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Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

O FOJO DA SEIDA PERMANECE NA FREGUESIA DE SOAJO E NA SERRA DE SOAJO! ALGUM MEMBRO DA JUNTA DE FREQUESIA ONDE SE SITUA, O VENDEU À FREGUESIA DA GAVIEIRA?

O lobo mau tem de aprender nestas lições ou arranjar outras que justifiquem que não é ladrão da verdade de séculos.

Se não arranjar provas  consistentes, consolidadas e sistemáticas e longamente continuadas no tempo,  apanhará muitos tiros para ser encaminhado para o fojo lobal, onde caem os lobos estúpidos...DSCF5205.JPG

 Serão expostos mais elementos justificativos de que a SERRA DE SOAJO, mesmo depois de Gerardo Pery, ter publicado, em 1875, a sua «Geografia de Portugal», continuou a ser largamente a denominação predominante do nome da serra!  Todavia esta «Geografia», como o havia sido, cerca de cinquenta anos antes, a de Adriano BALBI foi um marco referencial de capital importância em vários aspectos, nomeadamente, nas  descrições e estudo das principais serras de Portugal, em grande medida, pelo facto de apresentar pela primeira vez, três sistemas ou agrupamentos de serras, ainda que sustentados em critérios meramente convencionais, designados por "Transmontano, Beirense e Trantagano"!  As serras incluídas em cada um destes sistemas foram  expostas com as respectivas altitudes tidas por máximas, mas ainda com medidas erradas e contraditórias no próprio livro.

Uma outra NOVIDADE na sua obra FOI, pela primeira vez TER ELIMINADO o nome SERRA DE SOAJO que já tinha SÉCULOS E SÉCULOS como notória toponímia portuguesa!

 A ERRADICAÇÃO do nome SERRA DE SOAJO  na obra de GERARDO PERY  resultou de, a partir de 1856, o autor ter trabalhado e acompanhado os trabalhos geodésicos (marcos e construção do "Castelo" do Pedrinho com seu marco) nas montanhas da Serra de Soajo. Nestas andanças CONVIVEU COM O PODER MUNICIPAL DE ARCOS DE VALDEVEZ, que o influenciou a SUPRIMIR o nome, SERRA DE SOAJO, que vinha exposto exclusivamente nos manuais de ensino! 

 A passagem para a falsidade "Peneda", em vez de PEDRINHO, e a consideração MENTIROSA desta montanha ser a mais EMINENTE de toda a serra  CONSTITUIU, depois das extinções do CONCELHO em 1852/2/17, e do JULGADO JUDICIAL DE 1ª INSTÂNCIA em 1853/12/31,  o ATAQUE MAIS MORDAZ À PRINCIPAL IDENTIDADE relacionada com SOAJO, levada a cabo por alguma gentalha sem escrúpulos do poder do concelho anexante!

Tentar acabar com o brio, com o orgulho, com a forte personalidade das gentes de Soajo na ligação à TERRA-MÃE foi SEMPRE a estratégia de alguns MALVADOS, desde a fundação do constitucionalismo em Portugal!

 O sucesso, a eficácia, o  êxito, o efeito de um novo nome da SERRA, passava por destronar o nome SERRA DE SOAJO, o que não era empresa fácil, pelo peso do seu multissecular passado e por se basear em INTRIJICES!  Mesmo nestas condições LANÇARAM o expediente de atribuirem à FALSA "PENEDA", na realidade chamada «MONTANHA DO PEDRINHO», A MÁXIMA ALTITUDE DE TODA A SERRA!

Inicialmente, de facto, considerou Pery, no Pedrinho (falsa Peneda) a altitude máxima de 1446 m, portanto superior à da SERRA DO GERÊS a que atribuiu 1442 m, para tornar ainda mais importante o novo e falso nome "Serra da Peneda"! Era necessário que começasse forte para as batotices vingarem!

 

  Mas mesmos com estes execráveis procedimentos os resultados práticos da burla, da BATOTA, foi aparecerem APENAS alguns compêndios ESCOLARES a considerar a altitude de 1446 m como sendo a máxima, e fora da maior montanha de toda a SERRA DE SOAJO que  é o OUTEIRO MAIOR, e que tem o seu cume no Alto da Pedrada! 

 De facto a generalidade dos compêndios escolares não mandaram o nome histórico SERRA DE SOAJO para o caixote do lixo, uma vez que continuou largamente a predominar no ensino da Geografia de Portugal, até 1907! 

A  falsidade de uma "Peneda" relacionada com Sistelo, e não com a Gavieira, não logrou, portanto o sucesso  almejado pelos  ESTRATEGAS do poder de Valdevez !

Por via disto OUTRAS ALDRABICES apareceram em 1907,  que mais detalhadamente serão explanadas e provadas com testemunhos, noutro "post"!

AS IDENTIDADES RELACIONDAS COM SOAJO, LANÇADAS PARA O FUNDO DOS ABISMOS DO DESCONHECIMENTO, FORAM, de facto OS OBJECTIVOS A QUE DE NOVO SE PROPUSERAM ALGUNS  "HOMENZINHOS" , EM 1907!

Que  a identidade «SERRA DE SOAJO», entre 1875 e 1907, persistiu FORTÍSSIMA e de que NUNCA SERIAM satisfeitos os desejos dos dectratores no poder municipal de Valdevez, prova-se a seguir com mais fotocópias da quase totalidade dos manuais escolares usados em Portugal neste período:

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Esta edição saiu em 1880.

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 Apesar de utilizar os sistemas de agrupamentos orográficos das serras criados por GERARDO PERY não aceitou a ALDRABICE da alteração nome da serra com base na montanha do Pedrinho (falsa "Peneda") , pois continuou com a denominação «SERRA DE SOAJO»!

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 Editada em Coimbra, em 1881, pela Livraria Central, domiciliada no Largo da Sé Velha.

 

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 Em 1882 sai a 15ª edição com um mapa de Portugal.

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Este mapa reproduz o anterior para que se consiga ler o nome «SERRA DE SOAJO» e se observe que o território da Serra Amarela está indevidamente denominado!

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Esta edição elaborada por Alfredo Campos, foi impressa em Braga, em 1885.

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Este manual escolar apresenta como principal afluente do Lima o rio Vez, mas como a serra tem, em 1885, o nome ancestral, então este afluente continua a sair das primícias águas do seu ventre, e não da falsa madrasta "Peneda", de Sistelo, mas da que fora ao longo dos séculos tida como Serra de Soajo, como nos revela o texto fotocopiado seguinte desta obra. A  máxima altitude resulta da conversão de «pés» em «metros» devido à adopção do Sistema Métrico Decimal. Como Adriano Balbi tinha  no seu histórico «Tratado de Geografia» considerado a SERRA DE SOAJO como a mais alta de Portugal com 7400 pés, então pelo facto de cada pé medir em termos de metros 0,3048 m, aparecem muitos manuais escolares a indicarem que se elevava na Pedrada, a SERRA DE SOAJO, a mais de 2200 m!  Talvez que este destaque dado à Serra de Soajo, e, portanto à vila de Soajo, mais motivasse alguns dos "hipócritas" e invejosos, com os pés no poder municipal de Vale do Vez, a tudo fazerem para MORDEREM raivosamente os interesses e prestígios de Soajo!

Bem sabiam que um nome de concelho, no meio de centenas de concelhos, não conseguia guindar VALDEVEZ à altura dos famosos e sonantes nomes das quatro mais importantes serras de Portugal: Soajo, Gerês, Marão e Estrela!

 

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 Contem um mapa das principais serras de Portugal.

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 A vila de Arcos de Vale de Vez, erradamente, banhada pelo rio Coura, não foi a causa para que em 31 de Dezembro de 2017, houvesse a preocupação por parte da Câmara Municipal de pagar a grande propaganda feita também com várias focagens à placa do «RIO VEZ». Na verdade à TVI, deram específicas recomendações para anunciar que esta vila do distrito de Viana do Castelo, é banhada pelo principal afluente do rio Lima!  Mas o que não disseram foi que ele nasce na Seida, em plena SERRA DE SOAJO!

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 Nesta quarta edição saída em 1888, o autor Augusto Luso da Silva professor de Geografia no único liceu existente na cidade do Porto, diz-nos que  a «SERRA DE SUAJO» fica no Minho e não em Trás os Montes, pelo que inseri-la no Sistema Transmontano é uma afirmação sem lógica. Talvez porque sentisse que Gerardo Pery, em 1875, escreveu muitos disparates, não copiou o nome aldrabado da serra que afastava o verdadeiro e  muito antigo que já constou, no século de 1561, no primeiro MAPA DE PORTUGAL conhecido que indicara apenas 12 serras, e na descrição das serras anunciadas no período 1524-36, em «LONGITUDO ET LATITUDO LUSITANAE» onde  referiram 29 serras segundo  k.Haufman, ao que parece à medida que iam sendo determinadas estas coordenadas terrestres.

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Esta obra destinava-se a ser usada nos LICEUS E NAS ESCOLAS NORMAIS (estabelecimentos para preparação de professores do ensino primário, actualmente designado como básico).

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A «SERRA DE SUAJO» é o maciço montanhoso com MAIOR LATITUDE em Portugal!

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 Esta edição de Edmundo Bettencout, publicada em 1889, tem uma chancela do «Centro dos Estudos Geográficos» de Lisboa, que estava instalado na então Universidade Clássica, e pertenceu a Orlando Ribeiro, conforme nos informa um carimbo que diz «Orlando Ribeiro»! Isto,  é importante, porque nos informa que este geógrafo soube que o nome «Serra de Soajo» estava posicionado entre o Minho e o Lima, e não a sul do Lima como lhe ensinou  Silva Teles. No texto desta obra vinha colocada a SERRA DE SOAJO em primeiro lugar, não fosse ela a MAIS SETENTRIONAL DE PORTUGAL! Mas nos seus textos de Geografia nunca fez qualquer apreciação crítica aos DISPARATES do seu prof. Silva Teles, que OUSOU dizer que a Serra de Soajo ficava a sul do rio Lima, e como nome alternativo da «Serra Amarela»! 

O Professor Orlando Ribeiro, embora fosse um geógrafo de grande mérito, na tese apresentada, em 1948, por RAQUEL SOEIRO DE BRITO, sua aluna,  foi solidário com  a batota, com a GRANDE ALDRABICE, com a viciação, COM A FALSIFICAÇÃO, DO SABER CIENTÍFICO RESULTANTE DE SÉRIAS INVESTIGAÇÕES FEITAS PELO PROFESSOR HERMANN LAUTENSACH!  De facto, ter alterado a Profª Raquel Brito, numa CITAÇÃO que fez, a referência «SOAJO, GERÊS e MARÃO», publicada em 1932, na  Geografia de Portugal de Lautensach, para «PENEDA, GERÊS e MARÃO», é acto muito condenável não só por ser ERRO explicitado numa TESE DE UMA LICENCIATURA EM CIÊNCIAS GEOGRÁFICAS, mas também por ser assumido por ambos! Nas ciências, quaisquer que elas sejam, só cabem as VERDADES!

Deve todavia ser dito que a crítica de Hermann Lautensach sobre os ERROS DOS NOMES DE SERRAS, cometidos por P. Choffat, foi feita na obra «BIBLIOGRAFIA GEOGRÁFICA DE PORTUGAL» publicada em 1948, que foi também o ano da apresentação e defesa da tese apresentada por Raquel de Brito!

                                                        ( CONTINUA)

COMO PÔDE O PADRE B. PINTOR DIZER QUE OS CINCO CÃES SABUJOS» NÃO ERAM ENVIADOS DO MUNICÍPIO DE SOAJO PARA OS REIS, MAS PARA OS SENHORES DONATÁRIOS MUNICIPAIS?!

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O padre Bernardo Pintor para favorecer a sua terra natal, Castro Laboreiro, não deveria ter escrito que os «cinco cães sabujos» não eram enviados do município de Soajo para os reis, pois teve total consciência pelos documentos que publicou, conforme se pode ver nas provas abaixo apresentadas.

Os «cinco cães sabujos», impropriamente, ou melhor, aldrabadamente, enviados a «senhores», desde o século VIII (oito) foi muito copiado e divulgado da «Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira», expediente feito e/ou consentido nesta obra pelo médico veterinário, Professor Doutor Manuel Fernandes Marques que foi quem fez o modelo de referência do cão com as características específicas desta raça sabujo. 

Esta reprodução documenta este assunto:

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Legenda: A expressão, «a sua área natural de dispersão é entre os rios Minho e Lima na parte do maciço montanhoso galaico-duriense compreendida entre as serras da Peneda e de Soajo», bem denuncia os efeitos do criador do «galaico-duriense», ou seja, P. Choffat, embora o nome da serra de Soajo fosse por M. F. Marques,  situado a norte do Lima...

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Legenda e comentário: Os escritos do Padre Carvalho da Costa, foram estropiados, mudando o século e os destinatários, porque  alterado o século XVIII (dezoito) para VIII (oito), por arrasto foi necssário alterar os destinatários, de «reis» para «senhores», por Portugal ainda não existir no século VIII... Enfim, referências de Soajo consideradas, aldrabadamente, como sendo patrimónios de Castro Laboreiro! 

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Em geral os escritos do Padre Bernardo Pintor são dignos de ser louvados, mas nalguns aspectos, muito específicos e relevantes, não esteve à altura de merecimentos!

Quando quis ser generoso com as localidades onde viveu e dos seus familiares deixou-se desnortear, e foi muito parcial, o que o levou a distorcer verdades essenciais, prejudicando muito injustamente SOAJO.

Não fossem algumas das suas afirmações plagiadas por outros autores e, então, os efeitos não teriam sido tão gravosos e destruidores de verdades fundamentais associadas à antiquíssima «TERRA DE SOAJO».

O Reverendo Padre Bernardo Pintor conheceu e publicou o foral concedido a Soajo, em 1514, em linguagem do português do século XX, onde se diz que «cinco cães sabujos», por ano, eram enviados obrigatoriamente de Soajo para os reis de Portugal.

Publicou, Pintor, sobre Soajo, o que escreveu em 1706, o notável autor, Pe. António Carvalho da Costa, sobre os cães sabujos de Soajo.

Transcreveu o texto escrito por Frei Agostinho de Santa Maria, sobre o aparecimento de Nossa Senhora das Neves, na Peneda, de Soajo, na segunda década do século de 1700, onde se referem os «cinco cães sabujos», enviados para o rei.

Assim sendo, se em todos estes documentos aqui expostos leu e escreveu que os «cinco cães sabujos» eram enviados por obrigação, anualmente, do concelho de Soajo, aos REIS de Portugal, por que ousou deturpar os destinatários dos «cinco cães sabujos»?

Não obstante, repetimos, conhecer todos estes documentos, nomeadamente, o do foral, que tinha força de lei, escreveu que os cães sabujos NÃO eram entregues aos REIS, mas sim a SENHORES donatários dos concelhos, afirmação lavrada no mesmo periódico onde publicou os conteúdos do foral em versão de português actualizado.

Presumo que esta deturpação dos destinatários foi feita com intenção de justificar o que está publicada no tema Castro Laboreiro, na «Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira» como já tive oportunidade de escrever noutros artigos que publiquei.

Esta imaginação do Pe. Pintor seria feita também para ajudar a segurar a aldrabice do Prof. Manuel Fernandes Marques que desviou, o cão sabujo do seu habitat e solar multisseculares, apesar de muito documentados no concelho e montaria real de de Soajo, para a sua terra natal, Castro Laboreiro!

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Legenda: A seguir, a entrada, de um privilégio em que, no seu âmbito aborda os CÃES SABUJOS como acompanhantes obrigatórios dos OFICIAIS, GUARDAS MONTEIROS, na vigilância da comarca, Real Montaria de Soajo.

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O Padre Pintor não corrigiu, nem sequer abordou os ERROS (ALDRABICES) da confusão da SERRA DE SOAJO com a serra Amarela, porque colidia com a justificação do aparecimento ao nível da Geografia, do "velhaco" aparecimento da "Peneda", do marco geodésico, na montanha, relativamente secundária do PEDRINHO, face à montanha do Outeiro Maior que é a efectivamente a MAIOR de toda a SERRA DE SOAJO.

O padre Pintor quis engendrar em Portugal uns presunçosos «montes de Laboreiro» que passariam,  não ao nome geral da serra de Soajo, mas a uma "Peneda", sem provas de onde, como, quando e quem promoveu o disparate do aparecimento do nome "serra da Peneda"!

O que esteve ao longo dos séculos ligado ao Soajo, por golpes de malabaristas, foi atribuído a outras SERRAS e localidades, e até os «CINCO CÃES SABUJOS», mudam do  destinatário de SÉCULOS, pela caneta do Padre Pintor!

A seguir algumas das provas que passaram pela observação e publicação do castrejo, Padre  B. Pintor, e outras que elucidam que as aldrabices existiram e que devem ser  bem salientadas e conhecidas do público português:

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                     Serra  e vila de SOAJO, Setembro de 2020

                                      Jorge Ferraz Lage

 

 

 

 

 

 

 

 

 

HAVIA MENOS DE TREZE OFICIAIS MONTEIROS, NA REAL MONTARIA DE SOAJO, NO TEMPO DE DOM MANUEL I, SENDO QUE TODOS OS SIMPLESMENTE MORADORES NÃO GOZAVAM DESTE PRIVILÉGIO! QUEM DESEMPENHARIA OS CARGOS OFICIAIS E SUPORTARIA OS ENCARGOS DO CONCELHO DE SOAJO?!

No livro, «Soajo, 500 anos do foral manuelino», da autoria da professora universitária Paula Pinto Costa, além de outros disparates, cometeu os que seguem: arranjou uma outra inovação do nome da serra, diferente do seu nome multissecular como SERRA DE SOAJO - ao jeito do "novo padrinho" Nunes Soares que nunca ouvira falar no Porto, nem vira escrito, o nome SERRA DE SOAJO; considerou que o foral do concelho de Soajo «poderia nunca teria chegado ao concelho de Soajo»; ousou dizer que a Real Montaria foi apenas uma simples «reserva de caça»; mas, ainda, concluiu, Paula Dias, tão absurdamente, que todos os moradores do concelho estavam isentos de exercer os cargos públicos e de participar nos encargos do concelho de Soajo, e,  autorizados a vender seus gados na Galiza!

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Não foi apenas uma falsidade científica, foi um ABSURDO, considerar todos os moradores de SOAJO, como dispensados de participarem no desempenho de cargos públicos e, de não concorrerem,  para as benfeitorias, reposição e aumento de obras e equipamentos do concelho de Soajo, bem como de serviços em benefício da comunidade soajeira, em todo o seu território.

Foi de facto um absurdo igualar uma parte a um todo, ao considerar, pouco mais ou menos, consoante a época em concreto, cerca de uma dezena e meia de oficiais monteiros, a desempenhar funções de vigilância na Real Montaria de Soajo para nela se proteger, quer a fauna, quer  a flora, mas que considerou vigiada pela totalidade dos moradores do concelho de Soajo! E, esta totalidade de pessoas, teria privilégios, alguns até incomuns, nas restantes áreas naturais protegidas do país!

É certo que a totalidade da população do concelho gozava de privilégios significativos, antes e depois da emissão do foral de 1514, mas o pessoal vigilante da Montaria Real de Soajo, era mais privilegiado que o comum dos munícipes de Soajo. O facto de o concelho entregar aos reis, CINCO CÃES SABUJOS, por ano, foi causa de isenção de pagamento de vários tributos fiscais, antes e depois da emissão do foral de 1514.

O estarem dispensados os vigilantes da natureza do exercício de cargos públicos, e de não suportarem certos encargos do concelho, ou lançados pela Coroa, e o facto de poderem vender gados que criassem para a Galiza, são exemplos de mais privilégios obtidos pelos vigilantes da natureza, mas também eram obrigados a ter lanças (ascumas), sobretudo defensivas, e a criarem CÃES SABUJOS, para as tarefas de vigilância.

Também o facto de estarem os oficiais monteiros dispensados de sustentarem cavalos para a guerra e de não terem que ir à guerra, também os colocava numa posição de vantagem relativamente aos restantes moradores de Soajo.

Ao tempo destes privilégios, 1498, o concelho de Soajo só tinha duas paróquias, Ermelo e Soajo, estendendo-se todo o seu termo, desde a Portela do Lagarto, onde confrontava com Valadares e Castro Laboreiro, até à Laje das Cruzes, junto do rio Lima frente a Tamente/Ponte da Barca, em que também delimitava, em termos de fronteira municipal  com o lugar de Gração, do concelho de Valdevez.

Na escola « MATASOAJO» publicaram disparates que F. Barros copiou do Padre Bernardo Pintor em que se declara, entre outros, que as montanhas de Soajo estavam incluídas em Laboreiro, e que desta designação se passou a Peneda!

 

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Para ajudar a defender, sob um ponto de vista militar, Portugal e  pessoas de invasões de Leão e Castela ou de outros proveniências tem sentido, para dominar não...Os povos da região teriam de concorrer para ajudar nas despesas da manutenção do castelo e sua guarnição. Os montes onde se situava o castelo da Fórnia ficavam na fronteira dos actuais concelhos de Valença e Coura, portanto muito longe dos montes da frnteira galega...Servir-se Pintor do argumento que os montes de Laboreiro vinham até Grade, por haver pessoas desta freguesia que acompanhavam o rei nas caçadas, e incluiriam os montes de Soajo é tão verdadeiro como os montes da Fórnia chegarem a Grade...Como os monteiros de Soajo poderiam ser chamados para acompanhar o rei D. Afonso III desde que passava o Douro, poderia, por raciocínio paralelo, fazer com que os montes da Serra de  Soajo chegassem até ao Douro!...Bernardo Pintor por vezes usam tintas muito escuras...

Como  Paio Rodrigues de Araújo era alcaide dos castelos de Lindoso e Laboreiro em simultâneo, então também o castelo de Lindoso  "dominaria" militarmente os montes da serra Amarela e da serra de Soajo. 

Como  Soajo se estendia até à Seida, Bouça dos Homens, portela do  Lagarto, Várzea , Paradela, Laje das Cruzes, Gião, então os montes de Laboreiro abrangiriam  todos eles, ou não seria que, ao invés, os montes da AMARELA abrangiriam os montes de Laboreiro?!

Copiou, Barros, estas  "geniais aldrabices" por orientação da escola valdevezense «MATASOAJO", que é muito amiguinha da escola «VIVALEBOREIRO»!

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EM 1875, PARA ELABORAR UM AUTOR INGLÊS O SEU LIVRO «VIAGENS EM PORTUGAL», VISITOU A SERRA DE SOAJO, ALCANÇANDO A SUA MAIS ALTA MONTANHA, O OUTEIRO MAIOR, MAS NÃO CONFUNDINDO O TODO COM AS PARTES, ESQUECEU-SE DO RIO "TALVEZ GERESIANO"!

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Não deixou o cônsul inglês, na cidade do Porto, nenhuma referência relevante sobre a povoação Arcos, onde alguns querem inculcar ter sido local onde foi travada uma batalha entre o rei de Leão,  Afonso o sétimo,  e Afonso Henriques, na altura de 1141 apenas candidato a ser no futuro rei de Portugal.

Que houve jogos medievais, chamados bafúrdios, entre os cavaleiros que alinharam por cada uma das partes, sabe-se pelas duas crónicas conhecidas e, que no final de um banquete se despediram, abraçando-se, também se sabe...

Não referindo o cônsul o termo Valdevez, nem Portela do Vez, na obra «TRAVELS IN PORTUGAL», datada de 1875, e embora falando de escritores que viveram antes  de 1675 no contexto da visita de Ponte de Lima até às alturas da serra de Soajo, como Luís de Camões, Antóno Ferreira, Sá de Miranda e Diogo Bernardes, poderia sugerir ainda que, numa visão superficial, ter sido publicado o livro de viagens, neste último ano, mas só o foi em 1875.

Foi precisamente neste mesmo ano de 1875 que, Gerardo Pery, lançou pela primeira vez, numa obra de Geografia de Portugal, a trafulhice do nome errado da serra, apagando o nome de séculos, SERRA DE SOAJO!

 Pery não usou a estratégia do desterro para dar este nome às montanhas da serra da Amarela... 

Deve-se dizer que o Sr. Cônsul não se focou no "castelo do Pedrinho", falsa Peneda e, falsa maior montanha da Serra de Soajo, pois a altitude conhecida desta, em 1875, já se sabia ser avaliada à volta de 1373 m.

Esta viagem revela que a «SERRA DE SOAJO» era um nome muito conhecido, embora, neste caso fosse feita a viagem pelo motivo de Adriano Balbi a ter considerado como a de maior altitude de Portugal. 

Mas isto, não é verdade, embora Balbi fosse o primeiro a divulgar números sobre as altitudes das serras de Portugal, por volta de 1820!

Se dissesse A. Balbi que a altura da serra, não medida com base no critério do nível do mar, a coloca numa posição muito destacada, disputando o primeiro lugar às de maiores altitudes, seria algo com mais sentido! 

A montanha do Outeiro Maior foi alcançada no seu ponto mais elevado, local a que o autor continuou a designar como Balbi  por "Gaviarra", em vez de PEDRADA, mas sem aparelhagem capaz de medir as altitudes, ficaria o Sr. Cônsul convencido que os "8000 pés" era a altitude máxima de Portugal revelada  neste sítio por A. Balbi?

Na serra de Soajo constituiu-se o habitat da raça vacum - a cachena - e, também, desde os primórdios de Portugal, o solar da criação dos cães sabujos, raça esta que os reis de Portugal obrigavam a entregar, anualmente, na quantidade de cinco, já devidamente ensinados nos montes da serra de Soajo, ao que parece, para a guarda de gados, caça grossa, e acompanhamento de pastores e de vigilantes das áreas naturais protegidas, ou seja, coutadas.

Foi, portanto, como SEMPRE afirmámos  uma SERRA MUITO FAMOSA EM PORTUGAL, a ponto de suscitar visitas e publicações em obras de grande divulgação, de que esta obra muito específica, bem o testemunha. 

Nesta visita o autor depois de sair de Ponte do Lima, passou pela povoação Arcos, mas nada dela descreveu como relevante, nem sequer o curso de água que a banha, dirigindo-se com um guia local  para atingir o notável Outeiro Maior, que é a montanha mais elevada de toda a serra de Soajo, mas não, como dissemos atrás a maior de Portugal, como Balbi escrevera, enganando muita gente!