramalho, a Real Montaria de SOAJO, o tempo da duração do CONCELHO, a denominação da raça cachena...!

ENFIM, GOSTAM DE ALDRABAR PARA AMESQUINHAR!

Polémica por causa de uma foto com o rei D. Carlos, onde aparece o cão sabujo de Soajo, mas que o castrejo Américo Rodrigues acusa, mentirosamente, de ter sido falseada uma legenda contendo a data de 1907!

Convidamos o castrejo, A. R., a provar que não mente, mais uma vez, com esta nova arteirice.

A mesma foto com o rei D. Carlos aparece noutro livro do historiador, Doutor Rui Ramos, e coincide, totalmente, com a que publiquei, tendo sido a legenda noutra página ao lado, a mesma data de 1907! Todavia a que publiquei, foi considerada pelo castrejo, A.R., como ALDRABADA por mim!

Um homem de Castro Laboreiro chamado Américo Rodrigues (AR) é autor de três artigos expostos na Internet, em 53 páginas, os quais incluem também os disparates na derradeira página de um tal Serra Lopes (SL) que daqui convido também a explicar porque não contesta, a foto legendada, publicada pelo castrejo AR? 

É que  SL defendeu com argumento ridículo  que o cão sabujo de Soajo - tido burlescamente por cão "castro-laboreiro" - e o cão "serra-da-estrela não prestam para a caça grossa,  por terem sido pela FCI incluídos no grupo 2, em que se englobam os cães de gado!

Para os muito "amiguinhos" do CÃO DA SERRA DE SOAJO, tanto este como o da "ESTRELA" para caçarem teriam de estar no grupo SEIS, mas como a FCI  os meteu no grupo DOIS, então, SEMPRE FORAM "PROIBIDOS" de serem usados na caça grossa!

Se o rei Dom Carlos caçou com eles, em 1907, na Tapada de Mafra, é porque não estaria bem da "cachimónia", segundo a sentenciosa "cabecinha" do castrejo AR!

Sentiria o rei D. Carlos que estes cães eram DÓCEIS e muito frágeis perante os porcos bravos da Tapada de Mafra e, por tal,  apenas se limitavam a beijá-los?! 

Talvez que SL, habitante em Soajo, num dia de CERRADO NEVOEIRO, explique o grande MILAGRE operado que fez com que o rei DOM CARLOS os incluísse na sua MATILHA DE CAÇA GROSSA!

Será que, SERRA LOPES, se desculpará, dizendo também que, um tal JL, duvidosamente, natural de Soajo, tem uma especial cachimónia que até conseguiu ABASTARDAR O «RETRATO ICÓNICO» tirado na Tapada de Mafra?

DSCF6801

Esta foto consta no portfólio fotográfico de uma obra sobre o rei Dom Carlos, da autoria do historiador, Doutor Rui Ramos, e faz parte de uma colecção com 34 volumes, um para cada rei, editada pelo "Círculo de Leitores" abrangendo todos os reis de Portugal. Esta grandiosa edição teve na sua direcção o Prof. Roberto Carneiro, que foi antigo ministro da Educação.

DSCF6849

DSCF6851

 

Como legenda da foto tirada na Tapada de Mafra o historiador Rui Ramos, escreveu no seu livro:

«D. Carlos durante uma caçada na tapada de Mafra. Dezembro de 1907. Fotografia de A. Bobone. Foto: Jorge Almeida Lima/Centro Português de Fotografia/Arquivo Fotográfico de Lisboa». 

 

Em, 29 de Julho de 2019, eu apresentei as fotos seguintes  que fiz acompanhar de algumas considerações:

DSCF4280

Nesta legenda que está associada a esta foto consta a data, 21 de DEZEMBRO de 1907, conforme foi publicado em livro editado pelo CLUBE PORTUGUÊS DE CANICULTURA.

Não fui eu, portanto, quem fez a legenda da foto tirada em 1907, apenas me LIMITEI a interpretar um exemplar da RAÇA MULTISSECULAR DE SOAJO, embora ainda sem ESTALÃO neste ano da IDADE MODERNA!

O mal designado "estalão" de cachorrinhos da RAÇA do SABUJO IBÉRICO foi feito apenas com base em recém-nascidos, de escassas semanas, mas tidas como suficientes para caracterizar uma raça, segundo o castrejo AL, que é grande "sábio" em matérias caninas!

Foi AL quem se arvorou em ter descoberto numa obra MEDIEVAL muitíssimo conhecida o "estalão indevido mas que considera muitíssimo completo e rigoroso" do cão SABUJO adulto, "elaborado" pelo rei português D. João I, o de MUITO BOA MEMÓRIA! Grande e muito CONVENIENTE descoberta para AL conseguir a sua muito disparatada "tese canina para enganar pequeninos"!

  Não obstante os cachorrinhos estarem em idade muito precoce, mesmo assim serviram de modelo, segundo o disparate de A.R. para o feitura de um  estalão de um cão adulto! Como ainda existem muitos SABUJOS dos ibéricos, em Espanha, qualquer dia, AR,  ou até, SL, irão, recorrendo a  uma foto com legenda, SALIENTAR, o grande tamanho das suas ORELHAS CAÍDAS!

DSCF4277

O castrejo, AL, escreveu que  a foto foi publicada em 1905, mas ONDE, é que não disse! Ao que parece, não sabe, senão dizia-o...

 Os responsáveis pelas duas obras diferentes contendo a foto de 1907, informam ter sido tirada a imagem objecto de polémica, no mês de DEZEMBRO, sendo que a do Clube Português de Canicultura até pormenorizou a data indicado o DIA 21? Enganaram-se nestas duas obras?!

Quem mentiu foi AR tendo dito que eu ABARTARDEI A FOTO e CLAMADO COM TAMBOR DE GRANDE RESSONÂNCIA ao  tanto, desproporcionalmente, enfatizar com o fito de impressionar e enganar os leitores menos informados sobre o assunto da legenda citada na foto  e, ainda, de ter elevado aos píncaros o caso do cão matador no ribeiro da Peneda que fora apresentado por alguém em termos de crónica jornalística, com a indicação do professor assassinado através do nome próprio e dois apelidos!

  O castrejo, AR, para não deixar os leitores com GRANDES SUSPEITAS de poder não ser falso o "pedacinho" de foto que publicou, deve dizer em que, DIA E MÊS, foi fotografado o REI com sua matilha, e a foto INTEIRA da fonte (?) escondida, do ano de 1905 (?) ou até de ano anterior? 

O castrejo irá revelá-la  quando acordar de outra enorme soneca,  mas não de quase SEIS longos anos, porque estão, ansiosamente, esperando os leitores da sua "tese canina para enganar pequeninos" mais esclarecedora e inteirinha ...

Muita paciência, porque só será feita a transparência, ao que parece,  quando os sebastianistas dissiparem o nevoeiro muito cerrado...

DSCF4609

Contudo, redobradas precauções, pois, o castrejo, AR, nem sequer soube distinguir : UM BOM CÃO DE GADO DE SOAJO de UM VULGAR CÃO RAFEIRO; UMA REMESSA ANUAL DE CINCO SABUJOS de UM FORNECIMENTO NUMA SÓ VEZ DE MILHARES DE SABUJOS EM PROCISSÃO;  UM MERO ANO CIVIL E ECONÓMICO  de UM SÉCULO; e, ainda, A LEI DO FORAL DE SOAJO de  UMA SUGESTÃO (esta, pelo menos, em termos de não obrigatoriedade de cumprimento)!

Discernir, um boi de um gato, ainda consegue!

Como poderá, então, ENTENDER, AR, que o cão existente, a partir da segunda metade do século DEZANOVE, também em Castro Laboreiro [segundo o que consta na obra de Augusto Pinho Leal] não é, senão, da mesma RAÇA do notável CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO, pretendido, durante SÉCULOS E SÉCULOS, pelos REIS de Portugal?!

Se, AR, tinha a foto e não a publicou na totalidade, há quem diga que deveria ser, talvez, por causa do simplesmente amastinado cão de pêlo negro ser o CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO e, estar metido na MATILHA DE CAÇA GROSSA, ou, possivelmente, também de comparativamente se por ver como  de porte mais baixo do que o verdadeiramente MASTIM, BRANCO E ESCURO, da outra RAÇA portuguesa, também AINDA sem estalão, em 1907 !

DSCF4576

DSCF6814

A propósito da meia foto, "envergonhada", foi dito o que aqui a seguir é relembrado:

DSCF6819

O artilheiro, contra o CÃO DE SOAJO, na impossibilidade de provar a antiguidade deste, apenas no seu GRANDE PAÍS, já começou muito devagarinho a disfarçar, mudando a agulha para uma ANTIGUIDADE que não PODE ir além de 200 anos!

Se assim fosse, os cães das raças que não sejam de caça, e do GRUPO 6 (seis), descobriu, o AR, e SENTENCIOU, seriam muito "jovenzinhos"...

Noutra perspectiva, como o sabujo, em Castro, nunca serviu para CAÇAR javalis, embora na obra de Pinho Leal de 1873 se diga que em C. Laboreiro havia «abundantíssima caça de todo o género», para AL, só na TAPADA DE MAFRA e por MILAGRE, no dia 21 de Dezembro de 1907, é que conseguiu ser cão de caça!

Alterar os GRUPÓIDES, de DOIS para SEIS e vice-versa, apenas se consegue com muitíssimo esforço por cálculos no âmbito da "ARITMÉTICA IRRACIONAL"!

 Deve-se, PORTANTO, por tudo isto, e atendendo à cachimónia brilhante do castrejo AR, considerar como "ABSOLUTA e EXCLUSIVAMENTE" certo, que só serviram a 100%, desde tempos muito seculares [nos seus escritos iniciais] como CÃES DE GADO, nos territórios das serras chamadas ESTRELA e SOAJO, e só, uma ÚNICA VEZ caçaram na Tapada Real de Mafra, milagrosamente! 

Jamais,  merecerão emigrar para o notável GRUPO SEIS, em que não podem estar  os puríssimos CÃES para GUARDA de GADOS, segundo o perfeito entendimento do "sábio" castrejo, perito de cães ao ter tantos desconhecimentos de ciência ZOOLÓGICA! A imaginação criadora do castrejo em deformações carregades de vigarices não tem limites...

Os pastores de Soajo, dos vários séculos, rir-se-iam em prolongadas gargalhadas, dos conceitos caninos, e da interpretação classificativa, da autoria de dois  fundamentalistas, em EXCLUSIVISMOS de teorias caninas, viventes nos séculos XX E XXI! 

Quem não tem noções básicas do método científico e dos princípios a ter em conta na classificação de animais em Biologia, é que pode separar de forma  tão absoluta, os cães integrados no grupo 2, dos que foram englobados no grupo 6!