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Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

Da Universidade de Coimbra, um seu notável geógrafo, corrigiu o nome, "serra de Soajo", na Amarela, mas não o devolvendo ao seu próprio espaço de sempre, enganou muitos alunos, professores e autores!

 

As imagens a seguir demonstram as gravíssimas considerações sobre a SERRA DE SOAJO escritas e/ou reproduzidas por Amorim Girão, em 1915 e 1941!  De quem fez, em 1922, o primeiro doutoramento do país no campo das Ciências Geográficas, esperava-se outro rigor sobre a relevante identidade da SERRA DE SOAJO. 

O resultado dos seus escritos foi equivalente a lançar pelo rio "TALVEZ" abaixo, em 1941,  o nome da SERRA DE SOAJO, afogando-o...

O académico Amorim Girão lamentou, em 1941, a mediocridade de CHOFFAT, mas, ele próprio, foi ainda mais excessivo para o abate do nome da serra de SOAJO...

Iremos demonstrar os seus DISPARATES recorrendo aos elementos a seguir que, quase por si,  documentam que GIRÃO foi um enganador que muito PREJUDICOU a identidade que ao longo dos séculos sempre esteve ligada ao antigo CONCELHO E MONTARIA DE SOAJO...

Com Girão  o nome SOAJO, de facto, desapareceria por COMPLETO e, seria diminuída, com a sua duvidosa falta de conhecimento, a altitude máxima de 1416 m  para 1373 m! 

Foram  ABERRAÇÕES inacreditáveis as incompetências do primeiro catedrático em Geografia na Universidade de Coimbra, sob os aspectos aqui considerados, pois nada disse de jeito sobre a serra de  SOAJO...

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Um monumento à SERRA DE SOAJO, identidade que foi objecto de ataques após a conquista do município da vila de Soajo, em 1852, no governo civil de Viana do Castelo, presidido pelo valdevezense Gaspar A. Gama.DSCF5055.JPG

No ano lectivo de 1915/16, Aristides de Amorim Girão adquiria o grau de bacharel, no primeiro curso de Ciências Históricas e Geográficas ministrado na Universidade de Coimbra. A publicação da sua Geografia Física foi feita na altura em que frequentava o último ano do seu curso...

Nessa época já faziam escola os escritos publicados por Choffat, daí ser muito influenciado Girão, pelos disparates que reproduziu na sua obra de 1915. 

 

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O inventado sistema "Galaico-Duriense" por Choffat está acolhido neste texto extraído da Geografia Física, da autoria de Amorim Girão, onde a SERRA DE SOAJO, foi identidade preferida como sinónima de SERRA AMARELA!

Qualquer leitor, mais ou menos culto nas matérias de relevo do solo de Portugal, perante os nomes das serras, apontados neste texto,  a norte do rio Douro, convence-se que este «SUAJO» não dá nome ao espaço da AMARELA. 

Pura ilusão, pois, de facto, persuade, em aparência, que não é senão um nome de uma suposta serra a norte do rio Lima e a sul da falseada denominação da Peneda, nome este originado, em 1875, por G. Pery, inicialmente, no MARCO GEODÉSICO DA MONTANHA DO PEDRINHO.

Por estas ilusões a SERRA DE SOAJO foi divida por alguns dos iludidos, ou enganados, em DUAS SERRAS...

Contudo, Choffat, em 1907, começou a divulgar a suposta "Serra da Peneda" como nome único e geral da serra a norte do Lima, e tendo como altitude máxima no sítio da Pedrada, na montanha do Outeiro Maior 1415 m, retirando do "Castelo do Pedrinho", ou "Torre do Pedrinho" por se situar verdadeiramente na montanha do Pedrinho (embora designado em mapas geográficos falsamente por "Peneda")  a culminação  geral da serra a 1373 m.

O nome SERRA DE SOAJO que nos séculos anteriores era usado para caracterizar as serras de Portugal mais importantes, foi  concorrer como alternativo, NÃO COM O FALSO, mas com o da SERRA AMARELA!

 

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Amorim Girão, em 1915, copia a matança no seu espaço físico do nome SERRA DE SOAJO, feita por Choffat, mas em 194I caustica os DISPATATES deste geólogo!

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De facto, o fatauncense, Girão, que fez tese de doutoramento na Universidade de Coimbra sobre a «BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO VOUGA» corrigiu as asneiras de P. Choffat apenas, parcialmente, excluindo Soajo como designação da Amarela, pois como identidade multissecular no seu espaço nada corrigiu, e DISPARATOU, ao retomar  no MARCO GEODÉSICO a falsa "Peneda", como sinónimo de PEDRINHO, no sítio culminante de toda a serra com 1373 metros de altitude máxima!

O Professor AMORIM GIRÃO, com estas graves asneiras de não a denominar, como devia, por SERRA DE SOAJO, e de atribuir apenas os 1373 m, secundarizou, em termos relativos, a notável serra que foi sustentáculo, durante séculos e séculos, do parque da natureza designado oficialmente por «REAL MONTARIA DE SOAJO»!

Voltou, Amorim Girão, a considerar erradamente o topo ou fastígio da serra, no local do MARCO DO PEDRINHO, com 1373 m de altitude, que Gerardo Pery, em 1875, havia cifrado em 1446 m, e designado por PENEDA, seguindo falsamente os homens dos trabalhos geodésicos.

Parece-nos que o regresso ao Pedrinho ("Peneda") se deveu a poder dar continuidade, não à SERRA DE SOAJO, maximizada em altitude, no sítio da Pedrada, na montanha do Outeiro Maior, com o valor rigoroso de 1416 metros, mas à serra de nome errado.

DSCF4931.JPG Imagem do construído, por volta de 1865, no popular "castelo do Pedrinho" a que os homens dos trabalhos geodésicos gravaram de "Peneda", culminado pelo marco geodésico à altitude de 1373 m, que serviu de pretexto para abaterem a identidade de séculos, «SERRA DE SOAJO», que já era usada na caracterização do Portugal medieval.

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Amorim Girão, sem conhecimentos suficientes da História e Geografia Física e Humana, da região de Soajo, avulta um nome que em primitividade nada tem de relevante, e abate a «SERRA DE SOAJO», nome que na fundação e restauração de Portugal subiu, tal como os das suas montanhas, à escala NACIONAL, pela visibilidade de imponentes e abruptas montanhas que enchiam o "olho" aos observadores...

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Girão, considerou tão erradamente, ser apenas de 1373 m, a altitude máxima da serra intercalada do Lima ao Minho, e a nascente do rio Vez!

Figurando este perfil na Geografia de Portugal, da autoria de Amorim Girão, ensinaram-se  ERROS GRAVES na UNIVERSIDADE DE COIMBRA, e que foram muito divulgados pelo país e estrangeiro...

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Os discíplos de Amorim Girão, em livro de Geografia, do ensino secundário, prosseguiram com os ensinamentos errados aprendidos na U. de Coimbra.

Só que este livro ao atingir o estatuto de «LIVRO ÚNICO» foi produzido aos milhares, de tal modo que do Minho ao Algarve ensinavam-se e aprendiam-se os DISPARATES sobre a SERRA DE SOAJO. 

Eu fui uma das vítimas embora este conhecimento desnorteado não me convencesse na sua plenitude, porque o meu professor do ensino primário perante os nomes "Peneda, Soajo, Gerês" mencionados nos manuais escolares, não interpretásse Soajo, como nome da Amarela, pois entendia esta "Peneda" como designação das montanhas para nascente do ribeiro da Gavieira!

Na verdade, assim no-lo justificou, e também informou em Soajo, a licencianda Raquel Soeiro de Brito desta sua convicção, embora errada, mas que foi acolhida na tese de licenciatura defendida na Universidade de Lisboa, em 1948... 

A seguir, mostram-se mais imagens do livro, feito pelos professores liceais que haviam sido alunos de Amorim Girão, no qual as ASNEIRAS de Girão são reproduzidas, sobretudo, a da não denominação da SERRA DE SOAJO e, também, a de 1373 m, ser muito, disparatamente, a altitude máxima da que deveria ter designado por SERRA DE SOAJO!

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Este livro, que possuo, tem a chancela que deu aos autores o privilégio de obrigatoriedade de ter que ser usado como base no ensino/aprendizagem em todo o país, ao nivel deste ano de escolaridade. 

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Estes dizeres travaram-me ENÉRGICAS reacções de grande indignação que deveriam ter explodido na sessão da APRESENTAÇÃO FEITA EM DEZEMBRO DE 1970, na Casa do Povo de Soajo, perante a COMISSÃO PARA A CRIAÇÃO DO PARQUE NACIONAL ao nos informar o nome deste, em que Soajo não estava incluído!

O professor que me ensinou rudimentos de Geografia ministrados na escola de Soajo esteve presente e foi até o anfitrião nesta jornada de promoção da criação do PN, não só pelo prestígio de que gozava na comunidade soajeira, mas também, por décadas antes já ter deixado de ser OPOSITOR À DITADURA, e ter passado a FERVOROSO SITUCIONISTA, por conveniências pessoais e para satisfazer pedidos de valdevezenses afectos na sede concelhia à causa salazarista. A sua convicção de que haveria uma "serra da Peneda" para denominar os montes a nascente da ribeira da Gavieira, a qual juntava as suas águas em Tibo, às do ribeiro da Peneda, deveriam também ter refreado alguma incomodidade pelo nome anunciado para o PN e, daí, a sua aceitação sem a mínima repulsa... Mas um grupo de Soajeiros reagiram repudiando o nome escolhido, pois a nossa ignorância de que a imaginada serra ensinada pelo professor soajeiro não era senão o resultado das ASNEIRAS de Soajo ter sido tomado como nome pela falsa Peneda localizada na montanha onde instalaram "o castelo do Pedrinho" para o encimarem com um MARCO GEODÉSICO considerado como o local de altitude máxima da penalizada SERRA DE SOAJO...

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.Na lista das altitudes, as asneiras de Amorim Gião, sobre o nome da serra e da máxima altura em relação ao nível do mar tiveram de contribuir para DESPREZAR a SERRA DE SOAJO, e altitude máxima de 1416 m!

As heranças do pretenso exterminador da SERRA DE SOAJO - o suíço P Choffat - não foram totalmente colhidas na década de 1940 por Amorim Girão e seus alunos...

 

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Lautensach não foi o único a repudiar as asneiras de P. Choffat sobre os nomes das serras que bordejam o rio Lima, também Amorim Girão o fez, mas de uma forma não suficientemente completa e correcta.

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Em cima e a seguir podem ver-se as justezas de Lautensach sobre estas serras.   DSCF4707.JPG

No mapa seguinte o autor soube distinguir, os nomes dos locais dos mais importantes MARCOS DA SERRA DE SOAJO, do nome desta...

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Como se podem referir, na actualidade de 2020, depois de nos últimos vinte e três anos se terem publicado tantas e tantas provas de asneiras publicadas que conduziram às confusões para abater o nome da SERRA DE SOAJO?!...

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Este suporte de informações disparatadas pretende, estrategicamente, dar continuidade às "MANHAS MALDOSAS E MENTIROSOS" de alguns valdevezenses para que a confusão do nome da SERRA DE SOAJO continue a impedir as correcções do nome da serra.

Quem em plenos territórios da autarquia soajeira, na Portela do Mezio e no Campo da Feira da Vila de Soajo, vê escrito o nome de duas serras distintas, em contradição com o que nos séculos não se usou, e sobretudo, com a afirmação de que entre estes dois sítios - Mezio e Campo da Feira - se percorrem 6,8 km em DUAS SERRAS, só é possível com as SACANICES dementes dos "MANHOSOS MALDOSOS E MENTIROSOS" que mem no tempo da ditadura salazarista se atreviam a DESRESPEITAR tão OFENSIVAMENTE... Mas os poderes autárquicos de SOAJO não têm vergonha em consentir que HUMILHEM desta forma tão, descaradamente, SOAJO E OS SOAJEIROS...

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