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Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

UM PADRE DE GONDORIZ NA QUALIDADE DE PRESIDENTE DA CÂMARA FOI QUEM INFLUENCIOU O MAPA DAS FREGUESIAS, FAZENDO COM QUE CABANA MAIOR E SOAJO PERDESSEM TERRITÓRIO! SOAJO, AINDA ESPERA A RECUPERAÇÃO DA SUA SEIDA, NA POSSE DE CABREIRO E GAVIEIRA !

Nem a freguesia da GONDORRIZ confronta um escasso CENTÍMETRO com a de SOAJO, nem a de CABREIRO delimita com a da GAVIEIRA um MILÍMETRO!

BATOTAS, À MODA DA CASAMATA, GOVERNADA DO "CASTELO DE DOM LEONEL DE MORELHÕES", NESTE CASO, POR VOLTA DE 1950, QUANDO ELABORARAM UM MAPA DAS FREGUESIAS DO CONCELHO VALDEVEZENSE!

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 LIMITES COM CONFRONTAÇÕES E DEMARCAÇÕES TERRITORIAIS REGISTADOS NOS TOMBOS, OU SEJA, NOS INVENTÁRIOS ARQUIVADOS, DE CABANA MAIOR COM SOAJO E COM CABREIRO QUE CONSTAM NO DE 1782:

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 Mais nitidamente se constata na foto que o DISPARATE de dizerem que Cabana Maior confronta com Cabreiro, desde o Alto da Pedrada, no Outeiro Maior, indo a fronteira para poente no sentido dos «MEROUÇOS DE BRAGADELA», e pelo «Chão da Portela» [nos Bicos], e pela «Laje Negra», indo depois ter às «Covas do Omezio» (sic).

O que é referido no

VEJAMOS O QUE ESTAVA CONTIDO NO REGISTO ARQUIVADO (TOMBO) DE 1718, SOBRE AS FRONTEIRAS DE CABANA MAIOR COM SOAJO E CABREIRO:

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 AINDA SERÁ CONVENIENTE VER O REGISTADO NO TOMBO QUE TRATA DE CABANA MAIOR TAMBÉM, RELATIVO AO ANO DE 1541:

 

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Há quem tenha dificuldades em ler escritos dos séculos XVIII e XIX, mas se alguém quiser que lhes reproduza o que estes escritos do século de 1500 podem contactar-me.

 As ligeiras, mas substantivas e importantes alterações verificadas nos tombos, estarei disponível para as esclarecer, se para tanto algum ou alguns dos membros dos órgãos autárquicos de Soajo, ou outras instituições de Soajo, bem como os Soajeiros quiserem alguma minha colaboração.

Os que me acusam de esconder documentos resultantes do muito trabalho que tive, além de MENTIROSOS, são lastimavelmente incompetentes e mesquinhos...

 

LIMITES TERITORIAIS DE SOAJO DESCRITAS NO SEU LIVRO DE TOMBO DE 1795:

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Duas fotos de uma fotocópia do Tombo de Cabreiro de 1795, na parte que diz respeito aos limites territoriais com Soajo:

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 MAPA DAS FREGUESIAS EXTRAÍDO DE ACORDO COM A «CARTA ADMINISTRATIVA OFICIALDE PORTUGAL», MAS QUE FOI ELABORADO NÃO PARA ESSA FINALIDADE, SEM RIGOR, SEM RESPEITO PELO DOCUMENTADO NOS LIVROS (TOMBOS) ONDE CONSTAM AS DEMARCAÇÕES E CONFRONTAÇÕES DAS FREGUESIAS, PARA QUE OS PÁROCOS PUDESSEM, ALÉM DO MAIS, EXERCER OS SEUS DIREITOS, NOMEADAMENTE,  NAS COBRANÇAS DOS DÍZIMOS ("DÉCIMAS" OU SEJA 10% DAS NOVAS PRODUÇÕES DE UM DETERMINADO ANO):

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Como se nota neste mapa oficial INSERIDO NA CAOP, Cabreiro confronta, muito ERRADAMENTE com Soajo, num pequeno segmento, que é separado pelas cores verde e acinzentada! Mas, segundo a documentação CONCRETIZADA nos livros dos tombos de Soajo e Cabreiro de 1795, a fronteira entre estas fica bastante a poente da separação do território colorido a verde, indicativa do território de  Cabreiro!

A Gavieira não confronta com o território de Cabreiro nem um centímetro, apenas delimita no seu poente com SOAJO E GAVE,  pelo que o apresentado neste mapa de, o cor-de-rosa da Gavieira delimitar com o verde de Cabreiro, não corresponde às verdades seculares expressas em tombos e outras fontes documentais de 1758!

O pároco de Gondoriz, presidente da Câmara, por volta de 1950, viciou as pertenças dos territórios!

 

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Observando ainda o errado MAPA DAS FREGUESIAS, verifica-se que no ponto M (Mosqueiros) encontram-se três freguesias - Gondoriz, Cabana Maior e Soajo - e não em Guidão, porque neste sítio confrontam, mas não convergem, segundo o cartografado, Soajo e Gondoriz!

Mas consultando o tombo de Gondoriz de 1708, que se encontra no Arquivo de Braga, na Cx. 275, nº6, a confrontação de Gondoriz com Cabana Maior, «finda no coto do Chão dos Bicos», embora o tombo de Cabana Maior de 1782, apresente os limites com Gondoriz ainda muito mais longe! Incompreensivelmente, de facto diz-se no Tombo de Cabana Maior que confonta esta com Cabreiro, desde a Pedrada, passando pelos merouços de Bragadela (que ficam mais a norte da Branda de Bragadela) e pela Lage Negra (situada numa zona lateralmente sobranceira a Bouça Donas e a marginar o planalto dos Bicos),.e que segue para noroeste, em direcção ao «Carvalho do Brealho», onde considera que começa a limitar com Gondoriz!

Perante o que reza o tombo de Cabana Maior ficaria o território da freguesia de Cabreiro relativamente mais perto de Mosqueiros, Travanca e Guidão, do que Gondoriz!

O tombo de Cabana de 1708 tem de facto muitas anormalidades!

 

Observe-se a seguir outro mapa onde fica o sobredito sítio da Lage Negra:

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 A seguir os posicionamentos das fronteiras disparatadas...

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Nas duas fotos acima apresentadas com extractos dos manuscritos do Tombo de Cabreiro de 1795, onde consta que delimita com Soajo desde o «Porto a Besiconde», no sentido para norte onde se inicia o curso do rio Vez. Mas esta corrente de água neste tombo chama-se «água de Bragadela» ou «ribeiro de Bragadela», e faz a separação entre Cabreiro e Soajo até ao sítio do «Serrado» que fica à beira da «Branda do Real».

Assim a fronteira de Cabreiro com Soajo é considerada no sentido de Sul para Norte e fica situada em território para norte da montanha do Outeiro Maior, portanto para norte da Pedrada; esta confrontação das freguesias desenvolve-se por território do planalto da Seida, onde na parte de Soajo se encontram as águas nascentes em território pantanoso - LAMAS DO VEZ - que mais a noroeste começam a formar uma pequena corrente de água que origina o ribeiro de Bragadela.

Mas no tombo de Cabana Maior, elaborado em 1782, diz-se que o território de Cabreiro chega ao Alto da Pedrada, o que não é dito nem pelo Tombo de Cabreiro, nem pelo Tombo de Soajo! Estes dois últimos, sendo datados de 1795, são portanto mais recentes do que o Tombo de Cabana Maior, pelo que segundo a lei, prevalecem sobre o que consta no de Cabana Maior!

Outro aspecto a considerar é que segundo o Mapa Administrativo das Feguesias, DISPARATADAMENTE, a fronteira de Cabreiro com Soajo, faz-se desde o Alto da Pedrada, no sentido para nascente, até à divisória de águas vertentes quase à beira da nascente da Corga das Forcadas!!! Ora esta «Fonte das Forcadas» segundo o que vem relatado no «Inquérito Paroquial» de 1758, é admitida como sendo exclusivamente da freguesia de Soajo, porque assim testemunharam e assinaram, neste ano, os três párocos em exercício nas três freguesias do concelho, montaria e julgado de Soajo!

É uma grande ASNEIRA, portanto, considerarem-se OS LIMITES DE SOAJO COM CABREIRO, numa direcção ESTE-OESTE, e nesta zona! De facto os tombos de 1795 não se ajustam MINIMAMENTE a esta divisão territorial!

Coisa bem diferente é o que passa da Portela do Mezio a Mosqueiros (à TRAVANCA), onde a divisória do MAPA ADMINISTRATIVO se AJUSTA, se HARMONIZA, se COMPATIBILIZA, não só com o tombo de Soajo de 1795, mas também e sobretudo com os TOMBOS DE CABANA MAIOR de  1541, de 1718 e 1782! Também o facto do INQUÉRITO PAROQUIAL de 1758, MENCIONAR os MARCOS DO MEZIO, bem assim como outros documentos oficiais, CLARAMENTE MANIFESTAM que, a divisória é feita dentro do PLANALTO DA PORTELA DO MEZIO, e não NOS EXTREMOS do planalto do Mezio, ou através das VERTENTES que inclinam para Soajo, ou ABSURDAMENTE por ÁGUAS VERTENTES como defendiam as AUTORIDADES ADMINISTRATIVAS DE CABANA MAIOR, dos três últimos mandatos autárquicos!

ASSIM SENDO, QUEM COMPARA AS SITUAÇÕES DA CARTA ADMINISTRATIVA OFICIAL DE PORTUGAL (C.A.O.P.) E OS TOMBOS, EM TERMOS DA COMPATIBILIDADE, NOS ESPAÇOS DAS DIVISÓRIAS DO MEZIO A GUIDÃO, COM OS DO OUTEIRO MAIOR, OU NÃO PERCEBE NADA DO ASSUNTO, OU ESTÁ DE MÁ-FÉ!

TODOS OS MEMBROS DOS ÓRGÃOS AUTÁRQUICOS DE SOAJO DEVEM DEFENDER ESCRUPULOSAMENTE, ISTO É, COM O MÁXIMO ZELO, DIGNIDADE E RESPEITO, O TERRITÓRIO AUTÁRQUICO DA FREGUESIA DE SOAJO, PORQUE FORAM ELEITOS TAMBÉM PARA ESSE EFEITO!

 

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O Tombo de Soajo refere como fronteira, desde o marco de Visconde (que fica no sítio do Serrado, à Branda do Real,), onde convergiam três concelhos – Soajo, Valadares e Valdevez – e, depois seguia a fronteira pelo ribeiro de Bragadela acima, no sentido de Guidão.

Não deve ser confundido o «Marco de Visconde», colocado por volta de 1646 no sítio da proximidade da «Branda do Real» na margem esquerda do rio Vez, também chamado ribeiro ou «água de Bragadela», com o local de «Porto a Bizconde» situado na passagem da antiga via sobre o ribeiro ou corga das Forcadas cujas águas  vão ajudar a formar o rio ou ribeiro do Ramiscal, que também é conhecido muito mais abaixo por ribeiro ou rio de Cabreiro.

O mapa seguinte elucida-nos sobre estes cursos de água cujos nomes variam nas suas extensões, sendo o mais surpreendente o do Rio Vez, que embora se inicie nas «Lamas do Vez» na zona do planalto da Seida e perto da soajeira «Branda da Seida», foi considerado como nascendo em SANTO ANTÓNIO DE VALE DE POLDRAS, em muitas obras. Só a partir das ditas "Poldras" é que ganhava o nome, segundo vários autores, de rio Vez!

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O principal ribeiro de Soajo que nasce junto da «Fonte das Forcadas» e que começa por ser designado como «Corga da Baja» para muito a jusante receber um afluente que passa em ADRÃO, perto da ASSUREIRA, seguindo, engrossando, e quando chega ao «Poço Negro», as suas águas caindo em cascata, originam não uma lagoa, mas um cenário fluvial de notável beleza natural. Bem merecia o rio mais extenso, nascido perto da culminância da SERRA DE SOAJO, ser apelidado por «RIO SOAJO», e, o seu tributário por passar em Adrão o nome de «RIO ADRÃO»!

Mas por inoprãncias de sucessivas gerações de pessoas que passaram pelos órgãos autárquicos de Soajo, sempre  identidades relevantes não foram suficientemente acauteladas. E, depois, aparecem mapas em obras de prestigiados autores que não colocaram os nomes nos nossos rios e, que até colocam LINDOSO, com mais destaque gráfico ! É lamentável que Soajo não tenha a mesma consideração! Bem precisava Soajo que os seus filhos dedicassem mais atenção aos aspectos físicos integrados no território autárquico, porque, felizmente, a «massa crítica» pesa na actualidade, muito mais que no antanho!

Muitos SOAJEIROS diagnosticam bem os problemas muito GRAVES de desconsideração para com SOAJO, mas é necessário que se associem para arranjar SOLUÇÕES!

 

A SERRA DE SOAJO FOI APAGADA, EM 2009, NA CASAMATA DE VALDEVEZ, EMBORA JÁ TIVESSE, EM 1970, SOFRIDO O TERCEIRO FORTE ATAQUE POR UM FIDALGOTE DE LISBOA, ORIUNDO DE MORELHÕES, QUE AFASTOU O NOME DE SÉCULOS PARA O PARQUE NACIONAL!

  1. AS BATOTAS TÊM DE ACABAR - Não há fartura que não dê em fome, diz proverbialmente o povo. Paralelamente, a ciência económica, trata de estádios mais ou menos duráveis como estes na “Teoria dos ciclos económicos”, demonstrando que no livre funcionamento das forças de mercado, a um período de superabundância, de prosperidade, segue-se um período de recessão, que conflui, posteriormente na depressão, na crise, na fome. Vem depois a recuperação…Para obstar a esta sucessão de efeitos maléficos são necessárias medidas interventivas que impeçam que o mercado actue em ambiente de completa liberdade. É noutro ramo de carácter aplicado da supracitada ciência - a política económica –, que se expõem os meios a usar em função dos objectivos a prosseguir. Vem isto a propósito da serra que, desde a Idade Média, se designava por “serra de Soajo”. Este nome que continuou a ser usado até ao fim do século XIX, foi nesta altura, superabundante, pela difusão do ensino público em Portugal, e pela afirmação da geografia (corografia portuguesa), onde o estudo das serras fazia parte dos programas escolares. A partir das primeiras décadas do século XX, o nome consagrado a este espaço geográfico entrou em recessão. Dez anos após a criação do Parque Nacional, a passagem para a crise profunda deste topónimo regional foi uma evidência. De facto o que hoje mais releva ao nível do conhecimento ministrado no ensino, e no uso popular, já não são tanto os nomes das serras, mas sobretudo os dos Parques da Natureza! Só que estes, recolhem os seus nomes nos acidentes geográficos. A importância da recuperação do nome da serra de Soajo é portanto fulcral. Daí a necessidade da eliminação das ambiguidades e dos equívocos existentes. Pena foi que nem sequer tivesse servido de travão a primeira Geografia de Portugal, de elevado nível científico, publicada em português em 1987, mas editada em alemão, antes, em 1932. O seu autor, foi o investigador germânico, cientista e professor universitário H. Lautensach, parente da escritora e universitária, Carolina Michaëlis. Foi, de facto, pioneiro da geografia moderna em Portugal e, também, compilador incansável da Bibliografia Geográfica de Portugal! Não se limitou aos livros, associou um operoso trabalho de campo para recolha de elementos que lhe possibilitaram a feitura de estudos regionais aprofundados, de que destacamos os dos terraços dos rios Minho e Lima, entre os quais escreveu que se encontra a serra de Soajo! De facto na sua tese de doutoramento em geografia portuguesa, a “serra de Soajo”, não foi iludida. Também o trabalho publicado pelo emérito investigador Professor Baeta Neves intitulado “Montaria Real de Soajo, Primórdio Histórico do Parque Nacional” não teve os efeitos desejáveis pela sua reduzida divulgação. Este estudioso veio também ao Soajo com os seus alunos, futuros engenheiros pelo Instituto Superior de Agronomia, onde puderam aliar o conhecimento documental, à experiência de campo. Ao se analisar o mercado livreiro verifica-se que muitas publicações são feitas sem recurso ao método investigatório e à verificação in situ, daí a persistência de erros, devidos a plágios sucessivos! Certeza foi a superabundância do uso da “serra de Soajo”, mas na actualidade, também, é uma verdade que está em crise profunda! O exemplo da telenovela colocada em epígrafe é bem elucidativo! Há fortes resistências à correcção dos erros, mesmo por parte de pessoas que cultivam o espírito científico e que já estão esclarecidas! Constatámos que as intervenções feitas, sobretudo, através do “Notícias dos Arcos”, tiveram efeito incompleto, pois na telenovela deixaram de dizer o disparate “serra da Peneda”, mas não quiseram adoptar “serra de Soajo”! Passaram a referir exclusivamente “serra”, não a identificando! Coisa diferente aconteceu com o programa televisivo “Verão Total” onde foi apresentada, primeiramente, como Gerês, depois Peneda, e por insistências múltiplas, corrigiram-na para Soajo! Qualquer ciência deve sustentar-se em verdades, e só nestas. Se há podridões desencadeiem-se intervenções políticas para sanar os erros. Por razões de justiça, por respeito ao vernáculo saber, uma vez que a prova dos erros está disponível, é exigível a sua correcção. Exercitamos, por isso, de novo, a nossa oposição, agora para apreciar a mudança de procedimentos na telenovela em causa. O “laissez faire, laissez passer” próprio do mercado liberal, ou o deixar-andar (“laisser-aller”) não contribuem para ajudar a solucionar os problemas. Exigem-se intervenções! Porque “querer é poder”, têm de ser eliminadas as batotas, custe o que custar, doía a quem doer. Os Soajeiros com afectos à sua primeira pátria, organizam-se e, irão avançar com as provas na Assembleia da República, brevemente, para se alcançar a fase da recuperação ou da reviravolta, neste já longo ciclo geográfico!
  2. OS MAPAS ESCOLARES TÊM ERROS ABERRANTES! As cartas geográficas, parietais, de Portugal, vulgarmente conhecidas por “mapas de pendurar nas paredes”, eram de uso obrigatório antes do “25 de Abril” nas escolas do ensino básico (primário). Estes mapas eram objecto de aprovações pelo Ministério da Educação, e seus despachos ministeriais eram publicados no jornal oficial: o Diário do Governo. Em quase todas as escolas ainda permanecem essas cartas geográficas que foram coordenadas por diferentes professores e editoras. Pessoas avisadas conseguem detectar com facilidade, presentemente, por causa das investigações efectuadas, os erros relacionados com a serra de Soajo. Nuns dizem-se alhos, noutros bugalhos, de tal forma que a locução latina “magister dixit” (disse-o o mestre) é ironia completamente ajustada à denominação da serra…De facto, nas cartas de Portugal aparecem erros monstruosos na geografia local em apreço, chegando nas escolas primárias do Porto a usarem mapas da editora e livraria “Educação Nacional” a ensinar que, ao norte do Lima, havia uma “Serra da Peneda” com 1416 metros de altitude máxima, e uma “Serra de Soajo” com 1415 m! E, lateralmente, quer nos “Gráficos Orográficos”, quer nos textos copiaram os sistemas ou agrupamentos das serras, inventados por Paulo Choffat, mas não respeitaram o que este autor escreveu, pois não disseram, apenas, que a serra se chamava “Serra da Peneda” e que tinha 1415 m! Enxertaram pois nestes mapas outras batotas, adulterando a prosa escrita pelo criador dos quatro sistemas orográficos: galaico-duriense; luso-castelhano; toledano; e mariânico! Por via disto nos mapas escolares, uma das maiores serras de Portugal – a Amarela -, foi ocultada do conhecimento dos alunos por causa da “de Suajo”, que havia sido ensinada, generalizadamente, antes! Corrigiram pois Choffat, com novas asneiras, dividindo uma serra em duas, e omitindo outra!
  3. TOMÁS DE FIGUEIREDO, APERCEBEU-SE?! – No romance “Noite das Oliveiras” resolveu este escritor ironizar, não dando crédito ao que grassava no país em termos do nome serrano em causa. Parece ter sabido que a serra por nascimento, infância, adolescência, idade adulta, e velhice não caduca, só devia ser “Serra de Soajo”. No entanto, quis avançar com novos topónimos: “Gavieira de Cima”, e “Gavieira de Baixo”(Soajo)! Talvez por saber que a Peneda, de Sistelo, onde está o marco geodésico que equivocou Gerardo Pery, e Paulo Choffat, não se devia sobrepor ao da(s) Gavieira(s). Mesmo assim concluiu que, a “de Cima”, estava a golear a “de Baixo”, em resultado das ambiguidades de ainda não se saber ao certo, na altura, qual das duas “Peneda”, é que determinou o pseudónimo geral da serra! Tomás foi com Félix Alves Pereira, um dos que se apercebeu que havia marosca no nome da serra, e então como que preferiu a alternativa parcial, quase nada usual - “Serra da Gavieira”- , para harmonizar os “Gavieiros de Baixo, com os de Cima”, e deixar em sossego os sistelenses com a sua exclusiva, mas parcial, “serra da Peneda”, a poente da anterior!
  4. EFEITOS TURÍSTICOS DA TELENOVELA – É óbvio que ao terem abafado a identificação - “Serra de Soajo”- na telenovela, apesar de em termos reais desenvolveram muitas filmagens nela, em que sobrelevam os canastros, a área montanhosa do Mezio, a casa de campo do Restaurante Espigueiro (“casa dos pais da Lúcia”), a barragem, mesmo assim os efeitos promocionais do Soajo resultaram muito menores. Mesmo assim foram alguns, mas longe dos que poderiam ser se Soajo, tivesse dado a “cara”. Uma zona a definhar celeremente, em termos populacionais, e em que o turismo deve ser uma das tábuas de salvação, não se compreende, mais uma vez, a total subalternidade de Soajo em termos nominativos! Não acicatem o espírito de independência dos soajeiros, que só apareceu após 1852, e por Soajo nunca ter sido considerado como parceiro numa outra municipalidade, antes fora submetido aos efeitos de fusão! Os “Arcos” quis exclusivamente enfatizar-se nominalmente, através do seu poder autárquico influente, exibindo o seu Vez não vilão, de paisagem fortemente humanizada, e, ainda, as suas ruas e praças apetrechadas a granito de talhe industrializado. Os seus jardins aromatizados com substanciais euros essencialmente da U. Europeia, ajudaram a envolver policromaticamente as encenações, mesmo quando a exuberância da luz nocturna se manifesta. Os esbeltos torreões das suas belas igrejas ancestrais culminam-se sobre o casario histórico, como que a abraçar um paraíso majestático, em que o poder do telefilme consegue inimagináveis arrebatamentos! Pelo que se viu as pérolas são fundamentalmente colhidas pelo tubarão!                                  

 

 

 Serra de Soajo, 9 de Novembro de 2009

                                                                      

Valdevez, nos Arcos, a terra que Deus fez num lindo cenário da serra do Gerez, foram três nomes ignorados, em 1670, em notável narrativa do reino de Portugal, mas em que figurou Soajo, como povoação e serra!

O portal da Câmara na Internet, onde um edil da estirpe franciscana deixou escola quando lhe entregaram o poder municipal, depois de descartar o Dr. Américo Sequeira que, o deixou entrar no Paço do poder autárquico, no século XX, onde viria a fundar no seu gabinete, uma «casamata», para se defender e atacar, viciada e pecaminosamente, identidades notáveis do SOAJO, muito seculares...

Como transmissor de ordens aos seus pupilos delfins deixou a estratégia de prosseguirem com a actividade na «casamata», a que alguns obedeceram gostosamente...

Mas o que é uma certeza é que têm sido bombardeada a «casamata» com as verdades de séculos para ver se arrepiam caminho...

Mostraram que só gostam da vila mamona de milhões e, a vila dos tostões, não há dúvida que, continuaram a colocá-la a "chuchar pelo dedo", de tal modo que até, a autora do livro "500 anos do foral de Soajo", com a pressão feita pelo subordinado gerente Nónu, fartou-se de escrever disparates... embora como historiadora medievalista  não quisesse colocar os MORADOES DE SOAJO a exercer outras actividades que não fossem a de caçar "grilinhos", como na sua terra natal, SINTRA, apesar de, também, em 1498, o rei Dom Manuel I ter decidido que continuasse como MONTARIA REAL, à semelhança da de Soajo. 

Em SINTRA, os guardadores monteiros vigiavam a SERRA DE SINTRA (nome não exterminado) com os cães SABUJOS de Soajo e, também, gozavam de privilégios, embora não tantos como os oficiais de Soajo. 

Os moradores de Sintra é que não beneficiaram de privilégios, como o povo de Soajo, porque, não gozaram de facto de ISENÇÕES TRIBUTÁRIAS, sobre os réditos gerados, em «cada um ano»! 

No livro, "500 anos do foral de valdevez", outorgado pelo VENTUROSO REI MANUEL, esqueceram-de dizer que, em 1670, a "TERRA DE VALDEVEZ QUE DEUS FEZ NO GEREZ", não teria recebido o seu foral, porque a vilinha de Arcos de Valdevez e a serra do Gerês, não deram nas vistas para as tomarem com a notoriedade do comunicável SOAJO onde chegou, provadamente, a sua carta foralenga, além do mais por ser SOAJO uma terra com nome incontornável ! 

Os "montes de Leboreiro", embora em 1670, não tivessem os sabujos da SERRA DE SOAJO, em suficiente abundância, tiveram de se contentar em se situarem, por imperialismo geográfico, não do romano UMBERTO ECO, mas de outro romano, que também não habitou na SERRA DE SOAJO!

Afinal, desacertou, quem ECOOU, em 2015, que um «escrevedor de pasquim», confeccionado na vila valdevezense, pese embora não ser um irresponsável filólogo de cães descendentes do «CÃO DA SERRA DE SOAJO», muito gostosamente, vê incluídos os "montes de Leboreiro", em milhares de páginas como esta de 1670, na área territorial do LIMA AO MINHO, adentro, não do HERMÍNIO MENOR depois apelidado por MARÃO, mas, na SERRA DE SOAJO!

Que desgostos para alguns valdevezenzes, gerezianos e castrejos por verem através desta publicação de 1670, tão EXCESSIVO imperialismo dos SOAJEIROS, a que acresce um não mitigado  poder nacionalista num cenário de inatacável ditadura geográfica...

 

Pensado, não à vista da SERRA DE SOAJO, em Maio de 2020, por

                                                     Jorge Ferraz Lage

 

SOAJO, EM 1670, NUMA LISTA DE DEZANOVE NOMES DO REINO DE PORTUGAL, NAS REGIÕES DO NORTE, ENTRE DOURO E MINHO E TRÁS OS MONTES, EM QUE SOBRESSAEM DEZASSETE CIDADES E VILAS, E, APENAS, AS SERRAS DO MARÃO E SOAJO!

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O «SOAIO MONTI NOMEN» e o burgo de «SOAIO» [Soajo] - dois nomes em língua romana,  vulgarmente, chamado o fisicamente geográfico por «SERRA DE SOAJO» -  foram, em 1670, por causa do nome da serra, DESTACADOS!  Mas mentirosos valdevezenses, com infuências, pediram para ser atacado com o intuito de MATAREM o da serra que era a mais célebre identidade que deu ou derivou do único nome Soajo, em Portugal!

A vila de Ponte do Lima, sede de comarca a que pertencia a vila, município e  montaria real de Soajo em 1670, é uma referência das 19 (dezanove) designações apresentadas.

Não foi feita qualquer alusão à vila e concelho de Valdevez, o que bem contraria que o conteúdo do slogan, "Terra de Valdevez onde Portugal se fez", não passa de uma invenção falsa, enganadora, mentirosa e idiota!

Nesta lista de  NOMES, sonantes por notáveis, quase todos se referem às cidades e, às vilas tidas como mais importantes, pois que apenas, DOIS, se referem a ACIDENTES GEOGRÁFICOS, isto é, a FORMAS DE RELEVO do solo, nestas duas regiões de Portugal, sendo eles as denominações: «SERRA DE SOAJO» e, SERRA DO MARÃO! 

A serra do Marão, ao tempo da antiga Lusitânia, conquistada pelos ROMANOS, era conhecida por HERMINIO MENOR, ou "ARAMINHA, ou, ainda "Harmenho", este último, significando em linguagem romana, áspero, segundo escreveu, em 1942, o professor no Liceu Camões, de Lisboa, Augusto do Nascimento, numa Geografia de Portugal, da sua autoria para uso no ensino secundário.

Não sabemos como é que se dizia em língua romana o monte da SERRA DE SOAJO, que se chama Outeiro Maior, onde descobriram recentemente as ruínas de extensa CONSTRUÇÃO ROMANA que, o poder valdevezense vai apoiar para se saber se nela há, "tesouros romanos" ou se um "pote de libras de moura desencantada!

Se houver apesar de se situar de facto, ainda que não "de jure", por causa de mais batotas do poder valdevezense, a freguesia de Soajo ficará "a ver navios", deixando que o tesouro fique para os "bandidos"!...

Também o nome do "meco do Pedrinho", situado na serra de SOAJO, ninguém ainda  descobriu, se na língua latina, se designava, ou não, por "parvus saxum"!

Embora  defendido e justificado não como "BADAMECO" ( vade mecum) pelo suíço  Paul Choffat, o tal que desviou, estupidamente, por encomenda de um sabidola valdevezense, o «SUAIUM MONTI NOMEN», ou, do muito usado por vulgarizado, «SIERRA DE SOAIO», para para dar nome aos montes a sul do Lima que desde muito antigamente se chamava AMARELA! 

Ao nome com séculos de AMARELA escreveu também o ignorentão suíço CHAUFFAT que a serra também se denominava por «SERRA DA LOURIÇA», por causa de outro não "BADAMECO", sinal geodésico de primeira ordem, não no PEDRINHO (falsa Peneda),  mas também assinalado na mesma CARTA GEOGRÁFICA DE PORTUGAL, de 1865, mas  na montanha «LOURIÇA», que se situa na serra AMARELA!

Com critério sustentado em desconhecimentos o artista desastroso Choffat quis passar nomes com muito séculos, de amplitude GERAL, para locais  RESTRITOS, REDUZIDOS, CIRCUNSCRITOS,  de meros  "MECOS"´geodésicos, contruídos no século dezanove!  Imbatível , nestas matérias em INCRÍVEIS DISPARATES... 

Consta da sobredita lista, a vila de Guimarães, que a verdadeira HISTÓRIA DE PORTUGAL reza que foi berço do Condado Portucalense, mas só depois da Condessa Mumadona Dias ter fundado um convento e mandado construir o castelo de Guimarães, onde se acolheu o conde D: Henrique e a mãe do primeiro rei de Portugal.

A esta povoação de "VIMARANES" tem sido reconhecida como berço na historiografia, e assim sendo é razoável o orgulho dos vimaranenses em sustentarem para a sua terra a divisa: «AQUI NASCEU PORTUGAL»!

A vila de Guimarães figura na lista dos dezanove nomes AVULTADOS, bem como os das vilas, depois tidas apenas como simplesmente minhotas: Viana, Caminha, Valença, Monção e Melgaço. 

Os sábios, "SABIDOLAS", sem um único documento ousaram falar da "BATALHA DE ARCOS DE VALDEVEZ"  travada na inventada "Veiga da Matança" de grilos, EM QUE "ARCOS" não havia, mas em que  o imaginoso pároco de Paçô, em 1758, concebeu um "ALTAR", para "milagre" agradecer, porventura, sentidamente, embora, a MALTA GUERREIRA SEM BATALHA TRAVAR, QUISESSE A CULTO PELA LENDA, ANIMAR!...  

Claro que nos "CENTENÁRIOS", DA RESTAURAÇÃO DE PORTUGAL, EM 1940, RECEBEU O PODER VALDEVEZENSE, OU VICELIANO, O PARECER DE INSTITUIÇÃO COMPETENTE QUE, TAL, COMO OS MONÇANENSES, PODIAM FESTEJAR O "JOGO DO BAFÚRDIO", PORQUE O LOCAL DO ENCONTRO DOS ABRAÇOS DOS PRIMOS AFONSOS, FOI NA PORTELA DO VEZ, À VISTA DO CASTELO ROQUEIRO DE PENHA RAÍNHA, PRESENTEMENTE, NA FREGUESIA DE ABEDIM, MUNICÍPIO DE MONÇÃO, MAS JÁ NA ALTURA SEM VESTÍGIOS DA ANTIGA FORTALEZA...