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Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

"BARCOS DO TALVEZ" é uma identificação toponímica que tenho usado enquanto o poder municipal maltratar identidades oficiais de SOAJO e SEU POVO em desconsiderações muito frequentes...

Tantas trapalhadas que adulteraram o bom nome de SOAJO que é NOME DE TERRA muitíssimo antigo e que não foi menos conhecido e prestigiado do que a actual vila sede do concelho, nos séculos em que houve  mais de setecentos concelhos no país!

Os primeiros reis de Portugal criaram a REAL MONTARIA DE SOAJO, instituição fundada numa das principais SERRAS DE PORTUGAL que foi solar da NOTÁVEL RAÇA DE CÃES SABUJOS que muito cativaram OS REIS DE PORTUGAL!

Passarei, doravante, a relacionar directamente, SOAJO, com o distrito administrativo de Viana do Castelo e com o Parque Nacional, sem escrever o falso nome (pseudónimo) deste que substituiu o de SERRA DE SOAJO!

Deste facto responsabilizo os que escreveram ou mandaram escrever para, na  sessão da Assembleia Municipal realizada na «vila dos milhões», em Fevereiro de 2018, ser lido na tribuna a asneira de que apenas EXISTE UMA ÚNICA vila no espaço geográfico e administrativo do concelho que SOAJO ajuda a compor !

Não admitiam que existia uma vila, antes de 2009, na freguesia de Soajo, e tudo fizeram para impedir que se pedisse na ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA o estatuto de vila, para de uma forma oportunista se aproveitarem de convicções populares que com ambiguidade ajudava a dizer que não o era,  e até, que nunca o foi!

Não bastava o relativo abandono para mais a conformarem e afastarem da sua categoria administrativa conseguida desde a época de quinhentos.

Mas, resolvido o assunto por lei da República Portuguesa, publicada em Agosto de 2009, continuam a não respeitar o que ao longo dos séculos fora  reconhecido, USADO E COSTUMADO, bem como o que foi continuado e consagrado pela NOVA LEI da REPÚBLICA PORTUGUESA!

HUMILHAR e desfeitear VALORES, ANTIGAS INSTITUIÇÕES, PATRIMÓNIOS E IDENTIDADES relacionados com Soajo é o que mais QUEREM fazer, talvez, julgando que os Soajeiros espalhados pelo mundo VISITAM Portugal por causa da sede do concelho actual, quando na verdade SÓ o fazem por causa dos seus "TIBINHOS"!

Como em Portugal há 308 municípios e se souberam fazer constar a expressão «A NOSSA VILA» no documento lido na sessão da ASSEMBLEIA MUNICIPAL, para empobrecerem o concelho com apenas uma SÓ VILA, e desprezarem, achincalharem e  desconsiderarem, e ainda FALTAREM À VERDADE e à LEGALIDADE, ao omitirem a VILA DE SOAJO,  merecem estes "senhores autarcas e deputados municipais afectos ao PSD"  que os SOAJEIROS não refiram, em reacção proporcional, também o nome da sede do município AQUI EM CAUSA!

E como Viana do Castelo e o Parque NACIONAL são referências muito notáveis e bem MAIS conhecidas no país, não carece Soajo de recorrer a outras muletas para se dar a conhecer como outrora, a quem não tem dele conhecimento!

DSCF7747.JPGEm 1865, a sede de SOAJO era categorizada como VILA, quando já estava inserida no município de "Vale de Vez", à semelhança da sede municipal, como sucedia também, em 2018, mesmo sem nela terem investido milhões!

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 Paredes (de Coura) também, em 1865, era uma VILA de Portugal!

Atacaram a VILA DE SOAJO publicando, em 2014, na revista municipal «Passos do Concelho», CONSIDERANDO a sede de Soajo, como uma ALDEIA!

 Quiseram também, em 2017, que SOAJO entrasse no concurso de "aldeias maravilhas" para a rebaixarem!

Colocaram PLACAS na estrada, à entrada da «VILA DE SOAJO», em retaliação e provocação, com a informação «ALDEIAS DE PORTUGAL», para  a CATEGORIZAREM, disfarçadamente, como aldeia!

Alteraram numa placa toponímica, onde constava a designação «VILA DE SOAJO» - situada perto da zona da Mina das Aranhas e do local mal denominado por "Aqui d´el Rei", popularmente, antes corrompido para "Culderreia", pois seu nome original correcto era «Coroa d´el Rei" - apagando o estatuto de VILA ao a colocarem junto à ponte sobre o rio Lima!  

Colocaram placas de indicação de trilhos, para informarem  e ENGANAREM os turistas e visitantes, de que existem duas serras, numa única serra, na zona oriental, entre os rios Minho e Lima que se chama «SERRA DE SOAJO», em vez de o fazerem, por mera hipótese, nas do Gerês, Marão ou Estrela!  

Não usam o nome da serra verdadeiro!

Querem impor outros nomes de serras!

Publicaram no sítio da INTERNET, no portal da Câmara Municipal, que o concelho se situa no «ABENÇOADO CENÁRIO NATURAL DA SERRA DO GERÊS» para repelirem e ridicularizarem o nome «SERRA DE SOAJO»!

Pedem para divulgar nas TVs, o hotel localizado sobre Vilar de Suente, como sendo um «HOTEL DO GERÊS»!

As instalações da "Porta do Parque Nacional" situada, exclusivamente, na freguesia de Soajo, nos termos da CAOP, dizem que tem domicílio na freguesia de Cabana Maior!

No Alto da Pedrada onde, recentemente,  diagnosticaram as ruínas de um antigo acampamento romano, em área da freguesia de Soajo, intrometem Cabreiro e Gondoriz no assunto, sem que verdadeiramente estas freguesias, em função dos limites que constam nos seus respectivos livros de tombos não exibam sequer 1 (um) milímetro quadrado de superfície, nesta área territorial!

Entregam à freguesia de Soajo o mesmo valor ANUAL, pela via do orçamento municipal, que destinam a freguesias muito mais pequenas que a de Soajo, não só em termos de território, mas também em termos de população!

 NADA fazem para corrigirem o território da freguesia de Soajo, deixando que Cabreiro esteja ampliado à custa de Soajo, desde o ALTO DA PEDRADA, no OUTEIRO MAIOR, através da Seida, até à latitude da Branda do Real!

Admitem que territorialmente, Gondoriz, delimita com Soajo, desde Guidão até ao Alto da Pedrada, quando nem sequer confronta um MILÍMETRO, como demonstram  os limites consagrados nos livros destas duas freguesias! 

Consideram na Portela do Mezio todo o planalto como se fosse de Cabana Maior, desrespeitando o que, e bem - em função do que através dos séculos está contido nos limites desta, até em 1782, com Soajo - aspecto que foi acolhido na Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP)  que tem força de lei!

Fazem propaganda para baralhar as pessoas de que a célebre SENTENÇA DO JUIZ, MANUEL DOMINGUES SARRAMALHO, foi lavrada no TRIBUNAL DA RELAÇÃO DO PORTO com o propósito de esconderem, baralharem  e achincalharem uma digna instituição de muitos séculos que foi o TRIBUNAL DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DE SOAJO!

 Fazem propaganda continuando a mentir e a NEGAR A NATUREZA DO «CÃO DE SOAJO» que é, felizmente, a raça canina MAIS DOCUMENTADA oficialmente em Portugal até 1885!

Retardaram muito, desde 2014, que fariam uma ESCULTURA alusiva ao «FORAL MANUELINO, DADO À TERRA E CONCELHO DE SOAJO» em que por nossa sugestão mencionariam os nomes das freguesias, à semelhança do que fizeram na evocação do foral dado ao concelho de VALDEVEZ, levantado na vila dos "BARCOS DO TALVEZ"!

Orientaram o "bibelot" escultórico relativo ao foral de 1514 do concelho, erecto na vila de SOAJO para uma simbologia  fantasiosa, voltada sobretudo para a vertente cinegética, ou seja,  para a caça, ao fazerem sobressair o que descreveram como representando um gavião simbólico, quando até estavam dispostos, inicialmente, em iludir, ao pretenderem aludir a um FALCÃO para mais vincadamente IMPOREM a interpretação da MONTARIA REAL, disparatadamente, como uma "Reserva de Caça"(?!!!), quando a protecção à fauna silvestre e às MATAS florestais foram o propósito primordial, implícito na CARTA FORALENGA, embora diferentes documentos e REGIMENTOS, ao longo dos séculos, salientem como principais propósitos da MONTARIA REAL, mais objectivamente a partir de 1605, a conservação e protecção da natureza! 

Tudo fazem para ignorar, intencionalmente, a flora, os arvoredos, embora os conteúdos do foral e regimentos  só transpareçam abates disciplinados e controlados, quer da fauna, quer da flora, ao impedirem mesmo aos moradores  de SOAJO a caça livre, derrube de árvores e apanha de lenhas, e, proibindo-as  aos que não viviam no concelho e montaria de SOAJO!

O livro editado sobre o «FORAL DE SOAJO», editado em 2014, além de muitos disparates históricos, PRETENDE rebaixar, em vários aspectos, O POVO E A HISTORIA DO CONCELHO DE SOAJO, ao terem o incrível atrevimento de alterarem o nome da SERRA DE SOAJO, e de ousarem, PARVAMENTE, que nesta, se fazia "CAÇA NO GERÊS"!

A designação  - «ANTAS DA SERRA DE SOAJO» -  sendo uma designação legal para referenciar um MONUMENTO NACIONAL, é em geral omitida e segmentada em denominações parciais, de que é exemplo a «ANTA DO MEZIO», não a articulando em conteúdo com a denominação LEGAL E MONUMENTAL, mais abrangente! 

A "montanha do Mezio", é referida, em vez de planalto da «Portela do Mezio», intencionalmente, não a relacionando com a agregação genérica, designada por «SERRA DE SOAJO»!

A instituição histórica «REAL MONTARIA DE SOAJO» é apresentada, falsamente, como se fosse uma outra, também, antiga organização institucional - a «Montaria dos Lobos de SOAJO» -, quando a primeira, em muitos dos seus séculos de Portugal, visou primordialmente a protecção e conservação das florestas e de diversos animais silvestres nascidos e criados nas montanhas, montes e vales da «SERRA DE SOAJO» e restringida, apenas, à área territorial do extinto concelho de Soajo!

  Etc, etc,...  

Por todas estas razões e várias outras, os Soajeiros, em geral, não podem deixar de repudiar estas atitudes, manifestamente ATENTÓRIAS das VERDADES HISTÓRICAS E GEOGRÁFICAS relacionadas com SOAJO!

Não podiam esperar que TODOS nos remetessemos a um silêncio comprometedor da nossa dignidade de Soajeiros, perante os destemperos, falsidades, achincalhamentos e provocações ignóbeis, não REAGINDO, perante quem amesquinha a nossa Terra e suas gentes.

Devemos, no mínimo, reagir, pagando com os mesmos "XELINS" aos que  desprezam, humilham, desfeiteiam consagrados valores materiais e imateriais que muito VALEM, e que sobremaneira ESTIMAMOS E HONRAMOS POR SEREM GLÓRIAS imperecíveis de SOAJO que orgulham a terra dos soajeiros!

Basta, pois, de desconsiderações e de "roubalheiras" a Soajo!

Experimentem fazê-lo à VOSSA terra!...

Nem sequer querem respeitar o que está  sustentado na autenticidade das VERDADES DOCUMENTADAS e que, consistentemente, estruturam o notável e glorioso património contido na HISTÓRIA DE SOAJO.

A História e a Geografia, são ciências, e nestas só têm cabimento VERDADES!

Sabemos que alguns autarcas, pretendem agir como "políticos de mentiras", mas o rigor da CIÊNCIA coloca-os nos sítios que merecem...

Os nossos pais, os nossos antepassados, suadamente, foram construindo e afirmando, ao longo de milhares de anos, algo de muito RELEVANTE de que tanto se ORGULHARAM,  e de que se orgulham, presentemente, os SOAJEIROS que pensam e sentem SOAJO nas cinco partidas do mundo!

RECOMENDA-SE, POIS,  AO PRINCIPAL RESPONSÁVEL DA AUTARQUIA MUNICIPAL E ALGUNS "SENHORES AUTARCAS", PRUDÊNCIA, SERENIDADE, RESPEITO, JUSTEZA, HUMILDADE E ALGUMA BONDADE, PORQUE POR MUITAS MENOS RAZÕES DESCERAM OS SOAJEIROS, EM 1846, E NOUTRAS OCASIÕES, À TERRA DOS "GOZADORES" PARA AJUSTAREM MEÇAS!

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A obra literária "POVO QUE LAVAS NO RIO", do poeta PEDRO HOMEM DE MELO, fala da SERRA DE SOAJO, mas a "CASAMATASOAJO" insiste em querer destruir uma identidade vinda dos tempos medievais!

 

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Soajeiros, de todos os credos político-partidários, partiram da VILA DE SOAJO,  em caravana num dos primeiros anos de 2000, para a sede de um concelho a que o município de Soajo se uniu, forçadamente, por motivos "de conflitos entre soajeiros"!

Muito abandonado pelo lisboano "mordedor-mor" na aplicação de verbas dos fundos europeus e do orçamento estatal resolveram os SOAJEIROS não ficar quietos e calados!

No dia da digressão, o principal responsável, pelas escolhas feitas em decisões na Assembleia Municipal, por sua eficaz influência, e na execução camarária, foi para a rádio local MENTIR repetidas e sucessivas vezes, não para referir que as tropas chefiadas pelo general Pantoja se reorganizaram e que auxiliadas por poderosos soldados "estalinistas", iriam invadir a "VILA DOS MILHÕES", para a destruir novamente, como no século de 1600!

Como lhe pesou a consciência de que não deveria na vila, onde MILHÕES  gastava, tão exageradamente em obras sem que fossem prioritárias, enquanto a generalidade das freguesias não tinham ainda satisfeitas as necessidades básicas - os mínimos confortos -, acusou o "açambarcador" que TODAS E TODOS as SOJEIRAS(OS) foram doutrinados pelo "MAO TSE-TUNG" para desta forma impressionar os valdevezenses de todas as latitudes e longitudes.!

Desta vez, como que inventou que iria haver uma BATALHA a sério, causada pelos SOAJEIROS, portanto, não como a de 1141, entre os primos, Afonso VII e Henriques que, antes quiseram optar por um jogo do "bafordo" e um banquete, seguido de calorosos abraços na despedida, talvez, em território de «Santa Maria do Extremo de Malta da Portela do Vez», donde se avistava o CASTELO DE PENHA RAINHA/MONÇÃO!

A vila de Soajo, foi inúmeras vezes referida, ao longo de séculos, como se situando no sopé, ou seja, na base, da SERRA DE SOAJO, mas eis que o fundador da «CASAMATASOAJO», mentindo, paga e apregoa que o seu nome se deslocou para a serra "APENEDADA"!

Desta vez, recorremos aos escritos do poeta Pedro Homem de Melo que algumas vezes deliciou, através da RTP a alma do povo de Soajo e suas danças, descrevendo, primorosamente, em especial o «ESSE»  e o «SALTO»,  e interpretando este, como tendo algumas influências do "Fandango do Ribatejo".

Vivendo Pedro Homem de Melo, no Porto, com muita frequência subia ao Monte da Virgem, para nos estúdios da RTP, apresentar o folclore minhoto e pela sua escrita e oralidade a SERRA DE SOAJO nunca foi  por si "apenedada", como tem ousado mandar dizer um tal "franciscano, lisboano", que em malvadez e em malquerer à SERRA DE SOAJO e a SOAJO, continua imbatível...

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Os livros pagos com dinheiros municipais também serviram para neles inscrever a "apenedada" e, assim, contribuir para enfraquecer o nome da SERRA DE SOAJO!

Num dia de feira de artesanato na Vila de SOAJO, o "mordedor-mor" assistiu à queimada no Pelourinho, como resposta ao seu AGRAVO por aqueles que não aceitaram tão ofensiva mordidela numa jóia com o glorioso nome: SERRA DE SOAJO! 

O saber, a cultura, que ilustres PORTUGUESES, do Minho aos Açores, deixaram GRAVADA como um nome para sempre, de que é exemplo relevante o do açoriano, presidente Teófilo Braga, vulto das letras e da fundação da República Portuguesa, quer o "lisboano, franciscano" morder para o fazer debilitar, sangrando...

TAL COMO A VILA DE VIANA DO CASTELO, SOAJO, VILA E SERRA, FOI UMA DAS TERRAS REFERIDAS, EM 1670, DE ENTRE AS APENAS SETE ESCOLHIDAS NO ALTO MINHO! QUE MARAVILHOSA SELECÇÃO SEM RECURSO A AVULTADOS CUSTOS EM TELEFONEMAS!

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Carregando uma "lasca", ou, para outros, uma "pedra triangular", porque, ao que parece, os negativistas, desconhecem uma mistura de figuras geométricas em que mais sobressai um volume prismático de base triangular! 

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Os chapéus tricónios, muito usados, sobretudo pelos monteiros nobres, no século de 1500, no vizinho país dos REIS, FILIPES, pelos vistos não se adequam a um  pelourinho com notável valor simbólico!

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No primeiro mapa geográfico de Portugal, foram divulgadas toponímias relevantes no século de 150O, mas não se esqueceram da VILA DE SOAJO, nem da SERRA DE SOAJO, mas, ESQUECERAM-SE, quer da RICA, DE VALDEVEZ - QUE COMEU quase toda a "GORDA DOS FUNDOS EUROPEUS" -, quer do famoso RIO que a banha!

MAS, A MAGRINHA DAS MIGALHAS, SOAJO, QUE ERA PARA NÃO TER FORAL, EM 1514, POR SER MUITO POBRE, DESCONHECIDA E DE ACESSO MAIS DIFÍCIL DO QUE CHEGAR À LUA, SEM LUNÁTICOS, o FORAL PODIA NÃO TER CHEGADO à pobrezinha, segundo ENSINARAM à medievalista Paula Pinto Costa, na escola "casamatasoajo"!

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VIANA DO CASTELO, Caminha, Ponte do Lima, SOAJO, Valença, Monção e Melgaço, numa LISTA DE SETE NOMES NOTÁVEIS do actual distrito de Viana em 1670!

SOAJO, de destacada serra, de grandioso PARQUE REAL DE NATUREZA, de HEROICOS BATALHADORES, NA RESTAURAÇÃO DE PORTUGAL INDEPENDENTE, com  NOME  TÃO RECONHECIDO!

MAS, EIS QUE, EM 1852, VALDEVEZENSES, DESGRAÇARAM-NO...DEVIDO AO APROVEITAMENTO DE LUTAS FRATERNAS ENTRE SOAJEIROS!

Mas onde está a "NOTÁVEL" terra, onde o MUNDO SE FEZ? 

Onde se vê o LINDO CENÁRIO DO GERÊS, enquadrando o "VALE DO TALVEZ"?

O «SOAIO MONTI NOMEN» e o burgo de «SOAIO» [Soajo] - dois nomes em língua romana,  vulgarmente, chamado o fisicamente geográfico por «SERRA DE SOAJO» -  foram, em 1670, por causa do nome da serra, tão DESTACADOS! 

Alguns (poucos) mentirosos valdevezenses, com influências, pediram para ser atacado o "gereseano SOAJO" com o intuito de MATAREM o nome da serra que era a mais célebre identidade que deu ou derivou do único nome Soajo, em Portugal!

A vila de Ponte do Lima, sede de comarca a que pertencia a «vila, município e  montaria real de Soajo», em 1670, é uma das referenciadas nas 19 (dezanove) designações apresentadas no território, actualmente, enquadrado no Minho, Trás os Montes e Alto Douro e parte do Douro Litoral

Não foi feita qualquer alusão à «vila e concelho de Valdevez», o que bem contraria que o conteúdo do slogan, "Terra de Valdevez onde Portugal se fez", não passa de uma invenção falsa e enganadora!

Nesta lista de  NOMES, sonantes tidos por notáveis, quase todos se referem às cidades e às vilas à época consideradas como mais importantes, pois que apenas duas designações, se referem a ACIDENTES GEOGRÁFICOS - FORMAS DE RELEVO do solo - nestas regiões de Portugal, sob as denominações: «SERRA DE SOAJO» e a SERRA DO MARÃO! 

A serra do Marão, ao tempo da antiga Lusitânia, conquistada pelos ROMANOS, era conhecida por HERMINIO MENOR, ou "ARAMINHA, ou, ainda "Harmenho", este último, significando em linguagem romana, áspero, segundo escreveu, em 1942, o professor no Liceu Camões, de Lisboa, Augusto do Nascimento, numa Geografia de Portugal, da sua autoria para uso no ensino secundário.

Não sabemos como é que se dizia em língua romana o monte da SERRA DE SOAJO, que se chama Outeiro Maior, onde descobriram recentemente as ruínas de extensa CONSTRUÇÃO ROMANA que, o poder valdevezense vai apoiar para se saber se nela há, "tesouros romanos" ou se um "pote de libras de uma moura desencantada"!

Se houver, apesar de se situar de facto, ainda que não no falseado mapa das freguesias do município construído à custa também do ex-município de Soajo, por causa de mais batotas do poder valdevezense, a freguesia de Soajo, ficará "a ver navios", deixando que o tesouro fique para os "bandidos"!...

Também o nome do "meco do Pedrinho", situado na serra de SOAJO, ninguém ainda  descobriu, se na língua latina, se designava, ou não, por "parvus saxum"!

Embora  defendido e justificado não como "BADAMECO" ( vade mecum) pelo suíço  Paul Choffat, o tal que desviou, por encomenda, de um "sabidola" valdevezense, o «SUAIUM MONTI NOMEN», ou, do muito usado por vulgarizado, «SIERRA DE SOAIO», para dar nome aos montes a sul do Lima que desde muito antigamente se chamava AMARELA! 

Ao nome com séculos de AMARELA escreveu também o ignorentão suíço, CHAUFFAT, que a serra também se denominava por «SERRA DA LOURIÇA», por causa de outro não "BADAMECO", sinal geodésico de primeira ordem, não no PEDRINHO (falsa Peneda),  mas também assinalado na mesma CARTA GEOGRÁFICA DE PORTUGAL, de 1865, mas  na montanha «LOURIÇA», que se situa na serra AMARELA!

Com critério sustentado em desconhecimentos o artista desastroso, Choffat, quis passar nomes com muito séculos, de amplitude GERAL, para locais  RESTRITOS, CIRCUNSCRITOS, de meros  "MECOS" geodésicos, construídos no século dezanove!  Imbatível, o suíço, nestas matérias de INCRÍVEIS DISPARATES... 

Consta da sobredita lista, a vila de Guimarães, que a verdadeira HISTÓRIA DE PORTUGAL reza que foi berço do Condado Portucalense, mas só depois da Condessa Mumadona Dias ter fundado um convento e mandado construir o castelo de Guimarães, onde se acolheu o conde D. Henrique e a mãe do primeiro rei de Portugal.

A esta povoação de "VIMARANES" tem sido reconhecida como berço, na historiografia, e, assim sendo, é razoável o orgulho dos vimaranenses em sustentarem para a sua terra a divisa: «AQUI NASCEU PORTUGAL»!

A vila de Guimarães figura na lista dos dezanove nomes expressivamente AVULTADOS, bem como os nomes das vilas, depois tidas apenas como simplesmente minhotas: Viana, Ponte de Lima, Caminha, Valença, Monção e Melgaço. 

Os sábios, "SABIDOLAS", sem um único documento ousaram falar da "BATALHA DE ARCOS DE VALDEVEZ"  travada na inventada "Veiga da Matança de grilos", EM QUE "ARCOS" não havia, mas em que  o imaginoso pároco de Paçô, em 1758, concebeu um "ALTAR", para "milagre" agradecer, porventura, sentidamente, embora, a MALTA GUERREIRA SEM BATALHA TRAVAR, QUISESSE COM CULTO, LENDA ANIMAR!...  

Claro que nos "CENTENÁRIOS", DA RESTAURAÇÃO DE PORTUGAL, EM 1940, RECEBEU O PODER VALDEVEZENSE, OU VICELIANO, O PARECER DE INSTITUIÇÃO COMPETENTE QUE, TAL, COMO OS MONÇANENSES, PODIAM FESTEJAR O "JOGO DO BAFÚRDIO", PORQUE O LOCAL DO ENCONTRO DOS ABRAÇOS DOS PRIMOS AFONSO, FOI NA PORTELA DO VEZ, À VISTA DO CASTELO ROQUEIRO DE PENHA RAÍNHA, PRESENTEMENTE, NA FREGUESIA DE ABEDIM, MUNICÍPIO DE MONÇÃO, MAS JÁ, NA ALTURA DE 1940, SEM VESTÍGIOS MÍNIMOS DA ANTIGA FORTALEZA...

O pobrezinho Soajo, tão simpaticamente adjectivado pela historiadora de tão interessantes partes romanceadas, com critérios de materialidade enviesada, tinha, afinal, UMA GRANDIOSA  ALMA para figurar entre DEZANOVE NOMES de terras destacadas, ou, na lista dos SETE vianenses!

A «MONTARIA REAL DE SOAJO» É CLARAMENTE ENTENDIDA NA SUA ESSÊNCIA E PROPÓSITOS COMO PARQUE DE PROTECÇÃO DA NATUREZA, QUER NA HISTÓRIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DE PORTUGAL, QUER NOUTRAS OBRAS E DOCUMENTOS OFICIAIS

 

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Da obra literária do Padre José Arieiro, intitulada por «Real Irmandade de Nossa Senhora da Peneda», editada em 1996, extraímos a imagem seguinte, relativa à abordagem do livro de actas mais antigo,  referência que não fez o Padre Bernardo Pintor, apesar de mencionar também o mesmo elenco de mesários eleitos, no seu livro publicado em 1976 que designou por «Santuário da Senhora da Peneda - Uma Jóia do Alto Minho».

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Em 1829, o Santuário de Nossa Senhora da Peneda situava-se administrativamente no «CONCELHO DA MONTARIA DE SOAJO»!

Interpretar a antiga «MONTARIA REAL DE SOAJO» como uma batida aos lobos, é um disparate...

O leitor mais atento, esclarecido e sabedor poderá perguntar: - Então, se os Soajeiros e a Câmara de Soajo fizeram uma representação (abaixo-assinado) ao rei D. João VI, em 1821, cujos efeitos se traduziram na extinção, quer dos cargos de guardas, designados em geral por monteiros, quer as montarias do país, devidamente demarcadas, como pôde subsistir, em 1829, a Montaria Real de Soajo?

Em 1828, D. Miguel assumiu-se como REI ABSOLUTO faltando aos compromissos de obediência à Carta Constitucional.

Aproveitariam, ao que parece, os SOAJEIROS partidários do REI USURPADOR que não teriam ficado satisfeitos, em 1821, com a perda dos privilégios como funcionários monteiros e, pediriam a reposição da MONTARIA REAL...

A vitória dos liberais sobre os conservadores  nas renhidas lutas civis de 1832/1834, levaram para o exílio D. Miguel, e o regime constitucional foi reposto, pelo que a MONTARIA REAL DE SOAJO, acabou por ser definitivamente extinta.

Só a montaria dos lobos continuou com sede na vila de Soajo para se fazerem as batidas, embora dirigidas por outras entidades com o desaparecimento do monteiro-mor que acumulava as funções da Real Montaria com as operações de promover, organizar e dirigir as batidas na SERRA DE SOAJO, na qual antigos moradores e monteiros instalaram equipamentos para apanhar os lobos e outros bichos.  

Mas os "sábios" da actualidade, pelos vistos interpretam que o concelho de Soajo pertencia a uma "reserva dos grilos"! Inventada esta, na "casamatasoajo", tão ao gosto da orientação indirecta de um lisboano, para os "grilos" se acomodarem...

Não se entende porque amesquinham Soajo, uma terra concelhia que muito contribuiu para dar muito mais importância e riqueza ao município alargado que influentes valdevezenses, da década de 1850, conseguiram anexar.

Os Soajeiros que repudiam as vergonhosas posturas contra a sua apaixonada Mãe-Terra, é que são os deselegantes!... 

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Na imagem seguinte pode observar-se que «montaria real de Soajo» era uma expressão oficial, tal como «montaria de el-Rei», e, por tal, foi adequado referir no brasão exposto acima, «PARQUE NATURAL D´EL-REI».

Como abaixo se refere, a palavra «parque» foi um vocábulo novo, em 1971, porém com significado idêntico...

Também à época de 1829, não se usava a expressão «livro de actas» como nos nossos dias, mas sim «livro para os acordãos», contudo destinavam-se a funções e objectivos semelhantes.

Também é pertinente referir que, embora se diga «demarcação do lugar» no texto a seguir fotocopiado, a palavra «lugar» não deve ser entendida como uma povoação, mas sim a significar o território administrativo do «concelho e montaria de Soajo». 

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Nos textos seguintes, retirados da «História da Administração Pública» da autoria de Henrique de Gama Barros, pode ver-se que a palavra «monteiro» é aplicada no sentido, não de caçador, mas de oficial (funcionário), ou seja, "empregado público", que se dedicava a vigiar as montarias, coutadas e protegidas.

Também, de facto, a palavra «montaria», não era usada no sentido de caçada ou batida, mas como «comarca» ou «circunscrição administrativa», ou, ainda, como «coutada», dentro da qual se preservavam e protegiam os animas e as florestas.

Os guardas - monteiros -, funcionários administrativos nas montarias para funções de vigilância nas áreas protegidas,  não eram, portanto, tomados como caçadores.

 

A palavra monteiro, tal como coutada, podem ter significados diferentes conforme os contextos, embora se pronunciem e escrevam da mesma  maneira.

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Quando se fala em comarcas, nos últimos séculos, associa-se a palavra a divisão judicial e administrativa, mas nos tempos da monarquia medieval podia significar área administrativa territorial onde os guardas, monteiros, exerciam as suas autoridades para defesa, principalmente, de animais e florestas.

O que temos como certo é que se falarmos, na actualidade de 2019, em «montaria», pensamos em caça grossa e, não numa instituição administrativa com um território, animais e arvoredos em que autoridades exerceram poderes para atingir determinados objectivos.

No século XX, para referir a conservação e a protecção da natureza, não se optou no continente português pelo termo «montaria», adoptaram o termo "parque" muito divulgado já noutros países e até nalgumas antigas colónias portuguesas. 

Também é verdade que, se falarmos em «parque», vários sentidos pode ter esta palavra...

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O visconde de Vila Nova de Cerveira possuiu na freguesia de Gondoriz, concelho de A. de Valdevez/ Viana do Castelo, uma «reserva de caça», porém, esta nunca esteve integrada na Montaria Mor do Reino, e nunca teve monteiros guardadores, com privilégios concedidos pelos reis portugueses, nem foi uma comarca ou circunscrição administrativa com um monteiro-mor, etc. Alguém apresentará, a não ser, talvez, o castrejo da "tese para pequeninos", um documento oficial que refira "MONTARIA DE GONDORIZ", como comarca?

Várias autores focaram que a Real Montaria de Soajo teve a sua sede na Vila de Soajo, a partir da altura em que o concelho de Soajo passou a ter uma sede!

Inúmeros documentos oficiais referem «MONTARIA DA VILA DE SOAJO» a partir, do século de 1600, não como montaria no sentido de caçada, mas no sentido de PARQUE DE CONSERVAÇÃO E PROTECÇÃO DA NATUREZA!

Só um PARQUE NACIONAL SOAJO-GERÊS é que dará continuidade à notável e multissecular instituição que foi a   «MONTARIA REAL DE SOAJO»!

Mas alguns valdevezenses que "compraram" por grossa maquia os lugares perpétuos nas cadeiras do poder municipal não querem que outros simpatizantes da mesma organização partidária os substituam.... Eles querem continuar a comer tudo...