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Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

Soajo em Noticiário

A finalidade deste blog é colocar factos relevantes de Soajo para que os Soajeiros e o público interessado possa dispor dos resultados de persistentes pesquisas que se fizeram em bibliotecas e arquivos. Artigos de Jorge Ferraz Lage

PRETENDE-SE UM PARQUE NACIONAL SOAJO-GERÊS PARA AFASTAR AS FALSIDADES! (15)

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Rejeitem-se as FALSIDADES para imposição das VERDADES!

 

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 O país foi encharcado de livros de ensino de geografia no século XX, em que proliferaram aldrabices sobre os nomes e posicionamentos geográficos dos espaços clássicos das serras de SOAJO e AMARELA.

Vamos continuar a demonstrar essa vergonhosa situação que não deve orgulhar os autores de tão perniciosas asneiras que levaram a generalidade dos professores, especialmente do secundário e superior, a ensinarem incríveis FALSIDADES  como se fossem VERDADES evidentes e como tal indiscutíveis!

 

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 A serra de Soajo dá nome neste texto à Amarela, presumivelmente, mas criou-se a convicção de que a serra de Soajo ocupava parte do seu espaço a norte do Lima. Pura ilusão! Devido ao facto da não indicação de rios a delimitar os seus espaços, a referência ao Soajo dentro do sistema Galaico-duriense, harmoniza-se com o que foi ASSEVERADO por Choffat em 1907, ao o considerar apenas como NOME ALTERNATIVO, MAS DE MENOR INTERESSE  E IMPORTÂNCIA que o nome preferível, ou seja, o de AMARELA! 

Como a estratégia de Gerardo Pery, em 1875, não havia sido eficaz por o nome, SERRA DE SOAJO, continuar predominante e mais forte relativamente ao da falsidade "Peneda", mesmo não tendo sido sequer, colocado como alternativo deste, por razões que bem se entendem, então, em 1907, dissimulada e subtilmente, recorreram ao expediente de "arrumar" o nome da serra, contendo Soajo, e em opção criticada para mais a fragilizar de molde a apagarem e ofuscarem gradualmente. Sabe-se que o ilustre arqueólogo Félix Alves Pereira, natural de Arcos de Valdevez, povoação que é vila, e que dá nome a um concelho com substancial parte do seu território na SERRA DE SOAJO, referiu que o falso nome da serra resultou de os guias acompanhantes do engenheiro responsável pelos trabalhos de geodesia lhe prestaram «informação confusa» de que o sítio do marco do «PEDRINHO» [onde instalaram a "torre encimada pelo marco geodésico de primeira ordem] se chamava PENEDA!

Não disse, o Dr. Alves Pereira, por razões óbvias, que os guias que prestaram serviços aos funcionários da Direcção Geral dos Trabalhos Geodésicos quando percorreram a SERRA DE SOAJO  a fazerem  levantamentos topográficos, toponímicos e geodésicos a fim de elaborarem a «Carta Corográfica do Reino» ou «Carta Geral do Reino», teriam sido industriados pelos "GRANDES" de Valdevez para mudarem o nome da serra!  Era necessário acabar com o nome de conhecimento nacional de Soajo para perderem os Soajeiros cada vez mais força para não alimentarem tendências autonómicas, dado que a anexação oportunista do concelho de Soajo em 1852 [«não feita por reforma administrativa» como a (in)cultura do poder municipal local não gosta de afirmar, para contrariar a verdadeira história] ainda não tinha sequer dez anos de existência.

Além do muito mais, veja-se o que escreveu em 1890, o naturalista Adolfo Moller, ligado ao Jardim Botânico da Universidade de Coimbra que, também como que quis atribuir culpas a um guia por talvez o ter enganado sobre o local que queria visitar para se certificar da máxima altitude da serra! Como se sabe Moller foi incumbido de visitar a «SERRA DE SOAJO» e, não outra de nome deformado, para efeitos do estudo da sua flora. E esta serra nos «ANAIS DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA CONTINUOU CHAMADA PELO SEU NOME DE MUITOS SÉCULOS, OU SEJA, COMO «SERRA DE SOAJO»! ADOLFO MOLLER foi mandado aos então conhecidos GERÊS e  SOAJO, por razões de estudos científicos na Universidade de Coimbra!

Moller esteve na então pequenina vila de «Arcos de Val de Vez», onde teve contactos e bem soube do nome de um "NOTÁVEL" local, mas como o Professor Júlio Henriques preservava os nomes científicos das plantas, como também,  os das serras, nunca aceitaria mandar Moller para a serra de Soajo e as espécies botánicas inseridas nos «HERBÁRIOS» da  vetusta Universidade, serem atribuídos DEPOIS, a uma outra serra com um nome falseado, que o mesmo é dizer de uma forma contundente, ALDRABADO, e DOLOSAMENTE!

Só para que haja um breve noção de que os hábitos e o querer do povo perduram no tempo por resistências de várias naturezas , exemplifico com estes dados que provam manifestamente que apesar de alguns concelhos serem extintos pela reforma geral administrativa de Passos Manuel em 1936 (e não de Mouzinho da Silveira por erro muito vulgar) em que definitivamente acabaram cerca de 490 (caso de Lindoso) ou por actos legislativos avulsos (casos de Soajo, Prado e Pico dos Regalados), continuaram a manter procedimentos antigos.

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 Sendo esta a quarta edição com 3000 exemplares bem se constata que osSoajeiros não quiseram ADERIR aos procedimentos da gente do Vale de Vez com a celeridade que estes desejavam, como por exemplo no  campo das medidas dos ALQUEIRES E ALMUDES . Continuaram com princípios próprios e específicos, e se no campo da organização da "MONTARIA AOS LOBOS IBÉRICOS" continuaram também a manter os "privilégios" de as dirigirem não aceitando comandos alheios dos domínios ancestrais na ampla «SERRA DE SOAJO», mas o poder municipal arcuense, sempre de falinhas mansas e com fingimentos iam "ratando" elevando o nome ALDRABADO DA SERRA! Nada fez para impedir para que a principal identidade de Soajo prestigiasse, embora mentirosamente, as montanhas de Ponte da Barca, Vila Verde e Terras do Bouro, porque mais importante era o abatimento do nome «SERRA DE SOAJO» no seu ADEQUADO território, para benefício da falsa Peneda, de Sistelo, para fortalecer o Vale do Vez , identificador do nome do concelho alargado até aos limites do território galaico-castelhano!

 

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 Por reforma o ensino de Geografia foi integrado na disciplina de Ciências Naturais 

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O Professor Janeiro Acabado sobre o nome das serras chamou também à atenção das trapalhadas, presumivelmente também dos nomes das serras e das situações geográficas das mesmas.

A  serra da Soajo, por utilizar referido a designação "sistema galaico-duriense" de Choffat, parece  estar a dar nome à Amarela, dado que os 1415 m não nos asseguram a certeza se de referir à altitude do Alto da Pedrada. Tratando-se de edições para o ensino primário, compreende-se que exponham apenas os assuntos mais elementares, e de uma forma breve. São, todavia, de louvar os esforços de investigação e as críticas feitas às contradições constatadas nos compêndios escolares que não DEVIAM ENSINAR ALDRABICES. Atitudes como estas não encontrámos em obras do ensino secundário e superior, cujas preocupações de exigências de rigor não deviam ser descuradas...

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 A Serra de Soajo, vestida de Peneda (de Sistelo) merece constar no mapa, apesar de conter várias  FALSIDADES!

.A «SERRA AMARELA» devido a estar mascarada de «SERRA DE SOAJO» e por ter uma altitude e uma elevação acima do nível da base, maior que a grande maioria das serras de Portugal, teve de ficar oculta, escondidinha, para gáudio dos agraciados "chiquérrimos" adeptos dos geresianos e dos penedenses. Não fossem eles deixar de falar  o agradável português do «Vale do Coura»!

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