Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

Será que prescreveram os efeitos dos "crimes" das mudanças de Soajo passar a Amarela, e do seu substituto encapotado ser a «serra do Marco do Pedrinho»?

DSCF4706.JPG

 

 

Fico muito espantado pelas comodidades proporcionadas por "sofás" aos soajeiros que foram a África defender os interesses do Henrique Tenreiro -  o das frotas do bacalhau -, ...  e, ao dos «Melo» da antiga Cuf.

Juraram defender a pátria dos portugueses de aquém e além-mar, interrompendo  estudos liceais e universitários, mas há uns tempos para cá permanecem tão caladinhos ao ponto de não afectarem uns escassos minutos para estimularem com umas simples linhas a afirmação de que estão do lado da alma mater - onde aprenderam a ler e a escrever - para que se corrijam as humilhantes e desonrosas ofensas que continuam a desferir os da casamata dos "barcos à vez"...

Alguns, de  grandes revolucionários,  passaram, ao que parece, como que  a  indiferentes "amansadinhos"...

Pelo que não dizem, até parece que se conformam com os que defendem o disparate -  "já é tarde" - , como que  a quererem dizer que existem prescrições, ou seja, prazos legais impeditivos para a CORRECÇÃO DE FRAUDES e ERROS, em questões aberrantes de matérias de História e Geografia de Portugal, sobre essenciais assuntos de SOAJO...

Serão, talvez, impressões de alguns mal informados, pois outros argumentam que  eles GUARDAM FORÇAS E ENERGIAS para os assaltos finais...

Seja como for, mal parecem os silêncios de HOJE, tão prolongados, pelo menos os de alguns, que em TEMPOS idos não se contentavam com as atitudes dos meros reformadores, antes defenderam com acutilante, incisivo e enérgico  espírito, a necessidade de haver comportamentos superiormente revolucionários...

 

OS LIMITES DO TERRITÓRIO DA FREGUESIA DE SOAJO DEVEM SER RESPEITADOS NO MEZIO EM CONFORMIDADE COM A CARTA ADMINISTRATIVA OFICIAL! O TERRITÓRIO DE SOAJO DEVE SER GERIDO PELA SUA JUNTA.

 

DSCF5529.JPG

DSCF5530.JPG

 

Se quiserem que Cabana Maior e, sobretudo, Cabreiro, continuem a usurpar o território de Soajo não envidem esforços para acabar com as vergonhosas interferências de muitos autarcas do concelho.

 Soajo também compõe o concelho, desde 1852, mas foi contra a vontade da grande maioria dos soajeiros da época, estando ainda na década de 1960 muitas pessoas desagradadas com a incorporação do concelho de Soajo no de A. de Valdevez.

Ampliaram o concelho significativamente, e conseguiram território até à fronteira com a Espanha, e depois passaram a colonizar Soajo!

A amizade de um ministro de Portugal, Rodrigo da Fonseca Magalhães, casado com uma brasileira de Geraz do Lima, fez com que o oportunista arcuense Gaspar de Araújo e Gama, governador civil em Viana do Castelo, aproveitasse, em 1852, umas eleições tumultuosas, no multissecular município de Soajo, que já existia, pelo menos desde a Idade Medieval, para anexar o concelho de Soajo ao município - que não à vila - de Arcos de Valdevez!

DE FACTO, É VALDEVEZ QUE CONTEM A VILA DE ARCOS, E NÃO É VALDEVEZ - QUE FOI O NOME INICIAL DO CONCELHO - QUE É DE ARCOS! 

A VILA DE ARCOS DE VALDEVEZ NÃO É, EM TERMOS CONSTITUCIONAIS E POR LEIS ORDINÁRIAS UMA AUTARQUIA LOCAL!

PARA SER AUTARQUIA LOCAL TINHA, ALÉM DO MAIS, DE TER UM TERRITÓRIO PRÓPRIO COM LIMITES GEOGRÁFICOS E ADMINISTRATIVOS ATRIBUÍDOS! 

Na verdade não os tem, apenas como povoação, pertence às freguesias de Salvador e S. Paio, e foram estas as AUTARQUIAS que a contiveram ao longo dos séculos, desde o século XVI!

Presentemente, estão estas unidas a outras freguesias, também com os seus territórios específicos.

Portanto, Soajo, NÃO PERTENCE à vila de Arcos de Valdevez, como aliás todas as restantes freguesias do actual concelho.

Mas muitos dos naturais e residentes desta muito embelezada vila, sobretudo pelos milhões subtraídos às outras áreas e povoações do restante concelho, julgam que as restantes povoações pertencem à vila de Arcos de Valdevez!

São graves deformações, resultantes das popularuchas mentalidades e da falta de conhecimentos básicos, os quais têm muita influência no desenvolvimento muito assimétrico ou desarmonioso do município!

Após 1852, pela reacção de muitos Soajeiros que durou em termos de fortes sentimentos até cerca de 1970, continuaram vários elencos do poder municipal, a enfraquecer a freguesia de Soajo, tanto nos aspectos materiais como nas suas principais glórias do seu vastíssimo e notável passado!

Esperemos que os limites da freguesia de Soajo, sejam devidamente corrigidos e defendidos!

Oxalá que isto aconteça, mas muito duvidamos, pela oposição sistemática de quem nos cerca de, vinte últimos anos, não defendeu convenientemente os interesses de Soajo.

SOAJO, em termos constitucionais é uma AUTARQUIA LOCAL, COMO O É O MUNICÍPIO, E PARA O PODER SER TEVE DE POSSUIR UM ESPECÍFICO TERRITÓRIO PRÓPRIO, EMBORA, PELOS ANOS DE 1950 TIVESSE SIDO DETURPADA A ÁREA PELAS ALDRABICES DE QUEM COLABOROU A NÍVEL MUNICIPAL NA SUA FEITURA!

Mas o verdadeiro território de SOAJO, em significativa e importante parte, tem estado a ser governado não por mouros, mas por quem não tem o direito de receber valores e prestígios que não lhe pertencem.

Soajo em termos de território autárquico é bastante superior às outras maiores freguesias, mas para tal já deveria ter recuperado o que lhe pertence!

E não é o poder da autarquia municipal que o irá fazer, antes pelo contrário, porque se pudesse mais o diminuiria, para enfraquecer Soajo!

Os que nos órgãos da AUTARQUIA LOCAL DE SOAJO, se puserem à feição dos USURPADORES E DOS ENFRAQUECEDORES DE SOAJO, têm de ser desmascarados publicamente!

No meu blogue na Internet publiquei suficientes elementos FOTOCOPIADOS que documentam com seriedade VALORES IMORTAIS DE SOAJO, para TENTAR impedir que andem alguns fingidores a MENTIR e a prejudicar, fortemente,  interesses e valores de Soajo!

 

UM PADRE DE GONDORIZ NA QUALIDADE DE PRESIDENTE DA CÂMARA FOI QUEM INFLUENCIOU O MAPA DAS FREGUESIAS, FAZENDO COM QUE CABANA MAIOR E SOAJO PERDESSEM TERRITÓRIO! SOAJO, AINDA ESPERA A RECUPERAÇÃO DA SUA SEIDA, NA POSSE DE CABREIRO E GAVIEIRA !

Nem a freguesia da GONDORRIZ confronta um escasso CENTÍMETRO com a de SOAJO, nem a de CABREIRO delimita com a da GAVIEIRA um MILÍMETRO!

BATOTAS, À MODA DA CASAMATA, GOVERNADA DO "CASTELO DE DOM LEONEL DE MORELHÕES", NESTE CASO, POR VOLTA DE 1950, QUANDO ELABORARAM UM MAPA DAS FREGUESIAS DO CONCELHO VALDEVEZENSE!

DSCF7600.JPG

 LIMITES COM CONFRONTAÇÕES E DEMARCAÇÕES TERRITORIAIS REGISTADOS NOS TOMBOS, OU SEJA, NOS INVENTÁRIOS ARQUIVADOS, DE CABANA MAIOR COM SOAJO E COM CABREIRO QUE CONSTAM NO DE 1782:

DSCF8863.JPG

DSCF8865.JPG

DSCF8866.JPG

DSCF8867.JPG

 Mais nitidamente se constata na foto que o DISPARATE de dizerem que Cabana Maior confronta com Cabreiro, desde o Alto da Pedrada, no Outeiro Maior, indo a fronteira para poente no sentido dos «MEROUÇOS DE BRAGADELA», e pelo «Chão da Portela» [nos Bicos], e pela «Laje Negra», indo depois ter às «Covas do Omezio» (sic).

O que é referido no

VEJAMOS O QUE ESTAVA CONTIDO NO REGISTO ARQUIVADO (TOMBO) DE 1718, SOBRE AS FRONTEIRAS DE CABANA MAIOR COM SOAJO E CABREIRO:

DSCF8534.JPG

DSCF8535.JPG

DSCF8539.JPG

DSCF8540.JPG

 AINDA SERÁ CONVENIENTE VER O REGISTADO NO TOMBO QUE TRATA DE CABANA MAIOR TAMBÉM, RELATIVO AO ANO DE 1541:

 

DSCF8545.JPG

DSCF8546.JPG

DSCF8547.JPG

DSCF8548.JPG

DSCF8549.JPG

Há quem tenha dificuldades em ler escritos dos séculos XVIII e XIX, mas se alguém quiser que lhes reproduza o que estes escritos do século de 1500 podem contactar-me.

 As ligeiras, mas substantivas e importantes alterações verificadas nos tombos, estarei disponível para as esclarecer, se para tanto algum ou alguns dos membros dos órgãos autárquicos de Soajo, ou outras instituições de Soajo, bem como os Soajeiros quiserem alguma minha colaboração.

Os que me acusam de esconder documentos resultantes do muito trabalho que tive, além de MENTIROSOS, são lastimavelmente incompetentes e mesquinhos...

 

LIMITES TERITORIAIS DE SOAJO DESCRITAS NO SEU LIVRO DE TOMBO DE 1795:

DSCF8871.JPG

 

DSCF8862.JPG

 

 

Duas fotos de uma fotocópia do Tombo de Cabreiro de 1795, na parte que diz respeito aos limites territoriais com Soajo:

DSCF8749.JPG

DSCF8750.JPG

 

 MAPA DAS FREGUESIAS EXTRAÍDO DE ACORDO COM A «CARTA ADMINISTRATIVA OFICIALDE PORTUGAL», MAS QUE FOI ELABORADO NÃO PARA ESSA FINALIDADE, SEM RIGOR, SEM RESPEITO PELO DOCUMENTADO NOS LIVROS (TOMBOS) ONDE CONSTAM AS DEMARCAÇÕES E CONFRONTAÇÕES DAS FREGUESIAS, PARA QUE OS PÁROCOS PUDESSEM, ALÉM DO MAIS, EXERCER OS SEUS DIREITOS, NOMEADAMENTE,  NAS COBRANÇAS DOS DÍZIMOS ("DÉCIMAS" OU SEJA 10% DAS NOVAS PRODUÇÕES DE UM DETERMINADO ANO):

DSCF8667.JPG

DSCF8668.JPG

Como se nota neste mapa oficial INSERIDO NA CAOP, Cabreiro confronta, muito ERRADAMENTE com Soajo, num pequeno segmento, que é separado pelas cores verde e acinzentada! Mas, segundo a documentação CONCRETIZADA nos livros dos tombos de Soajo e Cabreiro de 1795, a fronteira entre estas fica bastante a poente da separação do território colorido a verde, indicativa do território de  Cabreiro!

A Gavieira não confronta com o território de Cabreiro nem um centímetro, apenas delimita no seu poente com SOAJO E GAVE,  pelo que o apresentado neste mapa de, o cor-de-rosa da Gavieira delimitar com o verde de Cabreiro, não corresponde às verdades seculares expressas em tombos e outras fontes documentais de 1758!

O pároco de Gondoriz, presidente da Câmara, por volta de 1950, viciou as pertenças dos territórios!

 

DSCF8859.JPG

Observando ainda o errado MAPA DAS FREGUESIAS, verifica-se que no ponto M (Mosqueiros) encontram-se três freguesias - Gondoriz, Cabana Maior e Soajo - e não em Guidão, porque neste sítio confrontam, mas não convergem, segundo o cartografado, Soajo e Gondoriz!

Mas consultando o tombo de Gondoriz de 1708, que se encontra no Arquivo de Braga, na Cx. 275, nº6, a confrontação de Gondoriz com Cabana Maior, «finda no coto do Chão dos Bicos», embora o tombo de Cabana Maior de 1782, apresente os limites com Gondoriz ainda muito mais longe! Incompreensivelmente, de facto diz-se no Tombo de Cabana Maior que confonta esta com Cabreiro, desde a Pedrada, passando pelos merouços de Bragadela (que ficam mais a norte da Branda de Bragadela) e pela Lage Negra (situada numa zona lateralmente sobranceira a Bouça Donas e a marginar o planalto dos Bicos),.e que segue para noroeste, em direcção ao «Carvalho do Brealho», onde considera que começa a limitar com Gondoriz!

Perante o que reza o tombo de Cabana Maior ficaria o território da freguesia de Cabreiro relativamente mais perto de Mosqueiros, Travanca e Guidão, do que Gondoriz!

O tombo de Cabana de 1708 tem de facto muitas anormalidades!

 

Observe-se a seguir outro mapa onde fica o sobredito sítio da Lage Negra:

DSCF8840.JPG

 A seguir os posicionamentos das fronteiras disparatadas...

DSCF8860.JPG

 

Nas duas fotos acima apresentadas com extractos dos manuscritos do Tombo de Cabreiro de 1795, onde consta que delimita com Soajo desde o «Porto a Besiconde», no sentido para norte onde se inicia o curso do rio Vez. Mas esta corrente de água neste tombo chama-se «água de Bragadela» ou «ribeiro de Bragadela», e faz a separação entre Cabreiro e Soajo até ao sítio do «Serrado» que fica à beira da «Branda do Real».

Assim a fronteira de Cabreiro com Soajo é considerada no sentido de Sul para Norte e fica situada em território para norte da montanha do Outeiro Maior, portanto para norte da Pedrada; esta confrontação das freguesias desenvolve-se por território do planalto da Seida, onde na parte de Soajo se encontram as águas nascentes em território pantanoso - LAMAS DO VEZ - que mais a noroeste começam a formar uma pequena corrente de água que origina o ribeiro de Bragadela.

Mas no tombo de Cabana Maior, elaborado em 1782, diz-se que o território de Cabreiro chega ao Alto da Pedrada, o que não é dito nem pelo Tombo de Cabreiro, nem pelo Tombo de Soajo! Estes dois últimos, sendo datados de 1795, são portanto mais recentes do que o Tombo de Cabana Maior, pelo que segundo a lei, prevalecem sobre o que consta no de Cabana Maior!

Outro aspecto a considerar é que segundo o Mapa Administrativo das Feguesias, DISPARATADAMENTE, a fronteira de Cabreiro com Soajo, faz-se desde o Alto da Pedrada, no sentido para nascente, até à divisória de águas vertentes quase à beira da nascente da Corga das Forcadas!

Ora esta «Fonte das Forcadas» segundo o que vem relatado no «Inquérito Paroquial» de 1758, é admitida como sendo exclusivamente da freguesia de Soajo, porque assim testemunharam e assinaram, neste ano, os três párocos em exercício nas três freguesias do concelho, montaria e julgado de Soajo!

É uma grande ASNEIRA, portanto, considerarem-se OS LIMITES DE SOAJO COM CABREIRO, numa direcção ESTE-OESTE, e nesta zona! De facto os tombos de 1795 não se ajustam MINIMAMENTE a esta divisão territorial!

Coisa bem diferente é o que passa da Portela do Mezio a Mosqueiros (à TRAVANCA), onde a divisória do MAPA ADMINISTRATIVO se AJUSTA, se HARMONIZA, se COMPATIBILIZA, não só com o tombo de Soajo de 1795, mas também e sobretudo com os TOMBOS DE CABANA MAIOR de  1541, de 1718 e 1782!

Também o facto do INQUÉRITO PAROQUIAL de 1758, MENCIONAR os MARCOS DO MEZIO, bem assim como outros documentos oficiais, CLARAMENTE MANIFESTAM que, a divisória é feita dentro do PLANALTO DA PORTELA DO MEZIO, e não NOS EXTREMOS do planalto do Mezio, ou através das VERTENTES que inclinam para Soajo, ou ABSURDAMENTE por ÁGUAS VERTENTES como defendiam as AUTORIDADES ADMINISTRATIVAS DE CABANA MAIOR, dos três últimos mandatos autárquicos!

Há quem não saiba distinguir limites por «VERTENTES» de «ÁGUAS VERTENTES»!

ASSIM SENDO, QUEM COMPARA AS SITUAÇÕES DA CARTA ADMINISTRATIVA OFICIAL DE PORTUGAL (C.A.O.P.) E OS TOMBOS, EM TERMOS DA COMPATIBILIDADE, NOS ESPAÇOS DAS DIVISÓRIAS DO MEZIO A GUIDÃO, COM OS DO OUTEIRO MAIOR, OU NÃO PERCEBE NADA DO ASSUNTO, OU ESTÁ DE MÁ-FÉ!

TODOS OS MEMBROS DOS ÓRGÃOS AUTÁRQUICOS DE SOAJO DEVEM DEFENDER ESCRUPULOSAMENTE, ISTO É, COM O MÁXIMO ZELO, DIGNIDADE E RESPEITO, O TERRITÓRIO AUTÁRQUICO DA FREGUESIA DE SOAJO, PORQUE FORAM ELEITOS TAMBÉM PARA ESSE EFEITO!

 

DSCF8749.JPG

DSCF8750.JPG

DSCF8860.JPG

DSCF8829.JPG

DSCF8831.JPG

DSCF8832.JPG

DSCF8836.JPG

DSCF8837.JPG

DSCF8838.JPG

 

DSCF8839.JPG

 

DSCF8844.JPG

DSCF8845.JPG

DSCF8846.JPG

DSCF8843.JPG

DSCF8842.JPG

DSCF8848.JPG

DSCF8849.JPG

DSCF8850.JPG

DSCF8799.JPG

 

O Tombo de Soajo refere como fronteira, desde o marco de Visconde (que fica no sítio do Serrado, à Branda do Real,), onde convergiam três concelhos – Soajo, Valadares e Valdevez – e, depois seguia a fronteira pelo ribeiro de Bragadela acima, no sentido de Guidão.

Não deve ser confundido o «Marco de Visconde», colocado por volta de 1646 no sítio da proximidade da «Branda do Real» na margem esquerda do rio Vez, também chamado ribeiro ou «água de Bragadela», com o local de «Porto a Bizconde» situado na passagem da antiga via sobre o ribeiro ou corga das Forcadas cujas águas  vão ajudar a formar o rio ou ribeiro do Ramiscal, que também é conhecido muito mais abaixo por ribeiro ou rio de Cabreiro.

O mapa seguinte elucida-nos sobre estes cursos de água cujos nomes variam nas suas extensões, sendo o mais surpreendente o do Rio Vez, que embora se inicie nas «Lamas do Vez» na zona do planalto da Seida e perto da soajeira «Branda da Seida», foi considerado como nascendo em SANTO ANTÓNIO DE VALE DE POLDRAS, em muitas obras. Só a partir das ditas "Poldras" é que ganhava o nome, segundo vários autores, de rio Vez!

DSCF8834.JPG

O principal ribeiro de Soajo que nasce junto da «Fonte das Forcadas» e que começa por ser designado como «Corga da Baja» para muito a jusante receber um afluente que passa em ADRÃO, perto da ASSUREIRA, seguindo, engrossando, e quando chega ao «Poço Negro», as suas águas caindo em cascata, originam não uma lagoa, mas um cenário fluvial de notável beleza natural. Bem merecia o rio mais extenso, nascido perto da culminância da SERRA DE SOAJO, ser apelidado por «RIO SOAJO», e, o seu tributário por passar em Adrão o nome de «RIO ADRÃO»!

Mas por inoprãncias de sucessivas gerações de pessoas que passaram pelos órgãos autárquicos de Soajo, sempre  identidades relevantes não foram suficientemente acauteladas. E, depois, aparecem mapas em obras de prestigiados autores que não colocaram os nomes nos nossos rios e, que até colocam LINDOSO, com mais destaque gráfico !

É lamentável que Soajo não tenha a mesma consideração! Bem precisava Soajo que os seus filhos dedicassem mais atenção aos aspectos físicos integrados no território autárquico, porque, felizmente, a «massa crítica» pesa na actualidade, muito mais que no antanho!

Muitos SOAJEIROS diagnosticam bem os problemas muito GRAVES de desconsideração para com SOAJO, mas é necessário que se associem para arranjar SOLUÇÕES!

 

UM MARÇO GEODÉSICO NA SERRA DE SOAJO FOI PRETEXTO PARA LHE MUDAR O NOME, DIFERENTEMENTE DO MARCO DA LOURIÇA QUE NÃO SERVIU PARA AFASTAR O DA SERRA AMARELA, EMBORA FOSSE MENOS NOTÁVEL E CONHECIDO NO PAÍS.

Não nos resignaremos e por tal querem alguns SOAJEIROS que se forme uma COMISSÃO para que se corrija, oficialmente, a FRAUDE de um nomes das principais serras de Portugal, ao ser o da SERRA DE SOAJO um dos mais antigos, entre os das serras mais notáveis e mais altas de Portugal!

 Foi a FRAUDE aproveitada para que na designação do PARQUE NACIONAL não se incluísse SOAJO, daí, também, o repúdio de parte do seu nome.

É falta reparável recorrendo ao bom senso, ao mais justo, aos mais legítimo, judicioso e  escrupuloso respeito pelos valores e princípios da história e da geografia dos séculos de Portugal.

Não se deve aceitar que um nome resultante de várias ALDRABICES e de critérios fraudulentos, se sobreponham a verdades insofismáveis, devidamente comprovadas em obras literárias e cartográficas que se criaram e utilizaram com seguros fundamentos pelos cultores de conhecimentos aprofundados, fruto de aturadas investigações em  diversas áreas, e não seja removido o indevido, para se PASSAR A USAR  o verdadeiro nome que vigorou no decurso dos séculos de Portugal.

Um marco levantado na SERRA DE SOAJO, apenas na segunda metade do século DEZANOVE nunca, mas nunca, deverá SEPULTAR para sempre o  nome que nasceu, cresceu, renasceu e se consolidou com a afirmação na Europa e no Mundo da nação portuguesa.

Além de figurar o nome da SERRA DE SOAJO nas primeiras listas e cartas geográficas de Portugal, o seu nome foi referido em documento descritivo de uma batalha travada em 1657 junto do castelo de Lindoso, em que algumas centenas de HOMENS idos da SERRA DE SOAJO, fizeram MARAVILHOSOS FEITOS.

A nação e o estado português não devem ser indiferentes quer à verdadeira história de FACTOS NOTÁVEIS, quer à SABEDORIA DA CIÊNCIA GEOGRÁFICA que atravessou os séculos, para que actos abomináveis de individualidades ou pequenos grupos ganhem cada vez mais sucesso, quando desconhecidos e feitos nas costas dos descendentes dos heróicos intérpretes de gestas ocorridas dentro do concelho e montaria de Soajo e junto do castelo de LINDOSO.

No vale emparedado de um lado pela SERRA DE SOAJO fica situada a vila do RIO VEZ que descendo do planalto da soajeira SEIDA, já deixou de nascer em VALE DE POLDROS, ao corrigirem esta asneira!

Quando SOAJO era concelho não era agradável o Vez nascer na Seida, e por isso os deformadores da geografia local escreveram em muitas obras que o rio nascia em Vale de Poldros e, ainda que este curso de água era só valdevezense!

Dois disparates que o plebeu, fundador da CASAMATA, mandou corrigir, mas sem que referisse, o nome da principal freguesia onde nasce este pequeno mas belo rio, e o nome da SERRA DE SOAJO!

 Na dinastia "franciscana" do poder municipal, pelos muitos "conhecimentos em disparates", por vezes dizem que a serra tem ainda outros nomes que estendem até à compreensão do MARÃO, apesar de nunca ter sido solar do notável cão.

Sendo certo que esta vila do "MARÃO" fica a cerca de quatro quilómetros da ponte, da "cidade" de PONTE DA BARCA, por onde se pode sair, seguindo no sentido da vila de Lindoso, pelo vale do Lima, embora condicionado  por montanhas que o notável escritor José Saramago, devido às muitas aldrabices, considerou como pertencendo  à SERRA DE SOAJO.

Chegando à vila que já era referida desde os tempos medievais,  poderá visitar  o CASTELO DE LINDOSO, fundado nas décadas do século de 1200 por um rei Sancho, e depois, passando a ponte da barragem SOAJO-LINDOSO, ainda é possível antes de seguir por LOBIOS para alcançar a vila das Caldas do Gerês, deslumbrar-se com uma visita à milenar vila de Soajo, detentora de atributos históricos ímpares.

Será um percurso arrebatador, no verdadeiro alcance desta palavra, embora por manhosos telefonemas não ganhassem algumas destas vilas posicionamentos decorrentes de MARAVILHOSAS MANHAS...

Com os espantosos pagamentos de milhares de telefonemas fizeram uma sétima maravilha do MUNDO, não se incluísse ela no vale de uma terra onde se desencadeou a maior "NÃO BATALHA" de um planeta criado em sono profundo e que  continua muito na dormida por ser uma falsidade...

Com a estratégia de continuar a roubar o nome à SERRA DE SOAJO pagam propaganda a FAVOR de uma terra com o sentido de prejudicar outra, instalando-a fisicamente na magnitude de uma serra que de TERRAS DO BOURO se estende até ao notável "MARÃO".

Na arte de mentir e enganar são imbatíveis, na pequena vila, em termos de população, onde os dinheiros do "saco preto", também servem, como se fez estes dias, através de uma revista da cidade do Porto, para lograr intentos favoráveis a umas povoações, embora subtilmente disfarçados!

Dotar certas povoações de SOAJO e outras povoações do concelho com infra-estruturas de saneamento e obras básicas que satisfaçam ainda necessidades fundamentais, não interessa, apesar de estarem inseridas algumas numa área montanhosa onde se criou o actual Parque Nacional, em parte localizado na primeira área protegida de Portugal também homónima do plurissecular PARQUE NACIONAL DE SOAJO.

Esta área desde que a conquistaram numa OPORTUNIDADE REPENTINA por TUMULTOS no CONCELHO DE SOAJO, jamais deixaram de a COLONIZAR, e quando temem que as  populações se podem aperceber das "jogadas", mesmo bem disfarçadas, recorrem  a "truques" que só se aprendem com uns especialistas do governo municipal dos "milhões",  para que a governação não lhes escape para outros grupos de conterrâneos, mesmo da mesma cor política, porque receiam que os desviem dos "não tostões"

Enfim, uns artistas nas laborações de encomendas de muitas naturezas, formas e conteúdos...

O COVIDADO CARAVANISTA QUE VISITOU A SERRA DE SOAJO ESQUECEU-SE DE TIRAR FOTOS NA "CIDADE" DE PONTE DA BARCA ONDE NASCEU O NOTÁVEL MAGALHÃES FERNÃO, QUE FOI O DA CIRCUM-NAVEGAÇÃO!... MUITO DISTRAÍDO, POR QUÊ?!

Apesar de vir na caravana dos EVADIDOS das VERDADES, os mentirosos compulsivos contra a geografia e a história do MILENAR SOAJO, refugiados na Casamata, posicionada junto de uma passagem do rio Bragadela, principal afluente do Lima, AINDA NÃO DESISTIRAM de andar aos tiros à imponente e grandiosa SERRA DE SOAJO.

Este curso de água tem sido acarinhado pelas gentes da CASAMATA do Paço dos TRÊS, mas não por começar o seu percurso na freguesia de SOAJO, no dividido planalto da Seida, que é um dos locais da SERRA DE SOAJO com enorme carga sentimental gravada por superiores e seculares afectos humanos.

 Foi na zona da Seida, onde lacrimejam as primeiras, mas muitíssimas gotas que avolumam farta água em lamacento solo, que se verificaram GRANDE parte dos factos que motivaram registos - em obras literárias, em ambientes cerebrais e, ainda doutras naturezas - ao longo dos séculos, não só pelas vivências de muitas gerações de SOAJEIROS em aldeamento de modestas, mas resistentes residências temporárias, que lhes asseguraram a possibilidade de actividades quotidianas de pastorícia, mas também, porque era neste elevado território que se desenvolviam os desfechos  das participadas, conflituantes e incontornáveis  batidas anuais aos lobos! 

O encomendado caravanista de EVADIDAS VERDADES  esqueceu-se de tirar fotos ao rio Lima em Ermelo, em Lindoso, ao histórico edifício da  Central Hidroeléctrica de Britelo/Lindoso [que foi a PRIMEIRA A POSSIBILITAR ENERGIA À CIDADE DO PORTO], ao rio Adrão, ao rio de Soajo, ao Poço Negro, ..., foi PROGRAMADO por odores específicos para as não ir tirar aos ENORMES ESPIGUEIROS de Cabreiro, de Távora, da Miranda, de Cabana Maior.... 

Só houve retratos nas verdes águas da "NÃO BATALHA QUE LADEARAM AO RIO TRÊS, A 40 KM DO TERÊS",  portanto não muito longe da Vila de Morelhões, ONDE RUGIRAM APAPELADOS LEÕES, e não na afastada albufeira da Caniçada, para esclarecer no planeta os que julgam ser não tão pacóvios ....

Melhor faro que os dos «CINCO SABUJOS» só é possível com os da LAPA da LAPADA, porque  com os da LAPA DE LA PAIDA, é muito difícil...

Não lhes bastou e basta gastar quase todas as PIPAS de massa na linda  "CIDADE DA PONTE DA BARCA", mas continuam num espírito de missão NÃO EGOÍSTA, ainda, a INVESTIR fortemente no TURISMO DO MARÃO porque nesta não lhes morde a SOAJEIRA SERRA DA RAÇA  DO CÃO!

UMA MENTIRA DE CADA VEZ, RETIRADA DE «TERRA DE VALDEVEZ E "MENTIRAS" DE SOAJO»! EM 1821, ACABARAM OS OFICIAIS MONTEIROS DE SOAJO, MAS EM 1852, AGREDIRIAM UM MINISTRO!

O «Raposa" era a alcunha  do ministro Rodrigo da Fonseca Magalhães, o homem que assassinou o «CONCELHO DE SOAJO», em 1852, para fazer o frete ao valdevezense Gaspar Araújo e Gama, governador civil de Viana do Castelo. 

O autor da monografia «Terra de Valdevez e Montaria de Soajo» arranjou como testa de ferro o ministro, e então escreveu: « se tivesse assinado o decreto na serra da Peneda, não sabemos o que fariam os monteiros de Soajo». Isto foi escrito na página 178, da primeira edição publicada em 1994.

Como amigalhaço da SERRA DE SOAJO, sabendo o autor, pois,  na página 152, escreveu isto, relativo ao ano de 1821: «...baniram as coutadas, de entre as quais a da serra da Peneda, considerando inúteis, gravosos e opressivos ao público o monteiro-mor do reino, os monteiros-mores e menores (...)»!

Também na página 162 desta mesma obra a propósito das eleições de 3 de Agosto de 1845, citou Castro Caldas o que constava numa outra obra sob o título, «As Eleições na Província do Minho no Ano de 1845» que o Abade de Soajo, Dr Manuel Félix Cerqueira e Lima, que era presidente da Mesa Administrativa do Santuário da Peneda, fora chamado a Viana, pelo governador civil António Emílio para ser exonerado, e ser impedido de, no dia das eleições de 3 de Agosto, não poder estar em Soajo, a fim de não influenciar as eleições.

A propósito desta eleição, Castro Caldas, arrojou-se a escrever o disparate de que os soajeiros eleitores, na ausência do seu Abade, votaram em listas que  obedeciam «a interesses distantes dos «PRIVILÉGIOS» dos monteiros que já estavam banidos»!

Por isto se observa, mais uma vez, que não percebeu quase nada sobre os que eram MONTEIROS. Tomou uma pequena parte pelo todo, na medida em que considerou os HOMENS DE SOAJO com direito a votar, como estando todos a exercer os ofícios de guardas vigilantes da Real Montaria de Soajo e a gozarem dos seus específicos PRIVILÉGIOS.

Mas sabendo que tinham sido banidos em 1821 os oficiais monteiros como é que em 1852 poderiam "desancar" o ministro Rodrigo Magalhães na serra dos "Pirenéus" que tem o seu cume sobre a torre da IGREJA da Peneda, se fizesse a sua assinatura no decreto que, ERRANDO UNS E MENTINDO OUTROS, extinguiu o CONCELHO DE SOAJO, por causa de REFORMA ADMINISTRATIVA que não houve em 1852! 

No âmbito da geografia humana deverei salientar quem apresentou um abaixo-assinado para que acabasse a MONTARIA DE SOAJO foi a câmara municipal de Soajo e o povo de Soajo, em Agosto de 1821, não foram os "grilos do meco geodésico" do Pedrinho, nome que corromperam mais tarde, em 1865, para "Peneda", mas que em 1821, ainda era nome "celestial"!  

 Várias asneiras são copiadas e transmitidas de livro em livro, que Castro Caldas, também quis, voluntariamente, seguir, embora  a do nome da serra seja a  mais grave de todas.

Tenho, insistentemente, chamado à atenção de graves erros e MENTIRAS, mas como há em VALDEVEZ um "gabinete de guerra a notáveis valores patrimoniais de SOAJO" continuam a mostrar os atributos que os ornamentam... 

A estas considerações desconexas, contraditórias  e incoerentes, no nome do espaço da montaria e serra, e nos tempos em que ocorreram, só devemos dizer que são autênticas MENTIRAS!