Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

O FORAL DE SOAJO, DE 1514, «CHEGOU», COMO NÃO PODERIA DEIXAR DE SER, MAS AO PRETENDER A "ESCOLA MATASOAJO", CRIADA PELO F. LISBOANO, TOSQUIAR VALORES PATRIMONIAIS DE SOAJO, SAIU TOSQUIADA!

 

DSCF4009.JPG

Desde que se sentou na cadeira do "sacadinheiroeuropeu", optou o franciscano lisboano também pelo "sacasoajo" e, para tal engendrou uma escola inovadora, talentosa em procedimentos de baralhar, negar e falsear, afastando da realidade, verdades do passado, mais ou menos recentes, através de expedientes tais como: a «aldeia/vila de soajo», a «carne de cachena da peneda/pedrinho», a «reserva de caça de grilos da peneda/pedrinho», «o cão sabujo de soajo/alguidares de cima», o «foral de soajo/não chegou» a «serra da peneda/soajo», «a janela do mezio nas serras da peneda/soajo», o «juiz de soajo sarramalho/ desembargador do tribunal da relação de porto», a «sala de visitas do mezio/soajo», a «miscelânea territorial soajo/gondoriz/seida/cabreiro/gavieira», a «união das freguesias soajo/ermelo/são jorge», os «fojos soajo/gondoriz/cabreiro/sistelo/cabana maior/gavieira», «a batalha soajo/lindoso/porteladovez»,  o «parque biológico dos homiziados do mezio/soajo», a «montaria dos lobos da peneda/pedrinho/soajo», o «tribunal de soajo/do abade escrivão», a «escola de falar o português da peneda/pedrinhoserrano», as «antas soajo/pedrinho/peneda», a «montaria real de soajo/reserva de caçar grilos»,  etc. 

Neste texto iremos apresentar alguns exemplos hilariantes, elucidativos de que prima a «escola matasoajo» pelo rigor do timoneiro matador, com seus olhares geográfico, histórico, cultural e económico-financeiro,  quando influenciou nos bastidores a feitura do livro foral de 1514, "SOAJO, não chegou, NUNCA"...

No inventário dos bens da paróquia de Soajo e sua anexa da Gavieira, publicado em 1795, referem-se os «limites da freguesia e concelho de Soajo», reproduzidos do foral completo da «terra do Tombo», ou seja, da «terra e concelho de Soajo», quando foi dado pelo rei D. Manuel I, em 1514.

Em, 1514, só foi referida a fronteira da paróquia e do concelho de Soajo porque não existia, ainda, a freguesia/paróquia da Gavieira como anexa ou filial da paróquia de SOAJO, e por tal, não houve quaisquer referências a fronteiras entre Soajo e o seu lugar Gavieira. 

A versão do foral enviada de Lisboa para  o «concelho e montaria» de Soajo foi a mais pesada, uma vez que a arquivada na Torre do Tombo, não foi encadernada e tinha menos folhas.

Se os limites trasladados para o livro do Tombo de 1785, foram feitos na vila de Soajo pelo escrivão nesta residente, Lourenço Pereira de Amorim, na presença de juiz nomeado por provisão emitida pela rainha Dona MARIA I, então, os limites de fronteiras copiados do foral de 1514, permitem-nos afirmar que o FORAL DE 1514, CHEGOU MESMO A SOAJO!

Na confirmação dos privilégios, em 1753, operada pelo rei Dom José I, aos habitantes de Soajo, e, também, aos agentes vigilantes que eram - os monteiros - da «Montaria de Soajo», vem escrito que só os CONCEDIA com a declaração de «TODOS OS ANOS, ENVIAREM OS CINCO SABUJOS, SEGUNDO OS CONTEÚDOS NO FORAL». Então,  como assim foi, perante esta circunstância, deve-se concluir que se não chegasse a Soajo o FORAL de 1514, como poderiam saber em Soajo, que condições nele estavam contidas para que os privilégios não fossem suspensos?!

Se CHEGARAM as confirmações de privilégios escritas a SOAJO, do rei Dom Manuel I, antes de 1514, e outras confirmações régias anteriores, com maior número de folhas do que as do Foral, e, sendo o foral uma LEI que disciplinava procedimentos dentro do concelho e perante o rei e a coroa, então, como foi possível especular-se, idiotamente, que o FORAL PODERIA NÃO TER CHEGADO A SOAJO?!

Bem se entende que SOAJO ficava no "cabo do mundo", na maior montanha dos HIMALAIAS, como parece insinuar Paula Costa, mas com um jeitinho e sem o "gozinho" do garrano não foi difícil transportar o FORAL DA TERRA E CONCELHO DE SOAJO, DE 1514, PARA SOAJO!

O FORAL das Terras de VALDEVEZ e das OUTRAS VÁRIAS TERRAS, tiveram de ir a PONTE DO LIMA recebê-lo, junto do mandão "SENHOR DONATÁRIO DE VALDEVEZ, DE COURA, DE GERAZ E,..., AINDA, DOS ARGARVES E ETIÓPIA", até porque este dono de vários concelhos, ainda não sabia em 1515, qual era a sede, ou seja, a vila, futura das TERRA DE VAL DE VEZ ! 

Seria a sede concelhia na PORTELA DO VEZ,  em frente do Castelo da PENHA RAÍNHA, onde haviam "tachado" os primos, AFONSO VII e o futuro AFONSO I?

 Só atitudes de menosprezo, de humilhação, de apoucamento, de mesquinhez, de rebaixamento, por influência estúpida da «CASAMATA DOS PAÇOS DE VALDEVEZ», levariam a que se especulasse que ao concelho de SOAJO poderia NUNCA  ter chegado o FORAL DE SOAJO, de 1514!   

Talvez que os poderes de SOAJO fossem levantar o foral à VILA DE PONTE DA BARCA, porque já tinha uma sede de concelho definida há muito tempo...e, também porque o garrano que transportou o pesadíssimo FORAL não ficaria  tão cansado...

Qualquer povoação e/ou autarquia local do actual município valdevezense deve ser RESPEITADA e considerada na sua dignidade porque um concelho não é apenas formado por um único aglomerado!

Humilhar é uma atitude inadmissível que merece ser repudiada  com a máxima veemência...

Soajo, foi UM, entre os mais de SETECENTOS concelhos de Portugal Continental,  uns de fronteira com territórios da actual Espanha, e, a grande maioria deles, longe desta fronteira, porque o critério de formação de concelhos dependeu de muitas condicionantes, todavia, os teorizadores ao serviço da «CASAMATA», sempre gostaram de justificar a criação do concelho de Soajo, unicamente, com base no critério da fronteira com o país vizinho, por serem adivinhos...

Em, 1836,  o povo de SOAJO não aceitou a supressão do seu concelho, e reagiu intensamente, porque não quereria perder esta autonomia e ficar na dependência dos fidalgos opressores e usurpadores!

REAGIU, o povo de SOAJO, aos desvarios que só tiveram lugar na EUROPA OCIDENTAL, em Portugal, e os concelhos vindos da Idade Média ainda  hoje continuam, dado que  critérios de modernidade, de novas tecnologias,  foram argumentos de conveniência que, como no campo social, são potenciadores de manifestas desigualdades! 

Em 1852, o concelho de SOAJO caiu por causa das profundas conflitualidades entre os Soajeiros, motivadas por profundas divisões, e, também pela malvadez e  colaboração intencional de alguns traidores soajeiros que  se deixaram arrastar pelas artimanhas dos FIDALGOTES valdevezenses, que se vingaram do facto de nunca terem oportunidade de puderem viver no CONCELHO E MONTARIA DE SOAJO!  

Mas voltemos ao FORAL que, referiram maldosamente e para humilhar, não ter CHEGADO a Soajo, apesar de ser UMA LEI FUNDAMENTAL para a governação do concelho atribuindo DIREITOS e determinando obrigações, bem como ajustado ao funcionamento da MONTARIA REAL ao conferir ao donatário, MONTEIRO-MOR, prerrogativas muito específicas!

Os tempos da predominância dos usos e costumes, ou, seja, das normas consuetudinárias já estavam ultrapassados.

As COMARCAS de Soajo - circunscrições administrativas locais do reino de Portugal, uma de índole autárquica centrada na municipalidade de Soajo, e outra de preservação e conservação do ambiente natural, organizada e instituída na REAL MONTARIA -, tiveram na redacção do FORAL DE 1514, as suas CONSAGRAÇÕES.

Na ausência do conhecimento e reconhecimento da figura central do donatário que foi o MONTEIRO-MOR, ele não teria ocupado proeminente destaque no Foral de SOAJO.

Obviamente, havia normas jurídicas codificadas nas «ORDENAÇÕES» que abordavam competências e regras para os monteiros-mores e monteiros menores, e para outros oficiais dos concelhos, e demais funções e cargos, todas constituindo um corpo de leis gerais, abstractas e coercivas, para todo o reino.

Em SOAJO, quer os moradores do CONCELHO, quer os vigilantes da MONTARIA REAL, tinham de respeitar, cumprir e fazer cumprir, o estipulado na «CARTA DO FORAL» e as normas corporizadas nos códigos das ORDENAÇÕES, mas no FORAL de SOAJO, em particular,  consagravam-se  matérias fiscais específicas, tanto do CONCELHO, como do monteiro-mor, este enquanto figura principal  da circunscrição administrativa que foi a Real Montaria de Soajo.

Como poderiam, de facto, de Soajo, obrigatoriamente, continuar a enviar, não já por meros usos e costumes, os cinco cães Sabujos, anualmente, de acordo com o estipulado numa lei mais exigente, o foral, se ele não tivesse CHEGADO A SOAJO?!

CLARO, QUE O FORAL CHEGOU!...

Seria, um ABSURDO total, se o FORAL NÃO TIVESSE CHEGADO a SOAJO!

Um outro caso que se apresenta, como exemplificativo, de que o FORAL foi fonte de direito, na solução de questões  jurídicas, passou-se no TRIBUNAL DE SOAJO, devido a um terreno tapado junto ao escadório do PÓRTICO ou PORTÓRIO, do Santuário da Peneda, numa contenda entre um dos primeiros habitantes da Peneda e a Mesa da Confraria do Santuário Mariano. Efectivamente, um advogado serviu-se do contido no FORAL de Soajo para defender no TRIBUNAL DE SOAJO um seu constituinte, ou seja, um seu cliente, o que bem prova que o FORAL,  CHEGOU NA VERDADE A SOAJO!

O facto de no FORAL DE SOAJO se referir que não havia terrenos MANINHOS, ou seja, terrenos BALDIOS, serviu para que na QUESTÃO DO LITÍGIO da Mesa da Confraria do Santuário com o morador, Francisco Martins, na sua qualidade de réu, fosse por este contestada, com a argumentação de ter sido feita uma tapada, mas não em  terreno BALDIO,  no «monte do Berço.

O advogado do réu Francisco Martins defendeu-se que nunca foi a tapada feita em terreno BALDIO, pois esta se achava dentro do DISTRITO DA VILA DE SOAJO, no qual TODOS OS MONTES [portanto, não SÓ os da Seida, do Mezio, da Peneda, do Cando, de Adrão, de Vilar, de Paradela, etc.] SÃO DOS SEUS MORADORES», portanto montes não baldios!

Ainda, mais concretizou e argumentou o defensor da causa, com o que, em parte, também aqui reproduzo: «Que a tapada não foi feita no BALDIO mas sim no monte do CONCELHO DE SOAJO, ao qual pertencem os réus, há mais de vinte anos (...)».   

Um monte da Peneda, situado,  por volta de 1805, no DISTRITO MONTANHOSO DE SOAJO, e o original do FORAL DE SOAJO, foram usados, o que nos permite também afirmar que, afinal, o FORAL DE SOAJO, CHEGOU, à SERRA DE SOAJO!

Seria  por não ser a SERRA DE SOAJO, tão ALTA E ÍNGREME, como o TIBETE? 

Como se nota, não foi só a imagem de NOSSA SENHORA DAS NEVES DE SOAJO que CHEGOU À PARÓQUIA, ao CONCELHO e à MONTARIA DE SOAJO, cerca de SEISCENTOS ANOS, antes, deste contencioso de 1805, embora não esteja documentado o APARECIMENTO DA IMAGEM, como está a LEI DO FORAL DO CONCELHO que o relaciona, em termos de conteúdos, com a  REAL MONTARIA DE  SOAJO!

Mas outra observação é ARRASANTE para quem quis amesquinhar, humilhar, fazer chacota, da «TERRA E CONCELHO DE SOAJO», pois, no FORAL de 1514 e  nas CONFIRMAÇÕES, recorreu-se ao código das leis incorporadas nas ORDENAÇÕES mandadas organizar pelo próprio rei Dom Manuel I, dando sequência ao conjunto de leis mandadas antes reunir pelo  rei Dom Afonso V. 

Neste último código com a compilação de leis,  já consta uma, em que se menciona  SOAJO!

 Basta ler as normas sobre os escrivães e tabeliães, contempladas nas Ordenações para nos apercebermos que o DIREITO POSITIVO, consubstanciado em normas avulsas e codificadas, CHEGAVAM ao «concelho  e montaria» de Soajo, porque SOAJO já não pertencia ao reino de Leão e Castela!

Se as leis, nas ORDENAÇÕES, eram incomparavelmente muitíssimo mais VOLUMOSAS do que o singelo FORAL DE SOAJO, por que ousou Paula Pinto Costa, autora do livro «SOAJO, quinhentos anos de foral manuelino», deixar-se influenciar na «CASAMATA», a ponto de muito querer apoucar a TERRA E CONCELHO DE SOAJO?!

Os disparates são às vezes tão demasiadamente ABSURDOS que não mereceriam ser apreciados, mas, aceitamos fazê-lo para evidenciar que na «ESCOLA MATASOAJO", embora recorressem a uma REPUTADA HISTORIADORA medievalista, Paula Pinto Costa, serviram-se dos seus escritos in «SOAJO, quinhentos anos do FORAL manuelino», para muito rebaixarem SOAJO! 

A enorme dificuldade de CHEGAR ao SOAJO, da Ribeira Lima, deveria ter sido mais tenebrosa, mais assustadora do que escalar a SERRA DE SOAJO, para na freguesia de Soajo, no Alto da Pedrada, ser construído pelos romanos um notável «ACAMPAMENTO MILITAR»!

Como se demonstrou atrás, em vez de alguns valdevezenses "TOSQUIAREM VALORES PATRIMONIAIS, CULTURAIS, E HISTÓRICOS DE SOAJO", são eles próprios "TOSQUIADOS"!

             Serra de Soajo, do lado norte do rio Lima, em 2020/09/03

                                          Jorge Ferraz Lage

A Serra de Soajo, capital dos fojos lobais na Ibéria, possuiu um parque natural protegido por leis, em quase todos os séculos de Portugal, sendo nesta vertente a mais antiga identidade cartografada entre os rios Ave e Minho!

Quando pessoas copiam asneiras de outros autores, asneiras continuam, mas quando alguns referem verdades não as usam. Foi o que sucedeu com as citações feitas por F. Barros, num livro editado pelo município valdevezense em 2013, para tratar de assuntos que fundamentalmente se relacionam, não com o rio Vez, mas com a SERRA DE SOAJO, toponímia que pretendiam DESTRUIR mesmo estando protegida pela cartografia oficial, nomeadamente, pela CAOP (Carta Administrativa Oficial de Portugal) e, ainda, por menções em muitíssimas obras, como nenhuma das outras serras principais de Portugal, no decurso dos séculos, antes das batotas.

Reparem que nas notas de rodapé das páginas fotocopiadas refere o autor destas linhas, Martins Sarmento e Leite de Vasconcelos, os quais fizeram, em 1882, uma excursão à «SERRA DE SOAJO», mas por DESONESTIDADE intelectual não REFERIU o nome da serra!

Claro que tal resulta da orientação dada pela municipalidade valdevezense que tudo tenta, com base num critério do «quero, posso e mando» que não conhece limites de "soberania", agindo e fazendo agir nestas conformidades  quem se deixa "manipular". 

DSCF3754.JPG

Abaixo pode ver-se que F. Barros querendo desrespeitar o nome oficial, Serra de Soajo, seguiu os disparates de Bernardo Pintor que já haviam influenciado  autores como Martinho Baptista, Isabel Medeiros e outros que escreveram sobre assuntos da SERRA DE SOAJO. Ousaram, estes autores mais DETURPAR a realidade do nome verdadeiro documentado, nos séculos e séculos, o qual foi neste espaço montanhoso, coerentemente, designado por SERRA DE SOAJO, sem ser por fruto de erros e mentiras!DSCF3748.JPG

 

O NOME DO SOAJEIRO, PROFESSOR MANUEL GONÇALVES LAGE, FOI UM DOS NOMES EXPOSTOS NO "MEMORIAL QUE PRESTOU HOMENAGEM AOS PRESOS E PERSEGUIDOS POLÍTICOS DA DITADURA SALAZARISTA"

DSCN8372.JPG

DSCN8429.JPG

O "Memorial" esteve exposto na estação do metro da Baixa-Chiado, em Lisboa, local que foi escolhido  por ser quase equidistante de duas referências nucleares da história da Ditadura, que foram a sede da PIDE,  na rua António Maria Cardoso, onde se praticavam as torturas, e o quartel do Largo do Carmo, local de partida da LIBERDADE, no  25 de Abril.

Manuel Gonçalves Lage, esteve só detido nas instalações da PIDE da cidade do Porto, na Rua do Heroísmo, três meses, mas foi impedido do exercício profissional de 1946 até 1949. Não sofreu qualquer tipo de tortura, mas para lhe extorquirem informações foi ameaçado várias vezes, a que respondeu que só lho faziam dentro das instalações, porque fora delas não conseguiriam... 

A causa da detenção foi motivada por ter subscrito uma lista para angariação de dinheiro para apoio aos presos políticos, que estava a ser recolhido em Viana do Castelo, cidade onde leccionava.

Retomou a sua actividade de docência numa escola central da cidade do Porto,  em 1949, como professor efectivo, ou seja, com provimento definitivo, em 21/7/1949, devido à sua elevada classificação.

Permaneceu na escola do Porto, até 30/9/1951.

Com a finalidade de se aproximar da família e de Soajo, concorreu à escola da vila de Ponte da Barca, vindo, também através de provimento definitivo, a entrar em exercício a 1/10/1951, até se reformar, por volta de 1970.

(Post em elaboração)

 

 

 

Será verdade que foi iniciado em 1220, o culto à Senhora da Peneda, então e depois duradoiramente de Soajo, para se justificar uma comemoração de 800 anos?

DSCF3888 (1).JPG

Muito lamentámos que fizessem tábua rasa, na redacção do DECRETO, que elevou o santuário a diocesano, não obstante progredir durante mais de seiscentos anos, num ambiente de valências poliédricas, onde se gerou, desenvolveu e consolidou o culto a Nossa Senhora das Neves, ou da Peneda, no antigo Soajo! Mas, mesmo com estas circunstâncias, nem uma única e simples palavra de relacionamento com Soajo...

Ao assim procederem contribuíram para a ideia de que o fenómeno sóciocultural e religioso da Peneda, nada teve a ver com a sua origem, desenvolvimento e consolidação na  paróquia, concelho, montaria, julgado e serra de Soajo.

Ignoraram de facto, completamente, um passado de 632 anos, admitindo que é verdadeiro o ano, ou anos próximos de 1220, como o aparecimento da imagem ao criminoso de Ponte de Lima, ou de uma pomba branca à pastorinha de Rouças, e não da Gavieira, por aquela até ao século XVI, estar para Soajo, tal como a Gavieira, ambos provavelmente seus simples lugarejos. 

O enquadramento geográfico, histórico, espiritual, religioso, administrativo, judicial, social e económico, admitimos como desnecessário no texto do decreto, mas nem uma simples palavra de referência  a Soajo foi escuridão, em minha opinião, muito exagerada e injusta para com o povo de Soajo. 

O abade de Soajo, Dr. Manuel Félix Silvério Cerqueira Lima e, o administrador do concelho de Soajo, António Pereira de Amorim, muito contribuíram para  ultimar um processo que evoluiu da ermidinha primitiva, para o relativamente grandioso Templo dos nossos dias! Foram, como que indirectamente esquecidos, menosprezados... 

O Pe. Bernardo Pintor, na publicação  «Santuário da Senhora da Peneda», editada em 1976, bem escreveu e reconheceu que, este abade de Soajo foi quem fomentou, projectou, acarinhou e fez com que o TEMPLO fosse uma realidade material concreta!

Como não estamos perante dogmas, mas sim no âmbito de assuntos que caem na alçada da ciência que se chama História, então, tem pertinência, e seria até interessante e conveniente, pedir que apresentem provas de que a comemoração dos 800 anos, é um facto verdadeiro, devidamente, documentado.

Embora, o Padre Bernardo Pintor tivesse cometido alguns erros nas obras que publicou, e, alguns deles bastante graves por deformarem relevantes matérias de Soajo, um dos seus melhores trabalhos feito com grande rigor e segurança foi, precisamente, o relativo ao que eu designo por  "UMA ANTIQUÍSSIMA JÓIA DE SOAJO",  e, assim digo, porque não só o foi na vertente do direito canónico, enquanto culto na paróquia de Soajo, como também, fundamentalmente, o foi, na óptica do direito civil/administrativo, durante quase todos os séculos de Portugal.

O padre Bernardo Pintor foi quem até à actualidade de Julho de 2020, apreciou o testemunho deixado em "Santuário Mariano", por Frei Agostinho de Santa Maria, no século XVIII, de que o culto na Peneda, de Soajo, se iniciou em 1220.

 O Padre Pintor escreveu também que na obra «Agiologio  lusitano dos santos e varões ilustres em virtude, do reino de Portugal e suas conquistas» consta uma referência à Peneda, de Soajo, precisamente em 1657,  ano de grande heroicidade dos Soajeiros da zona, mais da ribeira Lima, como também dos habitantes de Soajo que moravam em zonas mais elevadas da «Serra de Soajo», os quais juntamente com naturais de Lindoso, nas renhidas lutas junto  do Castelo de Lindoso, conseguiram retumbante vitória sobre os invasores.

Teceu o Reverendo Pintor a sua opinião sob a estada ou não de S. Telmo, na  Peneda, da Serra de Soajo, pendendo a rejeitar essa possibilidade, por neste sítio haver apenas uma ermidinha e, não haver, à época, aposentos para alojar peregrinos e veraneantes.

 

DSCF3890.JPG

DSCF3892.JPG

Como nota final, informo que as fotos foram obtidas do interessante jornal «A Voz de Melgaço», mas também me permito observar que no texto nos causa alguma estranheza, ao haver referências históricas, e que Soajo nada tenha a ver com o processo de formação e evolução do tão nomeado e prestigiado Santuário que deu a Soajo mais valor e fama, mas que também dele recebeu benefícios.

PARA SEREM FLORESTADAS AS SERRAS DE SOAJO E AMARELA, PEDIRAM, EM 1924, AO GOVERNO CENTRAL, QUATRO CÂMARAS MUNICIPAIS DO DISTRITO DE VIANA DO CASTELO!

A CÂMARA MUNICIPAL DE ARCOS DE VALDEVEZ, EM 1924, PEDIU PARA  SE FLORESTAR A SERRA DE SOAJO E NÃO A SERRA COM O NOME FALSEADO!

As verdades de muitos séculos não são coxas! Coxas, são as mentiras, as aldrabices!

Deste que tomou conta  e, enquanto esteve no poder municipal da Câmara de A. de Valdevez, Francisco Araújo, sempre quis atacar o nome exacto da serra, enveredando pelo apoio aos erros e às falsidades.

Na argumentação é fácil de ver que tanto, o Outeiro Maior de 1415 m, como o Pedrinho (que alguns falsearam de Peneda» com 1373 m de altitude, na Torre do Marco Geodésico, entraram no âmbito da SERRA DE SOAJO, nome com séculos, à data de 1924, dentro da verdade histórico-geográfica.

DSCF3930.JPG

DSCF3936.JPG

DSCF3941.JPG

DSCF3942.JPG

Fotos retirada de uma  publicação no facebook, feita por João Fonseca, bisneto de uma figura muito ilustre que foi o Dr. Eduardo Machado Cruz, natural de uma antiga TERRA onde, felizmente, sempre houve um povo com muita SENSATEZ.

Num contexto  relacionado com o processo em prol do nome "PARQUE NACIONAL SOAJO-GERÊS», a quem muito  agradecemos a importante informação publicada no extinto jornal «O POVO DA BARCA», e o apoio à verdade eterna da SERRA DE SOAJO, muito ATACADA pelos "ridículos poetas de meia tigela" da "TERRA DOS BARCOS DO TALVEZ, ONDE UMA NOVA E GRANDE ALDRABICE SE FEZ"!  

 

 

 

REVIVA A ACERTADA SERRA DE SOAJO !

 

 

     REVIVA A ACERTADA SERRA DE SOAJO!

 

 Já antes de quinhentos a Serra de Soajo tinha atestação,

 Mas, P. Choffat, em 1907, seu velhinho nome desterrou!

 À serra Amarela ajuntou o de Soajo por tamanha confusão!

 Que infinito erro Silva Teles acolheu, ensinou e divulgou…

 

 Imitaram-no seus examinandos, Orlando Ribeiro e A. Girão!

 Quem expôs só Amarela, ao sul do Lima, acertou.

 Quem na de 1416 m suprimiu Soajo, acumulou escuridão!

 Que petas o suíço Choffat engendrou!

 

 Os que situaram Soajo na amarelada desarrumação

 Foram muitos, de que nem J. Saramago se livrou!

 Por que foi o suíço, meu Deus, tão trapalhão?

 E por que, embora cientista, tantas almas enganou?

 

 Com cartógrafos e geógrafos a darem vera lição,

 O ataque de G. Pery, em 1875, a de Soajo aguentou!

 Méritos de F. Seco, A. Resende, Albernaz e D. N. de Leão,

 De Link, Balbi, Lautensach,…,pois, com eles a de Soajo pontificou!

                                            

Jorge Lage - 2014

 

 

 

 

 

 

FESTA NUMA MONTANHA DA SERRA DE SOAJO!

DSCN6663.JPG

 

DSCN6680.JPG

 

 

 NOMES OFICIAIS RESPEITEM-SE! – A «Serra de Soajo» é um nome legal, oficial, porque consta na Carta Administrativa de Portugal e no Atlas de Portugal Oficial. Este foi editado em 2005 por iniciativa do Primeiro-Ministro de então, Engenheiro António Guterres. Foi encarregado da sua feitura o Instituto Geográfico Português, autoridade nacional da cartografia, segundo a lei vigente. Foi escolhida como coordenadora para elaboração do Atlas Oficial a professora catedrática Raquel Sousa de Brito. Esta académica conhece bem o Soajo, porque aqui esteve hospedada em 1946, recolhendo elementos para a sua tese sobre Soajo, a fim de obter a licenciatura em Geografia na Universidade de Lisboa. A serra que calcorreou foi circunscrita à área do Lima ao Minho, a nascente do rio Vez. Parece que tem na sua tese que a serra atinge cerca de 900 quilómetros quadrados de superfície! Pela lei em vigor o Instituto Geográfico é um organismo oficial da Administração Central do Estado Português que está integrado no Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, e a «Carta Administrativa» que elaborou tem força legal. Ora consultando esta carta todo o território onde foram implantadas as estruturas da chamada “Porta do Mezio” ficam dentro da área administrativa da freguesia de Soajo. Mas apesar disto a Câmara Municipal no seu portal oficial exposto na Internet declara que a «Porta do Mezio» está situada na freguesia de Cabana Maior! Isto é muito grave! Isto é uma ilegalidade! Isto é uma afronta a Soajo e aos Soajeiros que amam a sua terra! Contactado o Senhor Presidente de Junta de Soajo diz que isso foi escrito por um ignorante! Mas quem é o ignorante da Câmara Municipal, pergunto eu aqui ao autarca, responsável pela gestão e defesa dos interesses de Soajo?

MANIPULAM A INFORMAÇÃO A FAVOR DA VILA DE ARCOS - Como se viu também a emissão em directo do Mezio, pela TVI, no dia 4, em legenda referia “Festa da Montanha – Arcos de Valdevez” ou “Porta do Mezio – Arcos de Valdevez”! Sabendo eu que no país há freguesias com o nome Mezio, julgo que o povo português em geral as desconhece, assim como desconhece a montanha onde está a recém-nascida “Porta do Mezio”, apesar de estar a cerca de 700 metros de altitude e ser superior à máxima de algumas conhecidas serras de Portugal. Assim sendo, compreende-se em parte o esforço da publicidade, pela má escolha do nome “Porta do Mezio”, para a tornar conhecida! Se está a “porta” construída no espaço geográfico e administrativo de Soajo, sempre o nome de Soajo, por dar nome a uma das maiores e principais serras de Portugal, muito ajudaria a conhecer o local. Com certeza mais do que uma menor montanha dela. Quiseram e querem remar contra o conhecimento científico legal do nome da serra. Manipulam a TVI e outros órgãos para não usarem o nome “Montanha de Soajo”, sinónimo de «SERRA DE SOAJO», usando uma linguagem afrancesada! Usaram o nome Arcos de Valdevez no terreno da ambiguidade, mas nós sabemos que o não referiram como sendo um dos “350” municípios de Portugal. Manhosamente quiseram mais fazer publicidade à vila de Arcos de Valdevez. Julgam que os restaurantes, os cafés, as casas de Soajo, e tudo o demais, não precisam de sobreviver… Usam território de uma autarquia de Portugal - Soajo -, mas fizeram neste evento quase exclusivamente publicidade à vila dos Arcos! Pensam que em Soajo só há “otários”, mas enganam-se, pois os Soajeiros são tão inteligentes como os Senhores “Camaristas”! Bem sentiram a afronta ao usarem património de Soajo para promover, quase exclusivamente, a vila dos Arcos. Com um bocadinho de seriedade, de bom senso, e boa gestão, teriam dado o nome à “porta” com o nome da freguesia onde a instalaram, como fizeram com as outras “portas”, nos outros quatro municípios com território no Parque Nacional! Soajo e Arcos de Valdevez são nomes que em associação mais se fortalecem, complementam, potenciam, para efeitos de publicidade e outros fins. Com procedimentos discriminatórios mais se aprofundam os desequilíbrios, as assimetrias, as desigualdades, as desproporções, no concelho. No plano socioeconómico desfavorecem as mais pobres usando os recursos destas em benefício da mais rica! Infelizmente, continuam a persistir nos mesmos erros e mentiras a que nos habituou, nas últimas décadas, neste concelho, um autarca alfacinha “chiquíssimo”! Em democracia jogam-se desafios, como no futebol, pelo que as populações das freguesias têm de interessar-se mais e disputar os jogos com vontade de vencer. Se não o fizerem são derrotadas com facilidade pelos autarcas manhosos através de estratégias e tácticas perspicazes!

 OS LIMITES NO MEZIO - Em documentos oficiais com a rubrica do célebre juiz de Soajo, Manuel Sarramalho, foram validados actos notariais, em 1822, de pessoas de C. Maior, onde consta o Mezio no «distrito do concelho da vila de Soajo»; em 1758 escreveram que a parte da “serra” que é exclusiva da paróquia de Soajo, começava, na parte poente, no Mezio! Mas autarcas “geniais”, dos últimos vinte e cinco anos, à frente de Cabana Maior, nem sequer, em Julho de 2016, sabiam interpretar o tombo da sua freguesia! Não queriam sequer reconhecer os marcos no interior da larga e extensa «Portela do Mezio” e, andavam com a popularucha treta da divisão com Soajo pelo sítio da que foi Casa Florestal, em direcção a uma branda de gado que ainda não existia em 1865! Queriam, ridiculamente, que a área administrativa de Soajo, viesse para as rampas, para as ladeiras, para as encostas, onde as águas, de uma fracção, da parte nascente do Mezio, começam a escorrer para Vilar de Suente, ou na zona da Anta (à beira da estrada nacional), onde começam a decair na estrada para o lado da vila de Soajo! Não sabiam o significado de «águas vertentes»! Nem sabiam, o que é grave, que no Tombo de C. Maior a fronteira na Portela do Mezio não é feita pelo critério das «águas vertentes», por ser área relativamente plana!

            O MAIOR NÚMERO DE MONTANHAS! - Convém dizer que a «Serra de Soajo», considerada na sua amplitude multissecular, é a que tem, sozinha, das serras de Portugal, o maior número de montanhas com altitudes superiores a 1200 m! Tem 14 (catorze)! O Marão tem só 6 (seis), Montemuro 3 (três), Amarela 4 (quatro), Cabreira e Barroso, juntas, 9 (nove), o Gerês em conjunto com o Larouco, 15 (quinze), Montezinho mais Nogueira 5 (cinco)! A Serra da Estrela apenas 11 (onze), embora nestas 11, tenha 2 (duas) montanhas que superam os 1400 metros de altitude máxima! Então a de Soajo não sobressai?! É um nome sonante para despromover, malbaratar e desprezar, Senhores Autarcas Arcuenses? Não o usaram, circunscreveram-se à “PORTA” e a uma MONTANHA desconhecida da Serra de Soajo?! Repudiam um sublime nome do Município! A grande construção natural erguida, sem o concurso de homens, por ter o nome Soajo, não é respeitada e usada! Porquê?!

             O NOME, SERRA DE SOAJO, O MAIS CITADO! - Um nome grande, entre os geógrafos notáveis da Geografia de Portugal, é o da esposa de Orlando Ribeiro, Professora Doutora Suzanne Daveau. Esta investigadora colaborou em 2002, numa 3ª edição da «Descrição do Reino de Portugal» da autoria do Juiz Desembargador, Duarte Nunes de Leão, cuja 1ª edição foi publicada em 1610. Suzanne Daveau apresentou um estudo introdutório sob o título “O conteúdo geográfico da Descrição do Reino de Portugal”. Neste aborda os nomes das serras de Portugal que foram mencionadas por vários outros autores desde quinhentos até 1662, ano da publicação da 1ª edição do «Mapa de Portugal» elaborado pelo cartógrafo Pedro Teixeira Albernaz, onde constam 12 serras de Portugal! Observando-se, o «Quadro I», onde S. Daveau, recolheu os nomes de «As serras de Portugal segundo vários autores», o nome «SOAJO» foi, de entre as seis maiores serras de Portugal, o mais citado! Foi «Soajo» exposto por 6 (seis) autores, só Bernardo de Brito, em 1587, o não referiu! O Gerês foi referido só 4 (quatro) vezes, falhando em três autores! O Marão foi nome usado apenas por 3 (três) autores, e falhou, portanto, quatro! A Estrela, a serra de maior altitude em Portugal Continental, foi nome usado 3 (três) vezes, porque foi identificada, também com o nome «Hermínio maior 3 (três) vezes, falhou apenas uma vez, em 1560, no primeiro mapa de Portugal que se conhece, do cartógrafo Fernando A. Seco! Larouco não consta como nome de serra! Porém devido aos disparates de 1875 de G. Pery, e de P. Choffat em 1907, também Suzanne Daveau, copiou erros e /ou mentiras e o nome que disse ter a serra na actualidade de [2002] é, exclusivamente, o copiado e ensinado pelo seu marido, fruto do que aprendeu com as asneiradas do seu mestre, Silva Teles, sendo depois acolhido por gravíssima aldrabice no nome ao Parque Nacional!

                                          Serra de Soajo, “do lado norte do Lima”, em Junho de 2017

                                                                                       Jorge Ferraz Lage

O PARQUE NACIONAL SOAJO-GERÊS, NÃO SE CRIOU POR INTERESSES DE "AMESQUINHADORES" DE A. VALDEVEZ !

 

DSCF7600.JPG

 

DSCF6938.JPG

 

 

DSCF6939.JPG

DSCF6940.JPG

 

 

DSCF6943.JPG

Aparecem serras e serrinhas, como a «SERRA DE MONTALEGRE», e situada a poente da serra do Larouco, o que é um grande disparate!

 

 

DSCF6944.JPG

 

 

DSCF6945.JPG

A falsidade Peneda a substituir a SERRA DE SOAJO!

DSCF6946.JPG

DSCF6948.JPG

 A SERRA DE "SUAJO" exposta como a quarta, em termos de altitude, ex-aequo com a também notável SERRA DO  MARÃO, sua companheira, ao longo dos séculos, nas enumerações das principais serras de Portugal Continental, não obstante ser posicionada no espaço da SERRA AMARELA!

O real espaço da «SERRA DE SOAJO» continua a figurar, ALDRABADAMENTE, como o sétimo, com uma altitude apenas de 1328 m, e a disfarçar o nome PEDRINHO! 

DSCF6950.JPG

DSCF6951.JPG

DSCF6952.JPG

DSCF6954.JPG

 

DSCF6956.JPG

DSCF6958.JPG

 Incluída no Sistema Galaico-Duriense, a SERRA de «SUAJO» é denominação da SERRA AMARELA, segundo o criador P. Chauffat, deste sistema e de outros

Sem as indicações dos rios, a ILUSÃO da SERRA de SOAJO, se situar a norte do rio Lima, coloca-se também neste manual escolar.

DSCF8268.JPG

DSCF8269.JPG

DSCF8271.JPG

DSCF8260.JPG

DSCF8261.JPG

DSCF8263.JPG

 

DSCF8264.JPG

DSCF8266.JPG

 

 

 

DSCF6968.JPG

DSCF6969.JPG

 Mais uma situação que pode levar a pensar que «SUAJO», também aqui escrito com "u", é uma porção de toda a «SERRA DE SOAJO», quando verdadeiramente representa o nome AMARELA!

 O espaço geográfico da SERRA DE SOAJO ÉSTÁ OCUPADO pelo nome aldrabado Peneda, lançado por G.Pery, a pedido dos mentirosos no poder autárquico municipal com sede na então pequenina vila de A. de Valdevez.

DSCF6970.JPG

DSCF6972.JPG

 Esta obra do Dr. António Mattoso teve larga disseminação no país, pelo que a aldrabice "Peneda" encontrou nela uma  grande oportunidade para se continuar a ENGANAR os portugueses!

 

DSCF6974.JPG

 

DSCF6975.JPG

DSCF6977.JPG

DSCF6979.JPG

 

DSCF6980.JPG

DSCF7870.JPG

DSCF7872.JPG

 

DSCF6982.JPG

 

DSCF6984.JPG

DSCF6985.JPG

DSCF6986.JPG

DSCF8277.JPG

DSCF8280.JPG

DSCF8281.JPG

DSCF8283.JPG

DSCF8287.JPG

 

DSCF8290.JPG

DSCF8291.JPG

DSCF8292.JPG

DSCF8293.JPG

 

DSCF8297.JPG

Na década de 1960 este manual com ligeiras alterações tornar-se-ia o livro adoptado obrigatoriamente em todos os liceus do país e clolégios particulares, uma vez que foi «livro único»:

A serra de Soajo não foi mencionada porque os autores  desta obra foram alunos do Prof. Amorim Girão que, influenciado por Gerardo Pery, e sobretudo por Paul Choffat, viram Soajo substituído por Peneda, e a serra de Soajo a  dar nome alternativo ao espaço da serra Amarela!

DSCF8300.JPG

 

DSCF6989.JPG

DSCF6990.JPG

DSCF6991.JPG

 Convem reparar que neste quadro, os nomes das serras, e as suas altitudes, têm como fonte o que consta no « Compêndio» da autoria dos professores liceais Albano Fernandes e João Martins Godinho, editado como 9ª edição em 1948, em que a SERRA DE SUAJO (com "u"), é clamente tido como nome alternativo da AMARELA, não obstante a altitude ser de 1415 m! E a aldrabice "Peneda", também aqui tida com 1328 m, substitui com vários erros o nome real da SERRA DE SOAJO!

Mais uma prova que várias ALDRABICES fizeram com que o clássico nome da «SERRA DE SOAJO» continuasse ainda CONTAMINADO, em 1950, pelos DISPARATES ENCOMENDADOS  aos homens dos trabalhos geodésicos que acompanharam a colocação do marco na «Torre do PEDRINHO» a que chamaram, mentirosamente, "PENEDA"! Aliás a altitude de 1328 m refere-se a este sítio do Pedrinho!

DSCF8303.JPG

DSCF8304.JPG

DSCF8305.JPG

 

DSCF6993.JPG

DSCF6996.JPG

 A Serra Amarela foi referida no texto, sem que a SERRA DE SOAJO fosse mencionada como nome alternativo!

Mas neste quadro de altitudes a Amarela foi ignorada, e a "Peneda" está reduzida a uma "Penedinha", no sítio onde Pery a colocou, FRAUDULENTAMENTE, como sendo o ponto mais alto de todo o multissecular espaço da SERRA DE SOAJO, entre os rios Minho e Lima!

 

!

 

 

 

DA ÚNICA UNIVERSIDADE, EM 1890, À «SERRA DE SOAJO»!

DSCN8346.JPG

 

DSCN8419.JPG

 

DSCN6626.JPG

A Várzia, povoação raiana do vetusto Soajo, viu na década de 1980, a suas principais veigas do cultivo do milho assassinadas pela nova albufeira Lindoso-Soajo, remetendo os seus habitantes, para uma mais modesta vida económica, e mais motivações para a diáspora.

 

DSCN7678.JPG

 

DSCN7578.JPG

Na vila de Soajo os seus habitantes não logram receber os mesmos apois financeiros como nas sedes autáquicas da vizinha Galiza, porque ficam os meios financeiros cativos na sede do município que detem enorme território geográfico!

DSCN7681.JPG

 

 

 

                  DA ÚNICA UNIVERSIDADE, EM 1890, À «SERRA DE SOAJO»

 

ADMITIU SER ENGANADO! - Sim, de Coimbra, para pesquisar espécies, fundamentalmente botânicas, veio, conforme muitas vezes escreveu no texto, à «Serra de Soajo», o naturalista Adolfo Moller, colaborador do Doutor Júlio Henriques que foi cientista e professor catedrático de Botânica e director do Jardim Botânico da Universidade.

O engenheiro silvicultor Adolfo Moller, por escrito, continuou a dizer para a posterioridade, em 1890, que o âmbito geográfico da «Serra de Soajo» se estende do rio Lima ao rio Minho. Foi o primeiro a contestar que a «Serra de Soajo» fosse a de maior altitude em Portugal, conforme diziam e ensinavam, também ainda neste ano de 1890, alguns reputados autores de livros de Geografia!

 Com o seu aneróide quis tirar a limpo qual era a máxima altitude da «Serra de Soajo». A outra indicada por Pery, no sítio do marco de 1ª ordem, não era a da montanha mais alta da serra. Porém sentiu que fora enganado! Atribuiu a culpa do errado valor da altitude que obteve noutra montanha, a um guia muito conhecedor da «Serra de Soajo» porque era tido como muito bom caçador em toda a serra. Este era também sacristão no Santuário de Nossa Senhora da Peneda. Teria sido instruído por um “fidalgote” que estava na altura à cabeça da “Tesouraria das Finanças do Santuário”?

 Moller não foi à Pedrada, no Outeiro Maior, porque foi enganado! Este facto não lhe permitiu corrigir a máxima altitude da «Serra de Soajo» para constar no trabalho que elaborou e, que em parte, foi publicado nos «Anais de Ciências Naturais»!

 Não foram postas também, suficiente e directamente em causa, as aldrabices de Pery, sobre o nome da serra e altitude secundária, ligadas à falsa “Peneda”, no Pedrinho!

 Bom disfarce do guia, nascido na verdadeira Peneda, que 28 anos antes de 1890, deixara de ser soajeira em termos de administração autárquica.

 Moller, nasceu em Lisboa, obteve formação na Alemanha, e chegou a ser «Administrador Geral das Matas do Reino», cargo que sucedeu ao de «Monteiro-Mor do Reino».

 Para a expedição destinada a identificar e classificar as plantas da «Serra de Soajo» entrou Moller pelo lado da vila de Arcos de Valdevez e, a pouca distância, disse que já se sentia na serra. Depois de onze dias passados em vários sítios e povoações da «Serra de Soajo» a «herborizar», com o intuito de contribuir para o conhecimento de uma nova «Flora da Lusitânia», saiu da «Serra de Soajo» como redigiu, pelo lado da vila de Melgaço.

 Para comparações de espécies botânicas e faunísticas de algumas das principais serras de Portugal, soube Moller distinguir clara e rigorosamente os nomes das serras Amarela, Gerês, Soajo e Estrela, como facilmente se verifica no texto que elaborou sobre a «Serra de Soajo».

 Apesar de ter sido lançado um espantoso e absurdo ataque, em 1875, ao nome da «Serra de Soajo», através da publicação da Geografia de Portugal, da autoria do então capitão do exército Gerardo Pery e colaborador que foi nos trabalhos geodésicos do reino, nunca lograriam os seus intentos os “fidalgotes” no poder em Arcos de Valdevez com este primeiro estratagema!

 Ao convencerem Pery, aquando da colocação dos marcos geodésicos nesta serra, especialmente, o de 1ª ordem, na “torre do Pedrinho”, localizado em Sistelo/Cabreiro, designando-o aldrabadamente por “PENEDA”, e também, intencional e mentirosamente de o expor como o local de máxima altitude (altura medida da distância vertical do nível médio das águas do oceano Atlântico) de toda esta única serra, nunca o tradicional nome usado no passar dos séculos de Portugal, entraria em desarrumação, mesmo com o recurso a estas duas grandíssimas aldrabices! Não fosse montado um segundo estratagema, manobrado em 1907, e então nunca o método de G. Pery seria suficiente para baralhar!

MARTINHO BAPTISTA REPETIU…! – Numa palestra sob o tema Soajo e Gavieira, proferiu alguns erros históricos na escola básica de Soajo, em 1993. Martinho Baptista, competente arqueólogo que foi do Parque Nacional, e actualmente coordenador do Parque Arqueológico de Foz Côa, escreveu depois, numa edição do «G.E.P.A.» que, um nome da serra do Parque Nacional fora chamado “Montes de Laboreiro” e depois “serra da Peneda”. Claro que nas narrações das principais serras de Portugal ao longo dos séculos aparece «serra de Soajo»! As investigações são sempre necessárias para não se reproduzirem erros e/ou mentiras. Afirmar também, no mesmo texto, que a freguesia da Gavieira nunca teve pelourinho não é exacto, porque o pelourinho era património do município de Soajo e não apenas da freguesia de Soajo.

PUBLICAÇÕES DO PARQUE NACIONAL - A «exploração florística» de Moller à «Serra de Soajo», nunca foi exposta pelos técnicos superiores ao serviço do Parque Nacional, ao que parece, desde que criado em 1971. Se tivesse sido, dariam algum contributo para colocar em causa o aldrabado nome «Peneda-Gerês», em vez de, Soajo-Gerês! Seria útil que os actuais funcionários do P.N., ligados a estes saberes, visitassem o Museu de Botânica da clássica Universidade de Coimbra, para verem se lá encontram a aldrabice do nome da serra gerado com base no nome do sítio do “Castelo” do Pedrinho [falsa “Peneda”].

ESPANTOSAS ABERRAÇÕES - Até 1875, nas descrições das serras de Portugal, a «Serra de Soajo» fora sempre apontada como nome límpido, autêntico, puro!

De 1875 a 1907, só uma minoria de autores de livros de Geografia aderiu às duas intrujices de Pery!

 Entre 1907 e 1971, nos livros de Geografia dos ensinos primário [“básico”], secundário e superior, em mais de 80%, consta a «Serra de Soajo» situada ao sul do rio Lima, dando, portanto, também nome ao espaço montanhoso que devia ser limpidamente chamado Serra Amarela!

Vergonhosamente, o aldrabado nome da serra [Peneda] foi quase usado em exclusivo nos livros escolares de Geografia, que não nos mapas escolares de parede, porque a generalidade dos professores e alunos foram iludidos, julgando que a “serra de Suajo”, mencionada nos manuais escolares dentro do sistema orográfico Galaico-Duriense, estava a dar nome a uma parte da serra a norte do Lima! Mas essa “serra de Suajo” era nome usado para referir o espaço da serra Amarela!

É inacreditável como a designação «Serra de Soajo» deixou de dar, sem equívocos, o nome às montanhas que se situam do Lima ao Minho, como sempre acontecera desde a primeira indicação das listas das principais serras de Portugal!

Num próximo texto darei detalhes da expedição de Moller à «Serra de Soajo» com a pormenorizada descrição dos reinos vegetal e animal, que outros autores de renome, como H. Link, Leite de Vasconcelos, Oliveira Martins, Lautensach e Félix Alves Pereira não fizeram sobre uma serra invulgar de Portugal!

                                      Serra de Soajo, “do lado norte do rio Lima”, Abril de 2017

A RAÇA «CÃO DE SOAJO» DEVERIA TER SIDO INCLUÍDA NO GRUPO 2, OU NO GRUPO 6, PELA FEDERAÇÃO CINOLÓGICA INTERNACIONAL?

   

DSCF9112.JPG

 

DSCN6902.JPG

 

DSCF9360.JPG

 Escreveu o “SÁBIO DAS TRETAS” que no FORAL DA TERRA DE SOAJO, DE 1514, apenas se apresentavam SUGESTÕES, simples CONSELHOS, meras OPINIÕES! E a partir desta convicção admitiu que as ENTREGAS aos REIS dos «CINCO CÃES SABUJOS», PODERIAM ser feitas ou não, e, ainda que poderiam ser ou não feitas, ANUALMENTE! 

Que dolosas e maldosas interpretações da lei foralenga da «TERRA E CONCELHO DE SOAJO» só para tentar AFIRMAR que, na ampla SERRA DE SOAJO, existiam umas vezes como que duas FAMOSAS raças de cães, outras vezes para disparatar que os cães de Soajo eram reles «rafeiros», e, ainda outras vezes para apenas  colocar o SABUJO, como cão meramente MEDIEVAL!

Avisado o “TRETAS” da sua manifesta ignorância nas expressões constantes no FORAL sobre o cão, então mudou de agulhas para atacar ALDRABADAMENTE, o importante historial de um cão que se sabe ter existido, comprovadamente, também em “Crasto Leboreiro”, mas SÓ a partir da segunda metade do século dezanove!

 

DSCF9361.JPG

 PARA O "TRETAS" A «PENA DO FORAL» É UM MANUAL DE CORTESIA! COITADINHO!

DSCF9168.JPG ESTA FOTO VALE E PROVA, MAIS QUE TODAS AS TRETAS CORRIQUEIRAS DO “SÁBIO”, SOBRE O CÃO COMO UM VERDADEIRO «SABUJO», QUE O MESMO É DIZER «CÃO DE CAÇA GROSSA»!

DE FACTO, DESDE A ÉPOCA MEDIEVAL,

PASSANDO PELO SÉCULO XX, SEMPRE SERVIU E SERVE O CÃO NATIVO DA SERRA DE SOAJO PARA GUARDAR CASAS, GADOS, E, AINDA, PARA A FUNÇÃO CLÁSSICA COMO «CÃO DE CAÇA GROSSA» À TRELA E EM MATILHA!

  • DSCN7436.JPG

 

DSCF9354.JPG

 FOI CLASSIFICADO PELA F.C.I, O «CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO», COM UM NOME IMPRÓPRIO, E  COMO «CÃO DE GADO». INCLUIRAM-NO NO GRUPO 2, COM RECURSO A DETERMINADAS REGRAS CRIADAS PARA ESSE EFEITO, MAS QUE PODERIAM SER OUTRAS.ESTAMOS PERANTE UM CRITÉRIO SUBJECTIVO, APARENTE E DISCRICIONÁRIO! 

 NUNCA SE DEVE VER ESTA DECISÃO COMO ÚNICO CRITÉRIO CLASSIFICATIVO POSSÍVEL. NÃO DEVE CONSIDERAR-SE TAMBÉM COMO CRITÉRIO ABSOLUTO, PERFEITO, EXCLUSIVO E DEFINITIVO!

 O “SÁBIO DAS TRETAS” PARA DEFENDER O INDEFENSÁVEL PRETENDE RETIRAR AO CÃO, COM HABITAT EM CASTRO LABOREIRO E NO RESTANTE SOLAR ANCESTRAL DA AMPLA SERRA DE SOAJO, A SUA APTIDÃO PARA CAÇA GROSSA!

AS REFERÊNCIAS AO CÃO, NO SOLAR DE SOAJO AO LONGO DOS SÉCULOS, PERMITEM-NOS INTERPRETA-LO COM FUNÇÕES, SOBRETUDO, DE CÃO DE GUARDA DE GADOS, ACOMPANHANTE POLICIAL DE GUARDAS DA NATUREZA (MONTEIROS) E COMO CÃO DE CAÇA GROSSA.

 

  

Pág. 1/2