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Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

CENSUROU O «CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO»!

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            Monumento « MEMORIAL DE FACTOS HISTÓRICOS DE SOAJO»

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                               Estátua do «CÃO SABUJO DA SERRA DE SOAJO»

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 A prova de que, em 6 de Fevereiro de 2003, eu consultei o Arquivo do Monteiro-Mor do Reino  de Portugal, na Torre do Tombo!. Incrivelmente, quem aldrabou, quem mentiu, foi o castrejo que quer defender o nome errado "cão castro-laboreiro" e negar o verdadeiro nome: «CÃO DE SOAJO»!

O cão da SERRA DE SOAJO é claramente um «Sabujo»como escreveu o autor do estalão Professor Manuel Fernandes Marques, bem como o saudoso Padre Aníbal Rodrigues!

Quem tem, ao longo dos muitos séculos de Portugal, DOCUMENTOS, sobre o cão Sabujo, é Soajo, antes do foral do concelho concedido em 1514, como ainda nos séculos seguintes!

O grande aldrabão, até teve o atrevimento de mentir sobre esta visita à Torre do Tombo! Inacreditável...

Mas um residente em Soajo, não natural de Soajo, recomendou as aldrabices de um tal Rodrigues, nascido em Castro, sobre uns artigos deste "Lérias", sobre o mesmo cão que não desejaria que fosse sabujo!

Revelou, também, muita lata o conselheiro Serra Lopes residente numa moradia duma encosta da «SERRA DE SOAJO»!

 

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                         No monumento à «SERRA DE SOAJO»,está esta inscrição

 

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             Uma interessante vista da «vila de Soajo»

 

 

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  Vista parcial da Serra de Soajo, onde se observa uma das paredes do FOJO da «Fonte das Forcadas» tirada do local da freguesia de Soajo onde nasce o ribeiro ou corga das Forcadas para depois passar nas "poldras de BIZCONDE" que é sítio de fronteira entre Soajo e Cabreiro conforme reza o tombo paroquial de 1795! Mas o CAOP não respeita o que correctamente consta no Tombo de Cabreiro e que está em conformidade com o tombo de Soajo elaborado no mesmo ano! 

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                          Uma rua da cidade do Porto  é dedicada à Serra de Soajo!

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 SEGUE O TEXTO DO TÍTULO ACIMA EXPOSTO:

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Quem vive, actualmente, em Soajo numa casa com belas vistas para a serra Amarela devia saber que ao servir-se do último «DICIONÁRIO PRÁTICO ILUSTRADO» editado pela «LELLO & IRMÃO – EDITORES» está a ver na margem sul do Lima, não a Amarela, mas a «Serra de Suajo» expressivamente apresentada no mapa de Portugal a cores!  Mas se consultar as diversas edições até 1972 no mapa de Portugal nelas contido não sabe como se chama a serra a sul do Lima. Porém, olhando-as passa a saber que a casa de Serra Lopes fica situada na única serra nelas apontadas, que é a «SERRA DE SOAJO»! Como o que vale, segundo Serra Lopes, é o último nome da serra usado, então este homem com o seu «alter ego» de sabichão, se fosse professor de Geografia na escola militar onde ensinou, enganaria os seus alunos dizendo que a sua casa foi construída na “serra da Peneda”, e que tem umas óptimas vistas para a serra a sul do Lima, isto é, para a «Serra de Suajo»!

 Já que manifesta tanta sensibilidade perante os assuntos da Serra de Soajo, não quererá contactar a editora do actual dicionário Lello, outrora ligada à famosa livraria do Porto, para lhe propor a substituição do nome serra Amarela, ou serra de Suajo, para “serra Lopes”!

Na matéria do «cão sabujo da serra de Soajo» está Serra Lopes também muito iludido, em grande parte pelas intoxicações das tretas do Lérias de Castro Laboreiro! Mas deseja ainda que mais pessoas o estejam ao recomendar as patetices escritas para as aprenderem, lendo-as! É pena que algumas instituições e alguns criadores que comercializam o cão, e outros reprodutores de falsidades, a quem enviei detalhada réplica, não ponham à disposição de Serra Lopes a crítica que reputo arrasante sobre as muitas falsidades que o intoxicam, como sucede com alguns outros leitores das «20 páginas»! É lamentável que o Rodrigues das rafeirices não aceite o desafio que lhe fiz para acabar com as injustas, malévolas e absurdas acusações que me fez. Documento entretanto encontrado, e uma ida à Biblioteca Nacional, plenamente demonstram que quem é o verdadeiro mentiroso é o Rodrigues das tretas! Convença, Serra Lopes, Rodrigues, para aceitar a minha proposta, que eu dou-lhe metade do prémio que iria receber do mentiroso que ousou lançar mão de baixezas inacreditáveis!

As minhas mais do que duzentas páginas de textos sobre o tema só não convencem pessoas que estão de má-fé contra Soajo!

Serra Lopes talvez, ingenuamente, pretenda que apenas o cão de Soajo fosse o sabujo peninsular ou ibérico, isto é, o sabujo geral de dois países, e que o do nome falseado para “Castro Laboreiro”, não seja cão sabujo de Soajo! Os dados disponíveis contraditam em absoluto esta descabelada versão de não ser cão sabujo, e os escritos do Padre Aníbal e do autor da estandardização deste cão não admitem minimamente que o cão não seja um especial SABUJO! As tretas do Lérias só convencem ingénuos, mal informados ou mal formados!

Saiba, Serra Lopes, que as investigações históricas que fiz, serviram e servem para desenterrar do esquecimento factos muito relevantes e de grande interesse para Soajo e, também para os Soajeiros que prezam este atributo. Estiveram ignoradas mas, felizmente, foram os conteúdos publicados para as colocar no futuro! Deste modo outra fase apareceu para também expurgar as impregnadas falsidades nas narrativas sobre um cão que permaneceu ligado a Soajo ao longo de tantos séculos!

Passando a comentar o desbravado “comentário” de Serra Lopes começo por lhe dizer que discordar não é eticamente reprovável, mas mentir é feio! De facto dizer que assistiu no campo da feira à «descarga de dois enormes cães de pedra destinados a uma estátua» é mentira, porque só foi descarregado o que está no monumento que glorifica o cão que permitiu alcançar marcantes benesses aos Soajeiros de todo o antigo município de Soajo! Diz que ficou «chocado», mas devia ter ficado alegrado se gostasse verdadeiramente de Soajo, ou se não estivesse nesta matéria com tanta falta de lucidez! Será que a mesma simbólica relíquia histórica que consta no brasão de Soajo, também o incomoda? Estranhamente argumenta que outras raças portuguesas não tiveram a honra de uma estátua, para tentar persuadir que o «cão da serra de Soajo», nome que nega, talvez por adesão às batotas, às aldrabices do Prof. Manuel Fernandes Marques! Este não negou o nome das outras raças citadas por Serra Lopes e que também foram estandardizadas pelo professor e autor de quatro estalões de raças caninas portuguesas! Quer dizer que, por outros não terem a iniciativa de as honrar, então em Soajo, como que seria também proibido exaltar o cão mais documentado em Portugal no decurso dos séculos. De facto, o «cão da Serra de Soajo» foi o único que mereceu especial protecção, em 1401, pelo rei D. João I, e que sucessivamente foi confirmada pelos reis de Portugal até 1832!

Mas Serra Lopes, erra ou mente porque, pelos menos, na praia da cidade de Albufeira o «cão de água português», mereceu dos autarcas locais a consagração artística junto aos pescadores algarvios esculpidos!

 Talvez que a pequena cachorra sabuja, que viajou com o grande e valente «cão sabujo da serra de Soajo», um dia possa alinhar ao lado de um «Soajeiro», emigrante, lavrador e pastor da serra de Soajo! Alguém com os miolos no sítio, permitiu consagração do «Soajeiro» no Museu Etnológico Português, situado na cidade de Lisboa, localidade que Serra Lopes tão bem conhece!

Afirma Serra Lopes que não existe a raça «cão serra de Soajo», mas está enganado, porque foi enganado, devido à leviandade e batotice do Professor Manuel F. Marques. Talvez, julgando que ninguém investigaria as fontes de que se socorreu, e o que delas extraiu, lhe permitissem negar o nome consagrado nas obras que consultou, sobretudo as do inicio do século XVIII, sem que fossem descobertas as suas batotas! De facto Manuel Marques ao concluir das obras que consultou que este cão sabujo foi nesta época de 1700 muito «apreciado pelo seu poderoso domínio», bem mostrou, através destas palavras da sua total lavra, que aldrabou porque elas resultam de textos objectivamente dedicados a Soajo! Mas, mesmo assim, não teve vergonha de negar o nome «cão de Soajo» e atribuí-los ao mesmo cão deturpando e ligando o nome do cão a “castro-laboreiro”! Descreveu-o como «cão sabujo» e, mais disse que, habitava também na serra de Soajo!

 O reverendo Padre Aníbal Rodrigues natural e pároco em Castro Laboreiro descreveu-o também como sabujo e parece que me disse que com ele caçaram os antigos frequentemente, reputando-lhe qualidades excepcionais na caça!

Sob o ponto de vista biológico existe a raça «cão sabujo da serra de Soajo», mas o que não existe é oficialmente este nome, mas devia existir como existiu, se não fossem os erros, as aldrabices, as batotices de Manuel Marques!

Por tudo isso é necessário lutar em defesa da verdade, limpando as mentiras e os erros dos que copiam! E a estátua ao famoso cão contribuirá, estamos certos, para derrubar as mentiras e exaltar o cão mais pretendido pela Coroa de Portugal e pelos reis para os serviços que entenderam prestar-lhes nos diversos séculos da monarquia!

 

Quanto ao erro existente no monumento “Memorial de Factos Históricos de Soajo», Serra Lopes, não quis distinguir : altura de uma serra, da altitude de uma serra! Bem sabe, Serra Lopes, que se a altura máxima da sua casa for por hipótese de vinte metros, se fosse possível deslocá-la para o local de mais baixo nível da base da serra de Soajo, a sua altura continuava a ser a mesma, mas a altitude da sua casa baixaria de uns supostos trezentos e oitenta metros para cerca de cinquenta metros. Mas se fosse mudada para a Pedrada a altitude máxima subiria para cerca de 1436 metros.

 Embora, a serra da Estrela que no monumento é referida como sendo a serra de maior altitude de Portugal, aspecto que não referiu S. Lopes, em termos de altura, elevada da base da serra, a situação é bem diferente. Os supostos 1,70 m de altura de S. Lopes são os mesmos à beira-mar ou no ponto de máxima altitude da Estrela, mas o alto da sua cabeça está a substanciais diferenças de altitude nestes dos sítios, atingindo na Pedrada, 1417,7 metros! Bem sei que a consideração da extensão territorial de uma serra pode gerar controvérsias na medição das alturas, mas também custa a aceitar que, por exemplo, a serra do Larouco com os seus 1525 m de altitude, comparados com os 528 m da serra de Sintra, possa trazer à mente das pessoas que a do Larouco tem uma altura de cerca de mais 1000 m, quando na realidade em termos de elevação acima da base tem relativamente pouca mais altura que a de Sintra! Já escreveu alguma vez, Serra Lopes, sobre as patacoadas gritantes, essas sim chocantes, da troca do nome da serra, feita pelos catedráticos Amorim Girão, Orlando Ribeiro, Raquel Soeiro de Brito, e outros! Esta última senhora até fez citação do livro do grande investigador e professor H. Lautensach, onde constavam as serras de Soajo, Gerês e Marão, e fez como Manuel Marques, agora não trocando o nome do cão dos textos a que recorreu, mas sim o nome da serra! Efectivamente, Raquel de Brito, ao trocar «Soajo» do texto que transcreveu, para «Peneda», cometeu gravíssima desonestidade intelectual! As serras que André de Resende em latim designou por «Soagium, Jurez e Maranus», mudaram para Saxum (Peneda) Jurez e Maranus, segundo a batotice desta ex-reitora da Universidade Nova de Lisboa?!

Susanne Daveau, geógrafa, da Universidade de Lisboa, fez a pesquisa dos nomes que as serras portuguesas tiveram, ao longo dos séculos XVI e XVII, sendo a serra de Soajo a mais citada! Todavia, escreveu que na actualidade se chama, exclusivamente, “serra da Peneda”! Instada por mim, tentou fazer a defesa com base numa referência ao pagamento de tributos aos reis das «pastagens da Peneda», desconhecendo que tal só se devia pelo facto de a Câmara Municipal de Soajo as arrendar! Isto permitiu que os gados de habitantes de outros concelhos as usassem, mas apenas numa pequena parte da serra de Soajo, conforme documento de 1650 nos elucida. Como só os rendimentos gerados pelos Soajeiros estavam isentos de impostos, estes sendo tributados mereceram referência especial!

Também a geógrafa Maria Fernanda Alegria, fez batota em «Cartografia Antiga de Portugal Continental» omitido a «Serra de Soajo» apresentada por Adriano Balbi apesar de este a ter considerado como uma serra notável de Portugal! Mas copiou os dois erros/mentiras de Gerardo Pery!

Temos consciência que o perímetro da base da serra, maior ou menor, e a medida da elevação diferenciada entre a cota máxima e mínima levanta alguns problemas, e por via disto é que se usa o critério da altitude, se bem que este método levante também dificuldades de comparabilidade entre as serras.

 Desconhecerá, Serra Lopes, que cientistas como Link, Leite de Vasconcelos, Martins Sarmento, estiveram no santuário da Peneda no séc. XIX, e localizaram-se só na serra de Soajo? Também, em 1894, o notável naturalista e silvicultor, Adolfo Moller, nascido em Lisboa, veio estudar a fauna da «Serra de Suajo», incluindo nestas os montes da Peneda, da Gavieira, muito anos depois de ter exercido o cargo de Administrador Geral das Matas do Reino, ou seja das Florestas Nacionais, como se diria em terminologia actual!

 Na esteira do silvicultor Eugénio de Castro Caldas, os Soajeiros não falam o português de Portugal! Falam sim o português da Serra da Peneda, pasme o caro leitor! Talvez para imitarem os castrejos que vieram trabalhar para a construção do santuário da Peneda, não em Montalegre, nem em Sistelo (por deturpação), mas no município de Soajo! O Prof. Castro Caldas, foi também responsável pela escolha do nome do Parque Nacional, mas como "gostava" muito de Soajo e dos Soajeiros, disse que o antigo parque da natureza - Montaria Real de Soajo - adquiriu o nome, não se riam, do nome “serra da Peneda”! Preocupou-se em defender que Soajo nunca fora vila, seguindo Félix Alves Pereira que, de facto o afirmou, mas esqueceu-se de dizer que este só se valeu de documentos anteriores a 1500! Se continuasse a observar os documentos emitidos pelos reis de Portugal verificaria que a partir da década de 1530 depararia que no concelho de Soajo que já havia uma vila! Muito curioso, deveras interessante, foi Castro Caldas apresentar quatro versões sobre o nome da serra de Soajo em função dos textos das obras que ia reproduzindo. Mas destes quatro nomes alternativos escolheu, no que foi da sua lavra, para atacar Soajo, o nome aldrabado “serra da Peneda”, apesar do Dr. Félix Alves Pereira, ter chamado à atenção para o grave erro resultante da troca da montanha do “Pedrinho” por “Peneda”, aquando da colocação dos marcos geodésicos na segunda metade do século XIX! Quer dizer para menosprezar Soajo seguiu Alves Pereira, mas para escolher o nome da serra desprezou o que rigorosamente DEFENDEU o relator do texto que fez com que as antas da serra, em 1910, se categorizassem como monumento nacional, com a designação «ANTAS DA SERRA DE SOAJO»!

 Mas esqueceu-se também Castro Caldas de dizer na mesma linha de coerência, que o nome Terra de Valdevez, resultou do VALE DO RIO MINHO!

 O mais célebre dos juízes de Soajo foi, segundo Castro Caldas, o juiz «João Cangosta», nome inventado por Teixeira de Queirós, que nunca ninguém usou. O do vereador em Soajo, no ano de 1819, e depois juiz de Soajo, em 1822, com o nome verdadeiro de Manuel Domingues Sarramalho, não se deve usar porque embora seja um nome comprovado e um facto histórico não se coaduna com a invencionice “de uma Lenda”!

 O presidente da Câmara Municipal de Soajo, João Manuel Domingues, assassinado em 1838, no terreiro do santuário da Peneda por Tomás Condesso, do lugar de Quingostas, usava como nome oficial, o de “Marado”, e assim passará para a história local, por outra invencionice do rebaptismo de Castro Caldas, plasmada na «monumental obra» (sic) de ficções históricas, cujo título é “Terra de Valdevez e Montaria de Soajo”! Todos os documentos oficiais de instituições governamentais, judiciais e militares envolvidas na trama do assassinato e prisão do quadrilheiro Tomás, não merecem ser respeitados?!

 Mas quem quer que, correctas identidades de Soajo e os bons nomes de destacados Soajeiros, continuem conspurcados é Jorge Lage, porque quem bem os defende e nada engana, é o sabichão Serra Lopes, e sem “alter ego”! Mas recomenda a outros, tóxicos, sem novos “chiqueiros”, nada nojentos!

Não fiquem deslumbrados com tanta eloquência e sigam pois as sugestões do “capitão-mor” Serra Lopes, porque com ele não são enganados, pois quem engana é um simples “sargento-menor” carregado de «alter ego»!

Continuemos a apreciar mais interessantes argumentos apresentados pelo dotado Serra Lopes! Elucida os seus leitores com uma novidade notável retirada de um dicionário que «um sabujo é um cão de caça»! Como Serra ainda anda a gatinhar nestes domínios devia saber que o sabujo não era na Idade Média um mero cão de caça, porque o então chamado «podengo de mostra», por exemplo, também o era, mas não de caça grossa! Não quis Serra entrar com o meu contraditório no Notícias dos Arcos, e saber que o sabujo de Soajo não era o Espanhol e por isso mesmo é que em 2011 o considerei com cão sabujo de Soajo ou cão sabujo português, antes do Lérias de Castro vir contestar disparatadamente os meus artigos. Mas que culpa tem Portugal das batotas de Manuel Marques apesar de considerar o cão da serra de Soajo, localizado em Castro como sabujo! Serra Lopes que diga se era o sabujo peninsular ou se era um sabujo diferente! Se há e houve outros sabujos noutros países diferentes do Espanhol, e sabendo que havendo um sabujo nas montanhas do Alto Minho, segundo os entendimentos e considerações dos Soajeiros, ao longo dos séculos, de Manuel Marques e do Padre Aníbal Rodrigues, então não houve e há um sabujo português em Castro Laboreiro, Gavieira e Soajo?! Meu Deus porquê tanta miopia!

Em Gondomar, na vertente sul da serra Amarela, e em Vila Nova de Muia, do lado norte desta serra, tinham nos conventos sabujos, mas seriam do tipo espanhol, ou seriam da raça da serra de Soajo? Como ambas estas localidades ficam nas vizinhanças das montanhas de Soajo e do concelho de Soajo, alguém pode garantir, objectivamente, que os sabujos neles criados não eram os de Soajo? Como estes são cães de caça grossa e de guarda de gados e de casas, e muito mais possantes para agarrar os javalis e outros animais, do que os do tipo de sabujo espanhol, pois são muito mais pequenos e orelhudos, não seriam os sabujos do Soajo os preferidos, ou seriam os dos dois tipos?

O Soajo já antes da fundação de Portugal era uma terra de monteiros e de criação de gados, pelo que a criação de sabujos de «poderoso domínio» sobre as feras da serra de Soajo era uma exigência, porque imponentes montanhas de grandes inclinações facilitavam a vida aos lobos.

Outro grande disparate copiado por Serra Lopes do Lérias de Castro Laboreiro diz respeito ao facto de considerar que só a partir do foral de Soajo de 1514 é que se enviavam os cinco sabujos aos reis!

                         (continuará)                                            Jorge Lage