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Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

O Reverendo Abade Francisco da Rocha Peixoto conviveu com pessoas contemporâneas do Juiz Manuel Sarramalho conforme evidenciam actas da junta da paróquia de Soajo

Em 1878, paroquiava Soajo o Abade Rocha Peixoto que, por alterações do Código Administrativo, deixou de presidir à Junta da Paróquia, embora fosse membro da mesma. 

Na casa do Adro, residência paroquial, realizavam-se eleições da Junta da Paróquia, pelo que através das actas das mesmas é possível deduzir que várias das pessoas que marcaram presença nos actos eleitorais foram juízes no tempo em que o Juiz Manuel Domingues Sarramalho exerceu funções nos orgãos do concelho e julgado de Soajo.

Isto é importante porque foi este abade quem narrou ao autor do Minho Pitoresco, o jovem médico José Augusto Vieira, a sentença dada pelo Juiz M. Sarramalho, bem como informações sobre a existência da Real Montaria de Soajo e seu funcionamento.

Efectivamente, alguns dos presentes nestes actos eleitorais ainda conheceram pessoas do tempo dessas instituições e até nelas ocuparam cargos. 

 

A IMAGEM DE NOSSA SENHORA DAS NEVES, DA PENEDA, DE SOAJO, SEGUNDO UMA DAS DUAS TRADIÇÕES, APARECEU A UM NATURAl DE PONTE DE LIMA, MAS DADA A ÉPOCA, FOI ENCONTRADA NA PARÓQUIA DE SOAJO!

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Um criminoso de Ponte de Lima, segundo a tradição, foi quem ACHOU a imagem de «Nossa Senhora da Peneda do Soajo», na serra de Soajo, numa lapa que lhe serviu de abrigo natural, situada no fundo de uma encosta que começa na penha ou penedo a que o povo chama  da "Miadinha", mas que Raul Proença, que foi director da Biblioteca Nacional, entendeu ser "Penedo da Ermidinha".

Nunca deveremos considerar que o local da lapa, se situa nas Caldas do Gerês e na serra do Gerês, porque o criminoso limiano não saiu para ir fazer termas, e estas distavam do local da Peneda de SOAJO, cerca de 40 km.

A Peneda de «Monte Alegre» ficava também a grande distância...

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Para o Padre Carvalho da Costa a imagem apareceu a um limiano, porém, Frei Agostinho de Santa Maria diz que apareceu Nossa Senhora, a uma pastora de cabras, primeiramente, sob a forma de uma pomba branca, e numa segunda vez numa lapa sob a forma da imagem em que depois passou a ser venerada.

O castrejo Padre Bernardo Pintor gostou muito de subjectivar escrevendo que os «cinco sabujos» eram enviados para Senhores Donatários de concelhos, pelo concelho de Soajo, e que a fronteira, de Castro com Soajo se fazia, segundo um documento de 1565 de Castro Laboreiro, através do ribeiro da Peneda, mas isto, é contraditado pelo que constava no original completo do Foral de Soajo de 1514. Este texto do foral foi em 1795  reproduzido para o Tombo de Soajo, passando de muita antiguidade no tratamento de fronteira a grande modernidade.

Sobre a adopção do nome Senhora das Neves, quiseram relacioná-la com as neves da "serra da Peneda". Mas esta designação não foi usada regular e consistentemente, pelos eruditos em matérias geográficas e por cartógrafos, senão a partir de 1875, por eliminação da designação da «SERRA DE SOAJO, que continuou, apesar desta batota, fortíssimo como identidade.

Mas o ditos aparecimento de Nossa Senhora das Neves a uma PASTORA de cabras na serra de Soajo, não logrou consagração num altar, juntamente com a Sua imagem.

a lenda da imagem de NOSSA SENHORA DA PENEDA DE SOAJO, encontrada pelo criminoso de Ponte de Lima, é que mereceu acolhimento num altar, porventura, por ser menos fantasiosa para os que optaram pelo cenário do liminiano perdoado, e, pela indulgência, ser mais aceitável espiritual, religiosa e em simbolismo. 

E digo, Peneda de Soajo, dado que até ao século XVI, Tibo e Rouças não pertenciam à Gavieira, porque nesses séculos, paroquialmente, a Gavieira era como Rouças, Tibo, Adrão, Várzea, Paradela, Bairros e Vilar de Suente e a sede, sendo todas meras povoações (casais) que se foram congregando para formar no plano religioso a paróquia de Soajo, e sob o ponto de vista do direito civil, para constituírem o CONCELHO DE SOAJO.

O que foi trazido, ultimamente, para o conhecimento público e que, Bernardo Pintor, desconheceu ou propositadamente ignorou, foi o do suposto milagre ao galego Jacinto Gonçalves, natural de S. Tiago de Calvos, o que pode justificar a muita devoção na Galiza a Nossa Senhora da Peneda de Soajo, embora só pela muita fé e transcendência, os muito crentes, a não recusassem como mera ficção imaginativa...

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O culto a nossa Senhora da Peneda do Soajo, dizem que foi iniciado em 1220, mas não há documento algum para o comprovar, pelo que esta afirmação não tendo rigor histórico, não passa para parte do povo de uma mera hipótese.

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Os homónimos "Peneda", um ligado ao marco geodésico do Pedrinho, mas a que chamaram, erradamente, "Peneda", situado na freguesia de Sistelo, e o outro nome do sítio da Peneda, antiquíssimo de séculos, num local da autarquia de Soajo, na serra de Soajo, passaram a ser confundidos a partir de 1875, quando Gerardo Pery o guindou a nome da serra, ainda que muito pouco seguido até 1907, embora só com recurso a várias erros e aldrabices.

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Tem alguma pertinência também abordar a temática do nome da serra e correlativo nome do Parque Nacional.

Falar é positivo, mas não chega...

Quando se discorda do que está mal desencadeiam-se as acções para tentar acabar com o  que não está correcto, e apoiam-se as causas publicamente. 

O  Parque Nacional não é um partido político e deve estar na questão do seu nome acima dos jogos políticos partidários... 

Em 2001, quando o Presidente da República, Jorge Sampaio, visitou Soajo, o autarca presidente do executivo de SOAJO, disse e bem que,  o Parque Nacional, devia chamar-se SOAJO-GERÊS. 

É fácil de compreender que, se SOAJO, não entrar no nome do Parque Nacional, sendo detentor de nome de uma SERRA PRINCIPAL de Portugal, passará a ter um débil nome de serra, de relativa pouca importância!

Reconheceu, e bem, o presidente do executivo autárquico de Soajo, em 2001, que era necessário «LUTAR ATÉ ÀS ÚLTIMAS CONSEQUÊNCIAS» para defender a IDENTIDADE verdadeira da SERRA DE SOAJO!

Sabemos que há pessoas e autarquias que não  QUEREM que a VERDADE DO NOME DA SERRA seja REPOSTA! 

Bem sabemos que se o povo de SOAJO não se mobilizar seria derrota quase certa, mesmo admitindo que os órgãos locais se disponibilizem para concretizar este objectivo,  apesar das minhas fortes dúvidas.

Só haverá força suficiente se o POVO de SOAJO, AMIGOS DE SOAJO, E OS AMIGOS DA VERDADE, SE JUNTAREM AOS ÓRGÃOS AUTÁRQUICOS DE SOAJO, para EXIGIREM que respeitem o que é inteiramente JUSTO, face à documentação autêntica, muito abundante, para que sejam afastados os efeitos das batotas que lograram efeitos nocivos muito consequentes, apesar de sustentados em deploráveis aldrabices...

Mas se o não fizeram o POVO DE SOAJO não irá trair os legítimos direitos da milenar terra de SOAJO...

 

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 Estas «PORCARIAS» foram em 1908, ao BRASIL, para dar a conhecer Portugal!

Um grande vulto da CIÊNCIA GEOGRÁFICA em Portugal foi, nesta época, o Professor SILVA TELES! Enganado por CHOFFAT escreveu e fez vingar pelas sucessivas repetições estas MENTIRAS, ERROS e BATOTAS, constantes neste seu texto e, no manual escolar de "COROGRAFIA DE PORTUGAL" [Geografia de Portugal] para o ensino primário de que foi autor!

Ainda, perduram, em 2020, estas «PORCARIAS» por causa de serem do AGRADO DO PODER MUNICIPAL de A. DE VALDEVEZ e, pela passividade demonstrada, pelo autarca de Soajo, que vem colaborando, sistematicamente, há décadas, embora, por vezes, se pressinta que o faz, manhosamente, porque sabe quanto eles não gostam de SOAJO!

ÀS «PORCARIAS» JUNTAM -SE, POR VEZES, AINDA MAIS DEJECTOS PARA INFECTAREM O RIO VEZ E A SERRA DE SOAJO, NOMES QUE FORAM MUITAS VEZES PARCEIROS NOS SÉCULOS PARA DESCREVER PORTUGAL! 

 

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Sabemos muito bem que o poder municipal, com sede na vila do Vez, sempre vai dizendo que "JÁ É TARDE" para se alterar o nome do Parque Nacional, para nada se fazer, sobre a relevantíssima identidade da SERRA DE SOAJO

Incrível!

É mais um vergonhoso TRUQUE para desmobilizar os SOAJEIROS de lutar pela VERDADE!

Nas descrições sobre PONTE DO LIMA, quando abordam o nome da serra em causa, referem-na naquela autarquia como «SERRA DE SOAJO».

Os limianos sabem bem que o criminoso de Ponte de Lima se refugiou na SERRA DE SOAJO, e não na falsa “Peneda” e, ainda, para cúmulo dos disparates,  ligado ao "penedo geodésico do Pedrinho", de Sistelo!

Os limianos sabem que o cargo de monteiro-mor da MONTARIA REAL DE SOAJO foi pago, durante séculos, na vila de Ponte de Lima.

Também é sabido que o «TRIBUNAL DO JULGADO DE SOAJO» esteve muito tempo ligado à «COMARCA DE PONTE DO LIMA».

As pessoas afectas ao pelouro da cultura no município de Ponte de Lima, em geral, são competentes e não MENTEM, para atacarem valores patrimoniais intangíveis de Soajo!

                                                                           Serra de Soajo, 22/07/20

                                                                       Jorge Ferraz Lage

Entreguem a SOAJO o território da Seida que lhe USURPARAM, despercebidamente, até o oficializarem! Coloquem o nome da serra de SOAJO no nome do Parque Nacional, aprovado em 2008! Não enganem com novos truques...

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O dinheiro às toneladas é para continuar a ser despejado junto do Paço da Casamata...que ladeia o rio GEREZ... 

O povo diz, e bem que, «gato escaldado até da água fria tem medo»...

Até migalhas querem condicionar a financiamentos para ILUDIR...

Quando aprovaram a 7ª MARAVILHA DOS HIMALAIAS, lá para os lados da Mongólia, abriram a bolsa do "SACO PRETO" para pagarem milhares de "telés" para a vitória final...

A  Junta de freguesia de Soajo tem um território que ronda os 80 Km2 muito abandonado, em boa parte porque recebe, tanto do PODER EXECUTIVO MUNICIPAL, em termos de dotação orçamental, como as freguesias que têm 8 Km2.

Para conseguirem algo mais, têm de ir ao PAÇO DA CASAMATA, com o boné na mão, para MENDIGAR mais umas migalhas...

Para fazerem o humilde acesso ao Poço Negro, porção do rio Soajo, foi preciso esperar décadas, mas para tornar o rio GEREZ com outro requintado aspecto que, DEUS NÃO FEZ, foram sempre muito diligentes...

Fazerem-se de VÍTIMAS é pecado, porque NUNCA foram as pessoas de uma TERRA COLONIZADA que provocaram... Simplesmente reagiram, como era e é seu dever...

Nunca foram, em qualquer espaço e no tempo de SEMPRE, os colonizados que COLONIZARAM os colonizadores...

Pôr as coisas ao invés, ao contrário, só iludem os  ANJINHOS...

A TERRA DE SOAJO que, comprovamente, foi DESTACADA, por pessoas imparciais, ao longo de séculos, e que com ela nunca tiveram quaisquer laços de afectividade, foi nestes últimos trinta anos, ainda mais humilhada e vexada, em livros pagos pela Câmara Municipal!

Não dá para entender...

Sem necessidade de verbas DEVERIAM resolver os PROBLEMAS mais PREMENTES, como o do nome do PARQUE NACIONAL que foi influenciado por quem TEVE A HONRA DE VER O SEU NOME NUMA RUA DA VILA DE VALDEGEREZ...APESAR DE, também, MUITO MAIS ATACAR A IDENTIDADE, SERRA DE SOAJO...

Envidem esforços para CORRIGIR o disparatado território da freguesia de Soajo...

Os problemas de saneamento dos lugares da freguesia de Soajo estão por RESOLVER...

Para incluirem parte do território de SOAJO no território no Parque Nacional deram aquando da sua criação, algumas contrapartidas fiscais, mas  pela REFORMA FISCAL, nos anos de 1980, feita pelo economista Miguel Cadilhe, na qualidade de Ministro das Finanças, extinguiram-nas....

É altura de corrigirem o nome do Parque Nacional, porque, Terras do Bouro, não necessita de promover o VALEDEGEREZ com gastos significativos... e, Soajo, está muitíssimo desconhecido pelas atitudes dos inúmeros e mais acentuados DESATINOS, nos fins da década de 1990, saídos da CASAMATA... e, em termos de turismo, a economia local, em geral, não beneficia o suficiente com tão modestos conhecimentos sobre Soajo...

E pelo que se vê, investem em propaganda, MUITO, nos ALPES de lá, onde passa o rio GEREZ...

A questão do nome da raça do CÃO SABUJO DE SOAJO, preferem o nome do SENHOR ROUBADOR, pois não mexem uma simples palhinha, mas pretenderam ILUDIR...

Sem gastarem cheta, um simples tostão, um centimão, têm à disposição o necessário para AGIR, mas assobiam para o lado, porque ODEIAM O SABUJÃO DE SÉCULOS...por ter feito figura noutro MUNICÍPI...ÃO.

Sempre fizeram muito pouco para ELEVAR a TERRA  dos SOAJEIROS, em em que muito poucos foram GUARDAS MONTEIROS, mas sempre na CASAMATA, tiveram muito jeito para a DESCER em perigosos e conjecturados DESFILADEIROS...mas de vez em quando fazem deslocar habilidosos e sorridentes MENSAGEIROS...

Em dia 13, do AZAR, foram a SOAJO, apresentar a ILUSÃO do BAZAR...

 

 

TAL COMO A VILA DE VIANA DO CASTELO, SOAJO, VILA E SERRA, FOI UMA DAS TERRAS REFERIDAS, EM 1670, DE ENTRE AS APENAS SETE ESCOLHIDAS NO ALTO MINHO! QUE MARAVILHOSA SELECÇÃO SEM RECURSO A AVULTADOS CUSTOS EM TELEFONEMAS!

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Carregando uma "lasca", ou, para outros, uma "pedra triangular", porque, ao que parece, os negativistas, desconhecem as formas prismáticas de base triangular!

Os chapéus tricónios, muito usados, sobretudo pelos monteiros nobres, no século de 1500, no vizinho país dos REIS, FILIPES, pelos vistos não se adequam a um  pelourinho com notável valor simbólico!

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No primeiro mapa geográfico de Portugal, foram divulgadas toponímias relevantes no século de 150O, mas não se esqueceram da VILA DE SOAJO, nem da SERRA DE SOAJO, mas, ESQUECERAM-SE, quer da RICA, DE VALDEVEZ - QUE COMEU quase toda a "GORDA DOS FUNDOS EUROPEUS" -, quer do famoso RIO que a banha!

MAS, A MAGRINHA DAS MIGALHAS, SOAJO, QUE ERA PARA NÃO TER FORAL, EM 1514, POR SER MUITO POBRE, DESCONHECIDA E DE ACESSO MAIS DIFÍCIL DO QUE CHEGAR À LUA, SEM LUNÁTICOS, o FORAL PODIA NÃO TER CHEGADO à pobrezinha, segundo ENSINARAM à medievalista Paula Pinto Costa, na escola "casamatasoajo"!

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VIANA DO CASTELO, Caminha, Ponte do Lima, SOAJO, Valença, Monção e Melgaço, numa LISTA DE SETE NOMES NOTÁVEIS do actual distrito de Viana em 1670!

SOAJO, de destacada serra, de grandioso PARQUE REAL DE NATUREZA, de HEROICOS BATALHADORES, NA RESTAURAÇÃO DE PORTUGAL INDEPENDENTE, com  NOME  TÃO RECONHECIDO!

MAS, EIS QUE, EM 1852, VALDEVEZENSES, DESGRAÇARAM-NO...DEVIDO A LUTAS FRATERNAS ENTRE SOAJEIROS!

Onde está a "NOTÁVEL", onde o MUNDO SE FEZ? 

Onde se vê o LINDO CENÁRIO DO GERÊS, enquadrando o "VALE DO TALVEZ"?

O «SOAIO MONTI NOMEN» e o burgo de «SOAIO» [Soajo] - dois nomes em língua romana,  vulgarmente, chamado o fisicamente geográfico por «SERRA DE SOAJO» -  foram, em 1670, por causa do nome da serra, tão DESTACADOS! 

Alguns (poucos) mentirosos valdevezenses, com influências, pediram para ser atacado com o intuito de MATAREM o nome da serra que era a mais célebre identidade que deu ou derivou do único nome Soajo, em Portugal!

A vila de Ponte do Lima, sede de comarca a que pertencia a «vila, município e  montaria real de Soajo», em 1670, é uma das referênciadas nas 19 (dezanove) designações apresentadas.

Não foi feita qualquer alusão à «vila e concelho de Valdevez», o que bem contraria que o conteúdo do slogan, "Terra de Valdevez onde Portugal se fez", não passa de uma invenção falsa e enganadora!

Nesta lista de  NOMES, sonantes por notáveis, quase todos se referem às cidades e, às vilas tidas como mais importantes, pois que apenas, DOIS, se referem a ACIDENTES GEOGRÁFICOS, isto é, a FORMAS DE RELEVO do solo, nestas duas regiões de Portugal, sendo eles as denominações: «SERRA DE SOAJO» e a SERRA DO MARÃO! 

A serra do Marão, ao tempo da antiga Lusitânia, conquistada pelos ROMANOS, era conhecida por HERMINIO MENOR, ou "ARAMINHA, ou, ainda "Harmenho", este último, significando em linguagem romana, áspero, segundo escreveu, em 1942, o professor no Liceu Camões, de Lisboa, Augusto do Nascimento, numa Geografia de Portugal, da sua autoria para uso no ensino secundário.

Não sabemos como é que se dizia em língua romana o monte da SERRA DE SOAJO, que se chama Outeiro Maior, onde descobriram recentemente as ruínas de extensa CONSTRUÇÃO ROMANA que, o poder valdevezense vai apoiar para se saber se nela há, "tesouros romanos" ou se um "pote de libras de uma moura desencantada"!

Se houver, apesar de se situar de facto, ainda que não no falseado mapa das freguesias do município construído à custa também do ex-município de Soajo, por causa de mais batotas do poder valdevezense, a freguesia de Soajo, ficará "a ver navios", deixando que o tesouro fique para os "bandidos"!...

Também o nome do "meco do Pedrinho", situado na serra de SOAJO, ninguém ainda  descobriu, se na língua latina, se designava, ou não, por "parvus saxum"!

Embora  defendido e justificado não como "BADAMECO" ( vade mecum) pelo suíço  Paul Choffat, o tal que desviou, por encomenda, de um sabidola valdevezense, o «SUAIUM MONTI NOMEN», ou, do muito usado por vulgarizado, «SIERRA DE SOAIO», para para dar nome aos montes a sul do Lima que desde muito antigamente se chamava AMARELA! 

Ao nome com séculos de AMARELA escreveu também o ignorentão suíço CHAUFFAT que a serra também se denominava por «SERRA DA LOURIÇA», por causa de outro não "BADAMECO", sinal geodésico de primeira ordem, não no PEDRINHO (falsa Peneda),  mas também assinalado na mesma CARTA GEOGRÁFICA DE PORTUGAL, de 1865, mas  na montanha «LOURIÇA», que se situa na serra AMARELA!

Com critério sustentado em desconhecimentos o artista desastroso, Choffat, quis passar nomes com muito séculos, de amplitude GERAL, para locais  RESTRITOS, REDUZIDOS, CIRCUNSCRITOS,  de meros  "MECOS" geodésicos, contruídos no século dezanove!  Imbatível, o suíço, nestas matérias de INCRÍVEIS DISPARATES... 

Consta da sobredita lista, a vila de Guimarães, que a verdadeira HISTÓRIA DE PORTUGAL reza que foi berço do Condado Portucalense, mas só depois da Condessa Mumadona Dias ter fundado um convento e mandado construir o castelo de Guimarães, onde se acolheu o conde D. Henrique e a mãe do primeiro rei de Portugal.

A esta povoação de "VIMARANES" tem sido reconhecida como berço, na historiografia, e, assim sendo, é razoável o orgulho dos vimaranenses em sustentarem para a sua terra a divisa: «AQUI NASCEU PORTUGAL»!

A vila de Guimarães figura na lista dos dezanove nomes AVULTADOS, bem como os nomes das vilas, depois tidas apenas como simplesmente minhotas: Viana, Caminha, Valença, Monção e Melgaço. 

Os sábios, "SABIDOLAS", sem um único documento ousaram falar da "BATALHA DE ARCOS DE VALDEVEZ"  travada na inventada "Veiga da Matança de grilos", EM QUE "ARCOS" não havia, mas em que  o imaginoso pároco de Paçô, em 1758, concebeu um "ALTAR", para "milagre" agradecer, porventura, sentidamente, embora, a MALTA GUERREIRA SEM BATALHA TRAVAR, QUISESSE COM CULTO, LENDA, ANIMAR!...  

Claro que nos "CENTENÁRIOS", DA RESTAURAÇÃO DE PORTUGAL, EM 1940, RECEBEU O PODER VALDEVEZENSE, OU VICELIANO, O PARECER DE INSTITUIÇÃO COMPETENTE QUE, TAL, COMO OS MONÇANENSES, PODIAM FESTEJAR O "JOGO DO BAFÚRDIO", PORQUE O LOCAL DO ENCONTRO DOS ABRAÇOS DOS PRIMOS AFONSO, FOI NA PORTELA DO VEZ, À VISTA DO CASTELO REQUEIRO DE PENHA RAÍNHA, PRESENTEMENTE, NA FREGUESIA DE ABEDIM, MUNICÍPIO DE MONÇÃO, MAS JÁ, NA ALTURA DE 1940, SEM VESTÍGIOS MÍNIMOS DA ANTIGA FORTALEZA...

A pobrezinha pelos critérios de materialidade enviesada tinha, afinal, UMA GRANDIOSA  ALMA

Soajeiros, emigrantes na Nova Caledónia, falavam o português da Peneda! Afirmação feita que não resultou de ignorância, antes foi provocação para achincalhar SOAJO e os SOAJEIROS, através do desrespeito pelo nome SERRA DE SOAJO!

O milenar povo de Soajo aprendeu o português ao que parece da serra da «Peneda» do Marco Geodésico do Pedrinho, ou, do lugar da «Peneda» de Montalegre, ou, ainda,  do lugar da «Peneda» do Soajo autárquico a partir do momento em que se iniciou no sítio do vale do rio Peneda em que os nascimentos dos filhos das primeiras familias originaram a formação de um povoado, algumas décadas, antes de 1800!

Seria que antes de 1770 os SOAJEIROS falariam a língua dos romanos?!

Em 1994 foi publicada a 1.ª edição de  «Terra de Valdevez e Montaria de Soajo», obra patrocinada pela Câmara Municipal de A. de Valdevez. 

Antes do final do século XX publiquei vários artigos em jornais locais, com intuito, além do mais, para chamar à atenção de que no concernente a Soajo houve escritos que só se entendem, não apenas por falta de bom senso, mas também e, sobretudo, com propósitos de contribuir para enfraquecer e/ou apagar identidades relevantes  e aspectos culturais, geográficos e históricos de Soajo. 

Como foram algumas considerações tão clara e objectivamente provocatórias, por muito contrárias a um sadio espírito municipalista, ao princípio da racionalidade, ao bom senso, suscitaram-me na altura, motivos para atitudes REACTIVAS...

Reagi, portanto, tomando a iniciativa de defender de maus-tratos e injustos comportamentos que denegriram o muito importante e valioso património MULTISSECULAR DE SOAJO. 

Tendo sido louvado, elogiado, avultado, sempre, a «Terra do Vale do Vez», pelo contrário a «Terra de Soajo» foi, insensatamente, mordida muitas vezes, não havendo imparcialidade no tratamento...

 

Uma das crónicas que elaborei terminou, datada e localizada desta forma: «Vila de Soajo, 20 de Abril de 1999».

Recolho desta crónica algumas das considerações que fiz para analisar - tão só na perspectiva científica e, portanto, nunca numa óptica  de carácter persecutório a uma pessoa -  algumas das desastrosas e absurdas considerações feitas in «TERRA DE VALDEVEZ E MONTARIA DE SOAJO»,  relacionadas nesta, sobretudo, com a identidade da «SERRA DE SOAJO.

As duas imagens reproduzem como foi possível deixar para a posterioridade afirmações tão incoerentes por parte de quem entendeu que no parque nacional existiam pessoas que se lhe opunham por ignorância...

N.B. Continuarei mais tarde este post...